Setembro animou o sector privado levando empresas a voltarem a contratar após 5 meses de estagnação. Mas Outubro mostrou-se diferente, já que o desemprego aumentou ligeiramente, resultado da estagnação da economia.

Estas são as conclusões do mais recente Purchasing Managers’ Index (PMI), um inquérito baseado na compilação de respostas de cerca de 400 empresas do sector privado. Os sectores abrangidos pelo inquérito incluem a agricultura, a mineração, a manufactura, a construção, o comércio a grosso e a retalho e os serviços.

O PMI baseia-se na média ponderada dos cinco índices seguintes: Novas encomendas (30%), Produção (25%), Emprego (20%), Prazos de entrega dos fornecedores (15%) e Stocks de aquisições (10%).

Durante o mês de Outubro, o número de novas encomendas diminuiu a um ritmo constante, mas pela primeira vez em 7 meses essa diminuição foi a menor já registada. No mesmo contexto, constatou-se que a pandemia afectou negativamente a produção, mas em contraste, as aquisições aumentaram fechando um ciclo que se estendia há 6 meses.

Apesar do número de contágios continuar a subir, o índice revela que os negócios continuam a acontecer. Prova disso é que em Outubro as condições para as empresas aumentaram 1.5 pontos, passando de 46.6 em Setembro para 48.1, no mês passado, dando indicações de que estão a sair da estagnação e da incerteza que marcaram o sector durante 6 meses.

Se a tendência geral se mantiver – e não há motivos para acreditarmos no contrário – os próximos meses serão de plena recuperação, mesmo podendo haver uma ligeira diminuição de emprego. O aumento de aquisições e da procura pelas empresas mostra que a economia caminha para a estabilização.

De referir que o PMI é um índice desenvolvido pela IHS Markit, uma empresa líder mundial em informações críticas, análises e soluções, para o Standard Bank Moçambique.

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