Segunda-feira, Fevereiro 24, 2025
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Comercialização de castanha de caju na Zambézia em 2023 obteve 7 Mil Toneladas abaixo da meta

A província da Zambézia não alcançou a meta estabelecida para a comercialização de castanha de caju no ano passado. A meta era de 17 mil toneladas até Dezembro, mas apenas 10 mil toneladas foram comercializadas, resultando em uma diferença de 7 mil toneladas.

Apesar disso, a quantidade comercializada gerou receitas de mais de 330 milhões de meticais. A campanha, iniciada em Novembro do ano passado, terminará em Fevereiro, faltando ainda comercializar sete mil toneladas para atingir a meta planeada.

O delegado do Instituto Nacional de Amêndoas na Zambézia, Sifa António, acredita que a meta será alcançada devido ao aumento dos preços de compra e à disponibilidade do produto. Actualmente, um quilograma da castanha de caju ultrapassa os trinta e cinco meticais, ao contrário do ano anterior, quando era abaixo dos trinta meticais.

Na Zambézia, a comercialização da castanha de caju ocorre em doze distritos, com destaque para Mocuba, Pebane, Gilé e Mulevala como os principais produtores. Para a actual campanha, projeta-se uma produção de 160 mil toneladas, um aumento em relação às 157 mil toneladas da safra anterior (2022-2023).

Do total produzido, a região Norte do país, juntamente com a Província da Zambézia, contribuem com 120 mil toneladas entre Outubro e Janeiro, enquanto outras regiões produzem dez mil toneladas de Novembro a Março. A região Sul do país prevê uma produção de 30 mil toneladas entre Novembro e Abril.

Em relação aos aspectos fitossanitários, as previsões indicam um bom desempenho, com destaque para a região Norte, que alcançou 70% de floração, 25% de frutificação e 5% de maturação. Na região Centro, os números foram de 60%, 35% e 5%, respectivamente, enquanto no Sul foram de 60%, 35% e 5%.

A castanha de caju tem se destacado como um produto promissor no mercado global. As exportações de castanha de caju renderam US$ 53 milhões nos primeiros seis meses de 2023, mais do que o total do ano de 2022, tornando-se o principal produto agrícola exportado pelo país, segundo a Lusa.

Conforme o Boletim Anual da Balança de Pagamentos do Banco de Moçambique, em 2022, o país exportou US$ 562,3 milhões em produtos agrícolas, sendo US$ 51,7 milhões provenientes das exportações de castanha de caju. No primeiro trimestre de 2023, as exportações atingiram US$ 50,8 milhões, enquanto no segundo trimestre foram cerca de US$ 2,2 milhões.

Esse desempenho representa o melhor ano de vendas de castanha de caju por Moçambique, que oscilou entre US$ 14,8 milhões em 2018 e US$ 51,7 milhões no ano passado. Actualmente, estima-se que mais de um milhão de famílias moçambicanas cultivem e vendam caju, empregando mais de 8.000 pessoas no sector de processamento.

Apesar dos desafios na comercialização, Moçambique exportou US$ 181,8 milhões em produtos agrícolas nos primeiros seis meses de 2023, representando menos de 5% do total de exportações do país, que atingiram quase US$ 3.715 milhões no mesmo período.

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