Friday, April 10, 2026
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Hollard Moçambique expande presença com aquisição da Global Alliance Seguros aprovada pela ARC

Agora sim, o negócio pode prosseguir sem obstáculos. A Autoridade Reguladora da Concorrência (ARC) de Moçambique deu luz verde à aquisição total da Global Alliance Seguros pela Hollard Moçambique Companhia de Seguros, S.A., após decidir pela “Não Oposição” à operação. A transação, que foi formalizada através de um contrato de compra e venda em 28 de Junho de 2024, marca uma nova fase de consolidação no mercado segurador moçambicano.

Aquisição e avaliação de concorrência

A ARC afirma, em comunicado, que analisou detalhadamente a transação e concluiu que a mesma não levanta preocupações quanto à criação de entraves significativos à concorrência nos segmentos de Seguros Vida e Não-Vida. O órgão regulador determinou que a fusão não compromete a competitividade no sector de seguros ou em outros mercados relacionados, permitindo que a operação avance sem restrições adicionais.

Fortalecimento da Hollard no mercado moçambicano

Com a conclusão desta aquisição, a Hollard Seguros solidifica sua presença em Moçambique, expandindo sua actuação nos ramos de seguros gerais, de vida e de gestão de fundos de pensões, através da sua subsidiária **Hollard Vida Companhia de Seguros. Ao incorporar a Global Alliance Seguros, a empresa diversifica ainda mais sua carteira de produtos, abrangendo áreas como seguros de acidentes pessoais, automóvel, marítimo e responsabilidade civil.

Impacto no Sector Segurador

Esta operação de concentração, considerada do tipo “horizontal”, representa um movimento estratégico importante para a Hollard, permitindo-lhe aumentar sua competitividade num mercado em crescimento. Ao mesmo tempo, a aprovação da ARC reflecte a confiança de que a aquisição contribuirá para o fortalecimento da concorrência e a dinamização do sector segurador em Moçambique, promovendo um ambiente de negócios mais robusto e diversificado.

Com a transação concluída, a Hollard poderá agora avançar para uma nova fase de expansão, oferecendo um portfólio mais amplo e integrado de produtos e serviços no mercado moçambicano, sem quaisquer impedimentos regulatórios.

A Consolidação da tendência de concentração no Sector Segurador moçambicano

Esta aquisição da Global Alliance Seguros pela Hollard Seguros, pode ser vista no contexto de uma tendência mais ampla de concentração no sector segurador em Moçambique. A operação de concentração horizontal reforça um movimento que tem vindo a ganhar força, à medida que grandes grupos seguradores internacionais expandem sua presença no mercado nacional através de fusões e aquisições.

Ou seja, essa tendência reflecte uma realidade do sector, onde a competição acirrada e a busca por economias de escala levam empresas maiores a absorverem operadores menores, como forma de aumentar sua competitividade e diversificar a oferta de produtos. A aquisição da Global Alliance permite que a Hollard Seguros amplie sua actuação em diversos ramos de seguros.

Igualmente, a consolidação traz consigo vários efeitos para o mercado. Por um lado, o aumento da escala de operações e da capacidade financeira das empresas resultantes pode fortalecer o setor, tornando-o mais resiliente e capaz de oferecer produtos competitivos, além de melhorar a solvência e capacidade de investimento. Por outro lado, há preocupações com a redução do número de players no mercado, o que poderia impactar negativamente a competição e limitar as opções para os consumidores.

No entanto, a decisão da Autoridade Reguladora da Concorrência (ARC) de aprovar a transação sem restrições indica que, para o regulador, a operação não compromete significativamente a dinâmica concorrencial. A ARC acredita que a fusão poderá, inclusive, gerar maior eficiência e aumentar a capacidade de inovação, beneficiando o mercado segurador como um todo. (O.económico)

Crescimento económico será 0,7 pontos percentuais em 2025

O Governo estima que o crescimento económico no próximo ano será 0,7 pontos percentuais abaixo da capacidade do país devido aos eventos climáticos, nomeadamente o fenómeno ‘La Niña’.

De acordo com um relatório do Ministério da Economia e Finanças sobre os riscos fiscais para o próximo ano, as projeções climáticas, de outubro a março, condicionam, desta forma, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, que é de 4,7%.

Para este ano o Governo prevê um crescimento económico de 5,5%, após um registo de 5% em 2023 e de 4,4% em 2022.

“Estima-se que o crescimento real poderá estar 0,7 pontos percentuais abaixo da capacidade potencial da economia (em 2025). Este cenário é historicamente notório com hiato do produto (interno bruto (PIB)) no terreno negativo, influenciado, em parte, pelos desastres naturais, que impactaram a capacidade da economia de atingir o seu produto potencial”, lê-se no documento.

O ministério acrescenta que, em 2023, os efeitos do ciclone Freddy e da tempestade Filipo retiraram 2,3 pontos percentuais ao crescimento do PIB moçambicano, que se seguiu aos quatro pontos em 2022 e 4,7 pontos em 2021, pelos mesmos motivos.

“Os gráficos revelam que durante a próxima época chuvosa e ciclónica o país estará sob influência da ‘La Ninã’. Este fenómeno propícia a ocorrência de chuvas acima do normal nas regiões centro e sul, particularmente nos períodos de outubro de 2024 a março de 2025, enquanto as previsões de anomalias de temperatura da superfície do mar apontam para uma transição de ‘El’ Niño para ‘La Niña’”, lê-se ainda.

Moçambique é considerado um dos países mais severamente afetados pelas alterações climáticas no mundo, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais durante a época chuvosa, que decorre entre outubro e abril.

O período chuvoso de 2018/2019 foi dos mais severos de que há memória em Moçambique: 714 pessoas morreram, incluindo 648 vítimas dos ciclones Idai e Kenneth, dois dos maiores de sempre a atingir o país.

Já no primeiro trimestre de 2023, as chuvas intensas e a passagem do ciclone Freddy provocaram 306 mortos, afetaram mais de 1,3 milhões de pessoas, destruíram 236 mil casas e 3.200 salas de aula, segundo dados oficiais do Governo.

Banco de Moçambique reduz taxa de juro pela quinta vez consecutiva

Moçambique consolida-se como um caso à parte no cenário africano, onde muitos países lidam com pressões fiscais e monetárias mais severas, optando por políticas monetárias mais restritivas, como é o caso de Angola, que está com uma taxa de referência de 19,5%.

O Banco de Moçambique anunciou, nesta segunda-feira (30), a redução da sua taxa de juro de referência, conhecida como taxa MIMO, de 14,25% para 13,50%. Esta decisão, comunicada pelo governador Rogério Zandamela, representa o quinto corte consecutivo da taxa de juro ao longo de 2024, demonstrando um compromisso contínuo com a flexibilização da política monetária daquele país.

A trajectória do Banco de Moçambique contrasta fortemente com a maioria dos bancos centrais africanos, que têm adotado políticas de aperto monetário em resposta a pressões inflacionistas globais e à volatilidade dos mercados.

A decisão de prosseguir com uma política monetária expansionista é sustentada pela avaliação de que a inflação se encontra controlada dentro das metas estabelecidas, o que permite maior margem de manobra para impulsionar o crescimento económico sem comprometer a estabilidade macroeconómica. Desta forma, Moçambique consolida-se como um caso à parte no cenário africano, onde muitos países lidam com pressões fiscais e monetárias mais severas, optando por políticas monetárias mais restritivas, como é o caso de Angola, que está com uma taxa de referência de 19,5%.

A inflação em Moçambique tem respondido positivamente aos cortes sucessivos na taxa de juro, a taxa de inflação actual é de 2,75%, representando uma queda de 1,44 (p.p.) desde o primeiro mês do ano, e com uma inflação acumulada de apenas 1,05% entre Janeiro e Agosto de 2024. Este resultado destaca-se no cenário regional, onde muitos países enfrentam pressões inflacionistas mais severas.

O Banco Central de Moçambique distingue-se, em 2024, como a única autoridade monetária em África a implementar sucessivos cortes na taxa de juro de referência, realizando cinco reduções consecutivas ao longo do ano. Partindo de uma taxa de 17,25% em Novembro de 2023, a taxa MIMO foi gradualmente reduzida até atingir 13,5% em Setembro de 2024, totalizando uma diminuição de 3,75 (p.p.).

O Fundo Monetário Internacional (FMI) tem reconhecido os esforços do Banco Central de Moçambique, sugerindo que há espaço para uma flexibilização adicional da política monetária, considerando as expectativas de inflação bem ancoradas e a consolidação fiscal em curso.

Este conjunto de medidas e reconhecimentos posiciona Moçambique como um exemplo em África no que diz respeito à gestão proactiva da política monetária para estímulo económico, ao mesmo tempo que mantém a estabilidade de preços.

O comunicado do Comité de Política Monetária faz referência que as reservas internacionais se mantêm em níveis confortáveis, sendo suficiente para cobrir mais de cinco meses de importações de bens e serviços.

BAD já aprovou mais de 130 projectos para Moçambique, no valor de cerca de 3,8 mil milhões de dólares

A comemoração reuniu funcionários do governo, parceiros de desenvolvimento e as principais partes interessadas para refletir sobre o percurso do Banco e a sua contribuição para o crescimento desta nação da África Austral.

O Escritório Nacional do Banco Africano de Desenvolvimento (www.AfDB.org) em Moçambique realizou uma cerimónia especial na segunda-feira para celebrar o 60º aniversário da instituição em Maputo, apresentando décadas de parceria e impacto no desenvolvimento em toda a África.

A comemoração, sob o tema “60 Anos a Fazer a Diferença”, reuniu funcionários do governo, parceiros de desenvolvimento e as principais partes interessadas para refletir sobre o percurso do Banco e a sua contribuição para o crescimento desta nação da África Austral.

No seu discurso de abertura, o Primeiro-Ministro e Ministro da Economia e Finanças de Moçambique, Adriano Maleiane, que também é o Governador do Banco para Moçambique, saudou o Banco como um parceiro crucial na transformação do país.

“O Banco Africano de Desenvolvimento continua a ser um parceiro essencial na promoção de mudanças transformadoras e na promoção do desenvolvimento sustentável em todo o continente”, disse ele. “Estou confiante que a nossa parceria continuará a fortalecer-se e que juntos alcançaremos a nossa visão partilhada de um Moçambique e África prósperos e sustentáveis”.

Mateus Magala, actual Ministro dos Transportes e Comunicações de Moçambique e antigo Vice-Presidente dos Serviços Corporativos e Recursos Humanos do Banco, partilhou as suas reflexões sobre o significado do marco dos 60 anos. “É uma grande honra estar aqui, como antigo funcionário do Banco, e viver este momento maravilhoso do 60º aniversário do Banco. Ao servir o Banco, encontrei um objetivo para além do lucro: uma causa e uma missão para elevar o continente africano”, afirmou.

O antigo vice-presidente do Banco acrescentou ainda: “Todos temos de nos empenhar em enfrentar os desafios de desenvolvimento de África e contribuir para um mundo melhor, erradicando a pobreza e promovendo o desenvolvimento económico. O Banco Africano de Desenvolvimento proporciona um caminho claro para o futuro, oferecendo uma plataforma para aqueles que procuram um objectivo, um rumo e uma missão coletiva. Juntos, podemos impulsionar a transformação de África”. Macmillan Anyanwu, representante interino do Banco em Moçambique, abriu a cerimónia, destacando o impacto transformador da instituição no país e a sua parceria duradoura com o governo.

“Ao celebrarmos seis décadas de realizações, não podemos perder de vista os desafios que temos pela frente”, disse Anyawu, citando questões como as alterações climáticas, os conflitos, a pobreza e as desigualdades, a instabilidade macroeconómica e o aumento da dívida. “Desejo reafirmar o compromisso do Banco em trabalhar ao lado do Governo de Moçambique e de outros parceiros de desenvolvimento para enfrentar estes desafios”, salientou.

O Banco tem estado activo em Moçambique desde 1977, e em 2006, estabeleceu uma representação permanente no país para aprofundar o seu envolvimento. Ao longo dos anos, o banco aprovou mais de 130 projetos para Moçambique, no valor de cerca de 3,8 mil milhões de dólares. A carteira de projectos em curso inclui projetos no valor de 1.3 mil milhões de dólares, centrados em setores críticos como a agricultura, energia, transportes, água e saneamento, serviços sociais, finanças e governação.

Governo reembolsou sete mil milhões de meticais do IVA às empresas

Este ano, o Governo já reembolsou mais de 7,3 mil milhões de meticais em Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) às empresas no primeiro semestre.

O reembolso ocorre no âmbito do exercício de horas dos compromissos do Estado com o sector privado.

A cifra representa uma melhora em comparação com igual período de 2023, altura em que foram reembolsados pouco mais de 6,6 mil milhões de meticais, segundo escreve o “Notícias.”

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Economia e Finanças (MEF).

Há já algum tempo que o sector privado tem estado a reclamar junto do Governo na morosidade no reembolso do IVA, exigindo a flexibilização dos procedimentos.

Aliás, em 2022, a CTA revelou que foram formulados 904 pedidos de reembolso, estimados em 25,6 mil milhões de meticais, dos quais foram autorizados 96 processos.

UBA consolida-se como banco focado no desenvolvimento económico africano

O United Bank for Africa (UBA) tem se destacado ao longo dos últimos anos como um dos principais motores do desenvolvimento económico no continente africano e não só.

Recentemente, UBA foi o único banco Moçambicano que participou na 79a Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova Iorque onde apresentou soluções sustentáveis para o desenvolvimento das economias africanas, numa reunião onde foi representado ao mais alto nível pelo seu Presidente do Conselho de Administração e Director Geral, Tony Elumelu e Oliver Alawuba respectivamente.

Os dirigentes da UBA partilharam a visão do banco de oferecer soluções financeiras acessíveis, investindo em iniciativas de educação financeira e programas de responsabilidade social corporativa que impactam positivamente as comunidades locais, para alem da constatação de que um dos maiores desafios que as economias africanas enfrentam é a falta de infraestrutura adequada.

O UBA tem desempenhado um papel crucial ao financiar projectos de infraestrutura que abrangem sectores como energia, transporte e telecomunicações. Essas iniciativas não apenas melhoram a qualidade de vida da população local, mas também criam as bases para o crescimento econômico a longo prazo.

Destaca-se igualmente, o compromisso do UBA com a diversidade e a inclusão, através da sua forte política de igualdade de gênero que promove activamente o empoderamento feminino, tanto dentro da sua estrutura organizacional quanto nas comunidades em que actua.

“Isso é particularmente relevante em um continente onde as mulheres enfrentam desafios significativos no acesso ao mercado de trabalho e ao empreendedorismo. Em conclusão, o United Bank for Africa é mais do que apenas um banco, é um agente transformador do desenvolvimento econômico africano”, cita o comunicado de UBA Moçambique partilhado hoje com a imprensa.

Reitera que, a sua contribuição para a infraestrutura, inovação e inclusão financeira tem um impacto duradouro nas economias locais e no bem-estar das populações. À medida que o UBA continua a expandir suas operações, o banco está ajudando a construir um futuro mais próspero e sustentável para o continente africano.

Com operações em mais de 20 países africanos e presença global em cidades como Londres, Paris, Nova York e Dubai, o UBA é um símbolo da crescente influência das instituições financeiras africanas no cenário internacional.

Desde a sua fundação, o UBA tem se empenhado em promover o desenvolvimento sustentável em todas as regiões onde actua. Seu compromisso com a inclusão financeira, o apoio a pequenas e médias empresas (PMEs) e o financiamento de grandes projetos de infraestrutura são exemplos concretos de como o banco está ajudar a transformar o continente.

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Rosa Muthewuye: “Sentimo-nos respeitados pelo mercado e pelo percurso que fizemos até agora”

Na edição desta semana do PROFILE, conversamos com a Rosa Muthewuye, Gestora de Operações da MMO Facilities, uma empresa especializada em serviços de gestão e aquisição de escritórios. A MMO Facilities oferece soluções personalizadas para empresas multinacionais, com foco no mercado da África Oriental. Actuando em diversas áreas, a empresa garante a funcionalidade dos activos de seus clientes por meio da integração eficiente de pessoas, locais, processos e tecnologia.

Subsidiária da MMO e afiliada à Maris Africa Investment Holding, a MMO Facilities aproveita sua vasta rede internacional de negócios e a expertise adquirida em toda a África para fornecer serviços de alta qualidade. Nesta entrevista, Rosa Muthewuye compartilha os planos de expansão da MMO Facilities e as estratégias que têm impulsionado seu crescimento no continente africano.

Profile Mozambique: Como surgiu a MMO e qual é o seu principal foco de actuação?

Rosa Muthewuye: Tenho 33 anos e sou Gestora de Operações na Mozambique Managed Offices (MMO) e na MMO Facilities, ambas empresas pertencentes ao Grupo Maris. A MMO foi fundada em 2012 como a primeira empresa moçambicana a oferecer um modelo inovador de negócio focado no arrendamento e gestão de escritórios, sendo pioneira nesse segmento em Moçambique.

Em 2018, surgiu uma nova oportunidade quando um de nossos clientes decidiu abrir seu próprio escritório e solicitou que a MMO assumisse a gestão desse espaço. Ao invés de gerir apenas o nosso próprio espaço físico, aceitamos o desafio de administrar o escritório do cliente directamente em suas instalações. Esse novo modelo de actuação nos inspirou, e em 2020, nossa Directora decidiu fundar a MMO Facilities, marcando o nascimento de um novo capítulo na nossa história.

PM: Como os serviços integrados oferecidos pela MMO Facilities ajudam as empresas a focarem em seu core business e quais são os principais benefícios percebidos pelos clientes?

RM: A MMO Facilities é uma empresa que visa facilitar a vida do cliente. Nós cuidamos de toda a gestão do escritório, incluindo serviços como limpeza, recepção e apoio administrativo. Ademais, oferecemos serviços de procurement, controle de pragas, manutenção e outras assistências gerais necessárias para o bom funcionamento do ambiente de trabalho.

Nosso objectivo é permitir que o cliente foque em seu core business, sem se preocupar com questões que possam tirar seu sono. Assumimos essas responsabilidades, pois somos especializados nessa área, o que torna tudo mais simples para nós.

Quanto aos nossos serviços, agregamos valor ao cuidar de todas as necessidades de organização do espaço do escritório. Por exemplo, se uma mesa ou computador quebra, há alguém que precisa organizar o reparo ou substituição. A MMO Facilities centraliza todos esses serviços em um só lugar. Desta forma, basta entrar em contacto connosco, e nós cuidamos de todo o processo.

PM: E o que é que diferencia tanto a MMO ou a MMO Facilities de outras soluções de escritórios, por exemplo?

RM: O que nos diferencia é nosso foco na qualidade, tanto na entrega para o cliente quanto na capacitação dos nossos colaboradores. Nossos profissionais são bem treinados, e isso se reflecte na excelência dos serviços prestados.

Embora a MMO Facilities esteja no mercado há cerca de 4 anos, a MMO como um todo já tem uma trajectória de 12 anos. Isso nos posiciona como uma empresa experiente, quase um adolescente no mercado. Vale salientar que, somos parte do grupo Maris, que tem presença global, o que nos permite trazer experiências internacionais para aprimorar nossos serviços.

PM: Nesse espaço de mais de 10 anos de actuação no mercado, como está a vossa quota de mercado hoje?

RM: Diria que a situação está estável, mas a questão da COVID-19 trouxe impactos negativos para todos os sectores. Acredito que o único sector que talvez não tenha sido afectado drasticamente foi a indústria alimentar e/ou farmacêutica. De forma geral, todos fomos atingidos, e nossa empresa não foi excepção.

Infelizmente, já estivemos em uma posição melhor, mas agora estamos a trabalhar para nos reerguer. Acreditamos que em breve alcançaremos novamente nosso auge. O segmento em que actuamos é marcado por avanços rápidos, especialmente no espaço tecnológico.

Contudo, sentimos que nosso percurso até agora nos rendeu respeito no mercado, e isso nos dá uma vantagem competitiva.

PM: Quais são os planos da MMO Facilities para expandir a sua actuação pelo país?

RM: Actualmente, temos bases em Maputo e Pemba. No momento, são essas duas, mas já recebemos propostas para expandir para outras províncias, o que estamos a considerar explorar. Sempre que surge uma oportunidade, procuramos aproveitá-la.

PM: Quais skills considera fundamentais para que uma mulher se destaque na liderança e no mercado corporativo, especialmente em um ambiente competitivo e em constante transformação?

RM: Acredito que, antes de tudo, a mulher precisa acreditar em si mesma. É essencial confiarmos em nossa própria capacidade. Felizmente, na MMO, que é a União Ecológica do Ser, damos grande prioridade ao empoderamento feminino. Actualmente, 75% da nossa equipa é composta por mulheres, e desde sempre valorizamos a ideia de que a mulher é capaz e pode alcançar o que deseja.

É fundamental que corramos atrás dos nossos objectivos, com foco, seriedade e profissionalismo. O compromisso em fazer bem feito deve estar sempre presente. Precisamos nos esforçar ao máximo, porque é possível alcançar nossos sonhos. Devemos estar sempre um passo à frente, prevenindo problemas antes que precisem ser remediados.

Inovar, estudar, aprender continuamente e olhar para o mundo ao redor são atitudes essenciais. É importante investir em nossa profissionalização. No fim, é isso que nos impulsiona.

Rosa Muthewuye: “We feel respected by the market and by the journey we have made so far”

In this week’s edition of PROFILE, we talk to Rosa Muthewuye, Operations Manager at MMO Facilities, a company specializing in office management and acquisition services. MMO Facilities offers customized solutions for multinational companies, with a focus on the East African market. Operating in several areas, the company guarantees the functionality of its clients’ assets through the efficient integration of people, locations, processes and technology.

A subsidiary of MMO and affiliated to Maris Africa Investment Holding, MMO Facilities takes advantage of its vast international business network and the expertise it has acquired throughout Africa to provide high-quality services. In this interview, Rosa Muthewuye shares MMO Facilities’ expansion plans and the strategies that have driven its growth on the African continent.

Profile Mozambique: How did MMO come about and what is your main focus?

Rosa Muthewuye: I’m 33 years old and I’m the Operations Manager at Mozambique Managed Offices (MMO) and MMO Facilities, both companies belonging to the Maris Group. MMO was founded in 2012 as the first Mozambican company to offer an innovative business model focused on office rental and management, pioneering this segment in Mozambique.

In 2018, a new opportunity arose when one of our clients decided to open its own office and asked MMO to take over the management of that space. Instead of just managing our own physical space, we accepted the challenge of managing the client’s office directly on their premises. This new operating model inspired us, and in 2020, our Director decided to found MMO Facilities, marking the birth of a new chapter in our history.

PM: How do the integrated services offered by MMO Facilities help companies focus on their core business and what are the main benefits perceived by clients?

RM: MMO Facilities is a company that aims to make life easier for clients. We take care of all the office management, including services such as cleaning, reception and administrative support. In addition, we offer procurement services, pest control, maintenance and other general assistance necessary for the smooth running of the work environment.

Our aim is to allow our clients to focus on their core business, without worrying about issues that might put them off. We take on these responsibilities because we specialize in this area, which makes everything simpler for us.

As for our services, we add value by taking care of all the organizational needs of the office space. For example, if a desk or computer breaks, someone has to organize the repair or replacement. MMO Facilities centralizes all these services in one place. This way, all you have to do is contact us and we’ll take care of the whole process.

PM: And what differentiates MMO or MMO Facilities from other office solutions, for example?

RM: What sets us apart is our focus on quality, both in the delivery to the client and in the training of our employees. Our professionals are well trained, and this is reflected in the excellence of the services provided.

Although MMO Facilities has been on the market for around 4 years, MMO as a whole has already been around for 12 years. This positions us as an experienced company, almost a teenager on the market. It’s worth noting that we are part of the Maris group, which has a global presence, allowing us to bring in international experience to improve our services.

PM: In the space of more than 10 years on the market, how is your market share today?

RM: I’d say the situation is stable, but the COVID-19 issue has had a negative impact on all sectors. I believe that the only sector that perhaps hasn’t been drastically affected is the food and/or pharmaceutical industry. In general, we have all been hit, and our company has been no exception.

Unfortunately, we were once in a better position, but we are now working to get back on our feet. We believe that we will soon reach our peak again. The segment in which we operate is marked by rapid advances, especially in the technology space.

However, we feel that our journey so far has earned us respect in the market, and this gives us a competitive edge.

PM: What plans does MMO Facilities have to expand its operations across the country?

RM: We currently have bases in Maputo and Pemba. At the moment, those are the two, but we have already received proposals to expand into other provinces, which we are considering exploring. Whenever an opportunity arises, we try to take it.

PM: What skills do you think are essential for a woman to stand out in leadership and in the corporate market, especially in a competitive and constantly changing environment?

RM: I believe that, first and foremost, women need to believe in themselves. It’s essential to have confidence in your own ability. Fortunately, at MMO, which is the Ecological Union of Being, we give high priority to female empowerment. Currently, 75% of our team is made up of women, and we have always valued the idea that women are capable and can achieve what they want.

It is essential that we pursue our goals with focus, seriousness and professionalism. The commitment to doing things well must always be present. We need to make every effort, because it is possible to achieve our dreams. We must always be one step ahead, preventing problems before they need to be remedied.

Innovating, studying, learning continuously and looking at the world around us are essential attitudes. It’s important to invest in our professionalization. In the end, that’s what drives us.