Sunday, April 12, 2026
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Associação Industrial defende maior e mais acesso ao financiamento

A Associação Industrial de Moçambique (AIMO) defende que os megaprojectos devem impulsionar o desenvolvimento das indústrias locais e melhorar a vida das comunidades, enquanto operarem no País.

O posicionamento foi apresentado na última sexta-feira (14), num encontro entre a AIMO e o ministro da Economia, durante o qual a associação pediu mais acesso ao financiamento.

Através de uma nota citada pelo jornal “O País”, a agremiação abordou no encontro, de forma contundente, os desafios enfrentados pela indústria, incluindo as barreiras regulatórias, a infra-estrutura deficiente e a necessidade urgente de modernização da tecnologia e processos.

Na reunião, a AIMO enfatizou também a necessidade de se criar mais fontes de financiamento para permitir que as indústrias locais se expandam e modernizem as suas acções.

“O presidente da AIMO, Rogério Samo Gudo, fez um apelo para a criação de condições que favoreçam a concessão de crédito, além de políticas que incentivem a captação de investimentos privados e internacionais no sector”, lê-se no documento.

Por sua vez, Basílio Muhate, ao lado da sua equipa, enfatizou que o Governo está comprometido em apoiar, sem reservas, os esforços para impulsionar a inovação, a sustentabilidade e o fortalecimento das indústrias locais.

O governante reafirmou que a parceria com a AIMO será a chave para enfrentar os desafios e realizar os grandes sonhos de industrialização que mudarão o futuro da nação.

Acordo aproxima estudantes e mercado de trabalho

O Instituto Superior de Transportes e Comunicações (ISUTC) acaba de formalizar um acordo de adesão como Membro Colectivo da Ordem dos Engenheiros de Moçambique (OrdEM), numa cerimónia realizada na sede da instituição, na cidade de Maputo.

O acordo foi assinado pelo Vice-Presidente da OrdEM, Alberto Tsamba, e pelo Director-Geral do ISUTC, Fernando Leite, marcando o início de uma parceria estratégica que visa fortalecer o exercício da engenharia em Moçambique.

Com um universo de 1.900 estudantes nos cursos de engenharia – dos quais 37% são mulheres -, o ISUTC compromete-se a partilhar informações sobre os seus currículos, lista de graduados e eventos científicos, além de promover a interacção entre os finalistas e a OrdEM.

Em contrapartida, a Ordem dos Engenheiros dará ao ISUTC prioridade na divulgação de oportunidades de formação, bolsas e estágios, além de conceder inscrição gratuita e isenção de quotas no primeiro ano ao melhor aluno de cada curso de engenharia.

Fundado em 1999, o ISUTC ministra actualmente nove cursos de engenharia, nomeadamente Engenharia Civil e de Transportes, Engenharia Informática e de Telecomunicações, Engenharia e Ciência dos Computadores, Engenharia Mecânica e de Transportes, Engenharia Electromecânica, Engenharia Ambiental, Engenharia Electrotécnica e Engenharia Electrónica e de Telecomunicações. Dispõe ainda de uma Licenciatura em Engenharia Ferroviária. Conta com um total de 170 docentes em disciplinas técnicas e 90 investigadores na área.

A oferta formativa inclui ainda programas de Pós-Graduação, Mestrados, Formação para Executivos e Cursos Extracurriculares. Algumas licenciaturas e cursos específicos estão também disponíveis na modalidade de Ensino à Distância.

O acordo agora assinado com a Ordem dos Engenheiros de Moçambique reforça o compromisso do ISUTC em contribuir para a excelência da engenharia em Moçambique, preparando profissionais qualificados para os desafios do sector.

O que vai “bombar” no Marketing em 2025

O marketing está em constante evolução, impulsionado por avanços tecnológicos, mudanças no comportamento do consumidor e a necessidade crescente de personalização e autenticidade.

Em 2025, as tendências de marketing serão dominadas por inteligência artificial, interactividade, marketing baseado em dados e novas formas de engajamento digital. Este artigo analisa profundamente as principais tendências que irão moldar o sector nos próximos meses.

  1. Marketing baseado em dados e privacidade digital

Com o fim dos cookies de terceiros e o aumento das regulamentações de privacidade, como a GDPR e a LGPD, as marcas precisarão encontrar novas formas de colectar e usar dados dos consumidores. Em 2025, estratégias como Zero-Party Data (dados fornecidos voluntariamente pelos usuários) e First-Party Data (dados colectados directamente pelo site da empresa) serão essenciais.

Plataformas de Customer Data Platforms (CDP) crescerão em importância, ajudando empresas a consolidar dados de diferentes fontes e criar perfis de clientes mais completos. Marcas que conseguirem equilibrar personalização com transparência terão vantagem competitiva.

  1. Crescimento do social commerce e influência digital

O Social Commerce – vendas directas dentro de plataformas sociais como Instagram, TikTok e WhatsApp – será uma das maiores tendências de 2025. As marcas investirão fortemente em experiências de compra dentro dessas redes, tornando o processo de conversão mais rápido e intuitivo.

Leia também – Terminou “noivado” entre Nissan e Honda

Influenciadores digitais serão as peças-chave no marketing, mas o foco se deslocará para micro influenciadores, que possuem taxas de engajamento mais altas e maior credibilidade junto a nichos específicos. Parcerias estratégicas com esses criadores vão gerar mais impacto do que campanhas com grandes celebridades.

  1. Experiências imersivas

A realidade aumentada (AR) e o metaverso continuarão crescendo em relevância no marketing. Em 2025, veremos marcas explorando ambientes digitais interactivos para oferecer experiências únicas aos consumidores. Desde provadores virtuais no e-commerce até eventos e lançamentos de produtos em mundos virtuais, a imersão será um diferencial competitivo.

Empresas que investirem na criação de espaços interactivos para seus consumidores poderão se destacar, promovendo maior engajamento e fidelização.

  1. Inteligência artificial e a automação

A Inteligência Artificial (IA) já desempenha um papel central no marketing, mas em 2025 seu impacto será ainda mais profundo. Ferramentas de IA permitirão personalizar campanhas em tempo real, segmentar públicos com maior precisão e prever tendências com base em análises preditivas.

Chatbots e assistentes virtuais se tornarão mais sofisticados, proporcionando experiências de atendimento ao cliente altamente personalizadas. Ademais, a automação de marketing será amplificada, optimizando o envio de e-mails, o gerenciamento de anúncios pagos e o acompanhamento de leads com mínima intervenção humana.

  1. Conteúdo gerado por IA 

Embora ferramentas como ChatGPT e DALL E estejam revolucionando a criação de conteúdo, o equilíbrio entre tecnologia e criatividade humana será essencial. Marcas bem-sucedidas em 2025 usarão IA para acelerar a produção de conteúdo, mas manterão a supervisão humana para garantir autenticidade, emoção e alinhamento com a identidade da marca.

Ademais, vídeos e postagens hiperpersonalizados, criados dinamicamente com base no perfil do usuário, serão cada vez mais comuns. Isso permitirá que marcas ofereçam experiências únicas para cada consumidor, aumentando a conversão e a lealdade.

  1. Vídeos curto e longo formato

A atenção do consumidor é fugaz e disputada por inúmeras distrações. O desafio é criar conteúdo e estratégias que retenham o interesse, provoquem emoções e gerem conexões autênticas.

Superbrands: Celebrando as Marcas mais influentes do país
Patrícia Aquarelli, Estrategista de Marcas

De acordo com a Patrícia Aquarelli, Estrategista de Marcas, os vídeos serão formato de conteúdo dominante “em 2025 veremos uma coexistência mais forte entre vídeos curtos (TikTok, Reels, Shorts) e formatos mais longos (YouTube, podcasts em vídeo). As marcas precisarão equilibrar estratégias para captar a atenção rapidamente e, ao mesmo tempo, aprofundar a conexão com seus públicos por meio de conteúdos mais elaborados. Plataformas de streaming e o crescimento do consumo de vídeos em dispositivos móveis vão tornar esse formato ainda mais essencial para estratégias de marketing digital” explica.

  1. Engajamento conversacional e humanização das marcas

Os consumidores valorizam cada vez mais a transparência e a autenticidade. Em 2025, marcas que adoptarem uma comunicação mais humanizada, interagindo de forma natural com seus públicos, se destacarão. Isso inclui:

  • Atendimento personalizado via chatbots e mensagens directas;
  • Conteúdos que reflectem os valores e propósito da marca;
  • Estratégias de marketing conversacional que criam proximidade com os consumidores.

As empresas que souberem ouvir, responder e adaptar suas mensagens de forma autêntica terão vantagem no mercado.

Notas Conclusivas

O marketing em 2025 será dominado por tecnologia, personalização e engajamento autêntico. Marcas que souberem utilizar inteligência artificial sem perder o toque humano, equilibrar privacidade e dados, explorar novas plataformas de engajamento e investir em experiências imersivas estarão à frente da concorrência.

Empresas que adoptarem essas tendências de maneira estratégica terão um 2025 repleto de oportunidades para crescer e se destacar no mercado.

What Will “Boom” in Marketing in 2025?

Marketing is in constant evolution, driven by technological advancements, shifts in consumer behavior, and the growing need for personalization and authenticity. In 2025, marketing trends will be dominated by artificial intelligence, interactivity, data-driven strategies, and new forms of digital engagement. This article takes an in-depth look at the key trends that will shape the industry in the coming months.

1. Data-Driven Marketing and Digital Privacy

With the end of third-party cookies and the tightening of privacy regulations such as GDPR and LGPD, brands will need to find new ways to collect and utilize consumer data. In 2025, strategies such as Zero-Party Data (data voluntarily provided by users) and First-Party Data (data collected directly from a company’s website) will be essential.

Customer Data Platforms (CDP) will gain importance, helping businesses consolidate data from various sources to create more complete customer profiles. Brands that successfully balance personalization with transparency will gain a competitive edge.

2. Growth of Social Commerce and Digital Influence

Social Commerce—direct sales within social platforms such as Instagram, TikTok, and WhatsApp—will be one of the biggest trends in 2025. Brands will heavily invest in seamless shopping experiences within these networks, making conversions faster and more intuitive.

Digital influencers will continue to be key players in marketing, but the focus will shift to micro-influencers, who have higher engagement rates and greater credibility within specific niches. Strategic partnerships with these creators will generate more impact than campaigns with major celebrities.

3. Immersive Experiences

Augmented reality (AR) and the metaverse will continue to grow in relevance in marketing. In 2025, brands will explore interactive digital environments to provide unique experiences to consumers. From virtual try-ons in e-commerce to product launches in virtual worlds, immersion will be a competitive differentiator.

Companies that invest in creating interactive spaces for their consumers will stand out by fostering deeper engagement and loyalty.

4. Artificial Intelligence and Automation

Artificial Intelligence (AI) already plays a central role in marketing, but in 2025, its impact will be even more profound. AI-powered tools will enable real-time campaign personalization, more precise audience segmentation, and trend forecasting through predictive analytics.

Chatbots and virtual assistants will become more sophisticated, delivering highly personalized customer service experiences. Additionally, marketing automation will expand, optimizing email campaigns, paid ad management, and lead nurturing with minimal human intervention.

5. AI-Generated Content

While tools like ChatGPT and DALL·E are revolutionizing content creation, the balance between technology and human creativity will be crucial. Successful brands in 2025 will use AI to accelerate content production but will maintain human oversight to ensure authenticity, emotional depth, and brand alignment.

Moreover, hyper-personalized videos and posts—dynamically created based on user profiles—will become increasingly common. This will enable brands to deliver unique experiences to each consumer, boosting conversions and loyalty.

6. Short- and Long-Form Videos

According to Patrícia Aquarelli, Brand Strategist, video will be the dominant content format:

“In 2025, we will see a stronger coexistence between short videos (TikTok, Reels, Shorts) and longer formats (YouTube, video podcasts). Brands will need to balance strategies to capture attention quickly while also deepening their connection with audiences through more in-depth content. Streaming platforms and the growing consumption of videos on mobile devices will make this format even more essential for digital marketing strategies,” she explains.

7. Conversational Engagement and Brand Humanization

Consumers increasingly value transparency and authenticity. In 2025, brands that adopt a more humanized communication approach, interacting naturally with their audiences, will stand out. This includes:

  • Personalized customer service via chatbots and direct messaging.
  • Content that reflects brand values and purpose.
  • Conversational marketing strategies that foster a closer relationship with consumers.

Companies that listen, respond, and adapt their messaging authentically will gain a competitive advantage in the market.

Final Notes

Marketing in 2025 will be dominated by technology, personalization, and authentic engagement. Brands that leverage AI without losing the human touch, balance privacy with data-driven insights, explore new engagement platforms, and invest in immersive experiences will stay ahead of the competition.

Consumer attention is fleeting and constantly contested by countless distractions. The challenge is to create content and strategies that retain interest, evoke emotions, and foster genuine connections.

Companies that embrace these trends strategically will have a 2025 full of opportunities to grow and stand out in the market.

Mais de 20 milhões de dólares investidos no conteúdo local em Moçambique 

Mais de 20 milhões de dólares investidos no conteúdo local em Moçambique 

A ExxonMobil, multinacional norte-americana de petróleo e gás, anunciou ter investido mais de 20 milhões de dólares (1,2 mil milhões de meticais) em Moçambique desde 2017, no âmbito da sua estratégia de desenvolvimento de conteúdo local. A empresa reforçou ainda o seu compromisso em continuar a impulsionar a economia nacional através de projectos futuros.

A informação foi divulgada pelo director de Assuntos Públicos e Governamentais da ExxonMobil em Moçambique, Armando Afonso, durante a mesa-redonda Invest in African Energies, organizada pela Câmara de Energia Africana e pela Câmara de Energia de Moçambique. Segundo Afonso, a expansão das oportunidades no sector de petróleo e gás está a fortalecer o compromisso da empresa com os investimentos em conteúdo local.

O responsável destacou que as vastas reservas na Área 4, a localização estratégica de Moçambique e o perfil de baixas emissões do projecto Rovuma LNG são factores-chave para o compromisso contínuo da ExxonMobil no país. “Com o arranque do projeto Rovuma LNG, o nosso impacto no conteúdo local continuará a crescer, criando oportunidades em toda a economia. Embora ainda não estejamos em produção, já nos posicionamos como líderes na matéria, sobretudo com a criação do nosso Centro Primário para a Formação das Pequenas e Médias Empresas locais e a implementação do nosso portal de fornecedores para facilitar o registo e parcerias”, afirmou Afonso.

Expansão das operações de outras multinacionais

Além da ExxonMobil, outras petrolíferas internacionais também manifestaram interesse na expansão das suas operações em Moçambique. O director de Exploração da Eni no país, Valerio Parasiliti Parracello, destacou que, apesar da produção actual ocorrer apenas em seis poços do projecto Coral Sul FLNG, há oportunidades significativas para expansão. “Com o Coral Norte e os projectos onshore, vemos um grande potencial para ampliar o nosso portefólio e a produção no país”, afirmou.

Por sua vez, Christelle Demars, gestora de Geociências e Reservatórios do Mozambique LNG, da TotalEnergies, ressaltou que os recursos de gás da Bacia do Rovuma representam uma grande atractividade para a empresa. “Em apenas uma área, temos 65 triliões de pés cúbicos de gás, o que desbloqueará enormes investimentos”, observou Demars. A responsável também reforçou o compromisso da TotalEnergies com o fornecimento de gás ao mercado local, conforme o acordo estabelecido com o Governo e sua estratégia de fortalecimento do conteúdo local.

More than 20 million dollars invested in local content in Mozambique

Mais de 20 milhões de dólares investidos no conteúdo local em Moçambique 

ExxonMobil, the US oil and gas multinational, announced that it has invested more than 20 million dollars (1.2 billion meticais) in Mozambique since 2017, as part of its local content development strategy. The company also reinforced its commitment to continuing to boost the national economy through future projects.

The information was released by ExxonMobil’s Director of Public and Government Affairs in Mozambique, Armando Afonso, during the Invest in African Energies roundtable, organized by the African Energy Chamber and the Mozambique Energy Chamber. According to Afonso, the expansion of opportunities in the oil and gas sector is strengthening the company’s commitment to investing in local content.

He pointed out that the vast reserves in Area 4, Mozambique’s strategic location and the low emissions profile of the Rovuma LNG project are key factors for ExxonMobil’s continued commitment in the country. “With the start-up of the Rovuma LNG project, our impact on local content will continue to grow, creating opportunities across the economy. Although we are not yet in production, we have already positioned ourselves as leaders in the field, especially with the creation of our Primary Center for the Training of Local Small and Medium Enterprises and the implementation of our supplier portal to facilitate registration and partnerships,” said Afonso.

Expansion of operations by other multinationals

In addition to ExxonMobil, other international oil companies have also expressed interest in expanding their operations in Mozambique. Eni’s Director of Exploration in the country, Valerio Parasiliti Parracello, pointed out that although current production only occurs in six wells of the Coral Sul FLNG project, there are significant opportunities for expansion. “With North Coral and the onshore projects, we see great potential to expand our portfolio and production in the country,” he said.

For her part, Christelle Demars, Geosciences and Reservoirs Manager for Mozambique LNG at TotalEnergies, pointed out that the gas resources of the Rovuma Basin represent a major attraction for the company. “In just one area, we have 65 trillion cubic feet of gas, which will unlock huge investments,” noted Demars. She also reinforced TotalEnergies’ commitment to supplying gas to the local market, in line with the agreement reached with the government and its strategy of strengthening local content.

Sector privado com ligeira recuperação em Janeiro

Contracções mensais consecutivas na produção, nas novas encomendas e nos prazos de entrega dos fornecedores permitiram recuperação no emprego e nos inventários.

O Índice de Gestores de Compras (PMI) do Standard Bank Moçambique subiu para 47,5 pontos em Janeiro, após registar 46,4 em Dezembro, indicando uma contracção menos severa da actividade empresarial no País.

Consultados pelo Diário Económico (DE), os dados do relatório do PMI, publicados pelo Standard Bank e pela S&P Global, indicam que as empresas continuam a enfrentar dificuldades, mas com um ritmo de deterioração das condições económicas abrandado.

Além disso, refere que a produção e as novas encomendas caíram pelo terceiro mês consecutivo, embora de forma menos acentuada do que em Dezembro.

Citado pelo DE, o economista-chefe do Standard Bank Moçambique, Fáusio Mussá, explica que ocorreram contracções mensais consecutivas na produção, nas novas encomendas e nos prazos de entrega dos fornecedores, permitindo alguma recuperação no emprego e nos inventários.

“Um dos destaques do relatório foi o aumento do emprego e das aquisições de meios de produção. Após dois meses de cortes de pessoal, as empresas voltaram a contratar, um sinal de maior confiança na recuperação da actividade económica”, escreve o DE, acrescentando que, do mesmo modo, os negócios ampliaram as suas compras de matérias-primas e insumos pela primeira vez em três meses.

O documento do Standard Bank Moçambique também aponta para um alívio nos custos de produção, com os preços dos produtos a registarem uma nova queda, reflectindo a fraca procura interna e um abrandamento das tensões nos mercados.

Refere que o custo dos salários também sofreu uma ligeira redução, impactando os orçamentos empresariais.

Conheça as previsões da Câmara Africana de Energia para 2025

A Energy Capital & Power, da Câmara Africana de Energia, prevê um 2025 bastante dinâmico para o mercado energético no continente.

Moçambique, actualmente empenhada na sua própria autodestruição aos mais variados quadrantes, é simplesmente secundarizado como interveniente nas perspectvas em alusão, sucedendo o contrário relativamente à “irmã” Angola, em franca reafirmação no sector energético.

De acordo com os mais recentes calendários de eventos publicados, a República do Congo sediará o primeiro Fórum de Energia e Investimento do Congo, programado para 25 e 26 de Março de 2025 em Brazzaville.

Depois disso, nos dias 13 e 14 de Maio de 2025 decorre o “Fórum Invest in African Energy”, em Paris, capital de França.

Na nota enviada aos mercados e parceiros, a Energy Capital Power destaca a recente notícia de arranque de explorações ACREP Angola no Bloco Norte em Cabinda, isso já no ano prestes a iniciar [2025].

A notícia que cita Idónio dos Santos, da ACREP, projecta um potencial de 20 poços por serem explorados.

Terminou “noivado” entre Nissan e Honda

Estava à vista a criação da terceira maior construtora mundial de automóveis, a seguir à Toyota e à Volkswagen. A fusão entre as marcas nipónicas Honda e Nissan, uma parceria de 60 mil milhões de dólares norte;americanos, anunciada no final de Dezembro, pode ter ficado pelo caminho.

Esta quarta-feira (06 de Fevereiro de 2025) a Nissan fez saber que iria abandonar o ‘memorando de entendimento’, que estava previsto ser assinado pelas duas marcas, “devido à incapacidade de chegar a um consenso sobre os termos da fusão”, segundo a publicação económica “Nikkei”, citada pela agência Lusa.

As acções da Nissan fecharam a cair 4%, depois da divulgação da notícia, enquanto as da Honda fecharam a subir 8%, “num aparente alívio dos investidores”.

O facto de a Nissan estar a meio de um plano de recuperação que prevê, entre outras coisas, o corte de 9000 empregos a nível global, pode não ter ajudado a levar a fusão a bom porto.

Note-se ainda que as negociações para a anunciada fusão coincidiram com a perturbação causada pelas potenciais tarifas a impor pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

No entanto, e segundo alguns analistas citados pela agência Reuters, as tarifas contra o México seriam mais prejudiciais para a Nissan do que para a Honda.

Por outro lado, a francesa Renault, que detém 36% da Nissan, não se opõe à continuação das negociações com vista à fusão.

Sílvia Artur-Mendes: “ESG é a resposta para gerar valor para as empresas”

Sílvia Artur-Mendes: “ESG é a resposta para gerar valor para as empresas”

Com mais de 10 anos de experiência na implementação de sistemas de gestão ambiental, saúde, segurança e qualidade, conforme os padrões ISO. Sílvia Roseiro Artur-Mendes, actualmente, desempenha o papel de Especialista Ambiental Sênior do Projecto de Comércio e Conectividade da África Austral na ANE,IP. Em conversa com profile, compartilha a sua perspectiva sobre como as  empresas podem adoptar a sustentabilidade nas suas acções.

Profile Mozambique: Como as empresas podem integrar práticas de sustentabilidade em sua estratégia de negócios sem comprometer a rentabilidade?

Sílvia Artur-Mendes: As empresas podem integrar práticas de sustentabilidade em sua estratégia de negócios através de uma abordagem de longo prazo, alinhando as iniciativas ambientais e sociais aos seus objectivos financeiros. Isso pode ser feito com a implementação de eficiência energética, redução de resíduos, inovação em produtos sustentáveis e engajamento com a comunidade. Ao fazer isso, as empresas não apenas contribuem para o bem-estar do planeta, mas também melhoram a eficiência operacional, reduzem custos e atendem às expectativas dos consumidores e investidores, o que pode aumentar a rentabilidade.

PM: Quais são os principais desafios que as empresas enfrentam ao implementar políticas ESG?

SAM: Os principais desafios incluem a falta de conhecimento especializado, custos iniciais elevados para implementar mudanças, resistência cultural interna, dificuldades na medição e na comunicação dos resultados e a necessidade de adaptação das regulamentações locais e internacionais. Superar esses obstáculos exige liderança comprometida, educação contínua sobre ESG e a criação de sistemas para medir e relatar o impacto ambiental e social das operações.

PM: Na sua opinião, as empresas moçambicanas estão suficientemente engajadas com as práticas ESG? O que pode ser melhorado?

SAM: Embora algumas empresas moçambicanas estejam a dar passos importantes em direcção à implementação de práticas ESG, ainda há muito espaço para avanços, especialmente em relação à integração efectiva e mensuração do impacto. O foco deve ser em aumentar a conscientização sobre a importância do ESG, melhorar as políticas ambientais e sociais, e garantir que as empresas cumpram com os regulamentos nacionais e internacionais. Melhorias podem ser feitas através de mais treinamentos, investimentos em tecnologias limpas e no fortalecimento das parcerias público-privadas.

PM: De que forma, uma empresa pode medir o impacto real das suas iniciativas ambientais e comunicar isso de forma transparente ao mercado e aos stakeholders?

SAM: Para medir o impacto real das iniciativas ambientais, as empresas podem adoptar métricas baseadas em indicadores-chave de desempenho (KPIs), como redução de emissões de CO2, consumo de energia, gestão de resíduos e uso sustentável dos recursos. A comunicação transparente deve incluir relatórios claros e objectivos, com base em padrões internacionais como a Global Reporting Initiative (GRI) ou o Pacto Global da ONU, e ser compartilhada de forma periódica com stakeholders, demonstrando os resultados tangíveis e os compromissos futuros.

PM: Quais sectores empresariais têm maior potencial para liderar a transição para uma economia mais sustentável?

SAM: Sectores como energia, construção civil, agrocultura, transporte e tecnologia têm um enorme potencial para liderar a transição para uma economia mais sustentável. A implementação de práticas mais verdes nesses sectores pode reduzir significativamente as emissões de carbono, melhorar a eficiência dos recursos e criar um ciclo de crescimento sustentável.

Leia também – Huruda D’Castro: “O CFO é que deve garantir que configurações de ESG sejam integradas na estratégia corporativa da empresa”

PM: De forma mais concreta, nos últimos anos, nota-se em Moçambique uma corrida de empresas em adoptar e implementar praticas ESG. Temos o exemplo da vodacom, que recentemente obteve a certificação ISO 50001 para eficiência energética, tornando-se a primeira no sector de telecomunicações em Moçambique.

– Qual é a apreciação que Silvia faz sobre essa integração e adaptabilidade das em acções voltadas para a sustentabilidade?

A adopção de práticas sustentáveis pela Vodacom, como a certificação ISO 50001, é um exemplo positivo de como as empresas podem equilibrar inovação, adaptação às exigências ambientais e competitividade. Essa acção demonstra compromisso com a eficiência energética, redução de impactos ambientais e alinhamento com as melhores práticas globais. Empresas que seguem esse exemplo não só ganham reputação positiva, mas também se posicionam de forma estratégica no mercado.

PM: Considerando as recentes actualizações das Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS), especialmente as IFRS 6 e 6A, sublinham a importância dos relatórios ESG (Ambiental, Social e Governança).

– Acredita que, para organizações em Moçambique, alinhar-se com estas actualizações pode aumentar a sua credibilidade e atrair investimentos?

Sim, alinhar-se com as atualizações das IFRS e relatórios ESG pode aumentar significativamente a credibilidade de uma organização em Moçambique. As práticas de relato ESG bem implementadas não só demonstram responsabilidade social e ambiental, mas também atraem investidores que buscam empresas alinhadas com princípios de sustentabilidade e boas práticas de governança. Isso pode resultar em maior acesso a financiamentos e oportunidades de crescimento.

PM: Por fim, que conselhos daria para empresas que desejam iniciar ou aprimorar as suas estratégias ambientais, mas enfrentam desafios financeiros e operacionais?

SAM: Para empresas que enfrentam desafios financeiros e operacionais, é crucial adoptar uma abordagem gradual e focada em soluções de baixo custo e alto impacto. Comece com práticas simples, como a redução do consumo de energia, uso eficiente de recursos e reciclagem. Busque parcerias com organizações e entidades que possam fornecer apoio técnico e financeiro. Ademais, invista na capacitação da equipe para promover uma cultura de sustentabilidade dentro da empresa, o que pode gerar retorno a médio e longo prazo.

PM: Como as empresas podem integrar práticas sustentáveis em suas operações diárias mitigar os impactos das mudanças climáticas?

SAM: As empresas podem integrar práticas sustentáveis no dia a dia adoptando processos mais eficientes, reduzindo o consumo de energia, água e recursos naturais, e adoptando a economia circular para minimizar resíduos. Também é importante considerar a adaptação das cadeias de suprimentos para fontes mais sustentáveis e promover práticas agrícolas e industriais que reduzem a pegada de carbono e o desperdício de recursos.

PM: Quais são as principais barreiras que as empresas enfrentam ao adoptar soluções de adaptação às mudanças climáticas e como podem superá-las?

SAM: As principais barreiras incluem a falta de conhecimento técnico sobre soluções climáticas, custos iniciais elevados e resistência à mudança dentro da organização. Para superar essas barreiras, as empresas devem investir em pesquisa e desenvolvimento, buscar financiamento e incentivos governamentais, e envolver os colaboradores e stakeholders no processo de mudança, garantindo que todos entendam os benefícios a longo prazo da adaptação às mudanças climáticas.