Segundo a Carta de Moçambique, os ataques terroristas obrigaram os produtores do sector familiar a abandonar as casas e machambas. Aliás, os poucos produtores que conseguiram vender a castanha de caju em zonas próximas da vila sede reclamam do preço de compra, que está abaixo do estipulado oficialmente pelas autoridades.

A carta avança ainda, que um produtor contou que os que conseguiram tratar os seus cajuais e que já estão a colher não estão satisfeitos devido ao baixo preço, que ronda nos 30 meticais o quilo, contra 37 meticais anunciados pelo governo. Pior ainda é a falta de alternativa, porque, devido à questões de segurança, os produtores não podem levar a castanha à vizinha República da Tanzânia.

Refira-se que parte da castanha de caju que era produzida nos distritos de Nangade, Palma e Mueda, era escoada para Tanzânia devido aos preços atractivos praticados naquele país, mas os ataques terroristas cortaram esta via.

Na semana passada, no lançamento da campanha de comercialização da castanha de caju no distrito de Meconta, província de Nampula, o vice-ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Olegário Banze, disse que na presente época 2022/23 serão comercializadas 150 mil toneladas contra 146 mil na campanha anterior, um crescimento de apenas 3 por cento.

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