Friday, April 10, 2026
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Desabamento do garimpo ilegal em Barué Resulta em tragédia

Garimpo ilegal em Barué Resulta em tragédia

Pelo menos três garimpeiros morreram e dois ficaram feridos após o desabamento de uma mina de turmalina no distrito de Barué, província de Manica, no centro do país. O acidente ocorreu no último Sábado (15), por volta das 19h00, enquanto os trabalhadores escavavam a mina, que havia sido invadida por populares dois dias antes.

A invasão foi motivada por protestos contra a mineradora Sominha, acusada de não cumprir compromissos de responsabilidade social na região. Segundo as autoridades, os garimpeiros soterrados passaram dois dias sob a terra antes do resgate.

O director dos Serviços Provinciais dos Recursos Minerais e Energia em Manica, Manuel Silva, explicou que a operação de salvamento enfrentou dificuldades devido à falta de equipamentos adequados. “Não conseguimos retirar os garimpeiros a tempo por falta de recursos. Não tínhamos tubos para introduzir oxigénio, o que dificultou o resgate. Apenas hoje, com a ajuda de uma pá, conseguimos desenterrá-los”, afirmou.

O acidente foi causado pelo deslizamento de terra, agravado pela umidade do solo durante a época chuvosa. O evento reforça os riscos enfrentados pelos garimpeiros que actuam de forma irregular na região.

Garimpo ilegal e riscos em Manica

Este é o segundo caso de mortes por deslizamento de terras em minas da província em pouco mais de um mês. Em Janeiro, quatro mineiros ilegais morreram após um deslizamento em uma mina de ouro no distrito de Gondola.

Manica é uma região rica em minerais como ouro e turmalina, atraindo milhares de garimpeiros, muitos deles actuam de forma ilegal e em condições precárias. Os distritos de Macossa, Barué, Sussundenga, Gondola e Manica concentram a maior parte da exploração. Estima-se que entre 400 e 800 quilos de ouro sejam extraídos anualmente na província, parte dessa produção fora do circuito formal de comercialização.

As autoridades locais alertam para os riscos da mineração irregular, mas a actividade continua sendo a principal fonte de sustento para muitos jovens nacionais e estrangeiros que migram para a região em busca de oportunidades.

Conheça Tomás Matola, o CEO que lidera com resultados concretos

Tomás Rodrigues Matola, Presidente do Conselho de Administração (PCA) da empresa Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB).

Antes da sua ascensão à presidência da HCB, Tomás Matola esteve nos últimos anos na liderança do Banco Nacional de Investimentos (BNI), onde apesar da conjuntura económica nacional e internacional adversa conseguiu estabilizar o banco, apresentando regularmente lucros e contas positivas, repartindo os dividendos com os sócios.

Tomás Rodrigues Matola, Presidente do Conselho de Administração (PCA) da empresa Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB)

Tomás Rodrigues Matola nasceu em Maputo, em 1979. É formado em gestão pela Faculdade de Economia da Universidade Eduardo Mondlane [graduado como o melhor estudante] e tem especializações em Gestão Bancária e Gestão de Negócios de Petróleo e Gás, feitas na Universidade Católica de Portugal e no Instituto Superior de Ciências e Tecnologias de Moçambique (ISCTEM). É professor universitário das disciplinas de economia monetária, sistema financeiro e gestão bancária.

Tomás Matola tem uma larga experiência no sistema financeiro, com passagem pelo Millennium Bim, Banco de Moçambique e pela extinta Mcel, onde fundou e dirigiu o sector de compliance da carteira móvel mKesh. No BNI foi sub-director, director, administrador, presidente do Conselho de Administração (cumulativamente com as funções de presidente da Comissão Executiva) nos últimos três anos presidente da Comissão Executiva, num sistema de governance que separa o chairman do CEO.

Matola deixa o BNI poucos dias depois de apresentar os resultados de 2022: lucros líquidos de cerca de 208 milhões de meticais.

Foi antes PCA do BNI e foi lucrativo, tendo na sequência entregue os dividendos aos sócios do Banco, de resto, coisa rara no sector empresarial do Estado moçambicano.

  • Empresa logrou alcançar, em 2023, uma produção na ordem dos 16.057,5 GWh, 12,36% acima das projecções e 2,0% acima do volume da produção alcançada em 2022, a produção mais alta dos últimos oito anos.
  • Receitas foram na ordem dos 34.916,98 milhões de meticais, um incremento de 49,2% acima das previsões
  • Resultado líquido, 13.021,69 milhões de meticais, foi o mais alto da história da HCB
  • Empresa projecta um incremento da capacidade de geração para cerca de 4.000 MW, até 2032;
  • HCB foi a empresa que mais pagou dividendos ao accionista Estado, em 2023, na ordem de 4.643,3 milhões de meticais. A contribuição da HCB constitui metade (50%) dos dividendos pagos pelo Sector Empresarial do Estado.
  • HCB aspira ser o maior produtor de energia limpa na região e um dos maiores de África e do mundo, até 2032

Meet Tomás Matola, the CEO who leads with concrete results.

Tomás Rodrigues Matola, Chairman of the Board of Directors (PCA) of Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB).

Before assuming the presidency of HCB, Tomás Matola led the Banco Nacional de Investimentos (BNI) in recent years, where, despite adverse national and international economic conditions, he managed to stabilize the bank, consistently delivering profits and positive financial results while distributing dividends to shareholders.

Tomás Rodrigues Matola was born in Maputo in 1979. He holds a degree in Management from the Faculty of Economics at Eduardo Mondlane University, where he graduated as the top student. He has specialized in Banking Management and Petroleum & Gas Business Management at the Catholic University of Portugal and the Higher Institute of Science and Technology of Mozambique (ISCTEM). Additionally, he serves as a university lecturer, teaching courses in monetary economics, financial systems, and banking management.

Matola has extensive experience in the financial sector, having worked at Millennium Bim, the Bank of Mozambique, and the now-defunct Mcel, where he founded and managed the compliance department for the mKesh mobile wallet. At BNI, he held various positions, including Deputy Director, Director, Executive Board Member, Chairman of the Board of Directors (concurrently serving as CEO for three years), and finally, CEO under a governance system that separates the roles of Chairman and CEO.

Matola left BNI just days after presenting the bank’s 2022 results, which showed net profits of approximately 208 million meticais. Under his leadership, BNI was profitable and distributed dividends to its shareholders—an uncommon practice in Mozambique’s state-owned enterprises.

HCB’s Key Performance Highlights

  • In 2023, the company achieved a production output of 16,057.5 GWh, exceeding projections by 12.36% and surpassing the 2022 output by 2.0%, marking the highest production level in the last eight years.
  • Revenue reached 34,916.98 million meticais, a 49.2% increase above forecasts.
  • Net profit stood at 13,021.69 million meticais, the highest in HCB’s history.
  • The company plans to increase its generation capacity to approximately 4,000 MW by 2032.
  • In 2023, HCB was the highest dividend-paying company to the Mozambican government, disbursing 4,643.3 million meticais. HCB’s contribution represented 50% of the total dividends paid by the State Business Sector.
  • HCB aspires to become the largest clean energy producer in the region and one of the biggest in Africa and worldwide by 2032.

Marco Abalroado tem a maior visibilidade mediática nacional

O CEO do Access Bank, Marco Abalroado, foi o líder que maior visibilidade teve nos media nacionais, segundo o CEO Media Report Moçambique 2024, que avaliou publicações de 01 Janeiro e 30 de Setembro de 2024.

Marco Abalroado foi o CEO com o maior volume de artigos e apresentou a quinta melhor favorabilidade (70,7) no ranking, notoriedade sustentada em iniciativas no âmbito da Responsabilidade Social.

Por outro lado, Agostinho Langa Júnior, CEO dos Caminhos de Ferro de Moçambique, foi o líder com a favorabilidade mais positiva nos media.

O PCA dos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), com entrada directa no ranking em 2024, destacou-se como o líder com o índice de favorabilidade mais elevado (73,8).

Outros resultados deste Relatório de Análise Qualitativa de Media:

  • Francisco Costa, CEO do BCI, é o segundo da tabela em volume de artigos e apresenta a segunda melhor favorabilidade, liderando a favorabilidade entre os CEOs do sector financeiro.
  • Osório Lucas, CEO da Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo, é o terceiro em volume de artigos e ocupa a nona posição no ranking de favorabilidade.
  • Tomás Matola, PCA da Hidroeléctrica Cahora Bassa, ocupa o quarto lugar em volume de artigos e a décima posição no índice de favorabilidade.
  • Manuel Soares, CEO da Moza Banco, figura na quinta posição em volume de artigos e na quarta posição no índice de favorabilidade.
  • Bernardo Aparício, CEO do Standard Bank, surge na sexta posição, tanto em termos de volume de artigos, como em favorabilidade.
  • Amélia Muendane, PCA dos Aeroportos de Moçambique, a primeira das duas entradas femininas no ranking em 2024, é a oitava em volume de artigos, ocupando a mesma posição no que respeita à favorabilidade.
  • Pedro Carvalho, o CEO do Absa Bank, ocupa o nono lugar do ranking em volume de artigos e o sétimo lugar no índice de favorabilidade.
  • Por fim, Rui Maximino do Millennium Bim e Ludovina Bernardo da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos partilham a décima posição do ranking com o mesmo volume de artigos. Já no que respeita à favorabilidade, Rui Maximino ocupa o terceiro lugar no ranking, enquanto Ludovina Bernardo, a segunda presença feminina em 2024, ficou-se pelo décimo lugar.

Marco Abalroado Achieves Highest Media Visibility Nationally

The CEO of Access Bank, Marco Abalroado, was the leader with the highest media visibility in Mozambique, according to the CEO Media Report Mozambique 2024, which analyzed publications from January 1 to September 30, 2024.

Marco Abalroado topped the list in terms of article volume and secured the fifth-best favorability score (70.7) in the ranking, driven by initiatives in the field of Social Responsibility.

On the other hand, Agostinho Langa Júnior, CEO of Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), achieved the most positive media favorability. Making his debut in the ranking in 2024, he stood out with the highest favorability index (73.8).

Other findings from this Qualitative Media Analysis Report include:

  • Francisco Costa, CEO of BCI, ranked second in article volume and secured the second-best favorability score, leading in favorability among financial sector CEOs.
  • Osório Lucas, CEO of the Maputo Port Development Company, ranked third in article volume and ninth in favorability.
  • Tomás Matola, Chairman of Hidroeléctrica Cahora Bassa, took fourth place in article volume and tenth in favorability.
  • Manuel Soares, CEO of Moza Banco, ranked fifth in article volume and fourth in favorability.
  • Bernardo Aparício, CEO of Standard Bank, placed sixth in both article volume and favorability.
  • Amélia Muendane, Chairperson of Airports of Mozambique and the first of two female leaders in the 2024 ranking, ranked eighth in both article volume and favorability.
  • Pedro Carvalho, CEO of Absa Bank, secured the ninth spot in article volume and seventh in favorability.
  • Finally, Rui Maximino of Millennium Bim and Ludovina Bernardo of Empresa Nacional de Hidrocarbonetos shared the tenth position in article volume. In terms of favorability, Rui Maximino ranked third, while Ludovina Bernardo—the second female leader in the 2024 ranking—took the tenth spot.

Dugongo: Venda de cimento a um preço baixo na África do Sul visa obter “moeda estrangeira”

A Moçambique Dugongo Cimentos considera que uma redução arbitrária do preço do cimento poderá afectar a produção normal e o abastecimento no mercado, reforçando que o estabelecimento do custo é influenciado por múltiplos factores, que não podem ser explicados e decididos por um único dado ou número.

Localizada em Matutuine, província de Maputo, a firma fez este esclarecimento, através de uma nota, em reação aos protestos que acontecem em vários pontos do País, exigindo que o saco do cimento seja vendido abaixo dos 300 meticais, visto que o preço do mesmo produto na África do Sul é inferior ao praticado no mercado nacional.

Numa nota citada pela Carta de Moçambique, os gestores da Dugongo Cimentos começam por explicar que “a produção do cimento é um processo industrial complexo com componentes de custo, como calcário, gasóleo, carvão, equipamentos e matérias-primas importadas”.

“Para ilustrar, o custo do carvão aumentou de 3840 meticais/tonelada em 2021 para 6450 meticais/tonelada, e o preço do gasóleo aumentou de 47 meticais/litro em 2021 para 91 meticais/litro”, descreveu a entidade.

Mais adiante, a empresa explicou que o preço de exportação para a África do Sul está abaixo do custo de produção, não com o objectivo de obter lucro, “mas para obter moeda estrangeira necessária para pagar o combustível e a matéria-prima importada”.

“Os recursos como o carvão em Moçambique estão concentrados principalmente na província de Tete e, devido à infra-estrutura insuficiente e a longa distância, o custo de transporte para Maputo é superior ao da importação da África do Sul. Logo, precisamos de recorrer a uma exportação limitada para obter moeda estrangeira e manter a produção”, argumentou.

A Dugongo Cimentos clarificou que “no mercado sul-africano, o preço do cimento não é inferior ao dos fabricantes locais, seguindo rigorosamente as leis de mercado daquele país para não perturbar a concorrência”.

“Na região Sul de Moçambique, o preço geralmente gira em torno de 420 meticais, enquanto em algumas regiões do Norte pode chegar a 620 meticais. Essa diferença tem que ver com o custo do transporte. Nem sempre o preço é determinado unilateralmente pelas empresas, mas pelas condições do mercado e da logística”, acrescentou a empresa detida pelos grupos empresariais SPI (moçambicano) e West China Cement Limited (chinês).

Dugongo: Selling Cement at a Low Price in South Africa Aims to Obtain “Foreign Currency”

Mozambique Dugongo Cimentos stated that an arbitrary reduction in cement prices could affect normal production and supply in the market, emphasizing that the cost of cement is influenced by multiple factors, which cannot be explained or determined by a single figure.

Located in Matutuine, Maputo province, the company made this clarification through a statement in response to protests occurring in various parts of the country, demanding that a bag of cement be sold for less than 300 meticais, given that the same product is cheaper in South Africa than in the domestic market.

In a note quoted by Carta de Moçambique, Dugongo Cimentos’ management explained that “cement production is a complex industrial process with cost components such as limestone, diesel, coal, equipment, and imported raw materials.”

“To illustrate, the cost of coal rose from 3,840 meticais per ton in 2021 to 6,450 meticais per ton, and the price of diesel increased from 47 meticais per liter in 2021 to 91 meticais per liter,” the company detailed.

Furthermore, the company clarified that the export price to South Africa is below the production cost, not to make a profit, “but to obtain foreign currency needed to pay for fuel and imported raw materials.”

“Resources such as coal in Mozambique are mainly concentrated in Tete province, and due to insufficient infrastructure and long distances, the transportation cost to Maputo is higher than importing from South Africa. Therefore, we need to rely on limited exports to obtain foreign currency and maintain production,” the company explained.

Dugongo Cimentos also clarified that “in the South African market, the price of cement is not lower than that of local manufacturers, strictly following the market laws of that country to avoid disrupting competition.”

“In southern Mozambique, the price generally revolves around 420 meticais, while in some northern regions it can reach up to 620 meticais. This difference is due to transportation costs. Prices are not always unilaterally determined by companies but are influenced by market and logistics conditions,” added the company, owned by the business groups SPI (Mozambican) and West China Cement Limited (Chinese).

Exportações de bens para UE renderam a Moçambique 5,3 MM$ nos últimos quatro anos

O volume das exportações de Moçambique para a União Europeia (UE) atingiu a cifra de 5,3 mil milhões de dólares contra 4,19 mil milhões de dólares de importações no período compreendido entre 2020 e 2024.

A informação foi avançada esta segunda-feira (17) em Maputo, pelo ministro da Economia, Basílio Muhate, destacando que a UE assume actualmente a primeira posição na lista dos maiores parceiros comerciais de Moçambique.

Segundo Basílio Muhate, que durante a primeira edição do Networking Europeu, que juntou Câmaras de Comércio de Moçambique, Europa, Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), empresários moçambicanos europeus e outros convidados, o Executivo moçambicano reconhece os esforços dos empresários europeus e outros na criação de empregos no País.

“Isso realça o papel que a União Europeia tem como nosso maior parceiro comercial multilateral”, acrescentou o governante, encorajando os empresários europeus a trabalharem sempre em articulação com instituições nacionais de apoio ao investimento, fomento empresarial e comércio externo, tendo em conta o seu papel no processo de reformas em curso no País.

Já o embaixador da União Europeia acreditado em Moçambique, Antonino Maggiore, ressalvou que todos têm a missão de trabalhar com todas as forças do País de modo a acompanhar as reformas e desenvolvimento.

“Nós como União Europeia, estamos prontos para apoiar essas reformas, a parceria Moçambique e União Europeia é muito profunda e a cooperação com o sector privado é fundamental na nossa estratégia global, baseada sobre o conceito conectividade”, reiterou Magiore.

Txuna M-Pesa atinge 2.5 milhões de clientes

O serviço de contratação instantânea de crédito, Txuna M-Pesa da Vodacom em Moçambique, já beneficiou mais de 2.5 milhões de clientes nos últimos 4 anos, reforçando o compromisso da empresa com a inclusão financeira e a pretensão de proporcionar a melhor experiência aos utilizadores da carteira móvel, M-Pesa.

O Txuna foi lançado no final de 2020, como a primeira solução inovadora no acesso rápido e seguro a crédito instantâneo concedido por uma instituição bancária. Até actualmente continua sendo o único na sua categoria.

Dados indicam que os mutuários do M-Pesa acedem ao serviço Txuna para suprir várias necessidades, incluindo o investimento nos seus negócios, pagamento de propinas, cobertura de despesas de saúde e de outra natureza. O Txuna M-Pesa tem sido um aliado de confiança, sempre disponível quando os clientes da Vodacom e do M-pesa mais precisam.

Nos últimos cinco anos, o M-Pesa introduziu várias melhorias no serviço para continuar a oferecer a melhor experiência possível, garantindo um serviço estável e confiável para os seus clientes, pelo que fazer um Txuna ficou ainda mais simples e acessível.

Como forma de ajudar os seus clientes a gerirem melhor os seus empréstimos e finanças pessoais, o M-Pesa tem vindo a lançar iniciativas de educação financeira. Além disso, como forma de aliviar os clientes com dificuldades financeiras foram introduzidas facilidades de reembolso, permitindo a regularização das suas dívidas e a continuidade do acesso à plataforma.

No âmbito da provisão dessas facilidades, recentemente foram adicionadas funcionalidades que ampliaram controlo sobre a gestão dos empréstimos. Agora, além de escolherem o prazo de pagamento, os mutuários do M-Pesa também podem definir a frequência de pagamento que melhor se encaixa na sua realidade, ajudando-os a gerir melhor o orçamento. Outra grande melhoria foi a optimização do processo de acesso ao serviço, tornando-o mais flexível e adaptado ao comportamento financeiro do cliente.

Contudo, como parte do processo natural de qualquer inovação tecnológica, podem surgir desafios operacionais. No entanto, a prioridade do M-Pesa é garantir uma resolução rápida e eficaz de qualquer questão, assegurando que o serviço permaneça estável e confiável.

“Adoptamos uma abordagem proactiva, antecipando e minimizando possíveis dificuldades para proporcionar uma melhor experiência do serviço aos nossos clientes. Comprometemo-nos a cumprir rigorosamente os prazos regulamentares de resolução de problemas, com um histórico de solucionar a maioria das ocorrências muito antes das metas internas estabelecidas”, explicou Sérgio Gomes, Director executivo da Vodacom M-Pesa.

O compromisso do M-Pesa com os seus clientes é sólido e contínuo e serviço Txuna desempenha um papel crucial na vida dos moçambicanos, proporcionando acesso ao crédito de forma rápida, transparente e acessível, pelo que a empresa se compromete a continuar a investir na melhoria contínua do serviço, garantindo que cada vez mais moçambicanos tenham acesso a soluções financeiras inovadoras, seguras e inclusivas.

Projecto de GNL da TotalEnergies enfrenta desafios de Segurança e Financiamento. Demanda aumenta, mas decisão depende de Trump

O projecto Mozambique LNG, avaliado em 20 bilhões de dólares, pode nunca sair do papel, apesar das previsões otimistas para a demanda de GNL. Parece que nem todos perceberam que o mundo vai precisar de ainda mais GNL no futuro.

As obras do Mozambique LNG estão suspensas desde 2021, quando a TotalEnergies declarou força maior devido à intensificação dos conflitos entre facções políticas locais. Agora, a empresa planeja retomar as operações, mas enfrenta as consequências de anos de campanhas pela transição energética.

No final do ano passado, a gigante francesa tentou, sem sucesso, convencer o governo de Biden a liberar cerca de 5 bilhões de dólares em empréstimos estatais para o projecto. Isso não é surpresa, considerando a postura do governo Biden em relação ao gás natural e ao GNL. O problema é que não está claro se o governo Trump estaria disposto a liberar o dinheiro, dado o foco de Trump na energia produzida nos EUA, como apontado pelo Instituto Internacional de Economia de Energia e Análise Financeira (IIEFA).

Em janeiro, o presidente Donald Trump assinou a ordem executiva “Unleashing American Energy”, que encerrou a pausa na emissão de licenças para exportação de GNL. O IEEFA questiona: “Isso se alinha ao financiamento dos EUA para um projecto francês, japonês, indiano e tailandês, especialmente no contexto de uma demanda questionável de longo prazo por GNL?”

A primeira parte da questão é, sem dúvida, pertinente. Quanto à demanda de longo prazo por GNL, há sinais claros de sua continuidade, especialmente considerando as tendências atuais de preços na Europa. Nesta semana, os preços do gás atingiram o nível mais alto desde 2023, à medida que a demanda sazonal esgotou os estoques, aumentando os temores de que a Europa possa encerrar o inverno com reservas reduzidas e precise reabastecê-las.

A demanda por GNL é forte e deve aumentar à medida que mais oferta entrar no mercado, apesar das previsões de que o mundo estaria se afastando dos hidrocarbonetos. Mesmo o consumo de carvão continua crescendo globalmente.

No entanto, o caso do Mozambique LNG é complexo devido à situação de segurança na região e ao facto de que os financiadores originais incluem governos pró-transição energética, como o de Keir Starmer no Reino Unido. Esse governo estaria procurando maneiras de sair do compromisso de financiamento, já que sua agenda de transição não é mais compatível com o projeto e, possivelmente, devido à necessidade de recursos para investir na transição energética.

O financiamento dos EUA para o projecto de GNL poderá ser aprovado nas próximas semanas

O norte de Moçambique enfrenta uma insurgência islâmica, o que levou a TotalEnergies a suspender o projeto em 2021. A situação está melhorando com a ajuda das autoridades e tropas de Ruanda, financiadas pela União Europeia, interessada na retomada do projecto. No entanto, há controvérsias sobre o envolvimento do exército ruandês com grupos rebeldes na República Democrática do Congo, o que gerou protestos em Bruxelas e pedidos de sanções – complicando ainda mais o cenário do Mozambique LNG.

No final das contas, a demanda por energia será o fator decisivo. Inicialmente, a TotalEnergies planejava começar a exportar GNL em 2024. Agora, a Rystad Energy prevê que o início pode ser adiado para 2030. Mas, se a demanda por GNL crescer como esperado, o investimento de 20 bilhões de dólares será justificado, assim como quaisquer investimentos adicionais para garantir um ambiente seguro para as operações. No fim das contas, tudo se resume à segurança do fornecimento de energia.