Sunday, September 6, 2026
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Oficial: LAM formaliza transição para “Air Mozambique”

A Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) oficializou, esta sexta-feira, 14 de agosto de 2026, a sua mudança de marca para “Air Mozambique”. A nova identidade foi apresentada publicamente durante o voo inaugural Maputo-Nacala, simbolizando o ponto alto de um processo de reestruturação que tem vindo a ser desenhado desde meados de 2025.

A alteração do nome, que vinha a ser alvo de especulações e rumores desde o início do ano com a aparição gradual da designação em crachás e materiais institucionais, foi confirmada como parte integrante de uma estratégia profunda de revitalização da transportadora de bandeira. O objectivo é reposicionar a empresa no mercado doméstico e regional, conferindo-lhe uma imagem mais moderna e alinhada com as exigências internacionais.

Além da mudança de nome, a “Air Mozambique” anunciou uma alteração estrutural na sua rede doméstica. A cidade da Beira foi elevada a um segundo ponto estratégico de distribuição de tráfego, permitindo ligações directas para Tete, Quelimane, Nampula, Pemba e Nacala, sem a necessidade de passagem obrigatória por Maputo. Esta configuração visa optimizar a conectividade entre as regiões Centro e Norte, facilitando a mobilidade de empresários e cidadãos.

O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, que acompanhou o voo inaugural, sublinhou que esta é “mais uma etapa” no processo de restauração da companhia. “A aposta é construir uma companhia capaz de responder às necessidades de um país extenso e às expectativas dos moçambicanos”, afirmou o governante.

A transição para “Air Mozambique” não é um evento isolado, mas o culminar de meses de especulação. Em março de 2026, o Governo chegou a negar inicialmente a mudança de nome, mas o Ministro João Matlombe acabaria por admitir, dias depois, que o rebranding fazia parte da estratégia de reestruturação.

A mudança de uma marca com mais de 45 anos de história traz, contudo, desafios significativos. No início das especulações especialistas alertaram que a alteração do nome implica o risco de perda de capital simbólico. Para a actual gestão, liderada pela estratégia de recuperação iniciada em maio de 2025, o foco principal permanece a estabilização operacional.

Actualmente, a empresa opera com oito aeronaves e a meta ambiciosa, reiterada pelo Ministro Matlombe, é atingir 12 aeronaves operacionais até ao final de 2026. A gestão procura agora reduzir os atrasos recorrentes que marcaram o histórico recente da companhia e tornar as tarifas mais competitivas.

O lançamento da “Air Mozambique” representa a tentativa de virar a página de um período marcado por dificuldades financeiras e operacionais. Embora a empresa já registe sinais de melhoria com receitas que começam a cobrir as despesas, o sucesso da nova marca dependerá da sua capacidade de manter a regularidade dos voos, melhorar o serviço ao cliente e consolidar a eficiência da nova rota interprovincial centrada na Beira. O Governo reconhece que o caminho é “delicado e complicado”, mas mantém a aposta na transformação total da companhia de bandeira para garantir a soberania do transporte aéreo em Moçambique.

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