Friday, April 10, 2026
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Sílvia Artur-Mendes: “ESG is the answer to generating value for companies”

Sílvia Artur-Mendes: “ESG é a resposta para gerar valor para as empresas”

PM: How can companies integrate sustainability practices into their business strategy without compromising profitability?

SAM:Companies can integrate sustainability practices into their business strategy by taking a long-term approach that aligns environmental and social initiatives with financial goals. This can be achieved by implementing energy efficiency, reducing waste, innovating sustainable products, and engaging with the community. By doing so, companies not only contribute to the planet’s well-being but also improve operational efficiency, reduce costs, and meet the expectations of consumers and investors, which can enhance profitability.

PM:What are the main challenges companies face when implementing ESG policies?

SAM: The main challenges include the lack of specialized knowledge, high initial costs for implementing changes, internal cultural resistance, difficulties in measuring and communicating results, and the need to adapt to local and international regulations. Overcoming these challenges requires committed leadership, ongoing ESG education, and creating systems to measure and report the environmental and social impact of operations.

PM: In your opinion, are Mozambican companies sufficiently engaged with ESG practices? What can be improved?

SAM: While some Mozambican companies are making important strides towards implementing ESG practices, there is still significant room for progress, particularly in terms of effective integration and impact measurement. The focus should be on raising awareness about the importance of ESG, improving environmental and social policies, and ensuring companies comply with international regulations. Improvements can be made through more training, investments in clean technologies, and strengthening public-private partnerships.

PM: How can a company measure the real impact of its environmental initiatives and communicate this transparently to the market and stakeholders?

SAM:To measure the real impact of environmental initiatives, companies can adopt metrics based on key performance indicators (KPIs) such as CO2 emissions reduction, energy consumption, waste management, and sustainable resource use. Transparent communication should include clear, objective reports based on international standards like the Global Reporting Initiative (GRI) or the UN Global Compact, shared periodically with stakeholders to demonstrate tangible results and future commitments.

PM: Which business sectors have the greatest potential to lead the transition to a more sustainable economy?

SAM: Sectors such as renewable energy, sustainable construction, agribusiness, and technology have significant potential to lead the transition to a more sustainable economy. Implementing greener practices in these sectors can significantly reduce carbon emissions, improve resource efficiency, and create a cycle of sustainable growth.

PM: In more concrete terms, in recent years, there has been a rush of companies in Mozambique adopting and implementing ESG practices. We have the example of Vodacom, which recently obtained the ISO 50001 certification for energy efficiency, becoming the first in the telecommunications sector in Mozambique. What is your assessment of this integration and adaptability of companies in actions geared towards sustainability?

SAM: Vodacom’s adoption of sustainable practices, such as the ISO 50001 certification, is a positive example of how companies can balance innovation, environmental requirements, and competitiveness. This action shows commitment to energy efficiency, reducing environmental impacts, and aligning with global best practices. Companies following this example not only gain a positive reputation but also strategically position themselves in the market.

PM: Considering the recent updates to the International Financial Reporting Standards (IFRS), especially IFRS 6 and 6A, which emphasize the importance of ESG reporting (Environmental, Social, and Governance), do you believe that for organizations in Mozambique, aligning with these updates can increase their credibility and attract investments?

SAM: Yes, aligning with the updates to IFRS and ESG reporting can significantly enhance an organization’s credibility in Mozambique. Well-implemented ESG reporting practices not only demonstrate social and environmental responsibility but also attract investors looking for companies aligned with sustainability principles and good governance practices. This can lead to increased access to funding and growth opportunities.

Finally, what advice would you give to companies that wish to start or improve their environmental strategies but face financial and operational challenges?

SAM: For companies facing financial and operational challenges, it’s crucial to adopt a gradual approach focused on low-cost, high-impact solutions. Start with simple practices like reducing energy consumption, water use, and waste. Seek partnerships with organizations and entities that can provide technical and financial support. Also, invest in training employees to promote a culture of sustainability within the company, which can yield returns in the medium to long term.

PM: How can companies integrate sustainable practices into their daily operations to mitigate the impacts of climate change?

SAM: Companies can integrate sustainable practices into their daily operations by adopting more efficient processes, reducing energy, water, and natural resource consumption, and adopting a circular economy approach to minimize waste. It is also important to consider adapting supply chains to more sustainable sources and promoting agricultural and industrial practices that reduce carbon footprints and resource waste.

PM: What are the main barriers companies face when adopting climate change adaptation solutions, and how can they overcome them?

SAM: The main barriers include the lack of technical knowledge about climate solutions, high initial costs, and internal resistance to change. To overcome these barriers, companies should invest in research and development, seek funding and government incentives, and engage employees and stakeholders in the change process, ensuring everyone understands the long-term benefits of climate change adaptation.

APME mapeia danos e aponta mecanismos para a recuperação empresarial

A Associação das Pequenas e Médias Empresas de Moçambique (APME) iniciou um levantamento dos prejuízos sofridos pelos seus associados durante as recentes manifestações violentas que tiveram lugar em diversas partes do país. O objectivo desta acção é quantificar os danos e identificar as necessidades financeiras para a recuperação dos empreendimentos que foram vandalizados e saqueados.

Os empresários relatam sérios prejuízos, caso de António Matuca, que opera no sector da restauração. “É muito difícil porque neste momento não vejo luz verde para começar. Como podem ver, o circo está fechado, não há mais nada a fazer porque foi retirado o valor que estava aqui. Depois, tudo se complicou para mim.” Este sentimento de desespero e incerteza é partilhado por muitos outros empreendedores afectados.

António Matuca, Operador do sector de restauração

Frente a esta realidade, a APME está a trabalhar activamente no terreno para avaliar a extensão dos danos. Segundo Osvaldo Matúe, Presidente da Associação das Pequenas e Médias Empresas de Moçambique,  “temos uma situação de emergência para as pequenas e médias empresas. Assim, achamos que é altura de pensar em ações e não de discutir problemas. É tempo de discutir soluções e não de discutir problemas.”

A recuperação rápida dos negócios depende, entre outros factores, do apoio do sistema financeiro. Cláudio Pondja, vice-presidente da APME, fez um apelo à banca comercial para que olhe para as PME como um motor de desenvolvimento do país. “Gostaria de deixar aqui um apelo ao sistema financeiro, neste caso à banca comercial, para que dê especial atenção às empresas que foram efectivamente afectadas, permitindo assim a reestruturação das mesmas. A banca pode oferecer períodos de escassez que vão de acordo com as necessidades das próprias empresas, o que é fundamental neste momento crítico.”

Apesar dos recentes acontecimentos, há empresários que permanecem optimistas quanto ao potencial de Moçambique para atrair investimentos. Pedro Silva, empresário e membro da direcção da APME, defende que “vale a pena investir em Moçambique”. Mesmo os investidores estrangeiros devem perceber que Moçambique é um país que contribui para o turismo, para a agricultura, tem matéria prima e um povo muito simpático. Esta imagem de distribuição e saque não é deste povo moçambicano. Este povo é um povo amigável.”

A nível nacional, a APME conta actualmente com cerca de 1.200 associados, que investem e operam em diversas áreas de actividade. Com o levantamento dos danos e a busca por soluções, a associação espera construir um futuro mais sólido para as pequenas e médias empresas do país.

União Europeia financia 12 incubadoras de negócios

Está em curso a criação de 12 incubadoras de negócios para formar e acompanhar 1080 empreendedores jovens na região Norte do país, refere uma nota informativa da Gapi-SI, que organizou equipes integrando 36 jovens técnicos que há duas semanas estão a percorrer dezenas de localidades dos distritos, onde as incubadoras irão ser instaladas.

Através destas 12 incubadoras, deverão ser formados e acompanhados 1080 empreendedores, dos quais 40% mulheres, que deverão criar igual número de start ups, que terão acesso a um fundo de arranque, além de serviços complementares como acesso a internet, eventos de networking, assistência para legalização de negócios, equipamentos e ferramentas, entre outros. Estas novas microempresas serão desafiadas a criar cerca de 3250 novos empregos.

A implementação deste projecto, designado INCUBOX II, está a ser coordenada pela Gapi, sob o lema “Da ideia ao negócio” contando com assistência da Fundação Aga Khan.

Esta é a segunda fase deste projecto que testou e melhorou o modelo de incubadoras de negócios em zonas rurais. Uma fase piloto implementada, por 18 meses em três distritos da Província do Niassa, abrangendo 120 jovens empreendedores, estende-se agora a 12 distritos, nomeadamente Mandimba, Mecanhelas, Cuamba e Marrupa, no Niassa; Balama, Palma, Chiure e Montepuez, em Cabo Delgado; e Ribáuè, Mossuril, Lumbo e Ilha de Moçambique, em Nampula.

O director do projecto, Rui Amaral detalhou que estão contempladas duas componentes, sendo uma de empreendedorismo, na qual os candidatos devem ter entre 18 e 35 anos; serem finalistas e/ou recém-graduados (até dois anos) do ensino médio, técnico ou universitário; serem residentes nos distritos de implementação; serem empreendedores ou aspirantes ao empreendedorismo com alguma ideia de negócio nos sectores definidos pela iniciativa; ter disponibilidade para participar, durante três meses, dos programa de incubação, eventos e reuniões.

A segunda componente é a de estágios, na qual os requisitos são ter entre 18 e 30 anos, ser graduado do ensino médio, técnico ou universitário, ser residente nos distritos de implementação, não sendo necessária qualquer experiência profissional, mas dispondo de dois meses para participar do programa de estágio local.

No âmbito de financiamento o projecto prevê, em princípio, uma componente designada “fundo de arranque” para os que participarem na incubação de novos negócios. Ciente de que para se lançarem no mercado estas novas empresas irão necessitar de acesso a financiamento adicional, a Gapi irá trabalhar com outras instituições numa proposta de linha de crédito que possa ser utilizada em condições acessíveis pelos que tiverem melhor desempenho, complementada pela assistência técnica pós-incubação que inclui o suporte na preparação de pedidos de financiamento. Os recursos para essa linha de crédito ainda terão de ser mobilizados, referiu Edwina Ferro, uma das gestoras do projecto.

“Nós acreditamos na união de sinergias, daí termos firmado algumas parcerias, como a que temos como a AIESEC (Associação Internacional de Estudantes de Economia e Ciências Comerciais) para a promoção de estágios internacionais, através de uma rede de mais de 120 países e, usando da experiência de programas anteriores como o Agro jovem, no qual as instituições de ensino exercem um papel preponderante na incubação, mentoria e monitoria dos estudantes beneficiários, foram firmadas parcerias com o Instituto Agrário de Balama, Instituto Agrário de Bilibiza, em Quissanga, Instituto Politécnico Martir Cipriano em Mossuril, Nacucha e Lumbo e Instituto Médio Politécnico da Ilha de Mocambique”, segundo explicou Rui Amaral, director do projecto.

Na concepção das infraestruturas e equipamentos do projecto foram acauteladas questões ambientais, daí as incubadoras serem módulos pré-fabricados facilmente instaláveis e replicáveis, usando energia solar autossustentável e contemplando ainda internet Wi-fi, sanitários e galpão de armazenamento para equipamentos e meios de transporte.

Neste momento, as equipes de 36 técnicos organizadas pela Gapi estão a realizar um estudo de base no âmbito do estágio actual do ecossistema empreendedor local e seus desafios na região norte do País.

Para o efeito, os técnicos no terreno estão a realizar um conjunto de cinco inquéritos com aspectos específicos, envolvendo instituições governamentais, instituições de ensino, operadores de telefonia móvel, instituições financeiras e os jovens empreendedores e potenciais beneficiários.

Está ainda prevista, no INCUBOX II, uma forte componente de digitalização que inicia com a disponibilização de smartphones aos beneficiários complementada por uma formação sobre o uso e segurança online, acesso a internet gratuita no espaço das incubadoras e acesso a formações relacionadas à gestão de negócios, através de realidade virtual.

INE: Inflação média anual em Moçambique aumentou em Janeiro para 4,69%

A inflação a 12 meses em Moçambique aumentou em Janeiro deste ano para 4,69%, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (11), pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O aumento da inflação a um ano, é explicado pelo INE “fundamentalmente, pela subida dos preços dos produtos alimentares”.

Este aumento, segundo o INE, acontece pelo segundo mês consecutivo, visto que, em Dezembro, a inflação acelerou para 4,15%.

Moçambique espera arrecadar 10,6 milhões com leilão dos barcos da Ematum

O Governo espera arrecadar 10,6 milhões de dólares com o leilão de 24 barcos de pesca da Empresa Moçambicana de Atum (Ematum).

“A frota praticamente não tem histórico de pesca, o que garante que os motores Caterpillar e os equipamentos de navegação e pesca estejam em excelente estado. Os “atuneiros” estão divididos entre embarcações equipadas para a pesca de atum congelado e outras preparadas para a pesca de atum fresco”, refere-se numa nota oficial de apresentação do lote, citada pela Lusa.

As 24 embarcações, das quais 21 são “atuneiros” e três são arrastões, estão atracadas no Porto de Maputo, e o prazo de licitação vai até 21 de Fevereiro 2025, acrescenta-se no documento citado pela Lusa.

“Originalmente, os barcos estavam configurados para acomodar oito tripulantes. No entanto, foram realizadas adaptações para suportar uma tripulação de até 14 pessoas”, acrescenta-se na nota.

De acordo com a fonte, nos documentos de suporte à proposta do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE), o executivo moçambicano previa concluir, no ano passado, a liquidação da Ematum, no âmbito da Reforma do Sector Empresarial do Estado (SEE).

Zumbo vai ter a terceira maior bacia carbonífera de Tete

Distrito de Zumbo pode tornar-se, este ano, a terceira maior bacia carbonífera de Tete.

É o resultado da implantação de um mega-projecto de exploração de carvão mineral, na região.

Para o efeito, está na fase avançada a tramitação de processos a nível central e provincial para a emissão de certificados ambiental e de concessão mineira daquela firma.

O administrador do distrito de Zumbo, Lucas Muidingue, disse que a primeira mina de exploração de carvão mineral, a céu aberto, a ser implantada na localidade de Mucangaze, vai obedecer a todas as medidas de segurança. (RM)

E-Mola lidera ranking de multas por violação de normas

A Movitel- Emola está na vanguarda das nove instituições de crédito e sociedades financeiras multadas pelo Banco de Moçambique (BM) entre Dezembro de 2023 e Dezembro de 2024 por violação de normas, entre as quais, as referentes à prevenção e combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo.

De acordo com o banco Central, a segunda maior carteira móvel do país foi sancionada com uma multa de quase 50 milhões de Meticais por constituição inadequada do conselho de administração e comissões de trabalho, falta de estabelecimento de políticas e procedimentos de combate aos riscos relacionadas ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo, falta de comunicação de transacções em numerário acima dos limites, falta de planos de acção contra reclamações dos clientes, criação e gestão inadequada da moeda electrónica em circulação, disponibilização de produtos e serviços de pagamento electrónico sem comunicação prévia ao regulador (BM) e realização de transacções fora da rede única nacional de pagamentos electrónicos.

Além do E-mola, as sanções do BM recaíram  sobre outras instituições financeiras como a Multi-Câmbios, banco Letshego, o Société Générale Moçambique, o Banco Comercial e de Investimentos (BCI), Absa Bank Moçambique, Moza Banco, First National Bank (FNB) e Ecobank Moçambique.

Segundo o BM, além da prevenção e combate ao branqueamento de capitais e ­financiamento do terrorismo, essas instituições violaram normas prudenciais, cambiais e de protecção do consumidor de produtos e serviços ­financeiros, nomeadamente, a Lei n.º 20/2020, de 31 de Dezembro (das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras – LICSF), a Lei n.º 11/2022, de 7 de Julho – Antiga Lei sobre Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais, Financiamento do Terrorismo e Financiamento de Armas de Destruição em Massa (ALPCBCFTFP), a Lei n.º 11/2009, de 11 de Março – Antiga Lei Cambial (ALC), a Lei n.º 28/2022, de 29 de Dezembro – Lei Cambial (LC), e demais Avisos emitidos pelo BM. (Eduardo Changule)

Victor Gomes: Uma escolha estratégica para o futuro do Absa

Victor Pedro Gomes, economista de formação e actual Presidente o Conselho de Administração do Absa Bank Moçambique, apresenta décadas de experiência e um profundo conhecimento do mercado moçambicano. A sua trajectória profissional demonstra uma capacidade ímpar de liderança, essencial para conduzir o banco nesta nova fase de crescimento e desenvolvimento.

Experiência no sector financeiro e governamental

Antes de ingressar no Absa Bank Moçambique, Victor Gomes exerceu funções de grande responsabilidade no sector financeiro e governamental, consolidando a sua reputação como um dos líderes mais influentes do país. Entre 2017 e 2022, desempenhou o cargo de Vice-Governador do Banco de Moçambique, período em que teve um papel crucial na regulação e supervisão do sistema financeiro nacional.

Contribuições para o sector de infra-estruturas

De 2014 a 2017, Victor Gomes ocupou o cargo de Presidente do Conselho de Administração da Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM). Durante este período, esteve à frente de projectos estratégicos de infra-estruturas, que impulsionaram o desenvolvimento do sector de transportes e logística no país.

Absa Bank Moçambique: Um banco com raízes sólidas

O Absa Bank Moçambique integra o Absa Group Limited, um dos maiores grupos africanos de serviços financeiros, presente em 12 países e cotado na Bolsa de Valores de Joanesburgo. Com mais de 42.000 funcionários, o grupo é um parceiro estratégico para o crescimento económico do continente.

Com uma presença de mais de 42 anos no mercado moçambicano, o Absa Bank Moçambique tem sido um actor essencial no desenvolvimento do sistema financeiro nacional, estabelecendo parcerias com entidades públicas e privadas em diversos sectores da economia.

O Absa Bank Moçambique tem uma história marcada por transformações e crescimento contínuo. A sua origem remonta ao Instituto de Crédito de Moçambique, que ao longo dos anos passou por várias denominações, incluindo Banco Popular de Desenvolvimento (BPD), Banco Austral e Banco Barclays, até se consolidar como Absa Bank Moçambique.

Victor Gomes: A Strategic Choice for the Future of Absa

Victor Gomes, the current Chairman of the Board of Directors of Absa Bank Mozambique, brings decades of experience and an in-depth knowledge of the Mozambican market. His professional trajectory demonstrates an unparalleled capacity for leadership, essential for steering the bank through this new phase of growth and development.

Experience in the Financial and Governmental Sectors

Before joining Absa Bank Mozambique, Victor Gomes held positions of great responsibility in both the financial and governmental sectors, consolidating his reputation as one of the most influential leaders in the country. Between 2017 and 2022, he served as Vice-Governor of the Bank of Mozambique, during which he played a crucial role in regulating and supervising the national financial system.

Contributions to the Infra-structure Sector

From 2014 to 2017, Victor Gomes served as Chairman of the Board of Directors of Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM). During this period, he led strategic infrastructure projects that significantly boosted the development of the transportation and logistics sector in the country.

Absa Bank Mozambique: A Bank with Solid Roots

Absa Bank Mozambique is part of Absa Group Limited, one of the largest African financial services groups, present in 12 countries and listed on the Johannesburg Stock Exchange. With over 42,000 employees, the group is a strategic partner for the economic growth of the continent.

With a presence of more than 42 years in the Mozambican market, Absa Bank Mozambique has been an essential player in the development of the national financial system, establishing partnerships with both public and private entities across various sectors of the economy.

Absa Bank Mozambique boasts a history marked by continuous transformation and growth. Its origins date back to the Instituto de Crédito de Moçambique, which, over the years, underwent several name changes—including Banco Popular de Desenvolvimento (BPD), Banco Austral, and Banco Barclays—before consolidating as Absa Bank Mozambique.

What Does Mozambique Lose with the Suspension of USAID?

The recent suspension of projects by the United States Agency for International Development (USAID) in Mozambique, following an executive order by President Donald Trump, poses a significant challenge for the country. This decision, initially set for a 90-day period, affects crucial areas such as health, education, and infrastructure.

Impact on the Health Sector

USAID has been a key partner in Mozambique’s development, investing over $1 billion annually across various sectors. Of this amount, approximately $400 million is allocated to combating HIV/AIDS, a disease that remains one of the country’s major public health concerns, with a prevalence rate of 11.6%. Since 2004, the United States has invested over $5.2 billion in response to the epidemic, which affects more than one million Mozambicans.

Mozambique’s Prime Minister, Maria Benvinda Levi, acknowledged that the health sector will be the most affected by the suspension of funding. She stated that the government will need to redirect internal resources to mitigate the impact of this decision, emphasizing the importance of U.S. support in social areas, particularly in healthcare.

Consequences for Other Sectors

Beyond healthcare, other sectors also heavily depend on USAID funding. Education, sanitation, agriculture, and disaster response are among the areas benefiting from U.S. support. The suspension of USAID-funded projects raises concerns about the future of these initiatives, particularly given budget constraints and the government’s limited investment capacity.

Projects at Risk

One of the projects at risk is the Millennium Challenge Corporation’s Compact II, valued at $537 million, of which $500 million would be funded by the U.S. government. This project, set to be implemented in Zambézia Province, includes the construction of a new bridge over the Licungo River and a provincial ring road. The suspension jeopardizes the completion of these essential infrastructures, crucial for regional development.

Reactions and Perspectives

The Mozambican government has expressed concern over the potential impacts of this temporary suspension of U.S. aid. The Prime Minister emphasized that, while awaiting a final decision from the U.S., the challenges ahead are substantial. She highlighted the need for effective internal management to navigate this situation, recalling that the country has overcome other crises in the past.

The suspension of USAID-funded projects in Mozambique presents a significant challenge, especially for social sectors that heavily rely on this support. The Mozambican government’s ability to redirect internal resources and find alternative solutions will be crucial in mitigating the impacts of this decision and ensuring the continuity of progress achieved in recent decades.