O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu esta quarta-feira, em Maputo, uma maior democratização do mercado de capitais, com vista a ampliar o acesso dos cidadãos à propriedade de empresas e à riqueza gerada no país. O Chefe do Estado exigiu igualmente o cumprimento da legislação que prevê a participação de investidores nacionais no capital de grandes empreendimentos económicos.
A posição foi expressa durante a cerimónia dos 28 anos da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), marcada pela admissão à cotação da MECTS, S.A., a primeira empresa abrangida pelo regime das Parcerias Público-Privadas (PPP), Projectos de Grande Dimensão e Concessões Empresariais a alcançar este marco.
Para Chapo, o acesso de mais moçambicanos ao mercado bolsista é essencial para que os cidadãos deixem de ser apenas trabalhadores e consumidores e passem também a participar directamente na propriedade dos activos produtivos do país.
O Presidente considera que a entrada da MECTS na bolsa deve representar um ponto de viragem na aplicação dos mecanismos legais de participação nacional. Segundo os dados apresentados no seu discurso, apesar das oportunidades previstas na legislação, apenas uma empresa abrangida por este regime foi admitida à cotação, 15 anos após a aprovação do quadro legal.
«Queremos que a admissão da MECTS à Bolsa de Valores de Moçambique represente o ponto de inflexão, ou seja, o ponto de viragem», afirmou o Chefe do Estado, defendendo que a empresa seja a primeira de muitas a integrar o mercado bolsista nacional.
Fonte: AIM



