Wednesday, September 30, 2026
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Eni invests in training Mozambican engineers to strengthen Coral South FLNG project

Oil and Gas

The Coral South FLNG Project, operated by Italian oil company Eni, is investing in training Mozambican engineers as part of an effort to promote the development of local content and nationalize operations. Twenty-four recently graduated engineers left for Italy this May to take part in technical training at Eni Corporate University, as announced by the company.

This initiative is part of a two-year program, which includes a four-month training course in Italy, covering areas such as health and safety, maintenance, technical and laboratory services. The selected engineers underwent a rigorous selection process among 300 candidates from higher education institutions in Maputo and Pemba, based on criteria of academic excellence.

After training in Italy, the engineers will be prepared to join the Maintenance, Production, Laboratory, Assets and Asset Integrity departments at the Coral Sul FLNG facility, located in the Rovuma Basin, Cabo Delgado province. The Coral Sul project, the first to develop the vast gas resources discovered in the region, has already exported 58 shipments of LNG and 9 of condensate.

Elina Domingos Sambo, one of the engineers benefiting from the program, stressed the importance of capacity building for the country’s development, highlighting her responsibility and commitment to contributing to the growth of Mozambique’s energy sector.

With this second edition of the training program, Eni reaffirms its commitment to developing local content and training Mozambican staff, strengthening cooperation between Mozambique and Italy and boosting the country’s energy sector.

Moçambique reforça a regulamentação do sector mineiro para aumentar receitas e garantir controle efectivo das operações

Moçambique reforça a regulamentação do sector mineiro para aumentar receitas e garantir controle efectivo das operações

O sector mineiro é de suma importância para o desenvolvimento económico de Moçambique, desempenhando um papel fundamental no aumento das exportações e na contribuição para o Produto Interno Bruto (PIB). Com o objectivo de fortalecer o controle e aumentar as receitas neste sector estratégico, o Governo moçambicano aprovou um novo decreto que altera o Regulamento de Reembolso do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA).

Segundo a vice-ministra da Indústria e Comércio, Ludovina Bernardo, a medida visa restringir a abrangência do Regime Especial de Regularização do IVA, possibilitando um controle mais efectivo das operações realizadas pelos operadores dos sectores mineiro e petrolífero. Essa acção pretende principal maximizar a receita proveniente do IVA decorrente dessas operações.

Dados do Banco de Moçambique, divulgados no ano passado, destacam a significativa contribuição da indústria extractiva para as exportações moçambicanas, totalizando cerca de 1,7 mil milhões de dólares em 2022. Entre os produtos mais relevantes estão o carvão mineral, as areias pesadas, gás natural, rubis, safiras e esmeraldas.

Essa nova regulamentação reflete o compromisso do governo em promover o crescimento sustentável do sector mineiro, impulsionando a economia do país e garantindo uma gestão eficaz dos recursos naturais.

Mozambique strengthens regulation of mining sector to increase revenues and ensure effective control of operations

Moçambique reforça a regulamentação do sector mineiro para aumentar receitas e garantir controle efectivo das operações

The mining sector is of paramount importance to Mozambique’s economic development, playing a key role in increasing exports and contributing to the Gross Domestic Product (GDP). With the aim of strengthening control and increasing revenue in this strategic sector, the Mozambican government has approved a new decree amending the Value Added Tax (VAT) Refund Regulation.

According to the Deputy Minister of Industry and Commerce, Ludovina Bernardo, the measure aims to restrict the scope of the Special VAT Regularization Regime, enabling more effective control of operations carried out by operators in the mining and oil sectors. The main aim is to maximize VAT revenue from these operations.

Data from the Bank of Mozambique, released last year, highlights the significant contribution of the extractive industry to Mozambican exports, totaling around 1.7 billion dollars in 2022. Among the most important products are mineral coal, heavy sands, natural gas, rubies, sapphires and emeralds.

This new regulation reflects the government’s commitment to promoting sustainable growth in the mining sector, boosting the country’s economy and ensuring effective management of natural resources.

CTA e Embaixada da Ucrânia organizam Fórum de Negócios focado no Agronegócio

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) realizou uma reunião com a Embaixadora da República da Ucrânia em Moçambique, Liubov Abravitova, para preparar o Fórum de Negócios Moçambique-Ucrânia, que ocorrerá na próxima terça-feira, 4 de Junho, em Maputo.

O Fórum ocorre no contexto da visita de uma delegação de empresários ucranianos a Moçambique, visando explorar oportunidades de aumentar os investimentos e as trocas comerciais entre os dois países. Actualmente, o comércio entre Moçambique e Ucrânia totaliza aproximadamente 1,8 milhões de dólares americanos, representando 8,06% do comércio mundial de Moçambique. As importações da Ucrânia somam cerca de 1,4 milhões de dólares (aproximadamente 90,3 milhões de Meticais), enquanto as exportações para a Ucrânia chegam a 437 mil dólares (cerca de 27,9 milhões de Meticais).

Durante o encontro, o Presidente da CTA, Agostinho Vuma, expressou o interesse da Confederação em promover parcerias entre empresas ucranianas e moçambicanas, além de mobilizar investidores de diversos sectores, especialmente aqueles onde Moçambique possui vantagens comparativas.

A Embaixadora Liubov Abravitova reafirmou o compromisso da Embaixada em fortalecer as relações comerciais entre os dois países, destacando as iniciativas contínuas para fomentar esses laços.

Vale destacar que o portfólio de exportações de Moçambique continua dominado por produtos primários da indústria extractiva e energia eléctrica. Em 2022, o carvão mineral representou 34,4% das exportações, seguido pelo alumínio com 19,9%. Outros produtos notáveis incluem energia eléctrica (6,9%), areias pesadas (6,8%) e gás natural (6,5%). Entre os produtos tradicionais estão o tabaco, açúcar, castanha e amêndoa de caju, madeira, bananas, algodão, camarão e lagosta.

Este Fórum de Negócios é uma oportunidade significativa para fortalecer as relações comerciais e explorar novas oportunidades no sector do agronegócio entre Moçambique e a Ucrânia.

Vodacom Management Challenge 2024: Equipes de Gestão enfrentam desafios empresariais em ambiente volátil

Quarenta trabalhadores da Vodacom Moçambique participaram do Vodacom Management Challenge 2024, uma competição que simulou a gestão de empresas cotadas em bolsa. Os participantes foram organizados em oito equipes de gestão, cada uma composta por cinco membros do EXCO.

Os gestores enfrentaram o desafio de administrar recursos e riscos em um mercado caracterizado por alta volatilidade e incerteza. A meta era tomar decisões focadas no atendimento aos clientes e na geração de valor para os accionistas.

Lideradas por seus CEOs – Cinthia de Almeida, Almirante Dimas, Tagy Bacar, Mohamed Kleiser Sarifo, Mugisha Mupenda, Samuel Orlando Nhantumbo, Álvaro Fernando G.S. Simões – as equipes definiram estratégias e tomaram decisões integradas em Recursos Humanos, Finanças, Operações, Logística, Marketing e Comercial. O objectivo era melhorar o desempenho organizacional, superar a concorrência e aumentar o valor de mercado de suas empresas.

Durante cinco trimestres de actividades, os gestores observaram como suas decisões influenciavam o desempenho e a valorização de cada empresa, impactando directamente na classificação final.

Este programa proporcionou uma experiência diferenciada, expondo os participantes a diversas áreas de negócio além de suas funções diárias. Isso aumentou a preparação dos particpantes para lidar com desafios profissionais tanto internamente quanto externamente com clientes.

O Vodacom Management Challenge 2024 foi desenvolvido com base na plataforma de simulação de gestão de empresas do Global Management Challenge – a maior competição de estratégia e gestão do mundo, presente em mais de 40 países. Desde 1980, mais de um milhão de colaboradores e estudantes de diversas geografias já participaram do Global Management Challenge.

Moçambique destaca importância da riqueza natural na agenda do desenvolvimento africano

Nairobi

O ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, está em Nairóbi, Quênia, participando das reuniões anuais do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), que ocorrem de 27 a 31 de Maio, com o tema “A Transformação de África, o Grupo do Banco Africano de Desenvolvimento e a Reforma da Arquitectura Financeira Global”.

De acordo com o Club of Mozambique, o ministro moçambicano participará de um painel com o tema “Medindo a Riqueza Verde das Nações: Capital Natural e Produtividade Económica em África”. Sua intervenção se concentrará no papel do BAD e na mobilização de recursos financeiros acessíveis, previsíveis e de longo prazo para o desenvolvimento sustentável na África.

Apesar do continente africano possuir um significativo capital natural, incluindo terras aráveis, florestas, potencial de energia renovável e depósitos minerais, avaliados em cerca de 6,2 biliões de dólares em 2018, esses recursos são frequentemente explorados de forma ineficiente. A maioria dos países concentra-se na extracção de recursos de baixo valor acrescentado, ignorando os benefícios do capital natural não produzido.

Os encontros do BAD proporcionam uma oportunidade para compartilhar experiências sobre gestão da dívida pública, financiamento climático e investimento em infra-estruturas sustentáveis para um crescimento verde e transição energética justa.

Chefes de Estado e de Governo africanos, juntamente com instituições regionais, participarão de um Diálogo Presidencial para apresentar estratégias e políticas visando acelerar a transformação dos países africanos em benefício de seus cidadãos.

Este evento servirá como plataforma para o desenvolvimento de estruturas que avaliem o valor do capital natural não produzido, reunindo funcionários governamentais e especialistas globais em colaboração.

Mozambique highlights importance of natural wealth on African development agenda

Nairobi

The Minister of Transport and Communications, Mateus Magala, is in Nairobi, Kenya, participating in the annual meetings of the African Development Bank (AfDB), which take place from May 27 to 31, with the theme “Africa’s Transformation, the African Development Bank Group and the Reform of the Global Financial Architecture”.

According to the Club of Mozambique, the Mozambican minister will take part in a panel on “Measuring the Green Wealth of Nations: Natural Capital and Economic Productivity in Africa”. His speech will focus on the role of the AfDB and the mobilization of accessible, predictable and long-term financial resources for sustainable development in Africa.

Although the African continent has significant natural capital, including arable land, forests, renewable energy potential and mineral deposits, valued at around 6.2 trillion dollars in 2018, these resources are often exploited inefficiently. Most countries focus on extracting low value-added resources, ignoring the benefits of unproduced natural capital.

AfDB meetings provide an opportunity to share experiences on public debt management, climate finance and investment in sustainable infrastructure for green growth and a just energy transition.

 

Moçambique e Argélia pretendem estabelecer parceria para o desenvolvimento do sector energético

Energia

Uma delegação moçambicana liderada pelo ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, está a realizar uma visita oficial de seis dias (de 26 a 31 de Maio) à República da Argélia. O objectivo principal desta visita é explorar as oportunidades de cooperação no sector energético entre os dois países, construindo sobre os acordos alcançados durante a estadia do chefe do Estado, Filipe Nyusi, na Argélia, em Fevereiro passado.

Segundo um comunicado divulgado nesta Terça-feira, 28 de Maio, pelo Club of Mozambique, a delegação moçambicana foi recebida em audiência pelo ministro da Energia e Minas da Argélia, Mohamed Arkab. Durante o encontro, Arkab enfatizou que esta reunião representa um passo significativo para promover relações bilaterais mais fortes e estimular interesses económicos conjuntos.

Durante os próximos dias, empresários e governantes de ambas as nações irão discutir e desenvolver parcerias no sector energético, seguindo o memorando de entendimento assinado em Fevereiro. Espera-se que a visita inclua discussões de alto nível e visitas locais às principais instalações energéticas e industriais, facilitando uma compreensão abrangente de potenciais empreendimentos colaborativos.

“A Argélia pretende expandir suas parcerias internacionais e alavancar a área da energia para impulsionar o desenvolvimento económico. Moçambique, com seu crescente setor energético e potencial económico, é visto como um parceiro estratégico neste esforço”, ressaltou o comunicado.

Esta iniciativa representa um marco importante na cooperação bilateral entre Moçambique e Argélia, com o potencial de impulsionar o desenvolvimento económico de ambos os países através de parcerias no sector energético.

Venda da Galp na área 4 da bacia do rovuma pode impactar parceiros do projecto, revela MIREME

Mireme

O Ministério dos Recursos Minerais e Energia de Moçambique (MIREME) anunciou que os parceiros da Área 4 da Bacia do Rovuma, ao largo da costa da província de Cabo Delgado, podem passar por mudanças, após a decisão da empresa portuguesa de petróleo e gás Galp de vender sua posição para a petrolífera dos Emirados Árabes Unidos, ADNOC, no consórcio de exploração de gás natural.

Segundo a Agência de Informação de Moçambique, a Galp chegou a um acordo com a ADNOC para vender sua posição por cerca de 41,1 mil milhões de meticais (650,7 milhões de dólares) no consórcio de gás natural da Área 4.

O comunicado do Ministério esclarece que esta transacção está sujeita à aprovação dos parceiros da Área 4 e do Governo, que calculará as respectivas mais-valias de acordo com a legislação em vigor.

A imprensa portuguesa relata que a Galp tomou a decisão de vender suas acções em Moçambique para investir na Namíbia, visando melhorar sua posição negocial com futuros parceiros e reduzir o risco associado ao terrorismo islâmico em Cabo Delgado.

Na Área 4 da Bacia do Rovuma, o gás natural liquefeito (GNL) é produzido e exportado desde 2022 através do Projecto Coral Sul FLNG (Floating Liquefied Natural Gas). Os parceiros desta área demonstraram interesse recentemente em desenvolver o Projecto Coral Norte FLNG, uma réplica do Coral Sul, actualmente em processo de avaliação e aprovação pelo Governo.

Galp’s sale in area 4 of the rovuma basin could impact project partners, reveals MIREME

Mireme

Mozambique’s Ministry of Mineral Resources and Energy (MIREME) has announced that the partners in Area 4 of the Rovuma Basin, off the coast of Cabo Delgado province, may undergo changes following the decision by Portuguese oil and gas company Galp to sell its position to the United Arab Emirates oil company ADNOC in the natural gas exploration consortium.

According to the Mozambican Information Agency, Galp reached an agreement with ADNOC to sell its position for around 41.1 billion meticais (650.7 million dollars) in the Area 4 natural gas consortium.

The Ministry statement clarifies that this transaction is subject to the approval of the Area 4 partners and the Government, which will calculate the respective capital gains in accordance with the legislation in force.

The Portuguese press reports that Galp took the decision to sell its shares in Mozambique to invest in Namibia, with the aim of improving its negotiating position with future partners and reducing the risk associated with Islamic terrorism in Cabo Delgado.

In Area 4 of the Rovuma Basin, liquefied natural gas (LNG) has been produced and exported since 2022 through the Coral Sul FLNG (Floating Liquefied Natural Gas) Project. The partners in this area have recently shown interest in developing the Coral Norte FLNG Project, a replica of Coral Sul, which is currently being assessed and approved by the government.