Saturday, June 20, 2026
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Rehabilitation of the N240 will increase the flow of tourists in Vilankulo

distrito de Vilankulo

The Vilankulo district is an unquestionable destination for sun and beach tourism. But the marked deterioration of the N240 is jeopardizing the development of tourism in that part of Inhambane province.

The announcement of the rehabilitation of that 20-kilometer stretch, which connects the town of Vilankulo to the N1, awarded to a Chinese consortium, is encouraging the sector, which, according to the head of Culture and Tourism, Lucas Vilanculo, will allow the sector to rise rapidly, which is still suffering from the damage caused by the passage of Tropical Storm Filipo in March of this year.

“Filipo” is another phenomenon that has contributed to a drastic drop in the flow of tourists to the region. Figures presented by the sector show that 19,367 tourists arrived in the first half of this year, which represents a drop of around 43 percent compared to the same period last year.

“Despite the damage, tourism in Vilankulo is reviving thanks to local efforts to rebuild and revitalize the area. Tour operators and the authorities have been working together to restore the infrastructure and attract visitors back to the region,” said Vilanculo.

The director of the District Service for Culture and Tourism has no doubt that the improved accessibility of the N240 will attract tourists, especially nationals and those from interland countries who will be able to visit Vilankulo, the main tourist destination in the southern African region.

“Everyone wants to get to know and enjoy the crystal-clear waters, sand dunes and coral reefs, which are Vilankulo’s main tourist attractions and which make it one of the world’s favorite destinations,” said Vilanculo, who added: ”In addition to enhancing tourism potential, the service has encouraged tour operators to invest in digital marketing to promote their products and services. In addition, there is a government effort to improve local infrastructure, such as roads and the airport, and to facilitate the process of issuing visas for tourists.”

The search for partnerships to increase the volume of investment is another challenge imposed on the sector. Lucas Vilanculo, director of the District Service for Culture and Tourism, guarantees that he is committed to improving the tourist environment in the region so that the district can serve as an example to encourage the creation and implementation of more services of this nature throughout the country.

The availability and quality of the services provided by hotels and restaurants, combined with good service to tourists, can be one of the biggest attractions and, to this end, the director of the District Service for Culture and Tourism recommends “adequate training for professionals in the sector, tourism feeds a vast value chain, which even local communities gain from the arrival of tourists, hence the need to cherish the tourist and a lack of knowledge can undermine the relationship between operators and tourists, which can reduce their entry into the country,” he added.

EUA parabenizam Augusta Maíta pela nomeação como directora do MCA Moçambique

directora do MCA Moçambique

A Embaixada dos Estados Unidos da América (EUA) em Maputo parabenizou Augusta Maíta pela sua recente nomeação como directora-executiva do Millennium Challenge Account (MCA) Moçambique, conforme anunciado nesta Quinta-feira, 25 de Julho.

De acordo com a Lusa, a nomeação de Maíta foi aprovada pelo Conselho de Ministros em 23 de julho de 2024. Maíta, que anteriormente ocupou o cargo de Ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas, assumirá a liderança do MCA Moçambique, uma instituição responsável pela gestão de um apoio financeiro norte-americano de 31,7 mil milhões de meticais (500 milhões de dólares).

O comunicado da Embaixada destaca que a nomeação de Augusta Maíta resultou de um “processo de recrutamento competitivo e transparente”, envolvendo painéis de entrevista com representantes dos sectores público e privado, bem como da Millennium Challenge Corporation (MCC) e do Governo dos EUA. A posição foi uma das vinte vagas abertas no início do ano, atraindo mais de 4500 candidaturas.

Em Março, o Governo anunciou a criação de uma nova instituição para gerir um montante total de 33,9 mil milhões de meticais (537 milhões de dólares), dos quais 31,7 mil milhões de meticais (500 milhões de dólares) são provenientes do MCC. Esta nova entidade funcionará como uma instituição temporária pelos próximos sete anos.

O Compacto II, assinado em 20 de Setembro no Capitólio em Washington, na presença do Presidente Filipe Nyusi, inclui projectos significativos, como a construção de uma nova ponte sobre o rio Licungo, na província da Zambézia, e a criação de uma nova circular na mesma província, que tem sido severamente afectada por ciclones nos últimos anos.

US congratulates Augusta Maíta on her appointment as director of MCA Mozambique

directora do MCA Moçambique

The Embassy of the United States of America (USA) in Maputo congratulated Augusta Maíta on her recent appointment as executive director of the Millennium Challenge Account (MCA) Mozambique, as announced on Thursday, July 25.

According to Lusa, Maíta’s appointment was approved by the Council of Ministers on July 23, 2024. Maíta, who previously held the position of Minister of the Sea, Inland Waters and Fisheries, will take on the leadership of MCA Mozambique, an institution responsible for managing US financial support of 31.7 billion meticais (500 million dollars).

The Embassy statement highlights that Augusta Maíta’s appointment was the result of a “competitive and transparent recruitment process”, involving interview panels with representatives from the public and private sectors, as well as the Millennium Challenge Corporation (MCC) and the US government. The position was one of twenty openings at the beginning of the year, attracting more than 4,500 applications.

In March, the government announced the creation of a new institution to manage a total amount of 33.9 billion meticais (537 million dollars), of which 31.7 billion meticais (500 million dollars) comes from the MCC. This new entity will function as a temporary institution for the next seven years.

Compact II, signed on September 20 at the Capitol in Washington in the presence of President Filipe Nyusi, includes significant projects such as the construction of a new bridge over the Licungo River in Zambézia province and the creation of a new ring road in the same province, which has been severely affected by cyclones in recent years.

Concorrência desleal: CTA reage ao regulamento de obras públicas

Concorrência desleal: CTA reage ao regulamento de obras públicas

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) expressou a preocupação com o recém-aprovado Regulamento de Contratação de Empreitadas de Obras Públicas, que, segundo a organização, beneficia desproporcionalmente os concorrentes estrangeiros.

Em uma conferência de imprensa realizada em Maputo nesta Quinta-feira, 25 de Julho, Bento Machaila, presidente da Federação dos Empreiteiros na CTA, destacou que o regulamento apresenta falhas na fiscalização prévia dos contratos no Tribunal Administrativo, especialmente no que diz respeito aos concorrentes internacionais.

De acordo com Machaila, o regulamento permite que a entidade contratante verifique, se julgar necessário, a autenticidade dos documentos apresentados por empresas estrangeiras. No entanto, a falta de clareza sobre os procedimentos de verificação pode resultar na contratação de empresas não qualificadas.

“É necessário que as autoridades definam claramente os documentos exigidos e os procedimentos de verificação,” afirmou Machaila.

O Presidente da FME, também mencionou que as leis n.º 13/2024 e n.º 14/2014, que regulamentam a organização e o funcionamento das secções de contas públicas no Tribunal Administrativo, precisam ser revisadas para garantir sua eficácia.

Machaila sugeriu que o artigo 72 da lei n.º 13/2024 inclua uma nova alínea, “C-1”, para que a fiscalização prévia se aplique também aos contratos financiados por agências de cooperação ou organismos financeiros multilaterais.

Manter a legislação actual, segundo Machaila, coloca os concorrentes locais em desvantagem, pois os contratos estrangeiros não estão sujeitos ao visto do Tribunal Administrativo e são isentos de taxas administrativas.

Novo projecto solar de 100 MW em Manica recebe financiamento de 2,5 milhões de dólares do BAD

Novo projecto solar de 100 MW em Manica recebe financiamento de 2,5 milhões de dólares do BAD

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) vai financiar a construção de uma central solar flutuante com capacidade para 100 megawatts (MW) na albufeira de Chicamba, na província de Manica. O projecto, desenvolvido pela Electricidade de Moçambique (EDM), contará com um investimento de 158,2 milhões de meticais (2,5 milhões de dólares), disponibilizado através do SEFA (Sustainable Energy for Africa), de acordo com a Lusa.

“O financiamento não só possibilita a construção da central, como também apoia a EDM na implementação de um sistema de armazenamento da energia produzida. Este empreendimento será edificado na albufeira da barragem de Chicamba, construída no período colonial no distrito de Sussundenga,” informou a empresa estatal em comunicado.

O documento refere que o Estudo de Impacto Ambiental do projecto está em consulta pública até Agosto, permitindo a participação e contribuição da sociedade no desenvolvimento sustentável do projecto.

Actualmente, Moçambique possui projectos para centrais solares que totalizam 125 MW, dos quais 80 MW já estão ligados à rede eléctrica. No primeiro trimestre deste ano, a produção de electricidade em parques solares no país cresceu quase 14%, embora ainda represente menos de 0,5% da produção total.

“A produção de electricidade em seis grandes parques solares do país e outras centrais menores atingiu 19.688 megawatts-hora (MWh), comparado com 17.328 MWh nos primeiros três meses de 2023. Apesar deste crescimento, a produção solar foi superada pelos aproveitamentos hidreléctricos, que lideraram com 84,6%, principalmente devido à Hidroeléctrica de Cahora-Bassa, que, sozinha, representou 82,2% da produção total de electricidade até Março,” destaca o relatório da execução orçamental de Janeiro a Março.

Até 2030, o Executivo planeia avançar com a construção de centrais solares em pelo menos cinco locais, com o objectivo de adicionar 1000 MW de capacidade eléctrica à rede nacional. Esta iniciativa faz parte da Estratégia de Transição Energética (ETS), que prevê investimentos de cerca de 5 mil milhões de meticais (80 mil milhões de dólares) até 2050, visando uma “verdadeira revolução solar” no país.

A estratégia propõe o desenvolvimento de pelo menos 1000 MW de nova capacidade solar fotovoltaica e entre 200 a 500 MW de energia eólica ‘onshore’ até 2030. O objectivo até 2050 é alcançar uma capacidade instalada de 7,5 GW de energia solar fotovoltaica e até 2,5 GW de energia eólica, garantindo a satisfação da crescente demanda de electricidade no país de forma sustentável.

New 100 MW solar project in Manica receives funding of 2.5 million dollars from the AfDB

Novo projecto solar de 100 MW em Manica recebe financiamento de 2,5 milhões de dólares do BAD

The African Development Bank (AfDB) will finance the construction of a floating solar power plant with a capacity of 100 megawatts (MW) on the Chicamba reservoir in Manica province. The project, developed by Electricidade de Moçambique (EDM), will involve an investment of 158.2 million meticais (2.5 million dollars), made available through SEFA (Sustainable Energy for Africa), according to Lusa.

“The funding not only makes it possible to build the plant, but also supports EDM in implementing a storage system for the energy produced. This project will be built on the reservoir of the Chicamba dam, built during the colonial period in the district of Sussundenga,” the state company said in a statement.

The document states that the project’s Environmental Impact Study is under public consultation until August, allowing society to participate and contribute to the sustainable development of the project.

Mozambique currently has projects for solar power plants totaling 125 MW, of which 80 MW are already connected to the electricity grid. In the first quarter of this year, electricity production in solar parks in the country grew by almost 14%, although it still represents less than 0.5% of total production.

“Electricity production at the country’s six large solar parks and other smaller plants reached 19,688 megawatt hours (MWh), compared to 17,328 MWh in the first three months of 2023. Despite this growth, solar production was surpassed by hydroelectric plants, which led with 84.6%, mainly due to the Cahora-Bassa Hydroelectric Plant, which alone accounted for 82.2% of total electricity production up to March,” highlights the budget execution report from January to March.

By 2030, the Executive plans to move ahead with the construction of solar power plants in at least five locations, with the aim of adding 1000 MW of electricity capacity to the national grid. This initiative is part of the Energy Transition Strategy (ETS), which foresees investments of around 5 billion meticais (80 billion dollars) by 2050, aiming for a “true solar revolution” in the country.

The strategy proposes the development of at least 1000 MW of new solar photovoltaic capacity and between 200 and 500 MW of onshore wind power by 2030. The goal by 2050 is to reach an installed capacity of 7.5 GW of solar photovoltaic energy and up to 2.5 GW of wind energy, ensuring that the country’s growing demand for electricity is met in a sustainable way.

“Electricity production at the country’s six large solar parks and other smaller plants reached 19,688 megawatt hours (MWh), compared to 17,328 MWh in the first three months of 2023. Despite this growth, solar production was surpassed by hydroelectric plants, which led with 84.6%, mainly due to the Cahora-Bassa Hydroelectric Plant, which alone accounted for 82.2% of total electricity production up to March,” highlights the budget execution report from January to March.

By 2030, the Executive plans to move ahead with the construction of solar power plants in at least five locations, with the aim of adding 1000 MW of electricity capacity to the national grid. This initiative is part of the Energy Transition Strategy (ETS), which foresees investments of around 5 billion meticais (80 billion dollars) by 2050, aiming for a “true solar revolution” in the country.

The strategy proposes the development of at least 1000 MW of new solar photovoltaic capacity and between 200 and 500 MW of onshore wind power by 2030. The goal by 2050 is to reach an installed capacity of 7.5 GW of solar photovoltaic energy and up to 2.5 GW of wind energy, ensuring that the country’s growing demand for electricity is met in a sustainable way.

26 estudantes moçambicanos iniciam estudos na França com bolsas do Mozambique LNG

bolsas do Mozambique LNG

Na Terça-feira, 23 de Julho, o programa de bolsas do Projecto Mozambique LNG, operado pela TotalEnergies EP Mozambique Área 1 Limitada, enviou um grupo de 26 estudantes para França para iniciar seus estudos no ensino superior. Esta é a quarta edição do programa, que conta com a colaboração da Embaixada de França em Moçambique e está alinhado com as políticas do Governo.

Segundo a Agência de Informação de Moçambique (AIM), o programa já concedeu um total de 94 bolsas ao longo dos últimos quatro anos. Os novos bolsistas foram seleccionados através de um rigoroso processo que avaliou a excelência académica, a diversidade de género, a origem provincial e o histórico dos candidatos.

“Dos 1643 candidatos em todo o país, foram escolhidos 26 jovens, dos quais 12 são mulheres. Estes estudantes irão frequentar algumas das mais prestigiadas instituições universitárias em França, em cursos de Bachelor Universitaire de Technologie e Mestrado”, refere um comunicado da empresa.

Elsa Bernardoff, adida de cooperação da Embaixada de França em Moçambique, destacou o empenho da sua entidade na cooperação universitária e no apoio ao intercâmbio de conhecimento científico. “Este programa de mobilidade é uma extensão das actividades da Embaixada e visa reforçar as competências dos jovens que, ao retornarem a Moçambique, contribuirão para o desenvolvimento do país”, sublinhou.

Laila Chilemba, vice-presidente para Assuntos Públicos e Comunicação da TotalEnergies EP Mozambique Área 1 Limitada, expressou satisfação pela continuidade do programa e pelo marco de 100 bolsas atribuídas, que será alcançado com o envio de mais seis estudantes nos próximos meses. “Este feito reflete o compromisso da TotalEnergies em investir na educação e na formação de futuros líderes moçambicanos”, afirmou.

Ana Mapfala, oriunda de Sofala e admitida no bacharelato em Engenharia Química e de Processos, destacou a importância da prática combinada com o conhecimento teórico no seu curso. Já Humberto Cintura, de Nampula, admitido no mestrado em Engenharia Automotiva para Mobilidade Sustentável, manifestou entusiasmo pela oportunidade de aprofundar os seus conhecimentos e aspirar a uma carreira na indústria automóvel.

De acordo com a nota oficial, este ano, o programa de bolsas abrange sete províncias, e a mensagem para futuros candidatos é clara: “qualquer que seja a sua origem geográfica ou social, tente a sua sorte.”

26 Mozambican students begin studies in France with Mozambique LNG scholarships

bolsas do Mozambique LNG

On Tuesday, July 23, the scholarship program of the Mozambique LNG Project, operated by TotalEnergies EP Mozambique Area 1 Limitada, sent a group of 26 students to France to begin their studies in higher education. This is the fourth edition of the program, which has the collaboration of the French Embassy in Mozambique and is in line with government policies.

According to the Mozambican Information Agency (AIM), the program has already awarded a total of 94 scholarships over the last four years. The new fellows were selected through a rigorous process that assessed academic excellence, gender diversity, provincial origin and the background of the candidates.

“Of the 1643 applicants across the country, 26 young people were chosen, 12 of whom are women. These students will attend some of the most prestigious university institutions in France, in Bachelor Universitaire de Technologie and Master’s courses,” says a statement from the company.

Elsa Bernardoff, cooperation attaché at the French Embassy in Mozambique, highlighted her organization’s commitment to university cooperation and support for the exchange of scientific knowledge. “This mobility program is an extension of the Embassy’s activities and aims to strengthen the skills of young people who, on returning to Mozambique, will contribute to the country’s development,” she said.

Laila Chilemba, Vice President for Public Affairs and Communication at TotalEnergies EP Mozambique Area 1 Limitada, expressed her satisfaction at the continuity of the program and the milestone of 100 scholarships awarded, which will be reached with the sending of six more students in the coming months. “This achievement reflects TotalEnergies’ commitment to investing in education and training future Mozambican leaders,” he said.

Ana Mapfala, from Sofala and admitted to the bachelor’s degree in Chemical and Process Engineering, highlighted the importance of practice combined with theoretical knowledge in her course. Humberto Cintura, from Nampula, admitted to the master’s degree in Automotive Engineering for Sustainable Mobility, expressed his enthusiasm for the opportunity to deepen his knowledge and aspire to a career in the automotive industry.

According to the official press release, this year’s scholarship program covers seven provinces, and the message to future candidates is clear: “whatever your geographical or social origin, try your luck.”

Nacala Logistics fortalece operações ao transportar combustível na Linha de Kanengo

A Nacala Logistics alcançou um marco significativo ao transportar 580.660 litros de combustível para o depósito da National Oil Company of Malawi (NOCMA) em Lilongwe, utilizando a nova linha de Kanengo. Esta operação, realizada em 19 de julho, foi uma colaboração bem-sucedida entre as equipes de Moçambique e Malawi, que transportaram com segurança 16 tanques de combustível.

A chegada da carga em Kanengo foi testemunhada por ministros malawianos e líderes da Nacala Logistics, que destacaram a importância da linha para o transporte eficiente e seguro de diversos tipos de carga, reforçando a parceria logística entre os dois países.

A crescente demanda pelos serviços da Nacala Logistics, desde o transporte inicial de carvão no mês passado, demonstra a capacidade da empresa de diversificar e atender às necessidades dos clientes.

A Nacala Logistics continua a expandir e aprimorar seus serviços, garantindo eficiência e segurança em todas as operações. A empresa agradece a dedicação de suas equipes e reafirma seu compromisso com soluções logísticas de alta qualidade, simbolizando o progresso e o potencial de crescimento da logística na África.

Melina Mangoele: ʺA visão da Toastmasters é criar uma conexão global de líderesʺ

Melina Mangoele: ʺA visão da Toastsmasters é criar uma conexão global de Lideresʺ

Formada em Gestão de Empresas, Melina Mangoele, ingressou no Maputo Toastmasters Club em 2019 com o objectivo de superar fragilidades de comunicação e liderança que afectavam a sua progressão profissional. Desde a sua entrada na organização, Melina demonstrou um notável crescimento e dedicação, assumindo cargos de liderança. Actualmente, ocupa a posição de Presidente do Clube MaputoToastmasters.

Em conversa com o Profile, Melina partilha perspectivas do Toastmasters e os fundamentos que sustentam a organização.

Profile Mozambique: Como ponto de partida. O que é o Toastmasters e qual é a missão da organização?

Melina Mangoele: Toastmasters é uma organização internacional sem fins lucrativos, fundada há mais de 100 anos. Este ano, comemoramos o nosso centenário. A organização surgiu quando o fundador, Ralph C. Smedley, identificou uma falta de habilidades de comunicação e liderança nos profissionais da sua comunidade. Embora os colaboradores soubessem o que fazer e como fazer, faltavam-lhes habilidades de soft skills.

Assim, foi criado um espaço ou clube, onde os profissionais teriam um ambiente para praticar apresentações e reuniões. Portanto, o Toastmasters surge como uma organização, baseada em três pilares fundamentais: comunicação em público, liderança e networking, ou ambiente de apoio. Nessa rede, a nossa missão é proporcionar aos membros e à comunidade em geral o desenvolvimento das habilidades de comunicação e liderança por meio de um ambiente de apoio onde seja possível melhorar e aprimorar continuamente.

PM: Em uma breve conversa, bem antes de começarmos, comentou que em Moçambique estão há 18 anos. Então, como é que foi essa transição, do nível global para o local?

MM: A visão do Toastmasters é criar uma rede universal de líderes e comunicadores. Com base nisso, houve a necessidade de criar o clube em Moçambique. A referência veio dos clubes da África do Sul, onde os primeiros ensaios aconteceram por meio de reuniões esporádicas. Alguns participantes visitavam os clubes na África do Sul, até que se tomou a decisão de realmente abrir um local em Moçambique.

Embora o português seja a nossa língua oficial, o primeiro clube, o ‘Maputo Toastmasters’, adotou como língua de expressão, Inglês. Naquela época, as reuniões decorriam na Biblioteca Americana Martin Luther King. De salientar que, a escolha da língua depende muito dos objectivos do clube.

Talvez surja a pergunta: por que um país de língua oficial portuguesa acolheria um clube que se expressa em inglês? Parece ser algo abstrato, mas é exactamente uma questão estratégica. O ponto-chave do Toastmasters é capacitar os jovens que precisam de enfrentar o mercado de emprego, onde muitas vezes é exigida a proficiência em inglês. Portanto, ter uma rede para desenvolver habilidades de comunicação em língua inglesa é um ponto estratégico importante para esses jovens.

PM: Quais são os principais programas oferecidos pelo Toastmasters para o aperfeiçoamento das competências de comunicação e liderança e como esses programas são estruturados para garantir um desenvolvimento contínuo?

MM: Para tornar mais acessível, o Toastmasters funciona como um curso de mestrado. A partir do momento em que alguém se torna membro, tem acesso à plataforma da organização. Quando o membro acessa a plataforma, ele tem a opção de escolher entre onze cursos diferentes de forma aleatória ou pode se submeter a um teste disponível na plataforma para identificar as suas inclinações específicas.

Os cursos são ministrados de forma autodidacta, ou seja, não há professores. Cada membro é o próprio mestre e professor. Ao escolher um dos perfis ou trilhas, o membro inicia seu progresso educacional, evoluindo por níveis. Cada nível contém os seus projectos, cada um deles trabalha uma habilidade ou um tema específico que permite o membro melhorar continuamente suas competências.

Agora, em relação ao segundo ponto que me é questionado, para assegurar que os membros recebam a orientação necessária, temos dentro do Toastmasters um programa de mentoria. Quando um novo membro ingressa, ele é alocado a um mentor que já tenha atingido pelo menos o terceiro nível dentro da organização. Este mentor orienta o novo membro no uso da plataforma, no acesso aos cursos e lições, e na preparação de discursos. O mentor não escreve os discursos para o membro, mas ajuda na organização e oferece encorajamento, especialmente na preparação e melhoria do sua performance. O mentor acompanha o membro até que ele se sinta confiante o suficiente para prosseguir de forma independente.

Além do mentor individual, existe o Vice-Presidente para a Educação (VPE), que é  responsável pelo progresso educacional de todos os membros. O VPE recebe relatórios sobre o avanço dos membros e faz o acompanhamento contínuo. Esta combinação de suporte individual e supervisão geral assegura que todos os membros recebam a ajuda necessária para desenvolver suas habilidades de comunicação e liderança de maneira eficaz e contínua.

PM: Quais são os requisitos necessários para alguém se tornar um membro do Toastmasters?

Para se tornar membro do Toastmasters, é necessário ter no mínimo 18 anos. Estabelecemos essa idade mínima para evitar questões relacionadas à exposição de menores de idade. Quando alguém ouve falar do Toastmasters e demonstra interesse, o próximo passo é participar de duas reuniões, que são completamente gratuitas. Isso permite ao convidado entender o conceito, o funcionamento, a organização e a execução prática de uma sessão do Toastmasters.

Após essas duas reuniões, o visitante deve decidir se deseja se tornar membro. Se a decisão for positiva, a pessoa é apresentada o Vice-Presidente de Membrasia, que fornecerá os formulários necessários e explicará os valores aplicáveis para a adesão. Após preencher os formulários e efectuar o pagamento da taxa de adesão, o novo membro é registado a rede global da Toastmasters.

A partir desse momento, o novo membro tem acesso completo aos clubes. Como o Toastmasters é uma entidade global, o membro também tem acesso a uma ampla rede de contactos internacionais, permitindo uma experiência de aprendizado e networking fora do alcance nacional.

PM: Sabemos que o Toastmasters tem cerca de cinco clubes em Moçambique. Como surgiu a ideia de criar os clubes e quais são os principais objectivos desses clubes?

MM: Actualmente, Moçambique está dividida em duas áreas dentro do Toastmasters: a Área 74 e a Área 129. Para que fique mais detalhado, em termos de clubes, temos sete no total, divididos entre clubes corporativos e comunitários. Existem quatro clubes corporativos e três clubes comunitários no país.

Nos clubes comunitários, destacam-se o Maputo Toastmasters, que é a mãe de todos os outros, o Clube Timbila e o Clube da Beira. Esses clubes são a porta de entrada para novos membros, oferecendo um ambiente adequado para todos que desejam desenvolver habilidades de comunicação e liderança.

Além dos clubes comunitários, temos clubes corporativos que são exclusivos para colaboradores de empresas específicas. Empresas que identificam fragilidades em comunicação e liderança entre seus colaboradores muitas vezes colaboram com o Toastmasters para resolver esses problemas. Actualmente, contamos com os clubes corporativos da Vodacom, Standard Bank, Absa Bank e FNB.

Estamos também em processo de abertura de mais 3 clubes corporativos. Esses novos clubes vão ajudar a expandir a rede e a fortalecer ainda mais as habilidades de comunicação e liderança dos profissionais em Moçambique.

PM: Este ano, foi organizado o Mozambique Toastmasters Week 2024 sob o lema “A África que Queremos”. Quais foram os principais fundamentos e o impacto desse evento?

MM: Para a criação do Toastmasters em Moçambique, adoptamos o lema “A África que Queremos”. Eu tive a honra de ser a Directora de Logística, responsável por todos os arranjos logísticos, contacto com os convidados nacionais e internacionais. Estive envolvida em todas as etapas do processo, desde o planeamento até a execução.

Nosso lema “A África que Queremos” reflecte nossa crença de que o futuro da África está nas mãos dos jovens. Queremos ser participantes activos na formação dos líderes de amanhã. A ideia é estimular a sociedade moçambicana a reflectir sobre o tipo de Sociedade que queremos é exactamente para participarmos desse processo construtivo.

Para exemplificar, trouxemos diversos palestrantes de áreas distintas, como a Dama do Bling na música, Carlos Serra na área do ambiente, Boardina Muala na Comunicação, Jeckcy, no Empreendedorismo e Glayds Gande na área do Empoderamento feminino, entre outros convidados.  Esses eventos foram oportunidades para os jovens pensarem sobre onde estamos e onde queremos chegar, chamando a atenção dos jovens para serem parte da solução, que desejamos ver na sociedade.

Ademais, acreditamos que um líder eficaz deve ser capaz de se comunicar de forma persuasiva, liderar equipes diversas e ter uma rede de contactos sólida. Essas habilidades são cruciais para mover e inspirar pessoas, bem como para levar adiante suas ideias.

Em termos do impacto, claramente olhamos para a adesão, desde que abrimos nossas portas, temos visto um crescente interesse na comunidade. Nossas reuniões têm ficado mais cheias e há um entusiasmo palpável das pessoas em conhecer mais sobre a nossa organização e se juntar a nós. O impacto da nossa missão é evidente, pois temos conseguido atrair cada vez mais membros que desejam desenvolver suas habilidades e contribuir para a sociedade moçambicana.

E por fim, o evento ampliou nossa visibilidade a nível do Toastmasters internacional, como já havia destacado, fomos destiguindos como a melhor área e em parte, essa distinção teve como contribuição o poder desse evento.

PM: Quais são os principais desafios que uma organização da dimensão do Toastmasters enfrenta em Moçambique?

MM: Um dos desafios que enfrentamos actualmente é a concentração dos nossos clubes na cidade de Maputo, temos um na Beira. Moçambique é um país vasto e não se resume apenas à sua capital. Temos dificuldade em abrir clubes fora de Maputo e garantir que esses clubes ofereçam a mesma qualidade e atractividade que temos na capital.

Outro desafio é aumentar o interacção com as empresas. Trabalhamos constantemente para mostrar às empresas a importância dos seus colaboradores treinarem habilidades de comunicação e liderança. O nosso trabalho é evidenciar que o desenvolvimento dessas habilidades, trará ganhos não só pessoais, mas também para a empresa. No entanto,  ainda há uma certa relutância e falta de entendimento por parte de algumas instituições em acolher este programa.

Além disso, temos fortes dificuldades em acessar instituições públicas. Quando nos aproximamos a essas instituições, frequentemente ouvimos que há falta de orçamento e que raramente contemplam questões de desenvolvimento de habilidades de comunicação e liderança. Actualmente, não estamos a trabalhar com nenhuma instituição pública. Esses desafios são alguns dos desafios, mas continuamos os nossos esforços para expandir e melhorar a difusão do Toastmasters em todo o país.

PM: Quais são os próximos passos que da Toastmasters em Moçambique?

MM: Os próximos passos do Toastmasters em Moçambique incluem uma série de iniciativas estratégicas voltadas para ampliar a presença e o impacto da organização em todo o país. Primeiramente, o Toastmasters está focado em expandir sua rede de clubes. Este esforço inclui a abertura de novos clubes comunitários e corporativos, com o objectivo de estabelecermo-nos em todo o país.

Ademais, o Toastmasters pretende estabelecer parcerias com universidades para criar canais que permitam aos estudantes começar a desenvolver as suas habilidades de comunicação desde a faculdade. Esta abordagem visa resolver limitações de comunicação de forma precoce, preparando os alunos para desafios futuros no mercado de trabalho e em suas vidas profissionais.