A Vodafone M-Pesa e a Sociedade Algodoeira do Niassa (JFS) assinaram hoje, em Maputo, um memorando de entendimento que visa a provisão de soluções financeiras digitais para facilitar transacções financeiras e promover a inclusão digital, bem como soluções financeiras como crédito, seguro e poupança ao agricultor e comunidades rurais.
O memorando foi rubricado na sede da Vodacom Moçambique Maputo, pelo Director Executivo da Vodafone M-Pesa, Sérgio Gomes e o Administrador da JFS, António Manuel Correia contando com a presença de representantes das duas entidades, parceiros estratégicos e membros da comunicação social. Esta parceria tem como alvo inicial agricultores e parceiros da JFS nas províncias da região Norte. Contudo, pretende-se estender a sua aplicação pela comunidade rural em geral, sem limitação territorial de acordo com os desenvolvimentos da parceria e outras áreas de interesse mútuo.
Numa primeira fase, a nível da Sociedade Algodoeira do Niassa a iniciativa vai digitalizar o sistema de pagamentos para cerca de 500 agricultores, garantir que, pelo menos, 20% de clientes façam as suas poupanças na conta M-Pesa, gerando com isso proveitos financeiros paras ambas as partes.
Durante a sua intervenção, o Director Executivo da Vodafone M-Pesa, Sérgio Gomes, destacou a importância desta colaboração: “Através desta parceria, estamos a dar um passo decisivo na modernização das transacções financeiras no sector agrícola, garantindo mais segurança, eficiência e acessibilidade aos pequenos produtores. Queremos que cada agricultor tenha a possibilidade de gerir os seus rendimentos de forma simples, digital e segura, sem depender exclusivamente do dinheiro físico.”
Por sua vez, o Administrador da JFS, António Manuel Correia, sublinhou os benefícios desta iniciativa para os agricultores e comerciantes locais: “A JFS tem um compromisso de longo-prazo com o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais. Através desta parceria, os agricultores terão acesso a serviços financeiros essenciais que lhes permitirão planear melhor as suas colheitas, poupar para o futuro e investir no crescimento dos seus negócios.”
Além da digitalização dos pagamentos agrícolas, a iniciativa prevê ainda a criação de uma rede de agentes e comerciantes M-Pesa nas zonas onde a JFS opera, permitindo que os agricultores possam utilizar os seus fundos electrónicos para adquirir bens e serviços essenciais sem necessidade de longas deslocações para a transacções.
O M-Pesa e a JFS reforçaram o compromisso de desenvolver acções de educação financeira, incluindo formações comunitárias e campanhas de sensibilização para garantir que os beneficiários compreendam e utilizem eficazmente as novas soluções disponíveis. Esta colaboração insere-se na visão estratégica do M-Pesa de expandir os serviços financeiros móveis e fomentar a inclusão digital em Moçambique.
A província de Nampula participa, pela primeira vez, na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), Portugal, num evento em que publicita as suas potencialidades turísticas e procura parcerias para a recuperação do sector.
O evento que decorre desde ontem (12) até 16 do corrente, debate desafios do turismo face ao surgimento das novas tecnologias, sobretudo, o uso da inteligência artificial.
A delegação moçambicana na Bolsa de Turismo de Lisboa é liderada pelo Secretário de Estado do Turismo, Fredson Bacar.
Segundo uma publicação do portal Ikweli, a directora provincial da Cultura e Turismo em Nampula, Jamila Bicá, participou ontem, num painel sobre o papel dos media na oferta e na procura por um estilo turístico, “onde se debateu o impacto destes na divulgação e atração do turista para um determinado destino”.
“Esta feira é uma das maiores montras internacionais, onde são discutidos vários temas relacionados à cultura e ao turismo. Nampula espera colher muita experiência em termos dessa ligação que deve existir entre a cultura e o turismo. Queremos buscar nesta feira, parcerias estratégicas para formação, entendendo que Nampula pretende posicionar-se como um mercado turístico de referência nacional, internacional e mundial”, anotou a governante.
Para este evento turístico, a província de Nampula levou materiais promocionais em formato de audiovisual e também em folhetos.
According to Maxwell Mulimakwenda, Operations Director of the Electricity Supply Corporation of Malawi (ESCOM), the works on the Mozambique side have been delayed by more than two months due to the protests in the country. He pointed out that activities on the Malawian side are in the final stages, and that supervision of the work will begin by the end of March. The project is now expected to be completed by October. The power line is 218 kilometers long, with a transmission capacity of 400 kV (kilovolt), linking the Matambo substation in Tete province to the border with Malawi in Zobué.
The project was agreed in 2013 and is budgeted at 62 million dollars. The interconnection aims to strengthen the bilateral and regional energy market, with the potential to export surplus energy from Mozambique to neighboring countries. The construction of the power line was financed by a consortium of international partners, including the World Bank, the European Union, and the governments of Norway and Germany.
For Mozambique, in addition to the interconnection with Malawi, the line represents a strategic opportunity to export surplus energy, expanding the country’s reach in the regional energy market. The impact of the protests has not only been limited to the construction of the power line. The Mozambican government recently revealed that more than a thousand infrastructures were damaged during the demonstrations.
The destruction included factories, schools, health posts, electricity installations and even ambulances. The authorities also recorded more than 300 deaths due to the protests, with human rights organizations reporting major unrest and violence. Despite the challenges, the works continue to progress, and the authorities in both countries continue to work to minimize the impacts of the delay and ensure that the project is successfully completed by October. The power line, when completed, will play a key role in strengthening energy relations between Mozambique and Malawi, as well as contributing to improving energy supply in the region.
A Bolsa de Valores de Joanesburgo (JSE) aprovou uma importante mudança para a Gemfields, operadora de minas de rubis e esmeraldas no continente africano. A empresa, que tem uma forte presença em Moçambique, será transferida do “segmento principal” para o “segmento geral” da bolsa, uma decisão que visa alinhar a companhia a um nível de regulamentação mais adequado à sua dimensão e liquidez.
A decisão da JSE foi tomada para adequar a empresa a um patamar de regulamentação mais condizente com seu porte no mercado financeiro sul-africano. A transição foi imediata e ocorre em um momento de crescente interesse pelas operações da Gemfields no mercado global. A mudança não afectará, no entanto, a cotação da empresa na Bolsa de Londres, onde a Gemfields continuará sua listagem.
A alteração pode influenciar a forma como os investidores percebem a estabilidade e o futuro da Gemfields. A movimentação poderia gerar uma mudança nas estratégias de investimentos, com uma maior flexibilidade regulatória que permite à empresa atrair mais capital, mas também levantar questões sobre a sua posição financeira em comparação com outras grandes empresas listadas na JSE.
A Gemfields é proprietária de 75% da mina de rubis de Montepuez, localizada em Cabo Delgado, Moçambique. Este é um dos maiores depósitos de rubis do mundo, mas a operação da empresa na região não é isenta de desafios. A segurança tem sido uma preocupação constante devido aos conflitos no Norte do país, além de questões ambientais e sociais envolvendo impactos da mineração e o garimpo ilegal.
Apesar dos desafios, a demanda global por pedras preciosas tem favorecido as operações da Gemfields, que se vê em uma posição estratégica para aproveitar a crescente procura. A mudança no JSE pode ser uma indicação de que a empresa busca maior flexibilidade para expandir seus projetos em Moçambique, além de facilitar a captação de investimentos para fortalecer sua presença no mercado africano.
O sector mineiro em Moçambique está em pleno crescimento, e o país busca equilibrar o incentivo ao investimento estrangeiro com a criação de condições que beneficiem as comunidades locais. A operação da Gemfields em Montepuez continuará a ser uma peça central para o desenvolvimento da mineração e exportação de pedras preciosas em Moçambique.
Com a mudança na Bolsa de Joanesburgo, a Gemfields reforça sua presença no mercado financeiro global enquanto enfrenta desafios locais em suas operações em Moçambique. A empresa se prepara para novos investimentos, ao mesmo tempo em que precisa equilibrar suas responsabilidades sociais e ambientais na região de Cabo Delgado.
The Johannesburg Stock Exchange (JSE) has approved an important change for Gemfields, the operator of ruby and emerald mines on the African continent. The company, which has a strong presence in Mozambique, will be transferred from the “main segment” to the “general segment” of the stock exchange, a decision aimed at aligning the company with a level of regulation more suited to its size and liquidity.
The JSE’s decision was taken to bring the company into line with a level of regulation more in line with its size on the South African financial market. The transition was immediate and comes at a time of growing interest in Gemfields‘ operations on the global market. The change will not, however, affect the company’s listing on the London Stock Exchange, where Gemfields will continue its listing.
The change could influence how investors perceive Gemfields’ stability and future. The move could generate a change in investment strategies, with greater regulatory flexibility allowing the company to attract more capital, but also raise questions about its financial position compared to other large companies listed on the JSE.
Gemfields owns 75% of the Montepuez ruby mine, located in Cabo Delgado, Mozambique. This is one of the largest ruby deposits in the world, but the company’s operation in the region is not without its challenges. Security has been a constant concern due to conflicts in the north of the country, as well as environmental and social issues involving mining impacts and illegal mining.
Despite the challenges, the global demand for gemstones has favored Gemfields’ operations, which sees itself in a strategic position to take advantage of the growing demand. The change in the JSE may be an indication that the company is seeking greater flexibility to expand its projects in Mozambique, as well as facilitating the attraction of investments to strengthen its presence in the African market.
Mozambique’s mining sector is booming, and the country is seeking to balance encouraging foreign investment with creating conditions that benefit local communities. Gemfields’ operation in Montepuez will continue to be a centerpiece for the development of gemstone mining and exports in Mozambique.
With the move to the Johannesburg Stock Exchange, Gemfields is strengthening its presence on the global financial market while facing local challenges in its Mozambican operations. The company is preparing for new investments, while at the same time having to balance its social and environmental responsibilities in the Cabo Delgado region.
Pedro Frederico Cossa, de 41 anos, foi recentemente nomeado Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) durante a Assembleia-Geral realizada em 12 de março de 2025, na cidade de Maputo. Com uma carreira iniciada na BVM em 2009, Cossa ocupou diversos cargos de liderança, incluindo o de Director-Adjunto de Operações. Em julho de 2024, assumiu o cargo de Administrador Financeiro da Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento da Cidade de Maputo. Ademais, desde 2016, exerce a função de docente universitário e preside a Associação Moçambicana de Economistas (AMECON), contribuindo significativamente para o desenvolvimento do sector económico em Moçambique.
Especialista em Economia de Desenvolvimento, Cossa possui mestrado na área pela Universidade Eduardo Mondlane e é licenciado em Gestão e Finanças pelo Instituto Superior de Transportes e Comunicações. Seu compromisso com a educação contínua é evidenciado por certificações adicionais em Literacia Financeira pela Universidade de Pretória, Mercados Financeiros pelo Instituto de Formação Bancária de Portugal e o First Certificate in English pela Universidade de Cambridge.
Entre 2015 e 2020, Cossa serviu como deputado na Assembleia da República de Moçambique, integrando a Comissão de Defesa, Segurança e Ordem Pública. Foi também Secretário-Geral da Organização da Juventude Moçambicana (OJM) e desempenhou funções de administrador financeiro e de recursos humanos na Empresa Municipal de Mobilidade e Desenvolvimento (EMME).
Com uma sólida trajectória em economia, mercados financeiros e políticas públicas, Cossa tem se dedicado à formação de profissionais, lecionando disciplinas como Sistemas e Mercados Financeiros e Gestão Empresarial. Sua abordagem analítica e estratégica, aliada à experiência prática em governança, permite-lhe agregar valor a iniciativas que promovam a inovação e o progresso do sector económico moçambicano.
Além de sua actuação no sector económico, Cossa demonstra uma forte paixão pela promoção de um ambiente sustentável por meio da mobilidade suave. Acredita que a adoção de soluções de transporte sustentáveis, como bicicletas elétricas, pode desempenhar um papel fundamental na melhoria da qualidade de vida, na redução do impacto ambiental e na construção de cidades mais inclusivas e eficientes.
Pedro Frederico Cossa, 41, has been appointed Chairman of the Board of Directors (PCA) of the Mozambique Stock Exchange (BVM) during the General Assembly held on March 12, 2025, in Maputo. Cossa’s career at BVM began in 2009, where he held various leadership positions, including Deputy Director of Operations. In July 2024, he assumed the role of Financial Administrator at the Municipal Mobility and Parking Company of Maputo City. Since 2016, Cossa has also served as a university lecturer and is the current president of the Mozambican Association of Economists (AMECON), contributing significantly to the development of Mozambique’s economic sector.
An expert in Development Economics, Cossa holds a master’s degree in the field from Eduardo Mondlane University and a bachelor’s degree in Management and Finance from the Higher Institute of Transport and Communications. His commitment to continuous education is evidenced by additional certifications in Financial Literacy from the University of Pretoria, Financial Markets from the Banking Training Institute of Portugal, and the First Certificate in English from the University of Cambridge.
Between 2015 and 2020, Cossa served as a deputy in the Assembly of the Republic of Mozambique, integrating the Defense, Security, and Public Order Commission. He was also Secretary-General of the Mozambican Youth Organization (OJM) and held positions as financial and human resources administrator at the Municipal Mobility and Development Company (EMME).
With a solid trajectory in economics, financial markets, and public policies, Cossa has dedicated himself to training professionals, teaching subjects such as Financial Systems and Markets and Business Management. His analytical and strategic approach, combined with practical experience in governance, allows him to add value to initiatives that promote innovation and progress in Mozambique’s economic sector.
Beyond his involvement in the economic sector, Cossa demonstrates a strong passion for promoting a sustainable environment through soft mobility. He believes that adopting sustainable transportation solutions, such as electric bicycles, can play a fundamental role in improving quality of life, reducing environmental impact, and building more inclusive and efficient cities.
A Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN) acaba de alocar mais fundos para a materialização de projectos de desenvolvimento social e económico nas províncias de Cabo Delgado, Niassa e Nampula.
Trata-se de um montante global de seis milhões de dólares, que será canalizado à ActionAid Moçambique, Associação de Apoio e Assistência Jurídica às Comunidades, Fundação Mecanismo de Apoio à Sociedade Civil, Associação Kuendeleya, Fundação Nunisa e Conselho Cristão de Moçambique.
Falando ontem, terça-feira (11), em Maputo, durante a assinatura dos contratos de financiamento, o presidente da Comissão Executiva da ADIN, Jacinto Loureiro, explicou que cada organização vai receber um milhão de dólares a título de donativo para realizar projectos de geração de emprego, ocupação juvenil, infra-estruturas sociais e meios de subsistência para a população do Norte do País.
“Este projecto, iniciado em 2023, visa mitigar os efeitos do terrorismo no Norte do País, e nesta primeira fase está avaliado em 12 milhões de dólares, dos quais já foram disponibilizados quatro. Hoje desembolsamos mais seis para as instituições implementadoras”, explicou Loureiro.
Citado pelo jornal Notícias, a fonte acrescentou, igualmente, que os resultados dos projectos já financiados são visíveis e traduzem-se na mitigação dos efeitos do terrorismo e integração da juventude em diferentes actividades de geração de renda e recreativas.
“As organizações envolvidas neste processo estão a fazer um bom trabalho; temos visto nos distritos e localidades os efeitos de diferentes iniciativas que se traduzem no empoderamento dos jovens e mulheres”, frisou.
A este propósito, Jacinto Loureiro assegurou que ainda neste trimestre serão inauguradas 67 infra-estruturas, num universo de 200 a serem erguidas este ano, com destaque para escolas, unidades sanitárias, estradas, fontes de água, entre outras, destruídas pelos terroristas.
A empresa de logística de carga Grindrod cortou os seus dividendos na ordem de 55% devido ao encerramento da fronteira de Lebombo do lado sul-africano, Ressano Garcia do lado moçambicano no período das manifestações pós-eleitorais em Moçambique, no último trimestre de 2024.
Após avançar que no ano passado os seus lucros caíram para mil milhões de randes, a empresa viu as suas acções caírem na ordem de 6%. Mas, segundo o IOL, esse descarrilamento se deve aos preços das commodities e inundações.
O grupo sofreu impactos 4,4 milhões de toneladas anuais em volume e 200 milhões de randes em lucros totais no último trimestre de 2024, por conta do movimento intermitente da fronteira.
Os resultados mais fracos ocorreram apesar do grupo ter se posicionado por meio de uma série de acordos e iniciativas para se tornar um grande operador e parceiro em diversas oportunidades de investimento em infraestrutura logística, incluindo ferrovia na África do Sul.
A Anchor Capital disse em uma nota que, embora a recente agitação civil em Moçambique tenha sido uma preocupação, os resultados da Grindrod foram bem orientados, e sua perspectiva era promissora.
Profile Mozambique: A F3M Moçambique faz parte de um grupo com mais de 38 anos de experiência e tem uma presença consolidada no país desde 2012. Pode partilhar um pouco mais sobre a origem da empresa e o significado do nome “F3M”?
Rui Bispo: A F3M Moçambique é uma empresa que opera no país desde 2012, sendo parte do grupo F3M sedeada em Portugal, que conta com mais de 38 anos de existência. A empresa dedica-se ao desenvolvimento de software e à implementação de projectos personalizados, além de manter, desde a sua fundação, uma parceria estratégica com a Cegid Primavera.
A F3M Moçambique especializa-se na comercialização e implementação de ERPs e software de gestão para empresas em Moçambique, contribuindo para a optimização dos seus processos operacionais.
Quanto à origem do nome “F3M”, este remonta à fundação da empresa por quatro jovens universitários, cujas iniciais deram origem à designação. Actualmente, apenas um dos fundadores, Pedro Fraga, continua ligado à instituição.
PM: Quais são os principais sectores de actuação da F3M Moçambique e como as soluções oferecidas têm contribuído para o desenvolvimento desses sectores?
RB: A F3M, através da sua parceria com a Cegid Primavera, disponibiliza o software Primavera, uma solução amplamente reconhecida no mercado. Trata-se de um software horizontal, ou seja, pode ser implementado em diversas áreas de negócio e personalizado de acordo com as necessidades específicas de cada cliente.
Ademais, a F3M é também uma software house, dedicada ao desenvolvimento de soluções tecnológicas especializadas. Neste âmbito, cria e implementa softwares verticais, concebidos para responder às exigências específicas de sectores de actividade determinados.
PM: Qual é a participação de mercado da F3M Moçambique no sector em que actua?
RB: Nos sectores em que actuamos com os nossos softwares próprios, como é o caso das ópticas e dos jardins de infância, a F3M é, claramente, líder de mercado.
No que diz respeito aos softwares de gestão, no âmbito da nossa parceria com a Cegid Primavera, ocupamos um estatuto elevado, o que nos confere uma participação de mercado significativa e um reconhecimento sólido. Esta posição permite-nos atender a todos os clientes com a máxima atenção, mas, ao mesmo tempo, dispomos da capacidade necessária para responder, de forma eficaz, às exigências das médias e grandes empresas.
Rui Bispo, Managing General da F3M Moçambique
PM: Recentemente, a F3M expandiu a sua oferta de formação online para Moçambique, após um aumento significativo na procura em Portugal. Quais têm sido os resultados dessa iniciativa e como ela tem impactado os profissionais e empresas locais?
RB: A formação é um pilar essencial para os nossos clientes, e a F3M investe continuamente nesse aspecto para garantir que utilizem os nossos ERPs e softwares de forma eficaz e sem dificuldades. O nosso objectivo é mantê-los sempre actualizados, uma vez que os softwares estão em constante evolução, tanto devido aos avanços tecnológicos como às mudanças fiscais e legais nos diferentes países.
Nesse sentido, procuramos estreitar a nossa relação com os clientes, focando-nos na capacitação dos seus profissionais. Com isso, asseguramos que conseguem utilizar e dar continuidade, dentro das suas empresas, às soluções que comercializamos.
Por outro lado, a F3M distingue-se pela sua equipa multidisciplinar, preparada para responder de forma eficiente às diversas necessidades do mercado.
PM: Quais são os principais desafios que a F3M Moçambique enfrenta no mercado actual e quais estratégias estão a ser implementadas para os superar?
RB: Os desafios que enfrentamos passam, naturalmente, pela concorrência. Para nos diferenciarmos, procuramos sempre oferecer um produto e um serviço distintos, seja através de uma consultoria especializada ou de uma implementação diferenciada.
Apostamos fortemente na comunicação com o cliente e mantemos uma estratégia focada na excelência do trabalho que desenvolvemos desde 2012. O nosso compromisso é continuar a crescer e a evoluir, garantindo, assim, as melhores soluções e um atendimento de qualidade para os nossos clientes.
PM: Quais têm sido os principais reconhecimentos e prémios atribuídos à F3M Moçambique nos últimos anos, e de que forma essas distinções reflectem a vossa aposta na certificação dos consultores e na qualidade dos projectos entregues?
RB: A F3M tem apostado fortemente na certificação dos seus consultores, o que não só reforça a confiança dos nossos clientes, como também leva ao reconhecimento do nosso trabalho e à recomendação dos nossos serviços. Esta abordagem tem-nos permitido realizar projectos de acordo com as expectativas dos clientes e impulsionar o crescimento da nossa base de clientes ao longo dos anos.
No âmbito da nossa parceria com a Cegid Primavera, que distingue anualmente os seus parceiros, temos sido reconhecidos em várias ocasiões. Mais recentemente, em 2023, fomos premiados como o Melhor Parceiro do Ano de 2022, um reflexo do nosso compromisso com a excelência e a qualidade dos serviços que prestamos.
PM: Quais são as expectativas da F3M Moçambique em relação ao desenvolvimento do sector de tecnologias de informação e comunicação no país nos próximos anos?
RB: A transformação digital em Moçambique já deu passos importantes, mas ainda há um longo caminho a percorrer. Acredito que, nos próximos anos, será fundamental que a economia moçambicana se torne mais digital e adopte mais soluções de software de gestão.
Os pequenos comerciantes, que ainda dependem do papel, terão que se adaptar à evolução das tecnologias, seja por questões fiscais ou pela necessidade de acompanhar as mudanças do mercado. Essa evolução digital será essencial para evitar que Moçambique fique para trás, enquanto outros países, mais rápidos na adaptação, avançam e ganham competitividade.
Sobre F3M
A F3M é uma referência no domínio das tecnologias de informação e comunicação. Com origem em Portugal e mais de 30 anos de existência, iniciou o seu processo de internacionalização no ano de 2006, marcando presença em 8 países.