A Cimentos de Moçambique está a investir cerca de 150 milhões de dólares na modernização e expansão das fábricas de Nacala, Dondo e Matola, com o objectivo de aumentar a produção nacional de clínquer, reduzir importações e reforçar o abastecimento do mercado interno.
Em Nacala, a empresa investiu 110 milhões de dólares na modernização da unidade, que passou a dispor de um novo forno de clínquer com capacidade de 3.000 toneladas por dia, elevando a produção anual de cimento para cerca de 1,2 milhões de toneladas, contra 400 mil anteriormente.
A fábrica conta ainda com sistemas de moagem e ensacamento, produção própria de energia, cais marítimo e um navio dedicado, reforçando a capacidade logística da empresa no Norte e o fornecimento a grandes projectos, incluindo os associados ao gás natural na Bacia do Rovuma.
No Dondo, Sofala, está em implementação uma nova linha de produção de clínquer, avaliada em cerca de 60 milhões de dólares, também com capacidade de 3.000 toneladas diárias. Na Matola, a empresa reabilitou um forno com capacidade para cerca de 2.000 toneladas por dia.
Os novos investimentos acrescentam 5.000 toneladas diárias de capacidade de produção de clínquer entre Dondo e Matola e permitem reduzir a dependência de matéria-prima importada.
A estratégia representa uma aposta na verticalização da produção, com maior utilização de matérias-primas nacionais, retenção de divisas e reforço da cadeia de valor da indústria cimenteira. Os investimentos deverão também gerar emprego e oportunidades nas áreas de mineração, logística, construção e operação industrial.
Com unidades nas regiões Norte, Centro e Sul, a Cimentos de Moçambique procura reforçar a produção local e responder à procura associada à construção, infra-estruturas e grandes projectos industriais no país.



