Sábado, Agosto 30, 2025
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Moza capacita 6 mil empresários nacionais em gestão empresarial

O Moza banco formou, durante o primeiro semestre do presente ano, mais de 6 mil empresários nacionais, oriundos de todo o país, em matérias de gestão empresarial.

Trata-se de uma actividade gratuita levada a cabo no quadro das ações que o Banco tem realizado para potenciar o desenvolvimento das Pequenas e Médias Empresas (PMEs) Nacionais.

O programa e o plano temático da formação foram desenvolvidos e realizados virtualmente, através de uma plataforma criada em parceria com a Fundação Dom Cabral, uma instituição brasileira renomada, que figura entre as melhores escolas mundiais de negócios.

Além dos cerca de 6 mil empresários já formados, o Banco registou a inscrição de mais 1500 que, em breve deverão arrancar com as formações, buscando desta feita ferramentas essenciais para melhorar o funcionamento das suas empresas, sobretudo no que toca a organização e gestão financeira.

Durante a fase piloto do projecto, arrancado no ano passado, o Banco formou cerca de 50 empresas de vários ramos, com destaque para as áreas de tecnologia, farmácia, gráfica, segurança, abastecimento, catering e papelaria.

Para os formandos, a oportunidade responde a uma das suas principais necessidades.

“Esta é uma grande oportunidade para que possamos aprender a administrar e a desenhar planos que nos permitam criar um horizonte para os nossos negócios”, referem.

De acordo com o Presidente da Comissão Executiva do Moza Banco, Manuel Soares, estas formações vêm responder a uma questão que, muitas vezes, constitui entrava para o desenvolvimento das PMEs moçambicanas.

“Muitos empresários nacionais ainda enfrentam dificuldades na gestão financeira, sendo comum, por exemplo, confundir receita com lucro. A receita corresponde ao valor total que a empresa gera, enquanto o lucro é o que sobra depois de deduzidas todas as despesas.

Sem essa noção básica, torna-se difícil alcançar prosperidade. Por isso, unimo-nos à FDC para desenvolver programas de capacitação que ajudem os empresários nacionais a compreenderem este e outros temas fundamentais para o sucesso dos seus negócios”, justificou Manuel Soares.

Esta é mais uma iniciativa do Moza Banco, implementada no âmbito do seu compromisso com o desenvolvimento da economia nacional, através da potencialização daqueles que Fazem Acontecer a transformação positiva do país.

Ao introduzir o projecto em Moçambique, o Banco coloca em acção um dos seus principais valores, denominado Ganhar Juntos, com base no qual o Moza trabalha junto dos agentes económicos nacionais, em benefício último da economia nacional.

Hugo Narcy: “Estamos a redefinir a experiência do consumidor”

PROFILE Mozambique: A Vivo Energy Moçambique assinou recentemente um memorando de entendimento com a Vodafone M-Pesa. Que significado tem esta parceria para a empresa e para os consumidores moçambicanos?

Hugo Narcy: A Vivo Energy representa a marca Engen e os lubrificantes Shell, estando presente a nível nacional com cerca de 60 postos de abastecimento. Estes postos, formais e informais, são verdadeiros polos de atracção, por onde circula diariamente uma diversidade de clientes que já utilizam plataformas tecnológicas, como o M-Pesa.

Por isso, esta parceria faz todo o sentido. Queremos oferecer soluções mais convenientes, tanto para quem abastece combustível, como para quem utiliza os nossos espaços de conveniência. A integração das soluções de pagamento do M-Pesa nos postos Engen permitirá encurtar a distância entre o cliente e o produto final, através de uma experiência mais rápida, segura e simples.

Director Geral da Vivo Energy Moçambique, Hugo Narcy, e Sérgio Gomes, Director Geral da Vodafone M-Pesa.

Esta, no entanto, é apenas a primeira iniciativa. Combinando o poder tecnológico e a capacidade de análise estatística e financeira do M-Pesa com a nossa presença física no mercado, abrangendo passageiros, transportes e consumidores em geral, acreditamos que será possível desenvolver sinergias em diferentes áreas. O nosso propósito é criar soluções inovadoras, acessíveis e com impacto real na economia nacional, fortalecendo a inclusão financeira e oferecendo alternativas alinhadas ao estilo de vida dos moçambicanos.

PM: E para quando está previsto o arranque desta actividade em terreno?

HN: O roll-out desta iniciativa está previsto para as próximas três a quatro semanas, podendo até acontecer antes. Na verdade, a fase piloto já se encontra em andamento e o go-live será muito em breve. Dentro de pouco tempo, todos os nossos clientes poderão aceder ao M-Pesa e encontrar já disponível o produto desenvolvido em parceria com a Vivo Energy.

Numa fase inicial, iremos igualmente disponibilizar um cartão M-Pesa Vivo, que complementará a experiência digital. A partir daí, seguiremos com a expansão gradual da solução, de forma estruturada e adaptada às necessidades do mercado. Evidentemente, ainda não podemos revelar todos os detalhes, mas garantimos que este é apenas o início de um processo com grande potencial para transformar a relação dos consumidores com os nossos serviços.

PM: Gostaríamos de perceber como está o posicionamento da Vivo Energy no mercado neste momento e, em particular, no contexto do sector em que operam.

HN: Tal como aconteceu em praticamente todos os sectores, também fomos afectados pelos choques registados no terceiro e quarto trimestres do ano passado. Ainda sentimos alguns efeitos dessa conjuntura, mas conseguimos colocar-nos novamente de pé e traçar uma estratégia assente no essencial, focar-nos no básico e garantir que estamos a fazer as coisas certas neste momento.

Neste cenário, não podemos falar ainda em crescimento, sobretudo porque persistem restrições ao nível da importação de combustíveis. Trata-se de desafios estruturais que estamos a procurar ultrapassar em coordenação com o regulador, o Banco Central, o Governo e os restantes operadores privados do sector.

PM: E como é que a escassez de divisas impacta a vossa operação, em termos da gestão das actividades e do desenvolvimento do negócio?

HN: Mais do que a escassez de divisas em si, o que temos enfrentado são grandes dificuldades ao nível da importação, resultantes de um conjunto de factores. Naturalmente, a questão cambial é relevante, mas não é o único ponto de foco.

O que temos procurado fazer é desenhar uma estratégia que assegure as condições mínimas necessárias para a continuidade da nossa operação. Tal como as restantes gasolineiras, estamos a trabalhar em estreita articulação com o Banco Central, os bancos comerciais, o regulador e os demais parceiros do sector, de forma a encontrar soluções que nos permitam ultrapassar este cenário.

Vale destacar que, nos últimos dois a três meses, já se notou uma melhoria, o que nos dá confiança de que, paulatinamente, conseguiremos alcançar um equilíbrio mais favorável para o negócio e para o sector no seu conjunto.

PM: Quais são, neste momento, os principais desafios que persistem e que continuam a pesar sobre o sector das gasolineiras no país?

HN: Mais do que um desafio exclusivo das gasolineiras, estamos perante uma realidade que afecta toda a indústria. É inegável o impacto que os últimos acontecimentos, como manifestações, o período eleitoral e o contexto difícil que atravessamos, tiveram directamente no bolso do cidadão moçambicano.

Naturalmente, isso reflectiu-se nos volumes de consumo, no desempenho do nosso negócio e na capacidade de resposta do sector. O esforço que temos vindo a fazer é precisamente o de quebrar este ciclo adverso e caminhar para um ciclo mais favorável.

É um processo que levará tempo, mas acreditamos que, aos poucos, a economia moçambicana está a dar sinais de recomposição, o que abre espaço para que o sector recupere a sua estabilidade e volte a criar valor para todos os intervenientes.

M-Pesa e Vivo firmam parceria para impulsionar a inovação e a inclusão digital

A Vodafone M-Pesa, serviço de pagamentos móveis da Vodacom Moçambique, e a Vivo Energy Moçambique, empresa detentora da licença comercial Engen e distribuidora autorizada exclusiva de lubrificantes Shell, formalizaram a assinatura de um memorando de entendimento que impulsiona ainda mais a inovação e a inclusão financeira no país.

Sérgio Gomes, Director Geral da Vodafone M-Pesa e Director Geral da Vivo Energy Moçambique, Hugo Narcy.

O acordo prevê a integração das soluções de pagamento do M-Pesa nos postos Engen, permitindo que os clientes realizem as transacções de forma mais rápida, segura e fácil, fortalecendo o papel do M-pesa na liderança da inclusão financeira e na criação de alternativas acessíveis e adaptadas ao estilo de vida dos consumidores moçambicanos.

A iniciativa está alinhada com o compromisso da Vivo Energy Moçambique em apostar continuamente na inovação e na melhoria da experiência do cliente, através da introdução de soluções que facilitam o dia a dia dos consumidores Com este memorando, os clientes poderão utilizar o M-Pesa para pagar pelo abastecimento de combustível, realizar depósitos, levantamentos, transferências e efectuar pagamentos de outros serviços disponíveis.

A solução será implementada progressivamente em todos os postos de combustível, localizados em diferentes regiões do território nacional. Durante o evento, Sérgio Gomes, Director Geral da Vodafone M-Pesa, destacou o potencial da parceria para ampliar a rede de serviços financeiros digitais, reforçando que a iniciativa responde à crescente procura por soluções digitais, promove a inclusão financeira e se alinha ao compromisso da empresa em proporcionar maior conveniência e conforto ao cliente.

Complementando esta abordagem, para o Director Geral da Vivo Energy Moçambique, Hugo Narcy, a introdução dos serviços M-Pesa nos postos Engen é parte de uma estratégia de inovação e melhoria permanente da experiência do cliente.

A parceria contribuirá para o fortalecimento do ecossistema de pagamentos digitais em Moçambique, promovendo a formalização das transacções e incentivando o crescimento do comércio de proximidade, especialmente em áreas onde o acesso a soluções financeiras ainda é limitado. A partir de um reforço da Vodacom M-Pesa e Vivo Energy Moçambique, reafirma-se o compromisso com um país cada vez mais conectado, inovador e financeiramente inclusivo, alinhando as suas acções às metas nacionais de digitalização e ao desenvolvimento socioeconómico sustentável.

Carlos Jerónimo: “A transformação de negócios hoje passa por converter dados em valor real”

Profile Mozambique: Qual é hoje o papel da PwC Moçambique dentro da rede global da PwC e que enfoque a firma tem dado aos projectos de transformação empresarial no país?

Carlos Jerónimo: A PwC é uma network global de firmas, organizada em clusters regionais. No nosso caso, integramos a estrutura que agrega PwC Portugal, Moçambique, Angola e Cabo Verde. Em cada geografia contamos com escritórios e equipas dedicadas a apoiar os clientes localmente. Em Moçambique, apesar da presença de longa data, durante muitos anos a operação esteve ligada à PwC África do Sul. Há cerca de dois anos, este quadro mudou e hoje estamos integrados neste cluster de países sob coordenação da PwC Portugal, reforçando a nossa capacidade de actuação no mercado nacional.

Na área que lidero, de transformação de negócio, apoiamos clientes de diversos sectores, energia, financeiro, industrial, serviços públicos, entre outros, em projectos estruturantes de transformação, que vão desde a redefinição de processos até à transformação digital. Com mais de 25 anos de experiência nesta área, posso afirmar que a tecnologia é uma peça central, mas não a única, neste processo.

O nosso modelo de intervenção cobre todo o percurso da transformação empresarial, planeamento estratégico, gestão de programas de transformação e implementação tecnológica. Fazemo-lo através de uma equipa multidisciplinar que integra especialistas em consultoria de gestão, finanças, recursos humanos, experiência do cliente, gestão de programas e tecnologia.

Alguns clientes optam por contar connosco em todas as fases, outros recorrem à PwC apenas em etapas específicas do processo.

É nesta lógica que actuamos, apoiar os clientes a tornarem-se mais ágeis, eficientes, competitivos e, no limite, contribuir para o crescimento da economia nacional.

PM: A PwC tem vindo a expandir a sua oferta formativa em Moçambique com foco em Digital & Analytics, IA, cibersegurança e transformação digital.

– Que papel desempenha essa crescente oferta formativa na democratização do acesso a dados de qualidade? A PwC vê os dados como uma commodity acessível apenas às grandes organizações ou como um recurso possível de ser agregado de forma ética e inclusiva, incluindo PME e sector público?

CJ: Quando falamos em transformação de negócios, há um factor central que se destaca, os dados. O crescimento exponencial do volume de dados, fenómeno global que também se verifica em Moçambique, coloca hoje às empresas o grande desafio de os transformar em informação útil e, mais do que isso, em valor económico. Todos os dias, em diversos sectores, da energia à indústria, das finanças ao consumo, são gerados milhões de dados. A questão é como extrair deles informação relevante para a tomada de decisão e como transformar essa informação em activos de negócio.

O conceito de dados como ‘commodity’ é relativamente recente, mas cada vez mais decisivo. Tal como outros recursos naturais, os dados estão a ser reconhecidos como activos económicos transacionáveis, com potencial para gerar novas fontes de receita e impulsionar a economia. Estudos internacionais estimam que a monetização de dados atinja taxas de crescimento anuais acima de 25% até 2034.

Neste contexto, há três dimensões fundamentais, em primeiro lugar, as empresas precisam definir modelos de negócio que lhes permitam rentabilizar os dados de forma estruturada. Em segundo, é essencial investir na literacia de dados, dotando colaboradores da capacidade de interpretar e utilizar informação de forma estratégica. Em terceiro, é necessário investir em tecnologia que permita não apenas armazenar, mas também analisar, visualizar e aplicar dados em tempo real.

Na PwC temos seguido essa lógica, começando internamente, com forte investimento na formação das nossas equipas em ferramentas de business intelligence, análise avançada e inteligência artificial. Hoje, grande parte do nosso trabalho, tanto dentro da organização como em projectos para clientes, assenta na utilização de dados e de tecnologia de ponta.

Em Moçambique, já estamos a levar esta experiência diretamente aos clientes, integrando a capacitação em projectos de transformação digital. Um exemplo é o sector público, onde apoiamos a implementação de novos sistemas de ERP ligados à energia. Mais do que substituir tecnologia, trabalhamos em paralelo na formação de quadros, garantindo que os colaboradores não apenas utilizam as novas ferramentas, mas também conseguem extrair delas informação relevante para decisões mais rápidas e eficazes.

PM: A PwC Moçambique presta apoio estratégico às funções financeiras e fiscais, ajudando a transformar dados em activos que permitem uma contabilidade e fiscalidade mais transparente e em tempo real.

– Num ambiente onde os dados contábeis são cada vez mais exigidos em tempo real e com maior transparência, como vê a PwC o papel dos dados como commodity estratégica para a integridade institucional? E que desafios tecnológicos ou regulatórios persistem nesse campo?

CJ: Na PwC Moçambique, entendemos que o desenvolvimento positivo que se verifica em Moçambique na adopção de legislação e normas contabilísticas e fiscais cada vez mais exigentes tem vindo a alinhar-se com padrões internacionais, comparáveis aos de países economicamente mais avançados. Observamos uma acção visível por parte do Governo e das autoridades competentes para garantir que o mercado cresça de forma sustentada, com regras claras, verificáveis e dentro de um âmbito de concorrência justa e regulada.

Reconhecemos que este contexto representa desafios significativos para as empresas, que precisam adaptar rapidamente os seus processos internos para cumprir eficazmente essas obrigações legais e fiscais. Na PwC, apoiamos as empresas neste percurso através de várias especialidades que harmonizamos dentro dos projectos que construímos.

Na vertente fiscal, contamos com uma tradição consolidada e liderança de mercado, garantindo que as obrigações legais e fiscais das empresas sejam cumpridas, contemplando aspetos financeiros e de recursos humanos. Paralelamente, a nossa área de auditoria assegura a revisão rigorosa destes processos. Ademais, na consultoria, ajudamos as empresas a criar estruturas e processos internos que facilitem a conformidade com estas regras fundamentais.

Destacamos ainda a importância da tecnologia na optimização destes processos. O que as empresas procuram cada vez mais é agilizar a gestão de informação e dados de forma íntegra, rastreável e centralizada. Assim, garantimos que os dados possam ser auditados e reconhecidos de forma confiável.

Por fim, enfatizamos a transformação dos dados de negócio em informação estratégica para a tomada de decisão. Para além de responder às obrigações legais, ajudamos as empresas a utilizar esta informação para definir estratégias de crescimento, decidir sobre financiamento, avaliar novos mercados e estruturar campanhas de marketing. Plataformas tecnológicas, como sistemas ERP, e modelos avançados de análise preditiva e inteligência artificial são essenciais para que os gestores possam projectar cenários e tomar decisões mais assertivas.

PM: Vai integrar o painel que abordará o tema “Monetização de dados e modelos de negócio”, na 7ª edição das Conferências Índico. Que contributos espera trazer para as empresas moçambicanas, para o sector público e, de forma abrangente, para toda a comunidade que irá acompanhar esta sessão?

Para nós, trata-se de um debate de enorme actualidade, sobretudo no contexto moçambicano, onde a gestão estratégica de dados pode ser um verdadeiro catalisador de eficiência e crescimento económico.

Acreditamos que a transformação digital deve assentar em três dimensões centrais. Em primeiro lugar, na capacidade de transformar dados em valor útil. Já não enfrentamos a escassez de informação, mas sim o excesso dela, por isso, torna-se essencial estruturar e organizar os dados de forma a gerar conhecimento com impacto real. Em segundo lugar, entendemos que a utilização dos dados deve tornar as organizações mais ágeis, competitivas e orientadas para resultados.

É fundamental irmos além do mero cumprimento de requisitos de reporte ou auditoria, usando os dados para reduzir custos, melhorar a experiência do cliente e criar novos modelos de negócio. Em terceiro lugar, defendemos que os dados são também uma alavanca para a inovação, permitindo desenvolver produtos, serviços e modelos de monetização já validados noutros mercados e que podem ser adaptados à nossa realidade.

Reconhecemos, contudo, que esta transformação exige três condições fundamentais, maior consciencialização executiva, definição de modelos de negócio sustentáveis baseados em dados e actualização dos quadros regulatórios, para assegurar confiança, rastreabilidade e transparência.

Acrescentamos ainda que tecnologias como computação em nuvem, inteligência artificial, blockchain e internet das coisas deixaram de ser opcionais e tornaram-se inevitáveis. Cabe, portanto, a cada organização definir o seu próprio roteiro de maturidade digital.

Lúcia Brito: “Human Leaders Congress coloca África no centro das soluções globais”

Profile Mozambique: Poderia nos contar brevemente sobre o seu percurso profissional e como surgiu o conceito do Human Leaders Congress em Cabo Verde?

Lúcia Brito: Sou cabo-verdiana, natural da ilha das montanhas, Santo Antão, e mãe de um príncipe e uma princesa, de 15 e 8 anos, respectivamente. Trago comigo mais de 20 anos de experiência em Gestão, Marketing e Consultoria de Negócios, em áreas como Turismo, Indústria Alimentar, Indústria Cimenteira, Serviços Corporativos, Serviços Públicos e Empreendedorismo Social.

Sempre acreditei que a verdadeira liderança começa em casa, no seio da família, e depois se projecta na sociedade e nas organizações. O Human Leaders International Congress nasceu dessa convicção, a de criar um espaço internacional onde a liderança seja pensada e praticada de forma humanizada, inclusiva e integradora, com África no centro da discussão global.

Lúcia Brito, CEO da DILUB e fundadora do Human Leaders International Congress Cabo Verde 2026 (HLICCV2026)

Ao longo do meu percurso profissional, tanto em contextos nacionais como internacionais, percebi que as nossas organizações careciam de um espaço que unisse resultados e pessoas, estratégia e propósito. É nesse espírito que o HLIC nasce em Cabo Verde, para colocar a liderança humanizada no centro do debate continental e aproximar ecossistemas lusófonos, anglófonos e francófonos, promovendo uma verdadeira rede de transformação em África.

PM: Como se define o papel do Human Leaders International Congress no panorama africano, e que nichos de liderança e desenvolvimento a organização pretende preencher?

LB: África é o continente mais jovem do mundo 70% da população da África Subsariana tem menos de 30 anos o que faz do talento jovem a grande alavanca de transformação do continente.

O Human Leaders International Congress posiciona-se como uma plataforma de referência para refletir e agir sobre uma liderança centrada nas pessoas, adaptada às realidades e potencialidades africanas. Para isso, reunimos líderes corporativos, sociais, religiosos, académicos e políticos num diálogo construtivo, inclusivo e com impacto real. O nosso objectivo é ocupar o nicho onde a liderança é pensada de forma humanizada, com África como protagonista na definição de soluções globais.

PM: Observamos que discussões de liderança em África têm vindo a priorizar temas como transformação digital e empoderamento juvenil. Em que medida o Human Leaders Congress pretende reflectir essas tendências, e como as adaptará às necessidades locais?

LB: Integramos essas tendências no centro do debate, sempre com um olhar atento e realista sobre o contexto africano, a juventude como motor de inovação e a digitalização como uma ferramenta de inclusão não apenas de progresso tecnológico.

O Human Leaders International Congress (HLIC) nasce para criar pontes entre países lusófonos, francófonos e anglófonos, promovendo soluções replicáveis, sustentáveis e adaptadas ao nosso contexto. Os dados são claros, em 2024, apenas 38% dos africanos tinham acesso à internet, comparado com uma média global de 68%. O fosso entre áreas urbanas e rurais é o maior do mundo (57% vs. 23%). Esse cenário reforça a urgência de tratarmos a inclusão digital como uma prioridade de liderança, com impacto directo no desenvolvimento de talentos, políticas públicas e modelos de negócio.

Até 2050, mais de um terço da juventude mundial será africana, uma oportunidade única para moldar o futuro do continente. O HLIC propõe-se a criar laboratórios práticos (em competências digitais, literacia de dados e inteligência artificial responsável), policy roundtables e plataformas de partilha de soluções concretas. O nosso compromisso é acompanhar as tendências globais e, acima de tudo, traduzi-las em ações acessíveis, eficazes e transformadoras para toda a África continental.

PM: Que sectores (corporativo, académico, público) espera-se que participem de forma mais activa e o que isso revela sobre o interesse em liderança transformacional?

LB: Esperamos uma forte participação dos setores corporativo, académico e das lideranças da sociedade civil, pois acreditamos que são catalisadores essenciais de mudança prática e de pensamento crítico. Queremos que esses setores atuem não apenas como participantes, mas como verdadeiros promotores de uma liderança transformacional e comprometida com impacto real.

O sector público, por sua vez, é indispensável para traduzir políticas públicas em melhorias concretas, garantindo que a inovação chegue a todos e seja sustentável. O crescente envolvimento destes setores revela que África está pronta para abraçar uma liderança mais colaborativa, consciente e orientada para soluções.

O sector corporativo e o académico têm um papel central neste processo através da requalificação de talentos (upskilling), da investigação aplicada e da promoção de boas práticas. Já o sector público deve ser a âncora de políticas e regulações que incentivem a inovação e a inclusão.

Ademais, a rápida urbanização do continente impõe desafios e exige novas formas de liderança. Até 2050, espera-se que a população urbana africana duplique, o que torna ainda mais urgente o desenvolvimento de soluções conjuntas, sustentáveis e adaptadas às realidades locais.

PM: Em relação à participação de Moçambique, que avanços se registam até agora ao nível das relações estratégicas?

LB: Temos vindo a estabelecer contactos com instituições, agentes de mudança e líderes de referência em Moçambique, que têm demonstrado grande abertura e interesse em cooperar. O país surge como um parceiro estratégico fundamental para expandir, a nível regional, a visão de uma liderança mais humanizada, inclusiva e transformadora.

Mantemos um diálogo activo com actores institucionais e empresariais, no sentido de co-criar delegações e contribuir para temas-chave como juventude, inclusão digital, governança e igualdade de género. A participação moçambicana tem-se revelado promissora, com muitos parceiros entusiasmados em fazer parte desta jornada de transformação.

1.ª edição do COMARP Talk com a participação da Lúcia Brito, em Maputo.

Moçambique será, sem dúvida, um dos pilares desta rede regional de liderança que o Human Leaders International Congress Cabo Verde 2026 pretende fortalecer. O evento, agendado para os dias 24 e 25 de julho, promete ser uma verdadeira imersão em liderança e futuro e Moçambique estará representado como parte activa dessa construção.

PM: Que efeitos concretos espera-se que a iniciativa Human Leaders Congress provoque na qualificação da liderança moçambicana, a nível empresarial, institucional ou social?

LB: Almejamos que o Human Leaders International Congress contribua de forma tangível para o fortalecimento da liderança moçambicana em várias frentes empresarial, institucional e social. A nossa ambição é apoiar Moçambique na adopção de ferramentas práticas de liderança, fomentar redes de cooperação estratégicas e criar espaços onde líderes emergentes possam ganhar projeção internacional.

Esperamos gerar impactos concretos em diversas frentes. Na área de capacitação, promovemos programas de liderança organizacional orientados para resultados e alinhados com valores humanizados. No âmbito das redes, incentivamos o matching entre líderes emergentes e executivos de topo da região, com foco na partilha de experiências e mentoria.

Em termos de transformação digital, desenvolvemos iniciativas para reduzir o gap de uso e competências, baseadas em indicadores da GSMA e da ITU, reforçando o acesso às tecnologias, a cobertura móvel e a literacia digital. Por fim, na esfera da igualdade de género, buscamos fortalecer o pipeline de mulheres líderes, com ênfase no sector empresarial e institucional. Moçambique já se destaca regionalmente com 39,2% de mulheres no parlamento, e o HLIC visa acelerar essa representatividade em outras áreas de liderança.

O nosso compromisso é contribuir para que Moçambique ganhe ainda mais visibilidade e confiança, alinhando as suas práticas aos padrões globais de excelência sempre preservando a sua identidade africana e promovendo uma liderança centrada nas pessoas.

LB: Qual é a vossa visão de médio e longo prazo para o país? Está prevista expansão de formato, frequência de eventos ou recorrência em regiões fora de Cabo Verde?

LB: A nossa visão é transformar o Human Leaders International Congress numa plataforma itinerante em África, tendo Cabo Verde como ponto de partida, mas não como único destino, para promover diálogos globais com impacto local. No médio prazo, queremos realizar eventos temáticos em países estratégicos, no longo prazo, consolidar uma verdadeira rede de líderes africanos interligados. O modelo prevê Cabo Verde como hub e rota de eventos satélite em países-chave, incluindo Moçambique.

Quanto à frequência, o formato prevê a realização de congressos bienais e de laboratórios semestrais, focados em temas estratégicos como digitalização, juventude, género, ESG (Environmental, Social and Governance), educação, inovação social e saúde.

O impacto esperado consiste na criação de uma comunidade continental de prática, sustentada por benchmarks claros, ampla penetração digital, significativa participação feminina e pelo número de projetos incubados. O acompanhamento dessas iniciativas será realizado com base em dados de referência de instituições como a ONU, GSMA e ITU.

PM: Considerando os desafios persistentes na representatividade de mulheres nos espaços de decisão, a vossa organização tem estratégias específicas para promover a liderança feminina?

LB: Sim, temos um compromisso firme e estruturado com a equidade de género. Em Cabo Verde, já foram dados passos significativos com a implementação da Lei da Paridade, que posicionou o país entre os que têm maior representatividade feminina no parlamento (44,4%). O nosso objectivo é expandir esse progresso para além do setor político alcançando empresas, instituições e organizações da sociedade civil para que a liderança feminina se torne cada vez mais visível, ativa e decisiva.

No Human Leaders International Congress, implementamos estratégias específicas para promover a liderança feminina, incluindo a criação de espaços de mentoria e a promoção do allyship. Estabelecemos metas concretas de representatividade, garantindo que, no mínimo, 40% dos oradores e membros dos painéis sejam mulheres.

Ademais, desenvolvemos programas com indicadores mensuráveis, focados na promoção de mulheres em cargos de liderança, na igualdade salarial e no acesso a financiamento, de forma a avaliar o impacto real das nossas iniciativas.

No domínio digital, reconhecemos que muitas mulheres empreendedoras ainda enfrentam barreiras como o custo de acesso e questões de segurança online. Por isso, estamos a desenvolver parcerias com atores tecnológicos e financeiros para criar toolkits (kits de ferramentas) de capacitação digital, com soluções práticas que ampliem a participação feminina na economia digital tanto em Cabo Verde como em outros países africanos.

Leia a entrevista: “Agility regista 90% de ocupação e expande seu parque logístico”

Acreditamos que uma liderança transformadora só será possível com a presença equitativa das mulheres em todos os espaços de decisão.

PM: Qual é a visão que gostaria de deixar aos leitores do PROFILE, especialmente jovens profissionais e líderes emergentes em Moçambique, a partir da experiência acumulada?

LB: A mensagem é simples e profunda, liderar não é sobre cargos  é sobre impacto.

Cada jovem moçambicana e moçambicano carrega em si o poder de ser agente de transformação, começando por liderar a si mesmo, à sua família e à sua comunidade. O futuro de África será construído por líderes conscientes, humanos e capazes de gerar resultados sustentáveis e inclusivos.

Temos uma vantagem única, somos o continente mais jovem do mundo, com uma mediana etária de apenas 19 anos. Esta é a nossa força competitiva e o momento é agora.

Invistam em competências digitais, em ética, em empatia e em colaboração. Construam pontes entre sectores, comunidades e países. Porque o futuro de África depende da coragem, da visão e da acção da sua juventude e da geração vindoura.

Saiba mais, aqui: Human Leaders International Congress

TICAD-9 aponta Moçambique como beneficiário directo de investimentos em transporte, energia e conectividade digital

O sector de infra-estruturas em Moçambique será um dos que mais atenção terá durante a 9.ª Conferência Internacional de Tóquio sobre o Desenvolvimento da África (TICAD-9), que decorre nesta terça-feira (20).

A garantia foi dada por Soya Otani, vice-director do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão, ao afirmar que uma das principais prioridades da conferência é impulsionar o desenvolvimento de infra-estruturas modernas e resilientes, com especial ênfase na liderança do sector privado, promovendo investimentos em áreas cruciais como transporte, energia, logística e conectividade digital.

Moçambique, como um dos parceiros estratégicos do Japão no continente africano, é apontado como beneficiário directo dessas iniciativas, que visam melhorar a integração regional, facilitar o comércio e diversificar a economia nacional. O reforço de portos, estradas, redes de energia e telecomunicações está entre os pilares da cooperação bilateral.

Para além da infra-estrutura, a TICAD-9 abordará temas como paz e estabilidade e promoção de serviços sociais básicos como a saúde e a educação. “Estima-se que a população africana chegue aos 2,5 mil milhões até 2050, representando um terço da juventude mundial. Isto significa que deve ser vista como um continente com grande potencial de crescimento dinâmico.

É neste contexto que a TICAD-9 reforça o compromisso com soluções africanas para desafios africanos, e o Japão está pronto para apoiar Moçambique e outros países africanos nesse caminho, especialmente no sector de infra-estruturas, ”, concluiu.

Fonte: Jornal Notícias

Técnica Industrial conquista tripla certificação e consolida posição de referência nacional

A Técnica Industrial, empresa automóvel do Grupo JFS, acaba de alcançar um marco histórico com a obtenção da tripla certificação internacional em Qualidade, Ambiente e Segurança. O feito posiciona a companhia como uma das poucas em Moçambique a ostentar este patamar de excelência em gestão, consolidando a sua competitividade e credibilidade junto de clientes e parceiros.

A empresa, que já detinha desde 2015 a ISO 9001:2015 (Gestão da Qualidade), conquistou agora a ISO 14001:2015 (Gestão Ambiental) e a ISO 45001:2018 (Saúde e Segurança no Trabalho). Estas certificações reconhecem o compromisso da organização com a eficiência operacional, a preservação ambiental e a segurança no trabalho, aspectos cruciais para sectores de elevado risco.

“Esta certificação tripla é uma validação externa do nosso modelo de gestão e um motivo de orgulho para toda a nossa equipa. Reflecte a maturidade da organização, a qualidade do serviço que prestamos diariamente e a nossa cultura de rigor e melhoria contínua”, afirmou Frederico Jonet, CEO da Técnica Industrial. Para o gestor, a conquista é também um activo estratégico que fortalece a posição da empresa em áreas altamente competitivas como energia, construção, indústria e mobilidade.

O reconhecimento surge após um processo rigoroso e transversal, envolvendo todas as áreas da empresa. A Técnica Industrial tem apostado na capacitação das suas equipas, na modernização tecnológica e na consolidação de uma cultura organizacional baseada na segurança, eficiência e responsabilidade ambiental.

Com cerca de 200 colaboradores e presença nas principais cidades moçambicanas, Maputo, Beira, Tete, Nampula e Pemba, a empresa assegura ainda representação em Chimoio e Quelimane. Representante oficial de marcas como Jeep, Alfa Romeo, Fiat, Mitsubishi, Fuso, Mercedes-Benz e FAW, a Técnica Industrial reforça o estatuto de player central da indústria automóvel no país.

A conquista da tripla certificação confirma a posição da empresa como referência nacional em engenharia, serviços técnicos e assistência automóvel, reforçando a credibilidade do Grupo JFS, um dos mais prestigiados conglomerados de capital moçambicano, fundado em 1897, com presença em sectores estratégicos como energia, desenvolvimento rural, engenharia e construção.

BCI regista crescimento de 4,4% nos lucros no primeiro semestre e atinge cerca de 60 milhões de dólares

O Banco Comercial e de Investimentos (BCI), controlado maioritariamente pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) de Portugal, anunciou hoje um aumento de 4,4% nos lucros líquidos no primeiro semestre de 2025, atingindo os 3,7 mil milhões de meticais, equivalentes a 60 milhões de dólares, em comparação com os 3,5 mil milhões de meticais (56 milhões de dólares) no mesmo período do ano anterior.

Segundo o relatório financeiro semestral, o ativo total do banco cresceu para 249,7 mil milhões de meticais (aproximadamente 3,9 mil milhões de dólares), destacando-se os créditos concedidos a clientes que alcançaram os 68,4 mil milhões de meticais (1,1 mil mil dólares).

No lado dos passivos, os depósitos de clientes subiram para 195,7 mil milhões de meticais (3,1 mil milhões de dólares) dentro de um total de 213,8 mil milhões de meticais (3,3 mil milhões de dólares).

O BCI recuperou ainda 350 milhões de meticais (5,5 milhões de dólares) relativos a operações de crédito anteriormente classificadas como problemáticas, fruto de acordos com os devedores.

A estrutura acionista mantém-se liderada pela Caixa Participações (CGD), com 51% do capital, seguida pelo BPI, com 35,67%, e pela CGD em participação direta, com 10,51%. O capital social do banco permanece em 10 mil milhões de meticais (156 milhões de dólares), sustentado por uma força de trabalho de 2.712 colaboradores no final de 2024.

Apesar do resultado semestral positivo, o BCI registou uma queda significativa nos lucros em 2024, que recuaram 26,18%, de um recorde de 8,2 mil milhões de meticais (128 milhões de dólares) em 2023 para 6 mil milhões de meticais (94 milhões de dólares), impacto atribuído a um aumento de 127,1% nos custos com imparidades e provisões.

Na sequência do contexto pós-eleitoral adverso e da ameaça de possível reprovação da notação de crédito do país, a administração optou por não distribuir dividendos referentes a 2024, priorizando o fortalecimento do balanço e da resiliência institucional.

Mesmo assim, durante esse exercício, o banco registou um aumento de 15% nos depósitos, alcançando 183,5 mil milhões de meticais (2,9 mil milhões de dólares), e uma subida de 4,3% nos capitais próprios, que atingiram 32,2 mil milhões de meticais (503 milhões de dólares). A carteira de crédito cresceu 6%, situando-se em 78,2 mil milhões de meticais (1,2 mil milhões de dólares), ao realçar o compromisso contínuo com o financiamento dos setores produtivos e de consumo.

CTA e Microbanco Sólido firmam parceria para apoiar Micro e Pequenas Empresas no país

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) reuniu-se esta segunda-feira, 18 de Agosto, com representantes do Microbanco Sólido, uma nova instituição financeira que ingressou recentemente no Conselho Empresarial Nacional (CEN) como membro da agremiação. Segundo um comunicado da confederação, o encontro teve como objectivo discutir estratégias de cooperação para impulsionar o crescimento das Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME), com enfoque especial no sector informal, que representa uma fatia significativa da economia nacional.

Durante a reunião, ambas as partes destacaram o potencial de uma parceria estratégica orientada para o alargamento do acesso à banca e ao financiamento, visando fortalecer o empreendedorismo nacional. O Microbanco Sólido, que entrou recentemente no mercado financeiro nacional, manifestou interesse em trabalhar com a CTA na criação de produtos financeiros acessíveis, concebidos especialmente para microempresários e empreendedores informais.

O vice-presidente da CTA, Onório Manuel, sublinhou a importância de reforçar o ecossistema de apoio aos pequenos negócios, afirmando que “a colaboração com o Microbanco Sólido poderá contribuir para a inclusão financeira e para o desenvolvimento sustentável do País.”

Por sua vez, o CEO do Microbanco Sólido, Jerson Tembe, destacou o compromisso da instituição em impulsionar o crescimento económico através de soluções financeiras inovadoras, que garantam maior inclusão sem esquecer o segmento das micro e pequenas empresas. “O encontro assinala o início de uma colaboração institucional que promete ampliar o impacto da CTA na promoção do empreendedorismo e na criação de emprego, consolidando o papel do Microbanco Sólido como parceiro estratégico na missão de dinamizar o sector produtivo em Moçambique”, lê-se no documento.

Trinta países confirmam presença na FACIM-2025

Preparativos da exposição estão em 90 por cento Pelo menos trinta países e 3150 expositores, nacionais e estrangeiros, são esperados na 60.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM), evento de grande relevo comercial e de negócios, a decorrer em Ricatla, município de Marracuene, província de Maputo, de 25 a 31 deste mês. Especificamente, está confirmada a presença de 2350 expositores nacionais e 800 estrangeiros.

No certame passado, participaram 2300 nacionais, 750 estrangeiros e 28 países. A edição deste ano marca a história de seis décadas da feira, trazendo como principais inovações a digitalização de serviços de bilhetes de entrada, registo e marcação de reuniões. De acordo com o ministro da Economia, Basílio Muhate, ontem, no Centro Internacional de Feiras e Exposições de Ricatla, o objetivo desta edição é expor as potencialidades de produção do país para a exportação e promoção de oportunidades de negócios e investimento.

Por meio desta exposição, disse, pretende-se internacionalizar a economia nacional e garantir a integração de Moçambique no mercado regional, sobretudo, na Zona de Comércio Livre Continental Africana. Referiu ainda que se espera a criação de oportunidades de parcerias entre empresas nacionais e estrangeiras. “Pretende-se estimular novas iniciativas de investimento público e privado e o fomento e divulgação de iniciativas inovadoras”, sublinhou o ministro no lançamento da feira. Por sua vez, o diretor da FACIM, Sérgio Macuácua, explicou que os preparativos da feira encontram-se em 90 por cento, com os expositores a finalizarem a montagem de pavilhões, conforme constatou a reportagem do “Notícias”.

Acrescentou que está a ser feito, igualmente, um exercício para permitir um rápido desembaraço na circulação de pessoas e bens, ação fundamental num contexto em que são esperados 70 mil visitantes. A FACIM é organizada pelo Ministério da Economia através da Agência para a Promoção de Investimento e Exportações, IP. Entretanto, para além dos preparativos dos pavilhões, as atividades informais que tradicionalmente ocorrem fora do recinto da exposição começam também a ganhar forma, esperando-se que cresçam à medida que se vai aproximando a data do arranque da exposição.