Wednesday, April 15, 2026
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Mozambique Calls on Total to Lift Force Majeure on LNG Project

Mozambique’s President Daniel Chapo said on Sunday that TotalEnergies must lift the “force majeure” clause, triggered in 2021 due to terrorist attacks in Cabo Delgado, so that the natural gas megaproject can finally move forward.

“The most important thing right now with TotalEnergies is the lifting of ‘force majeure’. The lifting of ‘force majeure’ lets any development plan [for the gas project] achieve meaningful progress,” said the head of state in an interview with several media outlets in Maputo, including the Lusa news agency.

“If the ‘force majeure’ clause is lifted,” he said, “the project will go ahead,” which anticipates an annual production capacity of 13.12 million tonnes of LNG.

Daniel Chapo said that the government is “working” with the French multinational to lift this clause, which allowed TotalEnergies, for security reasons due to terrorist attacks in Cabo Delgado, where the Liquefied Natural Gas (LNG) exploration was being implemented, to suspend the project in 2021.

He added that according to information from TotalEnergies, of the $15 billion (€13 billion) in financing still needed for the project – out of a total of $20 billion – $13 billion  is guaranteed, recalling the previous announcement by US Exim Bank, the United States’ export bank, which in March confirmed its support of $4.7 billion, with European banks expected to announce their decision on the remainder soon.

“The promise was that the most important thing was the amount that was missing [from the United States] (…) even if, at this time, the other banks choose not to move forward, the partners, internally, can actually make the contributions and move forward with the project,” explained Chapo.

“At the level of European banks, we are working to see. This is the first solution. We are moving forward, and if we continue, we will complete the amount. The project has everything it needs to move forward financially. TotalEnergies has said that, if external funding does not materialise, the partners themselves can provide the remaining amount, because it is small compared to what is needed,” he insisted.

However, he reiterated that “the focus must be on lifting the ‘force majeure’”.

“TotalEnergies invoked ‘force majeure’, not the government. We must make this point clear. TotalEnergies invoked ‘force majeure’. TotalEnergies, which invoked ‘force majeure’, has the responsibility to lift it. However, we also have our responsibility, our part, because everything has to do with internal security issues.” Therefore, each of us can do our part,” he said.

French multinational TotalEnergies has stated that it plans to resume the mega LNG project in northern Mozambique this summer, with financing needs virtually secured and the security situation in the area reportedly stable.

“The goal is to relaunch this project somewhere by the middle of the year,” TotalEnergies CEO Patrick Pouyanné said recently.

TotalEnergies, leader of the Area 1 consortium, is building a plant in Afungi, near Palma, for the production and export of LNG.

Pouyanné acknowledged that four years later, the area is “completely safe and secure.”

Since October 2017, gas-rich Cabo Delgado has been facing an armed rebellion that has left thousands dead and caused a humanitarian crisis with more than a million people displaced.

TotalEnergies holds a 26.5% stake in this project, primarily targeting customers in Asia, alongside Mozambican partners and Japan’s Mitsui (20%).

Mozambique has three approved development projects for the exploration of natural gas reserves in the Rovuma basin, classified among the largest in the world, off the coast of Cabo Delgado.

Source: Energy Intelligence – https://www.energyintel.com

HCB sob gestão exclusiva de moçambicanos

HCB

A gestão da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) empresa moçambicana público-privada, está actualmente sob responsabilidade exclusiva de nacionais, após mais de 40 anos nas mãos dos estrangeiros.

O facto foi avançado pelo Presidente da República, Daniel Chapo, durante a cerimónia alusiva à celebração dos 50 anos da HCB, evento que teve lugar hoje no município de Chitima, distrito de Cahora Bassa, província central de Tete.

Chapo, que efectuou uma visita de um dia aquela província, referiu que há algumas décadas atrás, era impensavel ter moçambicanos na administração e gestão da HCBl, por ser uma infra-estrutura de uma dimensão internacional.

Actualmente, os moçambicanos, segundo o Chefe do Estado, constituem uma realidade construída com competência, responsabilidade, dedicação e elevado sentido de patriotismo.

“Este feito não representa apenas independência técnica. Representa a emancipação plena, a confiança no nosso potencial humano, como moçambicanos, e a concretização da visão de uma empresa moçambicana, feita por moçambicanos, para Moçambique e para África”, disse.

A HCB conta actualmente com 1.400 trabalhadores, entre efectivos e sazonais e, de acordo com Chapo, todos moçambicanos.

Pelo que a HCB deixou de ser apenas uma barragem e passa a entrar no legado, no presente e futuro, e uma declaração convincente de que os moçambicanos têm capacidade de gestão.

Trata-se de um empreendimento mais estratégico do sector energético para o desenvolvimento do país, tanto pelo seu impacto económico, quanto pelo seu potencial de impulsionar o crescimento sustentável do país e consolidar a posição de Moçambique como hub energético regional da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Por isso, o governo, de acordo com Chapo, continuará a apoiar a HCB para que a empresa possa permanecer como exemplo de soberania energética, de boa governação, responsabilidade social, excelência técnica e, sobretudo, de exemplo de uma empresa que sabe participar no desenvolvimento de Moçambique e as suas comunidades à volta.

Chapo disse que a HCB sempre está em prontidão para servir os moçambicanos, através das suas contribuições não só com a energia que produz, mas também através de impostos, taxas, acções de responsabilidade social, e de Conteúdo Local.

Por isso, o Chefe do Estado instou aos trabalhadores da HCB a se empenharem cada vez mais no trabalho para manter a estabilidade da empresa e continuar a ser orgulho para o país.

A HCB vai se responsabilizar no segundo semestre em curso, de construir uma unidade sanitária na vila de Chitima, em Cahora Bassa.

“Portanto, continuem empenhados, minhas irmãs, meus irmãos, da HCB em produzir mais e mais para que se mantenha como orgulho de Moçambique”, disse.

Com uma capacidade instalada de 2.075 megawatts (MW) e com potencialidade de incremento em cerca de cinco por cento, Cahora Bassa é um dos mais proeminentes empreendimentos da geração, transporte e comercialização de energia hidroeléctrica de Moçambique e da região austral de África.

A sua história da criação remonta desde 1956, com as primeiras visitas aos rápidos de Cahora Bassa, mas a hidroeléctrica começa a erguer-se em 1969, com adjudicação da obra da construção do empreendimento ao consórcio Zambezi African Mining Corporation (ZAMCO, sigla em inglês) e só em 1975 é criada a HCB.

GIFiM intensifica acções de prevenção ao branqueamento de capitais em zonas de risco

O Gabinete de Informação Financeira de Moçambique (GIFiM) está a intensificar as acções de prevenção ao branqueamento de capitais e ao financiamento ao terrorismo, com foco especial nas cidades de Nampula, Lichinga, apontadas como zonas de alto risco devido à sua proximidade com a província de Cabo Delgado, afectada por acções terroristas.

Segundo uma publicação do jornal Rigor, no âmbito deste esforço, o GIFiM realizou-se na cidade de Nampula, um seminário de sensibilização dirigido às entidades dos sectores não financeiros, como imobiliárias, revendedoras de veículos, advogados, conservadores, notários e assistentes jurídicos. A actividade insere-se no Plano Nacional de Acção alinhado com as recomendações do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI).

“Vamos realizar três actividades principais: acompanhar a expansão dos sectores de venda e revenda de viaturas e do sector imobiliário, promover seminários de sensibilização junto às entidades desses sectores e proceder com o registo e cadastro das entidades financeiras e não financeiras designadas. Este é o nosso objectivo principal”, explicou Pedro Comissário, chefe do Departamento Central do GIFiM. Segundo o responsável, ações semelhantes decorrem em simultâneo nas cidades de Lichinga e Chimoio.

As medidas respondem aos resultados da Avaliação Nacional de Riscos, que identificou as províncias de Nampula e Niassa (Lichinga) como particularmente vulneráveis devido à porosidade das fronteiras e à ameaça crescente do terrorismo na região norte do país.

“É um facto que a província de Cabo Delgado está a ser assolada pelo terrorismo, e é indiscutível que o financiamento do terrorismo se faz com base em actividades criminosas. Logo, as províncias vizinhas estão expostas, e é fundamental adoptar medidas preventivas para evitar que essas práticas se instalem”, alertou Pedro Comissário.

Segundo o responsável, os sectores da venda de automóveis e do imobiliário são particularmente susceptíveis à lavagem de dinheiro, razão pela qual estão sob supervisão directa do GIFiM. No entanto, o convite aos seminários foi alargado a outras áreas da cadeia preventiva.

Grupo sul-africano Vision Sugar compra açucareiras de Xinavane e Mafambisse

A Vision Sugar, uma empresa agro-industrial de capital maioritariamente africano, anunciou oficialmente a aquisição das açucareiras de Xinavane, na província de Maputo, e de Mafambisse, na província de Sofala, até agora geridas pela Tongaat Hulett Açúcar Lda., também de capitais sul-africanos.

O anúncio foi feito no último fim-de-semana, em Maputo, como parte de uma estratégia mais ampla de revitalização do sector açucareiro na região.

Com esta aquisição, o grupo Vision, garantiu já estar a implementar um novo plano de desenvolvimento agrícola, que aponta para posicionar Moçambique na liderança regional na produção de açúcar.

De acordo com o director-executivo da Vision, Gavin Guillou, a nova estratégia tem como base o reforço das parcerias locais na expansão da produção de cana-de-açúcar e na inclusão de fornecedores e agricultores das comunidades locais.

“Estamos a apostar num modelo de crescimento partilhado. Queremos que os benefícios do desenvolvimento cheguem às comunidades”, disse Guillou, citado no jornal Notícias.

Para o director-executivo da Vision Sugar, “a aquisição das açucareiras de Xinavane e de Mafambisse não é apenas uma mudança de proprietário, é um sinal de renovação, de compromisso com a estabilidade, a produtividade e o desenvolvimento económico rural em Moçambique”.

O plano contempla ainda a modernização da unidade fabril de Xinavane, com a introdução de tecnologias que aumentam a eficiência energética e a produtividade industrial, visando abrir um novo capítulo na história do sector açucareiro nacional, unindo inovação, sustentabilidade e inclusão local.

Após assumir os activos da Tongaat Hulett em Xinavane, o Grupo Vision diz ter investido cerca de mil milhões de randes para modernizar e expandir a produção açucareira naquela empresa que, viu as actividades afectadas significativamente, depois das inundações dos campos de produção, no primeiro trimestre de 2023,  que obrigou a suspensão das exportações de açúcar.

Relatório coloca Moçambique entre os países Africanos com maior custo de Gasóleo

Moçambique figura entre os dez países africanos com os preços mais elevados de gasóleo no mês de Junho de 2025, segundo dados actualizados pela plataforma GlobalPetrolPrices. Apesar de uma ligeira redução em relação a Maio, o custo do combustível mantém-se acima da média global, exercendo pressão sobre a economia nacional e o custo de vida das famílias.

De acordo com a actualização mais recente, divulgada a 9 de Junho de 2025, o preço médio mundial do gasóleo situava-se em 1,18 dólares por litro. Ainda assim, vários países africanos continuam a registar preços significativamente superiores a este valor.

Impactos Económicos e Sociais

O aumento do preço do gasóleo tem consequências directas e indirectas na economia africana, sobretudo em sectores estratégicos como logística, transporte, agricultura e indústria. Como grande parte do transporte de mercadorias em África é feito por camiões movidos a gasóleo, o encarecimento deste combustível traduz-se automaticamente em custos acrescidos no transporte de bens essenciais, como alimentos, medicamentos e materiais de construção.

No caso de Moçambique, tal realidade agrava ainda mais o custo de vida, num contexto económico já marcado por desafios relacionados com segurança alimentar, inflação e instabilidade global.

Fonte: BUSINESS INSIDER AFRICA

As pequenas e médias empresas (PMEs), que representam a espinha dorsal do emprego em África, também são afectadas de forma directa, uma vez que muitas dependem de geradores a gasóleo para suprir as constantes falhas no fornecimento regular de energia eléctrica.

O resultado é um aumento das despesas operacionais, redução das margens de lucro e, em alguns casos, encerramento de actividades ou despedimentos de trabalhadores, gerando impacto directo sobre a sustentabilidade económica local.

Mudanças nos Preços em África

Em comparação com o mês anterior, registaram-se aumentos ligeiros nos preços do gasóleo na República Centro-Africana, Malawi, Camarões e Senegal. Por outro lado, países como Zimbabué, Seychelles, Moçambique, Guiné e Burundi apresentaram reduções marginais, enquanto Serra Leoa manteve o mesmo nível de preços.

Desafios e Alternativas

O relatório sublinha que, para mitigar os impactos do elevado custo dos combustíveis fósseis, os países africanos devem apostar em soluções de longo prazo, nomeadamente:

  • Aumento da capacidade local de refinação de combustíveis;
  • Estabilização cambial para proteger as importações;
  • Incentivos à transição para fontes de energia mais limpas e renováveis;
  • Criação de subsídios estratégicos e temporários para sectores vulneráveis.

Enquanto estas soluções não forem implementadas de forma estruturada, os preços elevados do gasóleo continuarão a constituir um entrave ao crescimento económico sustentável no continente.

Fonte: BUSINESS INSIDER AFRICAhttps://africa.businessinsider.com/local/markets/top-10-african-countries-with-the-highest-diesel-prices-in-june-2025/9n52ffr

Report Ranks Mozambique Among African Countries with the Highest Diesel Costs

Diesel fuel has been for a long while now, an integral part of Africa’s energy infratsructure. This fuel source powers transit networks, agricultural equipment, generators, and industrial machines in several African countries. However, as fuel prices rise throughout the continent, the knock-on consequences are proving to be economically and socially harmful.

One of the most apparent implications of high fuel prices is a significant rise in transportation and logistics costs.

Because trucks and long-haul vehicles mostly operate on diesel, rising prices imply increasing expenses for transporting commodities across cities, regions, and countries.

This, in turn, raises the cost of necessary items, particularly food, medication, and building materials, putting further burden on households already struggling to keep up with growing living costs.

Additionally, high diesel costs hurt businesses, especially small and medium-sized firms (SMEs). With an unstable energy supply still a major issue, many companies rely on diesel generators to function.

High fuel prices increase operational expenses, lower profit margins, and, in certain situations, necessitate closures or layoffs. This causes enormous economic consequences on a continent where SMEs account for the vast bulk of jobs.

High fuel costs in Africa are more than simply a nuisance; they are a systemic issue affecting food security, public health, company survival, and economic growth.

To reduce the repercussions, nations must consider long-term remedies such as increasing refining capacity, stabilizing currencies, supporting greener energy sources, and devising clever, targeted subsidies.

Until then, rising diesel prices would continue to impede Africa’s economic growth.

With that said, here are the African countries currently enduring the highest diesel costs according to GlobalPetrolPrices, which last updated its list on the 9th of June 2025, when the average price of diesel around the world was listed as $1.18.

Compared to the top 10 list last month, diesel prices for the Central African Republic, Malawi, Cameroon, and Senegal all increased slightly.

While diesel prices in Zimbabwe, Seychelles, Mozambique, Guinea, and Burundi, this month, compared to May, have reduced marginally.

The price in Sierra Leone remained the same.

SOURCE: BUSINESS INSIDER AFRICA

SOURCE: BUSINESS INSIDER AFRICAhttps://africa.businessinsider.com/local/markets/top-10-african-countries-with-the-highest-diesel-prices-in-june-2025/9n52ffr

Moçambique entre os 10 países africanos com maior melhoria no Saldo Orçamental em 2025

Moçambique integra a lista das dez economias africanas que mais melhoraram o seu saldo orçamental em 2025, segundo o mais recente relatório do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD). A posição resulta dos esforços contínuos do Governo na consolidação fiscal, reestruturação da dívida e atracção de novos investimentos estratégicos.

O estudo evidencia progressos significativos de vários países africanos na redução dos seus défices orçamentais, um indicador chave para reforçar a confiança dos investidores e aliviar a pressão sobre o endividamento público.

Depois de vários anos marcados por desequilíbrios fiscais, associados a choques como a pandemia da COVID-19, a guerra na Ucrânia e a subida das taxas de juro a nível global, o relatório do BAD mostra sinais de recuperação em várias regiões do continente.

Destaques da melhoria orçamental

A Argélia lidera o ranking africano, tendo conseguido reduzir o seu défice em mais de 10 pontos percentuais, impulsionada pela recuperação do sector energético e pela implementação de políticas de contenção de despesas públicas.

Fonte: BUSINESS INSIDER AFRICA

Seguem-se o Senegal e o Malawi, que alcançaram reduções superiores a 7 pontos percentuais nos respectivos défices fiscais, reflectindo reformas estruturais e políticas fiscais mais rigorosas.

No Norte de África, Egipto, Maurícias e Tunísia destacaram-se com melhorias substanciais, atribuídas a reformas fiscais, ajustamento de subsídios e aumento de receitas provenientes das exportações.

Burquina Faso, Uganda e Quénia completam a lista antes de Moçambique, que fecha o grupo dos dez primeiros, destacando-se pelo compromisso em manter a trajectória de recuperação económica, num contexto de ajustamento fiscal e captação de investimentos.

A melhoria do saldo orçamental permite aos governos maior margem para investir em infra-estruturas, saúde e educação, sem recorrer de forma excessiva ao endividamento externo. No caso de Moçambique, o resultado positivo surge no seguimento das reformas económicas em curso, bem como de esforços de reestruturação da dívida pública.

Contudo, o relatório sublinha que a sustentabilidade destes ganhos dependerá da continuidade das reformas internas e da estabilidade económica global.

Com este desempenho, Moçambique reforça a sua presença no debate sobre a gestão sustentável das finanças públicas em África, num momento em que o continente procura equilibrar as necessidades de desenvolvimento com a prudência fiscal.

Fonte: BUSINESS INSIDER AFRICAhttps://africa.businessinsider.com/local/markets/top-10-african-countries-with-the-largest-improvement-in-fiscal-balance-in-2025/pcxykm8

Mozambique Among the Top 10 African Countries with the Largest Improvement in Fiscal Balance in 2025

In 2025, some African countries are showing major strides in improving their fiscal balance. After years of debt build-up and wide deficits, these improvements suggest tighter government spending, better revenue collection, and in some cases, support from rising commodity prices.

Fiscal balance reflects the gap between what a government earns and what it spends. A negative figure means a deficit. When countries succeed in reducing that gap, it can ease pressure on public debt and attract more investor confidence.

Throughout the past few years, fiscal deficits in Africa widened due to shocks like the COVID-19 pandemic, Russia’s war in Ukraine, and rising global interest rates.

However, in the latest report by the African Development Bank, several countries are now cutting their deficits significantly. In North, East, and West Africa, new policies are beginning to show results.

This ranking highlights the ten African countries that made the most progress in narrowing their fiscal deficits, based on AfDB data for 2025.

Algeria leads the continent with the most significant improvement in fiscal balance, narrowing its deficit by over 10 percentage points. This is likely linked to strong performance in the energy sector and firm expenditure controls.

Senegal and Malawi follow, each cutting their fiscal gaps by more than 7 percentage points. These gains may reflect fiscal consolidation measures and policy reforms to stabilize public finances.

In North Africa, Egypt, Mauritius, and Tunisia all recorded marked improvements. The shift points to better tax policies, subsidy reforms, or higher export revenues.

Burkina Faso, Uganda, and Kenya also made progress, despite ongoing economic challenges and rising public needs. Their positions on the list suggest a stronger push to balance budgets.

Mozambique rounds out the top 10, continuing its recovery efforts amid debt restructuring and new investments.

Across these countries, improved fiscal balances are a positive sign. They offer governments more room to invest in infrastructure, health, and education without relying as heavily on debt. However, sustaining this trend will depend on continued reforms and global economic stability.

As of 2025, these fiscal improvements are a key story in Africa’s economic outlook, one that could shape debt management and development for years to come.

FonteBUSINESS INSIDER AFRICA – https://africa.businessinsider.com/local/markets/top-10-african-countries-with-the-largest-improvement-in-fiscal-balance-in-2025/pcxykm8

 

Diálogo de Negócios Rússia-África: Moçambique propõe novo sistema financeiro global

O Governo de Moçambique defendeu, esta semana, a criação de um novo sistema financeiro internacional mais justo e inclusivo, apelando a uma maior colaboração entre os países em desenvolvimento e a Federação Russa. O apelo foi feito pelo Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, durante a sua intervenção no Fórum Económico Internacional de São Petersburgo (SPIEF), na Rússia.

Falando no painel “Diálogo de Negócios Rússia-África”, Valá sublinhou que Moçambique está disponível para cooperar com a Rússia e outros parceiros do Sul Global na construção de um novo quadro financeiro internacional, que privilegie o investimento produtivo e promova o desenvolvimento sustentável em África.

Apesar de ser detentor de recursos minerais e energéticos valiosos, incluindo gás natural, ouro, rubis e carvão, o governante frisou que “o maior recurso estratégico de Moçambique é o seu povo”, razão pela qual defendeu que o foco do desenvolvimento deve estar centrado na melhoria da qualidade de vida dos moçambicanos.

Visão económica de longo prazo

Durante a sua intervenção, o Ministro apresentou a visão estratégica de desenvolvimento de Moçambique para os próximos 20 anos, orientada para a diversificação económica, com prioridade para a modernização da agricultura, industrialização e expansão das tecnologias de informação e comunicação (TIC).

Valá defendeu a necessidade de uma maior convergência entre países africanos e a Rússia para fortalecer o sector privado e consolidar novas bases financeiras para o investimento sustentável.

“Precisamos de alianças sólidas para viabilizar a industrialização africana, desenvolver infra-estruturas, atrair mais investimentos e gerar empregos dignos. O futuro de África deve ser definido pela inovação, educação e prosperidade”, reforçou.

Tecnologias e parcerias no sector digital

As perspectivas de cooperação entre Moçambique e a Rússia estendem-se também à esfera digital. O representante da Autoridade Reguladora das Comunicações (INCM), Eugénio Alberto Macumbe, destacou recentemente o interesse nacional em aprender com a experiência russa no domínio da transformação digital e inteligência artificial.

Na última feira nacional de tecnologia, realizada em Maio, o Ministro da Planificação e Desenvolvimento reafirmou que as TIC serão um pilar crítico para o crescimento económico de Moçambique nas próximas décadas, como parte de uma estratégia integrada de modernização económica.

Mudança de narrativas sobre áfrica

Valá apelou ainda a uma mudança de narrativas sobre África no contexto internacional, defendendo que o continente seja reconhecido não apenas pelo seu potencial em recursos naturais, mas também pela capacidade de inovação, dinamismo empresarial e contributo para a estabilidade global.

A intervenção de Moçambique insere-se num esforço diplomático mais alargado de reposicionamento do país e da região como actores activos na redefinição da arquitectura financeira internacional.

IDE em África cresce 75% e atinge novo recorde

O Investimento Directo Estrangeiro (IDE) em África registou um crescimento expressivo de 75% em 2024, atingindo um recorde histórico de 97 mil milhões de dólares.

A informação consta no mais recente relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).

O documento, que é citado pela imprensa internacional, indica que o desempenho notável foi impulsionado, em grande parte, por um megaprojecto de desenvolvimento urbano no Egipto. Ainda assim, mesmo excluindo este factor pontual, os fluxos de investimento para o continente aumentaram 12%, totalizando cerca de 62 mil milhões de dólares.

A UNCTAD destaca que o investimento directo estrangeiro  em África passou a representar 6% do total mundial em 2024, uma melhoria face aos 4% registados no ano anterior.

Este crescimento é atribuído, em parte, à adopção de políticas de liberalização e medidas de facilitação de investimentos por vários governos africanos.

O relatório refere ainda que 36% das medidas políticas favoráveis aos investidores em 2024 foram adoptadas por países africanos.

A nível regional, o Norte de África liderou o aumento nos fluxos de IDE, sobretudo devido ao investimento significativo no Egipto.

Já a África Austral, que inclui países como Angola e Moçambique, viu os investimentos crescerem 44%, passando de 7 para 11 mil milhões de dólares.

Em contrapartida, a África Ocidental, onde se encontram países como Cabo Verde e Guiné-Bissau, registou uma ligeira retração nos investimentos, com uma descida de 7%, situando-se agora em 15 mil milhões de dólares, face aos 16 mil milhões em 2023.

No que diz respeito à origem dos investimentos, segundo o relatório,  a Europa mantém-se como a principal fonte de IDE em África, seguida pelos Estados Unidos e pela China. Os investidores têm mostrado interesse crescente em sectores como o farmacêutico e o da transformação alimentar.

O relatório sublinha, por fim, que, apesar das incertezas globais, África tem conseguido atrair mais capital estrangeiro devido a reformas e iniciativas que tornam o continente cada vez mais atrativo para os investidores internacionais.