Friday, April 17, 2026
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Mozambique Among the Top 10 African Countries with the Largest Improvement in Fiscal Balance in 2025

In 2025, some African countries are showing major strides in improving their fiscal balance. After years of debt build-up and wide deficits, these improvements suggest tighter government spending, better revenue collection, and in some cases, support from rising commodity prices.

Fiscal balance reflects the gap between what a government earns and what it spends. A negative figure means a deficit. When countries succeed in reducing that gap, it can ease pressure on public debt and attract more investor confidence.

Throughout the past few years, fiscal deficits in Africa widened due to shocks like the COVID-19 pandemic, Russia’s war in Ukraine, and rising global interest rates.

However, in the latest report by the African Development Bank, several countries are now cutting their deficits significantly. In North, East, and West Africa, new policies are beginning to show results.

This ranking highlights the ten African countries that made the most progress in narrowing their fiscal deficits, based on AfDB data for 2025.

Algeria leads the continent with the most significant improvement in fiscal balance, narrowing its deficit by over 10 percentage points. This is likely linked to strong performance in the energy sector and firm expenditure controls.

Senegal and Malawi follow, each cutting their fiscal gaps by more than 7 percentage points. These gains may reflect fiscal consolidation measures and policy reforms to stabilize public finances.

In North Africa, Egypt, Mauritius, and Tunisia all recorded marked improvements. The shift points to better tax policies, subsidy reforms, or higher export revenues.

Burkina Faso, Uganda, and Kenya also made progress, despite ongoing economic challenges and rising public needs. Their positions on the list suggest a stronger push to balance budgets.

Mozambique rounds out the top 10, continuing its recovery efforts amid debt restructuring and new investments.

Across these countries, improved fiscal balances are a positive sign. They offer governments more room to invest in infrastructure, health, and education without relying as heavily on debt. However, sustaining this trend will depend on continued reforms and global economic stability.

As of 2025, these fiscal improvements are a key story in Africa’s economic outlook, one that could shape debt management and development for years to come.

FonteBUSINESS INSIDER AFRICA – https://africa.businessinsider.com/local/markets/top-10-african-countries-with-the-largest-improvement-in-fiscal-balance-in-2025/pcxykm8

 

Diálogo de Negócios Rússia-África: Moçambique propõe novo sistema financeiro global

O Governo de Moçambique defendeu, esta semana, a criação de um novo sistema financeiro internacional mais justo e inclusivo, apelando a uma maior colaboração entre os países em desenvolvimento e a Federação Russa. O apelo foi feito pelo Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, durante a sua intervenção no Fórum Económico Internacional de São Petersburgo (SPIEF), na Rússia.

Falando no painel “Diálogo de Negócios Rússia-África”, Valá sublinhou que Moçambique está disponível para cooperar com a Rússia e outros parceiros do Sul Global na construção de um novo quadro financeiro internacional, que privilegie o investimento produtivo e promova o desenvolvimento sustentável em África.

Apesar de ser detentor de recursos minerais e energéticos valiosos, incluindo gás natural, ouro, rubis e carvão, o governante frisou que “o maior recurso estratégico de Moçambique é o seu povo”, razão pela qual defendeu que o foco do desenvolvimento deve estar centrado na melhoria da qualidade de vida dos moçambicanos.

Visão económica de longo prazo

Durante a sua intervenção, o Ministro apresentou a visão estratégica de desenvolvimento de Moçambique para os próximos 20 anos, orientada para a diversificação económica, com prioridade para a modernização da agricultura, industrialização e expansão das tecnologias de informação e comunicação (TIC).

Valá defendeu a necessidade de uma maior convergência entre países africanos e a Rússia para fortalecer o sector privado e consolidar novas bases financeiras para o investimento sustentável.

“Precisamos de alianças sólidas para viabilizar a industrialização africana, desenvolver infra-estruturas, atrair mais investimentos e gerar empregos dignos. O futuro de África deve ser definido pela inovação, educação e prosperidade”, reforçou.

Tecnologias e parcerias no sector digital

As perspectivas de cooperação entre Moçambique e a Rússia estendem-se também à esfera digital. O representante da Autoridade Reguladora das Comunicações (INCM), Eugénio Alberto Macumbe, destacou recentemente o interesse nacional em aprender com a experiência russa no domínio da transformação digital e inteligência artificial.

Na última feira nacional de tecnologia, realizada em Maio, o Ministro da Planificação e Desenvolvimento reafirmou que as TIC serão um pilar crítico para o crescimento económico de Moçambique nas próximas décadas, como parte de uma estratégia integrada de modernização económica.

Mudança de narrativas sobre áfrica

Valá apelou ainda a uma mudança de narrativas sobre África no contexto internacional, defendendo que o continente seja reconhecido não apenas pelo seu potencial em recursos naturais, mas também pela capacidade de inovação, dinamismo empresarial e contributo para a estabilidade global.

A intervenção de Moçambique insere-se num esforço diplomático mais alargado de reposicionamento do país e da região como actores activos na redefinição da arquitectura financeira internacional.

IDE em África cresce 75% e atinge novo recorde

O Investimento Directo Estrangeiro (IDE) em África registou um crescimento expressivo de 75% em 2024, atingindo um recorde histórico de 97 mil milhões de dólares.

A informação consta no mais recente relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).

O documento, que é citado pela imprensa internacional, indica que o desempenho notável foi impulsionado, em grande parte, por um megaprojecto de desenvolvimento urbano no Egipto. Ainda assim, mesmo excluindo este factor pontual, os fluxos de investimento para o continente aumentaram 12%, totalizando cerca de 62 mil milhões de dólares.

A UNCTAD destaca que o investimento directo estrangeiro  em África passou a representar 6% do total mundial em 2024, uma melhoria face aos 4% registados no ano anterior.

Este crescimento é atribuído, em parte, à adopção de políticas de liberalização e medidas de facilitação de investimentos por vários governos africanos.

O relatório refere ainda que 36% das medidas políticas favoráveis aos investidores em 2024 foram adoptadas por países africanos.

A nível regional, o Norte de África liderou o aumento nos fluxos de IDE, sobretudo devido ao investimento significativo no Egipto.

Já a África Austral, que inclui países como Angola e Moçambique, viu os investimentos crescerem 44%, passando de 7 para 11 mil milhões de dólares.

Em contrapartida, a África Ocidental, onde se encontram países como Cabo Verde e Guiné-Bissau, registou uma ligeira retração nos investimentos, com uma descida de 7%, situando-se agora em 15 mil milhões de dólares, face aos 16 mil milhões em 2023.

No que diz respeito à origem dos investimentos, segundo o relatório,  a Europa mantém-se como a principal fonte de IDE em África, seguida pelos Estados Unidos e pela China. Os investidores têm mostrado interesse crescente em sectores como o farmacêutico e o da transformação alimentar.

O relatório sublinha, por fim, que, apesar das incertezas globais, África tem conseguido atrair mais capital estrangeiro devido a reformas e iniciativas que tornam o continente cada vez mais atrativo para os investidores internacionais.

Investidores sul-africanos projectam construir três hotéis no país

O grupo turístico sul-africano Singita, que opera 19 empreendimentos em vários países africanos, anunciou a intenção de construir três hotéis no arquipélago de Bazaruto, na província de Inhambane, região Sul de Moçambique.

A informação foi avançada nesta quarta-feira (18), pelo director-executivo da Singita Management Company, durante um encontro em Maputo com o Presidente da República, Daniel Chapo, com o objectivo de obter apoio do Governo.

“Encontrámo-nos com o Presidente para discutir algumas iniciativas na área do turismo. Estamos à procura de construir dois, talvez três, hotéis, ‘lodges’, no arquipélago de Bazaruto, um dos locais mais procurados pelos turistas em Moçambique”, descreveu o director-executivo daquele grupo de ecoturismo e preservação ambiental, Luke Bailes.

Na ocasião, Luke Bailes esclareceu que “o grupo Singita é uma marca de ecoturismo e conservação e tem o compromisso de preservar e proteger a natureza selvagem de África para as gerações futuras”, revelando que inaugurou o seu primeiro “lodge” em 1993, estando actualmente presente na África do Sul, Zimbabué, Tanzânia e Ruanda.

“O Singita emprega actualmente centenas de pessoas em África e opera 19 alojamentos, acampamentos e vilas de uso exclusivo em seis locais que abrangem quatro países, cada um deles um santuário de paz que celebra a beleza da floresta africana”, acrescentou.

Fórum empresarial projecta crescimento bilateral: Comércio entre Moçambique e Turquia já ultrapassa 450 milhões USD

  • Encontro B2B em Maputo junta empresários moçambicanos e turcos em torno de sectores estratégicos como vestuário, têxteis, maquinaria, química e agro-indústria;
  • Exportações moçambicanas para a Turquia cresceram 54% entre 2018 e 2023, superando os 130 milhões USD;
  • Turquia posiciona-se como 10.º maior investidor em Moçambique, com interesse crescente nos sectores de energia, turismo, agricultura e infra-estruturas;
  • CTA e APIEX destacam complementaridade económica e necessidade de maquinaria, tecnologia e know-how para dinamizar o parque industrial moçambicano;
  • Empresários apontam oportunidade de substituição de importações, criação de emprego e industrialização sustentável.

O recente encontro empresarial bilateral entre Moçambique e Turquia, realizado esta quarta-feira em Maputo, reforçou as perspectivas de cooperação económica entre os dois países, com foco no estímulo à industrialização moçambicana através de transferência de tecnologia, instalação de parques industriais e parcerias produtivas estratégicas.

Cooperação que responde a necessidades reais

A plataforma B2B (Business to Business), promovida pela Câmara de Comércio de Moçambique e pela CTA em parceria com a Assembleia dos Exportadores da Turquia (TiM), permitiu mapear interesses comuns nos sectores de embalagem, maquinaria, alumínio, produtos alimentares, vestuário, têxteis, aquacultura, metalomecânica e química, entre outros.

“A indústria turca apresenta soluções tecnológicas e produtivas que respondem directamente às necessidades do tecido económico moçambicano”, afirmou Aly Lalgy, Presidente do Conselho Fiscal da CTA, sublinhando que Moçambique precisa de maquinaria, tecnologia e know-how para alavancar os seus sectores transformadores.

Presidente do Conselho Fiscal da CTA, Aly Lalgy

Turquia como parceiro estratégico em África

O Embaixador da Turquia em Moçambique, Ferhat Alkan, manifestou satisfação com o progresso das relações bilaterais, referindo que a Turquia vê Moçambique como “a pérola de África” e parceiro estratégico em sectores como energia, agricultura, turismo e construção.

“As nossas relações estão a fortalecer-se nos domínios do comércio, economia, energia e investimento. Esperamos que este fórum resulte em acordos concretos entre empresas turcas e moçambicanas”, declarou.

Embaixador da Turquia em Moçambique, Ferhat Alkan

Comércio em alta, mas ainda assimétrico

De acordo com António Macamo, assessor da Direcção-Geral da APIEX, o volume de comércio entre os dois países tem crescido: as exportações moçambicanas para a Turquia subiram 54% entre 2018 e 2023, atingindo 130 milhões de dólares, enquanto as importações turcas cresceram apenas 4%, estabilizando em cerca de 322 milhões USD. O responsável defendeu que esta evolução deve ser vista como positiva, evidenciando maior inserção de Moçambique nas cadeias comerciais bilaterais.

Assessor da Direcção-Geral da APIEX, António Macamo,

Aposta na produção nacional e valor local

Do lado moçambicano, os empresários destacaram a necessidade de utilizar esta cooperação para dinamizar a produção nacional, substituindo importações e fomentando cadeias de valor internas com base em matérias-primas locais. A criação de um parque industrial moderno e sustentável, com tecnologias turcas, foi apontada como um objectivo concreto e desejável.

Além disso, Moçambique apresenta vantagens estratégicas de acesso preferencial à SADC e ao mercado africano, estabilidade crescente e uma população jovem com capacidade de absorver novas competências técnicas, factores que atraem o investimento turco.

Compromissos institucionais

A CTA comprometeu-se a facilitar parcerias, fornecer informação de mercado e promover o diálogo entre sectores público e privado, enquanto a APIEX reafirmou a aposta do Governo na criação de um ambiente propício ao investimento estruturante.

Um caminho para a reindustrialização

O encontro B2B Moçambique–Turquia revelou-se mais do que um exercício diplomático, representando um marco prático no reforço de ligações empresariais e industriais estruturantes. À medida que Moçambique procura reposicionar-se como um destino de investimento produtivo, a Turquia oferece soluções com capacidade de gerar impacto real e imediato, desde que ancoradas em parcerias equilibradas e orientadas para resultados concretos.

Aquisição de participações na LAM deverá estar concluída em três meses com meta de 130 milhões USD e renovação da frota

A compra de participações da Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) deverá ser concluída os próximos três meses, segundo garantias do Presidente do Conselho de Administração da Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique.

Agostinho Langa Júnior assegurou que a companhia terá novas aeronaves. Para já está em curso o pagamento das dívidas da companhia aérea, cuja responsabilidade é do executivo de Daniel Chapo.

“Relativamente à compara de acções, há uma série de condições precedentes que devem ser cumpridas, sendo a principal o saneamento das dívidas da LAM. Portanto, é preciso que se limpem as contas da LAM, para que tudo aquilo que esses accionistas e outros que possam aderir à iniciativa não vejam o seu dinheiro contaminado ao entrar nas contas da LAM. Este é o processo que, neste momento, está em curso. Essa não é a responsabilidade dos accionistas, é a responsabilidade do Governo. Quando isto estiver tudo pronto, acredito que estaremos em condições de avançar.  Acreditamos que o processo vai correr bem, que o Governo vai atingir os seus objectivos. Estamos a acompanhar o processo do saneamento das dívidas, e acreditamos que em mais dois ou três meses o processo estará resolvido e começaremos a ter aviões novos para a LAM” disse, citado pela STV.

O PCA dos CFM escusou-se em falar sobre o montante das dívidas da LAM.

Ainda hoje, mas noutro evento, na cidade da Matola, o Ministro dos Transportes, João Matlombe, assegurou que os “demónios da LAM” serão exorcizados em breve.

“Há uma empresa que foi contratada, está a cumprir o plano que acordou com o Governo. A LAM é prioridade de todos os moçambicanos, e o Governo está a assegurar que esse desejo dos moçambicanos de ter uma companhia aérea fiável, funcional e com orgulho dos moçambicanos seja uma realidade. O nosso compromisso como Governo é trabalhar para que essa nova companhia exista” disse

O Governo autorizou, este ano, os CFM, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) e a Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE) a adquirir 91% das participações do Estado na LAM.

A medida, conforme explicou em algumas ocasiões o porta-voz do Executivo, Inocêncio Impissa, visa reestruturar a empresa e injectar capital para assegurar as operações e aquisição de frota. Com a operação, se pretende arrecadar 130 milhões de dólares e oito aeronaves.

Recorde-se que, no primeiro momento de intervenção do actual Governo, foram desvendados conflitos de interesse na LAM. No balanço dos primeiros 100 dias de governação, o Presidente da República (PR), Daniel Chapo, disse que um grupo de pessoas enviado para adquirir três aeronaves da Europa passou 15 dias naquele continente e não apresentou resultados. Chapo depreendeu que se trata do grupo interessado em ver a LAM a continuar a fretar/alugar os aviões.

Em Maio passado, o PR exonerou “com efeitos imediatos” o PCA da LAM, Marcelino Gildo Alberto. Além do PCA, foram afastados o Administrador do Pelouro de Finanças, Recursos Humanos e Serviços Corporativos, Altino Xavier Mavile, e do Administrador do pelouro Técnico e Operacional Bruno Miguel Domengue Lorena Heliotrope Miranda.

Com efeito, foi nomeado um novo Conselho de Administração Não-Executivo, composto por funcionários das empresas accionistas dos CFM, HCB e EMOSE. Uma Comissão de Gestão com funções executivas foi nomeada para assegurar a gestão corrente da empresa aérea.

Petromoc vende 20% de capital social a I2A

A empresa Petróleos de Moçambique (Petromoc) está autorizada a vender participações correspondentes a 20% do seu capital social na sociedade Maputo International Airport Fueling Services Limitada (MIAFS) à I2A Investimentos e Participações, segundo a Autoridade Reguladora da Concorrência (ARC).

Segundo a ARC, que informa a operação, a Deliberação n.º 05/2023, de 04 de Setembro, obriga a que a Petromoc venda, pelo menos, “50% da sua participação no capital social da MIAFS, num prazo não superior a um ano, com o objectivo de assegurar a manutenção de uma concorrência efectiva no mercado da prestação de serviços de armazenamento e abastecimento de combustíveis para aviação”.

A MIAFS é uma empresa que se dedica, exclusivamente, à actividade de armazenamento e abastecimento de combustível para aviação (into plane) na Cidade de Maputo, constituindo-se, por conseguinte, como um activo crítico para o funcionamento do mercado de aviação, nota a ARC.

Vulcan investe 24 milhões de meticais na formação profissional de jovens em Moatize

A mineradora indiana Vulcan acaba de iniciar um novo ciclo de formação técnico-profissional destinado a 500 jovens provenientes de bairros urbanos e comunidades rurais de Moatize, com um investimento superior a 24 milhões de meticais.

Segundo uma publicação do jornal Rigor, a iniciativa reforça o compromisso da empresa com o desenvolvimento social e económico sustentável nas zonas onde opera, apostando na capacitação prática como via para a geração de emprego e promoção da inclusão produtiva.

Durante a cerimónia de lançamento deste programa de formação, que decorreu em Moatize, o governador da província de Tete, Domingos Viola, destacou o impacto transformador da qualificação profissional na vida das comunidades.

“Renovamos o nosso reconhecimento à Vulcan pela sua contribuição na formação destes jovens. Acreditamos que, ao fim do programa, várias famílias terão as suas vidas melhoradas, pois as habilidades adquiridas permitirão a criação de rendimentos através do empreendedorismo e a inserção no mercado de trabalho”, afirmou.

O processo de recrutamento e selecção foi conduzido por uma comissão técnica multissectorial, composta por representantes do Governo Distrital, do Conselho Municipal de Moatize, do IFPELAC, de líderes comunitários e juvenis, garantindo transparência e inclusão.

Para o representante da Vulcan, Pedro Muendane, a visão da empresa é olhar para a educação como um dos pilares do progresso sustentável. “Mais do que os 24 milhões de meticais investidos, o que conta é o produto final: jovens preparados para os desafios do país, capazes de fazer a diferença nas suas comunidades”, sublinhou.

Desde 2023, a empresa já capacitou mais de 1750 jovens em diferentes programas de formação, um esforço contínuo para promover a inclusão produtiva e dotar a juventude de competências práticas.

A formação será implementada pelo IFPELAC, parceiro estratégico da Vulcan, e abrangerá diversas áreas técnicas, incluindo Mecânica e Electricidade de Manutenção Industrial, Electricidade Instaladora, Serralharia Civil, Frio e Climatização, Canalização e Informática, entre outras.

Liberalização gradual da conta capital deverá atrair mais de 88 mil milhões de meticais em divisas em 2025

  • Ministra Carla Louveira defende liberalização da conta capital como instrumento estratégico de atracção de investimento e dinamização económica;
  • Reforma cambial iniciada em 2022 visa aumentar a flexibilidade do mercado e garantir melhor alocação de recursos;
  • Governo antevê entrada de mais de 88 mil milhões de meticais em divisas em 2025, por via de crédito e donativos externos;
  • Enfoque em estabilidade macroeconómica, prevenção do branqueamento de capitais e promoção de reformas estruturais para crescimento resiliente.

A Ministra das Finanças, Carla Louveira, destacou esta segunda-feira, durante a abertura da XVI Jornada Científica do Banco de Moçambique, a importância da liberalização gradual da conta capital como parte de uma estratégia mais ampla de transformação económica. A governante reforçou a necessidade de prudência e coordenação institucional para mitigar riscos e consolidar os ganhos macroeconómicos do país.

A XVI Jornada Científica do Banco de Moçambique decorreu sob o tema “A Liberalização da Conta Capital em Moçambique e os Desafios da Gestão Macroeconómica”. Na ocasião, Carla Louveira frisou que o processo de liberalização da conta capital não deve ser um fim em si mesmo, mas sim um instrumento ao serviço da competitividade económica, do aumento da produtividade nacional e do reforço das reservas internacionais.

Segundo a ministra, a revisão da Lei Cambial aprovada em Dezembro de 2022 constitui um marco no aprofundamento da flexibilidade do mercado cambial, permitindo maior mobilidade de capitais e adaptação às exigências de uma economia aberta. Ainda assim, advertiu que esta liberalização deve respeitar o ritmo da robustez institucional e dos mecanismos de supervisão existentes.

“É nossa convicção que a liberalização da conta capital tem que ser gradual e cuidadosamente calibrada, tendo em consideração as especificidades da nossa economia”, afirmou.

A titular da pasta das Finanças também alertou para os riscos associados à liberalização, nomeadamente a volatilidade dos fluxos de capitais e o risco cambial, factores que podem exercer pressão sobre as reservas internacionais e comprometer a eficácia das políticas fiscal e monetária.

Objectivos Macroeconómicos e Entradas de Divisas

Carla Louveira lembrou que o Plano Económico e Social e Orçamento do Estado para 2025 prevê um influxo de 30 mil milhões de meticais (1,9% do PIB) em crédito externo e 58,2 mil milhões de meticais (3,8% do PIB) em donativos externos, reforçando a base cambial do país. Sublinhou ainda que estas projecções estão alinhadas com os compromissos assumidos no PQG 2025–2029 e na Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2025–2044.

“Estas acções representam os esforços do Governo na melhoria em matéria de estabilidade e integridade do nosso sistema financeiro, contribuindo para a atracção do investimento interno e externo”, declarou.

A Ministra das Finanças, Carla Louveira

Desafios Internos e Reformas Estruturais

No seu discurso, a ministra abordou igualmente os choques económicos recentes, incluindo o terrorismo no norte, eventos climáticos extremos e manifestações violentas que resultaram na desaceleração da economia em 2024, com um crescimento de apenas 1,9%, contra os 5,5% inicialmente projectados. No primeiro trimestre de 2025, o PIB registou uma contracção de 3,9% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Em resposta, o Executivo adoptou medidas centradas na consolidação fiscal, na estabilidade da dívida pública e na criação de mecanismos de apoio à economia local, como o Fundo de Garantia Mútua, o Fundo para a Recuperação Económica (FRE) e o novo Fundo para o Desenvolvimento Económico Local (FDEL). Está igualmente em curso a criação de um Banco de Desenvolvimento.

Compromisso com a Reforma e a Transparência

Num contexto de reforço da credibilidade internacional, Moçambique concluiu com sucesso as 26 acções previstas no Plano do GAFI, tendo o país sido admitido para a fase final de remoção da lista cinzenta, incluindo a realização da visita “on-site” e da reunião “face to face” do Grupo de Revisão da Cooperação Internacional (ICRG), agendadas para Setembro de 2025.

A ministra encerrou o seu discurso apelando ao aprofundamento do diálogo entre a academia e os decisores políticos e reafirmou o compromisso do Governo com reformas estruturais que reforcem a competitividade do país.

“Queremos assegurar um crescimento económico sustentável, inclusivo e resiliente”, concluiu Carla Louveira, declarando aberta a XVI edição das Jornadas Científicas do Banco de Moçambique.

Combustíveis mais baratos: Gasóleo desce 7,9% e gasolina recua 2,6%

O Governo anunciou a redução dos preços dos combustíveis, medida que entra em vigor a partir da meia-noite desta quinta-feira (19), em todo o território nacional. A decisão enquadra-se nos esforços do Executivo para aliviar o custo de vida dos moçambicanos, face ao actual contexto económico.

De acordo com um comunicado divulgado ontem pela Autoridade Reguladora de Energia (ARENE), a gasolina passa a custar 83,57 meticais por litro, o que representa uma redução de 2,25 meticais face ao preço anterior de 85,82 meticais, correspondendo a uma diminuição de 2,62 por cento.

No caso do gasóleo, a descida é mais acentuada. O preço foi fixado em 79,88 meticais por litro, contra os anteriores 86,79 meticais, traduzindo uma redução de 6,91 meticais, equivalente a 7,96 por cento.

O petróleo de iluminação também registou uma queda no preço, passando de 69,35 meticais para 66,86 meticais por litro, uma redução de 2,49 meticais.

Relativamente ao Gás Natural Veicular (GNV), utilizado em viaturas, o novo preço é de 41,11 meticais por litro equivalente, contra os anteriores 42,40 meticais.

Já o preço do Gás de Petróleo Liquefeito (GPL), vulgarmente conhecido por gás de cozinha, mantém-se inalterado em 86,05 meticais por quilograma.

Os novos preços aplicam-se à venda ao público em postos de abastecimento localizados em distritos com terminais de distribuição nas cidades de Maputo, Matola, Beira, Nacala e Pemba.

Esta redução nos preços dos combustíveis insere-se no conjunto de medidas adoptadas pelo Executivo para mitigar o impacto da inflação e contribuir para o equilíbrio do poder de compra das famílias moçambicanas.