Saturday, September 5, 2026
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Moçambique emitiu até Junho mais de 1800 títulos mineiros

O Governo, através do Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) emitiu, durante o primeiro semestre do presente ano, 1 858 títulos mineiros, correspondendo a 69% dos pedidos pendentes até 2024, o que reduziu o congestionamento no sistema de licenciamento mineiro devolvendo credibilidade ao processo.‎

Os dados foram avançados durante a abertura do X Conselho Coordenador do MIREME pelo ministro Estêvão Pale, tendo salientado na ocasião que como resultado destas acções em curso, e em estreita coordenação com a Autoridade Tributária, foram arrecadados 301,3 milhões de meticais em receitas através da recuperação de dívidas fiscais.

‎Segundo o MIREME, “foram ainda identificados 223,4 milhões de meticais em cauções executáveis, que serão revertidas a favor do Estado para apoiar a reabilitação e encerramento de minas abandonadas”. ‎

Na área de hidrocarbonetos destacam-se os ganhos do Projecto Coral Sul FLNG, cuja produção iniciou em 2022 e já consolidou o seu sucesso com a exportação de 120 embarques de Gás Natural Liquefeito e 17 de condensado para o mercado internacional, gerando mais de 235 milhões de dólares norte-americanos em receitas e reafirmando Moçambique como um actor global no fornecimento de energia limpa.‎

(Foto DR)

Coral Norte: DFI da ENI Rovuma Basin previsto para Outubro

A Decisão Final de Investimento (DFI) para o projecto Coral Norte FLNG da ENI Rovuma Basin, está prevista para a primeira semana do próximo mês de Outubro, avançou, ontem, em Nova Iorque, nos EUA, o Presidente da República.

“Moçambique tem gás. Tem uma das maiores descobertas de gás, do mundo. Neste momento, estamos a explorar e a exportar gás com a ENI, que é italiana, onde o investimento foi de cerca de sete bilhões de dólares. Na primeira semana de Outubro vamos fazer o lançamento do segundo projecto, Decisão Definitiva do Investimento. Também são cerca de sete bilhões de dólares” adiantou Daniel Chapo.

Recorde-se que o Governo aprovou o projecto Coral Norte FNLG em 8 de Abril passado, para o desenvolvimento e produção de 3,5 milhões de toneladas durante 30 anos, Bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado.

Falando durante a Reunião da Aliança para a Energia Global, à margem da 80ª sessão de Alto Nível da Assembleia-geral da ONU, o Chefe de Estado recordou que o país hospeda o projecto de gás liderado pela francesa TotalEnergies, avaliado em 15 bilhões de dólares, e o projecto liderado pela americana a ExxonMobil, avaliado em 20 bilhões de dólares.

Krypton Chemicals apresenta solução inovadora para prolongar vida útil de infra-estruturas no país

A Krypton Chemicals, multinacional presente em 75 países, estreia-se no mercado moçambicano durante a 10.ª Cimeira de Gás e Energia, em Maputo, trazendo consigo a poliureia, um produto revolucionário que promete reduzir custos, aumentar a segurança e prolongar a vida útil das infra-estruturas industriais e marítimas.

O lançamento oficial da marca no país está previsto para 2026.

Segundo os representantes da empresa, a poliureia é uma solução já utilizada em mercados desenvolvidos, mas inédita em Moçambique, capaz de responder a um dos maiores desafios da indústria, a corrosão de infra-estruturas e equipamentos.

“As pinturas convencionais usadas em plataformas marítimas, mesmo com certificação C5, duram no máximo dois anos. A nossa poliureia cria uma camada protectora que pode garantir até 20 anos de durabilidade, resistindo ao sal, ao sol e à pressão da água”, destacou a fonte da empresa em entrevista a AIM.

Com uma aplicação vasta, em condutas de gás e petróleo, fundações de betão, silos de fertilizantes e maquinaria pesada. No sector do gás e petróleo, a tecnologia é particularmente relevante, pois permite proteger tubagens por dentro, prevenindo fugas e prolongando a vida útil dos sistemas.

“No oil & gas, conseguimos proteger condutas internas com um revestimento robusto, que evita perdas e aumenta a rentabilidade dos projectos. É um avanço em termos de eficiência e segurança, com custos muito mais baixos quando comparados às soluções tradicionais”, sublinhou.

A Krypton garante ainda que a tecnologia terá impacto directo na economia moçambicana, criando oportunidades de emprego e reduzindo custos de manutenção de empresas locais. Contentores com os primeiros lotes do produto já estão a caminho de Moçambique, vindos da fábrica em Espanha, e a empresa prevê iniciar as primeiras demonstrações práticas ainda este ano.

“Estamos em contra-ciclo, quando muitos investidores retraíram-se devido aos desafios de segurança. Nós acreditamos que Moçambique tem um enorme potencial, não apenas nos megaprojetos do gás em Cabo Delgado, mas também em sectores como construção civil, portos e logística”, afirmou a empresa.

A multinacional lembra a sua experiência em mercados exigentes, como o offshore europeu, onde a poliureia já provou reduzir custos de manutenção em até 50%. Em Moçambique, a expectativa é replicar este sucesso.

“Queremos transformar contactos em negócios já em 2026. Acreditamos que este é o produto certo, no país certo e no momento certo”, concluiu o representante.

Com soluções que se destacam pela durabilidade, baixo custo e segurança, a Krypton Chemicals posiciona-se como um novo actor-chave no desenvolvimento industrial e energético de Moçambique.

Inovação digital acelera transformação económica em África | Profile

A revolução tecnológica em curso em África está a redesenhar o panorama económico do continente, com a inovação digital a impulsionar crescimento sem precedentes em sectores que vão das finanças digitais à agricultura. De soluções de mobile money que ultrapassaram o sistema bancário tradicional a técnicas agrícolas apoiadas por inteligência artificial, empreendedores africanos não se limitam a seguir tendências globais: criam soluções que o mundo começa agora a replicar.

Nos últimos dez anos, o ecossistema tecnológico africano registou uma transformação notável, alterando de forma estrutural o funcionamento dos negócios em várias geografias. Esta revolução digital vai além dos grandes centros urbanos, chegando às comunidades rurais e criando oportunidades onde, até há pouco tempo, a falta de infra-estruturas era barreira intransponível. O impacto traduz-se, assim, num catalisador para a diversificação económica e o crescimento inclusivo.

Leia também: ENI prevê beneficiar 3,5 milhões de moçambicanos com fogões ecológicos

Mobile como porta de entrada

A telefonia móvel é o pilar desta mudança. Com mais de 650 milhões de subscritores no continente, os smartphones tornaram-se a principal porta de acesso a serviços digitais. As taxas de penetração continuam a crescer, permitindo que milhões de pessoas tenham, pela primeira vez, acesso a serviços de banca, educação e saúde. Este fenómeno criou terreno fértil para soluções inovadoras adaptadas aos desafios locais.

Fintech como caso de sucesso

O sector financeiro digital é o exemplo mais visível desta transformação. Empresas como a M-Pesa, no Quénia, e a Flutterwave, presente em vários mercados, provaram que os serviços financeiros digitais podem promover inclusão financeira em larga escala. Estas plataformas processaram já milhares de milhões de dólares em transacções, demonstrando que soluções africanas podem escalar globalmente. Em consequência, investidores internacionais aplicaram mais de dois mil milhões de dólares em startups fintech africanas nos últimos anos.

Agricultura e tecnologia

Também a agricultura está a colher benefícios da inovação digital. Plataformas electrónicas ligam directamente pequenos agricultores a compradores, eliminando intermediários e aumentando os rendimentos. Paralelamente, o recurso a imagens de satélite e a análises baseadas em IA permite optimizar colheitas e gerir recursos de forma mais eficiente. Estas inovações contribuem para enfrentar desafios de segurança alimentar, ao mesmo tempo que geram meios de subsistência sustentáveis para milhões de famílias.

Perspectivas

O ritmo da transformação digital em África mostra-se irreversível. Iniciativas governamentais de apoio à expansão das infra-estruturas digitais, somadas ao crescente interesse de fundos de capital de risco, apontam para uma trajectória de expansão contínua. O futuro da revolução tecnológica no continente deverá, por isso, acelerar o crescimento económico e posicionar África como polo global de inovação nas próximas décadas.

Fonte: FURTHER AFRICA

ENI prevê beneficiar 3,5 milhões de moçambicanos com fogões ecológicos

A ENI Rovuma Basin destacou Moçambique como pilar estratégico da sua transição energética global, ao apresentar um conjunto de iniciativas que conjugam acção climática, impacto social e desenvolvimento económico. O anúncio foi feito em Maputo, pela directora executiva e representante nacional da companhia, Marica Calabrese, no painel “Moçambique como Líder na Transição Energética”, realizado no âmbito da 10.ª edição da Mozambique Gas & Energy Summit & Exhibition.

Entre os projectos em curso, Calabrese destacou a distribuição de fogões ecológicos, iniciativa que deverá beneficiar cerca de 3,5 milhões de moçambicanos na primeira fase, designada R2. A acção enquadra-se na meta global da empresa de garantir soluções de cozinha sustentável a 10 milhões de pessoas até 2027 e 20 milhões até 2030.

“Moçambique é parte estratégica desta iniciativa. Já temos em implementação um projecto com 600 mil fogões ecológicos, estimando-se um impacto directo em 3,5 milhões de pessoas”, afirmou a executiva.

Segundo a gestora, os fogões, denominados boix de varadus, integram a abordagem da ENI assente em soluções tecnológicas para compensação de emissões.

Agro-negócio e compensação de carbono

A estratégia de transição energética da ENI abrange igualmente projectos de agro-negócio e iniciativas de compensação de carbono, através do reflorestamento. Neste âmbito, foi realçada a implementação de um programa na região de Moco, em parceria com a New Carbon Partners, representando a primeira licença concedida em Moçambique para este tipo de acção. O projecto tem impacto directo em 350 mil pessoas, através da preservação ambiental e da melhoria das condições de vida das comunidades envolvidas.

Produção de biocombustíveis e criação de emprego

No sector agrícola, a multinacional está a desenvolver matérias-primas destinadas à produção de biocombustíveis para o mercado internacional, o que já permitiu a criação de 1.500 postos de trabalho na primeira campanha agrícola. Calabrese frisou que este desempenho, alcançado em poucos meses, equivale ao número de empregos gerados na Costa do Marfim ao longo de três anos.

“Estamos profundamente comprometidos com a transformação energética de Moçambique. Estas iniciativas demonstram que a transição deve ter impacto directo na economia e na qualidade de vida das populações”, concluiu a representante da ENI.

Cimeira reafirma papel estratégico de Moçambique

A 10.ª edição da Mozambique Gas & Energy Summit & Exhibition decorreu de 22 a 24 de Setembro, em Maputo, reunindo os principais actores nacionais e internacionais do sector energético. Organizado em parceria com o Governo de Moçambique, o evento afirmou-se como a principal plataforma de debate e cooperação sobre o futuro energético do país, com enfoque na industrialização, transição energética e desenvolvimento local.

Durante três dias, governantes, executivos de topo, reguladores, operadores e especialistas trocaram experiências sobre gás natural liquefeito (GNL), energias renováveis, financiamento de projectos, conteúdo local e políticas de transição energética. O encontro incluiu painéis de alto nível, seminários técnicos, sessões de networking e uma exposição empresarial, promovendo oportunidades concretas de investimento e reforçando Moçambique como actor estratégico no panorama energético regional e global.

Fonte: 360 Magazine

Índia compra mais de 18% de todas as exportações moçambicanas no primeiro trimestre

A Índia voltou a ser o país que mais comprou a Moçambique no primeiro trimestre de 2025, no valor de 436,2 milhões de euros, equivalente a 18,2% das exportações moçambicanas, segundo dados oficiais.

De acordo com o relatório da balança de pagamentos de Janeiro a Março, do Banco de Moçambique, globalmente, as exportações moçambicanas aumentaram.

A Índia voltou a ser o país que mais comprou a Moçambique no primeiro trimestre de 2025, no valor de 436,2 milhões de euros, equivalente a 18,2% das exportações moçambicanas, segundo dados oficiais.

De acordo com o relatório da balança de pagamentos de Janeiro a Março, do Banco de Moçambique, globalmente, as exportações moçambicanas aumentaram 4,8%, face ao mesmo período de 2024, para quase 1.568 milhões de euros, enquanto as importações recuaram 7,3%, para 1.585 milhões de euros.

A Índia manteve-se como o principal destino das exportações de Moçambique, nomeadamente gás natural, carvão mineral, legumes secos ou em grão e castanha de caju. Seguiu-se a África do Sul, com 321 milhões de euros e uma participação de 13,4% do total das exportações moçambicanas, “sendo o principal consumidor” de energia eléctrica, mas também de gás natural, carvão e bananas, entre outros.

Em terceiro lugar, diz a Lusa, está a Coreia do Sul, com 286,3 milhões de euros e um peso de 11,9% das exportações moçambicanas, comprando essencialmente carvão, gás natural e minerais betuminosos, e depois a China, com 272 milhões de euros em gás natural, minerais de titânio e areias pesadas.

Salario mínimo nacional aumenta 49 meticais

“Números vergonhosos”, é desta forma que o Sindicato dos Trabalhadores (OTM – CS) classifica os novos salários mínimos aprovados na mesa negocial.

De acordo com a TV Miramar o salário mínimo nacional aumentou apenas 49,41 meticais, saindo de 4.941,68 para actuais 4.991,09 meticais para o sector de pesca de kapenta.

Segundo a fonte, o aumento mais alto verifica-se no sector da banca e seguros, dos anteriores 17.881,32 para 19.043,61 meticais.

O sector da função pública não teve mexidas.

Refira-se que os novos salários mínimos foram aprovados pelo Conselho de Ministros, no dia 02 de Setembro corrente.

Maputo recebe a primeira edição do The Pink Table – Brutal Fruit Spritzer

No próximo dia 27 de Setembro de 2025, Maputo recebe, pela primeira vez, a experiência internacional The Pink Table – Brutal Fruit Spritzer, um encontro exclusivo que celebra a conexão feminina, a elegância e a partilha autêntica. A iniciativa faz parte do movimento global The Pink Table, que tem vindo a encantar públicos e criadoras de tendências em várias cidades do mundo.

O movimento The Pink Table foi oficialmente lançado com uma recepção de grande impacto na Cidade do Cabo, com a presença de nomes de destaque do cenário africano e internacional. A peça central, a grande mesa rosa, foi pensada para simbolizar união, pertença e celebração feminina. Em edições internacionais, o evento contou com figuras como Bonang Matheba e artistas como Ami Faku, entre outros convidados de relevo. Na representação moçambicana, marcou presença a influenciadora Towanda Cabinda, reforçando a ponte cultural entre as edições regionais e a iniciativa global.

A edição de Maputo foi cuidadosamente desenhada para proporcionar uma experiência sensorial e intimista, com actividades pensadas para gerar conversas significativas e memórias fotográficas, tais como Brutally Honest Bon Bon, pequenos “surpresas” com perguntas provocadoras para iniciar diálogos autênticos; Glass Painting Experience, pintura personalizada de taças Brutal Fruit, guiada por artista convidado; Pink Table Topics, prompts e dinâmicas colocadas nas mesas para aprofundar ligações entre convidadas; Cenografia instagramável, cenários e detalhes pensados para criar um ambiente elegante e memorável.

“O Pink Table é mais do que um evento. É um espaço onde celebramos o extraordinário da vida, a força da irmandade e a confiança de brilhar sem medo. Maputo vai viver um momento memorável, pensado para que cada convidada se sinta parte de algo especial e único.” afirma Mara Chiu, Directora de Marketing da Cervejas De Moçambique.

A edição Maputo é invite-only, reunindo mulheres confiantes, criativas e à procura de conexão, desde entusiastas da marca, líderes de opinião, empreendedoras, comunicadoras, até criadoras de conteúdo e comunitárias locais. O objectivo é criar um espaço onde partilha e inspiração se cruzem com elegância e leveza.

No seguimento das edições de Cape Town e Maputo, o movimento seguirá até Paris, com datas agendadas para os dias 3 e 4 de Outubro de 2025, no âmbito da Paris Fashion Week, onde teremos também uma influencer de Moçambique a representar o país. Esta internacionalização reforça a ambição da marca em transformar momentos de convívio em experiências memoráveis.

MGESummit: Sector de Gás e Energia distingue empresas e personalidades

A cerimónia anual dos Mozambique Gas & Energy Awards voltou a destacar, em 2025, as empresas e personalidades que mais se distinguiram no desenvolvimento do sector energético nacional. O evento decorreu no âmbito da Mozambique Gas & Energy Summit & Exhibition, reunindo líderes, executivos e decisores de referência no ramo.

Nesta edição, foram distinguidas iniciativas e actores em sete categorias principais: Empresa Moçambicana do Ano, Empresa Internacional do Ano, Campeão de Conteúdo Local, Projecto Comunitário do Ano, Mulher Moçambicana do Ano em Energia, Jovem Líder Moçambicano do Futuro em Energia e Inovação Energética do Ano.

A premiação constituiu, segundo a organização, um testemunho do progresso que Moçambique vem alcançando na exploração e gestão de gás natural, LNG e energias alternativas, bem como da consolidação do país como polo estratégico no sector energético.

Entre os nomeados destacaram-se personalidades e instituições como Jennifer Garvey, Lizete Mangueleze, António Jopela, Ussene Mucanheia, bem como empresas e organizações de relevo, incluindo Technip Energies, Aiteo Group, Eni, Macarbono – Ephattu, Pamoja Tunaweza Foundation, CTA e Linkar Programme.

O prémio também valorizou projectos de impacto social, como o Community Handpump Project by Co2 Balance, exemplo do contributo do sector energético para a melhoria das condições de vida das comunidades.

A edição de 2025 reforçou, assim, o papel dos Mozambique Gas & Energy Awards como plataforma de reconhecimento da inovação, sustentabilidade e excelência, inspirando novas práticas e soluções para o futuro do sector no país.

Álvaro Massingue defende parcerias estratégicas e transformadoras na 41ª assembleia da CIT em Cartagena

O Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) e da Câmara de Comércio de Moçambique (CCM), Álvaro Massingue, que exerce, igualmente, as funções de Director Regional para África da Câmara Internacional de Logística e Transportes (CIT), participa em Cartagena das Índias, Colômbia, na 41ª Assembleia Geral Ordinária da CIT, evento de dois dias que reúne representantes de mais de 30 países para debater os principais desafios e oportunidades da logística e dos transportes a nível global.

Falando na sessão de abertura da AG, Massingue enfatizou que África não procura doações nem caridade, mas sim parcerias transformadoras, sustentadas em capital, tecnologia e visão estratégica. Sublinhou que o transporte deve ser entendido como infra-estrutura essencial para o desenvolvimento económico, sem a qual não é possível reduzir custos, melhorar a competitividade nem criar empregos dignos.

“Precisamos de investimentos que construam corredores modernos, portos secos e uma logística intermodal robusta, capaz de ligar o potencial agrícola, mineiro, industrial e energético africano às cadeias globais de valor”, afirmou.

O primeiro dia da Assembleia foi marcado por discussões de alto nível em torno da aplicação da inteligência artificial no transporte, da educação digital e formação de profissionais, da transição energética, da modernização das frotas de carga e da segurança no transporte rodoviário. 

As actividades prosseguem hoje, 16 de Setembro, com a análise dos fracassos nos negócios de transporte, incluindo os riscos financeiros das empresas do sector e a escassez mundial de motoristas de veículos pesados. A agenda contempla ainda debates sobre as peculiaridades da logística e do transporte intercontinental, abordando a mobilidade ferroviária, os constrangimentos do trânsito na América Central e na região Andina, o papel da juventude no sector, a monitorização inteligente do transporte multimodal e o impacto dos data centers como infra-estruturas críticas da era digital. 

O programa encerra com uma visita técnica à Sociedade Portuária Regional de Cartagena, sublinhando a centralidade dos portos para a integração logística internacional.

Distinção com Ordem do Mérito Interamericano dos Transportes Durante a 41ª Assembleia Geral Ordinária da Câmara Internacional de Logística e Transportes (CIT), que decorre na cidade de Cartagena das Índias,  na Colômbia, o Presidente da CTA e da CCM, Álvaro Masingue, foi distinguido  com a Ordem de Mérito Interamericano dos Transportes (OMITRANS), em  reconhecimento ao seu contributo para a integração logística e  fortalecimento das ligações intercontinentais.

Moçambique foi admitido como primeiro país africano membro da CIT em Julho de 2023 e, em Maio de 2025, em Lima (Peru), Álvaro Massingue foi eleito Director Regional para África, cargo que agora exerce em Cartagena.

A Assembleia Geral da CIT coincidiu com as celebrações dos 50 anos da Confederação Colombiana de Transportadores de Carga (COLFECAR).

Nesta oportunidade, Álvaro Massingue expressou suas felicitações à COLFECAR, destacando a importância da celebração de meio século de actividade ininterrupta como uma inspiração para todos que trabalham para transformar a logística em um motor de desenvolvimento.

Álvaro Massingue aproveitou a ocasião para convidar à comunidade internacional a participar na 20.ª Conferência Anual do Sector Privado (CASP), que terá lugar em Maputo, de 12 a 14 de Novembro. 

SOBRE A CIT

A Câmara Internacional de Logística e Transportes (CIT) é uma organização internacional que integra capítulos nacionais de mais de 30 países, promovendo a cooperação intercontinental e a harmonização de normas no  sector dos transportes.