Segundo o site de notícias VOA, o Presidente do Conselho de Administração da multinacional francesa Total, Patrick Pouyanné, garante que a empresa retomará as actividades na província de Cabo Delgado, aguardando apenas que as condições de segurança sejam repostas. 

O encontro teve lugar nesta segunda-feira, 17 de Maio, em Paris aquando da cimeira sobre Financiamento das Economias Africanas, convocada pelo Presidente francês, Emmanuel Macron. 

O PCA da multinacional francesa Total, disse que apesar dos acontecimentos em Palma, o interesse pelas actividades continua, entretanto a Total precisa estar confiante da segurança de todos e acredita que esta situação será resolvida. 

“Vamos voltar e temos plena confiança no Governo de Moçambique que está a trabalhar e vai conseguir restaurar a segurança e lá estaremos”, sublinhou e justificou a suspensão das actividades e a retirada dos seus funcionários com a insegurança, dizendo que “nós somos pela segurança, sobretudo das pessoas”.

Na ocasião, e ante perguntas dos jornalistas, o responsável da Total desmentiu informações postas a circular de que a companhia estaria a pensar em abandonar o projecto de 20 mil milhões de dólares na exploração de gás natural em Cabo Delgado.

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“A Total mantém-se empenhada no seu projecto em Moçambique. O gás natural é muito procurado no mundo para o planeta, é energia importante, é uma prioridade, por isso continuamos empenhados”, explicou Pouyanné.

À margem da cimeira Filipe Nyusi e Emmanuel Macron vão reunir-se, hoje, para abordar matérias relacionadas com as relações bilaterais entre Moçambique e França. O Presidente Filipe Nyusi não prestou declarações, mas o assunto deve ser tema central da conversa na noite de hoje entre ele e o seu homólogo francês..

A imprensa francesa, citando fontes do Palácio do Eliseu, diz que Macron deve propor a Nyusi, o envio de tropas francesas para o terreno a fim de garantir a segurança do investimento multimilionário.

Suspensão das actividades:

Um mês depois do ataque de 24 de Março à vila de Palma, a Total confirmou no dia 26 de Abril ter retirado todo o seu pessoal do norte da província de Cabo Delgado “por motivos de força maior”.

“Considerando a evolução da situação da segurança no norte da província de Cabo Delgado, em Moçambique, a Total confirma a retirada de todo o pessoal do projecto Mozambique LNG, do local de Afungi”, diz a gigante de energia em comunicado no qual considera que “esta situação leva a Total, como operadora do projecto Moçambique LNG, a declarar força maior”.

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A companhia reiterou, no entanto, “a sua solidariedade para com o Governo e povo de Moçambique e deseja que as acções desenvolvidas pelo Governo de Moçambique e seus parceiros regionais e internacionais permitam o restabelecimento da segurança e estabilidade na província de Cabo Delgado de forma sustentada”.

FONTEVOA

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