Saturday, June 6, 2026
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Oil companies face financial problems in importing fuel

Some oil companies in Mozambique have been unable to import fuel in recent months due to their lack of money, according to the National Director of Hydrocarbons and Fuels, Moisés Paulino, cited by Thursday’s issue of the independent newssheet “Carta de Moçambique.”

According to Paulino, “these companies are creating an embarrassment in the process of importing fuel into the country carried out by the Mozambican Importer of Petroleum Products (IMOPETRO). To avoid any possibility of running out of fuel, the government is already taking measures to make the business safe.”

Paulino explained that, due to their financial incapacity, some importers are accumulating large debts to the international supplier hired by IMOPETRO to import fuel on behalf of all the affiliated companies.

“The same companies are also running up debts to the government in terms of taxes, to the publicly-owned ports and rail company, CFM, and to the organisation that manages the ocean terminals where the fuel is unloaded. Due to their inability to honour financial commitments, some oil companies have liquid fuels held back in warehouses”, he said.

Paulino acknowledged that the state’s debt to the oil companies has contributed to the problems, but he claimed it is now being brought under control. Under the Stabilisation Fund, “the government has already paid half of the debt, which amounted to 300 million dollars, and not 450 million as the Confederation of Mozambican Economic Associations (CTA) said last March. This means that at the moment the state’s debt to the companies is 150 million.”

He also admitted that the Bank of Mozambique’s decision not to contribute to the fuel import bill, leaving everything to the commercial banks, contributed to the oil companies’ financial incapacity.

“The Bank of Mozambique made its analysis and came to the conclusion that it was not its role to contribute to the fuel import bill, so it stopped doing so”, he said.

“As a result of the financial inability of some oil companies to honour their commitments, international suppliers already consider the Mozambican market to be unsafe”, Paulino added. “There was a time when fuel import tenders in Mozambique were attractive to suppliers. At least 10 international companies competed at that time, but recently the number of competitors has dropped considerably”.

Therefore, he said, there is a need to review the contract documents, which contain the guidelines and references that must be respected during the execution of the service provided, in this case, the import of liquid fuels and distribution among the four ocean terminals located along the Mozambican coast.

For his part, the General Director of IMOPETRO, João Macanja, confirmed, without going into detail, that some clauses of the tender specifications are in fact being revised, which is delaying the opening of bids for the latest international public tender, launched on 4 August.

In the meantime, the National Directorate of Hydrocarbons and Fuels, IMOPETRO and the Mozambican Association of Fuel Companies (AMEPETROL) have guaranteed that the delay in contracting a new fuel supplier will not cause a fuel shortage, as the country is adequately supplied.

A Eni atrai interesse de financiamento para a próxima fábrica flutuante de GNL

A Eni SpA recebeu interesse mais do que suficiente para o seu próximo projecto de gás natural liquefeito flutuante em Moçambique, mesmo quando os credores internacionais enfrentam uma pressão crescente para reduzir a exposição aos combustíveis fósseis.

Luca Vignati, director do negócio upstream da Eni, disse numa entrevista que a fábrica custará aproximadamente o mesmo que o seu projecto Coral Sul, de 7 mil milhões de dólares, inaugurado em 2022. As decisões de investimento para a nova fábrica poderiam ser tomadas já neste trimestre, disse ele.

Enquanto os projectos petrolíferos enfrentam desafios crescentes para encontrar financiamento à medida que o mundo avança para a descarbonização, o gás é um combustível de queima mais limpa e visto como parte da transição energética. Os potenciais financiadores de Coral North incluem o Banco de Exportação-Importação dos EUA, que listou o projecto como pendente no seu site.

“O financiamento de instituições internacionais e dos primeiros investidores é superior ao que precisávamos”, disse Vignati esta semana na Cidade do Cabo. A produção fiável de Coral South desde o seu início significa que os bancos que estão a considerar a fábrica de Coral North “vêem algo que está a funcionar”.

O novo navio será idêntico ao seu irmão, mas a Eni conseguirá extrair mais 5% de GNL, disse Vignati. Isso elevaria a produção para 3,6 milhões de toneladas de GNL por ano.

Está localizado na concessão nacional da Área 4. Os parceiros incluem a Exxon Mobil Corp, a China National Petroleum Corp, a Abu Dhabi National Oil Co, a Korea Gas Corp e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos E.P., produtora estatal de Moçambique.

A aprovação pelo governo poderá ser finalizada nas próximas semanas, disse Vignati. Para acelerar o cronograma, a Eni reservou espaço num estaleiro de construção naval e já foram encomendados itens de longo prazo, disse ele.

Embora os projetos da Eni tenham atraído muito interesse, os financiadores da instalação onshore de US $ 20 bilhões da TotalEnergies SE no país – suspensa em 2021 por causa de uma violenta insurgência – ainda precisam reafirmar os compromissos. A empresa está concentrada no desenvolvimento do projecto assim que a situação de segurança estiver resolvida, disse o director executivo Patrick Pouyanne numa apresentação aos investidores este mês.

FONTE: Bloomberg – https://www.bnnbloomberg.ca/investing/2024/10/11/eni-attracts-funding-interest-for-next-floating-lng-plant/

Eni Attracts Funding Interest for Next Floating LNG Plant

Eni SpA has received more than enough interest for its next floating liquefied natural gas project in Mozambique, even as international lenders face growing pressure to reduce exposure to fossil fuels.

Luca Vignati, director of Eni’s upstream business, said in an interview that the plant will cost about the same as its $7 billion Coral South project, inaugurated in 2022. Investment decisions for the new plant could be in place as soon as this quarter, he said.

While oil projects are facing growing challenges to find financing as the world moves toward decarbonization, gas is a cleaner burning fuel and seen as part of the energy transition. Potential lenders of Coral North include the US Export-Import Bank, which has listed the project as pending on its website.

“Financing from international institutions and first investors are there for more than what we needed,” Vignati said this week in Cape Town. Coral South’s reliable output since its start means that banks considering the Coral North plant “see something that is running.”

The new vessel will be identical to its sibling, but Eni will be able to squeeze 5% more LNG from it, Vignati said. That would take production to 3.6 million tons of LNG per year.

It is located in the nation’s Area 4 concession. Partners include Exxon Mobil Corp., China National Petroleum Corp., Abu Dhabi National Oil Co , Korea Gas Corp. and Mozambique state producer Empresa Nacional de Hidrocarbonetos E.P.

Approval by the government could be finalized in a the coming weeks, Vignati said. To speed up the time line, Eni has booked space in a shipbuilding yard and long-lead items have already been ordered, he said.

While Eni’s projects has attracted plenty of interest, funders of TotalEnergies SE’s $20 billion onshore facility in the nation — put on hold in 2021 because of a violent insurgency — still need to reaffirm commitments. The firm is focused on developing the project once the security situation is resolved, Chief Executive Officer Patrick Pouyanne said at an investor presentation this month.

Moçambique coloca 82 ME em Obrigações do Tesouro via bolsa

Moçambique colocou esta semana 5.727 milhões de meticais (82 milhões de euros) numa emissão bolsista interna de Obrigações do Tesouro com maturidade de cinco anos, indicam dados oficiais a que Lusa teve acesso.

De acordo com informação da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), esta operação concretizou-se na segunda-feira e as propostas apresentadas pelos Operadores Especializados em Obrigações do Tesouro indicam que a relação procura e oferta foi de 89,54%, “tendo sido atribuído o total da procura”.

Esta emissão de obrigações do tesouro, a 11.ª série de 2024, de subscrição direta dos Operadores Especializados, autorizava a colocação de até 6.396 milhões de meticais (91,6 milhões de euros), com uma taxa de juro nominal fixa de 14,70%.

O documento explica ainda que esta emissão enquadra-se na troca da 10.ª emissão de Obrigações do Tesouro de 2020. O Banco de Moçambique reconheceu este mês uma pressão elevada provocada pelo endividamento interno do Estado, que já cresceu 90,3 mil milhões de meticais (1.269 milhões de euros) em 2024.

“A pressão sobre o endividamento público interno mantém-se elevada. O endividamento público interno, excluindo os contratos de mútuo e de locação e as responsabilidades em mora, situa-se em 402,7 mil milhões de meticais” (5.659 milhões de euros), referiu a informação divulgada após a reunião ordinária do Comité de Política Monetária (CPMO), de 30 de setembro.

Na mesma informação do CPMO, órgão que se reúne a cada dois meses, é sublinhado que o atual nível do endividamento interno “representa um aumento de 90,3 mil milhões de meticais em relação a dezembro de 2023”.

A dívida pública interna emitida por Moçambique tinha atingido em maio 364.251 milhões de meticais (5.117 milhões de euros), após crescer o equivalente a mais 730 milhões de euros em cinco meses de 2024, segundo dados anteriores do banco central.

Em abril, o relatório da dívida pública de 2023 do Ministério da Economia e Finanças moçambicano alertou para o ritmo de crescimento do endividamento interno, que, a manter-se, ameaça o processo de reversão da sua insustentabilidade

À medida que as taxas de juro de Bilhetes do Tesouro (BT, maturidades curtas) e Operações do Tesouro (OT, maturidades mais longas) “têm aumentado, o custo do financiamento interno vem impulsionando um contínuo ajustamento em alta da taxa de juro média ponderada da carteira de empréstimos do Governo”.

A taxa passou de “5% em 2021 para 5,8% em 2022 e agora 6,5% em 2023, perfazendo em dois anos um aumento cumulativo de 150 pontos base”, refere-se no relatório, no qual se alerta igualmente que o “risco de refinanciamento, traduzido na crescente concentração de vencimentos” da dívida pública “no horizonte de curto prazo, representa a maior vulnerabilidade”.

A dívida interna acumulada até 31 de dezembro de 2023 ascendia ao equivalente a 4.911,3 milhões de dólares (4.616 milhões de euros). O peso das emissões de BT no ‘stock’ total passaram de 4%, em 2019, para 9%, em 2023, enquanto o das OT duplicou, para 16%, no mesmo período. (Lusa)

Mozambique places 82 ME in Treasury Bonds via the stock exchange

This week Mozambique placed 5,727 million meticais (82 million euros) in an internal stock market issue of Treasury Bonds with a maturity of five years, according to official data to which Lusa had access.

According to information from the Mozambique Stock Exchange (BVM), this operation took place on Monday and the bids submitted by the Specialized Treasury Bond Operators indicate that the demand and supply ratio was 89.54%, “having been allocated the total demand”.

This treasury bond issue, the 11th series of 2024, for direct subscription by the Specialized Operators, authorized the placement of up to 6,396 million meticais (91.6 million euros), with a fixed nominal interest rate of 14.70%.

The document also explains that this issue is part of the exchange of the 10th Treasury Bond issue of 2020. This month, the Bank of Mozambique acknowledged the high pressure caused by the state’s internal indebtedness, which has already grown by 90.3 billion meticais (1,269 million euros) in 2024.

“The pressure on domestic public debt remains high. Domestic public indebtedness, excluding loan and lease contracts and overdue liabilities, stands at 402.7 billion meticais” (5,659 million euros), said the information released after the regular meeting of the Monetary Policy Committee (CPMO) on September 30.

In the same information from the CPMO, a body that meets every two months, it is noted that the current level of domestic debt “represents an increase of 90.3 billion meticais compared to December 2023”.

The domestic public debt issued by Mozambique had reached 364,251 million meticais (5,117 million euros) in May, after growing by the equivalent of another 730 million euros in five months of 2024, according to previous data from the central bank.

In April, the Mozambican Ministry of Economy and Finance’s 2023 public debt report warned of the pace of growth in domestic debt, which, if it continues, threatens the process of reversing its unsustainability

As interest rates on Treasury Bills (BT, short maturities) and Treasury Operations (OT, longer maturities) “have risen, the cost of domestic financing has been driving a continuous upward adjustment of the weighted average interest rate on the government’s loan portfolio”.

The rate went from “5% in 2021 to 5.8% in 2022 and now 6.5% in 2023, amounting to a cumulative increase of 150 basis points in two years”, says the report, which also warns that the “refinancing risk, reflected in the growing concentration of maturities” of public debt “in the short term horizon, represents the greatest vulnerability”.

The accumulated domestic debt by December 31, 2023 amounted to the equivalent of 4,911.3 million dollars (4,616 million euros). The weight of BT issues in the total stock rose from 4% in 2019 to 9% in 2023, while that of OT doubled to 16% in the same period. (Lusa)

Moçambique fora da lista dos países com boa governança digital

Moçambique está fora da lista global dos 100 países com boa governação electrónica, que conta com apenas cinco países africanos presentes no ‘ranking’. Trata-se de uma classificação que avalia a capacidade dos governos para adoptarem tecnologias de informação e comunicação com vista à melhoria dos serviços públicos, realizada pelo Departamento de Assuntos Económicos e Sociais do Secretariado-Geral da ONU.

O relatório destaca avanços significativos em governação digital, impulsionados por investimentos em infra-estruturas resilientes e tecnologias de ponta, como a inteligência artificial e a computação em nuvem.

No berço da humanidade (África), a vizinha África do Sul aparece como líder, ocupando o 40.º lugar da lista global. Além deste, mais quatro países africanos integram o “top 100” mundial: Ilhas Maurícias, na 76.ª posição, Tunísia (87.ª), Marrocos (90.º) e Egipto, em 95.º lugar. Noutros cantos do mundo, entre os líderes estão os Estados Unidos nas Américas, Singapura na Ásia, Dinamarca na Europa e Austrália na Oceania.

Na sequência, entre os países mais bem classificados, encontram-se a Coreia do Sul, Islândia, Arábia Saudita, Reino Unido, Finlândia, Países Baixos, Emirados Árabes Unidos, Alemanha, Japão, Suécia, Noruega, Nova Zelândia, Espanha e Bahrein. Na lista, Moçambique ocupa a 177.ª posição, com Cabo Verde a liderar o “ranking” dos países africanos de expressão portuguesa, na 111.ª posição, seguido por São Tomé e Príncipe (154.ª), Angola (156.ª) e Guiné-Bissau (170.ª).

Portugal surge como “rei” na Comuunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), seguido de perto pelo Brasil, que ocupa a 50.ª posição. O estudo usa três pilares de avaliação: Capital humano, Infra-estrutura de telecomunicações (enquadramento institucional, prestação de serviços, fornecimento de conteúdos, tecnologia e participação electrónica) e Serviços online (fornecimento de conteúdos, tecnologia e governo electrónico).

A pesquisa foi elaborada pelo Departamento de Assuntos Económicos e Sociais da ONU ao longo de dois anos, avaliando como o governo digital pode facilitar políticas e serviços integrados dos 193 Estados-membros.

BdM: Novas tecnologias e modernização levaram a que a inclusão atingisse quase 100%

O Banco de Moçambique afirma que a introdução de novas tecnologias e a modernização das infra-estruturas de pagamento levaram a que os níveis de inclusão no país se aproximassem dos 100% nos últimos dois anos.

No seu mais recente relatório de Situação Económica e Perspectivas da Inflação, com informação até setembro, o banco central refere que, de dezembro de 2022 a junho de 2024, “a percentagem da população adulta com acesso a serviços financeiros digitais aumentou de 68,5% para 94,5%”.

De acordo com o Banco de Moçambique, este crescimento “resulta, entre outros aspetos, do início da interoperabilidade” entre as três instituições de moeda eletrónica (IME) que operam via telemóvel, bancos, microbancos e outros prestadores de serviços, através do sistema ‘SIMO rede’.

“Os níveis de inclusão financeira têm crescido significativamente devido à introdução de novas tecnologias e à modernização das infra-estruturas de pagamento”, explica o banco central.

Quase 95 em cada 100 adultos em Moçambique têm uma conta no IEM, mas apenas 30% têm conta bancária, segundo dados do banco central divulgados pela Lusa em agosto.

Estes 30,9 em cada 100 adultos têm conta num dos cerca de 15 bancos comerciais a operar no país, com maior predominância entre os homens (41,5) do que entre as mulheres (19,3).

No final de 2023, esta cobertura (30,9) era idêntica, enquanto em 2022 era de 30,6 e em 2021 de 30,4.

O mesmo relatório refere que, por cada 100 adultos moçambicanos, 94,5 têm uma conta com IEM, contra 93,2 no final de 2023, 68,5 em 2022 e 67,2 em 2021.

No final de junho, o número de contas do IME era superior ao número de homens (105,8 contas por cada cem homens), enquanto 81,8 mulheres por cada cem tinham uma conta.

O número de agentes do IEM em Moçambique, que actuam através dos operadores de telecomunicações móveis, aumentou mais 12,2% no primeiro semestre do ano, ultrapassando os 252.000, cobrindo todos os 154 distritos do país.

De acordo com dados oficiais, o número total de agentes do IEM em setembro do ano passado era de 203.240, número que cresceu para 224.704 no final de dezembro e para 252.144 no final de junho passado.

Todos os distritos do país têm atualmente agentes do IEM, desde a cidade de Maputo, no sul do país, com 36.795, até Larde, na província de Nampula, no norte, com 11. Em contrapartida, dos 154 distritos do país, 33 ainda não têm balcões de bancos tradicionais, contra 26 no final de 2023.

Moçambique conta atualmente com três IME, dos três operadores de telecomunicações móveis, que prestam serviços financeiros através dos telemóveis, incluindo transferências de dinheiro entre clientes ou pagamento de serviços.

Esta é uma solução que facilita e aumenta o acesso da população aos serviços financeiros, recorrendo apenas ao telemóvel e aos agentes do IME na rua.

Em 2023, os IMEs de Moçambique bateram o recorde de transferências, com mais de 400 milhões de transacções, segundo dados do banco central.

De acordo com a mesma fonte, as transferências do IME totalizaram 401.178.582 no ano passado, contra 338,5 milhões de transacções em todo o ano de 2022 e 324,1 milhões em 2021, movimentando mais de 340,2 mil milhões de meticais (4,86 mil milhões de euros).

Na proposta de orçamento para 2024, o Governo moçambicano prevê continuar as reformas da política fiscal para “aumentar o nível de arrecadação de receitas”, nomeadamente avançando com a “tributação das comissões dos agentes e instituições de moeda eletrónica”.

A carteira móvel mKesh, da operadora estatal Tmcel, foi, em 2012, a primeira a ser criada em Moçambique, seguindo-se a M-Pesa da Vodacom, em 2013, e a e-Mola da Movitel, no ano seguinte.

ARENE lança plataforma digital para modernizar a fiscalização no sector de energia em Moçambique

Programa "Energia para Todos" abrange pelo menos 55 postos administrativos

A Autoridade Reguladora de Energia (ARENE) deu um passo significativo em direcção à digitalização com a introdução de uma nova plataforma digital destinada a aprimorar a fiscalização no sector energético em Moçambique. Segundo um comunicado da instituição, essa ferramenta permitirá a gestão digital dos processos relacionados à supervisão, inspecção e sanção das empresas do sector, abrangendo todas as províncias do país.

Com a implementação dessa infra-estrutura digital, a ARENE visa garantir que as empresas reguladas cumpram rigorosamente os princípios e normas aplicáveis ao sector energético. A digitalização busca acelerar a desburocratização, assegurar respostas em tempo útil e promover a transparência nas operações.

A iniciativa foi formalmente apresentada durante a primeira edição da Reunião de Fiscalização, realizada em 27 de Setembro, em Maputo. O evento contou com a participação de representantes do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, da Direção Nacional de Energia e dos Serviços Provinciais de Infra-estrutura. Durante a reunião, os participantes puderam se familiarizar com a nova plataforma e alinhar os procedimentos de fiscalização com base na ferramenta.

Esse avanço tecnológico faz parte de uma estratégia mais ampla da ARENE para modernizar sua actuação regulatória e enfrentar os desafios das políticas governamentais no sector energético.

ExxonMobil concede à Chart IPSMR acordo de fornecimento de tecnologia para o projecto Rovuma LNG

Jill Evanko, CEO e presidente da Chart Industries, disse: “Estamos entusiasmados com a parceria com a ExxonMobil para a utilização de nossa tecnologia IPSMR® e equipamentos associados para seu projeto Rovuma LNG em Moçambique.”

A Chart lançou sua tecnologia de processo IPSMR®+ em abril de 2019, com base no processo IMPSMR®. O IPSMR®+ da Chart oferece economia de projeto ao produzir mais GNL e, ao mesmo tempo, reduzir o custo de capital da planta.

O IPSMR® foi adotado por EPCs, desenvolvedores de projectos e validado por empresas petrolíferas nacionais e internacionais.

A MRV é uma joint venture incorporada de propriedade da ExxonMobil, Eni e CNPC, e detém uma participação de 70% na Área 4. Os participantes restantes da Área 4 são ENH (10%), KOGAS (10%) e Galp (10%).

Conferência sobre gases industriais do MENA

Em 2024, a região do Oriente Médio e Norte da África abrigará um clima invejável em recursos renováveis ​​e investimentos e uma visão ousada em descarbonização, energia verde e cadeias de valor industriais.

Da Arábia Saudita ao Catar, dos Emirados Árabes Unidos a Omã, e da Mauritânia ao Marrocos, há ecossistemas promissores de gás e energia em formação. Vision 2030 é o mantra, e liderança global, a meta.

Mas como uma visão para 2030 pode se traduzir em uma visão para o crescimento de equipamentos e gás industrial?

Junte-se ao mundo do gás em novembro de 2024 quando sua Conferência de Gases Industriais MENA 2024 retornar a Abu Dhabi.

Para participar, patrocinar e obter mais informações, visite: https://bit.ly/GWMENA-S24

FONTE: https://www.gasworld.com/story/exxonmobil-awards-chart-ipsmr-tech-supply-deal-for-rovuma-lng-project/2144993.article/

Escassez de gás na África do Sul: transnet propõe construção de terminais de GNL

terminais de GNL

A Transnet Pipelines, uma divisão da Transnet, iniciará projectos para enfrentar a ameaça de escassez de gás na África do Sul, conhecida como o “penhasco do gás”. O plano envolve a reutilização da infra-estrutura de gasodutos para transportar gás natural liquefeito (GNL) da costa para os principais mercados no interior do país. O termo “penhasco do gás” refere-se ao declínio previsto do fornecimento de gás proveniente de Moçambique.

Actualmente, o gás é transportado através de um gasoduto de 865 quilómetros que conecta os campos de Pande e Temane, operado pela Republic of Mozambique Pipeline Investments Company (Rompco). Este gasoduto atende cerca de 90% da demanda de gás na África do Sul, principalmente para uso industrial. No entanto, espera-se que o fornecimento de gás diminua nos próximos anos, com a Sasol, que explora gás em Pande e Temane, podendo deixar de fornecer gás industrial até Junho de 2026.

A Associação de Utilizadores de Gás Industrial da África Austral (IGUA-SA) já alertou sobre as graves consequências de uma escassez repentina, que incluem aumento dos custos de energia, perda de empregos e instabilidade económica. Diante dessa situação, Sibongiseni Khathi, Director-Executivo da Transnet Pipelines, anunciou que a nova infra-estrutura de GNL poderá estar operacional até 2027, com esforços sendo feitos para antecipar a conclusão da Fase 1 do terminal para o primeiro trimestre de 2027.

Entre as opções de títulos melhorados, destacam-se: “Transnet Inicia Projectos para Combater Escassez de Gás na África do Sul”, “Nova Infra-estrutura de GNL da Transnet Visa Mitigar Crise de Gás no País” e “Governo e Transnet Planejam Novos Terminais de GNL diante da Escassez de Gás”.