Tuesday, April 21, 2026
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Oferta Tarifária para ZCLCA: CTA Propõe a criação de um fundo de competitividade para bens estratégicos

No âmbito da Oferta Tarifária de Moçambique para Zona de Comércio Livre Continnetal Africana (ZCLCA), a CTA propõe a criação de um Fundo de Competitividade para bens estratégicos.

Falando no Seminário de Consulta sobre Oferta Tarifária de Moçambique para ZCLCA, o Presdiente da CTA,  AgostinhoVuma, defendeu que o Fundo visa subsidiar factores de produção primária e respectivos serviços de alguns produtos como cereais, hortícolas e frango, que o país tem condições favoráveis para ser competitivo.

Assim, sublinhou: “O Fundo iria acelerar o processo do país alcançar a autosuficiência desses produtos estratégicos, até 2030 ou antes”. Para financiar o Fundo, a CTA propõe a mudança do calendário de desarmamento pautal, para os produtos estratégicos.

Para capitalizar o Fundo, propõe-se aplicar o valor resultante da diferença entre a proposta actual e a nossa proposta, que consiste em mover os bens da categoria A para C, assumido como perdido no cenário fiscal actual do período do desarmamento pautal”, sustentou Agostinho Vuma.

Como sector privado, a CTA continuará a advocar pela implementação efectiva dos Acordos de que o país é signatário, na expectativa de que produzam efeitos positivos na economia moçambicana e, consequentemente, no aumento da rendibilidade do sector privado nacional.
Igualmente, a CTA defendeu que a Oferta Tarifária deve ter em conta o aspecto de processamento local de modo a adicionar valor aos produtos.

A optar por esta estratégia, o comércio intra-africano poderia aumentar dos actuais menos que 20%, para mais de 50% em 2045, bem como o incremento da quota da África no comércio global, de dois por cento para 12%. Uma rápida projecção mostra que o valor do comércio poderia triplicar em 1 ano, apenas.

A CTA defendeu, igualmente, a necessidade de melhorar os sistemas de pagamento, da rede de infraestruturas de transporte e logística de suporte ao comércio intra-africano, porquanto ainda que se elimine as barreiras tarifárias, enquanto prevalecerem os altos custos de transacção, pouco benefício o sector privado terá da eliminação ou redução das tarifas aduaneiras.

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