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Oportunidades da CPLP discutidas na Guiné Equatorial

Análise de Mercado

Realiza-se em Malabo, capital da Guiné Equatorial, a primeira cimeira de negócios da Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP).  Durante a Cimeira, espera-se que sejam discutidas as oportunidades de negócios existentes na comunidade da CPLP e como aumentar os níveis de exportação deste mercado.

Este encontro de três dias contará com cerca de 250 empresários de Moçambique, Angola, Cabo Verde, Guiné Equatorial e Portugal, dos quais 37 são moçambicanos ávidos por representar parcerias e encontrar mercado para a colocação de diversos produtos que o país produz .

Salimo Abdula, Presidente da CE-CPLP mencionou que dentre os vários assuntos que serão discutidos pelos empresários, estarão temas como energia, petróleo e gás, turismo e hotelaria, agricultura, saúde, transportes entre outros.

Segundo Salimo Abdula, esta é a primeira Cimeira económica da CE-CPLP que procura seguir a agenda do sector empresarial rumo aos objectivos do pilar económico da comunidade que ainda está em construção. 

“A cidade de Malabo foi escolhida para acolher a Cimeira porque a Guiné Equatorial se ofereceu para cooperar com a CE-CPLP” afirmou.

A Cimeira contará para além de empresários, com alguns chefes de Governos dos países da CPLP, destacando-se os Presidentes da República da Guiné Equatorial, Obiang Nguema Mbasogo, da Guiné Bissau, Umaro Sissoco Embaló, de São Tomé e Príncipe, Evaristo do Espírito Santo Carvalho e de Cabo Verde, José Carlos Fonseca, que poderá participar virtualmente, pelo que nota-se a importância da participação de mais empresários moçambicanos, estando disponível o dia de hoje para a inscrição de mais empresários.

Importa recordar que a Cimeira de Negócios da CE-CPLP, tinha sido agendada para os dias 14 a 16 de Fevereiro do ano em curso, tendo sido adiada devido ao agravamento da pandemia do Coronavírus. O Governo da Guiné Equatorial propôs a realização da Cimeira para os dias 5 a 7 de Maio, coincidindo o início da Cimeira com a comemoração do Dia Mundial da Língua Portuguesa, que poderá ser mais um marco de referência neste grande evento da Comunidade. 

 

Sobre a CPLP

Importa frisar que a CPLP foi sonhada por muitos ao longo dos tempos.Em 1983, no decurso de uma visita oficial a Cabo Verde, o então ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Jaime Gama, referiu que: “O processo mais adequado para tornar consistente e descentralizar o diálogo tricontinental dos sete países de língua portuguesa espalhados por África, Europa e América seria realizar cimeiras rotativas bienais de Chefes de Estado ou Governo, promover encontros anuais de Ministros de Negócios Estrangeiros, efectivar consultas políticas frequentes entre directores políticos e encontros regulares de representantes na ONU ou em outras organizações internacionais, bem como avançar com a constituição de um grupo de língua portuguesa no seio da União Interparlamentar”.

O processo ganhou impulso decisivo na década de 90, merecendo destaque o empenho do então Embaixador do Brasil em Lisboa, José Aparecido de Oliveira. O primeiro passo concreto no processo de criação da CPLP foi dado em São Luís do Maranhão, em Novembro de 1989, por ocasião da realização do primeiro encontro dos Chefes de Estado e de Governo dos países de Língua Portuguesa – Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, a convite do Presidente brasileiro, José Sarney. Na reunião, decidiu-se criar o Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), que se ocupa da promoção e difusão do idioma comum da Comunidade.

Em Fevereiro de 1994, os sete ministros dos Negócios Estrangeiros e das Relações Exteriores, reunidos pela segunda vez, em Brasília, decidiram recomendar aos seus Governos a realização de uma Cimeira de Chefes de Estado e de Governo com vista à adopção do acto constitutivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Os ministros acordaram, ainda, no quadro da preparação da Cimeira, a constituição de um Grupo de Concertação Permanente, sediado em Lisboa e integrado por um alto representante do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal (o Director-Geral de Política Externa) e pelos Embaixadores acreditados em Lisboa (única capital onde existem Embaixadas de todos os países da CPLP).

Os sete Ministros voltaram a reunir-se em Junho de 1995, em Lisboa, tendo reafirmado a importância para os seus países da constituição da CPLP e reiterado os compromissos assumidos na reunião de Brasília. Nessa ocasião, validaram o trabalho realizado pelo Grupo de Concertação Permanente (que passou a denominar-se Comité de Concertação Permanente) e concordaram em recomendar a marcação da Cimeira para o final do primeiro semestre de 1996, em Lisboa, fazendo-a preceder de uma reunião ministerial em Abril do mesmo ano, em Maputo. A 17 de Julho de 1996, em Lisboa, realizou-se a Cimeira de Chefes de Estado e de Governo que marcou a criação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), entidade reunindo Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Seis anos mais tarde, em 20 de Maio de 2002, com a conquista de sua independência, Timor-Leste tornou-se o oitavo país membro da Comunidade. Depois de um minucioso processo de adesão,  em 2014, a Guiné Equatorial tornou-se o nono membro de pleno direito.

As acções desenvolvidas pela CPLP têm objectivos precisos e traduzem-se em directivas concretas, voltadas para sectores prioritários, como a Saúde e a Educação, a Segurança Alimentar e o Ambiente, entre outros domínios. Para tal, procura-se mobilizar interna e externamente esforços e recursos, criando novos mecanismos e dinamizando os já existentes.

Neste esforço, são utilizados não apenas recursos cedidos pelos governos dos países membros, mas também, de forma crescente, os meios disponibilizados através de parcerias com outros organismos internacionais, organizações não-governamentais, empresas e entidades privadas, interessadas no apoio ao desenvolvimento social e económico dos países de língua portuguesa.

No tocante à concertação político-diplomática, tem-se dado expressão crescente aos interesses e necessidades comuns em organizações multilaterais, como, por exemplo, a ONU, a FAO e a OMS.

Nos fora regionais e nas negociações internacionais de carácter político e económico, a CPLP tem-se assumido como um factor capaz de fortalecer o potencial de negociação de cada um de seus Estados-membros.

No campo económico, procura-se aproveitar os instrumentos de cooperação internacional de um modo mais consistente , através de uma concertação regular entre os Nove e da articulação com outros atores. Outro ponto importante em que se tem vindo a desenvolver esforços significativos é o da cooperação empresarial.

Para a valorização e difusão do idioma comum, realça-se o papel crescente que é exercido pelo Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), sediado em Cabo Verde, assim como pelo Secretariado Executivo da CPLP, que desenvolveu uma rede de parcerias voltadas para o lançamento de novas iniciativas nas áreas da promoção e difusão da língua portuguesa. (Texto retirado do site da CPLP. https://www.cplp.org/id-2752.aspx  acesse o link para mais informações sobre a comunidade)

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