Monday, April 20, 2026
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Aumento no preço do arroz pode gerar crise alimentar

Aumento no preço do arroz pode gerar crise alimentar
Desde o último trimestre de 2023,  sinais de alerta têm surgido, indicando que uma nova crise alimentar, potencialmente mais grave que a de 2008 se aproxima. O aumento significativo no preço de produção e exportação do arroz, tem impactado directamente na vida da população, tornando-o inacessível para muitos.

Apesar da crise não estar intensa em Moçambique, em alguns países da África, concretamente na Nigéria, o impacto da subida já se faz sentir em todo o país, a título de exemplo, o preço de um quilo de arroz importado aumentou em 46,34% em Agosto de 2023, em comparação com o ano anterior, de acordo com a Agência Nacional de Estatística.

O impacto da crise é sentido não só pela população nigeriana, mas também por outros países que dependem das exportações de arroz da Índia, o maior exportador mundial. Restrições impostas pelo governo indiano desde 2022 têm causado preocupações em todo o mundo. A Índia deixou de exportar “arroz branqueado”, um produto barato e nutritivo comprado principalmente por países mais pobres, como Bangladesh e Benim. A proibição continua em vigor em 2024, com a imposição de tarifas e restrições adicionais.

O pânico entre os consumidores e as medidas tomadas por outros grandes países produtores destacam a gravidade da situação. A Índia espera atingir uma meta de 128 milhões de toneladas métricas de arroz até Setembro de 2024, mas fenómenos climáticos como o El Niño representam desafios adicionais para a produção.

Rising rice prices could lead to food crisis

Aumento no preço do arroz pode gerar crise alimentar

Since the last quarter of 2023, warning signs have been emerging that a new food crisis, potentially more serious than the one in 2008, is looming. The significant increase in the production and export price of rice has had a direct impact on the lives of the population, making it unaffordable for many.

Although the crisis is not intense in Mozambique, in some African countries, specifically Nigeria, the impact of the rise is already being felt throughout the country. For example, the price of a kilo of imported rice increased by 46.34% in August 2023, compared to the previous year, according to the National Statistics Agency.

The impact of the crisis is felt not only by the Nigerian population, but also by other countries that depend on rice exports from India, the world’s largest exporter. Restrictions imposed by the Indian government since 2022 have caused concern around the world. India stopped exporting “milled rice”, a cheap and nutritious product bought mainly by poorer countries such as Bangladesh and Benin. The ban remains in place until 2024, with the imposition of additional tariffs and restrictions.

The panic among consumers and the measures taken by other major producing countries highlight the seriousness of the situation. India hopes to reach a target of 128 million metric tons of rice by September 2024, but climatic phenomenasuch as El Niño pose additional challenges for production.

Jónia Presado: “A pirataria é um grande desafio para o mercado de televisão paga e não só”

Chama-se Jónia Presado e é uma das Top 50 Women in Management Africa, é vencedora do prémio Africa Silent Heroes e uma das 100 Personalidades Negras mais Influentes da lusofonia – Bantumen Powerlist 2023. Actualmente, Jónia assume as funçoes de Directora de Marketing, Comunicação e Relações Públicas da Multichoice Moçambique gerindo as marcas DStv e GOtv.

Em conversa com o Profile, Jónia, deixou ficar o seu parecer sobre o Superbrands Moçambique e destacou os desafios e expectativas do Marketing Empresarial no contexto moçambicano.

Profile Mozambique: Como avalia a relevância do Superbrands Moçambique?

Jónia Presado: É louvável a iniciativa do Superbrands, que admiro pela sua resiliência desde que se estabeleceu em Moçambique (2019), agora na sua sexta edição para 2023-2024, apesar dos desafios atravessados e interrupção no período da covid-19.

A organização tem se mostrado resiliente em manter a marca Superbrands relevante no mercado moçambicano. Isso é crucial, pois buscamos elevar as marcas e seus negócios, bem como dar a conhecer à sociedade moçambicana o trabalho e contribuição destas marcas.

PM: Qual é a sua perspectiva sobre o posicionamento das empresas moçambicanas no contexto do marketing actual?

JP: Cada empresa define o seu posicionamento com base na sua visão estratégica e objectivos. O mercado moçambicano tornou-se mais competitivo, dinâmico e exigente e as empresas veem-se obrigadas a explorar o marketing como uma das soluções comerciais para assegurar o seu posicionamento no mercado em que operam. Há um notável avanço na área de comunicação principalmente na Telefonia móvel, Televisão paga, a Banca, sector de Alimentos e Bebidas e poucos mais. Tem se visto estratégias inteligentes que tem resultado em belos trabalhos por parte das agencias de publicidade. Vemos campanhas que decididamente ressoam com o mercado e por isso dou os meus parabéns aos autores e profissionais de marketing. Contudo, ainda não somos um país que se possa propriamente dizer que pratica consistentemente o marketing na sua íntegra, precisamos explorar os vários tipos de marketing adequando a natureza do produto/serviço e condição orçamental de cada empresa.

Não nos podemos esquecer da mídia tradicional que apesar das limitações, como a falta de ferramentas de medição de campanhas ATL, tem servido de alavanca principal para as empresas na divulgação das marcas e continuará relevante por muito tempo no nosso país, onde para alcançar maior audiência envolvendo todos segmentos e esferas sociais só é possível com a mídia tradicional, devido à baixa penetração de internet e custo elevado para acesso à mesma. Por outro lado, o marketing digital tem sido uma boa aposta a não ignorar para os marketeiros, à medida em que já nos dá a possibilidade de mensurar o valor e resultado das nossas campanhas. O aumento do número de profissionais de marketing no país indica que há mais demanda por parte das empresas que apostam na comunicação e a qualidade do trabalho realizado são evidentes, tanto pelas agências de publicidade quanto pela colaboração entre marcas, agências de Mídias.

Os consumidores estão mais cientes dos seus direitos e mais exigentes em relação as ofertas do mercado, destacando a necessidade de melhorar a experiência e o atendimento ao cliente. É preciso concentrar-se na experiência do cliente ao longo de toda a sua jornada, e não apenas penas nas marcas e no branding. Este é um desafio crucial para as instituições e marcas. Oferecer uma experiência positiva ao cliente é fundamental para fidelização dos clientes, para manter a consistência e o sucesso das marcas.

PM: Que repercussões acredita que empresas que não desenvolvem uma estrutura de comunicação ou marketing podem enfrentar em termos de competitividade e relevância no mercado?

JP: As empresas devem comunicar a sua marca para poderem estar na mente de potenciais clientes e dos consumidores. Não comunica, não é visível logo não existe. A inexistência de um departamento de comunicação e Marketing em muitas instituições africanas é comum devido aos orçamentos limitados e à percepção enganadora de que o mesmo não é essencial. No entanto, essa lacuna resulta em várias desvantagens.

A ausência de uma visão clara compartilhada por todos dificulta a direcção estratégica da organização. Embora algumas instituições possam ter uma visão e valores, isso só por si não basta, a falta de um departamento de comunicação compromete a consistência na comunicação e compreensão desses princípios.

Além disso, é difícil identificar e comunicar efectivamente a marca e a sua proposta de valor ao mercado sem uma estratégia, algo que só seria possível com a existência de uma estrutura de comunicação. Isso leva a uma abordagem dispersa na comunicação e dificuldade em entender o público-alvo e adaptar os produtos ou serviços às suas necessidades. Por outro lado, sendo o Marketing uma área de suporte, a sua ausência diminui o sucesso das áreas de Vendas, Retenção e Experiencia ao Cliente entre outros.

Apenas as marcas que comunicam de forma consistente, tem uma proposta de valor que responde as expectativas do seu publico e cumprem com a sua promessa, conseguem se manter relevantes e competitivas no mercado em que operam. Em suma, a falta de um departamento de comunicação prejudica a capacidade das instituições de se comunicarem de forma eficaz, entenderem o mercado, fazerem frente aos seus concorrentes e alcançarem seus objectivos.

PM: De que forma a Multichoice está lidar com os desafios específicos que enfrenta no seu sector de actuação em Moçambique?

JP: O presente e o futuro se entrelaçam diariamente, especialmente à medida que avançamos na era da inteligência artificial. A crescente demanda por serviços de streaming em Moçambique reflecte a busca de mais por menos, onde a proposta de valor muitas vezes se traduz em obter muito pagando pouco.

No entanto, essa percepção desafia a ideia de uma comparação equilibrada entre preço e qualidade.

Enquanto operadores tradicionais de Televisão paga como a DStv, a ZAP, Startimes, TMT e TV Cabo, partilham o mercado e fazem concorrência perfeita, a ascensão do streaming, muitas vezes pirata, representa um desafio adicional para os operadores tradicionais licenciados. A pirataria não apenas prejudica os provedores legais, mas também tem impactos negativos na indústria do entretenimento, afectando músicos, cineastas e outros profissionais.

Além disso, a “recessão económica” e a procura de mais por menos, contribui de certa forma para a procura de conteúdos pirateados e agrava os desafios enfrentados pelo mercado da televisão paga em Moçambique.

Há uma grande necessidade de se educar os consumidores no geral sobre o que é a pirataria, as suas consequências negativas para o próprio consumidor assim como para quem a promove, pois esta, sonega milhões em direitos intelectuais de autores, artistas e inventores, promove o desemprego, inviabiliza a competição com empresas sérias que investem em pesquisa, pagam impostos e cumprem todas as exigências legais e fiscais, consequentemente, regride o desenvolvimento económico do país.

Jónia Presado: “Piracy is a major challenge for the pay-TV market and beyond”

Her name is Jónia Presado and she is one of the Top 50 Women in Management Africa, winner ofthe Africa Silent Heroes awardand one of the 100 Most Influential Black Personalities in Lusophony – Bantumen Powerlist 2023. Jónia is currently Marketing, Communications and Public Relations Director at Multichoice Mozambique, managing the DStv and GOtv brands.

Speaking to Profile, Jónia gave her opinion on Superbrands Mozambique and highlighted the challenges and expectations of business marketing in the Mozambican context.

Profile Mozambique: How do you assess the relevance of Superbrands Mozambique?

Jónia Presado: The Superbrands initiative is commendable, and I admire its resilience since it was established in Mozambique (2019), now in its sixth edition for 2023-2024, despite the challenges faced and the interruption during the covid-19 period.

The organization has been resilient in keeping the Superbrands brand relevant in the Mozambican market. This is crucial, as we seek to elevate the brands and their businesses, as well as making the work and contribution of these brands known to Mozambican society.

PM: What is your perspective on the positioning of Mozambican companies in the current marketing context?

JP: Each company defines its positioning based on its strategic vision and objectives. The Mozambican market has become more competitive, dynamic and demanding and companies are forced to explore marketing as one of the commercial solutions to ensure their positioning in the market in which they operate. There has been a notable advance in the area of communication, especially in mobile telephony, pay television, banking, the food and beverage sector and a few others.

We have seen intelligent strategies that have resulted in beautiful work on the part of advertising agencies. We see campaigns that definitely resonate with the market and for that I congratulate the authors and marketing professionals. However, we are not yet a country that can be said to consistently practice marketing in its entirety. We need to explore the various types of marketing, adapting them to the nature of the product/service and the budgetary conditions of each company.

We mustn’t forget traditional media, which despite its limitations, such as the lack of tools to measure ATL campaigns, has served as the main lever for companies to promote their brands and will remain relevant for a long time in our country, where reaching a larger audience involving all social segments and spheres is only possible with traditional media, due to the low penetration of the internet and the high cost of accessing it. On the other hand, digital marketing has been a good bet for marketers not to ignore, as it already gives us the possibility of measuring the value and results of our campaigns. The increase in the number of marketing professionals in the country indicates that there is more demand from companies betting on communication and the quality of the work carried out is evident, both by advertising agencies and by collaboration between brands and media agencies.

Consumers are more aware of their rights and more demanding of the market’s offerings, highlighting the need to improve the customer experience and service. We need to focus on the customer experience throughout their journey, and not just on brands and branding. This is a crucial challenge for institutions and brands. Offering a positive customer experience is fundamental to building customer loyalty and maintaining brand consistency and success.

PM: What repercussions do you think companies that don’t develop a communication or marketing structure might face in terms of competitiveness and market relevance?

JP: Companies must communicate their brand in order to be in the minds of potential clients and consumers. If you don’t communicate, you’re not visible, so you don’t exist. The absence of a communications and marketing department in many African institutions is common due to limited budgets and the misleading perception that it is not essential. However, this gap results in several disadvantages.

The absence of a clear vision shared by everyone hinders the strategic direction of the organization. Although some institutions may have a vision and values, this alone is not enough; the lack of a communications department compromises consistency in communicating and understanding these principles.

Furthermore, it is difficult to effectively identify and communicate the brand and its value proposition to the market without a strategy, something that would only be possible with the existence of a communication structure. This leads to a scattered approach to communication and difficulty in understanding the target audience and adapting products or services to their needs. On the other hand, since Marketing is a support area, its absence diminishes the success of Sales, Retention and Customer Experience, among others.

Only brands that communicate consistently, have a value proposition that meets their audience’s expectations and deliver on their promise, can remain relevant and competitive in the market in which they operate. In short, the lack of a communications department hampers institutions’ ability to communicate effectively, understand the market, stand up to their competitors and achieve their goals.

PM: How is Multichoice dealing with the specific challenges it faces in its sector in Mozambique?

JP: The present and the future intertwine on a daily basis, especially as we move into the era of artificial intelligence. The growing demand for streaming services in Mozambique reflects the search for more for less, where the value proposition often translates into getting a lot for little.

However, this perception challenges the idea of a balanced comparison between price and quality.

While traditional pay-TV operators such as DStv, ZAP, Startimes, TMT and TV Cabo share the market and have perfect competition, the rise of streaming, often pirated, represents an additional challenge for traditional licensed operators. Piracy not only harms legal providers, but also has negative impacts on the entertainment industry, affecting musicians, filmmakers and other professionals.

In addition, the “economic recession” and the demand for more for less, contributes in some way to the demand for pirated content and exacerbates the challenges faced by the pay-TV market in Mozambique.
There is a great need to educate consumers in general about what piracy is, its negative consequences for the consumer as well as for those who promote it, because it steals millions in intellectual rights from authors, artists and inventors, promotes unemployment, makes it impossible to compete with serious companies that invest in research, pay taxes and comply with all legal and fiscal requirements, and consequently sets back the country’s economic development.

Moçambique anuncia aumento da exportação de energia eléctrica para Zâmbia

A Electricidade de Moçambique (EDM) vai aumentar a quantidade de energia fornecida à congénere ZESCO, da Zâmbia, de 50 para 90 MegaWatts (MW), de acordo com um comunicado divulgado ontem (05) pela estatal eléctrica nacional.

Para o efeito, foi assinada na quinta-feira, em Lusaka, uma adenda ao contrato inicial com a ZESCO, celebrado há um ano em Luanda, para compra e venda de energia eléctrica à Zâmbia para suprir o défice energético que este país enfrenta devido à estiagem que afecta as suas barragens hidroeléctricas.

A emenda visa a extensão da validade do acordo e revisão dos termos comerciais, nomeadamente, o preço e volumes de energia eléctrica.

“Não só pretendemos transaccionar mais volumes de energia eléctrica, mas também estabelecer parcerias no sector, bem como gerar confiança necessária para melhorar as trocas comerciais”, explicou o PCA, citado em comunicado da EDM.

Na mesma ocasião, a estatal eléctrica moçambicana reafirmou que a empresa está em prontidão para suprir o défice de energia eléctrica que a Zâmbia vive neste momento, em virtude da estiagem que afecta as sua barragens hidroeléctricas e, por conseguinte, a capacidade de geração de energia.

Marcelino Alberto disse ainda que “à médio prazo deverá ser executada a Linha de Interligação a 400kV, entre Moçambique e Zâmbia, estando esta infra-estrutura na lista dos projectos prioritários para aprimorar as trocas comerciais directas de energia em grandes volumes entre os dois países, bem como para o mercado da SAPP (Southern African Power Pool)”.

Por seu turno, o Director Geral da ZESCO, enalteceu a forte parceria entre ambas empresas e o compromisso para reforçar a estabilidade e crescimento do sector eléctrico na região da SADC.

“A capacidade adicional contratada confere um esforço significativo para mitigar o défice de electricidade na Zâmbia, devendo a mesma colmatar o défice de fornecimento às cargas essenciais nos sectores de serviços e de produção”, sublinhou Mapani.

Mozambique announces increase in electricity exports to Zambia

Electricidade de Moçambique (EDM) is to increase the amount of energy supplied to its Zambian counterpart ZESCO from 50 to 90 MegaWatts (MW), according to a statement issued yesterday (05) by the national electricity company.

To this end, an addendum was signed on Thursday in Lusaka to the initial contract with ZESCO, signed a year ago in Luanda, for the purchase and sale of electricity to Zambia to make up for the energy deficit the country is facing due to the drought affecting its hydroelectric dams.

The amendment aims to extend the validity of the agreement and review the commercial terms, namely the price and volumes of electricity.

“Not only do we want to trade more volumes of electricity, but we also want to establish partnerships in the sector, as well as generate the trust needed to improve trade,” explained the PCA, quoted in an EDM statement.

On the same occasion, the Mozambican state-owned electricity company reaffirmed that the company is ready to supply the electricity deficit that Zambia is currently experiencing, due to the drought affecting its hydroelectric dams and, consequently, its power generation capacity.

Marcelino Alberto also said that “the 400kV interconnection line between Mozambique and Zambia should be built in the medium term. This infrastructure is on the list of priority projects to improve direct energy trade in large volumes between the two countries, as well as for the SAPP (Southern African Power Pool) market”.

For his part, ZESCO’s General Manager praised the strong partnership between the two companies and their commitment to strengthening the stability and growth of the electricity sector in the SADC region.
“The additional contracted capacity makes a significant effort to mitigate the electricity deficit in Zambia, which should make up for the shortfall in supply to essential loads in the services and production sectors,” said Mapani.

Custo de vida vai aumentar nos próximos meses

Uma possível subida de combustíveis e serviços de telecomunicações, aliado aos choques climáticos pode resultar no encarecimento de custo de vida nos próximos meses, segundo o Relatório Economico e Perspectiva de Inflação lançado há dias pelo Banco de Mocambique.

“Constituem ainda factores de riscos às projecções o eventual agravamento da pressão fiscal, a possível maior severidade dos choques climáticos e os eventuais ajustamentos dos preços das telecomunicações e combustíveis”, escreve a instituição  reguladora.

De referir que em Janeiro a inflação esteve situada em 4,2% e 4,0% em Fevereiro. Mas, até Dezembro deste ano, poderá atingir 5,37%, de acordo com “O País”.

Ainda internamente, o banco central destaca a manutenção da elevada pressão sobre o orçamento do Estado; Ocorrência de choques climáticos e Prevalência da instabilidade militar em Cabo Delgado.

“A avaliação dos riscos e incertezas associados às projeções da inflação mantém-se favorável no médio prazo. Destacam-se como possíveis factores de contenção da inflação o esforço da consolidação fiscal e o impacto menos gravoso dos conflitos geopolíticos, sobre a cadeia logística e sobre os preços das mercadorias no mercado internacional”, escreve o BM.

O Relatório também que a actividade económica continue a expandir-se em níveis moderados, impulsionada pelo desempenho da indústria extrativa cuja produção aumentou significativamente com a produção de gás natural na plataforma Coral Sul FLNG, na bacia do Rovuma.

Cost of living to rise in coming months

A possible rise in fuel and telecommunications services, coupled with climate shocks, could result in a rise in the cost of living in the coming months, according to the Economic Report and Inflation Outlook released a few days ago by the Bank of Mozambique.

“The possible worsening of fiscal pressure, the possible greater severity of climatic shocks and possible adjustments to telecommunications and fuel prices are also risk factors for the projections,” wrote the regulatory institution.

It should be noted that inflation stood at 4.2% in January and 4.0% in February. But by December this year, it could reach 5.37%, according to “O País”.

Still internally, the central bank highlights the continued high pressure on the state budget; the occurrence of climatic shocks and the prevalence of military instability in Cabo Delgado.

“The assessment of the risks and uncertainties associated with inflation projections remains favorable in the medium term. Possible factors for containing inflation include fiscal consolidation efforts and the less serious impact of geopolitical conflicts on the logistics chain and on commodity prices on the international market,” writes the WB.

The report also predicts that economic activity will continue to expand at moderate levels, driven by the performance of the extractive industry, whose production has increased significantly with the production of natural gas on the Coral Sul FLNG platform in the Rovuma basin.

Veja aqui as oportunidades de investimento com alto potencial de rentabilidade no país

Moçambique, uma nação cheia de potencial, oferece um mercado vibrante para os empresários que procuram novos horizontes. Mas por onde é que se começa? Compreender as tendências do consumidor e os pontos fortes de exportação do país é a chave para desbloquear o sucesso. Este artigo analisa recursos valiosos para lançar luz sobre o panorama empresarial de Moçambique em 2024.

Compreender as necessidades dos consumidores

A Eworldtrade fornece informações valiosas sobre os produtos online mais vendidos em Moçambique. Desde necessidades básicas como vestuário e calçado a bens domésticos e electrónicos, a procura destes produtos reflecte a crescente classe média do país e o aumento da penetração da Internet. As empresas podem tirar partido desta informação, adaptando as suas ofertas de produtos para satisfazer estas preferências online.

O Guia de Bens de Grande Consumo em Moçambique do Departamento de Comércio dos EUA oferece uma perspectiva complementar. Este recurso destaca os bens de consumo, como alimentos processados, bebidas e artigos de cuidados pessoais, como estando em alta demanda. É aqui que as empresas podem explorar oportunidades de fornecimento destes bens de consumo quotidiano ou mesmo fabricá-los localmente para satisfazer o crescente consumo interno.

Capitalizando as Exportações de Moçambique

O WorldtopExports lança luz sobre os pontos fortes das exportações de Moçambique. O país é um grande exportador de produtos agrícolas como a castanha de caju, o algodão e a madeira. Para além disso, Moçambique possui ricos recursos minerais, exportando alumínio, carvão e gás natural.

As empresas podem explorar oportunidades na cadeia de fornecimento para estas exportações. Isto pode envolver o fornecimento de equipamento agrícola e perícia, serviços de transporte e logística, ou mesmo processamento de valor acrescentado de matérias-primas.

Aproveitar os conhecimentos em 2024

A informação recolhida a partir destes recursos permite que as empresas tomem decisões informadas em 2024. Aqui estão algumas das principais conclusões:

  • Boom do comércio eletrónico: O aumento das compras online representa uma oportunidade para as empresas estabelecerem uma forte presença online e atenderem aos crescentes utilizadores da Internet em Moçambique.
  • Foco nos produtos de grande consumo: Satisfazer a procura de bens de consumo diário tem um potencial imenso, especialmente para as empresas que podem estabelecer uma produção local ou canais de distribuição eficientes.
  • Juntar-se ao panorama de exportação: O próspero sector de exportação de Moçambique oferece oportunidades para as empresas se integrarem na cadeia de abastecimento ou explorarem serviços de valor acrescentado relacionados com os produtos de exportação do país.

Ao considerar cuidadosamente estes aspectos e realizar mais pesquisas, os empresários podem aproveitar as possibilidades interessantes que o panorama empresarial de Moçambique apresenta em 2024. Lembre-se, o sucesso muitas vezes reside no alinhamento da sua estratégia de negócios com as necessidades do mercado e os pontos fortes económicos do país.

Here are the investment opportunities with a high potential for profitability in the country

Mozambique, a nation full of potential, offers a vibrant market for entrepreneurs looking for new horizons. But where do you start? Understanding consumer trends and the country’s export strengths is the key to unlocking success. This article looks at valuable resources to shed light on Mozambique’s business landscape in 2024.

Understanding consumer needs

Eworldtrade provides valuable information on the best-selling online products in Mozambique. From basic necessities such as clothing and footwear to household goods and electronics, the demand for these products reflects the country’s growing middle class and increasing internet penetration. Companies can take advantage of this information by adapting their product offerings to meet these online preferences.

The US Department of Commerce’s Guide to FMCG in Mozambique offers a complementary perspective. This resource highlights consumer goods, such as processed foods, beverages and personal care items, as being in high demand. This is where companies can explore opportunities to supply these everyday consumer goods or even manufacture them locally to satisfy growing domestic consumption.

Capitalizing on Mozambique’s Exports

WorldtopExports sheds light on Mozambique’s export strengths. The country is a major exporter of agricultural products such as cashew nuts, cotton and timber. In addition, Mozambique has rich mineral resources, exporting aluminum, coal and natural gas.

Companies can explore opportunities in the supply chain for these exports. This could involve supplying agricultural equipment and expertise, transportation and logistics services, or even value-added processing of raw materials.

Harnessing knowledge in 2024

The information gathered from these resources allows companies to make informed decisions in 2024. Here are some of the main conclusions:

(i) E-commerce boom: The increase in online shopping represents an opportunity for companies to establish a strong online presence and cater to Mozambique’s growing Internet users.

(ii) Focus on FMCG: Meeting the demand for everyday consumer goods has huge potential, especially for companies that can establish local production or efficient distribution channels.

(iii) Joining the export scene: Mozambique’s thriving export sector offers opportunities for companies to integrate into the supply chain or explore value-added services related to the country’s export products.

By carefully considering these aspects and carrying out further research, entrepreneurs can take advantage of the interesting possibilities that Mozambique’s business landscape presents in 2024. Remember, success often lies in aligning your business strategy with the needs of the market and the country’s economic strengths.