Friday, April 3, 2026
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Nedbank ambiciona entrar nos projectos de gás com foco nas PME

O Nedbank Moçambique afirmou ontem na cidade de Maputo, que quer ter uma participação activa nos projectos de exploração de gás natural na bacia do Rovuma, em Cabo Delgado.

“Obviamente estamos muito entusiasmado com a retoma do projecto e queremos ter um papel activo em tudo que estiver a ver com este projecto, quer através dos principais players e, naturalmente, com todo o ecossistema que vai servir este projecto, disse CEO do Nedbank Moçambique, Joel Rodrigues.

Falando em conferência de imprensa de apresentação dos resultados financeiros, Joel Rodrigues revelou que o Nedbank quer ser parte de solução, através de apoio e criação de um tecido empresarial moçambicano que seja sustentável para muito mais do que apenas esses projectos.

Prova disto é que em termos de números, o Nedbank diz estar a gerir cerca de 35 triliões de meticais que, segundo Rodrigues, será disponibilizado ao serviço de Moçambique.

“Mas mais importante do que isto é que pertencemos a um grupo que gera um balanço de cerca de 90 biliões de dólares e que já demostrou um compromisso muito grande com Moçambique porque investiu ao longo mais de 10 anos num tecido económico difícil e adverso”.

Avaliado em mais de 20 mil milhões de dólares o projecto da petrolífera Francesa Tottal Energies retomou o projecto de produção de gás natural liquefeito na Península de Afungi, em Palma, após quatro anos de paralisação sob alegação de “força maior’’.

No discurso de relançamento do empreendimento, o Presidente da República disse que o acto representa a capacidade de Moçambique de superar desafios e recuperar a confiança perante os investidores internacionais.

Apresentados em Maputo resultados do apoio ao sector cultural nos PALOP e Timor-Leste

PROCULTURA fecha ciclo de sete anos com os olhos postos no futuro

Representantes de governos, instituições culturais e de ensino, e organizações internacionais participaram, esta quinta-feira, 5 de Março, em Maputo, no evento público de Apresentação de Resultados do PROCULTURA, Acção da Parceria Estratégica União Europeia – PALOP-TL que, ao longo de sete anos, promoveu o emprego e a geração de rendimento no sector cultural nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa e em Timor-Leste.

A sessão de abertura contou com intervenções do Director do Gabinete do Ordenador Nacional, Embaixador Mário Saraiva Ngwenya; do Encarregado de Negócios da Delegação da União Europeia em Moçambique, Duarte Graça; da Presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., Embaixadora Florbela Paraíba; e da Secretária de Estado para as Artes e Cultura de Moçambique, Dra. Matilde Muocha.

Durante a manhã foram apresentados os principais resultados alcançados pelo programa, incluindo iniciativas de formação de profissionais da cultura, mecanismos de apoio a projectos criativos e programas de promoção da literatura para crianças e jovens.

A presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., Florbela Paraíba, sublinhou que o programa representou “uma aposta clara no sector da cultura e das indústrias criativas nos Países de Língua Oficial Portuguesa e em Timor-Leste”, destacando resultados como a criação de novos cursos técnicos na área cultural, a formação de artistas e gestores culturais e o apoio à mobilidade artística.

Duarte Graça, Encarregado de Negócios da Delegação da União Europeia em Moçambique, destacou, por seu lado, que o programa demonstrou “o poder transformador da cultura como motor de identidade, criatividade e oportunidade económica” e anunciou uma nova fase da parceria, o PROCULTURA 2, com um orçamento de 10 milhões de euros, para reforçar o apoio às iniciativas culturais na região.

Para Matilde Muocha, Secretária de Estado da Cultura e Turismo de Moçambique, o projecto está alinhado com as prioridades nacionais para o sector cultural, salientando que a cultura é “um factor fundamental para a consolidação da identidade nacional e para o fortalecimento da coesão social”.

No período da tarde, realizaram-se duas mesas redondas dedicadas ao reforço de competências dos recursos humanos no sector cultural e criativo e aos modelos de financiamento de projectos culturais. A iniciativa reuniu representantes de instituições académicas, fundações e beneficiários de bolsas e programas de mobilidade artística provenientes de vários países da comunidade PALOP-TL. Entre os participantes estiveram especialistas e representantes de instituições como a Faculdade de Artes da Universidade de Luanda, a Universidade de Cabo Verde, a Associação de Universidades de Língua Portuguesa e a Fundação Calouste Gulbenkian.

Os debates procuraram contribuir para a definição de estratégias futuras para o desenvolvimento da economia cultural e criativa, num contexto em que as actividades culturais são cada vez mais reconhecidas como motores de emprego, inovação e afirmação identitária.

Financiado pela União Europeia e co-financiado e gerido pelo Camões, I.P., com co-financiamento também da Fundação Calouste Gulbenkian, o PROCULTURA tem um período de implementação que decorre entre Abril de 2019 e Março de 2026. Tem como principais objectivos reforçar as competências artísticas, técnicas e de gestão nos recursos humanos do setor cultural; promover a produção cultural, estimular a circulação internacional das artes e apoiar a criação e publicação de literatura infanto-juvenil.

Sobre o PROCULTURA

Iniciado em Abril de 2019, o PROCULTURA termina a sua implementação a 31 de Março de 2026. Foi criado com o objetivo de promover o emprego nas actividades geradoras de rendimento no sector cultural, especificamente na música, artes performativas e literatura infanto-juvenil. Esta é uma acção da Parceria Estratégica UE PALOP-TL, financiada pela União Europeia, co-financiada e gerida pelo Camões, I.P., e co-financiada pela Fundação Calouste Gulbenkian.

Mozambique Media Compass: Conheça o mapa real das audiências antes de planear a sua próxima campanha

O Mozambique Media Compass, lançado esta quinta-feira no Hotel Avenida em Maputo, revela que 13,5 milhões de moçambicanos 72% da população adulta consomem media digitais, superando pela primeira vez a televisão. A imprensa escrita chega a apenas 6% e a publicidade exterior regista a maior taxa de atenção de todos os meios, 92%.

A CS Research apresentou, em Maputo, os primeiros resultados do Mozambique Media Compass, o estudo nacional de medição de audiências multiplataforma que a empresa de investigação de mercado descreve como a primeira “moeda de mercado” independente e contínua da indústria de publicidade e media em Moçambique. O evento, que reuniu representantes de anunciantes, agências de publicidade, operadores de televisão e rádio, plataformas digitais, instituições financeiras e parceiros de desenvolvimento, marca o fim de uma era em que o planeamento de meios em Moçambique assentava em estimativas e percepções, e o início de uma cultura de decisão baseada em dados verificáveis.

A Hierarquia dos media reescrita: Digital no topo

O dado mais estruturante revelado pelo Mozambique Media Compass é também o mais disruptivo para a indústria, os media digitais são, pela primeira vez de forma documentada e representativa a nível nacional, o meio com maior penetração em Moçambique. Com base numa amostra de 2.964 respondentes representativa de uma população de 18,6 milhões de adultos, o estudo revela que 13,5 milhões de moçambicanos  72% da população com 15 ou mais anos acederam a conteúdo de vídeo, áudio ou escrito através de dispositivos digitais (computador ou telemóvel) nos sete dias anteriores à entrevista.

A televisão, que durante décadas foi o meio hegemónico do mercado publicitário moçambicano, surge em segundo lugar com 13,1 milhões de espectadores uma penetração de 70%, apenas dois pontos percentuais abaixo do digital. As redes sociais ocupam o terceiro lugar com 12,3 milhões de utilizadores activos (66%), num resultado que confirma a convergência entre a penetração do digital e a adopção massiva de plataformas como o Facebook, WhatsApp e TikTok no país.

A rádio, meio historicamente dominante no contexto africano pela sua cobertura geográfica e acessibilidade em zonas rurais, revela uma penetração de 31%, correspondente a 5,6 milhões de ouvintes, uma posição que reflecte o impacto da transição digital, mas que mantém a rádio como meio insubstituível em contextos de baixo acesso a energia eléctrica e internet. A imprensa escrita, com 1,1 milhão de leitores e apenas 6% de penetração, e os media exteriores, com 0,7 milhões e 3,8%, fecham a hierarquia.

A Maior surpresa: Quem realmente presta atenção à publicidade

Se os dados de acesso reescrevem a hierarquia dos media, os dados de atenção à publicidade introduzem uma segunda disrupção, igualmente importante para a estratégia de comunicação das marcas. Contrariando a intuição dominante na indústria que tende a privilegiar a televisão e o digital como meios de maior eficácia publicitária, o estudo revela que a publicidade exterior (outdoor) regista a maior taxa de atenção de todos os meios, 92% dos seus contactos declaram prestar sempre atenção aos anúncios que visualizam. O perfil deste público é predominantemente masculino (92%), com particular expressão na faixa etária dos 18-17 anos (68%) e fortemente concentrado nos segmentos socioeconómicos mais baixos (LSM DE: 98%).

A imprensa escrita surge em segundo lugar com uma taxa de atenção de 78%, um resultado notável para um meio com apenas 6% de penetração: os seus leitores são altamente comprometidos com o conteúdo que consomem, maioritariamente masculinos (80%), na faixa dos 18-34 anos (79%).

O digital e as redes sociais registam 62% de atenção, com um perfil de audiência equilibrado em termos de género, concentrado nos 35-44 anos e fortemente representado nos segmentos socioeconómicos mais baixos (LSM DE: 86%). A rádio e a televisão apresentam as taxas de atenção publicitária mais baixas: 58% e 57% respectivamente o que não invalida a sua escala de alcance, mas sugere um ambiente de consumo mais passivo e multi-tarefa.

Sete perfis de audiência: Da geração Social-Only ao Omnichanel

Uma das dimensões mais inovadoras do Mozambique Media Compass é a análise de convergência entre meios, que identifica sete perfis distintos de consumidores de media com implicações directas para o planeamento de campanhas.

O grupo dominante é o de consumidores que combinam televisão e redes sociais (TV & Social), com 35,6% da audiência total, descritos no estudo como “o grupo híbrido dominante; os decisores do agregado familiar”, com perfil principal feminino entre os 25 e os 34 anos (24%) e pertencentes ao segmento C1 (49%).

O segundo grupo mais relevante é o Social-Only, com 15,8% da audiência: jovens urbanos que vivem inteiramente no ecossistema móvel e são “praticamente inalcançáveis pela publicidade tradicional”. O perfil principal é masculino, entre os 18 e os 24 anos (16%), segmento C1 (46%). Este grupo representa a fronteira mais crítica para os anunciantes que continuam a centrar as suas estratégias nos meios tradicionais.

O grupo TV-Only concentra 16,8% da audiência, “os tradicionalistas; comunidades rurais que consomem conteúdo de difusão passivo e linear”, com perfil feminino entre os 25 e os 34 anos e segmento C2. O Radio-Only representa 9,9%, com perfil feminino e fortemente concentrado no segmento C2 (77%). Os consumidores Omnichannel que consomem simultaneamente rádio, televisão e redes sociais são 11,3%, com perfil masculino entre os 25 e os 34 anos e segmento C1. Os consumidores de Rádio e TV representam 6,4% e os de Rádio e Social apenas 3,1%.

A Metodologia que garante a credibilidade

A solidez dos dados apresentados assenta numa metodologia desenhada para superar as limitações dos estudos de audiências anteriormente disponíveis no mercado moçambicano. O Mozambique Media Compass realiza 1.100 entrevistas mensais presenciais, com cobertura de todas as províncias do país em zonas urbanas e rurais, conduzidas em línguas locais, com amostragem baseada no Censo nacional. A população-alvo são indivíduos com 15 ou mais anos.

Os dados são ajustados através da metodologia RIM (Raking / Iterative Multivariate Weighting), que alinha a amostra com os parâmetros populacionais nacionais por idade, género e região geográfica, garantindo representatividade estatística robusta. A base de dados é acumulativa e dinâmica, com análise de tendências trimestrais e anuais que permitirão, ao longo do tempo, documentar as mudanças no comportamento das audiências e as tendências emergentes no consumo mediático.

O Que significa para o mercado

O lançamento do Mozambique Media Compass chega num momento em que o mercado publicitário moçambicano enfrenta uma pressão crescente para justificar os investimentos em comunicação com dados verificáveis. Anunciantes nacionais e internacionais, de empresas de telecomunicações a instituições financeiras, de fabricantes de bens de consumo a organismos governamentais, têm operado durante anos com informação fragmentada, parcial e não comparável entre meios.

O facto de o estudo revelar que o digital já supera a televisão em penetração mas que a atenção publicitária do outdoor e da imprensa supera largamente a do digital é, em si mesmo, um dado que obriga a uma revisão profunda dos modelos de alocação de orçamentos publicitários no país. A convergência entre meios, documentada pelos sete perfis de audiência identificados, confirma que as estratégias de comunicação mono-canal são crescentemente inadequadas num mercado onde mais de um terço da população consome simultaneamente televisão e redes sociais. (Simão Djedje)

Banco de Moçambique lança o SPIM e unifica bancos e carteiras digitais

Através do Aviso n.º 1/GBM/2026, o banco central cria o Sistema de Pagamentos Instantâneos de Moçambique e aprova o seu regulamento, em vigor desde 2 de Março. A medida representa a maior reforma do sistema nacional de pagamentos desde a criação da SIMO e tem implicações directas para os 24,6 milhões de utilizadores de carteiras móveis e os 6,6 milhões de clientes da banca tradicional.

O Banco de Moçambique criou formalmente o Sistema de Pagamentos Instantâneos de Moçambique (SPIM) através do Aviso n.º 1/GBM/2026, de 25 de Fevereiro, que entrou em vigor a 2 de Março de 2026. O documento cria o SPIM e aprova o respectivo regulamento, que o banco central descreve como ajustado às boas práticas internacionais, com o objectivo declarado de modernizar o sistema nacional de pagamentos e tornar a transferência de fundos por meios digitais mais célere, eficiente e imediata.

O SPIM é definido como um mecanismo electrónico de pagamentos destinado à realização de liquidações que permite a disponibilização imediata de fundos ao beneficiário, sendo operado e gerido pela Sociedade Interbancária de Moçambique (SIMO). A SIMO já responsável pela gestão das redes de caixas automáticos e terminais de pagamento do país assume assim o papel de entidade gestora da nova plataforma interbancária, sob supervisão e autoridade regulatória do Banco de Moçambique.
O Que muda na prática

A novidade central do SPIM não é meramente tecnológica é estrutural. Pela primeira vez, bancos comerciais e Instituições de Moeda Electrónica (IME) operarão sob o mesmo regulamento de pagamentos, numa plataforma unificada que permite transferências em tempo real entre contas de diferentes naturezas. Transacções entre diferentes bancos, diferentes IME, e entre bancos e IME passam a obedecer ao mesmo regulamento, integrando no mesmo ecossistema as plataformas M-Pesa (Vodacom), e-Mola (Movitel) e M-Kesh (Tmcel).

Do ponto de vista operacional, as regras são exigentes: o SPIM funciona 24 horas por dia, de forma ininterrupta, incluindo fins-de-semana, feriados e tolerâncias de ponto. Quanto à velocidade de processamento, o regulamento é categórico: a disponibilização de fundos ao beneficiário final é imediata, não podendo em caso algum ultrapassar 25 segundos após a ordem de pagamento ser emitida.

Gratuidade para Pessoas Singulares e Limites Diários

Uma das medidas com maior impacto imediato para os cidadãos é a isenção de custos: estão isentas de taxas e comissões todas as transacções interbancárias ordenadas por pessoas singulares no SPIM, estabelece o Aviso n.º 1/GBM/2026. Esta disposição elimina um dos principais obstáculos à utilização de transferências digitais entre plataformas, que até à data eram frequentemente oneradas por comissões diferenciadas consoante o banco ou a carteira de destino.

Quanto aos limites transaccionais, as instituições financeiras poderão fixar limites máximos diários de 200 mil meticais para pessoas singulares e de 500 mil meticais para pessoas colectivas. O regulamento especifica ainda que os limites são fixados por conta bancária, sendo atribuídos individualmente a cada conta titulada, ainda que pertençam ao mesmo cliente. As instituições podem, de acordo com o regulamento, aplicar limites inferiores aos valores máximos determinados pelo banco central, desde que tal se fundamente em critérios objectivos de gestão de risco e controlo interno.

Para as IME, os limites obedecem à segmentação por níveis já existente: até 200 mil meticais para o nível 1, 500 mil meticais para o nível 2 e três milhões de meticais para o nível 3.

Quem é Obrigado a Participar

A participação no SPIM é obrigatória para todas as Instituições de Moeda Electrónica e para as instituições de crédito que cumpram um de dois critérios quantitativos: possuírem pelo menos 5.000 clientes ou contas bancárias activas, ou o seu volume anual de transacções RTGS ou através do telemóvel for superior a 10.000.

Para além das entidades obrigadas, podem igualmente integrar o sistema instituições de crédito, empresas prestadoras de serviços de pagamento e outras entidades que o Banco de Moçambique autorizar. A participação pode ser directa com ligação directa ao sistema ou indirecta, no caso de entidades representadas por um participante directo. O processo de adesão implica um pedido formal à entidade gestora, a SIMO, que avalia a candidatura e a encaminha ao Banco de Moçambique para decisão final.

Segurança, Fraude e Responsabilização

O regulamento dedica atenção particular aos mecanismos de segurança operacional. São obrigatórios mecanismos de prevenção e detecção de fraudes com monitorização em tempo real, procedimentos formais de comunicação de indisponibilidades técnicas ou manutenções programadas, e a disponibilização de um portal electrónico para submissão e acompanhamento de reclamações.

O Banco de Moçambique reserva para si o poder de suspender um participante por um período máximo de 180 dias em casos de falhas recorrentes, falta de provisão de fundos ou riscos ao sistema. A exclusão definitiva pode ser determinada em caso de incumprimento grave das normas, incapacidade técnica ou financeira, ou quando o prazo máximo de suspensão for excedido sem resolução dos motivos que a determinaram.

A liquidação interbancária o processo de cálculo dos saldos líquidos entre instituições e a sua submissão ao Banco de Moçambique poderá ocorrer mais do que uma vez por dia, reforçando a fluidez do sistema.

Um País de Carteiras Digitais: O Contexto que Torna o SPIM Urgente

A dimensão desta reforma só se compreende cabalmente à luz da estrutura do sistema financeiro moçambicano. Em Novembro de 2025, Moçambique contava com mais de 24,6 milhões de contas de carteiras móveis digitais, um número muito superior aos 6,6 milhões de contas registadas nos bancos tradicionais. As contas em IME cresceram de cerca de 19,9 milhões em 2024 para 24,6 milhões em 2025, enquanto as contas bancárias aumentaram de aproximadamente 6,2 milhões para 6,6 milhões.

Em Moçambique operam actualmente 15 bancos comerciais e 12 microbancos, além de cooperativas de crédito e organizações de poupança. Mas é nas carteiras digitais que reside a maioria dos utilizadores de serviços financeiros e é precisamente sobre esta realidade que o SPIM se constrói. Ao impor a interoperabilidade plena e em tempo real entre os dois ecossistemas, o banco central cria as condições para que os 24,6 milhões de utilizadores de M-Pesa, e-Mola e M-Kesh possam transaccionar directa e instantaneamente com qualquer conta bancária, sem fricção, sem custos adicionais e sem limitações de horário.

Um Marco para a Inclusão Financeira e a Competitividade do Sistema

Do ponto de vista da inclusão financeira, o SPIM representa uma ruptura com o modelo anterior, em que os ecossistemas de pagamento digital operavam em silos relativamente estanques, com custos de transferência inter-plataformas que penalizavam os utilizadores de menores rendimentos precisamente aqueles que mais dependem das carteiras móveis. A isenção de taxas nas transferências de pessoas singulares elimina uma barreira que, em muitos países da região, continua a ser um obstáculo real à utilização intensiva do dinheiro digital.

Do ponto de vista da competitividade sistémica, a criação de um regulamento único para bancos e IME, com regras operacionais padronizadas, tempos de processamento garantidos e mecanismos de responsabilização claros, cria as condições para que Moçambique desenvolva um mercado de pagamentos digitais mais maduro, transparente e atraente para novos operadores e investidores. A referência explícita ao alinhamento com boas práticas internacionais posiciona o SPIM no contexto das reformas de pagamentos instantâneos que os bancos centrais de todo o mundo têm implementado na última década, do Pix brasileiro ao UPI indiano, passando pelo sistema europeu SEPA Instant Credit Transfer.

A criação do SPIM é, em suma, um dos actos regulatórios mais consequentes do Banco de Moçambique dos últimos anos não porque seja complexo na sua arquitectura, mas porque resolve, de forma directa e mensurável, uma das principais assimetrias do sistema financeiro moçambicano: a separação entre o mundo dos bancos e o mundo das carteiras digitais, num país onde a segunda tem já quatro vezes mais utilizadores do que o primeiro.

Fundos de Garantia Mutuária abrem caminho ao crédito para as PME moçambicanas

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Com o apoio do Banco Mundial e a participação activa do sistema bancário, Moçambique desenvolve um mecanismo de partilha de risco que pode transformar o acesso ao financiamento de pelo menos 15.000 micro, pequenas e médias empresas e acelerar a diversificação económica para além dos megaprojectos de gás.

As pequenas e médias empresas (PME) são, em qualquer economia, o motor silencioso do emprego, da inovação e da diversificação produtiva. Em Moçambique, esse papel está amplamente reconhecido tanto nos documentos estratégicos do Governo como nos relatórios dos parceiros de desenvolvimento, mas a sua tradução prática esbarra sistematicamente numa barreira de difícil resolução: o acesso ao crédito formal. É para atacar directamente esta barreira que o país está a desenvolver um Fundo de Garantia Mútua, com financiamento multimilionário que inclui apoio do Banco Mundial, num mecanismo que especialistas de inclusão financeira consideram um dos mais promissores instrumentos de democratização do crédito disponíveis para economias em desenvolvimento.

O Problema que Persiste

Os dados do Banco de Moçambique e os relatórios anuais do sector bancário descrevem, com consistência perturbadora, o mesmo quadro: as PME representam a esmagadora maioria do tecido empresarial formal do país, mas recebem uma fatia desproporcionalmente pequena do crédito bancário total. As razões são estruturais e mutuamente reforçantes.

Do lado das empresas, a ausência de colateral tangível imóveis titulados, equipamento com valor de mercado estabelecido, activos financeiros é o obstáculo mais imediato. A ele somam-se a falta de histórico de crédito documentado, a informalidade parcial ou total da contabilidade, e a incapacidade de apresentar projecções financeiras que satisfaçam os critérios mínimos de análise dos departamentos de risco dos bancos.

Do lado das instituições financeiras, a percepção de risco elevado traduz-se em prémios de risco que tornam o crédito proibitivamente caro para a maioria das PME, em prazos de reembolso curtos que são incompatíveis com os ciclos de investimento do sector agrícola, do turismo ou da transformação industrial, e numa preferência racional pelo financiamento a grandes empresas e ao Estado, que oferecem menor complexidade operacional e garantias mais robustas.

O resultado é um fosso de financiamento que penaliza não apenas as empresas excluídas, mas a economia no seu conjunto: PME que não investem não criam emprego, não aumentam a produtividade e não constroem a base tributária que Moçambique precisa de desenvolver para reduzir a sua dependência da ajuda externa e das receitas dos hidrocarbonetos.

Como Funciona o Mecanismo de Garantia Mutuária

A lógica dos fundos de garantia mútua é elegante na sua simplicidade. Quando um banco concede um crédito a uma PME elegível, o fundo garantidor compromete-se a cobrir uma percentagem definida das perdas potenciais em caso de incumprimento por parte do mutuário. Esta partilha de risco entre o banco e o garantidor altera fundamentalmente o cálculo de viabilidade da operação: o banco mantém os seus padrões prudenciais mas expõe-se apenas a uma fracção do risco total, o que lhe permite aceitar candidatos que, de outro modo, seriam automaticamente rejeitados.

Na prática, os esquemas mais eficientes não funcionam empréstimo a empréstimo, mas ao nível de carteira: o fundo garante um portefólio de crédito a PME, o que permite ao banco gerir o risco de forma agregada e calibrar a sua política de preços em função do desempenho histórico da carteira. Esta abordagem reduz a burocracia por operação, acelera o processamento e permite que os benefícios da garantia se reflictam em condições de crédito mais favoráveis para os mutuários finais taxas de juro mais baixas, prazos mais longos e exigências de colateral reduzidas.

O modelo que Moçambique está a desenvolver incorpora estas melhores práticas internacionais, com regras de elegibilidade transparentes e mecanismos de monitorização que minimizam os dois principais riscos inerentes a qualquer esquema de garantia: o risco moral a tendência para bancos e empresas assumirem riscos excessivos quando sabem que as perdas serão parcialmente socializadas e a subscrição indisciplinada, que pode transformar um instrumento de inclusão financeira num veículo de concessão de crédito a projectos inviáveis.

15.000 Empresas no Horizonte

O objectivo declarado do Fundo de Garantia Mútua moçambicano é reduzir as barreiras ao crédito para pelo menos 15.000 micro, pequenas e médias empresas (MPME), em sectores que incluem a agricultura e agro-indústria, o turismo, os serviços e a indústria transformadora ligeira precisamente as actividades com maior potencial de criação de emprego inclusivo e de encadeamento com os sectores primários de exportação.

A experiência internacional sustenta este optimismo com cautela. Em vários países da África Subsariana onde esquemas de garantia parcial de crédito foram implementados com governação sólida e participação bancária activa, os estudos das redes de inclusão financeira e dos parceiros de desenvolvimento documentam dois efeitos sistémicos de relevo: um aumento mensurável do volume de crédito às PME sem deterioração significativa da qualidade dos activos bancários, e um estímulo à concorrência no sector bancário, com os bancos a desenvolverem produtos e metodologias de avaliação de risco especificamente desenhados para empresas de menor dimensão.

Este segundo efeito é, a prazo, o mais transformador: quando os bancos aprendem a avaliar e a servir as PME com eficiência, essa capacidade permanece mesmo depois de o suporte da garantia ser retirado ou reduzido. O fundo de garantia funciona, neste sentido, como um catalisador de mercado e não como uma subvenção permanente.

O Papel do Sistema Bancário

A eficácia de qualquer mecanismo de garantia mútua depende, em última análise, da qualidade da participação das instituições financeiras. Os bancos não são apenas balcões de distribuição de crédito garantido são parceiros activos na triagem, no acompanhamento e na recuperação dos créditos, e a sua capacidade de integrar as garantias nos seus sistemas de avaliação, precificação e monitorização determina, em grande medida, o impacto real do esquema.

Neste contexto, os bancos com modelos de risco mais sofisticados e ferramentas de subscrição digital têm um papel multiplicador especialmente relevante. A capacidade de reduzir o tempo de processamento das candidaturas, de melhorar a avaliação de risco para clientes de menor dimensão e de alinhar a utilização das garantias com o apetite de risco institucional são factores que determinam a escala e a sustentabilidade da participação bancária no esquema.

Igualmente importante é a dimensão de capacitação empresarial que os bancos mais comprometidos com este segmento têm vindo a desenvolver: programas de formação financeira e de gestão de crédito dirigidos às PME mutuárias, que ajudam as empresas a melhorar o seu planeamento de tesouraria, a cumprir os requisitos de reporte e a construir um histórico de crédito que, por sua vez, aumenta a sua bancabilidade futura. É um investimento de médio prazo no desenvolvimento do mercado que complementa a função imediata da garantia.

Diversificação Económica: a Aposta de Longo Prazo

A criação do Fundo de Garantia Mútua insere-se num momento estratégico de singular importância para a economia moçambicana. Nos próximos cinco a dez anos, o país estará dominado pelo ciclo de construção e de entrada em produção dos megaprojectos de gás natural o Mozambique LNG da TotalEnergies, o Rovuma LNG da ExxonMobil e o Coral Norte da Eni, projectos que gerarão receitas fiscais substanciais mas emprego directo limitado, concentrado geograficamente e com encadeamentos internos modestos face à dimensão do investimento.

Para que o gás seja uma alavanca de transformação estrutural da economia e não apenas uma fonte de rendas que passam pelo orçamento do Estado sem criar capacidade produtiva endógena Moçambique precisa de um tecido empresarial de PME robusto, dinâmico e financiado. Empresas agrícolas que processam localmente as colheitas em vez de as exportar em bruto. Prestadores de serviços de logística, manutenção e catering que retêm no país uma fatia maior da despesa operacional dos megaprojectos. Operadores turísticos que capitalizam a reabilitação da segurança em Cabo Delgado para desenvolver uma oferta de eco e etnoturismo no norte do país.

Nenhum destes vectores de diversificação é possível sem acesso a financiamento de médio e longo prazo em condições compatíveis com os ciclos e as margens dos respectivos sectores. O Fundo de Garantia Mútua não resolve, por si só, todos os constrangimentos ao desenvolvimento do sector privado moçambicano a infraestrutura, a segurança jurídica, a logística e o capital humano são igualmente determinantes. Mas resolve, de forma directa e mensurável, um dos mais persistentes: a incapacidade do sistema bancário de transformar o potencial das PME moçambicanas em crédito produtivo.

A coordenação entre o Estado, os parceiros de desenvolvimento e as instituições financeiras que este mecanismo exige é, em si mesma, um exercício de governação económica com valor próprio. Se bem executado, o fundo pode ser o ponto de partida de um ecossistema de finanças inclusivas que Moçambique precisará de ter construído quando, dentro de uma geração, as reservas de gás começarem a declinar.

Fontes: Banco Mundial, Banco de Moçambique, IPEME, ACIS, Rede Africana de Microfinanças (AFMIN), Financial Sector Deepening Moçambique (FSDMoç)

Coca Cola Moçambique passa a ter novo accionista maioritário após a decisão da Autoridade Reguladora

A Coca-Cola HBC AG, juntamente com a sua subsidiária Coca-Cola HBC Holdings B.V., passa a ser o accionista maioritário da Coca-Cola Sabco Mozambique, SA, anunciou hoje a Autoridade Reguladora da Concorrência (ARC).

“A Coca-Cola HBC AG, juntamente com a sua subsidiária Coca-Cola HBC Holdings B.V., passa a deter o controlo da Coca-Cola Beverages Africa Proprietary Limited, por meio da aquisição de 75% do seu capital social” uma operação com impacto automático na estrutura accionista da Coca Cola Mozambique-, indica a ARC, em comunicado, citado pelo Jornal Savana.

“A Coca-Cola Sabco Mozambique, SA, que detém fábricas de engarrafamento de bebidas não alcoólicas prontas a beber  nas províncias de Maputo,  Manica e Nampula, passou a ter novo accionista maioritário, como resultado da operação de  concentração notificada a esta Autoridade, a 5 de Dezembro de 2025”, pode ler-se na nota.

A ARC adoptou a Decisão de Não Oposição à realização da transacção, uma vez que as adquirentes  não exercem actividade no território nacional, nem detêm participações em sociedades moçambicanas, não resultando, por isso, em sobreposição de natureza horizontal, susceptível de  provocar aumento de preços, redução da oferta ou limitação das opções disponíveis no mercado, em prejuízo da concorrência e dos consumidores, salienta o regulador.

“De acordo com a avaliação da ARC, a operação em causa é de natureza horizontal e consubstancia uma Aquisição de Controlo Exclusivo, nos termos previstos na Secção II do Regulamento de  Formulários de Notificação de Operações de Concentração de Empresas [RFNOCE]”.

Montepuez Ruby Mining abre 159 vagas de emprego em Cabo Delgado

A Montepuez Ruby Mining, Lda. (MRM), empresa constituída segundo as leis moçambicanas, titular da concessão mineira n.º 4703C e com NUIT n.º 400323811, sediada na Avenida Eduardo Mondlane n.º 178, cidade de Pemba, província de Cabo Delgado, anuncia a abertura de 159 vagas de emprego em diversas categorias profissionais.

As oportunidades destinam-se a candidatos com perfil técnico e operacional, sendo que residir na província de Cabo Delgado constitui vantagem no processo de selecção.

Os candidatos às vagas de operadores devem estar cientes de que o processo de recrutamento inclui testes práticos, o que implicará deslocações às instalações da empresa. Para o efeito, é obrigatória a apresentação de carta de condução válida e dos certificados que qualifiquem o candidato para operar as máquinas às quais se candidata. A MRM esclarece que não cobrirá quaisquer despesas com acomodação ou alimentação incorridas durante o período de testes.

A empresa sublinha, de forma expressa, que não cobra quaisquer valores aos candidatos em nenhuma fase do processo de recrutamento, distanciando-se veementemente de qualquer prática nesse sentido. Candidatos que sejam abordados com exigências de pagamento devem reportar a situação de imediato.

As candidaturas devem ser submetidas por correio electrónico para mrm.recruit@gemfields.com ou entregues pessoalmente nos escritórios da Montepuez Ruby Mining em Pemba ou Namanhumbir.

Bilhetes para o Festival LUJU 2026 já à venda!

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Garanta o seu passe para um dos principais eventos de gastronomia e moda da África Austral! Os bilhetes para a 8ª edição do Standard Bank Luju Food & Lifestyle Festival já estão disponíveis para compra online e através do Unayo do Standard Bank.

As vendas de bilhetes foram lançadas com um número limitado de bilhetes Early Bird com desconto, que podem ser adquiridos online e no Unayo. Estes bilhetes esgotam todos os anos num curto espaço de tempo, por isso adquira já o seu enquanto houver disponibilidade!

Os bilhetes Premium Lounge, Luju Gardens e Criança estão disponíveis em www.lujufestival.com.

Num novo e empolgante capítulo inspirado pelo crescimento e influência extraordinários do festival, este ano o luxuoso banquete de experiências culinárias, moda de alto nível, música afrocentrada e entretenimento saudável para toda a família irá, pela primeira vez, decorrer durante dois dias completos de fim-de-semana. Faça parte deste desenvolvimento emocionante na sexta-feira, 1 de Agosto, e sábado, 2 de Agosto de 2026, no House On Fire, em Malkerns, Eswatini.

Impulsionado pelo crescente interesse regional e aumento de participantes, o formato expandido posiciona firmemente o Festival Luju como um destino principal de fim-de-semana e uma força dinâmica para o turismo cultural em todo o continente. Em 2026, espera-se que o Luju receba mais de 12.000 participantes. Assim, esta nova experiência de dois dias oferece uma celebração ainda mais rica e imersiva para públicos que viajam de toda a África.

Tipo de ingressoAntecipado ( early bird).1ª fase fase3ª fase
Lounge PremiumE1500E1980E2380E2780
Luju GardensE550E680E780E880
CriançasE160E180E250E280

Bilhetes para residentes de Eswatini no Unayo

O House On Fire e o Standard Bank Eswatini demonstram, mais uma vez, o seu compromisso conjunto de garantir que o festival permaneça acessível aos EmaSwati, tornando mais fácil e conveniente para os residentes locais adquirirem bilhetes.

Os bilhetes Premium Lounge, Luju Gardens e Criança estão disponíveis para residentes de Eswatini através do Serviço de Bilhética Unayo no WhatsApp. Para comprar via Unayo, basta enviar “Hi” por WhatsApp para 7805 6364 (“Luju Tickets with Unayo”), seleccionar ‘Unayo Ticketing’ e seguir as instruções para uma experiência de reserva simples.

O Que esperar do Luju 2026

O Standard Bank Luju Food & Lifestyle Festival deste ano oferecerá mais uma vez uma mostra completa de sons africanos, culturas, design criativo e iguarias. Desde demonstrações culinárias por chefs celebridades, a degustações premium de vinho e whisky conduzidas por conhecedores, e um desfile regional de moda de classe mundial, o Luju é uma homenagem de celebração à elegância artística e estilo africano, do passado ao presente e rumo ao futuro.

No verdadeiro estilo do Standard Bank LUJU Festival, a programação deste ano contará com uma mistura equilibrada de artistas pan-africanos de diferentes géneros, que fazem mais do que simplesmente entreter, utilizando a sua arte como uma poderosa forma de expressão criativa.

O programa cuidadosamente seleccionado do Luju é inspirado pelo lema do festival: “Um Regresso ao Futuro Africano”. Esta declaração ousada da história em evolução de África é um convite para reivindicar o nosso património, reimaginar a nossa identidade africana e reconectar-nos com as tradições que sustentaram os nossos antepassados, enquanto construímos um futuro impulsionado pela inovação africana. Portanto, venha comer, balançar, amar e desfrutar da beleza da capacidade criativa do nosso continente em toda a sua ousadia afro-futurista.

Todos os anos, o Luju utiliza conscientemente a plataforma do festival para desenvolver e promover a economia criativa, a sustentabilidade e o crescimento das pequenas empresas, em alinhamento com este lema.

Tanto o House On Fire como o patrocinador principal Standard Bank Eswatini estão comprometidos com o desenvolvimento da economia local e da indústria das artes. A edição deste ano voltará a proporcionar a artistas locais, designers, artesãos e PME’s a oportunidade de expor os seus talentos e produtos ao público regional do festival.

Os formulários de candidatura para comerciantes aspirantes nos sectores de gastronomia, moda, design e lifestyle, bem como para o espaço infantil Beehive, abrirão em Março de 2026. Fique atento aos anúncios oficiais no website do Standard Bank Luju Food & Lifestyle Festival: www.lujufestival.com.

Mais detalhes sobre acomodação e pacotes de viagem serão divulgados oportunamente, por isso acompanhe o Luju Buzz nas redes sociais do Luju Festival e House On Fire, bem como no website oficial do festival.

Conheça algumas oportunidades de negócios em diversos sectores

O mercado moçambicano oferece, um conjunto expressivo de oportunidades de negócio em sectores estratégicos da economia nacional, desde a saúde e energia até aos transportes, tecnologia e segurança.

Na área da saúde, o Hospital Central de Maputo, através da organização JHPIEGO Mozambique, lança concurso para a aquisição de equipamento médico e consumíveis destinados ao Banco de Leite Humano, com prazo de candidatura até 10 de Março. A iniciativa insere-se no esforço de reforço das capacidades clínicas das unidades sanitárias de referência do país.

O sector energético não fica atrás. A Electricidade de Moçambique abre concurso para o fornecimento, instalação e comissionamento de sistemas SCADA/SEM, telecomunicações e obras de adaptação de subscrições para o novo Centro Nacional de Controlo e novos Centros Regionais de Controlo, com prazo até 30 de Março. A oportunidade é de grande envergadura técnica e financeira, dirigida a empresas especializadas em automação e infra-estrutura eléctrica. No mesmo sector, a TotalEnergies procura prestadores de serviços marítimos para a Área 1 e Área 4 da Bacia do Rovuma, com candidaturas abertas até 4 de Abril, através do endereço electrónico tepma1.contractsmoz@totalenergies.com.

No domínio dos transportes, o Fundo de Desenvolvimento dos Transportes e Comunicações (FTC) lança dois concursos em simultâneo: a aquisição de autocarros para o transporte público de passageiros e o fornecimento de veículos para o transporte de pessoas e bens em zonas de difícil acesso, ambos com prazo até 8 de Abril. As propostas devem ser submetidas na Avenida Eduardo Mondlane n.º 123, em Maputo.

A agricultura surge igualmente entre as áreas com oportunidades activas. O Fundo de Fomento Agrário e Extensão Rural (FAR,FP) abre concurso para a aquisição de kits de medição de fertilizantes do solo e do rendimento, com prazo até 6 de Abril. A iniciativa visa apoiar os esforços de modernização das práticas agrícolas e de aumento da produtividade no sector primário.

O Conselho Municipal de Maputo concentra, por sua vez, três concursos abertos em simultâneo: a contratação de serviços de gestão de spots publicitários, a contratação de serviços de dados de internet e a contratação de serviços de APN. Os prazos de candidatura decorrem entre 26 de Fevereiro e meados de Março, e os interessados devem contactar a autarquia pela Avenida Ho-Chi-Min ou pelo endereço electrónico promaputo.aquisicoes@gmail.com.

Na área da segurança, a empresa REVIMO, S.A. disponibiliza duas oportunidades distintas: prestação de serviços de segurança nas portagens da Costa do Sol e Zintava, e nas portagens da Katembe, Mudissa e Mahubo, com prazo até 12 de Março para a segunda. As propostas devem ser dirigidas à sede da empresa, na Avenida das Estâncias n.º 195, Cidade de Maputo.

A Imprensa Nacional de Moçambique abre, por seu turno, dois concursos com prazo até 6 de Março: o fornecimento de licenças Microsoft Office 365 Family e a prestação de serviços de manutenção e reparação de máquinas fotocopiadoras Konica Minolta Bizhub. Estas oportunidades são dirigidas a fornecedores de tecnologia e de serviços técnicos especializados.

Por fim, a Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento lança concurso para a aquisição e fornecimento de material de sinalização vertical, com prazo até 9 de Março, na Avenida Albert Lithuli n.º 59/67, em Maputo. A diversidade sectorial das oportunidades disponíveis reflecte a dinâmica do mercado de contratação pública moçambicano e constitui um sinal positivo para as empresas nacionais e estrangeiras que operam ou pretendem investir no país. Os interessados são aconselhados a consultar os editais completos junto das entidades promotoras, respeitando escrupulosamente os prazos e requisitos técnicos estabelecidos em cada concurso.

Data Center da Vodacom é a aposta do Millennium bim para reforço de Sistema de Recuperação de Emergência e Resiliência Financeira

O Banco Internacional de Moçambique (BIM) passou a hospedar o seu site de Disaster Recovery (DR) – mecanismo tecnológico de recuperação de operações em caso de falha grave ou interrupção inesperada – no Data Center da Vodacom Mozambique. Esta decisão reforça a capacidade de resposta do Banco perante a eventual ocorrência de emergências, tais como falhas técnicas, incidentes de segurança informática ou desastres naturais, e contribui para a robustez da infra-estrutura digital que suporta o sistema financeiro nacional.

O Disaster Recovery, frequentemente designado pela sigla DR, corresponde a um conjunto de soluções tecnológicas que permitem restaurar sistemas, dados e operações críticas, sempre que ocorre uma interrupção significativa. Na prática, trata-se de uma réplica segura dos sistemas principais do Banco, preparada para entrar em funcionamento quase de imediato, caso o sistema principal fique indisponível.

Num contexto de crescente digitalização dos serviços bancários, a continuidade operacional tornou-se um pilar importante da estabilidade financeira. A implementação de soluções de Disaster Recovery em território nacional, permite garantir elevados padrões de segurança, redundância e capacidade de resposta a incidentes imprevistos, enquanto garante a protecção dos dados, das operações e da confiança dos clientes.

O Data Center da Vodacom oferece infra-estrutura resiliente, com elevados níveis de segurança física e tecnológica, sistemas de energia redundantes e monitorização permanente. Estes elementos proporcionam um ambiente adequado para operações críticas como as do sector financeiro.

“A resiliência tecnológica é parte integrante da gestão prudente do risco bancário. Ao reforçar a nossa infra-estrutura de Disaster Recovery, estamos a fortalecer a capacidade de continuidade dos nossos serviços e a proteger os interesses dos nossos clientes”, considera o Eng. Sérgio Magalhães, Administrador Executivo do Millennium bim, com o pelouro Tecnologia e Operações.

“Temos vindo a consolidar o nosso posicionamento como uma empresa de tecnologia, com experiência global. E com essa capacidade que disponibilizamos, no território nacional, as melhores soluções tecnológicas às empresas moçambicanas, entre as quais o BIM. Esta colaboração demonstra como as parcerias estratégicas podem reforçar a resiliência do ecossistema financeiro”, afirmou José Correia Mendes, Director Executivo Vodacom Business.

Esta parceria evidencia o papel crescente da infra-estrutura digital como componente crítica do desenvolvimento económico, permite reforçar a confiança no sistema financeiro e contribui para a consolidação de uma base tecnológica robusta ao serviço do país.