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A barragem Mphanda Nkuwa pode começar a gerar energia em 2030

Análise de Mercado

Segundo o porta-voz oficial do governo, o Vice-Ministro da Justiça Filimão Suaze, a barragem proposta em Mphanda Nkuwa, no rio Zambeze, poderia começar a produzir electricidade em 2030.

Falando aos jornalista, Suaze disse que a construção da nova barragem custará cerca de quatro mil milhões de dólares americanos. Irá produzir 1.500 megawatts de energia, e grande parte dessa electricidade será enviada para sul numa linha de transmissão de 1.600 quilómetros de Tete a Maputo.

“Espera-se que 2030 assista à descolagem efectiva deste projecto”, declarou Suaze que esperava que a construção demorasse seis anos.

Não há nada de novo na ideia de construir uma barragem em Mphanda Nkuwa. O projecto está em cima da mesa há décadas, mas foi relançado em Agosto de 2018, pelo Presidente Filipe Nyusi, que anunciou que a empresa pública de electricidade EDM, e a empresa que opera a barragem de Cahora Bassa, a HCB, serão encarregadas de relançar a iniciativa.

O problema continua a ser encontrar um comprador definitivo para a energia gerada em Mphanda Nkuwa. O comprador óbvio é a empresa de electricidade sul-africana Eskom, que já adquire a maior parte da energia produzida em Cahora Bassa. Mas até agora a Eskom não se comprometeu a comprar mais energia hidroeléctrica a Moçambique, apesar dos apagões (conhecidos eufemisticamente como “queda de carga”) que impõe aos consumidores sul-africanos.

O Conselho de Ministros discutiu o desenvolvimento de outros projectos de armazenamento e gestão de recursos hídricos, entre os quais o Filimão Suaze salientou a barragem no Mapai, na província sul de Gaza, considerada crucial para controlar as cheias no Vale do Limpopo.

O Vice-Ministro estava confiante de que esta barragem seria construída até 2025. Disse que a selecção de um empreiteiro está em curso, seguindo as regras da lei sobre parcerias público-privadas. A construção desta barragem está orçamentada em mil milhões de dólares. O reservatório por detrás da barragem armazenará seis mil milhões de metros cúbicos de água. Uma central eléctrica nesta barragem irá gerar 75 megawatts, e irá também permitir a irrigação de 250.000 hectares de terra nesta parte semi-árida do país.

Mais a sul está projectada a barragem de Moamba-Major, no rio Incomati, cuja primeira pedra foi colocada em 2014. Os trabalhos foram interrompidos devido a um corte no financiamento pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES), na sequência de escândalos de corrupção no Brasil envolvendo a empresa de construção Andrade Gutierrez.

Cerca de 700 milhões de dólares são necessários para esta barragem, e Suaze disse que estão em curso negociações com o Banco Exim da China para assegurar os fundos.

A barragem terá capacidade para armazenar 760 milhões de metros cúbicos de água, a ser utilizada em parte para irrigação no vale do rio e em parte para água potável, incluindo para a Grande Área Metropolitana de Maputo. Irá também gerar 15 megawatts de electricidade.

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