Saturday, June 20, 2026
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Queda de exportações de rubis alcança 80%

Queda de exportações de rubis alcança 80%

O valor das exportações de rubis fixou-se em 5,2 milhões de dólares no primeiro trimestre deste ano, representando uma queda de 80% em comparação ao mesmo período de 2023, quando os números alcançaram 25,6 milhões de dólares.

De acordo com o relatório sobre a balança de pagamentos elaborado pelo Banco de Moçambique, diversos factores contribuíram para essa queda acentuada nas exportações de rubis. Entre eles, destaca-se a instabilidade vivida na província de Cabo Delgado, no Norte do país, que tem sido palco de conflitos terroristas há mais de seis anos.

“A redução das exportações está ligada aos baixos níveis de produção da maior produtora deste mineral (Montepuez Ruby Mining), à avaria no equipamento produtivo e à instabilidade militar na zona Norte do País”, explicou o banco central.

Em Maio, o relatório de balanço da execução orçamental revelou que a produção de rubis em Moçambique foi de 252,6 mil quilates no primeiro trimestre deste ano, uma queda de 55% em relação ao mesmo período de 2023, quando a produção atingiu 567,4 mil quilates.

O documento elaborado pelo Ministério da Economia e Finanças indicou que esse baixo desempenho representa apenas 8% do previsto para todo o ano. Em termos globais, a produção de rubis no país já havia recuado em 2023, totalizando 2,7 milhões de quilates, comparado a 4,2 milhões de quilates em 2022 e 5 milhões de quilates em 2021.

Em Abril, a empresa britânica Gemfields anunciou que a exploração de rubis na mina da MRM, localizada na província de Cabo Delgado, tinha rendido, desde 2012, um total de mil milhões de dólares (63,2 mil milhões de meticais). Em 2023, a mineradora obteve uma receita total de 151,3 milhões de dólares (9,5 mil milhões de meticais).

“Desde que a Gemfields adquiriu os 75% da MRM, em Fevereiro de 2012, aquela mina acumula receitas superiores a mil milhões de dólares, tendo pago ao Estado, no mesmo período, 257,4 milhões de dólares (16,2 mil milhões de meticais)”, revelou a empresa em comunicado.

A MRM, também detida em 25% pela Mwiriti Limitada (empresa moçambicana), pagou ao Estado, no ano passado, 53,2 milhões de dólares (3,3 mil milhões de meticais) em royalties e impostos. A Montepuez Ruby Mining é uma empresa moçambicana que opera um depósito de rubis de aproximadamente 33.600 hectares e acredita-se ser o mais significativo recentemente descoberto no mundo, criando localmente mais de 1500 postos de trabalho, 95% dos quais ocupados por moçambicanos, sendo 65% oriundos de Cabo Delgado.

A Gemfields, líder mundial na mineração responsável e comercialização de pedras preciosas coloridas, além da MRM, opera a mina de esmeraldas Kagem, na Zâmbia, e detém licenças de amostragem a granel na Etiópia.

Drop in ruby exports reaches 80%

Queda de exportações de rubis alcança 80%

The value of ruby exports stood at 5.2 million dollars in the first quarter of this year, representing a drop of 80% compared to the same period in 2023, when the figure reached 25.6 million dollars.

According to the balance of payments report drawn up by the Bank of Mozambique, several factors contributed to this sharp drop in ruby exports. Among them is the instability experienced in the northern province of Cabo Delgado, which has been the scene of terrorist conflicts for more than six years.

“The reduction in exports is linked to low production levels at the largest producer of this mineral (Montepuez Ruby Mining), breakdowns in production equipment and military instability in the north of the country,” explained the central bank.

In May, the budget execution report revealed that ruby production in Mozambique was 252,600 carats in the first quarter of this year, a 55% drop compared to the same period in 2023, when production reached 567,400 carats.

The document drawn up by the Ministry of Economy and Finance indicated that this low performance represents only 8% of the forecast for the whole year. Overall, ruby production in the country had already fallen in 2023, totaling 2.7 million carats, compared to 4.2 million carats in 2022 and 5 million carats in 2021.

In April, the British company Gemfields announced that the exploitation of rubies at the MRM mine, located in Cabo Delgado province, had brought in a total of one billion dollars (63.2 billion meticais) since 2012. In 2023, the mining company earned a total revenue of 151.3 million dollars (9.5 billion meticais).

“Since Gemfields acquired 75% of MRM in February 2012, the mine has accumulated revenues of more than one billion dollars, having paid the state 257.4 million dollars (16.2 billion meticais) in the same period,” the company said in a statement.

MRM, which is also 25% owned by Mwiriti Limitada (a Mozambican company), paid the state 53.2 million dollars (3.3 billion meticais) in royalties and taxes last year. Montepuez Ruby Mining is a Mozambican company that operates a ruby deposit of approximately 33,600 hectares and is believed to be the most significant recently discovered in the world, creating more than 1,500 jobs locally, 95% of which are occupied by Mozambicans, with 65% coming from Cabo Delgado.

Gemfields, a world leader in the responsible mining and marketing of colored gemstones, in addition to MRM, operates the Kagem emerald mine in Zambia and holds bulk sampling licenses in Ethiopia.

Maputo anuncia investimento de 17,9 mil milhões de meticais em infra-estruturas

O município de Maputo projecta investir, nos próximos cinco anos, 17,9 mil milhões de meticais em infra-estruturas, incluindo valas de drenagem, estradas, melhorias nos mercados e aumento da capacidade de colecta de lixo.

De acordo com o jornal Notícias, o investimento faz parte do Plano de Desenvolvimento Municipal (PDM 2024-28), aprovado esta Quarta-feira, 31 de Julho, em mais uma sessão plenária da Assembleia Municipal. O plano destaca que, do total da verba, 10 milhões de meticais serão provenientes de receitas arrecadadas através de impostos, taxas municipais e outras obrigações fiscais, enquanto o restante será obtido junto de parceiros de cooperação.

Para o vereador para a área de infra-estruturas, João Guambe, o conselho municipal também considera a possibilidade de integrar mais projectos de impacto socioeconómico com a melhoria da cobrança interna de receitas, com o objectivo de promover o desenvolvimento sustentável, inclusivo, equitativo e resiliente da autarquia.

“No encontro, foram discutidas também questões relacionadas com o encerramento sustentável da lixeira de Hulene e do início, este ano, da construção do aterro sanitário de Katembe bem como estratégias para mitigar o impacto das inundações”, sustentou.

O responsável destacou ainda que está prevista a pavimentação de nove quilómetros de estrada desde a rotunda do bairro Chali, na zona da Katembe, até às futuras instalações do aterro.

Recentemente, o município de Maputo revelou que enfrenta um desafio financeiro significativo na gestão de resíduos sólidos, necessitando de 44 milhões de meticais por mês para pagar às empresas responsáveis pela recolha de lixo em todos os bairros.

A entidade avançou que, actualmente, a receita gerada pela taxa de lixo cobrada pela Electricidade de Moçambique (EDM) é de apenas 14 milhões de meticais, resultando num défice de 30 milhões que precisa de ser coberto por outras fontes de financiamento.

Este investimento em infra-estruturas visa não apenas melhorar a qualidade de vida dos habitantes de Maputo, mas também preparar a cidade para enfrentar desafios futuros de urbanização e crescimento populacional.

Maputo announces investment of 17.9 billion meticais in infrastructure

Maputo anuncia investimento de 17,9 mil milhões de meticais em infra-estruturas

Maputo municipality plans to invest 17.9 billion meticais in infrastructure over the next five years, including drainage ditches, roads, improvements to markets and an increase in waste collection capacity.

According to the newspaper Notícias, the investment is part of the Municipal Development Plan (PDM 2024-28), approved this Wednesday, July 31, at another plenary session of the Municipal Assembly. The plan highlights that, of the total amount, 10 million meticais will come from revenue collected through taxes, municipal fees and other fiscal obligations, while the rest will be obtained from cooperation partners.

For the councillor for infrastructure, João Guambe, the municipal council is also considering the possibility of integrating more socio-economic impact projects with improved internal revenue collection, with the aim of promoting the sustainable, inclusive, equitable and resilient development of the municipality.

“The meeting also discussed issues related to the sustainable closure of the Hulene dump and the start of construction of the Katembe landfill this year, as well as strategies to mitigate the impact of flooding,” he said.

He also pointed out that nine kilometers of road will be paved from the traffic circle in the Chali neighbourhood, in the Katembe area, to the future landfill site.

Recently, Maputo municipality revealed that it is facing a significant financial challenge in solid waste management, needing 44 million meticais a month to pay the companies responsible for collecting garbage in all the neighborhoods.

The entity said that currently the revenue generated by the garbage tax charged by Electricidade de Moçambique (EDM) is only 14 million meticais, resulting in a deficit of 30 million that needs to be covered by other sources of funding.

This investment in infrastructure aims not only to improve the quality of life of Maputo’s inhabitants, but also to prepare the city to face future challenges of urbanization and population growth.

Parlamento aprova o comité de supervisão do fundo soberano de Moçambique

Parlamento aprova o comité de supervisão do fundo soberano de Moçambique

A Assembleia da República aprovou na última Quarta-feira (31) os nove membros que integrarão o Comité de Supervisão do Fundo Soberano de Moçambique (FSM), entidade pública responsável pela gestão das receitas provenientes da exploração do gás natural da Bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado, no Norte do País.

O grupo aprovado é composto por Benilde Nhalivilo e Estrela Charles, representantes da sociedade civil; Inocêncio Joaquim Paulino, da comunidade empresarial; Celestino Pedro Sitoe, da Ordem dos Advogados; Altino Xavier Mavile, da Ordem dos Contabilistas e Auditores; António Juliasse Sandramo e Mussa Suefe, das associações religiosas; e Alcides Malavone Nobela e Emanuel José da Conceição, como representantes da academia.

Entre as atribuições do Comité de Supervisão do FSM estão o controle e acompanhamento das receitas, os depósitos na conta transitória, a alocação das receitas ao Orçamento do Estado e ao Fundo, além da supervisão da gestão desses recursos.

A presidente da comissão, Vitória Diogo, explicou que o processo de selecção, iniciado em Junho, foi complexo e rigoroso, visando escolher membros aptos e com capacidades suficientes para exercer a actividade.

Segundo uma informação divulgada pelo DE, a aprovação destes membros estava inicialmente prevista para 30 de Junho. Porém, foi adiada devido à complexidade da matéria.

O Parlamento aprovou, em 15 de Dezembro, a criação do FSM com receitas da exploração de gás natural que, na década de 2040, deverão alcançar anualmente 6 mil milhões de dólares.

“As projecções indicam que as exportações anuais do gás podem chegar a cerca de 91,7 mil milhões de dólares (5,8 mil milhões de meticais) ao longo do ciclo de vida do projecto, num cenário em que todas as iniciativas de desenvolvimento aprovadas até o momento pelo Governo estejam em operação”, explicou o ministro na ocasião.

O Governo estimou, em 12 de Março, que o FSM estaria operacional em Abril, após a aprovação nesse dia do seu regulamento, como declarou o vice-ministro da Economia e Finanças, Amílcar Tivane.

No primeiro trimestre deste ano, o Estado arrecadou 5,9 mil milhões de meticais (94,2 milhões de dólares) em receitas provenientes da exploração de petróleo e gás natural, valor que foi integralmente aplicado no novo Fundo Soberano de Moçambique.

Segundo dados do balanço económico e social da execução do Orçamento do Estado de Janeiro a Março, as receitas acumuladas incluem 73,37 milhões de dólares (4,6 mil milhões de meticais) de 2023, 800 mil dólares (50 milhões de meticais) de 2022 e 20 milhões de dólares (1,2 mil milhões de meticais) do primeiro trimestre do ano em curso.

Parliament approves supervisory committee for Mozambique’s sovereign wealth fund

Parlamento aprova o comité de supervisão do fundo soberano de Moçambique

Last Wednesday (31), the Assembly of the Republic approved the nine members who will make up the Supervisory Committee of the Sovereign Fund of Mozambique (FSM), the public entity responsible for managing revenues from the exploitation of natural gas in the Rovuma Basin, in the northern province of Cabo Delgado.

The approved group is made up of Benilde Nhalivilo and Estrela Charles, representatives of civil society; Inocêncio Joaquim Paulino, from the business community; Celestino Pedro Sitoe, from the Bar Association; Altino Xavier Mavile, from the Order of Accountants and Auditors; António Juliasse Sandramo and Mussa Suefe, from religious associations; and Alcides Malavone Nobela and Emanuel José da Conceição, as representatives of academia.

Among the tasks of the WSF Supervisory Committee are the control and monitoring of revenues, deposits in the transitional account, the allocation of revenues to the State Budget and to the Fund, as well as supervising the management of these resources.

The chairwoman of the committee, Vitória Diogo, explained that the selection process, which began in June, was complex and rigorous, with the aim of choosing members who were suitable and had sufficient skills to carry out the activity.

According to information released by the DE, the approval of these members was initially scheduled for June 30. However, it was postponed due to the complexity of the matter.

On December 15, Parliament approved the creation of the FSM with revenues from natural gas exploration which, by the 2040s, should reach 6 billion dollars annually.

“Projections indicate that annual gas exports could reach around 91.7 billion dollars (5.8 billion meticais) over the life cycle of the project, in a scenario in which all the development initiatives approved so far by the government are in operation,” the minister explained at the time.

On March 12, the government estimated that the WSF would be operational in April, following the approval of its regulations that day, as stated by the Deputy Minister of Economy and Finance, Amílcar Tivane.

In the first quarter of this year, the state collected 5.9 billion meticais (94.2 million dollars) in revenue from oil and natural gas exploration, which was fully invested in the new Mozambique Sovereign Fund.

According to data from the economic and social balance sheet on the implementation of the State Budget from January to March, the accumulated revenues include 73.37 million dollars (4.6 billion meticais) from 2023, 800 thousand dollars (50 million meticais) from 2022 and 20 million dollars (1.2 billion meticais) from the first quarter of this year.

M-Pesa Fintalks: Colaboração e inovação são elementos-chave para a inclusão financeira

2ª Edição da conferência M-Pesa Fintalks destaca a Inovação e colaboração na Inclusão financeira em Moçambique

A colaboração e inovação são elementos-chave para o desenvolvimento de iniciativas de Inclusão Financeira de acordo com Sérgio Gomes, Director Geral da Vodafone-M-Pesa que falava na manhã de hoje, quinta-feira, durante a 2ª Edição da Conferência M-Pesa Fintalks.

 2ª Edição da Conferência M-Pesa Fintalks foi realizada em parceria com a FSDMoç, a FinTech.MZ e a GSMA, sob o tema: Inclusão Financeira 2.0 – Impulsionando o USO de Serviços Financeiros através da colaboração e inovação.

O evento contou com a participação do CEO do M-Pesa África, Sitoyo Lopokoiyit, Director do Dep. Dos Serviços Bancários e Sistema de Pagamentos do Banco de Moçambique, Arlindo Lombe, da Directora Executiva (CEO) do FSDMoç, Dra. Esselina Macome, a Alta Comissária Britânica em Moçambique, Helen Lewis, o Presidente da FinTech.MZ, João Gaspar entre outros especialistas e representantes de fintechs e instituições financeiras, instituições públicas e organizações não-governamentais.

Durante a sua intervenção, Sérgio Gomes celebrou os progressos alcançados através dos produtos e serviços financeiros da Vodafone M-Pesa e anunciou o lançamento do Finckathon, Fintalks Podcast, que irá percorrer o país. A comemoração dos 11 anos do M-Pesa marca um impacto significativo nas comunidades e reforça a meta de transformar o acesso efectivo aos serviços financeiros no país.

Por sua vez, Sitoyo Lopokoiyit fez uma apresentação da jornada do M-Pesa África, incluindo os desafios, lições e alternativas adoptadas para manter a sua resiliência em operar no vasto mercado africano. Lopokoiyit defende que os desenvolvedores de soluções tecnológicas em África devem partilhar as suas plataformas como forma acelerar o progresso e a Inclusão Financeira no continente.

Em Moçambique, Sitoyo Lopokoiyit reconheceu o papel do Banco de Moçambique, enquanto regulador do sistema financeiro, em criar o Sandbox- uma plataforma de aceleração de soluções tecnológicas financeiras, o que representa a sua abertura para acolher continuamente as propostas de resposta aos desafios do sector financeiro nacional.

Além das experiências globais e continentais africanas no âmbito da era 2.0 da Inclusão Financeira, a 2ª Edição do M-Pesa Fintalks discutiu outros aspectos baseados no mercado moçambicano, como a componente do género, e crescimento equitativo, a evolução do sistema nacional de pagamentos e o seu impacto na Inclusão Financeira, bem como o uso dos serviços financeiros através da colaboração e inovação.

A CEO do FSDMoç, Dra. Esselina Macome, recomenda que as universidades que formam jovens nas áreas de STEM, economia e finanças, apostem nos seus formandos e que os desafiem a criar soluções para os problemas reais do dia-a-dia. “Há, na juventude, o grande potencial de criar startups eficientes e com potencial para o desenvolvimento da inclusão financeira’’, referiu Macome.

A Inclusão Financeira 2.0 descreve uma nova era dos serviços financeiros, em que a principal preocupação não é mais o acesso, mas sim o uso de soluções digitais e o seu impacto na qualidade de vida das pessoas. Hoje, a inovação oferece experiências mais convenientes, e a colaboração entre sectores gera soluções eficazes para os desafios locais, criando um ecossistema financeiro digital resiliente, responsável e sustentável a longo prazo, que contribui positivamente para os meios de subsistência das pessoas e para o desenvolvimento económico do país.

A Conferência M-Pesa Fintalks é uma iniciativa anual da Vodafone M-Pesa que junta vários actores do sector económico para discutir os desafios actuais, propor soluções e medidas para impulsionar o uso de soluções financeiras digitais, e promover a Inclusão Financeira em Moçambique.

Parceria tripartida assinada para a gestão da bacia hidrográfica do Rovuma

Os Governos de Moçambique, Maláui e Tanzânia firmaram esta Quarta-feira (31) um memorando de entendimento para a gestão conjunta dos recursos da bacia hidrográfica do Rovuma, com o objectivo de maximizar os benefícios socioeconómicos para as comunidades locais, informou a Rádio Moçambique (RM).

Durante a assinatura, que ocorreu em Dar es Salaam, na República Unida da Tanzânia, o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Carlos Mesquita, destacou que o memorando prevê a elaboração e execução de projectos regionais que trarão benefícios significativos para as comunidades ao longo da bacia do Rovuma.

Por sua vez, a ministra da Água e Saneamento do Maláui, Abida Mia, afirmou que a colaboração entre os três países criará condições para mitigar o impacto de eventos climáticos extremos, como o fenómeno El Niño.

Para concluir, o ministro da Água da República Unida da Tanzânia, Jumaa Aweso, acrescentou que o memorando promoverá a implementação de medidas para garantir a segurança hídrica na região.

A assinatura do memorando teve a co-organização da União Internacional para a Conservação da Natureza, da Sociedade Alemã para a Internacionalização e da parceria global para a água.

Este acordo tripartido é um marco significativo na cooperação regional para a gestão sustentável dos recursos hídricos, visando o desenvolvimento sustentável e a melhoria da qualidade de vida das populações que dependem da bacia do Rovuma.

Tripartite partnership signed for the management of the Rovuma river basin

recursos da bacia hidrográfica do Rovuma,

The governments of Mozambique, Malawi and Tanzania signed a memorandum of understanding this Wednesday (31) for the joint management of the resources of the Rovuma river basin, with the aim of maximizing socio-economic benefits for local communities, Radio Mozambique (RM) reported.

During the signing, which took place in Dar es Salaam, in the United Republic of Tanzania, the Minister of Public Works, Housing and Water Resources, Carlos Mesquita, pointed out that the memorandum provides for the preparation and implementation of regional projects that will bring significant benefits to the communities along the Rovuma basin.

For her part, Malawi’s Minister of Water and Sanitation, Abida Mia, said that collaboration between the three countries will create conditions to mitigate the impact of extreme climatic events, such as El Niño.

Finally, the Minister for Water of the United Republic of Tanzania, Jumaa Aweso, added that the memorandum will promote the implementation of measures to guarantee water security in the region.

The signing of the memorandum was co-organized by the International Union for Conservation of Nature, the German Society for Internationalization and the Global Water Partnershig.

This tripartite agreement is a significant milestone in regional cooperation for the sustainable management of water resources, aimed at sustainable development and improving the quality of life of the populations that depend on the Rovuma basin.

Alemanha quer impulsionar sector energético Moçambicano com tecnologia avançada

Alemanha quer impulsionar sector energético Moçambicano com tecnologia avançada

O embaixador da Alemanha em Moçambique, Ronald Münch, revelou que o seu país está interessado em expandir os investimentos no sector da energia, bem como financiar iniciativas que promovam o acesso à electricidade, sobretudo nas zonas rurais, de modo a impulsionar a economia local e promover o desenvolvimento.

Falando durante um encontro em Maputo, o diplomata destacou que a Alemanha possui empresas equipadas com tecnologia avançada e de grande reputação na área energética, que podem trazer benefícios significativos para Moçambique.

“Fomos pioneiros na adopção de acções concretas para a transição energética na Europa, por isso acreditamos que uma parceria entre as empresas dos dois países pode estabelecer sinergias e troca de experiências para a implementação da Estratégia de Transição Energética de Moçambique, orçada em 80 mil milhões de dólares”, justificou Münch.

O embaixador reconheceu o potencial energético que Moçambique possui, afirmando que as condições estão criadas para que o país se torne um dos principais produtores ao nível da África Austral.

No ano passado, o Banco de Desenvolvimento Alemão (KfM) revelou que pretende investir até 21 milhões de dólares para apoiar a construção de centrais solares fotovoltaicas e hidroeléctricas em Moçambique. Apoiado pela União Europeia (UE) e pelo Ministério Federal Alemão para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, o investimento faz parte do programa Global Electricity Transition Feed-in-Tariff (GET FiT), que visa melhorar a electrificação do País até 2030.

“A energia hidroeléctrica tem um enorme potencial em Moçambique para gerar energia amiga do clima e, se for fornecida de forma fiável, contribuirá para o desenvolvimento económico do País”, afirmou o gestor de portefólio do Banco, Marco Freitag.

Segundo Freitag, “espera-se que o investimento de 21 milhões de dólares permita a entrada de mais empresas no mercado energético moçambicano. Além disso, apoiará a ligação de centrais hidroeléctricas à rede nacional, com foco específico nas zonas Norte e centro de Moçambique, onde aproximadamente 80% da população vive em pobreza energética”.

Esses investimentos não só prometem melhorar a infra-estrutura energética de Moçambique, mas também proporcionar um impulso significativo ao desenvolvimento económico e à qualidade de vida da população, especialmente nas áreas rurais.