A Vulcan Moçambique consolidou-se como a maior operadora integrada de carvão metalúrgico do mundo, contrariando a crise internacional que levou ao encerramento de operações no Canadá, Estados Unidos e Austrália.
Num contexto de queda de preços, a empresa sediada na província de Tete aumentou a produção de 20-22 milhões para cerca de 50 milhões de toneladas anuais, impulsionando as exportações moçambicanas em cerca de 35%. Este crescimento foi possível após a aquisição da mina de Moatize e do Corredor Logístico de Nacala à brasileira Vale, em 2022, por mais de 270 milhões de dólares, pela Vulcan Resources, subsidiária do Grupo Jindal.
Para sustentar esta expansão, a Vulcan investiu 160 milhões de dólares na construção de uma central térmica de 300 megawatts em Moatize, que começou a operar a 24 de Julho de 2026. A central funciona com resíduos de carvão de baixo grau, transformando mais de 20 milhões de toneladas de resíduos em electricidade, num projecto inovador de “waste to energy”.
A energia gerada abastece as operações mineiras (90 MW), a unidade de processamento (30 MW) e a linha férrea Moatize-Cuamba-Nacala (100 MW), com um excedente de cerca de 80 MW a ser vendido à Electricidade de Moçambique (EDM) para a rede nacional.
O projecto representa um passo decisivo para a modernização do sector mineiro moçambicano, permitindo maior eficiência operacional e redução do impacto ambiental através da substituição de equipamentos a diesel por sistemas eléctricos. O CEO da Vulcan, Mukesh Kumar, sublinhou que o objectivo é alcançar a autossuficiência energética e contribuir para a economia nacional, reduzindo os cerca de 150 milhões de dólares gastos anualmente na importação de diesel



