O Governo pretende disponibilizar 11% do capital do Banco Comercial e de Investimentos (BCI) a investidores nacionais, incluindo cidadãos e trabalhadores do banco. A proposta surge no âmbito da possível saída do Banco Português de Investimento (BPI), que detém actualmente 36% do capital do BCI.
O Presidente Daniel Chapo revelou o plano na quarta-feira, em Maputo, durante a cerimónia dos 28 anos da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM).
Segundo o Presidente, a proposta prevê dividir os 36% actualmente detidos pelo BPI entre diferentes grupos de investidores. Dos 36%, 11 pontos percentuais seriam disponibilizados ao público moçambicano, incluindo trabalhadores do BCI. Os restantes 25 pontos percentuais seriam destinados a investidores institucionais e empresariais.
Processo ainda não está concluído
Chapo esclareceu que a operação ainda depende de negociações e autorizações. A eventual transferência das acções deverá respeitar os procedimentos legais de avaliação, negociação e aprovação pelas entidades competentes.
Ainda não foram divulgados o valor da participação do BPI, o preço das acções ou os critérios para a participação dos cidadãos e trabalhadores.
Também não foi definido um calendário para a concretização da operação.
Maior participação nacional
A iniciativa enquadra-se na estratégia do Governo de aumentar a participação de investidores moçambicanos em empresas consideradas relevantes para a economia. O Executivo pretende igualmente aperfeiçoar o quadro legal aplicável à banca, seguros e outras instituições financeiras.
A proposta procura ampliar a participação nacional sem comprometer a estabilidade financeira, a confiança dos investidores ou a competitividade das instituições.
Caso avance, a operação poderá representar uma mudança relevante na estrutura accionista do BCI. No entanto, a concretização dependerá das negociações e das autorizações exigidas por lei.
Fonte: Carta de Moçambique



