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Absa Bank acolhe exposição de Malangatana

Análise de Mercado

O balcão Premier do Absa Bank Moçambique, na cidade de Maputo, vai acolher, por três meses, a exposição de peças de Malangatana será a galeria que acomodarão, em comemoração dos 85 anos do nascimento do artista. 

Trata-se de uma iniciativa conjunta entre a Mozambique Fashion Week (MFW) e a Fundação Malangatana, visa relembrar e imortalizar a dimensão sociocultural da arte de Malangatana e o contributo do artista na elevação do nome de Moçambique a nível global, num conceito interdisciplinar, pretende mostrar objectos pessoais com os quais o artista desenvolvia a suas actividades quotidianas e partilhava a sua visão com o mundo e a forma como estas peças contribuíram para o resultado das suas criações. 

Fazem parte da exposição os discos de Vinil, gira-discos, estojos de tinta, telas, máquinas de filmar, aparelhos data-show, utensílios domésticos serão alguns dos objectos em exposição no primeiro mês, com o objectivo de partilhar uma narrativa sobre a sintonia entre a magia e o passado contemporâneo que compõem a história de cada trabalho do artista. “São objectos que contam histórias simples, mas com um valor enorme e que mostram a grandeza da pessoa e a forma como via o mundo. 

Esta exposição servirá para lembrar que, mais que um pintor, Malangatana Valente Ngwenya foi um homem, um lutador, um defensor de direitos e acima de tudo alguém que se preocupava com a igualdade de oportunidades”, disse Rui Barros, Administrador Delegado do Absa Bank Moçambique, realçando que Malangatana teve várias personagens que continuam a encantar gerações.

O Director Geral da DDB, organizadora do evento MFW, Vasco Rocha, recorda com nostalgia e apreço a figura de Malangatana e considera que o contacto com os objectos pessoais do artista ilustrará a maneira como comunica. “Ha 20 anos, o Mestre Malangatana apadrinhou o arranque do início do nosso trabalho em Moçambique. 

Com o seu dedo marcou na areia castanha traços sob o olhar de crianças atentas. Com a sua voz mostrou-nos as infinitas possibilidades. Qualquer elemento era para ele, um momento de comunicação. Nada mais nos dá satisfação que conhecer o mestre ainda mais profundamente através dos seus objectos pessoais”, disse. 

Por seu turno o representante da Fundação Malangatana relembra que “os objectos pessoais demonstram, não só, o quão diversificado era o seu mundo de interesses pelo saber, como também o quão importante era a presença de outros mundos em seu espaço de criação. Entre a música e os sabores emprestados pelos chás e cafés batidos, há presenças físicas e espirituais que influíram, muitas vezes, na tonalidade das cores, ou mesmo no simples olhar de ternura num corpo mutilado em suas telas, que representavam, em meu parco entender, a dor que carregava e a esperança que transmitia, apesar da dor que vivia.” 

 

 

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