Duas Zonas de Disponibilidade permitem às organizações implementar estratégias de elevada disponibilidade para os seus sistemas informáticos, incluindo continuidade operacional e recuperação de desastre, mantendo aplicações e dados em Moçambique.
A Bubble passa a disponibilizar duas Zonas de Disponibilidade em Moçambique, permitindo às organizações implementar arquitecturas de elevada disponibilidade e recuperação de desastre, mantendo aplicações e dados alojados no País.
O anúncio foi feito no âmbito do BFSI Summit Mozambique 2026, onde a Bubble apresentou esta nova capacidade. Com duas Zonas de Disponibilidade, as organizações passam a dispor de mais opções para desenhar arquitecturas de acordo com os seus requisitos de disponibilidade, continuidade operacional e recuperação de desastre.
“As necessidades de disponibilidade variam de organização para organização. Com duas Zonas de Disponibilidade, os nossos clientes passam a poder desenhar infra-estruturas cloud adequadas aos requisitos operacionais de cada organização”, afirma Cameron Smith, Director de Desenvolvimento de Negócios da Bubble.
Cada Zona de Disponibilidade assenta numa infra-estrutura independente, instalada em dois locais geográficos separados por aproximadamente 20 quilómetros, permitindo às organizações desenhar arquitecturas distribuídas de acordo com os níveis de disponibilidade pretendidos para cada serviço.
A disponibilização desta capacidade reforça a proposta da Bubble de manter aplicações e dados em Moçambique, permitindo às organizações responder simultaneamente aos seus requisitos técnicos, operacionais e de residência de dados.
Sobre a Bubble
A Bubble é um provedor de serviços de computação em nuvem com infra-estrutura localizada em Moçambique. É o primeiro provedor licenciado pelo Instituto Nacional das Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC) na Categoria Avançada e disponibiliza serviços de Infra-estrutura como Serviço (IaaS), Backup como Serviço (BaaS), Disaster Recovery e outras soluções cloud para organizações que procuram alojar aplicações e dados no País.
Integrando o Grupo Triana, a Bubble desenvolve e opera infra-estrutura cloud concebida para responder aos requisitos de disponibilidade, segurança, continuidade operacional e residência de dados de organizações dos sectores público e privado.
As empresas açucareiras moçambicanas associadas à Tongaat Hulett passaram a cumprir a decisão regulatória que determina a liberalização da venda de açúcar no mercado nacional, abrindo uma nova fase na comercialização do produto em Moçambique.
A medida surge na sequência de orientações das autoridades de concorrência e regulação, com o objectivo de promover maior transparência no mercado, aumentar a competitividade e garantir melhores condições para consumidores e operadores económicos.
Com a liberalização das vendas, as empresas do sector poderão comercializar a sua produção de forma mais directa, permitindo uma maior dinâmica na cadeia de fornecimento e distribuição do açúcar no país.
A decisão representa uma mudança importante para a indústria açucareira nacional, um sector com forte impacto económico e social, responsável pela geração de emprego, apoio às comunidades rurais e desenvolvimento de cadeias agrícolas locais.
As empresas destacam que continuarão a assegurar o cumprimento das normas aplicáveis ao sector, mantendo o foco na eficiência produtiva, sustentabilidade das operações e contribuição para o desenvolvimento da agricultura nacional.
A liberalização ocorre num contexto em que Moçambique procura fortalecer a produção interna, reduzir dependências externas e criar mercados mais competitivos, capazes de estimular o investimento privado e beneficiar diferentes intervenientes da cadeia de valor.
Com esta nova dinâmica, o sector açucareiro poderá ganhar maior flexibilidade comercial e contribuir para o crescimento da agro-indústria moçambicana.
A empresa britânica TotalEnergies Graphite suspendeu temporariamente as operações no projecto de grafite em Madagáscar e pretende concentrar esforços no desenvolvimento do seu investimento em Moçambique, reforçando o interesse internacional no potencial mineral do país.
A decisão surge num contexto de reavaliação estratégica das operações da companhia, que procura direccionar recursos para activos considerados prioritários, incluindo o projecto de grafite em Moçambique, um dos recursos minerais com maior potencial de crescimento no sector extractivo nacional.
A aposta na grafite moçambicana acompanha a crescente procura global por minerais estratégicos, especialmente devido ao papel deste recurso na transição energética, produção de baterias, veículos eléctricos e tecnologias de armazenamento de energia.
Moçambique possui algumas das maiores reservas de grafite do mundo, particularmente na província de Cabo Delgado, onde projectos mineiros têm atraído investidores internacionais interessados em integrar o país nas cadeias globais de minerais críticos.
O reforço do investimento neste sector poderá criar novas oportunidades para empresas nacionais através do fornecimento de bens e serviços, desenvolvimento de competências locais, criação de emprego e dinamização das cadeias de valor associadas à mineração.
A expansão da indústria de grafite enquadra-se na estratégia nacional de valorização dos recursos minerais, procurando aumentar o processamento local, promover maior retenção de valor económico e fortalecer a participação de Moçambique no mercado internacional de minerais estratégicos.
Com o crescimento da procura por matérias-primas essenciais à transição energética, a grafite poderá tornar-se um dos sectores-chave para a diversificação económica e industrialização de Moçambique.
O Governo de Moçambique aprovou hoje o Programa Integrado de Investimentos 2026–2030 e um conjunto de medidas destinadas a expandir a capacidade do Porto de Maputo, com o objectivo de impulsionar a industrialização e o crescimento económico do país.
Falando no final da 21.ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, realizada esta terça-feira em Maputo, o porta-voz do Governo, Salim Valá, explicou que o Programa Integrado de Investimentos 2026–2030 constitui um dos principais instrumentos para a implementação da Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2025–2044 e do Programa Quinquenal do Governo 2025–2029.
“O seu propósito é transformar o investimento num motor de desenvolvimento e criar as bases para a independência económica de Moçambique”, afirmou.
Segundo o Executivo, o programa visa assegurar que os projectos de investimento contribuam para a industrialização nacional, a criação de emprego, o desenvolvimento do capital humano, a redução das desigualdades regionais e a melhoria das condições de vida da população.
Na mesma sessão, o Conselho de Ministros aprovou uma resolução que autoriza o ministro responsável pela área dos portos a constituir uma equipa técnica para negociar os termos da quinta adenda ao contrato de concessão, celebrado em Setembro de 2020, com a Maputo Port Development Company (MPDC), concessionária do maior porto do país.
O Governo aprovou igualmente uma resolução destinada a criar a base legal para a incorporação de uma nova área do Terminal Multipropósito 9 – Fase B na concessão do Porto de Maputo, medida que permitirá aumentar a capacidade de movimentação de carga desta infra-estrutura estratégica.
A agência Lusa noticiou, em Junho, que um novo parque de armazenamento de minério no Porto de Maputo terá capacidade para movimentar um milhão de toneladas por ano, reforçando a capacidade da infra-estrutura portuária, na sequência de um investimento de 9,9 milhões de dólares (cerca de 8,5 milhões de euros).
De acordo com informações do Porto de Maputo, a infra-estrutura Slab 9A, inaugurada há cerca de um mês, integra o Terminal de Granéis Sólidos e permitirá ao porto responder ao crescimento da procura dos clientes, reforçar a sua competitividade regional e gerar benefícios económicos significativos para o país, incluindo a criação de 51 postos de trabalho directos e indirectos.
A administração do porto acrescentou que a Slab 9B encontra-se actualmente em desenvolvimento, representando um investimento adicional estimado em 8,7 milhões de dólares (aproximadamente 7,5 milhões de euros), o que permitirá continuar a expandir a capacidade operacional para responder ao crescimento sustentado da procura.
O Porto de Maputo está igualmente a executar obras de expansão do Terminal de Contentores da DP World Maputo, num investimento de 164 milhões de dólares (cerca de 141,7 milhões de euros), que elevará a capacidade anual de movimentação de 225 mil TEU (unidades equivalentes a contentores de 20 pés) para 530 mil TEU. As obras encontram-se concluídas em cerca de 45%, estando o início das operações previsto para o primeiro trimestre de 2027.
Em 2025, o Porto de Maputo movimentou um volume recorde de 32 milhões de toneladas de carga, o que representa um crescimento de 3,4% face ao ano anterior, anunciou anteriormente a concessionária.
A MPDC é uma empresa privada moçambicana resultante de uma parceria entre a estatal Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e a Portus Indico, sociedade na qual a multinacional DP World detém uma participação. A actual concessão do Porto de Maputo à MPDC é válida até 13 de Abril de 2058, nos termos da adenda contratual aprovada em Abril de 2024. Durante os primeiros três anos da extensão da concessão, a empresa prevê investir 600 milhões de dólares (cerca de 514,2 milhões de euros) na expansão das infra-estruturas portuárias.
Parceria ajuda 210 famílias a retomar a produção alimentar, reforçar a resiliência e recuperar após as cheias devastadoras
Meses depois de cheias severas terem devastado comunidades em todo o sul de Moçambique, 210 famílias do povoado de Nhangal estão a dar um importante passo para reconstruir as suas vidas. Através de uma parceria entre a Yango Moçambique, a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC) e o Governo Distrital de Chókwè, agregados familiares afectados pelas cheias receberam apoio destinado a restaurar a produção alimentar, reforçar a resiliência familiar e ajudá-los a recuperar a capacidade de sustentar as suas próprias famílias.
Para muitas famílias de Nhangal, as chuvas destruíram culturas agrícolas, esgotaram reservas alimentares e comprometeram meios de subsistência que dependem fortemente da agricultura. Num distrito onde a atividade agrícola continua a ser a principal fonte de rendimento e subsistência para a maioria dos agregados familiares, restaurar a capacidade produtiva é essencial para acelerar a recuperação e reduzir a dependência prolongada de assistência externa.
Como parte da iniciativa, 210 agregados familiares beneficiários receberam kits de sementes agrícolas, permitindo às famílias retomar o cultivo e reforçar a segurança alimentar da comunidade. Cada kit de sementes tem o potencial de apoiar o cultivo de aproximadamente 1,5 hectares em condições ideais. Reconhecendo a realidade enfrentada pelos pequenos agricultores moçambicanos, espera-se que cada agregado familiar beneficiário cultive entre 0,30 e 0,50 hectares por época agrícola, produzindo entre 10 e 12 toneladas métricas de hortícolas diversificadas.
Este apoio contribuirá para reforçar a segurança alimentar e nutricional das famílias, ao mesmo tempo que criará oportunidades de geração de rendimento através da comercialização do excedente da produção, ajudando as famílias agricultoras a reconstruírem os seus meios de subsistência e a acelerarem a sua recuperação.
Segundo Noé Vasco Sitoe, Chefe do Posto Administrativo de Chilembene, Nhangal esteve entre as comunidades mais afectadas pelas cheias, que destruíram a produção agrícola e deixaram muitas famílias a enfrentar desafios significativos.
“Apelamos para que as famílias utilizem estas sementes nas suas machambas para que, quando os nossos parceiros regressarem, encontrem uma variedade de produtos e possam continuar a ajudar-nos a crescer”, afirmou Noé Vasco Sitoe.
De acordo com as Nações Unidas, Moçambique continua a ser um dos países africanos mais vulneráveis aos desastres relacionados com as alterações climáticas, com cheias e ciclones recorrentes a exercerem uma pressão significativa sobre as comunidades, infra-estruturas e sistemas alimentares. Em distritos como Chókwè, apoiar as famílias na recuperação dos seus meios de subsistência é fundamental para construir resiliência a longo prazo e promover uma recuperação sustentável.
A iniciativa vai além do apoio humanitário imediato e concentra-se em ajudar as famílias a recuperar a sua independência através de actividades económicas produtivas. Ao restaurar o acesso à produção agrícola, o programa procura reforçar a segurança alimentar, promover a autossuficiência e apoiar a recuperação sustentável das comunidades afectadas.
“A verdadeira recuperação começa quando as famílias recuperam a capacidade de sustentar-se a si próprias. Embora a assistência de emergência seja essencial após uma catástrofe, a resiliência de longo prazo constrói-se criando oportunidades para que as pessoas reconstruam os seus meios de subsistência, recuperem a sua dignidade e possam olhar para o futuro com confiança. Temos orgulho em trabalhar com a FDC e com as autoridades locais para apoiar a população de Nhangal neste importante passo rumo à recuperação”, afirmou Mahomed Zameer Adam, Country Manager da Yango Moçambique.
A Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC) destacou a importância de parcerias que ajudam as comunidades a recuperar com dignidade e a fortalecer a sua capacidade de enfrentar desafios futuros.
“Agradecemos à Yango por acreditar nesta iniciativa e por se juntar à FDC na promoção da resiliência das comunidades afectadas pelas cheias. Este apoio demonstra que, quando unimos esforços, conseguimos criar oportunidades para que as famílias recuperem com dignidade, ao mesmo tempo que construímos um futuro mais resiliente e sustentável”, afirmou Fauna Ibramogy, Directora de Desenvolvimento Comunitário da FDC.
A iniciativa faz parte do compromisso mais amplo da Yango em apoiar as comunidades para além dos seus serviços principais e contribuir para o desenvolvimento social e económico de longo prazo em Moçambique. Através de parcerias com stakeholders locais, a Yango continua a apoiar projectos que criam impacto significativo e respondem às necessidades das comunidades onde opera.
A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) defendeu a adopção de reformas estruturais para reduzir os custos de fazer negócios, melhorar a liquidez das empresas e reforçar a previsibilidade jurídica no ambiente empresarial.
Segundo o presidente da CTA, Álvaro Massingue, que discursava na 21.ª Conferência Anual do Sector Privado (CASP), Moçambique reúne condições favoráveis para afirmar-se como uma economia competitiva, mas precisa de transformar as suas vantagens comparativas em vantagens competitivas, através do investimento produtivo, da industrialização e do aumento das exportações.
“Não haverá desenvolvimento sustentável sem um sector privado forte, competitivo e capaz de gerar riqueza, emprego e oportunidades para os moçambicanos”, afirmou.
Contudo, Massingue reconheceu os progressos alcançados pelo Governo na melhoria do ambiente de negócios, destacando a criação da Inspecção Única das Actividades Económicas, a aprovação da Lei do Conteúdo Local, a revisão do quadro legal dos sectores dos hidrocarbonetos e da mineração, bem como a criação do Banco de Desenvolvimento.
Ainda assim, salientou que persistem constrangimentos que exigem soluções urgentes. Entre os principais desafios, apontou a proliferação de taxas e encargos administrativos, a escassez de divisas, os atrasos nos pagamentos do Estado aos fornecedores e os reembolsos pendentes do IVA.
“A sustentabilidade fiscal deve ser alcançada através do crescimento económico, do alargamento da base tributária e do aumento da eficiência do Estado, e não pelo agravamento da carga fiscal sobre as empresas”, defendeu.
O presidente da CTA manifestou igualmente preocupação com questões relacionadas com a aplicação dos incentivos previstos na legislação de investimento, considerando que estas “têm gerado incerteza e afectado a confiança dos investidores”.
“A confiança dos investidores é um activo nacional. Quando um investidor decide aplicar capital num determinado país, fá-lo com base na estabilidade das regras, na segurança jurídica e na previsibilidade das políticas públicas”, enfatizou.
Por sua vez, Paula Vasquez, em representação dos parceiros do sector privado, afirmou que Moçambique continua a oferecer condições favoráveis para atrair investimento, graças à sua localização estratégica, à abundância de recursos naturais, à expansão do sector energético e à sua população jovem.
No entanto, advertiu que permanecem desafios relacionados com as restrições cambiais, as pressões fiscais, os impactos das alterações climáticas e outras incertezas que continuam a afectar a actividade empresarial.
“As empresas procuram cada vez mais previsibilidade, simplificação administrativa, transparência, acesso ao financiamento, consistência na implementação das políticas e condições de mercado equitativas. O sucesso das reformas dependerá da sua implementação efectiva, da coordenação institucional e do acompanhamento rigoroso dos resultados”, concluiu.
O Conselho de Ministros aprovou a criação da Empresa Nacional de Aquisições de Produtos Petrolíferos (ENAPP, EP), uma entidade pública que passará a assegurar, em regime de exclusividade, a gestão do processo nacional de aquisição de combustíveis destinados ao mercado moçambicano.
A informação foi avançada terça-feira (14) pelo porta-voz da 20.ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa.
Segundo Impissa, a nova empresa resulta da necessidade de reforçar a capacidade do Estado na gestão de um sector considerado estratégico para o funcionamento da economia nacional, substituindo o modelo actualmente em vigor há cerca de 30 anos.
“Com a criação desta empresa, o Governo e o Estado moçambicano transitam para um novo modelo abandonando o actualmente em uso há 30 anos, que já carecia de aprimoramento”, afirmou.
A ENAPP é uma empresa pública dotada de personalidade jurídica, autonomia administrativa, financeira e patrimonial, com sede na cidade de Maputo e âmbito nacional.
De acordo com o decreto aprovado, a empresa terá como missão assegurar a programação, contratação, coordenação, acompanhamento e gestão integrada do processo de aquisição de combustíveis e outros produtos petrolíferos destinados ao abastecimento do mercado nacional.
Impissa explicou que a decisão foi influenciada pelas lições retiradas das recentes perturbações registadas nos mercados internacionais de energia, que evidenciaram a necessidade de um maior controle estatal sobre a cadeia de aprovisionamento.
“Este novo modelo vai melhorar a eficiência no aprovisionamento dos combustíveis e a capacidade de resposta em situações de emergência”, disse.
O porta-voz acrescentou que o Executivo realizou estudos comparativos sobre modelos adoptados noutros países africanos, concluindo que a gestão pública deste segmento constitui uma prática frequente em economias que procuram garantir maior segurança energética.
“A grande diferença é o controle sobre o produto e a capacidade de tomar decisões oportunas para garantir a continuidade do abastecimento”, sublinhou.
Segundo o Governo, a nova empresa permitirá assegurar maior regularidade no fornecimento de combustíveis, reforçar a transparência dos processos de aquisição e melhorar a capacidade de resposta perante eventuais crises de abastecimento.
Impissa referiu ainda que a medida deverá contribuir para criar oportunidades de participação para operadores licenciados e fortalecer a segurança energética nacional, considerada fundamental para o desenvolvimento económico do país.
A Petromoc registou uma forte recuperação financeira em 2025, com os lucros da petrolífera estatal moçambicana a triplicarem para cerca de 45 milhões de euros, reflectindo uma melhoria significativa do desempenho operacional da empresa.
O resultado representa um marco positivo para a principal empresa pública do sector dos combustíveis, num período caracterizado por esforços de reorganização interna, reforço da eficiência operacional e consolidação da sua posição no mercado nacional.
O crescimento dos lucros ocorre num contexto de aumento da procura por combustíveis e da implementação de medidas destinadas a reforçar a capacidade da Petromoc para importar, armazenar e distribuir produtos petrolíferos em Moçambique.
A empresa desempenha um papel estratégico na segurança energética do país, assegurando o abastecimento de combustíveis a sectores essenciais da economia, incluindo os transportes, a indústria, a agricultura e a produção de energia.
O desempenho financeiro positivo surge igualmente numa altura em que o Governo tem vindo a reforçar a capacidade operacional da Petromoc, nomeadamente através de apoio financeiro destinado a garantir a continuidade das importações e a estabilidade do abastecimento nacional.
A recuperação da petrolífera estatal poderá contribuir para uma maior sustentabilidade financeira da empresa, criando condições para novos investimentos em infra-estruturas, expansão da rede de distribuição e melhoria dos serviços prestados aos consumidores.
Com este crescimento expressivo dos resultados, a Petromoc reforça a sua posição como uma entidade estratégica para o sector energético moçambicano e como um dos principais instrumentos para assegurar a estabilidade do mercado nacional de combustíveis.
O talento criativo moçambicano voltará a ocupar o lugar central em Eswatini na 8.ª edição do Standard Bank Luju Food & Lifestyle Festival, que decorrerá de sábado, 1, a domingo, 2 de Agosto de 2026, na icónica House On Fire, no pitoresco Vale de Malkerns.
O Standard Bank Luju Food & Lifestyle Festival é uma celebração de dois dias de experiências culinárias, moda de alto nível, música afrocêntrica e entretenimento familiar de qualidade. O evento celebra a sofisticação e elegância do estilo africano, das culturas, do design criativo e das gastronomias, através de um programa criteriosamente curado que inclui demonstrações culinárias com chefs de renome, apresentações de vinhos e whiskies premium conduzidas por especialistas e um desfile de moda regional de classe mundial.
Organizado pelos produtores do internacionalmente reconhecido festival de música e artes MTN Bushfire, o Standard Bank Luju Food & Lifestyle Festival lançou oficialmente a sua edição de 2026 em Moçambique através de um evento dedicado a stakeholders e media, realizado no Standard Bank Incubator Hub em Maputo, em parceria com o Standard Bank Moçambique. O lançamento marca mais um marco no crescente compromisso do Luju em fortalecer a relação criativa, cultural e económica entre Moçambique e Eswatini.
Na cerimónia de lançamento, Dayse Madeira Correia, Directora de Marketing e Gestão de Marca do Standard Bank Moçambique, descreveu o investimento da instituição na cultura como um compromisso estratégico para fomentar o desenvolvimento económico e apoiar o crescimento das indústrias criativas em África.
“No Standard Bank, acreditamos que a cultura é também um motor de desenvolvimento económico. É por isso que apoiamos iniciativas que celebram a identidade africana, criam oportunidades para os jovens e fortalecem as indústrias criativas — um sector que se torna cada vez mais importante para a diversificação das economias africanas”, sublinhou.
Em representação do Standard Bank Eswatini, a Chefe de Marca e Marketing, Sanele Khumalo — representada por Temaswati Dlamini — destacou a evolução do festival, de evento nacional a plataforma de promoção da criatividade africana e de conexão entre os povos do continente.
“O que começou como uma celebração num único mercado cresceu para algo muito maior. Hoje, é um movimento que une pessoas, criatividade e oportunidades além-fronteiras. Temos orgulho em apoiar plataformas que preservam, promovem e mostram o melhor do que somos enquanto continente”, afirmou.
Enquanto um dos principais eventos de gastronomia, moda e lifestyle do Sul de África, o Luju apresentou a sua crescente colaboração com o sector das artes e cultura de Moçambique, reflectida na participação e apoio de parceiros de desenvolvimento criativo, agentes do turismo, artistas, empreendedores e sector privado.
O Director Criativo do festival, Jiggs Thorne, explicou que a decisão de envolver Moçambique reflecte a importância do país para o crescimento do festival. Salientou que Moçambique é actualmente o segundo maior mercado do Luju Festival e partilha fortes laços culturais e históricos com Eswatini.
“Há um propósito muito claro no que fazemos. Não somos simplesmente organizadores de entretenimento. Estamos comprometidos em aproveitar o poder transformador das artes e utilizá-lo como veículo de crescimento e desenvolvimento”, afirmou.
Moçambique estará fortemente representado nos programas de música, gastronomia e moda do Luju Festival. A voz reinante da Marrabenta, Neyma, levará os seus reconhecidos ritmos de guitarra, profundamente enraizados na cultura moçambicana, ao palco regional do festival. O Luju acolhe com entusiasmo a voz inconfundível de Neyma, a sua presença marcante em palco e a sua vibrante identidade cultural.
Completando o rico alinhamento musical pan-africano, destaca-se uma actuação especial da Ka-Tembe Connexion, um projecto musical coproduzido que celebra a história partilhada entre Moçambique e Eswatini. Esta colaboração homenageia ambas as culturas através de composição e performance conjuntas, criando espaço para o intercâmbio, o diálogo e a reconexão cultural.
A moda marcante e a gastronomia distinta de Moçambique ocuparão o lugar que lhes é de direito nos programas culinário e de moda do Luju Festival. Aguardam-se os grandes anúncios sobre o estilista moçambicano que integrará a montra regional de moda na Passarela Luju, bem como o especialista culinário que participará nas demonstrações gastronómicas regionais desta edição.
Para além das revelações do alinhamento, o evento reforçou igualmente o compromisso do Luju em construir parcerias significativas com o ecossistema criativo moçambicano, aprofundando a colaboração regional e expandindo as oportunidades de acesso a mercados e de mobilidade para os criativos moçambicanos. Trata-se de um esforço intencional para facilitar a partilha de conhecimento e criar novas vias para as MPME e os empreendedores culturais em toda a África Austral.
A cerimónia contou também com a presença de Matilde Muocha, Secretária de Estado para as Artes e Cultura, que descreveu a participação de Moçambique no Luju Festival como uma oportunidade para fortalecer a internacionalização das artes moçambicanas e expandir a presença dos criadores locais nos mercados culturais regionais.
“Dada a dimensão do público e a exposição mediática que o evento atrai, temos a oportunidade de participar numa economia que se estende não apenas por toda a África Austral, mas pelo mundo inteiro, uma vez que o Luju Festival funciona como porta de entrada para uma maior visibilidade das artes moçambicanas”, afirmou a governante.
Para além do palco, o Luju continua a trabalhar com a produtora moçambicana Marrabenta Special Events & Technologies, que integrou a equipa como fornecedora de som e tecnologia para o lançamento e para o festival, reafirmando a parceria de longo prazo do evento com a expertise criativa moçambicana.
A edição deste ano assinala vários marcos importantes. Pela primeira vez na história do evento, o Luju expande-se para uma experiência completa de dois dias, sob a sua filosofia fundadora, “Um Regresso ao Futuro Africano”, celebrando a culinária, moda, música, design e empreendedorismo africanos através de uma programação imersiva enraizada no conhecimento indígena e na excelência africana contemporânea. Esperam-se mais de 10.000 festivaleiros provenientes de mais de 26 países.
Há mais de uma década, a House On Fire tem cultivado fortes ligações criativas entre Eswatini e Moçambique através dos seus festivais de referência, com o Standard Bank Luju Food & Lifestyle Festival a desempenhar um papel cada vez mais relevante na reunião de músicos, chefs, estilistas, artesãos, empreendedores e agentes do turismo de toda a região. Apoiadas por iniciativas como o Circuito de Festivais IGODA e, mais recentemente, o Arts Incubator Corridor em parceria com o X-Hub Moçambique, estas colaborações evoluíram para além da troca artística e tornaram-se parcerias com impacto real na promoção do comércio, da inovação, do turismo cultural e do empreendedorismo criativo.
O lançamento em Maputo representa um capítulo novo e entusiasmante nesta trajectória. Trabalhando em conjunto com o Standard Bank Moçambique, o Mapas Das Artes, a União Europeia, a Cultiv’Arte, o Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM) e outros parceiros estratégicos, o Luju pretende aprofundar o envolvimento com as vibrantes indústrias criativas de Moçambique, criando novas oportunidades de colaboração entre artistas, estilistas, chefs, empreendedores e instituições culturais de ambos os países.
Moçambique continua a desempenhar um papel central na história do Luju, com os seus músicos, chefs, estilistas, artesãos e empreendedores criativos consistentemente representados ao longo do programa do festival. Este ano, Moçambique voltará a ter destaque nos alinhamentos de música e moda.
Mais do que um festival, o Luju tornou-se uma plataforma de desenvolvimento económico regional. Em 2025, o festival gerou 2,7 milhões de lilangeni em vendas para 103 comerciantes das MPME, dos quais 85% eram negócios locais, evidenciando o papel fundamental que as indústrias criativas desempenham na dinamização do turismo, no apoio ao empreendedorismo, na criação de emprego e no impulso a um crescimento económico inclusivo.
O ecossistema mais alargado de festivais da House On Fire demonstrou igualmente o valor do investimento na cultura, com investigação independente a apontar para uma contribuição anual superior a 121 milhões de lilangeni para a economia de Eswatini, apoiando simultaneamente mais de 2.300 postos de trabalho.
O programa culinário desta edição inspira-se nos Nguni Foodways, celebrando as tradições alimentares indígenas, os sistemas de conhecimento e as ligações culturais que unem as comunidades em toda a África Austral. Através de demonstrações culinárias de classe mundial, conversas e experiências gastronómicas imersivas, o Luju explora de que forma a culinária africana continua a moldar a identidade, a inovação e o desenvolvimento sustentável.
O programa de moda abraça o tema Kwasukasukela (Era Uma Vez), convidando os estilistas a celebrar a narrativa africana através do design contemporâneo. Encabeçado pelo internacionalmente aclamado designer sul-africano Mzukisi Mbane, a passarela apresentará designers de destaque de Eswatini a par de talentos criativos emergentes de toda a região.
O lançamento em Maputo precede também a participação de uma delegação oficial do Ministério de Moçambique na edição deste ano do Standard Bank Luju Food & Lifestyle Festival, reforçando o compromisso partilhado de Moçambique e Eswatini em promover a colaboração regional através da cultura, do turismo e da economia criativa.
O Standard Bank Luju Food & Lifestyle Festival convida os moçambicanos a viver uma das principais experiências lifestyle de África, nos dias 1 e 2 de Agosto de 2026, onde gastronomia, moda, música e design de excelência se unem numa celebração genuinamente africana de criatividade, património e inovação.
O novo centro disponibilizará programas de formação com duração de até quatro meses, abrangendo áreas críticas como segurança marítima, combate a incêndios em plataformas offshore, resposta a emergências e outras especializações exigidas pela indústria internacional de petróleo e gás.
A iniciativa permitirá que técnicos e jovens moçambicanos obtenham certificações reconhecidas internacionalmente sem necessidade de recorrer a centros de formação no estrangeiro, reduzindo custos e aumentando a disponibilidade de mão-de-obra qualificada para os grandes projectos energéticos em desenvolvimento no país.
Além de responder à crescente procura de competências por parte da indústria do Gás Natural Liquefeito (GNL), o Marine & Safety Center reforça a estratégia nacional de valorização do Conteúdo Local, promovendo a capacitação de profissionais moçambicanos e criando condições para que um número cada vez maior de cidadãos participe nas oportunidades geradas pelos investimentos nos sectores de petróleo e gás.
Com este investimento, Pemba consolida a sua posição como um futuro polo regional de formação técnica e segurança industrial, acompanhando a expansão do sector energético e contribuindo para transformar os recursos naturais em desenvolvimento económico sustentável para Moçambique.
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