Monday, April 20, 2026
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Conheça as principais inovações do novo Regulamento do Investimento Privado em Moçambique

Foi recentemente aprovado o Decreto nº 8/2024, de 7 de Março que regula a Lei do Investimento (Lei nº 8/2023, de 9 de Junho), e estabelece os procedimentos aplicáveis aos processos de aprovação e realização dos investimentos privados em Moçambique e elegíveis ao gozo de garantias e incentivos fiscais e não fiscais. Apresentamos abaixo um resumo dos principais aspectos a considerar:

Investimento Directo Estrangeiro

O valor mínimo de Investimento Directo Estrangeiro (“IDE”), para efeitos de transferência de lucros e exportação do capital investido para o exterior é de 6.500.000,00MT (aproximadamente USD 100.743,95).

O IDE deve ser devidamente registado nos termos da legislação cambial e a exportação de lucros e capital investido carece de prova do registo. O IDE efectuado por transferência de capitais só pode ser registado se efectuado através do sistema bancário nacional. O IDE sob a forma de equipamento ou materiais deve ser registado pelo valor CIF, conforme documentos emitidos pelas autoridades aduaneiras.

É possível a conversão de dívida contraída no exterior em IDE, desde que cumpridos os requisitos da legislação cambial.

Propostas de Investimento – Regime de Mero Registo

Aplicável a projectos de investimento até ao valor de 32.000.000.000,00MT (aproximadamente USD 495.970.241,24). A decisão sobre os pedidos de mero registo é tomada pelas seguintes entidades:

  • Governador de Província: para projectos até 3.500.000.000,00MT (aproximadamente USD 54.246.745,19);
  • Director-Geral da APIEX: para projectos até 6.500.000.000,00MT (aproximadamente USD 100.743.955,36);
  • Ministro da Economia e Finanças: para projectos até 32.000.000.000,00MT (aproximadamente USD 495.970.241,78). O certificado de investimento constitui documento comprovativo do registo do projecto, devendo ser apresentado para efeito do gozo dos benefícios fiscais e demais garantias do investimento.

Regime de Autorização

Aplicável a projectos de investimento de valor superior a 32.000.000.000,00MT (aproximadamente USD 495.970.241,78). Implica a apresentação de um estudo de viabilidade técnica, económica e financeira em modelo próprio, que demonstre a sustentabilidade do projecto e respectivos planos de investimento e financiamento. A Autorização de Investimento é aprovada por Resolução do Conselho de Ministros ou Despacho do Ministro de Economia e Finanças, nos termos abaixo:

  • Ministro da Economia e Finanças: para projectos que tenham por objecto o processamento industrial de produtos mineiros e/ou petrolíferos, e projectos com previsíveis implicações de ordem económica, social, de segurança e/ou de saúde pública;
  • Conselho de Ministros: para (i) projectos que tenham valor superior a 32.000.000.000,00MT (aproximadamente USD 495.970.241,78), (ii) empreendimentos de parcerias público-privadas e concessões empresariais, (iii) projectos que requeiram extensão de terra de área igual ou superior a 10.000 há, e (iv) projectos que requeiram concessão florestal de área superior a 100.000 ha.

Revogação do Certificado e da Autorização de Investimento

A revogação pode ocorrer nos seguintes casos:

  • A pedido fundamentado dos investidores;
  • Expirado o prazo estabelecido para o início da implementação do projecto, sem que tenha havido início do mesmo ou comunicação prévia dos investidores sobre o motivo do atraso;
  • Paralisação da implementação ou exploração do empreendimento por período contínuo superior a 3 meses, sem que tenha havido comunicação prévia por parte do investidor; e
  • Verificação do incumprimento da Lei e do Regulamento do Investimento, de outras disposições legais aplicáveis, bem como das condições previstas no respectivo certificado ou autorização de investimento.

Cedência da Posição de Investidor

É livre a transmissão de participações sociais detidas por investidores em projectos de investimentos, desde que ocorra em território nacional e seja devidamente notificada à entidade que emitiu o certificado ou autorização de investimento. A formalização do registo do novo investidor depende da notificação acima e da apresentação de prova do cumprimento das obrigações fiscais inerentes à transacção.

Dever de Informação Os investidores e promotores do projecto devem submeter informação semestral sobre o estágio de realização das actividades do projecto, mediante preenchimento de formulário próprio.

Responsabilidade dos Investidores em Regime de Autorização

  • Desenvolver programas de reassentamento da população afectada pelo projecto;
  • Criar ou desenvolver infraestruturas nas áreas de educação, saúde, transportes, vias de comunicação, energia eléctrica, água, saneamento, preferencialmente na área geográfica de implementação do projecto;
  • Colaborar com as instituições de ensino locais;
  • Contratar mão de obra, bens e serviços locais; e
  • Contribuir para o desenvolvimento de negócios de PME moçambicanas.

Por forma a assegurar a harmonização do cumprimento das responsabilidades supra, devem os investidores articular previamente com as entidades locais e organismos de tutela sectorial.

Get to know the main innovations of the new Private Investment Regulation in Mozambique

Decree no. 8/2024 of March 7 was recently approved, regulating the Investment Law (Law no. 8/2023 of June 9) and establishing the procedures applicable to the approval and implementation of private investments in Mozambique and eligible for tax and non-fiscal guarantees and incentives. Below is a summary of the main aspects to consider:

Foreign Direct Investment

The minimum amount of Foreign Direct Investment (“FDI”), for the purposes of transferring profits and exporting the invested capital abroad, is 6,500,000.00MT (approximately USD 100,743.95).

FDI must be duly registered under the terms of foreign exchange legislation and the export of profits and invested capital requires proof of registration. FDI made by capital transfer can only be registered if it is made through the national banking system. FDI in the form of equipment or materials must be registered at CIF value, according to documents issued by the customs authorities.

It is possible to convert debt contracted abroad into FDI, provided that the requirements of foreign exchange legislation are met.

Investment Proposals – Mere Registration Regime

Applicable to investment projects up to the value of 32,000,000,000.00MT (approximately USD 495,970,241.24). The decision on requests for mere registration is taken by the following entities:

(i) Provincial Governor: for projects up to 3,500,000,000.00MT (approximately USD 54,246,745.19);

(ii) Director General of APIEX: for projects up to 6,500,000,000.00MT (approximately USD 100,743,955.36);

(iii) Minister of Economy and Finance: for projects up to 32,000,000,000.00MT (approximately USD 495,970,241.78). The investment certificate is proof of the project’s registration and must be presented for the purposes of enjoying tax benefits and other investment guarantees.

Authorization Regime

Applicable to investment projects worth more than 32,000,000,000.00MT (approximately USD 495,970,241.78). It requires the presentation of a technical, economic and financial feasibility study in a specific model, which demonstrates the sustainability of the project and the respective investment and financing plans. The Investment Authorization is approved by Resolution of the Council of Ministers or Order of the Minister of Economy and Finance, under the following terms:

(i) Minister for the Economy and Finance: for projects involving the industrial processing of mining and/or oil products, and projects with foreseeable economic, social, safety and/or public health implications;

(ii) Council of Ministers: for (i) projects with a value of more than 32,000,000,000.00MT (approximately USD 495,970,241.78), (ii) public-private partnership ventures and business concessions, (iii) projects requiring an extension of land of an area equal to or greater than 10,000 ha, and (iv) projects requiring a forestry concession of an area greater than 100,000 ha.

Revocation of the Investment Certificate and Authorization

Revocation may occur in the following cases:

(i) At the reasoned request of the investors;

(ii) The deadline set for the start of project implementation has expired, without there having been a start or prior communication to the investors about the reason for the delay;

(iii) Paralysis of the implementation or operation of the project for a continuous period of more than 3 months, without prior communication from the investor; and

(iv) Verification of non-compliance with the Investment Law and Regulations, other applicable legal provisions, as well as the conditions set out in the respective investment certificate or authorization.

Transfer of Investor Position

The transfer of shareholdings held by investors in investment projects is free, as long as it takes place in national territory and is duly notified to the entity that issued the investment certificate or authorization. The formalization of the new investor’s registration depends on the above notification and the presentation of proof of compliance with the tax obligations inherent in the transaction.

The investors and promoters of the project must submit information every six months on the progress of the project’s activities, by filling in the appropriate form.

Responsibility of Investors under the Authorization Regime

(i) Develop resettlement programs for the population affected by the project;

(ii) Create or develop infrastructures in the areas of education, health, transport, communication routes, electricity, water and sanitation, preferably in the geographical area where the project will be implemented;

(iii) Collaborate with local educational institutions;

(iv) Hire local labor, goods and services; and

(v) Contribute to the business development of Mozambican SMEs.

In order to ensure that the above responsibilities are met in a harmonized manner, investors should liaise in advance with local entities and sectoral bodies.

Lucro da Kenmare cai devido ao mercado mais fraco e aos desafios operacionais

Kenmare Moma Mine November 2019

O produtor de titânio e zircão listado na bolsa de Londres, Kenmare Resources, relatou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de 220 milhões de dólares (13,9 mil milhões de meticais) para 2023, uma redução de 26% face ao ano anterior, quando conseguiu 298 milhões de dólares (18,8 mil milhões de meticais).

Segundo o portal de notícias Mining Weekly, o Conselho de Administração da empresa declarou uma distribuição para o ano inteiro de 50 milhões de dólares (3,1 mil milhões de meticais), o que equivale a 0,56 dólar cada, representando um aumento de 3% em relação ao ano anterior. A empresa devolveu mais de 250 milhões de dólares (15,8 mil milhões de meticais) aos accionistas desde 2019.

A Kenmare opera a mina Moma Titanium Minerals, em Moçambique, que gerou uma receita de 437 milhões de dólares (27,6 mil milhões de meticais), que é 12% maior em relação ao ano anterior.

O site explica que a empresa registou um aumento de 4% nos custos operacionais totais em dinheiro, para 228 milhões de dólares (14,4 mil milhões de meticais), em comparação com o ano anterior, devido ao aluguer de mais equipamento móvel pesado e de custos mais elevados de combustível. O custo operacional em dinheiro por tonelada aumentou 15% em relação ao ano anterior.

A empresa produziu volumes 9% mais baixos de minerais pesados (HMC) no ano em análise, com 1,44 milhões de toneladas, devido a menores teores de minério e taxas de extracção, que foram afectados por interrupções de energia e pela queda de raios. A produção de ilmenite de 986 300 toneladas registou uma diminuição de 9% em relação ao ano anterior, o que está em consonância com a menor produção de HMC.

As expedições de produtos acabados, numa quantidade de 1,04 milhões de toneladas, registaram uma descida de 3% em relação ao ano anterior, devido à debilidade dos mercados de produtos e às más condições climáticas no último trimestre do ano.

O director-geral da Kenmare, Michael Carvill, referiu que o bom desempenho financeiro foi conseguido apesar dos desafios operacionais e do mercado de produtos mais fraco.

“O lucro após impostos diminuiu 36% em termos anuais para 131 milhões de dólares (8,2 mil milhões), em comparação com 206 milhões de dólares (13 mil milhões de meticais) de lucro após impostos registados no ano anterior”, disse a fonte.

Olhando para o futuro, a Michael Carvill espera que a produção deste ano seja ponderada para o segundo semestre. Até agora, os mercados para os produtos da Kenmare têm sido mais fortes do que o esperado no acumulado do ano, impulsionados pela melhoria da procura de pigmento de titânio.

Nacala Logistics reforça a capacidade logística de transporte de carvão

Nacala Logistics reforça a capacidade logística de transporte de carvão como parte de seus esforços para fortalecer a capacidade logística no transporte de carvão. Os primeiros 100 vagões desembarcaram no Porto de Nacala.

O CEO da Nacala Logistics expressou entusiasmo com a chegada dos novos vagões, destacando a importância desse marco para a empresa. Ele enfatizou o compromisso contínuo da empresa em fornecer serviços logísticos de alta qualidade e sua prontidão para enfrentar os desafios do mercado.

Com esses novos investimentos, a Nacala Logistics visa consolidar sua posição como líder no negócio de transporte de carvão. Actualmente, a empresa já possui em seu ativo cerca de 105 locomotivas e 2.852 vagões, incluindo os recentemente adquiridos, apenas para o sector de carvão.

Nacala Logistics strengthens coal transportation logistics capacity

Nacala Logistics has announced the acquisition of 200 new HL6 wagons from the Chinese companies Qiqihar and JSPL – Jindal Steel of India, as part of its efforts to strengthen its logistics capacity in coal transportation. The first 100 wagons have landed at the Port of Nacala.

The CEO of Nacala Logistics expressed his excitement at the arrival of the new wagons, highlighting the importance of this milestone for the company. He emphasized the company’s ongoing commitment to providing high-quality logistics services and its readiness to face the challenges of the market.

With these new investments, Nacala Logistics aims to consolidate its position as a leader in the coal transportation business. Currently, the company already has around 105 locomotives and 2,852 wagons in its assets, including those recently acquired, just for the coal sector.

Matt Davis: “Queremos investir em 50 startups tecnológicas em toda África”

No meio de uma onda de novos fundos no próspero sector tecnológico de África,  a Renew Capital emergiu como um actor distinto. Com o duplo objectivo de gerar retornos para investidores e fundadores, e de mudar a imagem global de África de um local de doação para um local de investimento, a Renew Capital está a fazer progressos significativos.

Matt Davis, CEO e fundador da Renew Capital, numa conversa agradável e promissora sobre as oportunidades para as startups moçambicanas, anuncia o fundo e fala dos critérios de adesão.

Profile Mozambique: A Renew Capital acaba de lançar o Renew Venture Lab 2. Em que consiste esta iniciativa e qual é o vosso raio de actuação?

Matt Davis: O Renew Venture Lab tem como propósito e visão identificar alguns dos potenciais empreendedores mais promissores em todo o continente africano, que estejam no estágio inicial de crescimento, após terem desenvolvido o que chamamos de um produto minimamente viável. Estes empreendedores já testaram seus produtos, constataram sua viabilidade e perceberam um forte interesse e aceitação por parte do mercado, alcançando o chamado product-market fit. Nesse ponto, estão prontos para escalar suas operações empresariais. Em resumo, nosso objectivo é identificar esses empreendedores e ajudá-los desenvolver, capacitando-os a se tornarem líderes em seus respectivos sectores na África.

Em relação às áreas de interesse, buscamos empresas altamente escaláveis, geralmente caracterizadas por sua inovação em termos de activos e tecnologia. Actualmente estamos presentes em 14 países e a Renew Capital pretende ser uma das principais empresas de investimento de África até 2025

PM: Como avalia a primeira edição do Venture Lab Fund? E quais foram os momentos mais incisivos?

MD: Reflectindo sobre o Renew Venture Lab 1 (RVL1), é notável perceber que o tempo revelará verdadeiramente a qualidade das escolhas que fizemos em termos de selecção de empresas. Pessoalmente, estou bastante optimista em relação ao estado actual do nosso portfólio. Acredito sinceramente que investimos em algumas empresas verdadeiramente excepcionais. Além disso, o sucesso do RVL1 foi evidente ao nos permitir expandir nossos investimentos para mercados secundários, como Moçambique, Zâmbia e Tanzânia, pela primeira vez.

Portanto, com base no momento actual, considero o RVL1 um sucesso ressonante.

Em relação aos acontecimentos marcantes do RVL1, devo salientar que foi uma experiência verdadeiramente excepcional. Tivemos a oportunidade única de adquirir empresas de alta qualidade para investimento, além de atrair fundadores incríveis para o programa.

Em suma, o RVL1 foi um marco significativo para todos nós, resultando em oportunidades de investimento e crescimento inigualáveis em diversos mercados.

PM: Quantas startups moçambicanas estão actualmente a participar do programa, nesta fase?

MD: Neste momento, estamos com as inscrições abertas e continuamos a receber candidaturas.

Nossa expectativa é alcançar o mesmo número de inscrições que tivemos no ano passado a nível global, que foi de 500 candidaturas, ou possivelmente até superar esse número neste ano.

Especificamente para Moçambique, estimamos que de 5% a 10% das candidaturas venham deste país. Nossa meta é finalizar com uma, duas ou até três startups de Moçambique em nosso portfólio. No entanto, isso depende da qualidade do pipeline e de diversos factores, incluindo a capacidade das startups locais em utilizar os recursos que oferecemos e entender o papel que desempenhamos para elas.

É um processo complexo e é fundamental que a comunidade de startups em Moçambique esteja ciente dos diversos programas de apoio que oferecemos em termos de investimento e outros recursos. Estamos otimistas e trabalhando arduamente para garantir um sucesso ainda maior do que o alcançado no primeiro ciclo.

PM: Quais são os critérios de selecção e como é que as startups podem submeter as candidaturas? E quais são os benefícios, portanto, de fazer parte deste programa, efectivamente?

MD: A Renew Capital prioriza o envolvimento próximo com os fundadores de startups, especialmente durante a fase inicial. É crucial que esses fundadores demonstrem uma sólida compreensão do mercado, estejam focados no crescimento e ofereçam uma solução para um problema significativo. Além disso, é essencial que possuam determinação e uma visão clara de seus objectivos.

Embora nem sempre seja fácil encontrar fundadores com esse comprometimento, ambição, determinação e resiliência são atributos indispensáveis. O principal benefício de ter um fundador altamente comprometido é o acesso a recursos financeiros necessários para impulsionar o crescimento da empresa e expandir no mercado. Além disso, o apoio e a orientação oferecidos pela Renew ajudam a garantir que o produto da startup prospere no mercado. Este acompanhamento é fundamental para o sucesso a longo prazo da empresa.

PM: Que recomendações deixa para os fundadores e o que eles podem melhorar para destacarem neste programa?

MD: O conselho que gostaria de compartilhar é direccionado aos fundadores de startups em Moçambique, destacando a energia e o entusiasmo que possuem. No entanto, é crucial que estejam cientes de que enfrentarão desafios e falhas ao longo do caminho. Minha recomendação é que, quando se depararem com momentos difíceis e falhas, não desistam. A persistência diante das dificuldades é essencial, pois o sucesso muitas vezes surge dessas experiências.

Um dos maiores benefícios que um programa como o Renew Venture Lab 2 oferece é o programa de treinamento. Internamente, o chamamos de Pre-Lab Training Program. Todos os candidatos são automaticamente inscritos neste programa, independentemente de progredirem para as fases subsequentes ou não.

Este programa de treinamento oferece ferramentas valiosas para os fundadores, e é crucial que aproveitem ao máximo essa oportunidade. Não apenas leiam os materiais superficialmente, mas busquem absorver todo o conhecimento disponível. Se possível, recomendo até mesmo revisitar o programa para reforçar o aprendizado e consolidar as habilidades adquiridas.

Fonte: Matt Davis

Sobre a Renew Capital:

A Renew Capital é uma empresa de investimento de impacto centrada em África que apoia empresas inovadoras com elevado potencial de crescimento. A Renew Capital gere os investimentos efectuados em nome da Renew Capital Angels, uma rede global de investidores-anjo, fundações e escritórios familiares que procuram retornos financeiros e um impacto social sustentável.

Matt Davis: “We want to invest in 50 tech startups across Africa”

Amid a wave of new funds in Africa’s thriving tech sector, Renew Capital has emerged as a distinct player. With the dual aim of generating returns for investors and founders, and changing the global image of Africa from a place of giving to a place of investing, Renew Capital is making significant progress.

Matt Davis, CEO and founder of Renew Capital, in a pleasant and promising conversation about the opportunities for Mozambican startups, announces the fund and talks about the criteria for joining.

Profile Mozambique: Renew Capital has just launched Renew Venture Lab 2. What does this initiative consist of and what is its scope?

Matt Davis: The purpose and vision of the Renew Venture Lab is to identify some of the most promising potential entrepreneurs across the African continent who are in the early stages of growth, having developed what we call a minimum viable product. These entrepreneurs have already tested their products, verified their viability and seen strong interest and acceptance from the market, achieving what is known as product-market fit. At this point, they are ready to scale up their business operations. In short, our aim is to identify these entrepreneurs and help them develop, enabling them to become leaders in their respective sectors in Africa.

In terms of areas of interest, we look for highly scalable companies, generally characterized by their innovation in terms of assets and technology. We are currently present in 14 countries and Renew Capital aims to be one of Africa’s leading investment companies by 2025

PM: How would you rate the first edition of the Venture Lab Fund? And what were the most incisive moments?

MD: Reflecting on Renew Venture Lab 1 (RVL1), it’s remarkable to realize that time will truly reveal the quality of the choices we made in terms of selecting companies. Personally, I’m quite optimistic about the current state of our portfolio. I truly believe that we have invested in some truly exceptional companies. In addition, the success of RVL1 has been evident in allowing us to expand our investments into secondary markets such as Mozambique, Zambia and Tanzania for the first time.

So, based on the current momentum, I consider RVL1 a resounding success.

With regard to the milestones of RVL1, I must stress that it was a truly exceptional experience. We had the unique opportunity to acquire high-quality companies for investment, as well as attracting incredible founders to the program.

All in all, RVL1 was a significant milestone for all of us, resulting in unparalleled investment and growth opportunities in several markets.

PM: How many Mozambican startups are currently participating in the program at this stage?

MD: At the moment, applications are open and we are still receiving applications.

Our expectation is to reach the same number of applications as last year globally, which was 500 applications, or possibly even exceed that number this year.

Specifically for Mozambique, we estimate that between 5% and 10% of applications will come from this country. Our goal is to end up with one, two or even three startups from Mozambique in our portfolio. However, this depends on the quality of the pipeline and several factors, including the ability of local startups to use the resources we offer and understand the role we play for them.

It’s a complex process and it’s crucial that the startup community in Mozambique is aware of the various support programs we offer in terms of investment and other resources. We are optimistic and working hard to ensure even greater success than that achieved in the first cycle.

PM: What are the selection criteria and how can startups submit applications? And what are the benefits, therefore, of actually being part of this program?

MD: Renew Capital prioritizes close involvement with startup founders, especially during the initial phase. It is crucial that these founders demonstrate a solid understanding of the market, are focused on growth and offer a solution to a significant problem. In addition, it is essential that they possess determination and a clear vision of their goals.

Although it’s not always easy to find founders with this commitment, ambition, determination and resilience are indispensable attributes. The main benefit of having a highly committed founder is access to the financial resources needed to drive the company’s growth and expand in the market. In addition, the support and guidance offered by Renew helps to ensure that the startup’s product thrives in the market. This accompaniment is fundamental to the company’s long-term success.

PM: What recommendations do you have for the founders and what can they improve to stand out in this program?

MD: The advice I’d like to share is aimed at the founders of startups in Mozambique, highlighting the energy and enthusiasm they possess. However, it is crucial that they are aware that they will face challenges and failures along the way. My recommendation is that when you encounter difficult moments and failures, don’t give up. Persistence in the face of difficulties is essential, as success often comes from these experiences.

One of the greatest benefits that a program like Renew Venture Lab 2 offers is the training program. Internally, we call it the Pre-Lab Training Program. All applicants are automatically enrolled in this program, regardless of whether they progress to subsequent phases or not.

This training program offers valuable tools for founders, and it’s crucial that they make the most of this opportunity. Don’t just read the materials superficially, but try to absorb all the knowledge available. If possible, I even recommend revisiting the program to reinforce the learning and consolidate the skills acquired.

Source: Matt Davis

About Renew Capital:

Renew Capital is an Africa-focused impact investment firm that supports innovative companies with high growth potential. Renew Capital manages investments on behalf of Renew Capital Angels, a global network of angel investors, foundations and family offices seeking financial returns and sustainable social impact.

CTA pede revisão das medidas do Banco de Moçambique sobre importação de combustíveis

CTA pede revisão das medidas do Banco de Moçambique sobre importação de combustíveis

A Confederação das Associações Económicas (CTA) de Moçambique está a pressionar o Banco de Moçambique (BdM) a reconsiderar a retirada da comparticipação de 50% na factura de importação de combustíveis. Esta medida foi tomada em resposta aos desafios enfrentados pelas empresas moçambicanas no que diz respeito aos pagamentos ao exterior, desde o quarto trimestre de 2023.

De acordo com um comunicado emitido pela CTA e divulgado publicamente nesta Quarta-feira, 27 de Março, as transacções externas têm sido cada vez mais difíceis, e esta dificuldade persistiu no primeiro trimestre de 2024. A CTA atribui grande parte desta situação à decisão do BdM de retirar a comparticipação na factura de importação de combustíveis, bem como ao aumento da taxa de reservas obrigatórias de 11% para 39,5%.

A combinação destas medidas resultou numa redução significativa nos fluxos de liquidez de divisas para o mercado. Segundo a CTA, a diferença entre o que os bancos comerciais venderam às empresas e o que compraram delas aumentou para 40% no quarto trimestre de 2023, em comparação com o terceiro trimestre do mesmo ano.

A CTA argumenta que esta situação está a prejudicar as empresas moçambicanas e a dificultar as transacções comerciais. Para resolver este problema, propõe que o BdM considere a possibilidade de comparticipar em, pelo menos, 50% na factura de combustíveis e outros produtos críticos para a economia, como as matérias-primas de produtos alimentares.

É importante destacar que o Banco de Moçambique anunciou em Maio de 2023, sem muitos detalhes, que deixaria de comparticipar o pagamento de facturas de importação de combustíveis para o País. A CTA espera que o BdM reavalie esta decisão e restaure a comparticipação, de forma a aliviar a pressão sobre as empresas moçambicanas e estabilizar o mercado de importação de combustíveis.

CTA calls for review of Bank of Mozambique measures on fuel imports

CTA pede revisão das medidas do Banco de Moçambique sobre importação de combustíveis

Mozambique’s Confederation of Economic Associations (CTA) is pressuring the Bank of Mozambique (BdM) to reconsider the withdrawal of the 50% co-payment on fuel import bills. This measure was taken in response to the challenges faced by Mozambican companies with regard to payments abroad since the fourth quarter of 2023.

According to a statement issued by the CTA and made public on Wednesday, March 27, foreign transactions have been increasingly difficult, and this difficulty persisted into the first quarter of 2024. The CTA attributes a large part of this situation to the BoM’s decision to withdraw the co-payment of the fuel import bill, as well as the increase in the mandatory reserve rate from 11% to 39.5%.

The combination of these measures resulted in a significant reduction in foreign currency liquidity flows to the market. According to CTA, the difference between what commercial banks sold to companies and what they bought from them increased to 40% in the fourth quarter of 2023, compared to the third quarter of the same year.

CTA argues that this situation is damaging Mozambican companies and hindering commercial transactions. To solve this problem, it proposes that the BdM consider the possibility of making at least a 50% contribution to fuel bills and other products that are critical to the economy, such as raw materials for food products.

It is important to note that the Bank of Mozambique announced in May 2023, without much detail, that it would no longer contribute to the payment of fuel import bills into the country. CTA hopes that the BdM will re-evaluate this decision and restore the co-payment, in order to ease the pressure on Mozambican companies and stabilize the fuel import market.

Cláudia Manjate: “As histórias por detrás de uma Marca moldam as preferências do consumidor”

À conversa com o Profile, Cláudia Manjate, Directora de Relações Públicas e Comunicação Corporativa na OLAM Moçambique, compartilha suas visões sobre o Superbrands Moçambique e aborda os desafios e expectativas do Marketing Empresarial em Moçambique.

Profile Mozambique: O que é a OLAM Moçambique?

Cláudia Manjate: A OLAM Moçambique é uma empresa multinacional da área de agronegócio, fornecendo produtos e matéria-prima a nível mundial. Em Moçambique, já tivemos um portfólio que incluiu fomento e processamento para exportação de culturas como o algodão e a castanha de Caju, Processamento e Distribuição de Óleo Alimentar, a importação e a comercialização do arroz. Presente desde 1998 ao nível nacional, a Olam vem contribuindo pelas suas acções na melhoria da segurança alimentar, assim como assegurando o mercado para as comunidades que operam na sua cadeia de valor.

Entretanto, neste momento, temos um enfoque maior em duas unidades de negócio: (1) Óleo Alimentar e Sabões com 2 fabricas em Maputo e na Beira e (2) importação de arroz de nossas operações no Vietname, que depois é distribuído aqui no mercado nacional para além da compra para exportação de produtos agrícolas (algodão, gergelim).

Estamos em 75 países do mundo, a maior parte dos quais em África, portanto, é uma empresa com raízes em África.

PM: Falemos dos principais acontecimentos que marcaram positivamente a empresa e que contribuíram para o seu crescimento durante o ano 2023.

CM: A OLAM está no mercado moçambicano há 30 anos, e celebramos em 2023. Para dizer que tem sido uma jornada coroada de crescimento e transformação ao longo do tempo e tentando-se, obviamente, ajustar-se às necessidades do mercado para se afirmar e responder aquilo que são as necessidades do consumidor final.

Estamos a falar de produtos alimentares que, apesar de nunca faltarem à mesa dos moçambicanos, particularmente, são produtos de muita concorrência no mercado, se nós falamos de óleo alimentar, tem muita entrada de óleo alimentar sul-africano no país, enfim, sabemos que estamos num país de fronteiras porosas, que facilmente a fuga ao fisco acontece, então em meio a este contexto há todo um trabalho de afirmação das marcas, comunicação junto do consumidor final, que é educá-lo para as suas escolhas.

PM: Vamos ter algumas novidades concretas em termos de produtos da Olam?

CM: Já tivemos este ano, bem no início, a OLAM lançou uma marca de arroz nova, na verdade, a marca está voltar ao mercado após ter desaparecido por dois anos, que é o Arroz Feliz Família, uma marca que já é conhecida e agora voltou ao mercado para os nossos consumidores, e nos propusemos um desafio na nossa fábrica de produção de óleo alimentar, que é a produção de azeite, um produto mais refinado, que o mercado moçambicano também começa a exigir, e nós trouxemos isso bem no fim do ano passado.

O Di Olivia Sabor já está disponível no mercado moçambicano e temos estado a publicitar essas marcas nas várias plataformas de comunicação, desde as redes sociais até os canais televisivos.

PM: Como profissional de comunicação, qual é a sua perspectiva sobre o significado e a importância da distinção Superbrands para as marcas moçambicanas?

CM: Eu vejo o Superbrands como uma plataforma, primeiro, de estímulo das marcas, porque quando nós sabemos que estamos sendo escrutinados, avaliados, temos tendência a trabalhar para a excelência. Então, o Superbrands traz esse braço forte que ajuda a premiar as marcas, logo, as marcas sabem que estão sendo observadas e também começam a ter uma responsabilidade muito maior.

Por outras, ter uma entidade como esta, que reconhece o esforço das marcas, que monitora o impacto que essas marcas estão a fazer e a transformação, longevidade e todos os outros elementos que carregam e que materializam as marcas, é muito importante porque traz todo um debate de posicionamento de marketing para um contexto moçambicano em que é preciso aprimorar e crescer, exactamente neste quesito de comunicação e marketing.

PM: Que avaliação em relação à postura das empresas moçambicanas no contexto do marketing, considerando o cenário actual? Quais são os desafios e oportunidades que essas empresas enfrentam em termos de estratégias de marketing e comunicação?

CM: É ainda incipiente e desafiador, porque eu penso que está a começar agora a perceber-se a relevância de ter dentro das empresas uma equipe sólida de comunicação que esteja dedicada dentro do negócio para fazer comunicação, não como um apêndice, mas como parte integral do negócio.

Então, continua a ser um desafio, porque o que se verifica no momento, muitas vezes, é que as empresas não têm um departamento de comunicação e marketing. Com efeito, fazem actividades de comunicação e marketing de forma ad-hoc e pouco estruturada, ou como uma equipe, solicitada principalmente em tempos de crise, que é para gerir a imagem corporativa e não necessariamente uma equipe sólida, que esteja desde a concepção, desenho, que ajuda a marca crescer e harmonizada sua posição e linguagem.

Portanto, é um desafio. De forma tímida, a consciência empresarial começa a crescer e, iniciativas como esta, do Superbrands e outras com foco nas marcas acabam trazendo essa necessidade, e esta discussão à tona e as empresas começam a perceber a relevância do marketing e da comunicação das marcas.

PM: Na qualidade de Conselheira Superbrands, que recomendação deixa para as empresas que ainda não foram convidadas a tomar parte desta avaliação. O que podem melhorar em termos de perfomance para se destacarem no mercado e merecerem o convite da Superbrands?

CM: Os seres humanos são movidos por emoções, e as marcas só se destacam se conseguirem perceber isto. O Covid distanciou-nos um pouco e transformou as emoções e o contacto directo, incluindo o das marcas, em coisas como emojis e stickers. As marcas também se ressentiram deste distanciamento e contacto pessoal.

Então, um dos grandes elementos que a Superbrands traz é uma sacudidela nas marcas, chamando a atenção para começarem a considerar outros elementos por detrás do brand recomendando a olhar, para como contamos as histórias por detrás das nossas marcas.

Qualquer marca tem uma história de produção, tem uma história de transformação, tem uma história de impacto, tem uma história de geração de emprego e são essas histórias que o consumidor quer ouvir, porque são essas histórias que vão fazer a diferença na decisão dele por um produto ou por outro da mesma natureza.

De onde é que vêm os produtos? Como é que são produzidos? Que emprego estão a gerar? Que tipo de transformação se está a fazer? Qual é o nível de qualidade no processo de preparação?

Então, todos esses elementos que, na verdade, estão por detrás da marca, são eles que o engrandecem. E quanto mais as empresas perceberem, mais cedo as empresas perceberão que este tipo de comunicação é importante e que o consumidor está à procura disso porque as identifica, é uma forma de as identificar com as marcas, traz o elemento humano que falta nas marcas.

É isso que traz excelência, é isso que vai trazer também mais marcas para os superbrands e fazerem parte desta família.

 

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Breve Perfil

Quase 15 anos de experiência na gestão e comunicação com as partes interessadas, desde a sociedade civil até às perspectivas da indústria (sector extrativo).

Os seus pontos fortes incluem: mobilização e advocacia, investigação e análise estratégica, criação de consensos e relações públicas.