Friday, September 4, 2026
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FACIM 2026 vai ter espaço dedicado às MPME

A Feira Internacional de Maputo, FACIM, vai contar, este ano, com um pavilhão dedicado e estruturado exclusivamente para as Micro, Pequenas e Médias Empresas.

A iniciativa foi lançada em Maputo, pelo Secretário Permanente do Ministério da Economia, na Segunda Reunião de Articulação com o Sector Privado, segundo avança a Rádio Moçambique.

Citado pela mesma fonte, Jorge Jairoce disse que o pavilhão unificado das MPME’s vai reforçar a capacidade de as empresas firmarem parcerias estratégicas e, sobretudo, contribuir para a melhoria do ambiente de negócios no País.

O Ministério da Economia lançou ainda, a fase-piloto de uma plataforma digital concebida para permitir que as MPME’s tenham acesso facilitado a serviços, oportunidades de financiamento e mercados.

Primeiros txopelas eléctricos de Moçambique chegam a Maputo e Matola, reduzindo os custos dos motoristas para 66 meticais por dia

A Yango Moçambique, parte da empresa tecnológica global Yango Group, anunciou a introdução da primeira frota de txopelas 100% eléctricos em Maputo e Matola, oferecendo aos motoristas parceiros uma alternativa mais económica ao transporte movido a combustível, com custos diários de energia a partir de apenas 66 meticais.

A implementação, desenvolvida em parceria com a Epsilon Mobilidade, surge num contexto em que os operadores procuram soluções mais estáveis e eficientes para o transporte urbano. Os veículos eléctricos têm uma autonomia de até 100 km por carga e estão totalmente integrados na aplicação Yango, permitindo aos passageiros solicitar viagens da mesma forma habitual. No âmbito da parceria, a Epsilon Mobilidade é responsável pelo fornecimento dos veículos e pela infraestrutura de carregamento e suporte técnico, enquanto a Yango liga os motoristas parceiros à procura através da sua plataforma.

Para garantir maior conveniência operacional aos motoristas parceiros, estarão disponíveis estações de troca de baterias na Galp OMM e na TOTAL Energies, ambas localizadas na Avenida 25 de Setembro, em Maputo. Adicionalmente, uma nova estação de troca será inaugurada brevemente na delegação da Epsilon Energia Solar, na Matola, reforçando a rede de suporte à mobilidade eléctrica e assegurando maior autonomia e continuidade operacional aos utilizadores da frota. As empresas indicam que a frota inicial representa a primeira fase de uma expansão mais ampla, com planos para escalar soluções de mobilidade eléctrica nos principais centros urbanos de Moçambique. 

“A mobilidade eléctrica já é uma solução prática para reduzir custos e garantir a continuidade operacional dos motoristas parceiros. O transporte em duas e três rodas desempenha um papel fundamental na mobilidade urbana em Moçambique, e a nossa ambição é escalar este modelo para tornar o transporte diário mais acessível, eficiente e resiliente,” afirmou Mahomed Zameer, Country Manager da Yango Moçambique. Para os motoristas parceiros, a mudança traduz-se em poupanças imediatas.

Yuri, motorista parceiro da Yango, afirma ter reduzido significativamente os seus custos diários após a transição para um veículo eléctrico: “Antes gastava grande parte do meu rendimento em combustível. Agora, os meus custos diários são mínimos e consigo trabalhar de forma consistente.” Para além da redução de custos, os veículos operam sem emissões directas, contribuindo para a melhoria da qualidade do ar em áreas densamente povoadas de Maputo e Matola.

A Epsilon Mobilidade afirma que a parceria visa expandir o acesso à mobilidade eléctrica, reduzindo as barreiras para os motoristas parceiros. “Estes veículos oferecem maior autonomia, menores custos operacionais e independência energética,” afirmou Luqman Umarji, Director Comercial da Epsilon Mobilidade.

BCI reforça continuidade operacional com infra-estrutura tecnológica da Vodacom

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Data Center da Vodacom passa a suportar sistemas críticos do BCI, aumentando a resiliência dos serviços bancários.

O Data Center da Vodacom foi escolhido pelo Banco Comercial e de Investimentos (BCI) para alojar a sua infraestrutura de continuidade operacional, reforçando a capacidade do banco de manter os seus sistemas e serviços digitais disponíveis mesmo em situações imprevistas.

Ao alojar esta infraestrutura no Data Center da Vodacom, o BCI passa a contar com um ambiente tecnológico seguro e resiliente que permite recuperar rapidamente sistemas críticos e assegurar a continuidade da prestação de serviços aos seus Clientes.

A informação bancária é altamente sensível e exige elevados níveis de protecção e disponibilidade. A nova infraestrutura permite garantir o acesso aos sistemas essenciais do Banco e assegurar a continuidade das operações mesmo em cenários de falhas técnicas, incidentes operacionais ou outras interrupções inesperadas. 

O Data Center da Vodacom oferece as condições para acolher infraestruturas tecnológicas de elevada criticidade. Através de condições avançadas de segurança física e digital, energia redundante, controlo rigoroso de acessos e monitorização técnica permanente, a infraestrutura garante um ambiente seguro e preparado para suportar sistemas que exigem elevados níveis de disponibilidade.

A Vodacom destaca-se exercendo um papel crescente no ecossistema digital moçambicano com prontidão no suporte às operações de instituições publicas e privadas.  “Este Data Center é hoje parte essencial da infraestrutura digital que suporta a nossa economia. Acolher a infraestrutura de continuidade operacional do BCI é para nós uma declaração de confiança no nosso papel”, afirmou José Correia Mendes, Director Executivo da Vodacom Business.

A colaboração entre a Vodacom e o BCI, evidencia a crescente importância de infraestruturas digitais resilientes para acompanhar a evolução da economia digital e apoiar o funcionamento seguro de serviços essenciais, como os serviços bancários.

MTN BUSHFIRE: O Maior Festival Multicultural de África Regressa de 29 a 31 de Maio em Eswatini

O MTN Bushfire regressa ao icónico House on Fire, no Vale de Malkerns, em Eswatini, de 29 a 31 de Maio de 2026. Na sua 19.ª edição, o maior festival multicultural do continente africano recebe mais de 23.000 participantes provenientes de mais de 55 países, numa celebração de três dias dedicada à música, à arte, à cultura e ao propósito colectivo.

Sob o tema Juncture of Hum “Confluência do Hum”, a edição de 2026 celebra a energia gerada quando vozes, culturas, ritmos e comunidades convergem num único espaço. O conceito evoca a vibração colectiva que nasce do encontro genuíno entre pessoas, e inspira a programação artística, os espaços de diálogo e a experiência global do festival.

Os organizadores recomendam vivamente a chegada na quinta-feira, 28 de Maio, para evitar a concentração de tráfego prevista para sexta-feira. Estima-se que entre 10.000 e 12.000 participantes entrem em Eswatini por via terrestre ao longo do fim-de-semana, gerando congestionamento significativo nos postos fronteiriços e nas principais vias de acesso.

  • Partir entre as 05h00 e as 06h00 para minimizar esperas na fronteira.
  • Antecipar forte tráfego no Posto Fronteiriço de Ngwenya/Oshoek.
  • Considerar postos fronteiriços alternativos sempre que possível.

Os campistas que chegarem na quinta-feira têm acesso exclusivo à Cerimónia de Abertura Vuts’Umlilo, uma experiência intimista reservada apenas a este grupo, na Anfiteatro, das 21h00 às 22h00.

Eswatini é um país de boas-vindas, mas exige rigor documental. Os participantes devem assegurar-se de que têm toda a documentação em ordem antes de partir:

  1. Passaporte válido. Os requisitos de visto variam consoante a nacionalidade, consultar a Embaixada ou a Autoridade de Turismo de Eswatini com antecedência.
  2. Pré-preenchimento do Formulário de Declaração de Saúde antes da chegada, disponível em drive.google.com.
  3. Prova de vacinação contra febre amarela para viajantes provenientes de países de risco (obrigatório a partir de 1 ano de idade).
  4. Declaração de viajante online (SARS) obrigatória para quem entra ou sai da África do Sul sars.gov.za/travellerdeclaration. Uma declaração por pessoa.
  5. Viajantes com menores de 18 anos devem transportar certidão de nascimento alargada e, se aplicável, declaração de consentimento parental e cópias dos documentos de identidade.
  6. Veículos financiados: carta de autorização emitida pelo banco. Veículos alugados: documentos de autorização da empresa de aluguer. Veículos registados em nome de terceiros: cópia certificada do certificado de registo RC1.
  7. Produtos agrícolas requerem licenças de importação/exportação. Todos os produtos cárneos são estritamente proibidos, cozinhados ou crus.

Yango Group lança a Yango Tech em África com soluções de IA e Infra-Estrutura Digital para Empresas e Instituições do sector público

O Yango Group anunciou o lançamento da Yango Tech em África, expandindo a presença da empresa na região com um portfólio de soluções de inteligência artificial e infra-estrutura digital destinadas a empresas e organizações do sector público.
A expansão marca a entrada do Yango Group para além dos serviços voltados ao consumidor em África, avançando agora para implementações tecnológicas B2B e soluções de IA. A Yango Tech irá concentrar-se em apoiar organizações na automatização de operações, modernização de infra-estruturas e adopção de ferramentas de inteligência artificial em sectores como mobilidade, saúde, serviços financeiros e retalho.
Segundo a McKinsey, a inteligência artificial generativa poderá desbloquear entre 61 mil milhões e 103 mil milhões de dólares em valor económico anual em África, enquanto mais de 40% das organizações no continente já estão a experimentar ou implementar soluções de IA.
Ao mesmo tempo, a procura por infra-estrutura digital e tecnologias empresariais continua a crescer nos mercados africanos. A GSMA estima que o sector móvel tenha contribuído com 220 mil milhões de dólares para a economia africana em 2024, podendo atingir 270 mil milhões de dólares até 2030, à medida que os serviços digitais e as tecnologias empresariais se expandem.
O portfólio africano da Yango Tech inclui programas de adopção de IA generativa, tecnologias para cidades inteligentes, soluções de digitalização na área da saúde e plataformas para serviços financeiros e comércio electrónico. A empresa apoia organizações públicas e privadas na identificação de áreas onde a IA pode gerar valor mensurável, no desenvolvimento de roteiros de implementação, avaliação do retorno sobre investimento (ROI) e integração de ferramentas de IA nas operações diárias. A oferta inclui ainda suporte à implementação, estruturas de governação de IA e programas de formação para executivos e equipas operacionais. “Os mercados africanos estão a demonstrar uma procura crescente por automação, modernização de infra-estruturas e aplicações práticas de inteligência artificial”, afirmou Adeniyi Adebayo, Chief Business Officer do Yango Group. “O objectivo da Yango Tech é ajudar organizações a implementar tecnologia de forma a melhorar a eficiência operacional e apoiar a transformação digital a longo prazo.”

Na Ásia Central, a Yango Tech já lançou com sucesso projetos MaaS (Mobility as a Service), incluindo sistemas de rastreamento de ambulâncias em tempo real, concebidos para melhorar a coordenação das respostas de emergência e a visibilidade para pacientes e centros de despacho.

A empresa já iniciou operações em Moçambique e na África do Sul, com projectos nas áreas de mobilidade, saúde e comércio electrónico, marcando o primeiro passo para uma expansão mais ampla em todo o continente.

Grupo Jindal projecta novos investimentos em Moçambique

O grupo Jindal Steel reafirmou o compromisso de expandir os seus investimentos em Moçambique, com enfoque na industrialização, mineração, exportações e desenvolvimento social, minutos após o término de uma audiência que o Chefe do Estado, Daniel Chapo, concedeu ao presidente da multinacional indiana, Naveen Jindal.

Durante a audiência, as partes passaram em revista o estágio actual das operações da empresa no país e discutiram perspectivas de reforço da presença do grupo no mercado moçambicano, considerado estratégico para o investimento industrial.

Falando à imprensa no final do encontro, Naveen Jindal considerou a reunião como positiva e destacou a visão do Presidente da República em relação ao desenvolvimento económico nacional.

“Tivemos uma excelente reunião com o Presidente Chapo. Ele quer genuinamente que Moçambique tenha sucesso e mostrou grande interesse no reforço do investimento”, afirmou.

Segundo o empresário, o Governo moçambicano também encorajou o grupo a ampliar a sua intervenção em áreas sociais prioritárias, nomeadamente formação profissional, educação, industrialização, desporto e programas de empoderamento das mulheres e raparigas.

O responsável assegurou que a empresa pretende responder favoravelmente ao apelo, consolidando os investimentos já existentes e avançando com novos projectos de longo prazo.

A empresa destacou igualmente o papel da Vulcan Moçambique no mercado nacional, sublinhando a sua contribuição para o crescimento das exportações e para a geração de emprego.

Jindal recordou que o grupo opera em Moçambique há mais de 15 anos e elogiou o ambiente de negócios, apontando a estabilidade e o apoio institucional como factores importantes para o crescimento das operações.

O empresário destacou ainda o contributo da mão-de-obra moçambicana, considerando-a decisiva para os resultados alcançados pela empresa ao longo da sua presença no país.

“Adoramos o povo de Moçambique. Tem sido muito solidário connosco e estamos ansiosos por fazer mais investimentos no país”, declarou.

Além da componente industrial, o grupo manifestou intenção de aprofundar programas de desenvolvimento comunitário, com enfoque na criação de oportunidades para jovens e no reforço da formação técnica e profissional.

O encontro terminou com a reafirmação do interesse mútuo em fortalecer a cooperação económica, numa altura em que Moçambique procura atrair mais investimento estrangeiro para impulsionar a industrialização e a criação de emprego.

Marketeers em Acção coloca o capital humano no centro da reputação das marcas

A Superbrands Moçambique, em parceria com o BCI e a Playground, realizou a 4.ª edição do Marketeers em Acção sob o tema que resume uma das grandes tensões da gestão moderna: “Pessoas: O Activo Reputacional que Sustenta as Marcas.” O encontro, realizado no Hotel Polana em Maputo, reuniu profissionais de comunicação, marketing e gestão de marcas num debate que foi muito além da teoria.

A questão central não era nova, mas continua sem resposta fácil, numa era de saturação de mensagens e erosão de confiança, o que diferencia efectivamente uma marca no mercado? A resposta que emergiu ao longo da conferência foi consistente, são as pessoas.

A CEO da Superbrands Moçambique, Patrícia Aquarelli, abriu o encontro com uma provocação retirada do Global Edelman Trust Barometer 2026: 63% dos consumidores confiam mais numa empresa quando antes disso confiam nos seus colaboradores. O dado reposiciona o debate sobre reputação, menos sobre comunicação externa, mais sobre coerência interna.

“Se as marcas desaparecessem hoje, quem verdadeiramente sentiria a sua falta?”, questionou Aquarelli, desafiando os presentes a pensar o legado das suas organizações para além da notoriedade. A referência às marcas Mozambike e Natura como exemplos de impacto social sustentável sublinhou que a relevância de uma marca se mede pela transformação que gera, não pela exposição que obtém.

Responsabilidade corporativa como compromisso, não como obrigação

Vitória Diogo, antiga Ministra do Trabalho e Segurança Social, trouxe ao debate a dimensão da liderança e da responsabilidade social com uma clareza que contrariou a linguagem habitual do sector. Para Diogo, a responsabilidade social das empresas falha quando é tratada como cumprimento de requisitos e não como compromisso genuíno com as comunidades onde operam.

“O lucro não pode estar dissociado do recurso mais importante que é a pessoa”, afirmou, num argumento que alinha ética empresarial com sustentabilidade de longo prazo.

O painel: o colaborador como embaixador

O painel reuniu quatro perspectivas complementares que convergiriam para o mesmo diagnóstico. Edson Rufai, consultor de marketing e fundador da COMARP, defendeu que a comunicação interna é a base da reputação institucional, sem colaboradores alinhados com a missão e visão da organização, a mensagem externa perde autenticidade.

Marlena Chambule, fundadora e CEO da Salto Moçambique, apoiou-se num dado da Gartner que traduz com precisão o problema, a percentagem de colaboradores que recomendariam a própria empresa como bom lugar para trabalhar caiu de 35% para 26,5% entre 2022 e 2025. A causa identificada foi a redução do sentimento de pertença e a falta de transparência na cultura organizacional. A conclusão prática é que a visão de uma empresa não pode estar concentrada apenas na liderança, tem de ser partilhada por todos.

Ana Zara Fateally, Directora Central de Marketing do BCI, colocou o argumento no plano da relação com o cliente: “Nada vai substituir a relação humana com o cliente.” A convicção do colaborador na marca que representa é, segundo Fateally, a variável que determina a qualidade dessa relação. Elma Crisóstomo, Directora de Marketing da Fidelidade Ímpar, acrescentou uma dimensão de governação interna frequentemente ignorada: as organizações precisam criar mecanismos formais para que os colaboradores avaliem a empresa, não apenas o inverso.

A marca como memória

O orador principal, o especialista brasileiro Mateus Vecchio, encerrou o debate com um enquadramento que desloca a discussão do produto para a experiência. Para Vecchio, uma marca não se define pela sua identidade visual ou pelo seu portfólio, define-se pela memória emocional que cria junto do consumidor. “Marca é memória”, sintetizou, argumentando que o posicionamento de mercado depende, antes de mais, daquilo que as organizações estão dispostas a mostrar de si próprias de forma consistente.

Elite Employer distingue 36 empresas como as melhores empregadoras de Moçambique

Na quinta edição do Elite Employer, 36 empresas foram distinguidas pela Tempus Global Group como as melhores empregadoras de Moçambique, confirmando uma tendência crescente, o capital humano tornou-se o principal ativo estratégico das organizações.

Num contexto em que a escassez de talento e a retenção de quadros qualificados representam desafios estruturais para a economia moçambicana,reconhecer as organizações que elevam os padrões de gestão de pessoas deixou de ser um gesto simbólico para se tornar um imperativo de competitividade. É nessa lógica que o Elite Employer se posiciona, não como uma gala de premiação, mas como um instrumento de benchmarking e de transformação organizacional.

O programa, concebido e liderado pela Tempus Global Group, chegou à sua quinta edição com números que atestam a sua maturidade e relevância. Se na primeira edição cerca de 120 empresas participaram no processo de avaliação, a mais recente edição registou a adesão de quase 300 organizações um crescimento que Felipe Fabel, Director de Relações com Clientes e Operações da Tempus, interpreta como um sinal claro de que o mercado percebeu o valor da iniciativa. “Quem participa volta”, afirma, sublinhando que a evolução das pontuações ao longo das edições evidencia um esforço concreto e mensurável das organizações em melhorar as suas práticas de recursos humanos.

“Antes, as empresas não tinham dados para tomar uma decisão. A partir de agora, conseguem comparar de uma forma muito objectiva.”

O diferencial do Elite Employer reside precisamente no seu processo de avaliação. A participação inicia-se com o preenchimento de um formulário detalhado, que gera uma pontuação com base nas práticas declaradas pelas empresas nas áreas de compensação e benefícios, desenvolvimento de carreira, cultura organizacional e bem-estar dos colaboradores. As organizações que atingem determinado patamar de pontuação e manifestam intenção de participar na gala ficam sujeitas a uma auditoria independente, etapa que confere ao programa uma dimensão de verificação que a maioria das iniciativas de reconhecimento empresarial não contempla.

“Não basta a empresa marcar que tem. É preciso mostrar”, sublinha Fabel, sintetizando a filosofia subjacente ao processo. Esta exigência de comprovação é, segundo o responsável, o principal factor que reforça o valor e a credibilidade do prémio junto do mercado. As 36 empresas distinguidas nesta edição não são apenas auto-declaradas como boas empregadoras são-no de forma auditada e verificável.

Banca e Petróleo em destaque

Os sectores da banca e do petróleo emergem como os mais dinâmicos nesta edição, liderando o investimento em capital humano numa altura em que Moçambique se prepara para um ciclo de crescimento acelerado, impulsionado pelos projectos de gás natural. Para Fabel, esta antecipação não é casual, as empresas que operam nestes sectores compreenderam que a atracção e retenção de talento especializado depende de um ecossistema organizacional que vai muito além da remuneração, envolve cultura, propósito, oportunidades de desenvolvimento e um ambiente que as pessoas não queiram abandonar.

Importa também assinalar que o Elite Employer não é um programa desenhado exclusivamente para grandes corporações. Pequenas e médias empresas participam e são reconhecidas com base nos mesmos critérios, afirmando-se como referências setoriais no domínio das práticas de gestão de pessoas. Esta inclusividade é, em si mesma, uma das apostas estratégicas da Tempus: democratizar o acesso à informação de benchmarking e criar condições para que organizações de qualquer dimensão possam tomar decisões de gestão informadas e fundamentadas em dados.

“Para a Tempus, o mais importante não é a gala. É quantas empresas têm acesso à informação para poder melhorar.”

A lógica do Elite Employer assenta numa premissa simples, mas com implicações sistémicas profundas: empresas que investem nas pessoas tornam-se mais produtivas, mais inovadoras e mais resilientes. E organizações mais competitivas contribuem, por via direta, para o desenvolvimento económico e social do país. Nesse sentido, o programa posiciona-se não apenas como um instrumento de reconhecimento interno ao mundo empresarial, mas como um agente de mudança com relevância macroeconómica.

A evolução das pontuações ao longo das cinco edições confirma que o reconhecimento funciona como catalisador de melhoria contínua. As empresas que integram o programa têm acesso a um relatório comparativo que lhes permite aferir o seu desempenho em relação à média da indústria e identificar áreas prioritárias de intervenção. Trata-se de uma ferramenta de gestão tanto quanto de um prémio e é essa dualidade que explica o crescimento consistente da participação.

As 36 empresas distinguidas na edição 2026

Da banca à mineração, das telecomunicações às organizações não-governamentais, passando pela energia, logística e indústria de consumo, as empresas reconhecidas nesta edição representam um espectro alargado da economia moçambicana:

Banco Letshego  •  BAYPORT  •  CARE  •  Cervejas de Moçambique  •  CFAO  •  Coca-Cola  •  DP World Maputo (2x)  •  FHI 360  •  Fundação Aga Khan  •  Fundação Aurum  •  GALP  •  Give Directly  •  H2N  •  Heineken Moçambique  •  Kenmare  •  Moçambique Tobacco  •  Moza Banco  •  MRV – Moçambique Rovuma Venture  •  P&O Maritime  •  Porto de Maputo  •  PSI Moçambique  •  Sal & Caldeira Advogados  •  Sanlam Seguros  •  SASOL  •  Servetec  •  Standard Bank Moçambique  •  Tongaat Hulett  •  TV Cabo  •  Twigg Mining  •  UBA  •  Vivo Energy Moçambique  •  Vodacom Moçambique

Ao longo de cinco edições, o Elite Employer consolidou-se como a iniciativa de referência para a valorização do capital humano em Moçambique. O crescimento sustentado da participação, a solidez metodológica do processo de auditoria e a diversidade sectorial das empresas distinguidas revelam que o programa transcendeu o formato de gala anual para se afirmar como uma plataforma permanente de aprendizagem, comparação e melhoria das práticas organizacionais.

Para a Tempus, o horizonte é claro, expandir o alcance do programa, elevar os padrões de exigência e, acima de tudo, garantir que cada vez mais organizações independentemente da sua dimensão ou sector, disponham dos dados e das ferramentas necessárias para colocar as pessoas no centro da sua estratégia de crescimento. Porque, em última análise, é o talento humano que determina a trajectória das empresas e, com elas, a do país.

Joel Almeida anuncia saída após um ciclo de liderança e desenvolvimento da Forvis Mazars em Moçambique

Transição de liderança na Forvis Mazars, Moçambique

A Forvis Mazars, a parceria internacional de auditoria, fiscalidade e serviços de consultoria, anuncia hoje que Joel Almeida, Partner & Head of Tax, Outsourcing and Consulting na Forvis Mazars, em Moçambique, deixará o seu cargo a partir de 31 de agosto de 2026, encerrando um ciclo de liderança que começou com a criação da firma em Moçambique.

Ao longo dos anos, Joel Almeida desempenhou um papel central na construção e desenvolvimento da presença da firma no mercado, contribuindo para a expansão das suas ofertas de serviços em auditoria, fiscalidade, outsourcing e consultoria, enquanto apoia uma vasta gama de clientes e sectores em Moçambique.

“Foi um privilégio fundar e desenvolver a Forvis Mazars em Moçambique, construindo uma organização forte e uma equipa de alto desempenho comprometida em entregar valor sustentável aos nossos clientes e ao país. Encerro este capítulo com um profundo sentimento de realização e confiança no futuro da empresa”, disse Joel Almeida.

Após esta transição, a liderança da firma continuará a ser assegurada pela equipa de Partner existente. A responsabilidade global pela firma será assumida pelo Dr. Dipak Lalgi, Country Managing Partner – Audit & Assurance, que desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento da prática desde que ingressou na Mazars em 2017 e assumiu responsabilidades adicionais de liderança em 2022/2023.

Será apoiado pelo Dr. Arrone Macuácua, Audit Partner, que se juntou à firma em 2024 e traz vasta experiência de firmas internacionais, reforçando ainda mais a liderança nas áreas de Auditoria, Outsourcing e Serviços Fiscais.

“Ao assumir este papel, a nossa prioridade é construir sobre as bases sólidas já existentes, continuando a desenvolver as nossas capacidades e a aprofundar as nossas relações com clientes e parceiros. Vemos oportunidades significativas pela frente em Moçambique e estamos totalmente comprometidos em aproveitá-las de forma disciplinada e sustentável”, disse Dipak Lalgi, Country Managing Partner – Audit & Assurance.

Com a sua equipa multidisciplinar, a Forvis Mazars em Moçambique continua a desempenhar um papel activo no apoio aos clientes e na contribuição para o desenvolvimento económico do país através de auditoria, fiscalidade, outsourcing, serviços jurídicos e de consultoria.

Mastercard e Letshego reforçam a inclusão financeira com lançamento de cartão de débito em Moçambique

A Mastercard, em colaboração com a instituição de serviços financeiros moçambicana Letshego, lançou um cartão de débito em Moçambique, assinalando um passo importante no reforço do acesso a soluções de pagamento digitais seguras, convenientes e globalmente aceites.

A introdução do Cartão de Débito Letshego apoia a transição de Moçambique para uma economia digital mais inclusiva. Com a adopção de pagamentos digitais estimada em cerca de 22% da população adulta, esta iniciativa reflecte uma oportunidade significativa para expandir o acesso a ferramentas financeiras fiáveis.

A transição do uso de numerário para pagamentos digitais é amplamente considerada um pilar da inclusão financeira, funcionando como porta de entrada para comunidades menos atendidas acederem a serviços financeiros formais, construírem um histórico financeiro verificável e gerirem o seu dinheiro de forma mais segura e eficiente.

De acordo com o Global Findex 2025 do Banco Mundial, embora 79% dos adultos a nível global já tenham acesso a uma conta financeira, mais de mil milhões de pessoas continuam excluídas, evidenciando o papel crucial dos pagamentos digitais na redução desta lacuna.

Aproveitando a rede global da Mastercard, o cartão permite aos clientes efectuar transacções com segurança tanto a nível local como internacional, onde for aceite, facilitando pagamentos do dia-a-dia e uma maior inclusão no sistema financeiro formal.

Oficialmente lançado a 6 de Maio de 2026, o cartão de débito reforça o compromisso de ambas as organizações com a inovação, o fortalecimento da resiliência financeira e a promoção de uma participação económica mais inclusiva. O lançamento coincide igualmente com os 15 anos de presença da Letshego em Moçambique, destacando o seu investimento contínuo em soluções financeiras centradas no cliente e adaptadas às necessidades locais.

Gabriel Swanepoel, Presidente da Divisão África da Mastercard, afirmou:

“Expandir o acesso a pagamentos digitais seguros e fiáveis é essencial para promover uma participação financeira mais ampla. O Cartão de Débito Letshego oferece aos consumidores uma forma simples e de confiança para realizar transacções, apoiando uma maior inclusão e abrindo oportunidades económicas de longo prazo. Ao dotar mais pessoas com ferramentas para participar na economia digital, estamos a contribuir para o fortalecimento da resiliência financeira e a capacitação das comunidades num mundo cada vez mais conectado.”

Carlos Nhamahango, Director Executivo da Letshego Moçambique, acrescentou:

“Ao celebrarmos 15 anos em Moçambique, este lançamento reflecte o nosso compromisso contínuo com a inovação e com um impacto local significativo. O Cartão de Débito Letshego permite aos clientes reduzir a dependência do numerário, realizar transacções com confiança e aceder a soluções financeiras que apoiam o seu dia-a-dia e as suas aspirações futuras.”

Ao possibilitar transacções digitais seguras, o Cartão de Débito Letshego gera valor em todo o ecossistema de pagamentos, aumentando a segurança e conveniência para os consumidores, apoiando os comerciantes através de uma maior aceitação digital e contribuindo para o desenvolvimento contínuo da infra-estrutura financeira de Moçambique.