Thursday, June 18, 2026
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Government estimates need for 4.6 billion meticais to finance budget deficit by 2027

Governo estima necessidade de 4,6 mil milhões de meticais para financiar défice orçamental até 2027

The Mozambican government has approved the Medium-Term Fiscal Scenario (MTFS) until 2027, highlighting that 293.6 billion meticais (equivalent to 4.6 billion dollars) will be needed to cover the budget deficit over the next four years. According to Lusa, the document presents detailed financial projections and strategies to gradually reduce the deficit.

The CFMP indicates that the budget deficit, which represents 7.6% of GDP in 2023, will be reduced to 5.0% in 2024 and will continue to decrease until it reaches 0.9% of GDP in 2027. To finance the deficit, the government forecasts 76.4 billion meticais (1.21 billion dollars) in 2024, rising to 83.4 billion meticais (1.32 billion dollars) in 2025. Financing needs will be 72.1 billion meticais (1.14 billion dollars) in 2026, falling to 61.6 billion meticais (973.7 million dollars) in 2027.

The document highlights that the government will prioritize external credits to access financial resources with competitive interest rates and extended terms, with the aim of reducing pressure on domestic debt and strengthening the country’s fiscal position. This strategic approach reflects the commitment to prudent management of public finances, seeking to ensure fiscal sustainability and promote sustainable economic growth.

In addition, the CFMP projects additional gains through fiscal measures, with expectations of 8.6 billion meticais (137.3 million dollars) in 2025, rising to 16.7 billion meticais (264.6 million dollars) in 2026 and 21.6 billion meticais (341.7 million dollars) in 2027.

“By projecting public income and expenditure for the next three years, we can identify financial challenges and investment opportunities that will help guide effective policies and allocate resources efficiently,” concludes the CFMP.

Moçambique envia navio para auxiliar na dragagem do porto da Guiné-Bissau

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O ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, Carlos Pinto Pereira, anunciou nesta Terça-feira, 25 de Junho, que Moçambique está preparado para enviar um navio nos próximos dois ou três meses para auxiliar na dragagem do Porto Comercial de Bissau.

Durante o balanço da visita de Estado do Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, a Moçambique, Pinto Pereira destacou a cooperação entre os dois países em diversas áreas. Segundo ele, o Governo moçambicano se comprometeu não só com a limpeza do Porto de Bissau, que não recebe dragagem há mais de 40 anos, mas também com parcerias empresariais e formação de quadros guineenses.

Pereira comparou a eficiência do Porto de Maputo, o mais eficiente da África Austral, com o Porto de Bissau, ressaltando a capacidade de despacho de contentores em cinco minutos contra 19 horas na África do Sul. Ele mencionou ainda que trabalhadores portuários de Bissau e estudantes serão enviados em breve para treinamento no Porto de Maputo.

Além da assistência na área portuária, Moçambique ofereceu apoio através de sua academia de polícia, escola de enfermagem e formação para pessoal da administração pública da Guiné-Bissau. Durante a visita de Embaló, discutiu-se também a colaboração de empresários moçambicanos na transformação da castanha de caju na Guiné-Bissau.

Mozambique sends ship to help dredge Guinea-Bissau port

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Guinea-Bissau’s Minister of Foreign Affairs, Carlos Pinto Pereira, announced on Tuesday, June 25, that Mozambique is prepared to send a ship in the next two or three months to help dredge the Commercial Port of Bissau.

During the state visit by Guinean President Umaro Sissoco Embaló to Mozambique, Pinto Pereira highlighted the cooperation between the two countries in various areas. According to him, the Mozambican government has committed itself not only to cleaning up the Port of Bissau, which has not been dredged for over 40 years, but also to business partnerships and training Guinean staff.

Pereira compared the efficiency of the Port of Maputo, the most efficient in southern Africa, with the Port of Bissau, highlighting the ability to clear containers in five minutes compared to 19 hours in South Africa. He also mentioned that port workers from Bissau and students will soon be sent for training at the Port of Maputo.

In addition to assistance in the port area, Mozambique has offered support through its police academy, nursing school and training for Guinea-Bissau public administration personnel. During Embaló’s visit, they also discussed the collaboration of Mozambican entrepreneurs in the processing of cashew nuts in Guinea-Bissau.

João Figueiredo: “Nossa maior ambição é nos inspirarmos nas necessidades dos clientes”

O Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Moza Banco, João Figueiredo, em entrevista ao Profile, faz uma análise profunda da trajectória do Moza Banco nos últimos 16 anos.

Com um olhar atento para o futuro, o Moza Banco continua a inovar e a expandir seus serviços, reafirmando seu compromisso com um crescimento económico sustentável e inclusivo em Moçambique.

Profile Mozambique: Como descreve os 16 anos  de trajectória do Moza Banco?

João Figueiredo: São 16 anos de desafios, oportunidades, muita luta e dedicação, desde a época dos fundadores do banco até à nova administração que hoje está no Moza Banco. Este percurso contou com o grande empenho dos nossos accionistas, colaboradores, parceiros e autoridades.

Durante esses 16 anos, servimos a economia moçambicana, participando activamente do sistema financeiro e colaborando no fortalecimento do nosso sector. No entanto, tanto a nível nacional quanto internacional, a conjuntura não tem sido das mais favoráveis. A nível global, enfrentamos dois grandes fenómenos recentes: a pandemia de Covid-19 e suas consequências, e as guerras no Médio Oriente e na Ucrânia, cujas repercussões ultrapassam as fronteiras dos conflitos, impactando o mundo inteiro.

No contexto nacional, nossa economia também vive momentos de grande dificuldade. Precisamos concentrar nossos esforços naquilo que é essencial para nós. O Moza Banco está comprometido em impulsionar o desenvolvimento das pequenas e médias empresas, que são a base de qualquer economia em crescimento. Nesse sentido, celebramos recentemente um acordo com a Fundação Dom Cabral para capacitar aos nossos pequenos empresários, um dos principais pilares do desenvolvimento.

Além disso, o Moza Banco quer destacar a importância de apoiar as pequenas e médias empresas e alertar a sociedade sobre o desenvolvimento multissectorial necessário para o nosso progresso. O setcor da energia, com a chegada do gás, é frequentemente mencionado, mas acreditamos que nosso modelo económico deve apoiar diversos sectores, incluindo turismo e agronegócio. Precisamos incluir as populações das zonas rurais no nosso desenvolvimento, pois crescimento económico não significa necessariamente inclusão social ou desenvolvimento sustentável.

Este é um grito de alerta para continuar apoiando o desenvolvimento global e sectorial, promovendo uma cadeia de valor dentro do país, reduzindo importações e aumentando exportações. Um exemplo é a questão agrícola e a necessidade de distritos que ainda não possuem bancos, agências ou ATMs.

Com 16 anos de Moza Banco, nosso projecto e plano, tanto a curto quanto a longo prazo, visam alcançar essas populações e distritos que, apesar de terem potencial económico, ainda não são adequadamente assistidos pelo sector bancário. Queremos que todos os stakeholders colaborem neste esforço, cumprindo suas responsabilidades para que possamos continuar a bancarizar o país e levar serviços financeiros às zonas mais remotas.

O crescimento global previsto pelo Banco Mundial para este ano pode não nos afectar directamente, mas temos que focar na nossa economia nacional. Precisamos depender menos de doações e mais da nossa própria produção. Temos recursos suficientes e potencial para sermos autossustentáveis, como nossa vasta costa de 2.700 km e terras aráveis. Precisamos concentrar esforços no desenvolvimento económico que desejamos, criando mais empregos e formalizando a economia informal.

O Moza Banco tem um lema: “Fazer Acontecer”. Estamos comprometidos em entender as necessidades dos nossos clientes e fornecer produtos e serviços que atendam a essas necessidades, criando uma relação forte e sustentável com eles. A nossa maior ambição é ser o melhor banco em qualidade, não necessariamente o maior em quantidade.

O projecto com a Fundação Dom Cabral é um exemplo do nosso compromisso contínuo com a formação dos pequenos empresários. Queremos que esse programa dure enquanto houver necessidade de capacitação. Continuaremos a investir no desenvolvimento dos nossos clientes, contribuindo para uma economia mais robusta e inclusiva.

PM: Como o Moza Banco se posiciona em relação à bancarização do país e à expansão dos serviços bancários para as áreas mais remotas? Este é um projecto que deve ser assumido em nível nacional?

JF: Nós, enquanto agentes da economia e do sistema financeiro, precisamos trabalhar em conjunto com o Estado. O Moza Banco abraçou o projecto do Estado no programa “Um Distrito, Um Banco”. No entanto, este programa enfrenta atrasos em seu orçamento e ritmo de implementação, e não por responsabilidade dos bancos. Os bancos estão a cumprir seu papel, mas é essencial que todos os stakeholders colaborem. O sistema financeiro não pode ser o único responsável, o Estado também precisa participar activamente.

Compreendemos que o Estado enfrenta várias dificuldades, mas este é um sacrifício que deve ser compartilhado. Não basta apenas os bancos se esforçarem para chegar às zonas rurais, todos os envolvidos devem estar comprometidos. Apesar dos desafios, os bancos já abriram muitos balcões em áreas rurais.

Mesmo em momentos de grande dificuldade, como em 2016, quando o Moza Banco enfrentou uma crise, conseguimos abrir dois balcões em zonas rurais. Hoje, felizmente, superamos aquela fase difícil, mas continuamos comprometidos com o programa “Um Distrito, Um Banco”. Fomos um dos bancos que mais aderiram a este programa, mas é crucial que todos os responsáveis estejam alinhados e cumpram suas obrigações.

Acreditamos que há condições para continuar com este programa se todos os stakeholders estiverem na mesma página. Recentemente, o Banco Mundial previu um crescimento da economia mundial de 2,4% para 2,6% este ano. No entanto, devemos focar em nossa própria economia e trabalhar juntos para promover um desenvolvimento inclusivo e sustentável.

PM: De acordo com esta leitura do Banco Mundial, que impacto se pode esperar na economia e de uma forma directa na vida dos mocambicanos?

JF: O crescimento a nível mundial não nos afectará se não soubermos concentrar e focar na nossa economia nacional. Precisamos viver com o apoio dos nossos parceiros, mas devemos nos concentrar na produção nacional. Se não o fizermos, continuaremos dependentes de doações e ajuda externa, e isso não é o que desejamos. Queremos deixar para nossos filhos e futuras gerações um país sustentável, capaz de se sustentar por si mesmo.

Temos recursos suficientes para alcançar essa independência. Temos, por exemplo, a possibilidade de usar nossos portos para facilitar o comércio com países do interior, como a Tanzânia. Precisamos nos concentrar nessas vantagens e não deixar o tema da economia mundial nos distrair.

Devemos reunir esforços e definir um modelo de desenvolvimento económico que atenda às nossas necessidades. Quais são os sectores em que devemos investir para desenvolver o país? Precisamos criar mais postos de trabalho e formalizar a economia informal, integrando mais pessoas na economia produtiva e real.

É crucial que nos concentremos na nossa economia e nos unamos para atingir esses objectivos. Somente assim poderemos construir um futuro mais próspero e sustentável para todos os moçambicanos.

PM: Em relação ao Memorando de Entendimento assinado entre o Moza e a FDC para a viabilização de um programa educacional denominado “Pra Frente” através do qual as Pequenas e Médias Empresas nacionais, beneficiarão de formações e capacitações em matérias de empreendedorismo e gestão.

Qual é a estratégia para garantir que os critérios de selecção dos participantes atendam adequadamente às necessidades e diversidade dos pequenos empresários em diferentes regiões do país?

JF: O programa é administrado online e oferece pacotes de cursos que cobrem diversas áreas. Nosso objectivo é envolver pequenos empresários, microempresários, e oferecer-lhes a oportunidade de participar desses cursos. Eles aprenderão conceitos básicos que os ajudarão a se defender melhor e a se prepararem para a gestão de seus negócios.

O protocolo que adoptamos envolve a identificação de empresários, microempresários, pequenas e médias empresas, empreendedores e mulheres empresárias que se beneficiarão do programa. Vamos trazê-los para o programa e fornecer a formação necessária, para que fiquem melhor preparados para a vida empresarial.

A selecção dos participantes é feita com base em vários critérios. Para o primeiro grupo, buscamos cobrir diversos sectores de actividade e representantes de todas as províncias do país. Para a segunda turma, escolhemos focar exclusivamente em mulheres empreendedoras.

No futuro, novos critérios serão definidos para seleccionar os participantes.

PM: Qual tem sido o maior ganho proporcionado pelo Moza Banco para a economia ao longo de seus 16 anos de existência, e quais são os principais desafios que a instituição enfrenta actualmente em sua contribuição para o desenvolvimento económico?

JF: O maior ganho para a economia, nesses 16 anos, é o papel que o Moza Banco desempenha como entidade financiadora e parceira dos seus clientes. Construímos dia a dia uma relação de entendimento, buscando compreender suas necessidades e oferecendo produtos, instrumentos e serviços que realmente atendam a essas demandas. Nossa maior ambição é nos inspirarmos nas necessidades dos clientes e entregarmos produtos e serviços que atendam a essas necessidades.

No nosso DNA, somos um banco relacional, o que significa que queremos criar uma relação com o cliente, entendê-lo e, a partir disso, desenvolver os produtos e serviços adequados.

João Figueiredo: “Our greatest ambition is to be inspired by our customers’ needs”

The Chairman of the Board of Directors of Moza Banco, João Figueiredo, in an interview with Profile, makes an in-depth analysis of Moza Banco’s trajectory over the last 16 years.

Looking to the future, Moza Banco continues to innovate and expand its services, reaffirming its commitment to sustainable and inclusive economic growth in Mozambique.

Profile Mozambique: How would you describe Moza Banco’s 16-year history?

João Figueiredo: It’s been 16 years of challenges, opportunities, a lot of struggle and dedication, from the time of the bank’s founders to the new management at Moza Banco today. This journey has relied on the great commitment of our shareholders, employees, partners and authorities.

During these 16 years, we have served the Mozambican economy, actively participating in the financial system and helping to strengthen our sector. However, both nationally and internationally, the economic climate has not been the most favorable. Globally, we are facing two major recent phenomena: the Covid-19 pandemic and its consequences, and the wars in the Middle East and Ukraine, whose repercussions go beyond the borders of the conflicts, impacting the entire world.

In the national context, our economy is also going through very difficult times. We need to focus our efforts on what is essential to us. Moza Banco is committed to boosting the development of small and medium-sized enterprises, which are the foundation of any growing economy. To this end, we recently signed an agreement with the Dom Cabral Foundation to train our small business owners, one of the main pillars of development.

In addition, Moza Banco wants to highlight the importance of supporting small and medium-sized businesses and alert society to the multi-sectoral development that is necessary for our progress. The energy sector, with the arrival of gas, is often mentioned, but we believe that our economic model must support various sectors, including tourism and agribusiness. We need to include rural populations in our development, because economic growth does not necessarily mean social inclusion or sustainable development.

This is a wake-up call to continue supporting global and sectoral development, promoting a value chain within the country, reducing imports and increasing exports. One example is the agricultural issue and the need for districts that still don’t have banks, branches or ATMs.

With 16 years of Moza Banco, our project and plan, both short and long term, aim to reach those populations and districts which, despite having economic potential, are still not adequately assisted by the banking sector. We want all stakeholders to collaborate in this effort, fulfilling their responsibilities so that we can continue to bank the country and bring financial services to the most remote areas.

The global growth forecast by the World Bank for this year may not affect us directly, but we have to focus on our national economy. We need to rely less on donations and more on our own production. We have enough resources and potential to be self-sustaining, such as our vast 2,700 km coastline and arable land. We need to focus on the economic development we want, creating more jobs and formalizing the informal economy.

Moza Banco has a motto: “Make it Happen”. We are committed to understanding our customers’ needs and providing products and services that meet those needs, creating a strong and sustainable relationship with them. Our greatest ambition is to be the best bank in terms of quality, not necessarily the biggest in terms of quantity.

The project with the Dom Cabral Foundation is an example of our ongoing commitment to training small business owners. We want this program to last as long as there is a need for training. We will continue to invest in the development of our clients, contributing to a more robust and inclusive economy.

MP: How does Moza Banco position itself in relation to the country’s bankarization and the expansion of banking services to the most remote areas? Is this a project that should be taken on at national level?

JF: As agents of the economy and the financial system, we need to work together with the state. Moza Banco has embraced the state’s project in the “One District, One Bank” program. However, this program is facing delays in its budget and pace of implementation, and not because of the banks. The banks are fulfilling their role, but it is essential that all stakeholders collaborate. The financial system cannot be solely responsible, the state also needs to participate actively.

We understand that the state is facing various difficulties, but this is a sacrifice that must be shared. It’s not enough for banks alone to make the effort to reach rural areas, everyone involved must be committed. Despite the challenges, banks have already opened many branches in rural areas.

Even in times of great difficulty, such as in 2016, when Moza Banco faced a crisis, we managed to open two branches in rural areas. Today, fortunately, we have overcome that difficult phase, but we remain committed to the “One District, One Bank” program. We were one of the banks that joined this program the most, but it is crucial that all those responsible are aligned and meet their obligations.

We believe that there are conditions to continue with this program if all stakeholders are on the same page. Recently, the World Bank predicted growth in the world economy from 2.4% to 2.6% this year. However, we must focus on our own economy and work together to promote inclusive and sustainable development.

PM: According to this reading from the World Bank, what impact can be expected on the economy and directly on the lives of Mozambicans?

JF: Global growth won’t affect us if we can’t concentrate and focus on our national economy. We need to live with the support of our partners, but we must focus on national production. If we don’t, we’ll continue to depend on donations and foreign aid, and that’s not what we want. We want to leave our children and future generations a sustainable country, capable of supporting itself.

We have enough resources to achieve this independence. We have, for example, the possibility of using our ports to facilitate trade with inland countries such as Tanzania. We need to focus on these advantages and not let the issue of the world economy distract us.

We must join forces and define an economic development model that meets our needs. What sectors should we invest in to develop the country? We need to create more jobs and formalize the informal economy, integrating more people into the productive and real economy.

It is crucial that we focus on our economy and unite to achieve these goals. Only in this way can we build a more prosperous and sustainable future for all Mozambicans.

PM: With regard to the Memorandum of Understanding signed between Moza and the FDC for the implementation of an educational program called “Pra Frente” through which small and medium-sized national companies will benefit from training in entrepreneurship and management.
What is the strategy for ensuring that the criteria for selecting participants adequately meet the needs and diversity of small business owners in different regions of the country?

JF: The program is run online and offers packages of courses covering various areas. Our aim is to involve small business owners, micro-entrepreneurs, and offer them the opportunity to take part in these courses. They will learn basic concepts that will help them defend themselves better and prepare for running their businesses.

The protocol we have adopted involves identifying entrepreneurs, micro-entrepreneurs, small and medium-sized businesses, entrepreneurs and women entrepreneurs who will benefit from the program. We will bring them into the program and provide the necessary training so that they are better prepared for business life.

Participants are selected on the basis of various criteria. For the first group, we aim to cover various sectors of activity and representatives from all the country’s provinces. For the second group, we chose to focus exclusively on women entrepreneurs.

In the future, new criteria will be defined for selecting participants.

MP: What has been Moza Banco’s greatest gain for the economy over its 16 years of existence, and what are the main challenges the institution currently faces in its contribution to economic development?

JF: The biggest gain for the economy in these 16 years is the role Moza Banco plays as a lender and partner to its clients. Every day we build a relationship of understanding, seeking to understand their needs and offering products, instruments and services that really meet those demands. Our greatest ambition is to be inspired by our clients’ needs and to deliver products and services that meet those needs.

In our DNA, we are a relational bank, which means that we want to create a relationship with the client, understand them and, based on that, develop the right products and services.

Gemfields anuncia resultados positivos em leilão de rubis de qualidade mista

A Gemfields divulgou com satisfação os resultados do seu mais recente leilão de rubis de qualidade mista, realizado entre os dias 3 e 18 de junho de 2024. Este evento destacou-se por seu forte desempenho, conforme os números a seguir.

Destaques do Leilão de Rubis de Qualidade Mista – Junho de 2024

(i) Receita total do leilão: USD 68,7 milhões.

(ii) 94 dos 97 lotes (totalizando 217.044 quilates) foram vendidos, representando 97% do total.

(iii) Preço médio realizado: USD 316,95 por quilate.

(iv) Os 22 leilões de pedras preciosas da MRM, desde junho de 2014, já geraram um total de USD 1,12 bilhões em receitas.

Adrian Banks, Director Executivo de Produção e Vendas da Gemfields, comentou: “Este leilão marca o 10º aniversário desde o nosso primeiro leilão de rubis da Montepuez Ruby Mine, em Moçambique, realizado em junho de 2014. Temos o prazer de anunciar mais um forte resultado, demonstrando a confiança que os clientes fiéis têm na nossa oferta de produtos e plataforma de leilões. Embora os resultados dos leilões não devam ser diretamente comparados, a nossa equipa orgulha-se de ter ultrapassado o marco de um preço médio de venda de 300 USD por quilate neste leilão.”

Banks ainda destacou os desafios enfrentados pela indústria, em parte devido ao abrandamento económico na China, mas expressou esperança de que os resultados do leilão proporcionem confiança a outras partes interessadas no sector. “Como sempre, endereçamos os nossos agradecimentos à equipa de trabalho da MRM, aos nossos parceiros Mwiriti e ao Governo de Moçambique, cujo apoio torna estes resultados e conquistas possíveis”, afirmou.

Os rubis brutos leiloados foram extraídos pela Montepuez Ruby Mining Limitada (MRM), uma joint venture na qual a Gemfields detém 75% de participação e a Mwiriti Limitada, sua parceira moçambicana, possui 25%. As receitas deste leilão serão integralmente repatriadas para a MRM, em Moçambique, com todos os royalties devidos ao Governo da República de Moçambique sendo pagos com base no preço total de venda alcançado.

Os lotes do leilão foram exibidos em Bangkok, onde os clientes puderam visualizá-los em sessões privadas e presenciais. Posteriormente, as vendas ocorreram por meio de uma plataforma online especialmente adaptada pela Gemfields, permitindo a participação de clientes de várias jurisdições através de um processo de licitação selada.

A especificidade dos leilões e a qualidade dos lotes oferecidos variam em características como tamanho, cor e transparência, reflectindo as variações na produção mineira e na demanda do mercado. Portanto, os resultados de cada leilão não são directamente comparáveis.

O sucesso contínuo da Gemfields nos leilões de rubis sublinha a força e a resiliência da empresa no mercado global de pedras preciosas, além de destacar a importância das suas operações em Moçambique.

Governo cria fundo de 68,2 milhões de dólares para financiamento de MPME

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Esta semana, o Governo anunciou a criação do Fundo de Garantia Mutuária, destinado a facilitar o acesso ao crédito para Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME) em Moçambique. O fundo, dotado de 4,4 mil milhões de meticais (equivalente a 68,2 milhões de dólares), tem como objectivo principal oferecer garantias e contragarantias para empréstimos contraídos por essas empresas junto à banca nacional, visando taxas de juro mais acessíveis.

Segundo o decreto do Conselho de Ministros, publicado pela Lusa, o fundo será supervisionado pelo Banco de Moçambique e contará com parcerias estratégicas para garantir sua sustentabilidade e ampliar a oferta de apoio financeiro às MPME. O documento também enfatiza a disseminação de instrumentos legais que promovam melhorias no acesso ao financiamento para esse segmento crucial da economia.

O ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, destacou a importância do fundo para fortalecer a capacidade de investimento das MPME nos sectores agrícola, piscicultura, comercialização e processamento agrícola, turismo e habitação. Ele ressaltou que o acesso facilitado ao crédito contribui directamente para o crescimento do sector privado e, consequentemente, para o desenvolvimento económico do país.

Government creates 68.2 million dollar fund to finance MSMEs

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This week, the government announced the creation of the Loan Guarantee Fund, aimed at facilitating access to credit for Micro, Small and Medium-sized Enterprises (MSMEs) in Mozambique. The fund, endowed with 4.4 billion meticais (equivalent to 68.2 million dollars), has the main objective of offering guarantees and counter-guarantees for loans taken out by these companies with national banks, with a view to more accessible interest rates.

According to the Council of Ministers’ decree, published by Lusa, the fund will be supervised by the Bank of Mozambique and will rely on strategic partnerships to ensure its sustainability and expand the supply of financial support to MSMEs. The document also emphasizes the dissemination of legal instruments that promote improvements in access to finance for this crucial segment of the economy.

The Minister of Economy and Finance, Max Tonela, highlighted the importance of the fund to strengthen the investment capacity of MSMEs in the agricultural, fish farming, agricultural marketing and processing, tourism and housing sectors. He stressed that easier access to credit contributes directly to the growth of the private sector and, consequently, to the country’s economic development.

 

Niassa: concluídas as obras da mini central hídrica de 400 milhões de meticais

Energia

As obras de construção da mini central hídrica de 479 kilowatts no posto administrativo de Meponda, distrito de Lichinga, na província do Niassa, foram finalizadas, beneficiando mais de 1600 famílias este ano com acesso à energia eléctrica. O investimento totalizou 400 milhões de meticais.

De acordo com a Rádio Moçambique, a energia gerada será integrada à rede nacional e expandida para os povoados de Luawisse, Chilovelo, Chanje, Timba, Nchenule e Lundo.

Victor Raul, delegado provincial do Fundo Nacional de Energia (FUNAE), destacou que a electrificação faz parte do programa nacional para expandir o acesso à energia até 2030, beneficiando especialmente comunidades remotas. Ele também anunciou planos para novas centrais de média tensão.

Recentemente, o governo informou que o programa “Energia para Todos” já alcançou 67% da meta nacional de electrificação, totalizando 530 mil ligações através de diversas fontes de energia, com expectativa de alcançar 100% até 2030.

Durante o período de 2018 a 2023, a taxa de acesso à electricidade aumentou para 54%, impulsionada por soluções fora da rede nacional.

Niassa: work on 400 million meticais mini hydro plant completed

Energia

Construction work on the 479-kilowatt mini hydroelectric plant in the Meponda administrative post, Lichinga district, in Niassa province, has been completed, benefiting more than 1600 families this year with access to electricity. The investment totaled 400 million meticais.

According to Rádio Moçambique, the energy generated will be integrated into the national grid and expanded to the villages of Luawisse, Chilovelo, Chanje, Timba, Nchenule and Lundo.

Victor Raul, provincial delegate of the National Energy Fund (FUNAE), pointed out that the electrification is part of the national program to expand access to energy by 2030, benefiting especially remote communities. He also announced plans for new medium-voltage power stations.

Recently, the government reported that the “Energy for All” program has already reached 67% of the national electrification target, totaling 530,000 connections through various energy sources, with the expectation of reaching 100% by 2030.

During the period from 2018 to 2023, the electricity access rate increased to 54%, driven by off-grid solutions.