Friday, June 5, 2026
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UBA Expands banking operations to France

United Bank for Africa (UBA), a leading financial institution in Africa, has officially announced the commencement of its full banking operations in France, marking a new chapter in its commitment to fostering trade and connectivity between Africa and the rest of the world.

The expansion into France represents a strategic step toward consolidating UBA’s global presence. Paris will serve as the hub of UBA’s operations within the European Union, joining London, New York, and Dubai as strategic locations in the bank’s global operational framework. Through this expansion, UBA strengthens its mission to bring Africa closer to the world with innovative financial solutions.

Last week, during Nigerian President His Excellency Bola Ahmed Tinubu’s state visit to France, Tony Elumelu, UBA Group Chairman, signed a historic business cooperation agreement with French Finance Minister Antoine Armand.

The ceremony, held in the presence of Presidents Emmanuel Macron and Bola Ahmed Tinubu, symbolizes the significant support of the French government for UBA’s establishment in the country.

Commenting on this partnership, Tony Elumelu stated:

“This expansion reinforces our commitment to providing seamless international banking services to our customers across the 11 Francophone African countries where we operate, throughout Africa, and to European and French clients with interests on the continent. Paris will play a key role in strengthening trade relations between Africa and Europe.”

UBA’s participation in this initiative underscores its role in promoting sustainable growth through strategic alliances and investments in infrastructure. This commitment is also reflected in the Group’s ongoing collaboration with global organizations such as the United Nations Development Programme (UNDP), the European Union, and the Red Cross, aligning with its mission to advance “Africapitalism” and shared prosperity.

During the state visit, Tony Elumelu also participated in high-level business forums, including the International Business Forum of the Mouvement des Entreprises de France (MEDEF), which has been an important platform for promoting global partnerships. This event provided new opportunities to strengthen commercial ties between France and Africa.

President Emmanuel Macron, during the visit, expressed his special appreciation for UBA. He highlighted a memorable moment in his relationship with the bank: in 2018, he participated in a historic meeting with 1,000 young entrepreneurs of the Tony Elumelu Foundation (TEF) in Lagos. Macron described the event as a powerful example of how politics and entrepreneurship can unite to drive economic and social transformation. The occasion symbolized the mutual commitment between France and UBA Group to fostering business growth and strengthening ties.

With over 25,000 employees and a customer base exceeding 45 million worldwide, UBA continues to lead the financial sector, operating in 20 African countries and key global markets. This expansion into France reflects the bank’s vision of reshaping global trade boundaries and establishing impactful partnerships that drive growth and financial inclusion.

Produção de energia solar cresceu 28.9%

A produção de eletricidade através de parques solares em Moçambique registou um crescimento significativo de 28,9% entre janeiro e setembro de 2024, atingindo 71.264 MegaWatts-hora (MWh), face aos 55.301 MWh produzidos no mesmo período do ano anterior. No entanto, esta fonte de energia ainda representa apenas 0,5% da produção total do país, segundo dados oficiais divulgados pela Lusa.

O panorama energético de Moçambique continua amplamente dominado pelos aproveitamentos hidroelétricos, responsáveis por 84,5% da eletricidade gerada, com destaque para a Hidroelétrica de Cahora-Bassa, que sozinha contribui com 82,3% do total.

Plano estratégico até 2030

Apesar da modesta participação actual, o Governo moçambicano aposta numa transformação significativa do sector energético através de uma “revolução solar”. A Estratégia de Transição Energética (ETS) prevê a construção de novas centrais solares com capacidade de 1.000 MW até 2030, em locais como Dondo, Lichinga, Cuamba, Zitundo, e outros ainda por identificar.

O objectivo é reforçar a presença da energia solar e eólica na matriz energética, com a meta de instalar pelo menos 7,5 GW de capacidade solar fotovoltaica e até 2,5 GW de capacidade eólica até 2050.

Incentivos ao investimento

A ETS sublinha a importância de atrair investidores industriais que necessitam de grandes quantidades de eletricidade verde. Para tal, o Governo propõe criar um ambiente empresarial e regulatório favorável ao desenvolvimento de projectos de energia renovável em larga escala.

O Programa de Leilões de Energias Renováveis é apontado como uma ferramenta estratégica para garantir a competitividade e optimização dos preços, seguindo exemplos regionais como o rápido crescimento solar na África do Sul após a implementação de iniciativas semelhantes.

Expansão e sustentabilidade

Além dos investimentos previstos em energia solar, Moçambique planeia desenvolver entre 200 MW e 500 MW de capacidade eólica ‘onshore’, principalmente na província de Inhambane, com foco na Lagoa Pathi.

A estratégia inclui um investimento total de 80 mil milhões de dólares até 2050, reforçando o compromisso do país em satisfazer a crescente procura de eletricidade de forma sustentável e ambientalmente responsável.

Com a aposta no crescimento do sector solar, Moçambique procura equilibrar a produção para exportação e o fornecimento interno, preparando-se para um futuro energético mais limpo e diversificado.

Veja como vão se comportar os preços de alimentos em dezembro

A economia moçambicana enfrenta um cenário de pressão sobre os preços, influenciado por fatores internos e externos. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) aumentou para 103,31 pontos em outubro de 2024, contra 102,73 pontos em setembro. Este aumento reflecte uma tendência inflacionária, particularmente em alimentos e energia, que são essenciais para os consumidores.

A taxa de inflação mensal alcançou 0,56% em outubro, comparada a 0,16% no mês anterior, enquanto a inflação anual dos alimentos subiu para 6,25%, contra 5,29% em setembro. Esta situação é agravada pela escassez de produtos nacionais nos mercados, especialmente na capital Maputo, devido às manifestações pós-eleitorais.

Escassez e alta de preços nos mercados de Maputo

Os efeitos das manifestações têm provocado interrupções no abastecimento de produtos básicos, levando a aumentos expressivos nos preços de alimentos amplamente consumidos, como batata, cebola e tomate. No mercado informal do Fajardo, as vendedoras relatam que os preços dispararam: um saco de batatas, por exemplo, já custa quase 600 meticais no mercado grossista.

“Para termos algum lucro, precisamos vender a preços muito acima do habitual,” lamenta uma vendedora.

Energia e transporte também sentem o impacto

Além dos alimentos, os custos de energia e transporte continuam altos, com o IPC do sector de habitação, água, eletricidade e gás estagnado em 102 pontos e o de transporte em 101 pontos. Este contexto reflecte desafios estruturais que limitam o acesso a serviços essenciais a preços acessíveis.

Perspectivas e medidas

O Ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, alertou para o impacto prolongado das manifestações nos estabelecimentos comerciais e no fluxo de mercadorias na fronteira de Ressano Garcia. “Essas interrupções podem gerar uma escassez acentuada de produtos durante a quadra festiva e fomentar a especulação de preços”, afirmou o ministro.

O governo e a Confederação das Associações Económicas (CTA) discutem medidas para mitigar os impactos, incluindo o fortalecimento da Janela Única Eletrónica para facilitar o comércio. Ao mesmo tempo, novos acordos comerciais, como o firmado com o Malawi, abrem oportunidades para maior fluxo de bens e serviços entre os países.

Embora o cenário seja desafiador, o sector privado mantém uma visão positiva e busca colaborar com o governo para estabilizar os mercados e preparar estratégias de curto e longo prazo para enfrentar as adversidades económicas.

CCMUSA Amplia rede com 20 novas empresas focando em oportunidades comerciais

A Câmara de Comércio Moçambique-EUA (CCMUSA) reforça a sua posição como um catalisador de parcerias estratégicas ao anunciar, no dia 2 de Dezembro, a integração de 20 novas empresas à sua rede. Este movimento visa potenciar relações comerciais, promover oportunidades de negócio e fortalecer as sinergias entre os mercados moçambicano e norte-americano.

Durante o anúncio, Onório Manuel, Presidente da CCMUSA, sublinhou o compromisso da instituição em fomentar um ambiente de negócios dinâmico, mesmo perante os desafios de instabilidade no país. “Estamos confiantes na capacidade de superar obstáculos e em continuar a promover parcerias que beneficiem os nossos membros e a economia moçambicana”, destacou.

Empresas em destaque na nova rede da CCMUSA

As novas empresas abrangem uma ampla gama de sectores estratégicos, reforçando a diversidade e a capacidade de resposta da Câmara às necessidades do mercado. Entre os novos membros, destacam-se:

  1. Ecolog Mozambique: Líder em gestão de activos, oferecendo soluções inovadoras nos sectores industrial e de infra-estruturas.
  2. International Facilities Services Mozambique: Especialista em restauração e gestão de instalações, com foco na optimização de espaços corporativos.
  3. Civitas Partner Group: Investe em energia, infraestruturas e logística, promovendo o desenvolvimento económico na África Subsaariana.
  4. Tempos Correctores de Seguros: Referência em benefícios para funcionários e soluções acessíveis no mercado africano de seguros.
  5. Moz Coating Construction: Especialista em inspecção e aplicação na construção civil, com uma equipa de profissionais qualificados.
  6. Mozambique Broadcasting Company (MBC): Canal de televisão nacional comprometido com conteúdos informativos, educativos e de entretenimento que destacam a economia do país.
  7. Continental Cleaners: Fornecedora de soluções sustentáveis de limpeza e paisagismo para espaços corporativos e residenciais.
  8. Gás e Petróleo, Consultores e Serviços: Consultora de referência no sector energético, com foco em projectos de petróleo, gás e mineração.

Um futuro promissor para o comércio bilateral

A adesão destas empresas não só amplia a representatividade da CCMUSA, mas também reforça o papel da instituição como plataforma de ligação entre Moçambique e os Estados Unidos. Com sectores como energia, infra-estruturas, comunicação e serviços no centro das atenções, a Câmara espera continuar a alavancar novas oportunidades que contribuam para o crescimento sustentável e para a internacionalização das empresas moçambicanas.

Este movimento estratégico reflecte o compromisso da CCMUSA em actuar como um pilar de desenvolvimento, promovendo um futuro mais próspero para os seus membros e para o panorama económico do país.

MISAU lança projecto de digitalização de hospitais para reduzir custos

O ministro da Saúde moçambicano lançou recentemente, em Maputo, o projecto de digitalização das unidades hospitalares de Moçambique que visa reduzir custos com a impressão de processos clínicos e melhorar o atendimento ao paciente.

“O uso de um sistema digital permitirá reduzir os custos com a impressão de processos clínicos, blocos de receita, instrumentos de recolha de dados, entre outros. Permite reduzir a duplicação de exames médicos que, para além de criar custos desnecessários, aumenta a morosidade na assistência médica”, disse Armindo Tiago, durante o lançamento do projecto no Hospital Geral de Mavalane, em Maputo, onde já está a ser implementado em fase piloto.

O “Projecto de Digitalização das Unidades Sanitárias” visa reduzir as limitações impostas pelo uso do papel nos registos médicos, minimizando, assim, os riscos de perda de informações, duplicação de procedimentos e atrasos nos serviços, indica o Ministério da Saúde.

Além da redução de custos, Armindo Tiago apontou ainda a melhoria no atendimento ao paciente, gestão baseada em informação, eficiência nos serviços e na gestão de ‘stocks’ como os principais benefícios do projeto de digitalização, que deverá também permitir o acesso à informação em tempo real.

“Queremos eliminar as limitações físicas dos arquivos em papel, promovendo uma gestão integrada e mais segura. Assim sendo, o risco de perda de processos e a duplicação de tratamentos comuns nos registos manuais serão drasticamente reduzidos, permitindo que os profissionais de saúde se concentrem no que realmente importa: prestar um atendimento médico de qualidade à população”,

Para o ministro da Saúde moçambicano, o lançamento do projeto representa ainda um “passo significativo” para o futuro da saúde em Moçambique, no qual a tecnologia e a humanidade se unem para “proporcionar um cuidado mais eficiente, acessível e de alta qualidade”.

“A digitalização do sistema de informação em saúde vai muito mais além do que a simples recolha de dados. Trata-se de uma transformação que torna as informações em saúde acessíveis, seguras e úteis para os diferentes níveis de atendimento em saúde”, destacou Tiago.

O país tem um total de 1.778 unidades de saúde, 107 das quais são postos de saúde, três são hospitais especializados, quatro hospitais centrais, sete são gerais, sete provinciais, 22 rurais e 47 distritais, segundo dados do Ministério da Saúde consultados pela Lusa.

BdM Reafirma compromisso com estabilidade de preços e crescimento sustentável

Conforme detalhado no relatório ECONOMIC OUTLOOK AND INFLATION FORECASTS Nº 55, 13º ano, Setembro 2024, o Governador do Banco de Moçambique destacou a importância da estabilidade de preços como pilar essencial para a proteção do poder de compra dos cidadãos e para a promoção do crescimento económico equilibrado e sustentável no país. Segundo o documento, o mandato primordial da instituição é garantir que a inflação permaneça baixa, estável e em um dígito no médio prazo, criando um ambiente macro-económico favorável para poupanças, investimentos e redução das incertezas económicas.

O Papel do Comité de Política Monetária (MPC)

Para alcançar este objectivo, o Banco de Moçambique atua através do Comité de Política Monetária (MPC), composto pelo Governador, Vice-Governador, membros da administração e convidados permanentes. Este órgão é responsável por definir a Taxa de Política Monetária, conhecida como MIMO, que serve como âncora para operações no mercado interbancário e sinaliza a postura da política monetária. Introduzida em abril de 2017, a taxa MIMO é uma ferramenta crucial para influenciar a inflação através dos canais de expectativas, taxa de câmbio e crédito.

O relatório destaca que as decisões relacionadas à taxa MIMO são baseadas em projeções de inflação e na avaliação de riscos e incertezas económicas ao longo de pelo menos oito trimestres. Caso as projecções se desviem significativamente do objectivo principal da política monetária, o MPC implementará medidas correctivas para reverter as tendências indesejadas.

Reuniões regulares e comunicação transparente

O MPC reúne-se ordinariamente a cada dois meses e pode convocar reuniões extraordinárias sempre que as condições económicas o exijam. As decisões tomadas pelo comité são comunicadas de forma transparente ao público, por meio de comunicados e conferências de imprensa lideradas pelo Governador, reforçando a importância da comunicação aberta na construção da confiança do mercado e dos cidadãos.

Ademais, o relatório de Perspectivas Económicas e Projecções de Inflação (CEPI) é utilizado para divulgar os factores e as razões por trás das decisões do MPC, ampliando o entendimento do público sobre os objectivos e a condução da política monetária no país.

Impacto na economia nacional

A estabilidade de preços promovida pelo Banco de Moçambique tem efeitos significativos no estímulo ao crescimento económico. Taxas de inflação controladas reduzem as incertezas para agentes económicos, criam condições para taxas de juros mais atrativas e incentivam o investimento e a poupança. Este cenário reforça a capacidade do país de sustentar um crescimento económico equilibrado e de atrair investidores, fortalecendo a confiança no sistema financeiro.

Com este compromisso renovado, o Banco de Moçambique reafirma o seu papel central na construção de um futuro económico próspero para o país, promovendo medidas que não apenas estabilizam os preços, mas também fomentam o desenvolvimento económico sustentável e inclusivo.

Nedbank aposta em Moçambique para impulsionar lucros e diversificar operações em África

O Nedbank Group Ltd., quarto maior banco da África do Sul em activos, está a redefinir a sua estratégia no continente africano, buscando reduzir a dependência do mercado sul-africano e aumentar significativamente os lucros provenientes de outros países da região, incluindo Moçambique. Este movimento reflete uma tendência crescente entre bancos sul-africanos que procuram diversificar as suas operações para aproveitar o rápido crescimento económico da África Subsariana, projectado em 3,6% em 2024 e 4,2% em 2025, comparado aos modestos 1,1% da economia sul-africana.

Moçambique como pilar estratégico

Entre os mercados-alvo, Moçambique destaca-se pela sua economia em ascensão, impulsionada pelo sector de gás natural liquefeito (LNG). O país possui reservas significativas que prometem transformar a sua economia, com projectos multibilionários liderados por empresas como a TotalEnergies. O Nedbank, ao expandir sua operação em Moçambique, pretende capitalizar essas oportunidades no sector energético, enquanto contribui para o financiamento de infra-estruturas que possam sustentar o crescimento económico a longo prazo.

Ademais, o banco está posicionado para apoiar o crescimento de pequenos e médios empreendimentos (PMEs) e iniciativas de energia renovável, alinhando-se às necessidades de desenvolvimento sustentável no país.

Desafios e riscos

Apesar do potencial de crescimento, a expansão do Nedbank em Moçambique enfrenta desafios significativos, incluindo:

  • Riscos Políticos e Regulatórios: A instabilidade política e os processos regulatórios complexos podem criar obstáculos para novos investimentos.
  • Volatilidade Cambial: A flutuação do metical em relação ao dólar representa um risco para a rentabilidade das operações locais.
  • Infraestrutura Financeira Limitada: Embora Moçambique esteja a progredir, o sistema financeiro ainda carece de uma base robusta para suportar transacções de grande escala.

Soluções e estratégias

O Nedbank planeia mitigar esses riscos por meio de parcerias estratégicas e iniciativas locais, como:

  • Foco no LNG e Energias Renováveis: Alavancar a experiência no financiamento de grandes projectos energéticos, como o gás natural, e apoiar projectos de energia solar e eólica.
  • Fortalecimento das Operações Locais: Expandir a capacidade em Moçambique para capturar uma maior participação de mercado no sector bancário.
  • Inclusão Financeira: Possível criação de fundos para apoiar pequenas empresas lideradas por mulheres, contribuindo para o desenvolvimento socioeconómico e a redução das desigualdades.

O Papel de Moçambique no crescimento regional

A aposta do Nedbank em Moçambique também está inserida numa visão mais ampla para transformar a sua operação no continente. A meta é que, nos próximos 5 a 10 anos, até 40% dos lucros do banco provenham de mercados fora da África do Sul, um salto significativo dos actuais 9,2%.

A Aposta em Moçambique

Ao fortalecer suas operações em mercados como Moçambique, o banco não apenas contribui para o desenvolvimento económico local, mas também posiciona-se como um parceiro estratégico na dinamização de sectores-chave da economia africana.

O plano de expansão do Nedbank em Moçambique é uma demonstração do potencial transformador da colaboração entre o sector privado e as economias africanas em crescimento. Apesar dos desafios, o país oferece um terreno fértil para investimentos estratégicos, especialmente no sector de recursos naturais e infra-estruturas, destacando-se como um dos pilares da visão do banco para o futuro.

Fonte: Bloomberg

Nedbank bets on Mozambique to boost profits and diversify operations in Africa

Nedbank Group Ltd., South Africa’s fourth-largest bank by assets, is redefining its strategy on the African continent by seeking to reduce dependence on the South African market and significantly increase profits from other countries in the region, including Mozambique. This move reflects a growing trend among South African banks to diversify their operations and tap into the rapid economic growth of Sub-Saharan Africa, projected at 3.6% in 2024 and 4.2% in 2025, compared to South Africa’s modest 1.1% growth.

Mozambique as a Strategic Pillar

Among its target markets, Mozambique stands out due to its burgeoning economy driven by the liquefied natural gas (LNG) sector. The country boasts significant reserves that promise to transform its economy, with multibillion-dollar projects spearheaded by companies like TotalEnergies. By expanding its operations in Mozambique, Nedbank aims to capitalize on these opportunities in the energy sector while contributing to the financing of infrastructure projects that can sustain long-term economic growth.

Moreover, the bank is well-positioned to support the growth of small and medium enterprises (SMEs) and renewable energy initiatives, aligning its efforts with the country’s sustainable development needs.

Challenges and Risks

Despite its growth potential, Nedbank’s expansion in Mozambique faces significant challenges, including:

  • Political and Regulatory Risks: Political instability and complex regulatory processes could create barriers for new investments.
  • Currency Volatility: The fluctuation of the metical against the dollar poses a risk to the profitability of local operations.
  • Limited Financial Infrastructure: Although Mozambique is making progress, its financial system still lacks the robustness required to support large-scale transactions.

Solutions and Strategies

Nedbank plans to mitigate these risks through strategic partnerships and local initiatives, such as:

  • Focus on LNG and Renewable Energies: Leveraging expertise in financing major energy projects like natural gas and supporting solar and wind energy projects.
  • Strengthening Local Operations: Expanding capacity in Mozambique to capture a larger market share in the banking sector.
  • Financial Inclusion: Potentially creating funds to support small businesses led by women, contributing to socioeconomic development and reducing inequalities.

Mozambique’s Role in Regional Growth

Nedbank’s investment in Mozambique is part of a broader vision to transform its operations across the continent. Over the next 5 to 10 years, the bank aims to generate up to 40% of its profits from markets outside South Africa, a significant increase from the current 9.2%.

The Mozambique Opportunity

By strengthening its presence in markets like Mozambique, Nedbank not only supports local economic development but also positions itself as a strategic partner in driving key sectors of Africa’s economy.

Nedbank’s expansion plans in Mozambique highlight the transformative potential of collaboration between the private sector and Africa’s growing economies. Despite challenges, the country provides fertile ground for strategic investments, particularly in natural resources and infrastructure, making it a cornerstone of the bank’s vision for the future.

Source: Bloomberg

Arcina Dauto: “O sucesso está em olharmos todos para a mesma direcção”

Profile Mozambique: Como nasceu a Tara Travel que hoje é uma referência no sector?

Arcina Dauto: A Tara Travel nasceu em 2003 como uma pequena empresa familiar. Éramos apenas três trabalhadores: eu, um funcionário que ainda integra a equipa, e uma emissora responsável pelas reservas de bilhetes. Desde o início, tínhamos uma enorme vontade e determinação de nos inserirmos na área do turismo. Eu acumulava funções, desde a área comercial à financeira, assegurando o funcionamento do negócio.

Hoje, a Tara Travel é uma empresa consolidada, mas mantém as suas raízes familiares. Continuamos a operar no mesmo espaço, tendo expandido significativamente para acompanhar o crescimento das operações e atender melhor os nossos clientes.

PM: Quais os serviços que a Tara Travel oferece hoje?

AD: Inicialmente, focávamo-nos na venda de passagens aéreas, domésticas e internacionais. Com o tempo, diversificámos os serviços para responder às necessidades dos clientes e do mercado.

Hoje, oferecemos uma ampla gama de serviços, como reservas de alojamento, pacotes turísticos, assistência com vistos e turismo médico. Apesar disso, o nosso ponto forte permanece a venda de passagens aéreas, tanto nacionais como internacionais. Este foco permite-nos garantir um serviço de excelência nessa área, enquanto exploramos outras oportunidades no sector do turismo.

PM: O que torna a Tara Travel única em comparação com outras empresas do sector?

AD: A Tara Travel tem trabalhado continuamente para alcançar a excelência nos serviços que oferece. Um exemplo disso é o reconhecimento como uma das dez melhores agências. Além disso, acreditamos que, em termos de qualidade de serviço, superamos essa posição, graças à nossa dedicação em exceder as expectativas dos clientes.

Estamos alinhados com os nossos objectivos ao focarmo-nos na qualidade do atendimento, na diversidade dos serviços e na inovação constante para responder às exigências do mercado. Pretendemos continuar a liderar na venda de bilhetes e ser uma referência em outros serviços turísticos, mantendo o compromisso com a satisfação do cliente e a criação de valor.

PM: Quais foram os momentos mais marcantes ao longo destes 20 anos de actividade?

AD: Ao longo destes 20 anos, passámos por muitas etapas e transformações. Quando começamos, em 2003, o cenário era muito diferente. Havia poucas agências de viagens, e os desafios de mercado eram outros. Identificámos, na altura, uma necessidade clara: atender segmentos que estavam subservidos, como embaixadas e instituições internacionais. Tínhamos contactos com algumas embaixadas e foi aí que tudo começou.

Com o tempo, o mercado foi mudando. Novas agências foram surgindo e a concorrência intensificou-se. Isso obrigou-nos a adaptar-nos e a reinventar-nos. O crescimento do mercado trouxe também novas oportunidades e exigiu que aprendêssemos a lidar com outros segmentos, para além dos nossos primeiros clientes corporativos. Passámos a trabalhar com clientes de lazer, empresas estrangeiras, multinacionais e muitos outros.

Foi uma jornada de muito aprendizado e crescimento, sempre com o foco em atender as necessidades dos nossos clientes e acompanhar a evolução do mercado. Este percurso moldou o que somos hoje: uma empresa sólida, adaptável e comprometida com a qualidade dos nossos serviços.

PM: Quais são os vossos principais segmentos de clientes?

AD: Trabalhamos com dois segmentos principais: viagens empresariais e de lazer. Embora ofereçamos muitos pacotes turísticos, especialmente nesta época do ano, o nosso foco principal é o segmento corporate. Temos uma base sólida de clientes empresariais, tanto a nível doméstico como internacional, que sustenta a Tara Travel.

Relativamente ao turismo doméstico, vemos um grande potencial ainda por explorar. Contudo, o turismo interno em Moçambique é caro, o que limita a procura. Apesar disso, esforçamo-nos para promover o país, que é riquíssimo em recursos naturais e possui praias maravilhosas que merecem destaque.

PM: Quais são, na sua opinião, os maiores desafios e oportunidades para o turismo em Moçambique?

AD: O maior desafio para o turismo em Moçambique está na falta de infraestruturas adequadas, como estradas em bom estado, e na ausência de condições de segurança suficientes para os turistas. Estes fatores, aliados aos custos elevados do turismo interno e externo, dificultam a promoção do país como um destino competitivo e acessível. Sem estas melhorias estruturais, torna-se difícil atrair mais visitantes e fomentar o crescimento do sector.

Quanto às oportunidades, elas são imensas. Moçambique é um país belíssimo, com uma diversidade cultural e natural extraordinária. Existe um grande interesse internacional em conhecer o país, e acredito que, com investimentos específicos e políticas públicas adequadas, o sector privado estará preparado para desenvolver o turismo de forma sustentável. Participamos regularmente em feiras internacionais, onde notamos o entusiasmo de quem já ouviu falar de Moçambique ou deseja visitá-lo.

Com o acesso às ferramentas e condições certas, poderemos mostrar ao mundo o verdadeiro potencial de Moçambique como um destino de excelência. É um trabalho que exige colaboração entre o governo, o sector privado e todos os intervenientes, mas acredito que, com o tempo, alcançaremos o reconhecimento que o nosso país merece no panorama internacional. A Tara Travel continuará empenhada em contribuir para este percurso, promovendo Moçambique como um destino único e especial.

PM: Que conselho daria a um jovem empresário que quer começar um negócio no sector turístico?

AD: O meu conselho é simples: se realmente tiverem vontade, comecem. Há espaço para todos nesta área, mas é essencial ter um objectivo claro e muita determinação. Não é um sector fácil, exige muito trabalho, mas as oportunidades surgem com o tempo.

Podem começar devagar, com recursos limitados, mas isso não deve ser um impedimento. O mais importante é dar os primeiros passos, por mais pequenos que sejam, e nunca desistir. Cada dia traz um novo desafio e uma nova oportunidade, e é preciso enfrentá-los com persistência. Trabalhem sempre com foco, porque, com esforço e dedicação, alcançarão os vossos objectivos.

Assista o video da entrevista em: https://youtu.be/57h6ckQjafs

Conheça a TARA TRAVEL: www.taratravel.co.mz

Arcina Dauto: “Success lies in everyone looking in the same direction.”

Profile Mozambique: How did Tara Travel, which is now a reference in the sector, come to be?

Arcina Dauto: Tara Travel was founded in 2003 as a small family business. We were just three workers: myself, an employee who is still part of the team, and a ticketing agent responsible for bookings. From the beginning, we had a strong will and determination to establish ourselves in the tourism sector. I handled multiple roles, from commercial to financial, ensuring the business ran smoothly.

Today, Tara Travel is a well-established company but has maintained its family roots. We continue to operate in the same space, having significantly expanded to meet the growth of our operations and better serve our clients.

PM: What services does Tara Travel offer today?

AD: Initially, we focused on selling airline tickets, both domestic and international. Over time, we diversified our services to meet client and market needs.

Today, we offer a wide range of services, including accommodation bookings, tour packages, visa assistance, and medical tourism. However, our main strength remains the sale of airline tickets, both national and international. This focus allows us to provide excellent service in this area while exploring other opportunities in the tourism sector.

PM: What makes Tara Travel unique compared to other companies in the sector?

AD: Tara Travel has continuously worked towards achieving excellence in the services we offer. One example of this is being recognized as one of the top ten agencies. Furthermore, we believe that, in terms of service quality, we surpass that ranking, thanks to our dedication to exceeding customer expectations.

We align with our goals by focusing on quality customer service, a diverse range of services, and constant innovation to meet market demands. We aim to continue leading in ticket sales while also becoming a reference in other tourism services, maintaining our commitment to customer satisfaction and value creation.

PM: What were the most memorable moments over these 20 years of activity?

AD: Over these 20 years, we have gone through many stages and transformations. When we started in 2003, the landscape was very different. There were few travel agencies, and market challenges were distinct. At the time, we identified a clear need: to serve underrepresented segments such as embassies and international institutions. It all began with contacts we had with some embassies.

Over time, the market evolved. New agencies emerged, and competition intensified, forcing us to adapt and reinvent ourselves. Market growth also brought new opportunities and required us to work with other segments beyond our initial corporate clients. We began catering to leisure travelers, foreign companies, multinationals, and many others.

It has been a journey of immense learning and growth, always focusing on meeting customer needs and keeping up with market developments. This path has shaped who we are today: a solid, adaptable company committed to the quality of our services.

PM: Who are your main client segments?

AD: We work with two main segments: corporate travel and leisure travel. While we offer many tour packages, especially at this time of the year, our primary focus is on the corporate segment. We have a solid base of corporate clients, both domestically and internationally, which sustains Tara Travel.

Regarding domestic tourism, we see significant untapped potential. However, internal tourism in Mozambique remains expensive, which limits demand. Despite this, we strive to promote the country, rich in natural resources and with wonderful beaches that deserve to be highlighted.

PM: In your opinion, what are the biggest challenges and opportunities for tourism in Mozambique?

AD: The biggest challenge for tourism in Mozambique lies in the lack of adequate infrastructure, such as good roads, and insufficient safety measures for tourists. These factors, combined with the high costs of both domestic and international tourism, make it difficult to position the country as a competitive and accessible destination. Without structural improvements, it becomes challenging to attract more visitors and foster sector growth.

As for opportunities, they are immense. Mozambique is a beautiful country with extraordinary cultural and natural diversity. There is significant international interest in visiting the country, and I believe that, with specific investments and appropriate public policies, the private sector will be ready to develop tourism sustainably. We regularly participate in international fairs, where we witness the enthusiasm of those who have heard about or wish to visit Mozambique.

With access to the right tools and conditions, we can showcase Mozambique’s true potential as an excellent tourist destination. It requires collaboration between the government, the private sector, and all stakeholders. Still, I believe that, over time, our country will achieve the recognition it deserves on the international stage. Tara Travel will remain committed to this journey, promoting Mozambique as a unique and special destination.

PM: What advice would you give to a young entrepreneur looking to start a business in the tourism sector?

AD: My advice is simple: if you truly have the desire, start. There is room for everyone in this area, but it is essential to have a clear goal and a lot of determination. It is not an easy sector; it requires a lot of hard work, but opportunities arise over time.

You can start small, with limited resources, but that should not be a barrier. The most important thing is to take the first steps, no matter how small, and never give up. Every day brings a new challenge and a new opportunity, and these must be faced with persistence. Always work with focus because, with effort and dedication, you will achieve your goals.

Assista o video da entrevista em: https://youtu.be/57h6ckQjafs

Meet TARA TRAVEL: www.taratravel.co.mz