Thursday, June 4, 2026
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Governo garante recursos para activação do Fundo de Garantia Mutuária

O Ministro da Economia, Basílio Muhate, anunciou durante o Economic Briefing que os recursos do Fundo de Garantia Mutuária já estão disponíveis, com a finalização dos trabalhos técnicos sendo o último passo para a sua operacionalização.

A notícia foi recebida com entusiasmo pelo sector empresarial, que vê no Fundo de Garantia Mutuária uma oportunidade crucial, uma vez que o fundo permitirá a partilha de risco entre as instituições bancárias e as Pequenas e Médias Empresas (PME’s). Este instrumento é especialmente importante, considerando a necessidade dos bancos de garantias sólidas para assegurar o reembolso dos créditos.

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) tem reiterado a urgência na implementação do fundo, destacando a importância do apoio às empresas afetadas pelas manifestações pós-eleitorais, como parte do processo de recuperação do sector empresarial.


No seu discurso de abertura do Economic Briefing, Basílio Muhate destacou a atenção do Governo à situação pós-eleitoral e o trabalho contínuo com o setor privado para encontrar soluções rápidas e eficazes.

“O nosso Governo está totalmente comprometido em criar um ambiente propício para as Micro, Pequenas e Médias Empresas, implementando políticas e mecanismos que facilitem o acesso ao crédito, reduzam a burocracia no processo de constituição e formalização e incentivem a digitalização dos negócios”, afirmou Basílio Muhate.

Essa declaração reflete a determinação do Governo em apoiar o sector empresarial, particularmente as PME’s, como pilar fundamental para a recuperação económica do país.

Crescer ou consolidar: qual é a melhor estratégia para os negócios?

qual é a melhor estratégia para os negócios?

Empresas de todos os portes enfrentam um dilema comum em sua trajectória: é melhor buscar um crescimento acelerado ou consolidar a estrutura antes de expandir? A resposta a essa pergunta não é simples, pois depende de factores como: O mercado, o modelo de negócio, a concorrência e a capacidade de investimento.

A Atracção pelo rápido crescimento

Muitos empresários sonham com um crescimento acelerado, por significar maior participação de mercado, reconhecimento da marca e maior rendimento. Estratégias como expansão geográfica, lançamento de novos produtos e aquisições são frequentemente usadas para atingir esse objectivo.

Casos de empresas que cresceram rapidamente e se tornaram líderes em seus sectores são inspiradores. No entanto, nem sempre crescer rápido significa crescer de forma sustentável. O aumento de despesas operacionais, a dificuldade em manter a qualidade dos produtos e serviços e a necessidade de capital intensivo podem se tornar desafios difíceis de superar.

A Importância da consolidação

Consolidar um negócio significa fortalecer as suas operações, melhorar a eficiência interna e garantir que a empresa seja financeiramente saudável antes de buscar novos mercados. Esse caminho é essencial para garantir que a base do negócio seja sólida, evitando que um crescimento mal planeado comprometa a estabilidade da empresa.

Empresas que priorizam a consolidação investem em tecnologia, capacitação de colaboradores, optimização de processos e melhoria da experiência do cliente. Dessa forma, quando optam por expandir, o fazem com mais segurança e menor risco.

Qual estratégia escolher?

Não existe uma única resposta. Algumas empresas precisam crescer rapidamente para ganhar mercado antes da concorrência, enquanto as outras precisam consolidar a sua base antes de dar novos passos.

O ideal é encontrar um equilíbrio: crescer com controle e consolidar com visão de futuro. Planeamento estratégico, análise financeira e uma gestão eficiente são essenciais para tomar a melhor decisão.

No final, a pergunta não é apenas “crescer ou consolidar?”, mas “quando é o momento certo para cada estratégia?”. A resposta a essa questão pode definir o sucesso ou o fracasso de um negócio no longo prazo.

Moçambique terá quatro novos postos de gás natural veicular até 2026

Moçambique terá quatro novos postos de Gás Natural Veicular até 2026

A Autogás, empresa moçambicana especializada na venda e distribuição de Gás Natural Veicular (GNV), anunciou um investimento de 4 milhões de dólares para a construção de quatro novos postos de abastecimento até 2026. A expansão inclui a construção do Posto de Chicumbane, na província de Gaza, já em fase de implementação, marcando a entrada da empresa em novas regiões fora da capital.

O anúncio foi feito pelo Director Executivo da Autogás, João das Neves, durante o Seminário Autogás 2025, realizado sob o lema “Aproximando os Intervenientes para a Massificação do Uso do Gás Natural”. O evento reuniu cerca de 100 participantes, incluindo representantes do setor energético, do Governo e investidores, para discutir os desafios e oportunidades do mercado de GNV em Moçambique.

Expansão da rede e novos postos de abastecimento

A empresa revelou que parte dos investimentos está a ser financiada por um fundo da SASOL e do Banco Nacional de Investimento (BNI), possibilitando a construção de postos de abastecimento nas cidades de Xai-Xai, Maxixe e Pambara. Além disso, dois novos postos serão erguidos na Cidade e Província de Maputo com financiamento próprio da Autogás.

Atualmente, Moçambique conta com sete postos de abastecimento de GNV, mas a meta da empresa é atingir vinte infra-estruturas nas províncias de Maputo, Gaza e Inhambane até 2035.

Desafios e necessidade de incentivos

Apesar do potencial de crescimento, a massificação do uso do GNV enfrenta desafios. João das Neves destacou a falta de incentivos fiscais e aduaneiros para importação de viaturas movidas a gás natural, além da ausência de uma legislação que promova o uso de transporte público e semicoletivo a GNV.

Outro ponto crítico é a desdolarização do preço de compra do gás, além da necessidade de regulação das tarifas de transporte do gás comprimido e incentivos para novos operadores entrarem no mercado.

GNV como alternativa económica e sustentável

Durante o evento, Moisés Paulino, Director Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis, afirmou que a expansão do GNV faz parte da estratégia do Governo para reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados, estimular o crescimento económico e garantir sustentabilidade ambiental.

Já o Presidente do Conselho de Administração da Autogás, Octávio Muthemba, ressaltou que o GNV representa uma alternativa viável para mitigar os impactos da crise energética, reduzindo custos operacionais das empresas, criando empregos e alinhando o país à transição energética global.

Actualmente, estima-se que cerca de 4.000 viaturas em Moçambique utilizam GNV, entre veículos ligeiros e pesados. O sector pretende ampliar esse número para 14.000 nos próximos anos, acompanhando o crescimento da rede de abastecimento e a conversão de frotas.

A Autogás reafirmou o compromisso de continuar a investir na expansão da rede de abastecimento e na massificação do uso do GNV no país, consolidando um modelo energético mais sustentável e acessível para os moçambicanos.

Mozambique to have four new natural gas stations by 2026

Moçambique terá quatro novos postos de Gás Natural Veicular até 2026

Autogás, the Mozambican company specializing in the sale and distribution of Vehicular Natural Gas (CNG), has announced an investment of 4 million dollars to build four new filling stations by 2026. The expansion includes the construction of the Chicumbane station in Gaza province, which is already underway, marking the company’s entry into new regions outside the capital.

The announcement was made by the CEO of Autogás, João das Neves, during the Autogás 2025 Seminar, held under the slogan “Bringing Stakeholders Closer Together to Massify the Use of Natural Gas”. The event brought together around 100 participants, including representatives from the energy sector, the government and investors, to discuss the challenges and opportunities of the CNG market in Mozambique.

Network expansion and new filling stations
The company revealed that part of the investments are being financed by a fund from SASOL and the National Investment Bank (BNI), making it possible to build filling stations in the towns of Xai-Xai, Maxixe and Pambara. In addition, two new stations will be built in Maputo City and Province with Autogás’ own funding.

Mozambique currently has seven CNG refueling stations, but the company’s goal is to have twenty in Maputo, Gaza and Inhambane provinces by 2035.

Challenges and need for incentives
Despite the potential for growth, the mass use of CNG faces challenges. João das Neves highlighted the lack of tax and customs incentives for importing natural gas-powered vehicles, as well as the absence of legislation to promote the use of CNG-powered public and semi-private transport.

Another critical point is the de-dollarization of the gas purchase price, as well as the need to regulate compressed gas transport tariffs and incentives for new operators to enter the market.

CNG as an economic and sustainable alternative
During the event, Moisés Paulino, National Director of Hydrocarbons and Fuels, said that the expansion of CNG is part of the government’s strategy to reduce dependence on imported fossil fuels, stimulate economic growth and ensure environmental sustainability.

Octávio Muthemba, Chairman of the Board of Directors of Autogás, stressed that CNG represents a viable alternative for mitigating the impacts of the energy crisis, reducing companies’ operating costs, creating jobs and bringing the country into line with the global energy transition.

Currently, it is estimated that around 4,000 vehicles in Mozambique use CNG, including light and heavy vehicles. The sector intends to increase this number to 14,000 over the next few years, in line with the growth of the supply network and the conversion of fleets.

Autogás reaffirmed its commitment to continue investing in the expansion of the supply network and the widespread use of CNG in the country, consolidating a more sustainable and accessible energy model for Mozambicans.

Hollard Moçambique registou um lucro líquido total de 337,4 milhões de MZN em 2024

A Hollard Moçambique, através das suas duas licenças de seguros – a Hollard Seguros para o ramo Não Vida e a Hollard Vida para o ramo Vida – apresentou sólidos resultados financeiros no exercício de 2024, reforçando a sua posição robusta no mercado e a contínua expansão do negócio, apesar dos desafios no ambiente económico.

O grupo registou um lucro líquido total de 337,4 milhões de MZN, com a Hollard Seguros a contribuir com 284,7 milhões de MZN, e a Hollard Vida, com 52,7 milhões de MZN. Este desempenho foi impulsionado por uma gestão eficiente e operações bem estruturadas.

Fonte: Portal da Hollard Mocambique

Em 2024, as restrições macroeconómicas afectaram os rendimentos de investimento devido à redução das taxas de juro e ao aumento das reservas obrigatórias impostas pelo Comité de Política Monetária do Banco Central. Esta situação foi particularmente evidente na Hollard Vida, onde a baixa capacidade de concessão de crédito influenciou o desempenho dos produtos ligados a empréstimos bancários. Adicionalmente, as reservas para sinistros impactaram os resultados técnicos, como parte de uma gestão de risco prudente e em conformidade com os requisitos regulamentares.

A Hollard Seguros alcançou Prémios Brutos Emitidos no valor de 4,17 mil milhões de MZN, enquanto a Hollard Vida registou 599,2 milhões de MZN, o que representou um aumento de 17% em relação ao ano anterior para ambas as entidades. Da mesma forma, o grupo demonstrou uma sólida saúde financeira, com rácios de solvência de 309% para a Hollard Seguros e 356% para a Hollard Vida, ambos acima dos requisitos regulamentares.

O Rácio Combinado para ambas as entidades situou-se entre 92% e 94%, refletindo uma forte disciplina de subscrição e eficiência operacional.

No que respeita aos resultados de subscrição de seguros do período, a Hollard Seguros reportou 133,7 milhões de MZN e a Hollard Vida 21,5 milhões de MZN, totalizando 155,2 milhões de MZN. Estes valores sublinham a capacidade do grupo de gerar rentabilidade sustentável através de práticas sólidas de negócio.

Henri Mittermayer, CEO da Hollard Moçambique afirmou: “Os resultados sólidos da Hollard Moçambique em 2024 destacam a nossa resiliência, eficiência operacional e o compromisso inabalável em fornecer soluções de seguro de qualidade aos nossos clientes, num contexto de crescente complexidade no mercado moçambicano, marcado por eventos climáticos e socioeconómicos frequentes e severos.”

Apesar da redução dos lucros líquidos em comparação com o ano anterior, a Hollard Vida mantém-se financeiramente sólida, conforme demonstrado pelo seu forte rácio de solvência e crescimento sustentado dos prémios. A empresa continua a dar prioridade à eficiência operacional e à gestão prudente de risco, garantindo sustentabilidade a longo prazo e criação de valor para os seus stakeholders.

“O nosso desempenho evidencia a nossa resiliência e capacidade de adaptação num mercado dinâmico. Embora os retornos de investimento tenham sofrido pressão, o nosso forte crescimento dos prémios e a sólida posição de solvência reflectem a confiança que os nossos clientes depositam em nós. Continuamos focados em entregar valor aos nossos stakeholders e assegurar um crescimento sustentável no mercado segurador moçambicano”, acrescentou Mittermayer.

A seguradora mantém-se empenhada na inovação, em soluções centradas no cliente e num sólido quadro de gestão de risco, posicionando-se como um dos principais intervenientes na evolução da indústria seguradora em Moçambique.

M-Pesa facilita pagamento de serviços municipais em Moçambique

M-Pesa facilita pagamento de serviços municipais em Moçambique

A Vodacom M-Pesa, líder em serviços financeiros móveis em Moçambique e a Associação Nacional dos Municípios de Moçambique (ANAMM) assinaram, hoje em Maputo, um Memorando de Entendimento visando o uso dos serviços de transacções móveis da Vodacom M-Pesa para o pagamento dos serviços públicos e taxas municipais. A formalização da parceria foi rubricada pelo Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Vodacom M-Pesa, Salimo Abdula e pelo presidente da  ANAMM, João Carlos Gomes Ferreira, que também preside a autarquia da cidade de Chimoio em Manica.

A iniciativa surge da necessidade crescente de digitalização e simplificação dos processos administrativos municipais, permitindo que os cidadãos realizem pagamentos de taxas e serviços directamente através da plataforma M-Pesa. Essa parceria permitirá maior eficiência, transparência e segurança na arrecadação de receitas municipais, ao mesmo tempo que promove a inclusão financeira da população.

Durante a sua intervenção, Salimo Abdula explicou que com esta parceria, os municípios poderão integrar o M-Pesa como uma solução de pagamento digital para taxas, impostos e outros serviços administrativos. Isso reduzirá a burocracia e eliminará barreiras logísticas, garantindo que os cidadãos possam efectuar os seus pagamentos de forma rápida e segura, sem a necessidade de deslocação a instituições físicas.

Além disso, a digitalização do processo contribuirá significativamente para a transparência e eficiência da gestão municipal, permitindo um melhor controlo das receitas arrecadadas e assegurando a sua correcta aplicação no desenvolvimento das infra-estruturas e serviços públicos locais. Por sua vez, João Carlos Gomes Ferreira frisou que a digitalização do pagamento dos vários serviços nas autarquias vai imprimir maior dinamismo dos processos e erradicar as longas filas, promovendo maior comodidade e qualidade de serviços aos munícipes

A adesão ao M-Pesa por parte dos municípios irá facilitar os pagamentos de serviços como taxas municipais, licenciamento, impostos locais, facturas de água e saneamento, entre outros. Isso reduzirá significativamente a dependência de métodos tradicionais de cobrança, muitas vezes burocráticos e ineficientes.

Adicionalmente, a parceria abre portas para futuras iniciativas de modernização dos serviços municipais, incluindo a implementação de plataformas digitais para a gestão e consulta de pagamentos, proporcionando um ambiente mais organizado e acessível tanto para as autoridades locais quanto para os cidadãos. A Vodacom M-Pesa e a ANAMM reiteram o compromisso de trabalhar em conjunto para garantir a implementação eficaz desta solução em todas as autarquias interessadas, promovendo um modelo de gestão pública mais moderno, acessível e alinhado às tendências globais de digitalização.

Combustíveis passam a ter preços mais baixos

A partir de hoje,20/02/2025, os combustíveis líquidos passam a ter novos preços em Moçambique, com uma redução que visa atenuar os custos de produção, aliviar o custo de vida e recuperar o poder de compra dos consumidores. A medida, anunciada pela Autoridade Reguladora de Energia (ARENE), é justificada pelo comportamento do mercado internacional e pelos ajustamentos nas variáveis de aquisição.

Quedas nos preços e impacto no consumo

A maior redução registou-se no petróleo de iluminação, que passou de 87,05 para 69,35 meticais por litro, uma descida significativa que poderá beneficiar directamente famílias de rendimentos mais baixos. O gasóleo, um dos combustíveis mais utilizados no transporte e na indústria, baixou de 91,23 para 86,79 meticais por litro, enquanto a gasolina desvalorizou ligeiramente, passando de 86,25 para 85,82 meticais por litro.

Também houve uma redução no preço do gás natural veicular, que passou de 44,52 para 43,40 meticais por quilograma. No entanto, o gás de cozinha mantém-se inalterado em 86,05 meticais por quilograma, uma vez que já registou três reduções consecutivas em Dezembro de 2022, Janeiro e Julho de 2023.

Os novos preços aplicam-se aos postos de abastecimento situados em Maputo, Matola, Beira, Nacala e Pemba, cidades que possuem terminais oceânicos para o desembarque de combustíveis.

Alívio para consumidores e empresas

De acordo com Paulo da Graça, Presidente do Conselho de Administração da ARENE, os reajustamentos podem ter um impacto positivo no custo de vida, dada a importância dos combustíveis na dinamização da economia.

“O petróleo de iluminação é usado por famílias economicamente vulneráveis e a queda no seu custo visa recuperar parte do poder de compra perdido ao longo do tempo. Além disso, a ARENE tem o papel de proteger os consumidores mais expostos às flutuações de preços”, explicou o responsável.

A redução dos preços também poderá beneficiar o sector dos transportes e a indústria, aliviando os custos de operação num contexto de desafios económicos para o país.

Mercado internacional e factores determinantes

A descida dos preços dos combustíveis foi influenciada pelo comportamento do mercado global. Nos últimos meses, as transacções do petróleo Brent, referência internacional, foram marcadas por importantes oscilações.

Um dos factores que ditou a recente tendência de baixa foi a valorização do dólar norte-americano, utilizado nas negociações dos contratos futuros de petróleo. Quando a moeda dos Estados Unidos se fortalece, a aquisição de petróleo torna-se mais cara para outros mercados, reduzindo a procura e, por consequência, os preços.

Ainda assim, os analistas alertam que os preços dos combustíveis permanecem vulneráveis a novas oscilações, sobretudo devido a riscos geopolíticos e à dinâmica da oferta global de petróleo.

Perspectivas

Com o novo reajustamento, espera-se que os consumidores sintam algum alívio nos custos diários, enquanto o sector produtivo poderá beneficiar de uma ligeira redução nos encargos operacionais. No entanto, as autoridades mantêm-se atentas às flutuações do mercado para eventuais ajustes futuros.

Para já, o foco recai sobre a estabilidade dos preços e a protecção dos consumidores mais afectados pelas variações no custo dos combustíveis, garantindo um equilíbrio entre as dinâmicas do mercado internacional e as necessidades da economia nacional.

Mais de meio milhão de famílias tiveram acesso à energia em 2024

Mais de meio milhão de famílias tiveram acesso à energia em 2024

O Ministério das Finanças anunciou que, em 2024, foram realizadas mais de 560 mil novas ligações domiciliares de electricidade, elevando a cobertura energética nacional para 60% da população, acima dos 53,4% registados em 2023.

“Durante o processo de expansão de energia, foram estabelecidas 563,8 mil novas ligações domiciliares, das quais 395,6 mil através da rede eléctrica nacional e 170,1 mil por meio de fontes renováveis”, detalha o relatório de execução orçamental.

No mesmo período, foram construídos os primeiros 40 quilómetros da linha de transmissão de alta tensão de 400 quilovolts (kV), que ligará o país de Norte a Sul, com troços entre Temane, Maputo, Chimuara e Alto Molócue.

As novas ligações fazem parte do programa governamental “Energia para Todos”, implementado pela Electricidade de Moçambique (EDM) e pelo Fundo de Energia (FUNAE). A iniciativa, estabelecida na Estratégia Nacional de Electrificação (ENE) aprovada em 2018, tem como meta fornecer energia a toda a população até 2030.

Além da expansão da rede eléctrica, o Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou que a produção de electricidade cresceu 5,3% nos últimos cinco anos, passando de 18,7 mil Gigawatts-hora (GWh) em 2019 para 19,7 mil GWh em 2023. A geração de energia renovável tem sido determinante nesse crescimento, com as centrais hídricas representando 82,7% da electricidade produzida em 2023.

More than half a million families had access to energy in 2024

Mais de meio milhão de famílias tiveram acesso à energia em 2024

The Ministry of Finance announced that more than 560,000 new household electricity connections were made in 2024, bringing national energy coverage to 60% of the population, up from 53.4% in 2023.

“During the energy expansion process, 563,800 new household connections were established, of which 395,600 through the national electricity grid and 170,100 through renewable sources,” details the budget execution report.

During the same period, the first 40 kilometers of the 400 kilovolt (kV) high-voltage transmission line were built, which will connect the country from north to south, with sections between Temane, Maputo, Chimuara and Alto Molócue.

The new connections are part of the government’s “Energy for All” program, implemented by Electricidade de Moçambique (EDM) and the Energy Fund (FUNAE). The initiative, set out in the National Electrification Strategy (ENE) approved in 2018, aims to provide energy to the entire population by 2030.

In addition to the expansion of the electricity grid, the National Statistics Institute (INE) revealed that electricity production has grown by 5.3% in the last five years, from 18,700 Gigawatt hours (GWh) in 2019 to 19,700 GWh in 2023. Renewable energy generation has been a determining factor in this growth, with hydroelectric plants accounting for 82.7% of the electricity produced in 2023.

Government announces reduction in fuel prices

Preços dos combustíveis

The Mozambican government announced on Wednesday (February 19) a downward revision of fuel prices, justifying the decision by the fall in acquisition costs on the international market and the need to alleviate the economic impact on consumers.

“The reasons for this adjustment include the reduction in the cost of purchasing oil products internationally, the need to mitigate the economic effects of fuel and to reduce the cost of living. We hope that this measure will help restore families’ purchasing power and reduce the costs of products and services that depend directly on fuel,” said Paulo da Graça, president of the Energy Regulatory Authority (Arene), at a press conference in Maputo.

The new price list comes into force on February 20, with the following changes:

Petrol: from 86.25 meticais to 85.82 meticais per liter;
Diesel: from 91.23 meticais to 86.79 meticais per liter;
Light oil: from 87.05 meticais to 69.35 meticais per liter;
Cooking gas (LPG): remains at 86.05 meticais per kilogram;
Natural gas for vehicles: from 44.52 meticais to 43.40 meticais per liter.
The reduction comes at a time when the country is facing economic and social challenges, marked by demonstrations and stoppages due to the high cost of living and unemployment. In recent months, the Executive has adopted measures to stabilize the economy, including a plan of 77 actions to be implemented in the first 100 days of the 2025-2029 five-year period. The plan includes initiatives in sectors such as education, health, the fight against corruption, infrastructure, justice and food security.

On Sunday (16), the President of the Republic, Daniel Chapo, reinforced the government’s commitment to reducing fuel costs and mitigating the impact on consumers, recognizing the pressure that high prices put on the population.