Saturday, April 11, 2026
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Honeywell implementa soluções avançadas no sector energético

gás natural

A Honeywell está a desempenhar um papel fundamental no avanço do sector energético de Moçambique, com a implementação de tecnologias de ponta no processo de purificação de gás natural. Este desenvolvimento ocorre no âmbito do projecto Rovuma LNG, localizado na península de Afungi, no município de Palma, na província de Cabo Delgado. O projecto Rovuma LNG, liderado pela Mozambique Rovuma Venture (MRV), que é uma parceria entre a ExxonMobil, a Eni S.p.A. e a China National Petroleum Corporation (CNPC), visa responder à crescente demanda global por gás natural e, ao mesmo tempo, promover o acesso à energia na região.

A contribuição da Honeywell para o projecto é significativa, com a implementação das soluções avançadas da Honeywell UOP no processo de pré-tratamento do gás natural antes de sua liquefacção. Dentre as tecnologias mais destacadas está o sistema SeparSIV™, que remove hidrocarbonetos pesados por meio de absorção térmica, e a unidade MolSIV™, responsável pela eliminação de água, dióxido de carbono, mercúrio e outros contaminantes do gás natural. Esses sistemas não utilizam solventes, o que garante maior eficiência e menor perda de pressão durante o processo. Com isso, o gás natural purificado atinge os rigorosos padrões exigidos pela indústria, garantindo sua qualidade e eficiência.

Rajesh Gattupalli, presidente da Honeywell UOP, ressaltou a importância das tecnologias fornecidas pela empresa, que são essenciais para garantir que o gás natural esteja alinhado aos mais altos padrões da indústria. “A nossa tecnologia é essencial para garantir a qualidade do gás natural, alinhando-o aos mais altos padrões da indústria. Isso não só optimiza a eficiência da produção, como também reforça o compromisso do sector com soluções energéticas mais limpas”, afirmou Gattupalli.

Por sua vez, Arne Gibbs, Director-Geral da ExxonMobil Moçambique, destacou a relevância dessa colaboração. “A integração das tecnologias comprovadas da Honeywell no nosso projecto demonstra o nosso compromisso com a inovação e a responsabilidade ambiental. Juntos estamos a abrir caminho para um futuro energético mais limpo em Moçambique”, afirmou Gibbs.

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O projecto Rovuma LNG, que visa a produção de cerca de 18 milhões de toneladas de gás natural liquefeito (GNL) por ano, contará com 12 unidades modulares de liquefacção, cada uma com capacidade de 1,5 milhões de toneladas por ano (Mtpa). Para alimentar essas unidades, serão instalados dois sistemas paralelos de pré-tratamento de 9 Mtpa cada, garantindo a optimização do processo de purificação do gás antes da liquefacção.

Esse investimento não só fortalece a posição de Moçambique no mercado global de energia, mas também impulsiona o crescimento económico local e contribui para o desenvolvimento sustentável. O projecto Rovuma LNG reflete o enorme potencial das soluções tecnológicas para enfrentar os desafios energéticos globais, proporcionando à população de Moçambique e do mundo o acesso a uma fonte de energia mais limpa e acessível.

A parceria com a Honeywell é, portanto, um passo importante para a consolidação de Moçambique como um player estratégico no mercado de gás natural liquefeito (GNL), ao mesmo tempo em que abre portas para um futuro energético mais sustentável e eficiente.

Honeywell implements advanced solutions in Mozambique’s energy sector

gás natural

Honeywell is playing a key role in advancing Mozambique’s energy sector by implementing cutting-edge technologies in the natural gas purification process. This development is taking place as part of the Rovuma LNG project, located on the Afungi peninsula, in the municipality of Palma, in the province of Cabo Delgado. The Rovuma LNG project, led by Mozambique Rovuma Venture (MRV), which is a partnership between ExxonMobil, Eni S.p.A. and the China National Petroleum Corporation (CNPC), aims to respond to the growing global demand for natural gas and, at the same time, promote access to energy in the region.

Honeywell’s contribution to the project is significant, with the implementation of Honeywell UOP’s advanced solutions in the natural gas pre-treatment process prior to its liquefaction. Among the most outstanding technologies is the SeparSIV™ system, which removes heavy hydrocarbons through thermal absorption, and the MolSIV™ unit, responsible for removing water, carbon dioxide, mercury and other contaminants from natural gas. These systems do not use solvents, which guarantees greater efficiency and less pressure loss during the process. As a result, purified natural gas meets the strict standards required by the industry, guaranteeing its quality and efficiency.

Rajesh Gattupalli, president of Honeywell UOP, stressed the importance of the technologies provided by the company, which are essential to ensuring that natural gas is aligned with the highest industry standards. “Our technology is essential to guaranteeing the quality of natural gas, bringing it into line with the highest industry standards. This not only optimizes production efficiency, but also reinforces the sector’s commitment to cleaner energy solutions,” said Gattupalli.

For his part, Arne Gibbs, General Manager of ExxonMobil Mozambique, highlighted the importance of this collaboration. “The integration of Honeywell’s proven technologies into our project demonstrates our commitment to innovation and environmental responsibility. Together we are paving the way for a cleaner energy future in Mozambique,” said Gibbs.

The Rovuma LNG project, which aims to produce around 18 million tons of liquefied natural gas (LNG) per year, will have 12 modular liquefaction units, each with a capacity of 1.5 million tons per year (Mtpa). To feed these units, two parallel pre-treatment systems of 9 Mtpa each will be installed, ensuring the optimization of the gas purification process prior to liquefaction.

This investment not only strengthens Mozambique’s position in the global energy market, but also boosts local economic growth and contributes to sustainable development. The Rovuma LNG project reflects the enormous potential of technological solutions to meet global energy challenges, providing the people of Mozambique and the world with access to a cleaner and more affordable source of energy.

The partnership with Honeywell is therefore an important step towards consolidating Mozambique as a strategic player in the liquefied natural gas (LNG) market, while at the same time opening doors to a more sustainable and efficient energy future.

Gás Veicular: Aposta sustentável com conversões a preços reduzidos

Gás

A AutoGás, pioneira na distribuição e comercialização de gás natural comprimido (GNC) para veículos em Moçambique, posiciona-se como um exemplo de inovação e sustentabilidade no sector energético. Autorizada pelo Governo Moçambicano, a empresa opera em regime de exclusividade e é uma parceria público-privada composta pela PETROMOC (40%), ÍNDICO ENERGIA (38%) e IGEPE (22%).

Uma Alternativa Sustentável e Económica

Com o aumento global da consciência ambiental e a necessidade de alternativas aos combustíveis fósseis, o gás natural tem-se destacado como uma solução acessível e amiga do ambiente. A AutoGás promove a conversão de viaturas para sistemas de GNC, permitindo que os veículos operem exclusivamente a gás ou em modo híbrido (GNC e gasolina). Essa flexibilidade duplica a autonomia dos automóveis, oferecendo benefícios económicos e ambientais.

Redução de Custos e Expansão de Mercados

Recentemente, a AutoGás anunciou uma redução significativa nos custos de conversão de viaturas. De acordo com o Director-Geral, João da Neves, os preços caíram para quase metade, variando agora entre 48 mil meticais para veículos ligeiros e 80 mil meticais para automóveis de alta cilindrada. Esta estratégia visa a massificação do uso de gás natural veicular (GNV), tornando-o acessível a uma maior parcela da população e atraindo empresas interessadas em reduzir custos operacionais.

Além da poupança económica, o GNV também contribui para o combate às alterações climáticas, reduzindo as emissões de carbono e promovendo a transição para uma matriz energética mais limpa. “Interessa muito ao Estado”, sublinhou o responsável, destacando a importância desta mudança para o futuro ambiental do país.

Infraestruturas e Operações

A AutoGás opera em Maputo, Matola e Marracuene, com postos de abastecimento estrategicamente localizados para atender à crescente procura. A empresa também colabora com centros de conversão especializados, equipados com tecnologia de ponta para garantir a segurança e a eficiência das instalações. Estes centros oferecem serviços de divulgação, montagem de kits e assistência pós-venda, assegurando um elevado padrão de qualidade.

Centros de Conversão Autorizados:

  1. ENPEX
  • Localização: Parque Industrial de Beluluane, Talhão nº 113, Maputo
  • Contacto: +258 840164915 | www.enpex.net
  • Email: dibraimo9@gmail.com
  1. Auto Sococ
  • Localização: Avenida Ahmed Sekou Touré nº 3193, Maputo
  • Contacto: +258 823128810
  • Email: autosacoc@yahoo.com.br
  1. Limpopo Engenharia
  • Localização: Avenida do Trabalho nº 1547, Maputo
  • Contacto: +258 827761742
  • Email: gildo.come@gmail.com | gildo.come@tvcabo.co.mz
  1. Auto Dodge
  • Localização: Bairro da Maxaquene, Rua 3454 nº 25, Maputo
  • Contacto: +258 824409800
  1. EMABEP
  • Localização: Rua do Jardim nº 21, Machava Sede
  • Contacto: +258 823065930 / +258 843065930 / +258 863065930
  • Email: pchirrime@hotmail.com

capital bancário

A Matola Gas Company: Complemento Estratégico

O ecossistema de gás natural em Moçambique é ainda complementado pela Matola Gas Company (MGC), responsável pelo transporte, distribuição e comercialização de gás natural. Com um gasoduto de 100 km e uma capacidade anual de 8 milhões de gigajoules, a MGC reforça a infraestrutura necessária para o crescimento sustentável da AutoGás e outras iniciativas relacionadas.

Inovação e Sustentabilidade: Um Caminho para o Futuro

A AutoGás também importa know-how de líderes globais em tecnologia de GNV, capacitando os seus centros de conversão com ferramentas e competências avançadas. Esta abordagem fortalece a posição da empresa como líder no mercado de combustíveis alternativos em Moçambique.

Com os custos de conversão reduzidos e um compromisso sólido com o ambiente, a AutoGás está a abrir caminho para uma nova era na mobilidade. A adopção crescente do GNV não só promove a sustentabilidade como também oferece vantagens económicas tangíveis para os automobilistas e empresas.

Saiba Mais

Para explorar as vantagens do GNV e localizar um centro de conversão, visite o site oficial da AutoGás: www.autogas.co.mz. A revolução na mobilidade sustentável em Moçambique já começou, e a AutoGás é o parceiro ideal para transformar o futuro da energia e transporte no país.

Como o mercado automóvel está a evoluir?

O sector automóvel em Moçambique continua a expandir-se, com a importação de viaturas e acessórios a atingir um marco impressionante em 2023, USD 473 milhões, um aumento significativo face aos USD 415 milhões registados em 2022. Este crescimento reflecte o aumento da procura por automóveis, mas também levanta questões sobre as políticas de importação e comercialização no país.

Mercado em crescimento

A segunda edição da Feira Automóvel Multi-marcas, realizada em Maputo, destacou-se como um ponto de encontro entre especialistas, consumidores e stakeholders do sector. Promovida pela CTA em parceria com a empresa FiveStar, a feira não apenas apresentou viaturas novas e usadas, camiões e acessórios, mas também ofereceu um palco para o debate sobre os desafios e perspectivas da importação e venda de viaturas em Moçambique.

Agostinho Vuma, Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), reforçou a necessidade de reformular as políticas de importação para responder ao crescimento do parque automóvel e à demanda por veículos, ao mesmo tempo que se preserva o meio ambiente.

Tendências e catalisadores no mercado automóvel

O mercado automóvel moçambicano está a sofrer uma transformação globalmente influenciada. A crescente preferência por veículos eléctricos e híbridos e a exigência de sistemas avançados de segurança e conectividade estão a moldar a indústria. Contudo, estes avanços trazem desafios técnicos, como a dependência de infraestruturas de carregamento e a gestão da escassez de “chips”.

Desafios e Oportunidades

Desafios:

  • Dependência de Importações: Moçambique importa grande parte dos veículos e acessórios, o que aumenta a exposição às flutuações dos mercados internacionais.
  • Infraestruturas Insuficientes: A falta de infraestruturas para veículos eléctricos limita a adopção desta tecnologia.
  • Custos Elevados: Taxas alfandegárias e custos logísticos continuam a ser um obstáculo para consumidores e empresas.

Oportunidades:

  • Apoio Governamental: Políticas que promovem a electrificação do parque automóvel e incentivos fiscais para importação de veículos amigos do ambiente.
  • Expansão do Poder de Compra: O crescimento económico e o aumento da classe média prometem impulsionar ainda mais o sector.
  • Modernização: Concessionárias e importadores estão a investir em sistemas tecnológicos avançados para melhorar a experiência do consumidor.

Impacto económico da importação e exportação

Dados do Observatório de Complexidade Económica destacam que Moçambique ocupa a 92.ª posição em importações totais, com produtos como petróleo refinado, veículos e acessórios a liderarem a lista. A importação de automóveis, essencial para o crescimento do parque automóvel, é também uma fonte de receitas significativas para o Estado, sendo regulada pelo Decreto 34/2013.

A Dinâmica dos despachantes e licenças

A importação de viaturas em Moçambique requer o cumprimento rigoroso de regras alfandegárias. O Documento Único Simplificado (DU) é essencial para o controlo de entrada e saída de mercadorias. Empresas e indivíduos que pretendem importar devem obter licenças junto do Ministério da Indústria e Comércio, garantindo a conformidade legal.

O processo é frequentemente facilitado por despachantes, profissionais licenciados que actuam como intermediários junto das autoridades aduaneiras. Este sistema tem permitido agilizar as transacções e reduzir burocracias, mas também exige transparência e conformidade das partes envolvidas.

O Debate sobre o futuro do sector

À margem da Feira Automóvel, um debate com o tema “Importação, Venda e Comercialização de Viaturas em Moçambique – Desafios e Perspectivas” reuniu especialistas para discutir o futuro do sector. Entre os tópicos abordados, destacou-se a necessidade de:

  • Sustentabilidade: Adoptar tecnologias que minimizem o impacto ambiental.
  • Competitividade: Diversificar a oferta de veículos para incluir modelos mais acessíveis.
  • Investimento Estrangeiro: Atrair mais fabricantes para estabelecerem operações locais.

 

O mercado automóvel moçambicano está num momento crucial de transformação e crescimento. Com desafios significativos, mas também oportunidades promissoras, a indústria está a posicionar-se como um dos sectores mais dinâmicos da economia nacional. Eventos como a Feira Automóvel Multi-marcas e a modernização das políticas de importação são passos importantes para assegurar um futuro sustentável e competitivo.

Para saber mais sobre o processo de importação e exportação em Moçambique, aceda ao portal oficial das Alfândegas: www.alfandegas.gov.mz.

How is mozambique’s automotive market evolving?

The automotive sector in Mozambique continues to expand, with vehicle and accessory imports reaching an impressive milestone of USD 473 million in 2023, a significant increase compared to USD 415 million in 2022. This growth reflects rising demand for automobiles but also raises questions about the country’s importation and commercialization policies.

A Growing Market

The second edition of the Multi-Brand Automotive Fair, held in Maputo, stood out as a meeting point for experts, consumers, and stakeholders in the sector. Promoted by the CTA in partnership with FiveStar, the event not only showcased new and used vehicles, trucks, and accessories but also provided a platform to debate the challenges and prospects of vehicle importation and sales in Mozambique.

Agostinho Vuma, President of the Confederation of Economic Associations of Mozambique (CTA), emphasized the need to reform import policies to accommodate the growth of the automotive sector while addressing environmental concerns.

Trends and Catalysts in the Automotive Market

Mozambique’s automotive market is undergoing a transformation influenced by global trends. Growing preferences for electric and hybrid vehicles and the demand for advanced safety and connectivity systems are reshaping the industry. However, these advancements come with technical challenges, including reliance on charging infrastructure and managing the scarcity of microchips.

Challenges and Opportunities

Challenges:

  1. Dependence on Imports: Mozambique imports most vehicles and accessories, increasing exposure to international market fluctuations.
  2. Insufficient Infrastructure: Limited infrastructure for electric vehicles hinders adoption.
  3. High Costs: Customs duties and logistical expenses remain a barrier for consumers and businesses.

Opportunities:

  1. Government Support: Policies promoting fleet electrification and tax incentives for environmentally friendly vehicles.
  2. Rising Purchasing Power: Economic growth and a growing middle class promise further sector expansion.
  3. Modernization: Dealers and importers are investing in advanced technologies to enhance the consumer experience.

Economic Impact of Import and Export

Data from the Observatory of Economic Complexity places Mozambique in 92nd position in total imports, with products like refined petroleum, vehicles, and accessories leading the list. Vehicle imports, essential for fleet growth, also serve as a significant revenue source for the state, regulated by Decree 34/2013.

The Role of Clearing Agents and Licensing

Vehicle imports in Mozambique require strict compliance with customs regulations. The Simplified Single Document (DU) is essential for controlling the entry and exit of goods. Companies and individuals intending to import must obtain licenses from the Ministry of Industry and Commerce, ensuring legal compliance.

Clearing agents often facilitate this process, acting as intermediaries with customs authorities. This system has streamlined transactions and reduced bureaucratic hurdles but demands transparency and compliance from all parties involved.

Debating the Sector’s Future

At the sidelines of the Automotive Fair, a debate titled “Importation, Sale, and Commercialization of Vehicles in Mozambique – Challenges and Prospects” brought experts together to discuss the industry’s future. Key topics included:

  • Sustainability: Adopting technologies that minimize environmental impact.
  • Competitiveness: Diversifying vehicle offerings to include more affordable models.
  • Foreign Investment: Attracting more manufacturers to establish local operations.

Mozambique’s automotive market is at a crucial juncture of transformation and growth. While significant challenges exist, promising opportunities position the industry as one of the most dynamic sectors in the national economy. Events like the Multi-Brand Automotive Fair and modernization of import policies are vital steps to ensure a sustainable and competitive future.

For more information on Mozambique’s import and export processes, visit the official Customs portal: www.alfandegas.gov.mz.

A Dívida pública de Moçambique cresce exponencialmente: O que isto significa para o país?

Dívida pública

A dívida pública de Moçambique registou um aumento significativo nos primeiros nove meses de 2024, com os encargos de 39,9 mil milhões de meticais, equivalentes a 628 milhões de dólares. Este crescimento de 6,4% em relação ao mesmo período de 2023 reflete tanto os encargos com o pagamento de juros quanto as amortizações da dívida pública, interna e externa.

De acordo com o relatório de execução orçamental divulgado pelo Ministério da Economia e Finanças (MEF), este valor corresponde a 78,3% do total orçamentado para os encargos da dívida pública em 2024, que inclui os pagamentos de juros e amortizações tanto da dívida interna quanto externa.

  • Aumento dos juros da dívida externa

O pagamento de juros da dívida interna somou 29,3 mil milhões de meticais (462 milhões de dólares), representando 78,1% do orçamento anual previsto para 2024. Este valor reflete uma leve redução de 2,3 pontos percentuais em comparação com o mesmo período de 2023, o que pode ser visto como uma tentativa do governo de controlar o crescimento dos custos internos da dívida.

Por outro lado, os juros relacionados à dívida externa apresentaram um aumento considerável, totalizando 10,8 mil milhões de meticais (171 milhões de dólares), um aumento de 16,8% em relação ao ano anterior. Este crescimento reflete uma maior dependência do país em empréstimos externos, com a dívida externa agora representando uma parcela maior dos encargos totais.

  • Aumento do stock da dívida

Até Setembro de 2024, o stock acumulado da dívida pública de Moçambique atingiu 1,1 trilhão de meticais (cerca de 15 bilhões de dólares), um aumento de 26% em comparação com o final de 2023. Esse crescimento é, em grande parte, resultado da emissão de Bilhetes do Tesouro (BT) e Obrigações do Tesouro (OT), que somaram 209,8 mil milhões de meticais (3,1 bilhões de dólares) nos primeiros nove meses do ano.

 

capital bancário

Apesar desse aumento, o Estado também realizou amortizações da dívida interna no valor de 127,6 mil milhões de meticais (1,9 bilhões de dólares), maioritariamente relacionadas aos BT. Isso demonstra que o governo tem tentado equilibrar a emissão de nova dívida com o pagamento da dívida existente, embora os riscos de sobreendividamento sigam em ascensão.

  • Riscos de refinanciamento e preocupações do FMI

O Fundo Monetário Internacional (FMI) já havia alertado, em Julho deste ano, sobre os riscos associados à crescente dependência de Moçambique de dívida pública de curto prazo. Segundo o FMI, a dívida interna de curto prazo passou de 19% do PIB em 2019 para 28% em 2022, o que eleva os custos de refinanciamento e aumenta a vulnerabilidade do país a flutuações nas taxas de juros.

O relatório de avaliação do programa de Facilidade de Crédito Alargado (ECF) do FMI destacou que a emissão de mais dívida de curto prazo está associada a um aumento no spread das taxas dos Bilhetes do Tesouro, que subiu de 50 para 200 pontos-(base) ao longo do último ano. Esse cenário eleva os custos de refinanciamento, o que pode comprometer a sustentabilidade da dívida a longo prazo.

  • Desafios fiscais e medidas do governo

Em resposta a esses desafios, o MEF tem adoptado medidas para mitigar os riscos associados ao elevado nível de endividamento. A principal estratégia do governo permanece a consolidação das contas públicas, buscando reduzir o déficit fiscal e garantir maior sustentabilidade na gestão da dívida pública.

Além disso, o Estado tem trabalhado para melhorar a reestruturação fiscal, incluindo o pagamento de dívidas a fornecedores de bens e serviços, no valor de 537,8 milhões de meticais (8 milhões de dólares), que também se somam aos esforços para equilibrar as finanças públicas.

Porto de Maputo em alerta com perdas milionárias

Terça-feira: 26.11.24 Horário de saída: 09:30 Natureza do trabalho: Cobertura de uma entrevista na Tara Travel, agência de viagem. — Vídeos e imagens. Local: Tara Travel. Pedido: Profile.

As manifestações pós-eleitorais em Moçambique já causaram impactos económicos alarmantes, com o Porto de Maputo a registar prejuízos de cerca de 384 milhões de Meticais em apenas 10 dias. Segundo um relatório preliminar da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), os atrasos na movimentação de carga, causados pela redução drástica no fluxo de camiões e interrupções logísticas, estão a custar caro à principal infra-estrutura portuária do país.

Um Porto paralisado

O Porto de Maputo, que diariamente recebe entre 1200 e 1300 camiões, viu este número cair para 300 camiões por dia devido às manifestações lideradas pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane. Durante este período, 10 navios ficaram parados, incapazes de carregar ou descarregar, resultando em custos de imobilização de 3,8 milhões de Meticais por dia por navio. Estes atrasos aumentaram o tempo médio de estadia dos navios de dois a três dias para até 10 dias.

Efeitos em cascata na logística

O relatório da CTA revelou ainda que as interrupções também afectaram o sector de transportes na Região Metropolitana de Maputo, onde cerca de 127 viagens diárias foram canceladas, acumulando perdas estimadas em 417 milhões de Meticais para o sector. Ademais, barricadas e portagens informais impostas pelos manifestantes adicionaram mais desafios à circulação.

Impacto generalizado na economia

A CTA calcula que, no total, o sector empresarial moçambicano sofreu perdas de 8,4 mil milhões de Meticais, dos quais mais de 1 mil milhão está directamente relacionado com a logística. No âmbito geral, as manifestações resultaram num prejuízo estimado em 24,8 mil milhões de Meticais para a economia nacional, o equivalente a 2,2% do PIB, com sectores como comércio, restauração e transporte entre os mais afectados.

Perspectivas preocupantes

Visto que as manifestações continuam, Eduardo Sengo, Director Executivo da CTA, alerta para potenciais interrupções adicionais nos corredores logísticos do país, particularmente no corredor de Maputo e no corredor da Beira, este último crítico para o Zimbabwe. As implicações incluem o aumento dos custos de transporte, deterioração das cadeias de abastecimento e potenciais efeitos de longo prazo no crescimento económico e no emprego.

Esta crise destaca a vulnerabilidade das infra-estruturas críticas face a instabilidades sociopolíticas e sublinha a necessidade de estratégias eficazes para mitigar o impacto económico de eventos disruptivos. A continuidade destas interrupções poderá agravar a percepção de risco por parte de investidores internacionais, comprometendo a competitividade de Moçambique como destino logístico e comercial na região.

Port of Maputo on alert with millionaire losses

The post-election demonstrations in Mozambique have already caused alarming economic impacts, with the Port of Maputo recording losses of around 384 million Meticais in just 10 days. According to a preliminary report by the Confederation of Economic Associations of Mozambique (CTA), the delays in cargo handling, caused by the drastic reduction in the flow of trucks and logistical interruptions, are costing the country’s main port infrastructure dearly.

A paralyzed port

The Port of Maputo, which receives between 1,200 and 1,300 trucks a day, has seen this number drop to 300 trucks a day due to the demonstrations led by presidential candidate Venâncio Mondlane. During this period, 10 ships were stranded, unable to load or unload, resulting in immobilization costs of 3.8 million Meticais per day per ship. These delays increased the average length of stay of ships from two to three days to up to 10 days.

Cascading effects on logistics

The CTA report also revealed that the disruptions also affected the transport sector in the Maputo Metropolitan Region, where around 127 trips a day were canceled, accumulating losses estimated at 417 million Meticais for the sector. In addition, barricades and informal tolls imposed by the protesters have added to the challenges for traffic.

Widespread impact on the economy

The CTA estimates that, in total, the Mozambican business sector has suffered losses of 8.4 billion Meticais, of which more than 1 billion is directly related to logistics. Overall, the demonstrations resulted in an estimated loss of 24.8 billion Meticais to the national economy, equivalent to 2.2% of GDP, with sectors such as commerce, restaurants and transportation among the worst affected.

Worrying outlook

As the demonstrations continue, Eduardo Sengo, Executive Director of the CTA, warns of potential further disruptions to the country’s logistics corridors, particularly the Maputo corridor and the Beira corridor, the latter of which is critical for Zimbabwe. The implications include rising transportation costs, deteriorating supply chains and potential long-term effects on economic growth and employment.

This crisis highlights the vulnerability of critical infrastructure to socio-political instability and underlines the need for effective strategies to mitigate the economic impact of disruptive events. The continuation of these disruptions could aggravate the perception of risk on the part of international investors, compromising Mozambique’s competitiveness as a logistics and trade destination in the region.

How Solar Energy can redefine household costs in Mozambique

In times of searching for sustainable energy solutions, a study led by Prof. Célia Artur, from Eduardo Mondlane University, presents a disruptive proposal for Maputo households: solar thermal systems for heating water. This solution can significantly reduce energy consumption and carbon dioxide emissions, while at the same time relieving household costs.

The study and its results

The research, carried out with the support of the National Research Fund (FNI), involved 700 households spread across 28 neighborhoods in the Mozambican capital. Currently, 46% of households use electricity and 41% biomass to heat water, practices which, although common, have high levels of energy inefficiency. Biomass, for example, consumes around 2,920 kWh per household per year, more than double the energy consumed by electric heaters.

The transition to solar thermal systems could transform this scenario:

  • Reduce electricity consumption by up to 65.7%;
  • A drop in carbon emissions of 78.7%;
  • Average annual savings per family of 244 USD.

With up to 99% efficiency in water heating, depending on the installed capacity, this technology is emerging as an essential ally in urban sustainability.

Biomass: the other pillar of sustainability

The research goes beyond solar energy, exploring the potential of invasive biomass as a renewable energy source. In partnership with the Botswana International University of Science and Technology, a torrefaction system is being developed that transforms biomass into affordable and clean solid biofuels.

The initiative, which runs until 2025, envisages:

  • Production of biofuels from the 120 million hectares of biomass available in southern Africa;
  • Construction of parabolic trough solar generators in Mozambique;
  • Optimization of torrefaction systems in Botswana.

In addition to the environmental impact, the project promises social benefits, such as job creation and the training of communities in renewable energy technologies.

Challenges and ways forward

Despite the advantages, the adoption of these technologies faces barriers, such as high initial costs and the need for public policies that promote local production and awareness of energy efficiency. On cloudy days, the use of electrical backup systems can cause consumption peaks, reinforcing the importance of mitigation strategies.

FNI’s funding highlights Mozambique’s commitment to innovative solutions that reconcile economic progress and environmental preservation. By paving the way for a cleaner energy future, these initiatives stand out as benchmarks on the African continent.

Como a Energia Solar pode redefinir custos domésticos em Moçambique

Em tempos de busca por soluções energéticas sustentáveis, um estudo liderado pela Prof. Doutora Célia Artur, da Universidade Eduardo Mondlane, apresenta uma proposta disruptiva para os lares de Maputo: sistemas solares térmicos para aquecimento de água. Esta solução pode reduzir significativamente o consumo energético e as emissões de dióxido de carbono, ao mesmo tempo que alivia os custos domésticos.

O Estudo e os seus resultados

A pesquisa, realizada com o apoio do Fundo Nacional de Investigação (FNI), envolveu 700 lares distribuídos por 28 bairros da capital moçambicana. Actualmente, 46% das famílias utilizam electricidade e 41% biomassa para aquecer água, práticas que, embora comuns, apresentam elevados níveis de ineficiência energética. A biomassa, por exemplo, consome cerca de 2.920 kWh anuais por lar, mais do que o dobro da energia consumida por aquecedores eléctricos.

A transição para sistemas solares térmicos poderia transformar este cenário:

  • Redução do consumo de electricidade em até 65,7%;
  • Queda nas emissões de carbono em 78,7%;
  • Economia média anual por família de 244 USD.

Com eficiência de até 99% no aquecimento de água, dependendo da capacidade instalada, esta tecnologia desponta como um aliado essencial na sustentabilidade urbana.

Biomassa: o outro pilar da sustentabilidade

A investigação vai além da energia solar, explorando o potencial da biomassa invasora como fonte renovável de energia. Em parceria com a Botswana International University of Science and Technology, desenvolve-se um sistema de torrefacção que transforma biomassa em biocombustíveis sólidos acessíveis e limpos.

A iniciativa, em curso até 2025, prevê:

  • Produção de biocombustíveis a partir de 120 milhões de hectares de biomassa disponíveis na África Austral;
  • Construção de geradores solares parabólicos em Moçambique;
  • Optimização de sistemas de torrefacção no Botsuana.

Além do impacto ambiental, o projecto promete benefícios sociais, como a criação de empregos e a capacitação de comunidades em tecnologias de energias renováveis.

Desafios e caminhos para o futuro

Apesar das vantagens, a adopção destas tecnologias enfrenta barreiras, como custos iniciais elevados e a necessidade de políticas públicas que promovam a produção local e a sensibilização para a eficiência energética. Em dias nublados, o uso de sistemas de backup eléctricos pode causar picos de consumo, reforçando a importância de estratégias de mitigação.

O financiamento do FNI evidencia o compromisso de Moçambique com soluções inovadoras que conciliem progresso económico e preservação ambiental. Ao pavimentar o caminho para um futuro energético mais limpo, estas iniciativas destacam-se como referências no continente africano.