A fábrica de cimento do Dondo, na província de Sofala, reforçou a sua capacidade produtiva com a entrada em funcionamento de uma nova linha de produção de clínquer, com capacidade para 3.000 toneladas por dia.
A nova unidade entrou em operação este mês, na sequência de um projecto de ampliação e modernização iniciado em Maio de 2025. As obras foram executadas pela China Railway No.20 Bureau (Moçambique), Lda.
Capacidade de moagem sobe para 1,3 milhões de toneladas
Com a expansão, a capacidade anual de moagem de cimento da fábrica deverá aumentar de 750 mil para 1,3 milhões de toneladas.
O reforço deverá contribuir para melhorar o abastecimento de cimento na região Centro de Moçambique e reduzir a necessidade de recorrer à importação de clínquer, principal matéria-prima utilizada na produção de cimento.
A nova linha representa, assim, um aumento significativo da capacidade industrial da unidade e poderá fortalecer a oferta para os mercados de Sofala e das províncias vizinhas.
Fábrica incorpora geração de energia
O projecto de modernização inclui também um sistema de geração de energia eléctrica a partir do calor residual produzido durante o processo industrial.
Com capacidade de 5 megawatts, o sistema deverá melhorar a eficiência energética da fábrica e permitir um aproveitamento mais eficiente dos recursos gerados durante a produção.
A combinação entre maior capacidade produtiva e recuperação de energia reforça a componente de modernização da unidade industrial.
Investimento reforça produção nacional
A fábrica de cimento do Dondo pertence à Huaxin Cement, grupo que opera no sector cimenteiro e que assumiu a unidade como parte da sua presença industrial em Moçambique.
Fundada em 1949, a fábrica passa agora a contar com uma capacidade de produção de clínquer que poderá contribuir para aumentar a disponibilidade desta matéria-prima no mercado nacional.
A expansão ocorre num contexto em que o reforço da produção local é considerado relevante para reduzir a dependência de importações e fortalecer as cadeias industriais nacionais, escreveu Notícias.



