Saturday, June 6, 2026
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Access Bank lança Glossário de Finanças nas línguas mais faladas em Moçambique

Com o objectivo de fortalecer a inclusão financeira e promover a literacia financeira, o Access Bank Mozambique acaba de lançar um Glossário de Finanças, denominado, Mundo das Finanças, com os termos bancários mais usados no dia-a-dia, disponível em formato digital, no website do Banco.

Este projecto inovador, agrega valor ao facilitar o acesso a termos financeiros nasseis línguas maternas mais faladas em Moçambique, nomeadamente: Changana (Maputo); Emakhuwa (Nampula); Cindau (Sofala); Cinyungwa (Tete); Cithhswa (Inhambane); e Ciwutee (Manica).

O Glossário é um dicionário técnico destinado, neste caso, a esclarecer os termos bancários mais utilizados no dia-a-dia, apresentados de forma clara, simples e concisa. O documento foi cuidadosamente elaborado para ser acessível a todos, independentemente dos níveis de conhecimento que cada pessoa tenha sobre finanças e banca.

“Este glossário é uma ferramenta educativa que visa capacitar os nossos clientes com conhecimento financeiro sólido e acessível, permitindo-lhes tomar decisões informadas e conscientes”, considera Marco Abalroado, Administrador Delegado do Access Bank Mozambique. “Não se trata apenas de um recurso, é também uma ponte para a inclusão financeira. Ao estar traduzido para as principais línguas locais, garantimos que o conhecimento financeiro esteja ao alcance de todos, independentemente da sua origem ou nível de educação prévio”, sustentou o mesmo responsável.

Empresas activas em Moçambique cresceram 2,2% para quase 92 mil em 2023 – INE

O número de empresas em atividade em Moçambique em 2023 cresceu 2,2%, face ao ano anterior, para 91.752, mas 29,7% estavam localizadas em Maputo, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com um relatório do INE com dados da actividade empresarial, só a cidade de Maputo concentrava no final do ano passado 27.263 empresas e estabelecimentos activos, um crescimento de 3,9% face a 2022.

Contudo, a província que mais cresceu foi a de Niassa, no norte do país, que fechou 2023 com 2.984 empresas e estabelecimentos em actividade, um aumento de 6,5% no espaço de um ano. Ainda assim, trata-se da província com menor actividade empresarial no país.

Em 2023, o número de pessoas ao serviço nas empresas e respectivos estabelecimentos chegou a 902.154, em todo o país, um aumento igualmente de 2,2% no espaço de um ano, sendo que, desses, 346.632 correspondiam à cidade de Maputo, equivalente a 38,4% do total e um aumento homólogo de 1,9%, segundo o INE.

Por outro lado, Niassa era a província com menos trabalhadores ao serviço destas empresas, 22.513, apesar do crescimento de 1,9% face a 2022. Do total das empresas contabilizadas pelo estudo do INE, 211 (0,2%) eram públicas ou estatais, 1.217 (1,3%) sociedades anónimas e 29.115 (31,7%) sociedades por quotas.

O relatório do INE contou ainda 8.486 (9,2%) sociedades unipessoais, 52.580 (57,3%) empresários em nome individual e 52 (0,1%) cooperativas.

DStv anuncia direitos de transmissão das competições interclubes da CAF

A DStv adquiriu os direitos de transmissão de quatro (4) competições de futebol 2024/25 da Confederação Africana de Futebol (CAF). Trata-se da Liga dos Campeões CAF 2024/25 TotalEnergies, Taça da Confederação CAF 2024/25 TotalEnergies, Liga dos Campeões 2024 em feminino e Super Taça CAF 2025. Os telespectadores vão desfrutar de mais variedades futebolísticas nos canais SuperSport – o mundo dos campeões.

Os adeptos moçambicanos terão a oportunidade de ver os jogos em directo e exclusivo a Black Bulls, único clube representante de Moçambique na Taça CAF, através dos canais SuperSport na DStv. Além dos jogos da Black Bulls, os telespectadores terão ainda a oportunidade de assistir toda a acção dos gigantes sul-africanos: Mamelodi Sundowns e Orlando Pirates (Liga dos Campeões CAF TotalEnergies) e Mamelodi Sundowns em feminino (Liga dos Campeões Feminina).

Os jogos contam também com a presença do Al Ahly (Egipto), detentor do título da Liga dos Campeões, o Espérance Sportive de Tunis (Tunísia), o CR Belouizdad (Argélia), o Raja Casablanca (Marrocos) e o TP Mazembe (República Democrática do Congo), todos já qualificados para a fase de grupos da Liga dos Campeões CAF TotalEnergies.

“Temos o prazer de anunciar que chegámos ao acordo para transmitir as competições interclubes da CAF. A DStv orgulha-se de ser a maior empresa de radiodifusão desportiva do continente e o maior financiador do desporto em África. Esta é mais uma prova disso. Estamos empenhados em dar aos nossos apaixonados adeptos de futebol toda a acção futebolística desta época. Estamos expectantes em oferecer mais uma excelente temporada de acção futebolística nos canais SuperSport”, disse Agnelo Laice, Director Geral da MultiChoice Moçambique.

9ª Cimeira e Exposição Anual de Gás e Energia: Inovar o sistema energético através da capacitação técnica

De acordo com um relatório recente da McKinsey, prevê-se que a procura global de energia deverá aumentar substancialmente, podendo aumentar até 18% até 2050, em grande parte devido às economias emergentes, incluindo África, lê-se no comunicado enviado à Profile.

Apesar deste crescimento, o consumo de energia per capita nestas regiões deverá manter-se abaixo do dos mercados desenvolvidos, devido às actuais iniciativas de eficiência energética em curso. Ademais, os avanços tecnológicos, incluindo a IA e a expansão dos centros de dados, deverão desempenhar um papel importante na alimentação do aumento global da procura de energia.

Moçambique tem o maior potencial de produção de energia de todos os países da África Austral, com capacidade para gerar 187 GW de energia a partir de carvão, hidroelétrica, gás, solar, eólica e outras fontes renováveis, de acordo com o relatório Africa Energy Outlook Report 2024 da Deloitte.

Com aproximadamente 62% da população moçambicana a viver em zonas rurais, o programa nacional do Governo programa nacional do Governo “Energia para Todos” tem como objectivo alcançar o acesso universal e expandir os sistemas de produção de eletricidade até 2030.

Com numerosos megaprojectos de energia em várias fases de desenvolvimento, existe uma oportunidade e a responsabilidade de os sectores público e privado cooperarem para garantir que as inovações e tecnologias que estão a ser implantadas sejam um facilitador para a criação de empregos locais, desenvolvimento de capacidades técnicas e de conhecimentos, crescimento socio-económico e contribuam positivamente para a descarbonização e a transição sustentável.

Em linha com esta visão, a DMG Events e os seus parceiros ENH têm o prazer de anunciar que a nona Cimeira e Exposição Anual de Gás e Energia de Moçambique, que terá lugar de 19 a 21 de novembro de 2024, no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo, irá acolher um Seminário Técnico totalmente acreditado pelo CPD. Realizado sob o tema Capacidade Técnica: Inovar o Sistema Energético de Moçambique, o Seminário servirá como uma plataforma crucial para os participantes para os participantes se envolverem numa aprendizagem e desenvolvimento dedicados.

Através de sessões de ponta sobre as últimas inovações, resultados de pesquisas e melhores práticas da indústria que definem a transição energética, os participantes práticas da indústria que definem a transição energética, os participantes podem melhorar as suas capacidades práticas e capital intelectual, elevando o seu desempenho profissional quotidiano e fazendo progredir as suas carreiras.

Como um dos membros do Comité Directivo do Seminário Técnico e um perito técnico com mais de 15 anos de experiência, Celestino Maússe, Snr Manager – Gas Infrastructure at Sasol, afirma que o Seminário Técnico irá “alargar as perspectivas sobre o mix de energia disponível em Moçambique e na África Austral. Isto é crucial, especialmente tendo em conta a crescente procura de energia impulsionada pela digitalização da economia e o avanço da IA. Estes

Estes desenvolvimentos estão a aumentar significativamente a necessidade de energia, particularmente de energia limpa, que irá competir com as necessidades tradicionais da região. Será fascinante ver como o sector da energia responde a estas mudanças”.

O Seminário Técnico funcionará como um fluxo dedicado de aprendizagem e desenvolvimento, proporcionando aqueles que apresentarem um trabalho técnico com oportunidades de networking sem paralelo, liderança liderança que complementa os produtos, serviços e soluções que estão a ser exibidos, os últimos avanços da indústria e a oportunidade de ganhar pontos de desenvolvimento profissional para a sua carreira.

Paulo Chibanga, Vice-Presidente da Associação Industrial de Moçambique (AIMO) e membro do Comité Directivo do Seminário Técnico, descreve o Seminário Técnico deste ano como tendo “um impacto significativo na Cimeira de Gás e Energia de Moçambique uma plataforma para os especialistas partilharem os seus conhecimentos, experiências e os últimos e os últimos avanços na sua área. Mais importante ainda, a possibilidade de trabalhar em rede, trocar ideias e estabelecer contactos. Isto pode levar a colaborações, parcerias e até projectos inovadores. projectos inovadores”.

A tecnologia é fundamental para permitir que os projectos de energia moçambicanos sejam operacionalmente eficientes, ambientalmente sustentáveis e competitivos em termos de custos é a tecnologia que reside no seu cerne.

O Seminário Técnico será essencial para promover a troca de conhecimentos e competências necessárias para apoiar a transição energética e os objectivos de desenvolvimento do país.

Leia o comunicado em: https://www.mozambiqueenergysummit.com/media/pdcbicwp/mges-2024-technical-seminar-press-release

9th Annual Gas and Energy Summit and Exhibition: Innovating the energy system by building technical capacity

According to a recent McKinsey report, global energy demand is projected to rise substantially, potentially increasing by up to 18% by 2050, largely driven by emerging economies, including Africa. Despite this growth, per capita energy consumption in these regions is expected to stay below that of developed markets due to ongoing energy efficiency initiatives. Additionally, technological advancements, including AI and the expansion of data centres, are anticipated to play a major role in fuelling the global increase in energy demand.

Mozambique has the largest power generation potential of all Southern African countries, with the capacity to generate 187 GW of power from coal, hydro, gas, solar, wind, and other renewable sources, according to Deloitte’s Africa Energy Outlook Report 2024. With approximately 62% of Mozambique’s population living in rural areas, the Government’s national programme “Energy for All” aims to achieve universal access and expand power generation systems by 2030.

With numerous energy megaprojects at various phases of development, there is a timely opportunity and responsibility for the public and private sectors to cooperate to ensure that the innovations and technologies being deployed are an enabler for; local jobs creation, technical capacity and knowledge development, socioeconomic growth and a positive contributor to decarbonisation and sustainable transition.

In line with this vision, dmg events and its partners ENH are delighted to announce that the ninth annual Mozambique Gas & Energy Summit & Exhibition, taking place 19-21 November 2024 at the Joaquim Chissano International Conference Centre in Maputo, will host a fully CPD-accredited Technical Seminar. Held under the theme Technical Capacity: Innovating Mozambique’s Energy System, the Seminar will serve as a crucial platform to for attendees to engage in dedicated learning and development.

Through cutting-edge sessions on the latest innovations, research findings, and industry best practices defining the energy transition, attendees can enhance their practical capabilities and intellectual capital, elevating their day-to-day job performance and advancing careers.

As one of the Technical Seminar Steering Committee Members and a technical expert with over 15 years of experience, Celestino Maússe, Snr Manager – Gas Infrastructure at Sasol, states that the Technical Seminar will “broaden perspectives on the available energy mix in Mozambique and Southern Africa. This is crucial, especially given the rising demand for energy driven by the digitisation of the economy and the advancement of AI. These developments are significantly increasing the need for energy, particularly clean energy, which will compete with the traditional demands of the region. It will be fascinating to see how the energy sector responds to these changes.”

The Technical Seminar will run as a dedicated learning and development stream, providing those who submit a technical paper with unparalleled networking opportunities, thought leadership that compliments products services and solutions that are being exhibited, the latest industry advancements and the opportunity to earn professional development points for their career.

Paulo Chibanga, Vice President of Associação Industrial de Moçambique (AIMO) and a Member of the Technical Seminar Steering Committee, describes this year’s Technical Seminar as having “a significant impact on the Mozambique Gas & Energy Summit by providing a platform for experts to share their insights, experiences, and the latest advancements in their field. Most importantly, the possibility to network, exchange ideas, and build connections. This can lead to collaborations, partnerships, and even innovative projects.”

Critical to enabling Mozambican energy projects to be operationally efficient, environmentally sustainable, and cost-competitive is the technology that resides at its heart.

The Technical Seminar will be essential in fostering the exchange of knowledge and skills necessary to support the country’s energy transition and development goals.

 

 

Top 100 Bancos Africanos 2024: Standard Bank lidera representação moçambicana, seguido por Millennium bim e BCI

Top 100 African Banks 2024, da revista The Banker, incluiu três bancos moçambicanos. O mais bem posicionado é o Standard Bank Moçambique, que ocupa o 54.º lugar (perdeu quatro posições face ao ano passado). Seguem-se o Millennium bim (56.º, ascendeu cinco) e o Banco Comercial e de Investimentos (BCI) (63.º, subiu seis). Conheça as outras novidades do ranking do continente no qual os bancos sul-africanos dominam os três primeiros lugares e o Egipto é o país com mais presenças no top 100.

O Top 100 African Banks é publicado anualmente pela revista The Banker segundo o indicador Tier 1 Capital, que mede o grau de solvabilidade do sector bancário. Conforme este critério, o Standard Bank Moçambique (do grupo sul-africano Standard Bank) é o mais bem classificado do País, ocupando o 54.º lugar, embora perdendo quatro posições em relação à listagem do ano passado. Em sentido contrário, o Millennium bim ascendeu ao 56.º lugar (era 61.º) e o BCI também subiu para o 63.º lugar (era 69.º em 2023 e, no ano anterior, não fazia sequer parte desta listagem).

No ranking ordenado por activos, todos os bancos moçambicanos melhoraram, mas as posições inverteram-se. O BCI lidera com 3,3 mil milhões de dólares, sendo o 62.º maior de África (subiu quatro lugares). O segundo é o Millennium bim, com 3 mil milhões de dólares (está em 67.º, melhorou oito posições) e o terceiro é o Standard Bank com 2,5 mil milhões (82.º, um lugar acima).

No ranking por rentabilidade, as diferenças são mais ténues. O Millennium bim teve lucros antes de impostos de 160 milhões de dólares (acima dos 142 milhões registados no ano passado), o BCI lucrou 157 milhões (abaixo dos 172 milhões em 2023) e o Standard Bank também aumentou de 143 para 154 milhões de dólares este ano.

O topo da lista deste ano continua a ser dominado por três bancos sul-africanos: Standard Bank, FirstRand e Absa Group. A novidade é que o Afreximbank, do Egipto, destronou o Nedbank Group, da África do Sul, no quarto lugar. Seguem-se três bancos marroquinos (Attijariwafa Bank, Groupe Banques Populaire e Bank of Africa), um egípcio (CIB Egypt) e um sul-africano (Investec) que ascendeu ao top 10 por troca com o nigeriano Zenith Bank.

Angola passa a ter cinco bancos no Top 100 africano

Por países, o Egipto é o que tem mais bancos presentes (16) no Top 100 africano. Seguem-se o Quénia (11), a Nigéria e a Tunísia (ambas com nove) e Marrocos (oito). A África do Sul apresenta apenas sete, sinal da tendência de concentração do sector bancário patente neste país. Destaque também para Angola com cinco bancos no top 100. O BAI ocupa o invejável 30.º lugar do continente, o BFA está em 42.º, o BIC em 43.º, o Millennium Atlântico em 82.º e, por fim, o Banco Poupança e Crédito estreia-se no Top com a entrada para o 99.º lugar.

No ranking dos bancos africanos com melhor desempenho (os analistas da The Banker consideram diversos critérios tais como a rentabilidade, crescimento, liquidez, solvabilidade e qualidade dos activos), o mais bem classificado é o CIB (Commercial International Bank) do Egipto, seguido do GTBank (Guaranty Trust Bank), do Gana, e do United Bank for Africa, da Nigéria, um país que, tal como a África do Sul, foi penalizado pela desvalorização da moeda.

INCM emite licença de Operador Postal Universal à CORRE

O regulador moçambicano das comunicações, o INCM, anunciou esta segunda-feira que emitiu a Licença de Operador Postal Universal à Correios Expresso de Moçambique (CORRE), preenchendo um vazio que existia desde 2021.

“A atribuição desta licença resulta da necessidade de preencher o vazio legal resultante do encerramento, em 2021, da empresa pública Correios de Moçambique, que prestava o Serviço Postal Universal (SPU) em todo o território nacional, priorizando localidades economicamente inviáveis”, lê-se no comunicado do Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM).

Acrescenta que a licença foi emitida à CORRE na segunda-feira, uma vez que esta “entidade foi nomeada pelo Governo” para prestar o Serviço Postal Universal (SPU).

“O SPU compreende a prestação de serviços postais com qualidade especificada, prestados em todos os pontos do território nacional pelo operador de serviços postais, visando a satisfação das necessidades de comunicação da população e das entidades públicas e privadas, no desenvolvimento das actividades económicas e sociais”, explica o comunicado do INCM.

Na prestação do Serviço Postal Universal, recorda o regulador, deve ser assegurado um serviço postal satisfatório a “preços acessíveis a todos os utilizadores”, a “satisfação de padrões de qualidade adequados, nomeadamente no que respeita a prazos de entrega, densidade de pontos de acesso, regularidade e fiabilidade do serviço” e “em condições de igualdade e não discriminação”.

A Lusa noticiou anteriormente que o Governo moçambicano tinha nomeado a CORRE como prestadora do Serviço Postal Universal no país.

Em maio de 2021, o Governo moçambicano aprovou um decreto que extinguiu a empresa pública Correios de Moçambique, com vista a reestruturar o deficitário sector empresarial do Estado.

Os serviços prestados pelos Correios de Moçambique, anunciou na altura o Governo, passariam gradualmente a ser prestados pelo sector privado.

Num decrecto de 24 de maio, o Governo alterou também o Regulamento de Licenciamento dos Serviços Postais, passando a referir que o Operador Designado “é o operador público ou privado”, designado “para a prestação dos serviços postais reservados e do serviço postal universal”.

Ambas as decisões entraram em vigor de imediato, de acordo com documentos consultados pela Lusa.

No seu site oficial, a CORRE refere que os seus acionistas são os Correios de Portugal e a Empresa Nacional de Correios de Moçambique.

Banco Central indica inspectores residentes para o BCI e Standard Bank

O Banco de Moçambique indicou esta segunda-feira (14 de Outubro) dois inspectores residentes para o Banco Comercial e de Investimentos (BCI) e Standard Bank, com o objectivo de garantir um acompanhamento contínuo, objectivo e imparcial das actividades daquelas instituições de crédito, preservando os interesses dos clientes e assegurando a estabilidade do sistema financeiro.

Trata-se de Adelina José Chilaúle, quadro sénior do Banco Central, para desempenhar as funções de inspectora residente no BCI e Cláudio Júlio Mangue, também quadro sénior do Banco de Moçambique para desempenhar as funções de inspector residente no Standard Bank.

Numa nota de imprensa enviada à “Carta”, o Banco Central explica que “os novos inspectores residentes darão continuidade à abordagem de supervisão baseada no risco e participarão em reuniões relevantes dos órgãos colegiais dos bancos supracitados”. O Banco de Moçambique reafirma que, apesar desta acção de supervisão, o BCI e o Standard Bank, S.A. permanecem sólidos e estáveis. (Profile)

Moçambique lidera o ranking mundial de maiores projectos e reservas de grafite

Moçambique possui enormes reserva de recursos minerais, entre eles o grafite. O produto em bruto é a promessa do futuro do sector energético, principalmente, no sector automóvel.

Dados da plataforma Minning Intelligence referem que Moçambique lidera a lista dos 10 maiores projectos de exploração e reservas de grafite no mundo, com dois projectos.

Trata-se do projecto Nicanda Hills, liderado pela Triton Minerals, na primeira posição, e o da Tirupati Graphite’s, ambos do distrito de Balama, na província de Cabo Delgado.

Balama North/Nicanda Hill

Estado de desenvolvimento: Parado em viabilidade

O projecto Balama/Nicanda Hill da Triton Minerals em Moçambique ocupa o primeiro lugar com 41,7 milhões de toneladas (mt) de grafite contido. Situa-se na região de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, a mesma província da mina Balama da Syrah Resources, a qual é a maior instalação de produção de grafite do mundo. O projecto está actualmente suspenso. A província de Cabo Delgado tem sido palco de conflitos armados devido à insurgência islâmica.

Balama Central

Estado de desenvolvimento: Autorização

O projecto Balama Central, da Tirupati Graphite em Moçambique, tem 2.732 mt, no nono lugar. A grafite em flocos de Balama Central é de qualidade fina e é utilizada como matéria-prima para o mercado de ânodos de grafite.

Outros projectos

  • Sarytogan

Estado de desenvolvimento: Pré-viabilidade

Em segundo lugar está o projecto emblemático da Sarytogan Graphite Limited com 36,3 mt de grafite contida na província de Karaganda no Cazaquistão Central, que está a progredir através de um estudo de pré-viabilidade.

  • Lac Gueret

Estado de desenvolvimento: Avaliação Económica Preliminar

O projecto Lac Gueret da Mason Recources, no nordeste do Quebeque, está em terceiro lugar com 11,3 milhões de toneladas de grafite contida. A Mason divulgou uma avaliação económica preliminar em Janeiro e celebrou um acordo de opção e joint venture com a Nouveau Monde Graphite para colaborar no avanço do projecto.

  • Mahenge

Estado de desenvolvimento: Autorização

Em quarto lugar está o projecto Mahenge da Blackrock Mining na Tanzânia com 9,3 mt de grafite contida.

O projecto Mahenge está distribuído por 324 quilómetros quadrados de terrenos de exploração no distrito de Ulanga, na Tanzânia, a cerca de 250 km a norte da fronteira com Moçambique.

  • Siviour

Estado de desenvolvimento: Autorização

O projecto Siviour, propriedade da Renascor Resources, está em quinto lugar com 5,2 mt de grafite contida. O projecto de grafite de Siviour está localizado a 15 quilómetros de Arno Bay, na Península de Eyre, na Austrália do Sul.

  • Epanko

Estado de desenvolvimento: Autorização

O projecto de grafite Epanko, na Tanzânia, ocupa o sexto lugar com 4,8 mt de grafite contida. A proprietária Ecograf Ltd assinou em Abril um acordo-quadro com o Governo da Tanzânia para o projecto Epanko, que proporcionará diversidade de fornecimento e opções de aumento de escala.

  • La Loutre

Estado de desenvolvimento: Pré-viabilidade

O projecto La Loutre da Lomiko Metals no Quebec está em sétimo lugar com 2,9 mt de grafite contida. A oferta mais concentrada de projectos de grafite em flocos naturais encontra-se na província geológica de Grenville, no Quebeque – e o projecto La Loutre da Lomiko está no centro.

  • Malingunde

Estado de desenvolvimento: Pré-viabilidade

O projecto Malingunde da NGX Limited no Malawi está em oitavo lugar com 2,733 mt de grafite contida.

  • Bunyu

Estado de desenvolvimento: Viabilidade

Completando a lista está o projecto Bunyu da Volt Resources na Tanzânia com 2,3 mt de grafite contida. O projecto fica a 140 km do porto de águas profundas de Mtwara, no país da África Oriental. (Fonte: Mining)

Empresas petrolíferas enfrentam problemas financeiros na importação de combustível

Algumas empresas petrolíferas de Moçambique não têm conseguido importar combustível nos últimos meses por falta de dinheiro, segundo o Director Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis, Moisés Paulino, citado pela edição de quinta-feira do jornal independente “Carta de Moçambique”.

De acordo com Paulino, “estas empresas estão a criar um embaraço no processo de importação de combustíveis para o país levado a cabo pelo Importador Moçambicano de Produtos Petrolíferos (IMOPETRO). Para evitar qualquer possibilidade de ficar sem combustível, o governo já está a tomar medidas para tornar o negócio seguro”.

Paulino explicou que, devido à sua incapacidade financeira, alguns importadores estão a acumular grandes dívidas ao fornecedor internacional contratado pela IMOPETRO para importar combustível em nome de todas as empresas afiliadas.

“As mesmas empresas estão também a acumular dívidas ao governo em termos de impostos, à empresa pública de portos e caminhos-de-ferro, CFM, e à organização que gere os terminais oceânicos onde o combustível é descarregado. Devido à sua incapacidade de honrar compromissos financeiros, algumas empresas petrolíferas têm combustíveis líquidos retidos em armazéns”, afirmou.

Paulino reconheceu que a dívida do Estado para com as companhias petrolíferas contribuiu para os problemas, mas afirmou que a situação está agora a ser controlada. No âmbito do Fundo de Estabilização, “o governo já pagou metade da dívida, que ascendia a 300 milhões de dólares, e não 450 milhões como a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) disse em março passado. Isto significa que, neste momento, a dívida do Estado para com as empresas é de 150 milhões”.

Admitiu ainda que a decisão do Banco de Moçambique de não contribuir para a fatura de importação de combustíveis, deixando tudo para os bancos comerciais, contribuiu para a incapacidade financeira das petrolíferas.

“O Banco de Moçambique fez a sua análise e chegou à conclusão de que não era seu papel contribuir para a fatura de importação de combustíveis, pelo que deixou de o fazer”, disse.

“Como resultado da incapacidade financeira de algumas empresas petrolíferas em honrar os seus compromissos, os fornecedores internacionais já consideram o mercado moçambicano inseguro”, acrescentou Paulino. “Houve uma altura em que os concursos de importação de combustíveis em Moçambique eram atractivos para os fornecedores. Nessa altura, concorriam pelo menos 10 empresas internacionais, mas recentemente o número de concorrentes diminuiu consideravelmente”.

Por isso, disse, há necessidade de rever os documentos contratuais, que contêm as directrizes e referências que devem ser respeitadas durante a execução do serviço prestado, neste caso, a importação de combustíveis líquidos e distribuição entre os quatro terminais oceânicos localizados ao longo da costa moçambicana.

Por sua vez, o Director Geral do IMOPETRO, João Macanja, confirmou, sem entrar em detalhes, que algumas cláusulas do caderno de encargos estão de facto a ser revistas, o que está a atrasar a abertura das propostas do último concurso público internacional, lançado a 4 de agosto.

Entretanto, a Direcção Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis, o IMOPETRO e a Associação Moçambicana de Empresas de Combustíveis (AMEPETROL) garantiram que o atraso na contratação de um novo fornecedor de combustíveis não causará falta de combustível, uma vez que o país está devidamente abastecido.