Friday, September 4, 2026
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A retenção de talento tornou-se uma prioridade estratégica

A Tempus está em Moçambique desde 2014. Como é que o mercado evoluiu nestes anos, e o que os trouxe a este país?

A Tempus chegou a Moçambique em 2014, inicialmente como corretora de seguros. Vimos um país com enorme potencial, jovem, com uma população com muita vontade de crescer, e uma expectativa concreta de grandes investimentos nos sectores de recursos naturais. 

Acreditamos que podíamos agregar valor. Hoje somos uma das maiores corretoras de seguros de Moçambique, com uma especialização muito forte na área de benefícios aos trabalhadores. Com o tempo, a nossa presença foi-se alargando para a consultoria de capital humano e para a inteligência de mercado. 

As informações que recolhemos em Moçambique são hoje partilhadas a nível regional com muitas das multinacionais que participam na nossa pesquisa. Isso diz muito sobre a qualidade do que produzimos e sobre o que o mercado moçambicano tem para oferecer quando existe informação séria e estruturada disponível.

A Tempus opera numa interseção pouco comum entre benefícios corporativos, seguros, dados e consultoria de recursos humanos. Que vantagem competitiva resulta desta abordagem integrada?

A nossa abordagem é única precisamente porque nos permite chegar ao cliente com muito mais pontos de informação do que qualquer actor isolado consegue. Quando vamos a uma empresa, temos ao mesmo tempo o conhecimento de recursos humanos, o conhecimento técnico de benefícios e seguros e a visão do mercado. 

Para usar uma imagem simples, tomar uma decisão com cinco pontos de informação ou com vinte e cinco não é a mesma coisa. A segunda opção pode ser mais complexa, mas tem muito mais probabilidade de estar certa. Outro aspecto que diferencia esta abordagem integrada é a capacidade de cruzar sectores. 

Um banco não compete apenas com outros bancos pelo mesmo talento, um analista financeiro pode trabalhar numa mineradora, numa empresa de petróleo e gás ou numa instituição financeira. A Tempus dá às empresas essa visão transversal do mercado de talento, que a maioria ainda não tem.

II.  O MOMENTO ACTUAL

A Tempus tem vindo a produzir pesquisas nacionais sobre benefícios e gestão de capital humano envolvendo centenas de empresas. Que tendências mais relevantes esses dados revelam sobre o mercado de trabalho moçambicano?

O que os dados mostram com clareza é que o pool de talentos em Moçambique é finito e as empresas estão a competir por ele de forma cada vez mais intensa. A nossa pesquisa mede algo a que chamamos EVP, Employee Value Proposition, a proposta de valor que cada organização oferece ao seu trabalhador. Isso vai muito além do salário. Inclui benefícios, políticas internas, ambiente de trabalho, equilíbrio entre vida pessoal e profissional, cultura. 

O que têm vindo a revelar cinco anos de dados é que as empresas com um EVP bem definido e bem comunicado perdem menos pessoas, gastam menos em recrutamento e têm equipas mais produtivas. Antes desta pesquisa, um director de recursos humanos que quisesse saber quantas empresas em Moçambique oferecem seguro de vida simplesmente não conseguia essa informação. Hoje consegue. E isso muda completamente a qualidade das decisões que se tomam.

O tema da retenção de talento tornou-se crítico em vários sectores. O que é que os profissionais valorizam hoje para além do salário?

Os benefícios são fundamentais, isso já é muito claro. Mas o que as novas gerações procuram vai mais longe, querem equilíbrio de vida, plano de carreira, e sentir que a sua voz é escutada dentro da organização. Uma empresa que não valoriza o trabalhador ou que este não se sente valorizado, esse trabalhador sai. 

E é público e notório que é muito mais caro contratar do que manter. No contexto de Moçambique, com grandes investimentos previstos em vários sectores, o talento qualificado vai ser cada vez mais perseguido. A empresa que se preparar agora com um EVP claro, bem estruturado e comunicado de forma transparente, vai ter uma vantagem significativa quando essa competição se intensificar. As que esperarem e não se prepararem terão mais dificuldades em manter seu pessoal e poderão gastar mais do que gastariam caso a estrutura esteja montada.

Até que ponto as empresas moçambicanas já utilizam dados para tomar decisões estratégicas sobre capital humano?

O profissional moçambicano é muito competente. O problema é que durante anos tomou decisões com informação insuficiente, não por falta de capacidade, mas porque os dados simplesmente não existiam. Fazer uma pesquisa de mercado é extremamente caro, e as que existiam não eram suficientemente granulares para serem relevantes a nível local. 

O que a Tempus fez foi tornar esse acesso possível, sem custo para quem participa. A troca é simples, a organização partilha os seus dados e recebe em troca um benchmark completo do mercado. Hoje, um director de recursos humanos consegue chegar ao seu PCA com dados concretos, por exemplo: “oitenta por cento dos concorrentes oferecem determinado benefício”, “o nosso índice de rotação está acima da média”, “a nossa pesquisa de clima interno revela um número elevado de detratores”. Isso muda completamente a qualidade do diálogo dentro das organizações.

III.  VISÃO & FUTURO

Q6.  Que leitura faz do futuro de Moçambique e do papel que a Tempus quer ter nesse percurso?

Acreditamos muito em Moçambique. Do ponto de vista geopolítico e económico, os grandes parceiros internacionais do país, na Europa, nos Estados Unidos, na Ásia, na América Latina, vão precisar do que Moçambique tem para produzir: alimentos, gás, minérios, terras raras. Isso só aumenta as oportunidades. 

Os próximos cinco anos vão ser determinantes. Vai haver muita transformação, muito crescimento, e também muitos desafios, incluindo o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho. A Tempus quer fazer parte desse percurso de forma positiva, ajudando as organizações a tomar melhores decisões sobre os seus colaboradores, contribuindo para ambientes de trabalho mais justos e mais produtivos, e colocando informação de qualidade ao serviço de um mercado que tem muita sede dela.

As empresas crescem à velocidade das suas equipas

A Mind Solutions Lda. tem um percurso consolidado no mercado moçambicano. O que explica essa consistência ao longo do tempo, e o que mudou de forma mais relevante na maneira como a empresa cria e entrega valor hoje, em comparação com a fase inicial?

A Mind Solution Moz nasceu de uma ideia simples, mas poderosa: criar soluções tangíveis para a realidade moçambicana. Sem tabus, sem filtros, sempre com impacto real. O caminho não foi fácil conquistar clientes sérios continua a ser um desafio mas seguimos firmes, porque acreditamos que a consultoria é a chave para transformar instituições e impulsionar o futuro do país. Persistência e visão são os nossos maiores activos. Desde a criação de planos de negócios e portfólios institucionais, passando pelo desenvolvimento de negócios desde a base até à implementação, até à intermediação comercial e institucional.

Consultoria é um termo que cobre um espectro muito amplo, desde estratégia de gestão até transformação digital ou consultoria fiscal. Onde se posiciona a Mind Solutions Lda. nesse espectro e que tipo de cliente-tipo tem mais a ganhar com o vosso trabalho?

Na Mind Solution Moz acreditamos que a consultoria deve ser inclusiva e estratégica. Orientamos empresas a estruturar, faturar e vender com base no nicho de cada cliente, garantindo solidez e crescimento sustentável. A transformação digital e fiscal não são apenas ferramentas, mas parte da nossa estratégia para alcançar todos os públicos e posicionar negócios de forma competitiva no mercado moçambicano e além.

O Elton Nhacune construiu a sua carreira em diferentes contextos e experiências ao longo do tempo. Que aprendizagens dessa trajectória têm hoje maior impacto na forma como lidera e pensa a Mind Solutions em Moçambique?

Sou Elton Nhacune, formado em Gestão de Empresas e detentor de um Mestrado categórico Em Densevolvimento de negocios de Rua  atribuído pela Interweave Solution International, representado pela Embaixadora Cynthya Freitas. Ao longo de mais de 12 experiências profissionais em áreas distintas, mantive sempre uma constante, as vendas. Essa vivência ampla deu-me uma visão privilegiada sobre como diferentes sectores se comportam em Moçambique e, sobretudo, sobre quais soluções práticas e duradouras podem gerar impacto real no quotidiano empresarial do nosso país.

II.  MOMENTO ACTUAL DO SECTOR

Se tivesse de fazer um diagnóstico honesto do sector da consultoria em Moçambique hoje não apenas a área em que a Mind Solutions actua, mas o mercado no seu conjunto, o que diria? O que já funciona, o que ainda falta, e o que está a travar o progresso?

Um dos maiores desafios do ambiente empresarial moçambicano é a falta de integridade e ética profissional. Muitos negócios ainda se sustentam no tráfico de influência e em relações fechadas, beneficiando grupos restritos em vez de promover ganhos mútuos. Como consultoria, defendemos transparência, compromisso e responsabilidade como pilares indispensáveis para construir um mercado sólido e sustentável. Só com honestidade e profissionalismo será possível transformar o ecossistema empresarial e gerar impacto real no país.

O mercado de consultoria em Moçambique é dominado em grande parte por grandes grupos internacionais com operações locais. Como é que uma subsidiária de grupo internacional compete, diferencia e retém talento nesse contexto?

Moçambique enfrenta um ambiente empresarial marcado pela corrupção e pela preferência a estrangeiros em detrimento dos nativos. No entanto, ninguém conhece melhor os problemas do país do que o próprio moçambicano, que os vive diariamente. É no contacto direto, porta a porta, que se sente a realidade e se encontram soluções eficazes e duradouras. Acreditamos que apenas quem faz parte da sociedade pode propor mudanças reais, com base em experiência prática e visão autêntica.

A digitalização dos serviços de consultoria, incluindo ferramentas de análise de dados, automação de processos e inteligência artificial, está a mudar a forma como o trabalho é feito. Como é que a Mind Solutions está a incorporar estas ferramentas, e o que isso significa para os consultores júnior?

As novas ferramentas de análise de dados, automação e inteligência artificial são poderosas e devem ser exploradas com inteligência. No entanto, elas não podem substituir a capacidade humana de pesquisa e resolução de problemas reais. É no terreno físico, no contacto direto, que se obtêm dados precisos e soluções eficazes. Aos consultores juniores, deixo um conselho: não se limitem à IA. Busquem conhecimento, experiência prática e visão crítica, pois é isso que gera impacto verdadeiro e duradouro.

III.  PESSOAS, CULTURA & LIDERANÇA

A Mind Solutions tem vindo a evoluir em dimensão e estrutura ao longo do tempo. O que é que essa evolução revela sobre o modelo que escolheram? E de que forma a gestão da organização se transformou à medida que a empresa foi ganhando escala?

A Mind Solution atravessa um processo de reestruturação da sua equipe. O CEO, por desafios profissionais de grande escala, decidiu suspender temporariamente suas funções, acreditando que essa pausa fortalecerá sua futura reintegração. Desde a sua criação em 2022, a empresa tem crescido de forma consistente, mesmo mantendo um perfil discreto. Não precisamos estar sempre na mídia para vender: o nosso impacto acontece longe dos holofotes, com resultados sólidos e sustentáveis.

Formar consultores em contextos com diferentes níveis de maturidade do mercado implica desafios específicos, desde a base de talento até às expectativas dos clientes. Como é que a Mind Solutions Lda. constrói e desenvolve capacidade interna neste enquadramento?

Na Mind Solution acreditamos que o verdadeiro diferencial está nas pessoas. Por isso, como CEO, faço questão de escolher e reter talentos pessoalmente, valorizando visão, valores e compromisso. Aqui, cada consultor encontra espaço para crescer: o júnior de hoje é o líder sénior de amanhã. Somos uma escola de transformação, onde dedicação e propósito se convertem em impacto real no mercado.

IV.  VISÃO & FUTURO

Quais são as duas ou três apostas estratégicas Mind Solutions para os próximos três a cinco anos em Moçambique, e em que leitura do contexto do país essas decisões se baseiam?

Os três apostas estratégicas mais relevantes para a Mind Solution nos próximos 3–5 anos em Moçambique são: (1) acelerar a transformação digital e fiscal das empresas, (2) investir em capacitação e retenção de talentos locais, e (3) promover transparência e ética empresarial como diferencial competitivo. Essas decisões se baseiam na leitura de um contexto marcado por corrupção, baixa confiança institucional e necessidade urgente de modernização e profissionalização do tecido empresarial.

O crescimento de Moçambique na próxima década dependerá, em parte, da qualidade das decisões do sector privado e do Estado. Que papel pode a consultoria desempenhar nesse processo, e que condições são necessárias para que esse contributo seja efectivo?

O futuro de Moçambique dependerá da qualidade das decisões que empresas e Estado tomarem. A consultoria é a ponte entre intenção e resultado: estruturamos negócios, modernizamos processos e promovemos transparência. Para que esse contributo seja efetivo, é preciso criar condições claras, regras justas, valorização de talentos locais e compromisso com ética. Só assim a consultoria poderá transformar desafios em oportunidades e impulsionar o crescimento sustentável do país.”

A Yango Moçambique Homenageia os Motoristas e as Suas Famílias no Dia da Criança

No âmbito das celebrações do Dia Internacional da Criança em Moçambique, a Yango Moçambique lançou uma iniciativa especial para reconhecer as famílias dos motoristas parceiros que contribuem diariamente para manter as cidades em movimento.

Como parte do programa, 50 crianças filhas de motoristas parceiros da Yango receberam vales no valor de 3.000 meticais cada, para aquisição de presentes e artigos infantis na Fantasia Store, localizada no Baía Mall, em Maputo.

Embora os motoristas sejam frequentemente reconhecidos pelo serviço que prestam nas estradas, esta iniciativa procurou destacar uma realidade menos visível: por detrás de cada viagem existe um pai ou uma mãe que trabalha para sustentar a família, criar oportunidades para os seus filhos e construir um futuro melhor.

O evento reuniu motoristas parceiros, os seus filhos e representantes da Yango num momento marcado pela emoção, gratidão e fortalecimento dos laços familiares.

Para muitos dos pais participantes, a iniciativa teve um significado que ultrapassou o valor dos vales oferecidos. Leocádio Nhancande, motorista parceiro da Yango há sete meses e pai de quatro filhos, partilhou como a plataforma tem contribuído para o sustento da sua família.
“Entrei para a Yango quando estava desempregado. Hoje, esta actividade permite-me sustentar a minha família.

A minha filha mais nova celebrou o seu terceiro aniversário há apenas alguns dias e momentos como este lembram-nos porque trabalhamos tão arduamente todos os dias. Ver a felicidade dela hoje é algo que nunca vou esquecer”, afirmou.

Por sua vez, o motorista parceiro Frenk Nombora destacou a importância de se sentir reconhecido não apenas como motorista, mas também como pai. “Passamos muitas horas na estrada para sustentar as nossas famílias. Hoje recordou-nos que os nossos esforços são vistos e valorizados. Foi um momento especial não apenas para os nossos filhos, mas também para nós, enquanto pais”, disse.

O Dia Internacional da Criança é uma das datas familiares mais celebradas em Moçambique. Com esta iniciativa, a Yango Moçambique pretende reconhecer o contributo dos seus motoristas parceiros e das famílias que os apoiam, ao mesmo tempo que reforça a importância do bem-estar comunitário e da criação de oportunidades económicas.

Fidelidade Ímpar reúne 110 atletas de Moçambique e Portugal num torneio de padel inédito em Maputo

A Fidelidade Ímpar patrocinou o Torneio de Padel de Amizade entre Moçambique e Portugal, realizado nos dias 23 e 24 de Maio, no Play Padel Coop, em Maputo. O torneio decorreu no âmbito da I Edição do Mês de Portugal em Moçambique, iniciativa organizada pela Embaixada de Portugal que celebra as relações históricas e culturais entre os dois países.

Desde 1975, Moçambique e Portugal constroem juntos uma relação de confiança. Hoje, os dois países partilham laços diplomáticos, culturais, linguísticos e económicos que continuam a crescer.

A língua portuguesa e a participação conjunta na CPLP reforçam esta ligação. Portugal é parceiro estratégico de Moçambique na educação, na saúde, na justiça, na defesa e no investimento.

O Torneio de Padel é mais um fruto concreto da cooperação entre os dois países. Reuniu 110 atletas em várias categorias. Dentro e fora das quadras, o desporto foi a ponte viva entre dois povos irmãos.

Atletas e convidados de vários países encheram o recinto de energia. O torneio foi um espaço de amizade e de partilha genuína com o desporto ao serviço da cooperação.

O Embaixador de Portugal em Moçambique, Jorge Monteiro, marcou presença no evento, tendo-se juntado ao público na arena do Play Padel Coop. Esteve igualmente presente o Director Financeiro (CFO) da Fidelidade Ímpar, Tomás Chales, entre outras personalidades de Moçambique e de Portugal.

Este torneio é a prova de que o desporto une pessoas e países. Para a Fidelidade Ímpar, estar aqui é mais do que patrocínio é um compromisso.”, disse Tomás Chales, CFO da Fidelidade Ímpar.

A Fidelidade Ímpar está presente na vida das pessoas nos momentos difíceis e nos de alegria. A segurança e a prevenção de riscos guiam cada iniciativa que apoiamos. Durante o evento, a seguradora activou soluções de Seguro Automóvel e de Saúde junto dos participantes, aproximando a marca de quem estava em campo.

Com mais de 30 anos em Moçambique, a Fidelidade Ímpar apoia o desporto, o bem-estar e o desenvolvimento das comunidades, posicionando-se como uma marca que aparece nos momentos que importam.

O patrocínio ao Torneio de Padel de Amizade Moçambique–Portugal mostra o que a Fidelidade Ímpar defende: unir pessoas, apoiar comunidades e estar presente onde a vida acontece.

SDO Moçambique conquista certificação internacional ISO 9001

A SDO Moçambique passou a integrar o grupo de organizações moçambicanas certificadas pela norma internacional ISO 9001, após receber oficialmente, no dia 3 de Junho, o respectivo certificado atribuído pelo Instituto Nacional de Normalização e Qualidade (INNOQ). A distinção reconhece a conformidade do sistema de gestão da qualidade da organização com os padrões internacionais estabelecidos para a melhoria contínua dos processos e da prestação de serviços.

A cerimónia de entrega do certificado contou com a presença do Director-Geral do INNOQ, Geraldo Luís Albasini, do Director-Geral da SDO Moçambique, Vicente Sitoe, bem como de colaboradores, parceiros e clientes da instituição.

A obtenção da certificação é resultado de um processo que decorreu ao longo de aproximadamente um ano, período durante o qual a organização promoveu a revisão dos seus processos internos, reforçou mecanismos de controlo e implementou diversas melhorias orientadas para a qualidade e eficiência operacional. O processo foi acompanhado pela Apricont, empresa de consultoria responsável pela assistência técnica, tendo a SDO sido submetida a duas auditorias realizadas pelo INNOQ, nas quais respondeu com sucesso às recomendações identificadas.

Durante a cerimónia, o INNOQ felicitou a organização pela conquista alcançada e encorajou-a a continuar a disseminar a cultura de qualidade junto dos seus parceiros, fornecedores e prestadores de serviços, contribuindo para o fortalecimento dos padrões de gestão no sector empresarial moçambicano.

Para a SDO Moçambique, a certificação ISO 9001 representa um marco estratégico que vai além do reconhecimento institucional. A distinção valida uma abordagem de gestão assente na melhoria contínua, na inovação e na procura permanente da excelência, reforçando o compromisso da organização com a satisfação dos clientes e com a qualidade dos serviços prestados.

A conquista assume um significado especial por ocorrer num período em que a SDO celebra 17 anos de actividade em Moçambique, percurso marcado pela aposta no desenvolvimento do capital humano e pelo apoio ao fortalecimento institucional de empresas e organizações que operam no país. A certificação reforça, assim, o posicionamento da instituição como uma referência nacional nas áreas de formação, consultoria e desenvolvimento organizacional.

Moçambicanos esperam maior rigor na gestão dos recursos naturais, indica o último inquérito do Afrobarometer

A maioria dos Moçambicanos está insatisfeita com a forma como o governo gere os recursos naturais, com o nível de participação das comunidades locais na extracção de recursos naturais e com a quantidade de informação que o público recebe sobre a utilização das receitas provenientes dos recursos naturais, segundo o mais recente inquérito do Afrobarometer.

A maioria dos cidadãos afirma que os investidores estrangeiros, o governo e os altos funcionários políticos são os que mais beneficiam dos recursos naturais do país. Menos de um quinto dos respondentes acredita que são os cidadãos quem mais beneficia dos recursos naturais do país.

Principais conclusões

1A maioria (56%) dos Moçambicanos afirma que o governo está a fazer um trabalho “razoavelmente” ou “muito” mau na gestão dos recursos naturais (Figura 1).

2Quando questionados sobre quem beneficia mais dos recursos naturais do país, os cidadãos referem os investidores estrangeiros (29%), o governo (28%) e os altos responsáveis políticos (19%). Apenas 18% acreditam que os cidadãos comuns são os que mais beneficiam dos recursos naturais (Figura 2).

3Os residentes no Sul do país tendem mais a afirmar que os investidores estrangeiros são os maiores beneficiários (35%), enquanto os do Norte apontam com maior frequência para o governo do país (36%). No Centro, um quarto (26%) dos respondentes afirma que o povo Moçambicano é quem mais beneficia (Figura 3).

4A maioria dos respondentes (74%) afirma estar “pouco satisfeita” ou “nada satisfeita” com o nível de participação das comunidades locais na extração de recursos naturais (Figura 4).

5A mesma proporção (74%) manifesta insatisfação com a quantidade de informação que o público recebe sobre a forma como o dinheiro proveniente dos recursos naturais é utilizado (Figura 5). A insatisfação é particularmente forte entre os residentes urbanos (80%), os cidadãos com maior nível de escolaridade (80%), os jovens (77%) e os homens (76%).

Inquéritos do Afrobarometer

O Afrobarometer é uma rede de investigação pan-africana e apartidária que fornece dados fiáveis sobre as experiências e avaliações africanas em matéria de democracia, governação e qualidade de vida. Desde 1999, foram realizadas 10 rondas de inquéritos em até 45 países. Os inquéritos da 10.ª Ronda (2024/2025) abrangem 38 países. Os Parceiros Nacionais do Afrobarometer realizam entrevistas presenciais na língua escolhida pelo respondentes.

A equipa do Afrobarometer em Moçambique, liderada pela CS Research, entrevistou uma amostra probabilística estratificada, aleatória e representativa a nível nacional de 1.200 cidadãos adultos entre Julho e Setembro de 2025. Uma amostra desta dimensão produz resultados a nível nacional com uma margem de erro de +/- 3 pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%. Foram realizados inquéritos anteriores em Moçambique em 2002, 2005, 2008, 2012, 2015, 2018, 2021 e 2022.

  1. ↩︎
  2. ↩︎
  3. ↩︎
  4. ↩︎
  5. ↩︎

Fidelidade Ímpar leva segurança rodoviária às escolas porque cada criança merece chegar a casa

No dia 20 de Maio, mais de 1.000 crianças de duas escolas da Cidade da Matola aprenderam a atravessar a rua com segurança. A Fidelidade Ímpar esteve lá. A iniciativa integra a Semana Nacional de Segurança Rodoviária 2026, sob o lema “O cuidado é o melhor caminho”.

Em parceria com a Polícia de Trânsito (PRM), o Conselho Municipal da Cidade da Matola, INATRO e a Direcção Distrital de Educação, a Fidelidade Ímpar levou palestras educativas, simulações práticas de travessia segura e sessões de literacia financeira tornando a aprendizagem concreta e visível. Esta acção foi possível pela união de quem partilha o mesmo propósito.

A PRM, o Conselho Municipal da Cidade da Matola e a Direcção Distrital de Educação juntaram-se para chegar mais longe juntos porque a segurança nas zonas escolares não é responsabilidade de ninguém em particular: é responsabilidade de todos. Foram distribuídos 70 coletes reflectores à Polícia de Trânsito e instalada sinalização rodoviária junto das escolas: passadeiras, placas de prevenção e os sinais que dizem ao trânsito que ali passam crianças. Pequenos gestos que ficam.

A acção envolveu mais de 1.000 participantes nas duas escolas. Cada um deles crianças, professores, agentes de trânsito foi parte de algo maior do que uma simples sessão de sensibilização. Não é a primeira vez. Desde Novembro de 2025, a Fidelidade Ímpar tem estado presente na Escola Primária da Matola Gare, onde cerca de 1.000 alunos participaram em actividades de educação rodoviária, literacia financeira e até criaram peças ilustrativas com materiais reutilizados. A intenção nunca foi fazer um evento. Foi criar um hábito.

A Fidelidade Ímpar mantém o programa activo na Escola Primária da Matola Gare desde Novembro de 2025 e prevê alargá-lo a outras zonas escolares do país. Para a Fidelidade Ímpar, investir na prevenção é contribuir para comunidades mais seguras porque o cuidado traduz-se sempre em acções concretas para que a vida não pare.

RENMOZ 2026: UE prevê mobilizar mais de 300 M€ em investimentos para Moçambique

A União Europeia (UE) prevê mobilizar mais de 300 milhões de euros em investimentos para Moçambique, no quadro da estratégia Global Gateway, anunciou segunda-feira (25), em Maputo, o Embaixador da União Europeia em Moçambique, Antonino Maggiore, durante o lançamento oficial do 2.º Fórum de Negócios Moçambique–União Europeia e da 5.ª Conferência Empresarial “Energias Renováveis em Moçambique” (RENMOZ 2026).

Segundo o diplomata europeu, cerca de 178 milhões de euros deverão ser captados durante o Fórum de Negócios Moçambique–União Europeia, agendado para os dias 9 e 10 de Junho, enquanto outros 120 milhões de euros serão mobilizados no âmbito da RENMOZ 2026, que terá lugar nos dias 11 e 12 de Junho, ambos em Maputo.

“O objectivo central é mobilizar o investimento europeu e promover um crescimento económico inclusivo e sustentável em Moçambique”, declarou Antonino Maggiore.

O embaixador destacou que os dois eventos constituem um dos momentos mais importantes da estratégia Global Gateway em Moçambique, resultado de cerca de um ano de preparação conjunta entre a União Europeia e o Governo moçambicano.

Segundo explicou, o foco estará centrado na promoção de negócios, energia e implementação de investimentos com impacto directo na economia nacional. “Tudo isso é porque nós acreditamos em Moçambique, no potencial estratégico do País”, afirmou o chefe da delegação europeia.

Citado pela AIM, Maggiore frisou que o fórum não será apenas um espaço de debates institucionais, mas uma plataforma orientada para resultados concretos. “O Fórum não é e não vai ser um encontro para privados. Trabalhámos para garantir que seja uma plataforma para resultados, investimentos tangíveis e projectos de implementação”, declarou.

Os eventos deverão reunir líderes governamentais, empresas moçambicanas e europeias, investidores internacionais, instituições financeiras e organizações de apoio ao sector privado. Até ao momento, segundo os organizadores, já estão inscritas cerca de 100 empresas europeias e 200 empresas moçambicanas.

O Fórum de Negócios Moçambique – União Europeia irá concentrar-se em quatro sectores considerados estratégicos no âmbito do Global Gateway, nomeadamente conectividade e corredores de desenvolvimento, transformação digital e inovação, energias renováveis e transição verde, agronegócio e turismo sustentável.

Entre os corredores económicos destacados figuram os de Nacala, Beira e Maputo, apontados como fundamentais para reforçar a integração regional e dinamizar o comércio e a industrialização.

Na área energética, a RENMOZ 2026 deverá anunciar novos projectos de grande dimensão, incluindo concursos para mini-redes financiados pela União Europeia, investimentos em centrais solares e novas oportunidades ligadas à transição energética.

FACIM 2026 vai ter espaço dedicado às MPME

A Feira Internacional de Maputo, FACIM, vai contar, este ano, com um pavilhão dedicado e estruturado exclusivamente para as Micro, Pequenas e Médias Empresas.

A iniciativa foi lançada em Maputo, pelo Secretário Permanente do Ministério da Economia, na Segunda Reunião de Articulação com o Sector Privado, segundo avança a Rádio Moçambique.

Citado pela mesma fonte, Jorge Jairoce disse que o pavilhão unificado das MPME’s vai reforçar a capacidade de as empresas firmarem parcerias estratégicas e, sobretudo, contribuir para a melhoria do ambiente de negócios no País.

O Ministério da Economia lançou ainda, a fase-piloto de uma plataforma digital concebida para permitir que as MPME’s tenham acesso facilitado a serviços, oportunidades de financiamento e mercados.

Primeiros txopelas eléctricos de Moçambique chegam a Maputo e Matola, reduzindo os custos dos motoristas para 66 meticais por dia

A Yango Moçambique, parte da empresa tecnológica global Yango Group, anunciou a introdução da primeira frota de txopelas 100% eléctricos em Maputo e Matola, oferecendo aos motoristas parceiros uma alternativa mais económica ao transporte movido a combustível, com custos diários de energia a partir de apenas 66 meticais.

A implementação, desenvolvida em parceria com a Epsilon Mobilidade, surge num contexto em que os operadores procuram soluções mais estáveis e eficientes para o transporte urbano. Os veículos eléctricos têm uma autonomia de até 100 km por carga e estão totalmente integrados na aplicação Yango, permitindo aos passageiros solicitar viagens da mesma forma habitual. No âmbito da parceria, a Epsilon Mobilidade é responsável pelo fornecimento dos veículos e pela infraestrutura de carregamento e suporte técnico, enquanto a Yango liga os motoristas parceiros à procura através da sua plataforma.

Para garantir maior conveniência operacional aos motoristas parceiros, estarão disponíveis estações de troca de baterias na Galp OMM e na TOTAL Energies, ambas localizadas na Avenida 25 de Setembro, em Maputo. Adicionalmente, uma nova estação de troca será inaugurada brevemente na delegação da Epsilon Energia Solar, na Matola, reforçando a rede de suporte à mobilidade eléctrica e assegurando maior autonomia e continuidade operacional aos utilizadores da frota. As empresas indicam que a frota inicial representa a primeira fase de uma expansão mais ampla, com planos para escalar soluções de mobilidade eléctrica nos principais centros urbanos de Moçambique. 

“A mobilidade eléctrica já é uma solução prática para reduzir custos e garantir a continuidade operacional dos motoristas parceiros. O transporte em duas e três rodas desempenha um papel fundamental na mobilidade urbana em Moçambique, e a nossa ambição é escalar este modelo para tornar o transporte diário mais acessível, eficiente e resiliente,” afirmou Mahomed Zameer, Country Manager da Yango Moçambique. Para os motoristas parceiros, a mudança traduz-se em poupanças imediatas.

Yuri, motorista parceiro da Yango, afirma ter reduzido significativamente os seus custos diários após a transição para um veículo eléctrico: “Antes gastava grande parte do meu rendimento em combustível. Agora, os meus custos diários são mínimos e consigo trabalhar de forma consistente.” Para além da redução de custos, os veículos operam sem emissões directas, contribuindo para a melhoria da qualidade do ar em áreas densamente povoadas de Maputo e Matola.

A Epsilon Mobilidade afirma que a parceria visa expandir o acesso à mobilidade eléctrica, reduzindo as barreiras para os motoristas parceiros. “Estes veículos oferecem maior autonomia, menores custos operacionais e independência energética,” afirmou Luqman Umarji, Director Comercial da Epsilon Mobilidade.