O Conselho de Ministros ratificou esta terça-feira, uma série de documentos que formalizam alterações ao projecto da Área 1 de exploração de gás natural na bacia do Rovuma.

Trata-se de documentos base do projecto, que mantém as características-chave: 18 poços submarinos, uma área de implantação em terra de 6.800 hectares e duas unidades industriais de liquefação de gás com uma capacidade nominal de 13,12 milhões de toneladas por ano (mtpa).

De acordo com o porta-voz do Governo, Filimão Suaze, o instrumento adequa -se à realidade dos moçambicanos, “aspetos de desenvolvimento, propriedade, construção, financiamento, operação e manutenção do projeto, designadamente reconhecendo a entrada da Total como concessionária e operadora em substituição da Anadarko”, explicou Suaze.

Importa citar o acordo complementar relativo à Área 1, o aditamento ao acordo de financiamento do projecto e a adenda ao plano de desenvolvimento fazem parte  dos documentos aprovados.

Sobre a Total

A Total lidera o consórcio da Área 1 desde setembro de 2019 com 26,5% de participação, ao lado da japonesa Mitsui (20%) e da petrolífera estatal moçambicana ENH (15%), cabendo as restantes participações à indiana ONGC Videsh (10%) e à sua participada Beas (10%), à Bharat Petro Resources (10%), e à tailandesa PTTEP (8,5%).

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No final de 2020, os ataques armados de rebeldes que têm aterrorizado Cabo Delgado aproximaram-se do perímetro de obras na península de Afungi, obrigando a Total a reduzir o pessoal até que haja um reforço das condições de segurança – tema que tem sido tratado com o Estado moçambicano.

No entanto, apesar das ameaças, a empresa tem mantido o prazo de 2024 para início de produção de gás natural liquefeito, naquele que é o maior investimento privado em curso em África.

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