Saturday, June 20, 2026
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CFM expande operações com nova unidade de apoio ao sector de petróleo e gás

CFM expande operações com nova unidade de apoio ao sector de petróleo e gás

A empresa estatal Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM) deu início, neste Sábado, 27 de Julho, à sua operação de apoio marítimo ao sector de petróleo e gás por meio de sua subsidiária CFM Logistics.

Durante a cerimónia de lançamento, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da CFM, Agostinho Langa, destacou o momento como um “gigantesco desafio e uma extraordinária oportunidade”. Langa afirmou que a nova operação não apenas cumpre um mandato do Governo para apoiar projectos de petróleo e gás, mas também contribui significativamente para o desenvolvimento de Moçambique.

A CFM Logistics será responsável pelo apoio às actividades de exploração e produção de petróleo e gás, tanto ‘onshore’ quanto ‘offshore’. Para essa finalidade, foram adquiridos dois rebocadores e dois barcos-piloto. “Nossa subsidiária se envolverá em toda a cadeia de produção, logística e comercialização de recursos energéticos, especialmente considerando as importantes descobertas de gás natural na bacia do Rovuma e o potencial de produção na região Sul, em Pande e Temane”, explicou Langa.

Com quase 130 anos de actuação, a CFM vê nesta nova subsidiária uma excelente oportunidade para expandir, diversificar e renovar seus serviços. A empresa planeia investir na construção de novas infra-estruturas e na reabilitação e ampliação das existentes, a fim de atender à crescente demanda de logística na indústria de petróleo e gás.

Moçambique possui as terceiras maiores reservas de gás natural da África, estimadas em 180 milhões de pés cúbicos. O país conta actualmente com três projectos de desenvolvimento aprovados para a exploração das reservas da bacia do Rovuma, uma das maiores do mundo, localizada ao largo da costa de Cabo Delgado.

Dois desses projectos são de grande escala e incluem a canalização do gás do fundo do mar para terra, onde é resfriado em uma fábrica antes de ser exportado em estado líquido. Um dos projectos é liderado pela TotalEnergies (consórcio da Área 1), cujas obras foram suspensas após um ataque armado a Palma em Março de 2021. A TotalEnergies anunciou que só retomará os trabalhos quando a área for segura. O outro projecto, ainda não anunciado, é liderado pela ExxonMobil e Eni (consórcio da Área 4).

Um terceiro projecto, de menor dimensão e também pertencente ao consórcio da Área 4, consiste em uma plataforma flutuante para captação e processamento de gás directamente no mar. Este projecto iniciou suas operações em Novembro de 2022.

CFM expands operations with new support unit for the oil and gas sector

CFM expande operações com nova unidade de apoio ao sector de petróleo e gás

The state-owned company Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM) launched its maritime support operation for the oil and gas sector this Saturday, July 27, through its subsidiary CFM Logistics.

During the launch ceremony, CFM’s Chairman of the Board of Directors, Agostinho Langa, highlighted the moment as a “gigantic challenge and an extraordinary opportunity”. Langa said that the new operation not only fulfills a government mandate to support oil and gas projects, but also contributes significantly to Mozambique’s development.

CFM Logistics will be responsible for supporting oil and gas exploration and production activities, both onshore and offshore. For this purpose, two tugboats and two pilot boats have been acquired. “Our subsidiary will be involved in the entire chain of production, logistics and marketing of energy resources, especially considering the important natural gas discoveries in the Rovuma basin and the production potential in the southern region, in Pande and Temane,” explained Langa.

With almost 130 years in business, CFM sees this new subsidiary as an excellent opportunity to expand, diversify and renew its services. The company plans to invest in building new infrastructures and rehabilitating and expanding existing ones in order to meet the growing demand for logistics in the oil and gas industry.

Mozambique has the third largest natural gas reserves in Africa, estimated at 180 million cubic feet. The country currently has three development projects approved to exploit the reserves in the Rovuma basin, one of the largest in the world, located off the coast of Cabo Delgado.

Two of these projects are large-scale and include channeling the gas from the seabed to land, where it is cooled in a factory before being exported in a liquid state. One of the projects is led by TotalEnergies (Area 1 consortium), whose works were suspended after an armed attack on Palma in March 2021. TotalEnergies has announced that it will only resume work when the area is safe. The other project, which has not yet been announced, is led by ExxonMobil and Eni (Area 4 consortium).

A third, smaller project, also belonging to the Area 4 consortium, consists of a floating platform for capturing and processing gas directly at sea. This project began operations in November 2022.

Moçambique regista crescimento de 30% nas receitas de exportação de gás natural no primeiro trimestre de 2024

Moçambique regista crescimento de 30% nas receitas de exportação de gás natural no primeiro trimestre de 2024

As receitas provenientes da exportação de gás natural por Moçambique apresentaram um notável crescimento de 30% no primeiro trimestre de 2024, atingindo 28 mil milhões de meticais (443 milhões de dólares), conforme relatório divulgado pelo Banco de Moçambique (BdM).

O aumento representa uma significativa melhoria em relação aos 21,5 mil milhões de meticais (340,9 milhões de dólares) registados no mesmo período do ano anterior. De acordo com o BdM, “o crescimento nas receitas do gás natural é atribuído ao aumento no volume exportado, impulsionado pelo início das operações na Área 4 da Bacia do Rovuma, apesar da queda de 43,5% no preço médio do gás no mercado internacional.”

Moçambique possui as terceiras maiores reservas de gás natural na África, estimadas em 180 milhões de pés cúbicos. Actualmente, o país tem três projectos aprovados para a exploração dessas reservas na Bacia do Rovuma, uma das maiores do mundo, localizada ao largo da costa de Cabo Delgado.

Em 2023, as vendas de gás natural atingiram 107,4 milhões de meticais (1,7 milhões de dólares), um valor três vezes superior ao registado em 2022. Este crescimento colocou o gás natural perto do carvão em termos de valor das exportações moçambicanas.

O relatório do BdM destaca que as exportações de gás natural aumentaram 218% em relação ao ano anterior, quando totalizaram 34,1 mil milhões de meticais (541,6 milhões de dólares). O volume exportado em 2023 corresponde à soma das exportações de gás dos anos de 2017 a 2022, que totalizaram mais de 113,7 milhões de meticais (1,8 milhões de dólares).

Esse crescimento é em grande parte devido ao início das operações na Área 4 da Bacia do Rovuma, no final de Outubro de 2022. Este projecto é liderado pela Mozambique Rovuma Venture (MRV), uma joint venture entre a ExxonMobil, Eni e CNPC (China), que detém 70% de interesse no contrato de concessão e já está em fase de produção.

A Eni, concessionária da Área 4, está desenvolvendo uma segunda plataforma flutuante, Coral Norte, para aumentar a produção de gás. De acordo com fontes da Eni, esta nova plataforma será semelhante à primeira, actualmente em construção na Coreia do Sul. O projecto inclui a aquisição de uma segunda unidade FLNG para a área Coral Norte, aproveitando as lições aprendidas com a Coral Sul FLNG.

Um relatório anterior da Consultec, em parceria com a Eni, estima que o investimento na Coral Norte possa atingir 442,2 mil milhões de meticais (7 mil milhões de dólares), estando sujeito à aprovação do Governo. Se o cronograma for mantido, a plataforma deverá iniciar a produção no segundo semestre de 2027, antes dos projectos em terra, que enfrentam desafios de segurança devido à insurgência armada em Cabo Delgado.

A Coral Norte será situada a 10 quilómetros ao Norte da Coral Sul, cuja produção começou em Novembro de 2022, marcando o início da exploração das vastas reservas da Bacia do Rovuma.

Mozambique records 30% growth in natural gas export revenues in the first quarter of 2024

Moçambique regista crescimento de 30% nas receitas de exportação de gás natural no primeiro trimestre de 2024

Revenues from the export of natural gas by Mozambique grew by a remarkable 30% in the first quarter of 2024, reaching 28 billion meticais (443 million dollars), according to a report released by the Bank of Mozambique (BdM).

The increase represents a significant improvement on the 21.5 billion meticais (340.9 million dollars) recorded in the same period last year. According to the BdM, “the growth in natural gas revenues is attributable to the increase in the volume exported, driven by the start of operations in Area 4 of the Rovuma Basin, despite the 43.5% drop in the average price of gas on the international market.”

Mozambique has the third largest natural gas reserves in Africa, estimated at 180 million cubic feet. The country currently has three projects approved to exploit these reserves in the Rovuma Basin, one of the largest in the world, located off the coast of Cabo Delgado.

In 2023, natural gas sales reached 107.4 million meticais (1.7 million dollars), a figure three times higher than in 2022. This growth has put natural gas close to coal in terms of the value of Mozambican exports.

The BoM report highlights that natural gas exports increased 218% compared to the previous year, when they totaled 34.1 billion meticais (541.6 million dollars). The volume exported in 2023 corresponds to the sum of gas exports from 2017 to 2022, which totaled more than 113.7 million meticais (1.8 million dollars).

This growth is largely due to the start of operations in Area 4 of the Rovuma Basin at the end of October 2022. This project is led by Mozambique Rovuma Venture (MRV), a joint venture between ExxonMobil, Eni and CNPC (China), which holds a 70% interest in the concession contract and is already in the production phase.

Eni, the concessionaire for Area 4, is developing a second floating platform, Coral Norte, to increase gas production. According to Eni sources, this new platform will be similar to the first, currently under construction in South Korea. The project includes the acquisition of a second FLNG unit for the Coral North area, taking advantage of the lessons learned from the Coral South FLNG.

A previous report by Consultec, in partnership with Eni, estimates that the investment in Coral Norte could reach 442.2 billion meticais (7 billion dollars), subject to government approval. If the schedule is maintained, the platform should start production in the second half of 2027, ahead of the onshore projects, which face security challenges due to the armed insurgency in Cabo Delgado.

Coral North will be located 10 kilometers north of Coral South, which began production in November 2022, marking the start of exploitation of the vast reserves of the Rovuma Basin.

Moçambique com apenas 7,96 milhões de usuários de internet, uma das menores taxas de penetração de internet em África

África abriga alguns dos centros de tecnologia de crescimento mais rápido do mundo, mas também tem uma das menores taxas de penetração de internet do mundo, especialmente em áreas rurais onde a conectividade é escassa ou inexistente.

De acordo com o DataReportal , Burkina Faso e Benin têm um número relativamente baixo de usuários de internet, com 4,69 milhões cada.

O Rwanda vem logo em seguida, com 4,91 milhões de usuários.

Uma tendência notável nos principais mercados digitais na África é que a maioria do tráfego da web vem de dispositivos móveis. Na Nigéria, que tem um dos maiores números de usuários de internet globalmente, 86,2 por cento do tráfego da web é gerado por smartphones, enquanto apenas cerca de 13,3 por cento vem de PCs.

Abaixo estão os 10 países africanos com o menor número de usuários de internet:

1° Burkina Faso – 4,69 milhões

2° Benin – 4,69 milhões

3º Rwanda – 4,91 milhões

4º Zimbábwe – 5,48 milhões

5° Líbia – 6,13 milhões

6° Zâmbia – 6,51 milhões

7° Moçambique- 7,96 milhões

8° Mali -7,82 milhões

9º Tunísia – 9,86 milhões

10° Senegal – 10,79 milhões

Crescimento das contas bancárias em Moçambique não acompanha o digital

O número de contas bancárias em Moçambique cresceu 5% até maio, para um recorde de quase seis milhões, mas nas Instituições de Moeda Eletrónica (IME) já são três vezes mais, segundo dados do banco central.

De acordo com um relatório estatístico do Banco de Moçambique, consultado hoje pela Lusa, o número de contas bancárias no país cresceu de 5.687.975 no final de 2023 para 5.977.930 em maio, mas não acompanha o aumento nas IME, que aumentou quase 7% no mesmo período, para 17.919.678.

Ainda no mesmo período, o número de cartões bancários até diminui, praticamente 10%, para 3.146.560, enquanto o número de agências bancárias físicas passou de 653 para 654, cobrindo 131 dos 154 distritos do país.

A cobertura de ATM em Moçambique desceu de 12,9 por 100 mil habitantes para 7,8, em cinco meses, segundo os mesmos dados, o mesmo acontecendo com os terminais de pagamento POS, que caíram de 190,8 para 184,8 por 100 mil habitantes.

Moçambique conta atualmente com três Instituições de Moeda Eletrónica, das três operadoras de telecomunicações móveis, que assim prestam serviços financeiros via telemóvel, incluindo transferências de dinheiro entre clientes ou pagamento de serviços.

Trata-se de uma solução que permite facilitar e massificar o acesso da população a serviços financeiros, apenas recorrendo ao telemóvel e agentes IME na rua.

O número de agentes destas carteiras digitais em Moçambique, que funcionam através dos operadores de telecomunicações móveis, voltou a crescer este ano, 8% em três meses, para mais de 242 mil, cobrindo todo o país.

As carteiras móveis bateram em 2023 o recorde de transferências, com mais de 400 milhões de operações, segundo dados do banco central.

A Lusa noticiou esta semana que o Fundo Monetário Internacional (FMI) está preocupado com os atrasos que se registam nos desembolsos para a proteção social em Moçambique e defende que as autoridades deviam explorar a possibilidade de fazer pagamentos através de carteiras digitais.

“Apesar dos esforços para reforçar a proteção social, persistem desafios devido ao espaço fiscal limitado. Em 2023-24, os desembolsos para a proteção social sofreram atrasos significativos devido a restrições de liquidez, resultando numa execução limitada das despesas”, lê-se no relatório do FMI da quarta avaliação ao programa de Facilidade de Crédito Alargado (ECF, na sigla em inglês), concluída este mês.

A situação, descreve, coloca “obstáculos operacionais” ao Instituto Nacional de Ação Social (INAS), “por exemplo impedindo pagamentos regulares aos beneficiários, comprometendo a sua segurança de rendimento”.

“Priorizar a proteção social e garantir desembolsos regulares para o INAS, bem como explorar opções de digitalização através de transferências monetárias móveis, são fundamentais para fortalecer a eficácia da rede de segurança”, descreve o FMI.

Aponta que “a adequação das despesas com a proteção social continua a ser um desafio” em Moçambique, “com os níveis de prestações estagnados desde 2018”, observando-se ainda “um desfasamento entre os níveis de prestações e a dimensão dos agregados familiares”.

“Os ajustamentos anuais são essenciais para salvaguardar o poder de compra face ao aumento do custo de vida, com o objetivo de manter a segurança do rendimento dos beneficiários e a eficácia dos esforços de proteção social. Além disso, a maioria dos beneficiários do PSSB [Programa do Subsídio Social Básico] recebe o nível mais baixo de benefícios (540 meticais ou 8,50 dólares), que se destina a agregados familiares unipessoais”, reconhece o FMI.

Assim, destaca, no final de 2023, o número de contas IME “era equivalente a 93,2% da população adulta, aumentando em relação aos 67,9 do primeiro trimestre de 2022”.

“O dinheiro móvel continuou a ser o principal motor da inclusão financeira, com o número de contas bancárias a apresentar um ligeiro aumento de 29,8% para 30,9% da população adulta durante o mesmo período”, reconhece o FMI.

 

Banco de Moçambique alcança estabilidade com inflação controlada a 3%, afirma Jamal Omar

O Administrador do Banco de Moçambique, Jamal Omar, destacou recentemente os resultados positivos alcançados na missão de combater a inflação no país. Segundo Omar, a estabilidade macroeconómica é fundamental para atrair investimentos tanto domésticos quanto internacionais.

“O sucesso da nossa missão de combater a inflação não só protege o poder de compra dos cidadãos, em particular os de rendimentos mais baixos, como também favorece a poupança e o investimento do sector privado. É com grande satisfação que podemos dizer que, fruto das medidas de políticas tomadas, a inflação situa-se, hoje, em torno dos 3%,” afirmou Omar.

Omar, que é Administrador de Estabilidade Monetária no Banco de Moçambique, ressaltou a importância da solidez do sector bancário nacional. Apesar das transformações ocorridas no sistema financeiro nos últimos dez anos, o sector bancário permanece robusto e bem capitalizado. O rácio de solvabilidade, que era de 15% em 2014, subiu para os actuais 26%, superando o mínimo exigido.

Nos últimos dez anos, houve uma ligeira redução no número de instituições supervisionadas pelo Banco de Moçambique. De 19 bancos em 2015, o país conta agora com 15 bancos em 2024, devido à fusão de duas instituições e à desvalorização de outras três.

Quanto à estrutura de capital, até Dezembro de 2023, o sector bancário era predominantemente composto por capital estrangeiro, representando cerca de 83%. Este dado reflete uma maior abertura e condições favoráveis ao investimento estrangeiro. Durante o mesmo período, houve um crescimento significativo de operadores de microcrédito e prestadores de sistemas de pagamento, impulsionado pela expansão das fintechs.

Omar concluiu, destacando que estas conquistas são resultado de uma gestão eficaz das políticas monetárias, contribuindo para um ambiente económico estável e propício ao crescimento e desenvolvimento de Moçambique.

Moçambique capta USD 924 milhões em fundos climáticos, anuncia AMER

Durante o Fórum de Investimento Árabe em Moçambique, realizado em Maputo, o Presidente da Associação Moçambicana de Energias Renováveis (AMER), Ricardo Pereira, anunciou que o país captou um total de 924 milhões de dólares em fundos climáticos entre 2010 e 2024. Este marco significativo coloca Moçambique como um potencial líder em financiamento climático no continente africano.

No painel dedicado a “Oportunidades de Investimentos no Sector de Energia e Recursos Minerais”, Ricardo Pereira destacou a capacidade de Moçambique em atrair investimentos substanciais para projectos sustentáveis. “Nosso objectivo é que o país produza entre 10 a 25 milhões de créditos de carbono anualmente, posicionando-nos como um dos principais actores no mercado de carbono”, afirmou Pereira.

De acordo com Pereira, Moçambique está numa posição única na África para se tornar um líder neste sector, representando um avanço crucial na luta contra as mudanças climáticas. “Estamos preparados para assumir um papel de destaque e impulsionar a economia verde no país”, concluiu o presidente da AMER.

A captação destes fundos climáticos não só reforça o compromisso de Moçambique com a sustentabilidade ambiental, mas também abre novas oportunidades para o desenvolvimento de projectos inovadores que contribuem para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. O esforço contínuo em atrair investimentos verdes é um passo estratégico para fortalecer a economia nacional e promover um crescimento sustentável.

Raxio Data Centers impulsiona soberania de dados em Moçambique com investimento de USD 20 Milhões

O recentemente inaugurado Raxio Data Center, um investimento de USD 20 milhões, recebeu a visita dos membros da Câmara de Comércio e Indústria França-Moçambique (CCIFM). Esta infraestrutura de ponta, classificada como Tier III, garante um tempo de actividade de 99.982% e é neutra em termos de operadoras, além de independente. Este é o primeiro centro de dados desse tipo em Moçambique.

Os principais investidores neste empreendimento incluem o fundo de investimento e gestor de activos francês Meridiam Infrastructure Partners e a empresa americana de private equity Roha Group Inc. A instalação representa um marco significativo para a agenda de Transformação Digital e Soberania de Dados do Governo de Moçambique.

Localizado estrategicamente no parque industrial MozParks Beluluane, a mais de 20 km do centro da cidade de Maputo, o Raxio Data Center está preparado para atender às necessidades do governo e das empresas, assegurando a continuidade dos negócios, redução de CAPEX/OPEX (co-localização em Raxio é tipicamente 30 a 60% mais barata do que possuir e gerir a própria infraestrutura) e gestão eficiente da recuperação de desastres.

O Grupo Raxio, estabelecido em 2018, é um dos principais operadores de centros de dados Tier III neutros para operadoras em África, oferecendo serviços de colocation de classe mundial. Com suas instalações prontas para hiperescala, Raxio suporta a economia digital de África.

Após o lançamento das suas primeiras instalações no Uganda e Etiópia, Raxio agora tem presença em Moçambique, República Democrática do Congo, Costa do Marfim, Tanzânia e Angola. Esta visita destacou a importância do Raxio Data Center para a infraestrutura tecnológica de Moçambique, sendo um passo crucial para o fortalecimento da economia digital do país.

Reabilitação da N240 vai aumentar o fluxo de turistas em Vilankulo

distrito de Vilankulo

O distrito de Vilankulo é um destino inquestionável, no que diz respeito ao turismo de sol e praia. Mas a degradação acentuada da N240, compromente o desenvolvimento do turismo naquele ponto da província de Inhambane.

O anúncio da reabilitação daquele troço de 20 quilómetros, que liga a cidade de Vilankulo à N1, adjudicado ao consórcio Chinês, animam o sector que, de acordo com o titular do pelouro de Cultura e Turismo, Lucas Vilanculo, vai permitir a rápida ascenção do sector, que ainda ressente-se dos estragos causados pela passagem da Tempestade Tropical Filipo, em Março do ano em curso.

“Filipo” é outro fenómeno que contribuiu para drástica do fluxo de turistas na região. Dados apresentados pelo sector apontam a entrada de 19.367 turistas, no primeiro semestre do ano em curso, o que representa uma queda na ordem de 43 por cento comparando com igual período do ano passado.

“Apesar dos danos, o turismo em Vilankulo está renascendo graças aos esforços locais para reconstruir e revitalizar a área. Os operadores turísticos e as autoridades têm trabalhado juntos para restaurar as infraestruturas e atrair visitantes de volta à região” disse Vilanculo.

O director do Serviço Distrital de Cultura e Turismo não tem dúvida de que com a melhoria de transitabilidade na N240 vai atrair turistas, com destaque para nacionais e de países do interland poderão visitar Vilankulo, principal destino turístico da região austral de Àfrica.

“Toda gente quer conhecer e desfrutar das àguas cristalinas, dunas de areias e recifes de coral, que são principais atractivos turístico de Vilankulo e que o tornam num dos destinos de preferência do mundo” disse Vilanculo que acrescentou “Para além de valorizar as potencialidades turísticas o serviço tem incentivado os operadores turísticos a apostarem no marketing digital para a divulgação dos seus produtos e serviços. Além disso, há um esforço do Governo para melhorar as infraestruturas locais, como estradas e o aeroporto, e facilitar o processo de emissão de vistos para turistas”.

A busca de parcerias para incrementar o volume do investimento é outro desafio imposto ao sector, Lucas Vilanculo, director do Serviço Distrital de Cultura e Turismo, garante estar compromentido no melhoramento do ambiente do turístico na região para que o distrito sirva de exemplo para incentivar a criação e implementação de mais serviços desta natureza a nível do país.

A disponibilidade e a qualidade dos serviços prestados pelos hotéis e serviços de restauração, aliado ao bom atendimento aos turistas, podem constituir um dos maiores atractivos e para tal, o director do Serviço Distrital de Cultura e Turismo recomenda “a formação adequada dos profissionais do sector, o turismo alimenta uma vasta cadeia de valor, que até as comunidades locais saem a ganhar com a vinda de turistas, daí a necessidade de se acarinhar o turista e a falta de conhecimento pode minar a relação entre operadores e turistas, podendo retrair a entrada destes no país” acrescentou.