Saturday, April 11, 2026
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The mineral sands giant that positions Mozambique on the global stage

Did you know that Mozambique is responsible for 7% of the world’s production of titanium raw materials? This milestone is achieved through Kenmare Resources, which has been operating for 17 years at the Moma Mine, located on the country’s northern coast.

Recognized as one of the world’s largest producers of mineral sands, Kenmare has played a crucial role in the global supply of ilmenite, rutile and zircon.
Solid financial performance in 2023

Kenmare reported a net profit of 220 million dollars in 2023, the second highest in its history, achieving an impressive EBITDA margin of 50%. Since 2019, the company has distributed more than 250 million dollars to its shareholders. This financial performance was achieved against a challenging backdrop, with weaker markets and operational pressures.

Despite a 12% drop in annual revenue, which totaled 437.1 million dollars, Kenmare maintains a robust performance, driven by demand for titanium pigment. The reduction was due to a 10% lower average price and a 3% decrease in shipments.
Promising projections for 2024

The company states that “2024 is well underway”. Annual production is expected to reach projected levels, with a stronger performance in the second half of the year due to higher ore grades. Robust demand for Kenmare’s products, particularly ilmenite, and higher than expected prices, demonstrate the strength of the market.

The Moma Mine: A world-class deposit

Located in the province of Nampula, the Moma Mine is recognized as one of the largest deposits of titanium minerals in the world, with resources estimated at 6.3 billion tons. The mine has a projected life of over 100 years, supporting consistent production and offering significant opportunities for future expansion.

Production in figures:
– 2023: Production totaled 342,600 tons of heavy mineral concentrate, representing an increase of 7%.
– Ilmenite: Production grew by 8% to 238,600 tons.
– Zircon: A growth of 12%, totaling 13,000 tons.

Total shipments fell by 18% due to adverse weather conditions and additional maintenance, but the company remains well positioned to continue meeting strong global demand.
Contributions to the global and local economy

Kenmare supplies more than 15 countries and is responsible for approximately 7% of the global supply of titanium raw materials. The minerals extracted from the mine are used in everyday products such as paints, plastics and ceramic tiles, reinforcing its importance to various industries.

Sustainability and Social Responsibility

Kenmare combines financial performance with environmental and social commitment. The company has significantly reduced its accident frequency rate (LTIFR) to 0.09 per 200,000 hours worked, a notable improvement on the previous period. In addition, the ongoing work of the Kenmare Moma Development Association (KMAD) promotes initiatives in education, health and economic development in local communities.

Growth prospects

With a market showing increasing demand for titanium pigments, Kenmare is well capitalized to finance operational improvements, such as the upgrade of the wet concentrator plant (WCP). This strategic approach positions the company to continue to generate value for shareholders and strengthen Mozambique’s position as a global leader in the supply of titanium minerals.

Quick facts about Kenmare Resources:
– Stock Exchange: Listed on the London Stock Exchange and Euronext Dublin.
– Operations: Moma Titanium Minerals Mine, Nampula, Mozambique.
– Products: Ilmenite, rutile (titanium) and zircon.
– Market: Customers in more than 15 countries.

Kenmare Resources is more than a global leader in mineral sands; it is an engine of economic transformation for Mozambique. With a balance between innovation, sustainability and financial performance, the company is well positioned to continue to lead in the global market, while contributing to the country’s development.

For more information, visit the official website: www.kenmareresources.com.

Pode a lichia de Moçambique conquistar o mercado europeu?

Nos últimos anos, Moçambique tem mostrado um crescente potencial no mercado de exportação de frutas, e a lichia, com sua doce e suculenta polpa, tem se destacado como uma das grandes promessas de crescimento para o sector agrícola do país. A província de Manica, no centro de Moçambique, é a principal produtora deste fruto tropical e já se prepara para alcançar números impressionantes de exportação nos próximos anos. De acordo com a governadora da província, Francisca Tomás, o objectivo é exportar 600 toneladas de lichia anualmente para mercados exigentes da Europa, incluindo Inglaterra, França, Espanha, Itália e Alemanha.

Esse projecto de expansão, no entanto, não é uma tarefa simples. A produção de lichia enfrenta desafios logísticos e técnicos significativos, principalmente devido à alta perecibilidade da fruta. Mas, ao mesmo tempo, a capacidade de inovação e a colaboração entre o sector público e privado têm o potencial de transformar Manica num polo agrícola de referência, não só no mercado europeu, mas em outros destinos internacionais.

  • O potencial de Manica

A lichia de Manica é uma das frutas tropicais de maior valor económico da região, tanto para o mercado interno quanto para o externo. O cultivo deste fruto tem-se mostrado altamente rentável para os agricultores locais, com uma produtividade que cresce a cada ano. De fato, na campanha de comercialização actual, a província espera comercializar 17.121 toneladas de lichia, um aumento significativo de 6,3% em relação ao ano anterior.

Esse crescimento não é por acaso. As autoridades locais têm trabalhado incansavelmente para melhorar a produção e aumentar a rentabilidade da cadeia produtiva. Em 2023, cerca de 490 toneladas da produção de lichia de Manica serão destinadas à exportação para a Europa, representando um aumento de 28,9% em relação ao ano passado. Isso demonstra o enorme potencial de Moçambique não só para abastecer o mercado interno, mas para se tornar um jogador competitivo no mercado global de frutas.

  • Desafios para alcançar o mercado europeu

Entretanto, como toda boa história de sucesso, o caminho até o mercado europeu não é livre de obstáculos. Um dos maiores desafios da produção de lichia é a alta perecibilidade da fruta, que perde rapidamente sua cor vibrante e sua qualidade após a colheita. Em uma fruta tão delicada, a perda de tempo entre a colheita e a exportação pode significar a diferença entre um negócio bem-sucedido e perdas significativas para os produtores.

Francisca Tomás, governadora de Manica, destacou que um dos principais focos para superar esses desafios será a melhoria das condições de conservação e transporte, com destaque para a cadeia de frio. O objectivo é garantir que as frutas sejam armazenadas em temperaturas ideais, prolongando sua vida útil e mantendo sua qualidade até que cheguem aos mercados internacionais.

Além disso, outro ponto crucial para garantir a qualidade internacional do produto é a instalação de unidades de processamento e embalagem. Transformar a lichia em sucos, refrigerantes, vinhos e até cosméticos e fármacos pode ser uma excelente alternativa para aumentar a sustentabilidade da produção, além de agregar valor ao produto e conquistar nichos de mercado mais lucrativos.

  • A parceria público-privada

Para viabilizar esses objectivos ambiciosos, o governo de Manica tem procurado incentivar a colaboração entre os sectores público e privado. O governo está empenhado em facilitar o acesso a financiamento para os agricultores e empresários que desejam expandir suas áreas de produção e investir na modernização das infra-estruturas de processamento e conservação.

Em um ambiente agrícola cada vez mais competitivo, a cooperação entre governo, empresas e produtores é essencial para maximizar os ganhos de todos os envolvidos. O mercado de exportação de lichia é promissor, mas exige investimentos substanciais em tecnologia, infra-estrutura e capacitação dos produtores locais.

  • Moçambique no mapa global de exportação de Lichia

O mercado europeu, com sua demanda crescente por produtos frescos e exóticos, representa uma excelente oportunidade para Moçambique se destacar como exportador de lichia. No entanto, para atingir o objectivo de exportar 600 toneladas anuais, será necessário não só aumentar a produção, mas também garantir que a fruta atenda aos exigentes padrões internacionais de qualidade.

A exportação de lichia é um exemplo claro de como a agricultura sustentável pode contribuir para o crescimento económico de uma região e para a diversificação das exportações de Moçambique. A transformação da província de Manica em um polo agrícola internacional, com a produção de lichia como um dos seus principais carros-chefes, é uma realidade cada vez mais próxima. O sucesso desse projecto poderá servir como modelo para outras regiões do país, criando novas oportunidades de negócios e impulsionando o sector agrícola de Moçambique a patamares mais altos no cenário global.

Moçambique recebe apoio de 18,6 M€ para viabilizar o programa de infra-estruturas sustentáveis

Moçambique recebe apoio de 18,6 M€ para viabilizar o programa de infra-estruturas sustentáveis

Moçambique recebeu uma doação de 18,6 milhões de euros (aproximadamente 1,2 mil milhões de meticais) do fundo internacional Mitigation Action Facility (MAF), com o objectivo de apoiar a construção de infra-estruturas sustentáveis para o tratamento de resíduos em todo o país. O montante será destinado ao programa “ValoRe”, uma iniciativa do governo moçambicano que visa promover uma gestão de resíduos mais eficaz e sustentável em todas as províncias.

O programa ValoRe, lançado em Agosto de 2020 pelo Governo de Moçambique, recebeu destaque durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2024, realizada em Baku, no Azerbaijão. Na ocasião, o director do Mitigation Action Facility, Soeren David, afirmou que o país foi elogiado pelo progresso significativo alcançado na implementação de soluções sustentáveis para o tratamento de resíduos, além de ser reconhecido pela adopção da Taxa Ambiental sobre a Embalagem.Absa

Essa taxa, que faz parte de um quadro regulatório mais amplo de responsabilidade alargada do produtor, visa fortalecer a reciclagem e incentivar uma economia mais circular, factores cruciais para reduzir o impacto ambiental das embalagens no país. O programa é uma das medidas de Moçambique para enfrentar os desafios ambientais e promover práticas mais ecológicas no tratamento de resíduos.

  • Parceria e Implementação

O ValoRe está a ser implementado em parceria entre o Ministério da Terra e Ambiente de Moçambique e a Agência Belga de Desenvolvimento (Enabel), que está a fornecer apoio técnico e financeiro para a execução das actividades. A iniciativa busca não apenas melhorar a infra-estrutura para o tratamento de resíduos, mas também promover a educação e sensibilização sobre a importância da reciclagem e do manejo sustentável de resíduos sólidos.

O apoio do Mitigation Action Facility é visto como um passo importante na capacitação de Moçambique para enfrentar as mudanças climáticas, proporcionando soluções de longo prazo que não apenas beneficiam o meio-ambiente, mas também promovem a criação de empregos verdes e o desenvolvimento sustentável em várias regiões do país.

  • Reconhecimento Internacional

A doação do MAF e o reconhecimento recebido pelo programa ValoRe na conferência climática refletem o compromisso crescente de Moçambique com as metas ambientais globais e sua disposição em adoptar práticas mais sustentáveis. A Taxa Ambiental sobre a Embalagem e outras medidas associadas à economia circular têm sido apontadas como exemplos de boas práticas em políticas públicas voltadas para a sustentabilidade.

A implementação desse projecto é crucial para enfrentar o crescente desafio da gestão de resíduos em um país em rápido crescimento, como Moçambique, e para contribuir com os objectivos globais de mitigação das mudanças climáticas.

Mozambique receives 18.6 M€ to support sustainable infrastructure program

Moçambique recebe apoio de 18,6 M€ para viabilizar o programa de infra-estruturas sustentáveis

Mozambique has received a donation of 18.6 million euros (approximately 1.2 billion meticais) from the international Mitigation Action Facility (MAF), with the aim of supporting the construction of sustainable infrastructure for waste treatment throughout the country. The money will be allocated to the “ValoRe” program, a Mozambican government initiative aimed at promoting more effective and sustainable waste management in all the provinces.

The ValoRe program, launched in August 2020 by the Government of Mozambique, was highlighted during the 2024 United Nations Climate Change Conference, held in Baku, Azerbaijan. On the occasion, the director of the Mitigation Action Facility, Soeren David, said that the country was praised for the significant progress made in implementing sustainable solutions for waste treatment, as well as being recognized for adopting the Environmental Packaging Levy.

This levy, which is part of a broader regulatory framework of extended producer responsibility, aims to strengthen recycling and encourage a more circular economy, crucial factors in reducing the environmental impact of packaging in the country. The program is one of Mozambique’s measures to tackle environmental challenges and promote greener practices in waste treatment.

Partnership and Implementation

ValoRe is being implemented in partnership between Mozambique’s Ministry of Land and Environment and the Belgian Development Agency (Enabel), which is providing technical and financial support to carry out the activities. The initiative seeks not only to improve the infrastructure for waste treatment, but also to promote education and awareness about the importance of recycling and sustainable solid waste management.

The Mitigation Action Facility ‘s support is seen as an important step in building Mozambique’s capacity to face climate change, providing long-term solutions that not only benefit the environment, but also promote the creation of green jobs and sustainable development in various regions of the country.

International recognition

MAF’s donation and the recognition received by the ValoRe program at the climate conference reflect Mozambique’s growing commitment to global environmental goals and its willingness to adopt more sustainable practices. The Environmental Levy on Packaging and other measures associated with the circular economy have been pointed to as examples of good practice in public policies aimed at sustainability.

The implementation of this project is crucial to meet the growing challenge of waste management in a fast-growing country like Mozambique and to contribute to global climate change mitigation goals.

Extraordinary SADC summit: Filipe Nyusi takes part in meeting on security on the continent

Presidente

The President of Mozambique, Filipe Nyusi, is taking part this Wednesday, November 20, in the Extraordinary Summit of the Southern African Development Community (SADC), which is being held in the Zimbabwean capital, Harare. The event brings together leaders from various countries in the region to discuss security issues and assess the political and social situation on the African continent, with special attention to the conflicts in the east of the Democratic Republic of Congo (DRC).

The central theme of the summit is the security situation in southern Africa and on the continent as a whole. The situation in the east of the DRC has been a growing concern, with the presence of various armed groups and increasing instability in the region. The main objective of the summit is to address the security crisis in the DRC, seeking solutions to the conflict that directly affects the countries of the region and contributes to the migration and forced displacement of thousands of people.

In addition, the leaders attending the summit will assess the performance of the SADC Mission in the Democratic Republic of Congo (SAMIRDC), a peacekeeping force that has been operating in the DRC in order to support the local authorities in stabilizing the region. The mission was launched in 2022 and its mandate is scheduled to end in December 2024. During the summit, the possibility of renewing or adjusting the mission’s mandate will be discussed, based on the results achieved so far.

The meeting will be chaired by Zimbabwean President Emmerson Mnangagwa, who holds the rotating presidency of SADC, and will be attended by heads of state and government from other member countries of the organization, such as South Africa, Angola, Tanzania and other states in the region.

The SADC Extraordinary Summit is an important opportunity for African leaders to discuss joint strategies for dealing with regional crises and promoting peace and stability on the continent. For Mozambique, participation in the summit also reflects the country’s commitment to regional peace and security, as well as reinforcing Mozambique’s active role in the processes of mediation and conflict resolution in Africa.

This event comes at a crucial time, when regional security is one of southern Africa’s biggest challenges, and the SADC summit is seen as a vital forum for finding collaborative solutions to the problems affecting the region’s stability and development.

Mais de 80% do capital bancário em Moçambique é de origem estrangeira, revela BdM

capital bancário

O Banco de Moçambique (BdM) revelou, em seu relatório anual de 2023, que mais de 80% do capital social dos bancos no país até o final de 2023 era de origem estrangeira. A participação estrangeira, proveniente de países como África do Sul e Portugal, totalizou 46,1 mil milhões de meticais, correspondendo a 82,6% do capital social total dos bancos moçambicanos. O restante, equivalente a 9,7 mil milhões de meticais, representa o volume de participação de cidadãos moçambicanos.

De acordo com o BdM, o Banco Comercial e de Investimentos (BCI), liderado pelo grupo português Caixa Geral de Depósitos, manteve-se como a instituição com maior capital social, com um total de 10 mil milhões de meticais.

capital bancário

Domínio de capital estrangeiro

O relatório destaca que, em termos de proporção de propriedade por país, o capital sul-africano continuou a dominar o sistema financeiro de Moçambique, representando cerca de 29,5% do capital bancário. Em seguida, o capital português correspondeu a 25,3%, uma leve diminuição em relação aos 26,7% registados em 2022. A participação dos moçambicanos foi de 17,4%, enquanto a da Namíbia foi mínima, com apenas 0,002%.

Apesar da forte presença de capital estrangeiro, o Banco de Moçambique apontou que o sistema bancário continua estável e bem capitalizado. O banco central ressaltou que a presença de investidores estrangeiros tem sido importante para a solidez do sector, ajudando a manter o sistema financeiro resiliente e competitivo.

Concentração de activos e redução na concentração de depósitos e créditos

Outro ponto abordado no relatório foi a tendência de redução da concentração dos activos, créditos e depósitos nos cinco maiores bancos do país. Em 2023, os cinco maiores bancos concentraram 75,7% dos activos totais, 72,1% do crédito e 81,4% dos depósitos. Esses números representam uma redução em relação aos valores de 2022, quando a concentração foi maior. A redução foi de 2,1 pontos percentuais nos activos, 0,4 pontos percentuais no crédito e 0,6 pontos percentuais nos depósitos.

Essa diminuição da concentração é vista como um sinal positivo para a concorrência no sector bancário, o que pode gerar benefícios para os consumidores, como melhores ofertas e serviços financeiros mais acessíveis.

Perspectivas para o sistema bancário

O Banco de Moçambique destacou ainda que, apesar da forte participação estrangeira, o sistema bancário se manteve estável, resiliente, bem capitalizado e com níveis satisfatórios de rentabilidade em 2023. O crescimento dos activos e o aumento dos lucros reforçam a saúde do setor. Além disso, o rácio de solvência do sistema bancário permanece acima do dobro do nível mínimo exigido, o que atesta a segurança e a robustez das instituições financeiras.

O BdM também reforçou que a estabilidade do sistema bancário é um factor fundamental para o desenvolvimento económico de Moçambique. O investimento estrangeiro tem sido fundamental para garantir a continuidade de serviços financeiros eficientes e seguros, além de contribuir para a expansão do acesso ao crédito e outros produtos bancários no país.

Em suma, o relatório de 2023 do Banco de Moçambique reflete um sistema bancário sólido e bem estruturado, com uma significativa participação de capital estrangeiro, o que aponta para a confiança de investidores internacionais na economia moçambicana, ao mesmo tempo que destaca um movimento em direcção a uma maior descentralização e concorrência no sector financeiro.

Rubi de Moçambique, o vermelho que move milhões

A produção de rubis em Moçambique registou um crescimento expressivo no terceiro trimestre de 2024, superando a meta anual e fortalecendo a posição do país como um dos principais produtores mundiais desta pedra preciosa. Segundo o relatório de execução orçamental do Ministério da Economia e Finanças, Moçambique produziu 3.145.391 quilates de rubis entre Janeiro e Setembro deste ano, ultrapassando a previsão anual de 3.080.895 quilates e marcando um aumento de 49% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Este crescimento deve-se sobretudo ao desempenho da SLR Mining, actualmente o maior produtor de rubis em Moçambique, responsável por mais de 70% da produção nacional. A empresa entrou em operação com uma nova planta de processamento, aumentando a capacidade e a eficiência de produção. Outras empresas, como a Moza Minerals e a Montepuez Ruby Mining (MRM), também contribuíram para o aumento do volume, com a primeira a retomar a produção total e a segunda a intensificar as escavações em três blocos altamente produtivos.

Principais Empresas Mineradoras de Rubis em Moçambique

  1. Montepuez Ruby Mining (MRM)

  • Localização: Distrito de Montepuez, Província de Cabo Delgado.
  • Estrutura Societária: A MRM é uma joint venture entre a Gemfields, com 75% de participação, e a Mwiriti Limitada, uma empresa moçambicana, com 25%. Desde o início das operações em 2012, a MRM gerou receitas superiores a mil milhões de dólares, pagando ao Estado moçambicano 257,4 milhões de dólares em impostos e royalties.

2. Fura Gems

  • Localização: Distrito de Montepuez, Província de Cabo Delgado.
  • Estrutura Societária: Empresa privada com sede no Dubai, Emirados Árabes Unidos, que detém várias licenças de mineração em Moçambique.

3. SLR Mining

4. Moza Minerals

Desafios e Recupero

Apesar do actual sucesso, a indústria de rubis em Moçambique enfrentou desafios significativos no início de 2024. No primeiro trimestre, a produção caiu 55% em termos homólogos, totalizando 252.665 quilates. Esta queda deveu-se a problemas técnicos na MRM, a principal mina de rubis do país, bem como à instabilidade militar na província de Cabo Delgado, que continua a afectar o ambiente de negócios no norte do país. Estes factores resultaram numa quebra acentuada de 80% nas receitas de exportação de rubis no primeiro trimestre, que se situaram em apenas 5,2 milhões de dólares, comparativamente aos 25,6 milhões de dólares no primeiro trimestre de 2023.

Entre Desafios Passados e um Futuro Promissor no Mercado Global

A indústria de rubis em Moçambique representa uma importante fonte de receitas e de investimento estrangeiro. Nos últimos anos, as receitas flutuaram significativamente devido a factores como a pandemia, questões de segurança e desafios técnicos. Em 2023, o país produziu 2,7 milhões de quilates de rubis, uma diminuição em relação aos 4,2 milhões de quilates de 2022 e aos 5 milhões de quilates de 2021.

Num mercado global onde a procura por rubis de alta qualidade está a crescer, Moçambique continua a posicionar-se como um dos principais produtores, beneficiando-se de pedras icónicas como o rubi “Estrela de Fura”, de 55,22 quilates, vendido em Junho de 2023 por um valor recorde de 34,8 milhões de dólares em leilão em Nova Iorque.

O desempenho das empresas operacionais, combinado com o potencial de expansão de novos blocos de mineração, sugere que Moçambique poderá continuar a capitalizar esta indústria, não só através de receitas de exportação, mas também no apoio ao desenvolvimento socioeconómico regional. (Simão Djedje)

Mozambique ruby, the red that moves millions

Ruby production in Mozambique experienced remarkable growth in the third quarter of 2024, exceeding the annual target and reinforcing the country’s position as one of the world’s leading producers of this precious gemstone. According to the budget execution report from the Ministry of Economy and Finance, Mozambique produced 3,145,391 carats of rubies between January and September of this year. This output surpassed the annual forecast of 3,080,895 carats, marking a 49% increase compared to the same period in the previous year.

This growth is largely attributed to the performance of SLR Mining, currently the largest ruby producer in Mozambique, accounting for over 70% of national production. The company commenced operations with a new processing plant, enhancing capacity and production efficiency. Other companies, such as Moza Minerals and Montepuez Ruby Mining (MRM), also contributed to the increased output. The former resumed full-scale production, while the latter intensified excavations across three highly productive blocks.

Key Ruby Mining Companies in Mozambique

  1. Montepuez Ruby Mining (MRM)
  • Location: Montepuez District, Cabo Delgado Province.
  • Ownership: A joint venture between Gemfields (75%) and Mwiriti Limitada (25%), a Mozambican company. Since beginning operations in 2012, MRM has generated over $1 billion in revenue, contributing $257.4 million to the Mozambican government in taxes and royalties.

2. Fura Gems

  • Location: Montepuez District, Cabo Delgado Province.
  • Ownership: A private company based in Dubai, UAE, holding multiple mining licenses in Mozambique.

3. SLR Mining

4. Moza Minerals

Challenges and Recovery

Despite its current success, the ruby industry in Mozambique faced significant challenges at the beginning of 2024. In the first quarter, production dropped by 55% year-on-year, totaling 252,665 carats. This decline resulted from technical issues at MRM and ongoing military instability in Cabo Delgado Province, which continues to impact the business environment in northern Mozambique. These factors led to an 80% decrease in ruby export revenues during Q1, falling to just $5.2 million compared to $25.6 million in the same period of 2023.

From Past Challenges to a Promising Future in the Global Market

The ruby industry in Mozambique is a vital source of revenue and foreign investment. In recent years, earnings have fluctuated significantly due to factors such as the pandemic, security concerns, and technical challenges. In 2023, Mozambique produced 2.7 million carats of rubies, down from 4.2 million in 2022 and 5 million in 2021.

In a global market with increasing demand for high-quality rubies, Mozambique continues to position itself as a leading producer, highlighted by iconic gems like the “Estrela de Fura” ruby, a 55.22-carat stone sold in June 2023 for a record-breaking $34.8 million at a New York auction.

The operational performance of companies, coupled with the potential for new mining block expansions, suggests that Mozambique can further capitalize on this industry. This growth is expected to drive not only export revenues but also contribute to regional socio-economic development. (Simão Djedje)

Relatório do banco de Moçambique mostra progresso em inclusão financeira no país

inclusão financeira

De acordo com o mais recente relatório trimestral do Banco de Moçambique sobre indicadores de inclusão financeira, consultado pelo Diário Económico na Terça-feira, 19 de Novembro, 72,3% dos distritos de Moçambique estavam cobertos por agências bancárias no terceiro trimestre de 2024. Esse número representa uma melhoria considerável em relação a 2005, quando apenas 21,1% dos distritos tinham acesso a esses serviços financeiros.

O relatório indica que o número de distritos com pelo menos uma agência bancária alcançou 112 no período em questão. Em termos de cobertura geográfica, o estudo revelou também um crescimento significativo no número de contas em instituições de moeda electrónica (EMIs), que subiram para 112.678 contas por 10.000 quilómetros quadrados. Este aumento destaca a importância das soluções digitais na ampliação da inclusão financeira no país.

Além disso, os terminais de pagamento automático (POS) registaram um aumento, com uma densidade de 459,1 terminais por 10.000 km². Contudo, o relatório apontou uma redução no número de caixas electrónicos (ATMs), que caiu de 25,6 para 22 por 10.000 km². No caso das agências bancárias, a densidade nas áreas rurais foi de 2,8 por 10.000 km², evidenciando o progresso em áreas que tradicionalmente eram menos cobertas por serviços financeiros.

Em termos de acesso demográfico, 32,5% dos adultos em Moçambique possuem contas bancárias, enquanto 56,3% têm contas em instituições de moeda electrónica. No entanto, o uso de cartões bancários apresentou uma ligeira queda, com 18,3 cartões por 100 adultos.

O relatório enfatiza que os avanços no acesso a serviços financeiros são frutos de esforços conjuntos entre o sector bancário e o governo, que têm trabalhado para expandir os serviços a populações de áreas remotas e carentes. O Banco de Moçambique destacou ainda que a inclusão financeira continua sendo um pilar fundamental para o desenvolvimento económico do país, sublinhando a necessidade de investimentos contínuos em infra-estrutura financeira e em educação financeira para sustentar o progresso obtido até agora.

Bank of Mozambique report shows progress in financial inclusion in the country

inclusão financeira

According to the Bank of Mozambique’s latest quarterly report on financial inclusion indicators, consulted by Diário Económico on Tuesday, November 19, 72.3% of Mozambique’s districts were covered by bank branches in the third quarter of 2024. This figure represents a considerable improvement on 2005, when only 21.1% of districts had access to these financial services.

The report indicates that the number of districts with at least one bank branch reached 112 in the period in question. In terms of geographical coverage, the study also revealed significant growth in the number of accounts at electronic money institutions (EMIs), which rose to 112,678 accounts per 10,000 square kilometers. This increase highlights the importance of digital solutions in expanding financial inclusion in the country.

In addition, automatic payment terminals (POS) saw an increase, with a density of 459.1 terminals per 10,000 square kilometers. However, the report pointed to a reduction in the number of ATMs, which fell from 25.6 to 22 per 10,000 km². In the case of bank branches, the density in rural areas was 2.8 per 10,000 km², showing progress in areas that were traditionally less covered by financial services.

In terms of demographic access, 32.5% of adults in Mozambique have bank accounts, while 56.3% have accounts with electronic money institutions. However, the use of bank cards fell slightly, with 18.3 cards per 100 adults.

The report emphasizes that the advances in access to financial services are the result of joint efforts between the banking sector and the government, which have worked to expand services to populations in remote and underprivileged areas. The Bank of Mozambique also stressed that financial inclusion remains a fundamental pillar for the country’s economic development, underlining the need for continued investment in financial infrastructure and financial education to sustain the progress made so far.