absa
https://themediaonline.co.za/2018/07/absa-gives-itself-a-new-look-and-feel-brave-passionate-ready/

O balcão Premier do Absa Bank Moçambique, na cidade de Maputo, vai acolher, por três meses, a exposição de peças de Malangatana será a galeria que acomodarão, em comemoração dos 85 anos do nascimento do artista. 

Trata-se de uma iniciativa conjunta entre a Mozambique Fashion Week (MFW) e a Fundação Malangatana, visa relembrar e imortalizar a dimensão sociocultural da arte de Malangatana e o contributo do artista na elevação do nome de Moçambique a nível global, num conceito interdisciplinar, pretende mostrar objectos pessoais com os quais o artista desenvolvia a suas actividades quotidianas e partilhava a sua visão com o mundo e a forma como estas peças contribuíram para o resultado das suas criações. 

Fazem parte da exposição os discos de Vinil, gira-discos, estojos de tinta, telas, máquinas de filmar, aparelhos data-show, utensílios domésticos serão alguns dos objectos em exposição no primeiro mês, com o objectivo de partilhar uma narrativa sobre a sintonia entre a magia e o passado contemporâneo que compõem a história de cada trabalho do artista. “São objectos que contam histórias simples, mas com um valor enorme e que mostram a grandeza da pessoa e a forma como via o mundo. 

Relacionado  GMCG anuncia abertura de escritórios independentes em Moçambique

Esta exposição servirá para lembrar que, mais que um pintor, Malangatana Valente Ngwenya foi um homem, um lutador, um defensor de direitos e acima de tudo alguém que se preocupava com a igualdade de oportunidades”, disse Rui Barros, Administrador Delegado do Absa Bank Moçambique, realçando que Malangatana teve várias personagens que continuam a encantar gerações.

O Director Geral da DDB, organizadora do evento MFW, Vasco Rocha, recorda com nostalgia e apreço a figura de Malangatana e considera que o contacto com os objectos pessoais do artista ilustrará a maneira como comunica. “Ha 20 anos, o Mestre Malangatana apadrinhou o arranque do início do nosso trabalho em Moçambique. 

Com o seu dedo marcou na areia castanha traços sob o olhar de crianças atentas. Com a sua voz mostrou-nos as infinitas possibilidades. Qualquer elemento era para ele, um momento de comunicação. Nada mais nos dá satisfação que conhecer o mestre ainda mais profundamente através dos seus objectos pessoais”, disse. 

Por seu turno o representante da Fundação Malangatana relembra que “os objectos pessoais demonstram, não só, o quão diversificado era o seu mundo de interesses pelo saber, como também o quão importante era a presença de outros mundos em seu espaço de criação. Entre a música e os sabores emprestados pelos chás e cafés batidos, há presenças físicas e espirituais que influíram, muitas vezes, na tonalidade das cores, ou mesmo no simples olhar de ternura num corpo mutilado em suas telas, que representavam, em meu parco entender, a dor que carregava e a esperança que transmitia, apesar da dor que vivia.” 

Relacionado  Millennium bim disponibiliza soluções de crédito inovadoras

 

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui