Tuesday, March 24, 2026
spot_img

Implantação da AfCFTA exige aprofundamento do diálogo e alinhamento interno

Colocando em evidência a situação de Moçambique nas suas relações comerciais com o continente, dados de 2021 indicam que, o volume do cumulativo do que o país importa e exporta, apenas 28% é intra-continental. Contudo, mais de dois terços deste volume é com os países da SADC, onde a África do Sul, sozinha representa mais de 80% em termos de importações.

Esta é uma realidade que, com o advento da AfCFTA, considerando-se as potencialidades nacionais, sobretudo no sector agrícola, acredita a CTA, “é notável que Moçambique tem muito por onde possa explorar e contribuir para suprir a demanda permanente em termos de alimentos, em particular”.

É assim que o sector privado considera a AfCFTA,uma oportunidade, que  traz demanda ida pela demanda mas também espevita a necessidade de se aumentar cada vez mais a produtividade, por forma a tirar maior proveito da abertura.

“Como sector privado, consideramos que a despeito dos avanços que se registam na implementação efectiva do acordo que cria a Zona de Comércio Livre Continental, há ainda a necessidade de mais diálogo e comunicação ao nível interno por forma a que estejamos efectivamente alinhados em torno dos processos relevantes relacionados com a estratégia nacional deste importante instrumento”. Alerta a CTA

O que o sector privado quer ver precavido no âmbito da estratégia do País para a AfCFTA, é a garantia de inexistência de desequilíbrios de oportunidades entre os países.

“A melhoria nas infraestruturas, a facilidade de acesso ao financiamento, cumprimento das leis, a redução  das barreiras não tarifárias, a criação de um ambiente facilitador de negócios, são alguns determinantes que precisam ser considerados e acautelados para que o sector empresarial parta em pé de igualdade em todos países”, disse o Vice-Presidente da CTA, Prakash Prehlad, na Reunião Nacional de Consulta e Workshop de Sensibilização

Sobre a Estratégia Nacional da Zona de Comércio Livre Continental Africana, iniciada hoje, 23/03 e que decorre até amanhã, 24/03, em Maputo.

É por estas e outras razões que o sector privado realça a necessidade de estreitamento do diálogo intersectorial, para que a estratégia nacional venha responder aos desafios que o empresariado nacional, em particular, tem e encontrar as melhores formas de potencir este segmento, para que tire melhor proveito do mercado continental.

Noticias Relacionadas

BM mantém taxa de juro em 9,25% num contexto de incerteza global e pressão interna

O Banco de Moçambique decidiu manter a taxa de...

Inflação anual aumentou para 3,20% em Fevereiro

Moçambique registou, em Fevereiro último, uma subida generalizada de...

Fundo Soberano regista primeiro lucro de USD 210 Mil

O Fundo Soberano de Moçambique registou um lucro superior...

Workshop da EY Moçambique analisa impacto transversal da revisão fiscal na economia

A EY Moçambique, realizou em Maputo, um Workshop sobre...