Friday, April 10, 2026
spot_img
Home Blog Page 83

10 Soluções financeiras para lançar a sua Startup

Em Moçambique, diversas instituições financeiras e programas específicos estão actualmente em funcionamento para apoiar Pequenas e Médias Empresas (PMEs) e startups. Entre os bancos que oferecem soluções de financiamento destacam-se:

1. United Bank for Africa (UBA) Moçambique

A UBA disponibiliza produtos financeiros personalizados para PMEs, incluindo financiamento para apoio à tesouraria e aquisição de activos como veículos e propriedades.

Veja aqui algumas soluções de crédito para negócios: Soluções Financeiras do Banco UBA

2. Standard Bank Moçambique

Este banco oferece soluções inovadoras de financiamento para startups, como o financiamento de facturas e crédito flexível, facilitando investimentos e reforço de tesouraria sem exigência de garantias tradicionais.

Veja aqui algumas soluções de crédito para negócios: Soluções Financeiras do Standard Bank

3. Gapi Sociedade de Investimentos

A Gapi tem vindo a modernizar os seus serviços para promover a inclusão financeira, disponibilizando produtos como o financiamento à “Tesouraria PME”, destinado a suprir necessidades de fundos de curto prazo para negócios em curso.

Veja aqui algumas soluções de crédito para negócios: Linha de Crédito da GAPI

4. Banco Nacional de Investimento (BNI)

O BNI tem implementado projectos de investimento visando apoiar startups, embora estudos indiquem desafios relacionados com as garantias exigidas para a concessão de crédito.

Veja aqui algumas soluções de crédito para negócios: Banca de Investimento do BNI

5. Banco Africano de Desenvolvimento

Fundos e Iniciativas: O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) apoia projectos de conteúdo local para PMEs lideradas por jovens e mulheres, fortalecendo o ecossistema de empreendedorismo no país.

Veja aqui algumas soluções de crédito para negócios: Produtos financeiros do BAD

6. CULTIV’ARTE

O projecto CULTIV’ARTE está focado em estruturar as entidades do sector, oferecendo programas de incubação, activação e aceleração de negócios, em parceria com a IdeaLab.

Veja aqui algumas subvenções de até €5 mil para projectos de curta duração e €30 mil para grandes iniciativas: Programa de financiamento da CULTIV’ARTE

7. CONECTA NEGÓCIOS

O Governo de Moçambique, através do Ministério da Economia e Finanças (MEF) e apoio do Banco Mundial, está a implementar o CONECTA NEGÓCIOS – Projecto de Ligações Económicas para Diversificação, com o objectivo de reforçar o desempenho das Micro, Pequenas e Médias Empresas através de ligações económicas.

Veja aqui algumas oportunidades de acesso a crédito para negócios: Programa de financiamento a PMEs

8. Moza Banco

O Moza Banco oferece diversas linhas de crédito especiais com diferentes limites de financiamento:

  • FECOP – Fundo Empresarial de Cooperação Portuguesa: Montante máximo de 25.012.104 MZN para investimento e 3.433.450 MZN para apoio à tesouraria.
  • FSA – Fundo de Segurança Alimentar: Montantes entre 240.000 MZN e 2.500.000 MZN, destinados a financiar microfinanças e pequenos e médios projectos do sector do agro-negócio.
  • AGF – African Guarantee Fund: Montante máximo de até 1.250.000 USD (ou equivalente em MZN) para apoiar empreendimentos desenvolvidos por PME moçambicanas em diversos sectores de actividade económica.
  • Fundo Agro Garante: Montantes entre 500.000 MZN e 12.000.000 MZN, destinados a apoiar projectos desenvolvidos por produtores individuais, PME, micro-empresas e associações/cooperativas no sector do agro-negócio.
  • Linha de Crédito Sustenta: Montantes entre 1.500.000 MZN e 75.000.000 MZN, associados à iniciativa Sustenta do Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável (FNDS), para financiar pessoas singulares e colectivas com projectos aprovados no âmbito do programa.
  • USAID: Montante máximo de 12.000.000 USD (ou equivalente em MZN) para financiar empresas privadas que desenvolvam actividades na cadeia de valor do agro-negócio.
Consulte aqui os produtos financeiros: Financiamento – Moza Banco

9. Socremo – Microbanco, SA

A Socremo disponibiliza crédito para Pequenas e Médias Empresas (PME) com montantes que vão de 501.000 MZN até 15.000.000 MZN. Os prazos de reembolso variam entre 3 e 60 meses.

Este crédito destina-se a entidades coletivas e particulares licenciadas para o exercício das suas actividades.

Visite o site do Microbanco: Crédito do SOCREMO

10. CREDIMAIS

A CREDIMAIS oferece créditos ao setor privado com montantes que variam entre 5.000 MZN e 1.000.000 MZN. Este produto destina-se a pequenas empresas e empreendedores que procuram abrir ou expandir os seus negócios, permitindo a aquisição de mercadorias e equipamentos. As taxas de juro situam-se entre 20% e 25%, com prazos de reembolso flexíveis.

É importante notar que os montantes mínimos e máximos, bem como as condições associadas aos créditos empresariais, podem variar entre as diferentes instituições financeiras e estão sujeitos a alterações.

Recomenda-se que os empresários consultem directamente os bancos de interesse para obter informações actualizadas e detalhadas sobre as opções de financiamento disponíveis, garantindo assim que escolhem a solução mais adequada às necessidades específicas do seu negócio.

Veja aqui algumas soluções de crédito para negócios: Linhas de Crédito

Estas iniciativas demonstram o compromisso das instituições financeiras e programas em Moçambique para fomentar o crescimento e sustentabilidade das PMEs e startups, contribuindo para o desenvolvimento económico do país. (Simão Djedje)

Quer trabalhar remotamente e receber em USD?

O trabalho remoto é uma tendência global em crescimento, oferecendo flexibilidade e a oportunidade de ganhar em moedas fortes, como o dólar americano (USD). Para quem busca novas oportunidades no mercado internacional, reunimos uma lista de 25 plataformas confiáveis que conectam profissionais a empregos remotos pagos em USD.

Veja as opções, cadastre-se e comece hoje mesmo a transformar sua carreira com trabalho remoto.

Segue a lista de 25 sites, que oferecem empregos remotos pagando em USD:

  1. Jobspresso (Jobspresso.co)
  2. Simplesmente Contratado (simplesmente hired.com)
  3. Lista de Anjos (angel.co/Jobs)
  4. Vocações Virtuais (virtaalvocations.com)
  5. Trabalhos de estouro de pilha (Overflow.com/Jobs de pilha)
  6. Co remoto (Remote.co)
  7. Dados (dice.com)
  8. Nômades de trabalho (workingnomads.com)
  9. Upwork (upwork.com)
  10. Terceirizado (Outsourcely.com)
  11. Toptal (toptal.com)
  12. Pular a unidade (skipthechive.com)

13. Gure (quru.com)

14. freelancer (freelancer.com)

15. Controles remotos (Remotees.com)

16. Freelance remoto (remotefreelance.com)

17. Nodesk (nodesk.co)

18. Gurus remotos (remotequrus.com)

19. Pangian (pangian.com)

20. Remoto ok (remoteok.com)

21. Europa Remotamente (europeremiely.com)

22. Trabalhamos remotamente (weworkremotely.com)

23. Remoto ok Europa (europeremiely.com)

24. Trabalhos Flex (flexjobs.com)

25. De facto (Indeed.com)

Siga Profile Mozambique para mais dicas e conteúdos exclusivos sobre oportunidades de trabalho..

Lançamento do Vista Bank em França: Um marco estratégico para impulsionar o crescimento do comércio em África

O Vista Group, uma holding de serviços financeiros com a missão de se tornar uma instituição bancária pan-africana líder mundial, recebeu a aprovação do regulador bancário francês, ACPR, para estabelecer o Vista Bank em França.

O Vista Bank France será lançado no segundo semestre de 2025 e será a primeira operação bancária do Vista Bank fora de África e o seu primeiro banco de raiz desde a aquisição de vários antigos bancos franceses em África. Nos últimos anos, o Vista Group tem seguido uma estratégia de crescimento ambiciosa, tendo adquirido as filiais do BNP Paribas e do Société Générale em vários países de África.

O Sr. Simon Tiemtore, Presidente da Vista Group Holding, afirmou: “O estabelecimento do Vista Bank em França é um marco importante na estratégia de expansão do Vista Group a nível mundial e sublinha a nossa posição no mercado financeiro mundial.”

“A nossa operação em França é o início da nossa porta de entrada a nível mundial para apoiar o crescimento estratégico do Banco Vista no continente africano, fornecendo serviços de correspondência bancária, banca de empresas, financiamento ao comércio internacional, cessão financeira, gestão cambial e de tesouraria e serviços de consultoria.”

“O Vista Bank em França beneficiará em grande medida as empresas africanas – ajudando a impulsionar o comércio, apoiando as economias dos países onde operamos e impulsionando o crescimento do comércio para África.”

“Esta expansão estratégica é um testemunho da nossa crença inabalável no potencial de África e da nossa dedicação em desbloquear oportunidades para os nossos clientes e para o continente.”

O Vista Bank France é um exemplo da missão do Vista Bank de transformar o panorama financeiro de África e reforça o seu compromisso de capacitar as empresas africanas a nível mundial.

Sobre o Grupo Vista

O Vista Group, propriedade do Lilium Group LLC, oferece uma gama completa de produtos bancários inovadores, soluções e serviços acessíveis a todos, incluindo indivíduos, pequenas e médias empresas (PME), empresas e governos. Ajuda a promover a inclusão financeira, o crescimento económico e a prosperidade nos países em que opera.

O Vista Group é uma holding de serviços financeiros que está a criar um grupo de instituições financeiras pan-africanas de classe mundial que contribui para o crescimento económico e a inclusão financeira em África.

O Vista Group estabeleceu parcerias estratégicas com várias instituições financeiras globais para impulsionar a sua estratégia de crescimento, concentrando-se nas MPME (banca de PME, crédito-arrendamento, cessão financeira, meso financiamento, banca para mulheres, etc.), comércio e financiamento da cadeia de abastecimento, banca de empresas e serviços de banca-seguros.

Através destas parcerias, o Vista Group tem igualmente como objectivo aumentar a rentabilidade, reduzindo os custos operacionais e atenuando os riscos. O Vista Group está concentrado em maximizar as oportunidades nos seus respectivos mercados para se tornar a instituição financeira de eleição através dos seus produtos bancários e de seguros inovadores.

Launch of Vista Bank in France: A Strategic Milestone to Boost Trade Growth in Africa

Vista Group, a financial services holding company with a mission to become a leading global pan-African banking institution, has received approval from the French banking regulator, ACPR, to establish Vista Bank in France.

Vista Bank France is set to launch in the second half of 2025, marking the group’s first banking operation outside Africa and its first greenfield bank since acquiring several former French banks operating in Africa. Over recent years, Vista Group has pursued an ambitious growth strategy, acquiring the African subsidiaries of BNP Paribas and Société Générale in multiple countries.

Mr. Simon Tiemtore, Chairman of Vista Group Holding, stated:
“The establishment of Vista Bank in France is a significant milestone in Vista Group’s global expansion strategy and underscores our position in the global financial market.”

“Our operation in France represents the beginning of our gateway to the global market, strategically supporting Vista Bank’s growth across the African continent by offering correspondent banking services, corporate banking, international trade finance, factoring, foreign exchange and treasury management, and advisory services.”

“Vista Bank in France will greatly benefit African businesses by driving trade, supporting the economies of the countries where we operate, and accelerating trade growth towards Africa.”

“This strategic expansion is a testament to our unwavering belief in Africa’s potential and our dedication to unlocking opportunities for our clients and the continent.”

Vista Bank France exemplifies Vista Bank’s mission to transform Africa’s financial landscape and reaffirms its commitment to empowering African businesses on the global stage.

About Vista Group

Vista Group, owned by Lilium Group LLC, offers a comprehensive range of innovative banking products, solutions, and services accessible to all, including individuals, small and medium-sized enterprises (SMEs), corporations, and governments. The group fosters financial inclusion, economic growth, and prosperity in the countries where it operates.

Vista Group is a financial services holding company building a world-class pan-African group of financial institutions to contribute to economic growth and financial inclusion in Africa. It has established strategic partnerships with various global financial institutions to drive its growth strategy, focusing on SMEs (SME banking, leasing, factoring, meso-finance, women’s banking, etc.), trade and supply chain financing, corporate banking, and bancassurance services. Through these partnerships, Vista Group aims to increase profitability, reduce operational costs, and mitigate risks.

Vista Group remains dedicated to maximizing opportunities in its respective markets, aspiring to become the financial institution of choice through its innovative banking and insurance products.

Veja os pontos principais que os bancos analisam para aprovar o crédito empresarial

Ao solicitar um crédito empresarial em Moçambique, é fundamental compreender os principais critérios que os bancos analisam para aprovar o financiamento. Esta compreensão permite que as empresas se preparem adequadamente, aumentando as chances de aprovação e garantindo condições mais favoráveis.

Plano de negócios

Um plano de negócios detalhado é essencial para demonstrar a viabilidade e sustentabilidade do empreendimento. Este documento deve incluir informações sobre o mercado-alvo, estratégias de marketing, projecções financeiras e planos de expansão. Bancos como o UBA Moçambique exigem a apresentação de um plano de negócios como parte do processo de solicitação de crédito empresarial.

Perfil da empresa

Os bancos avaliam o perfil da empresa para entender a sua estrutura organizacional, histórico de operações e reputação no mercado. Informações sobre os principais executivos, experiência da equipa de gestão e a posição da empresa no sector são analisadas para determinar a capacidade de gestão e execução dos planos apresentados.

Extractos bancários

A análise dos extractos bancários dos últimos meses permite aos bancos avaliar a saúde financeira da empresa, incluindo fluxos de caixa, receitas e despesas. Esta avaliação ajuda a determinar a capacidade da empresa em cumprir com as obrigações financeiras decorrentes do crédito solicitado.

Relatórios e contas

A apresentação dos relatórios financeiros auditados fornece uma visão clara sobre a performance financeira da empresa. Balanços, demonstrações de resultados e demonstrações de fluxos de caixa são documentos que permitem aos bancos avaliar a rentabilidade, solvência e liquidez da empresa.

Projecção de fluxo de caixa

As projecções de fluxo de caixa futuras demonstram a capacidade da empresa em gerar recursos suficientes para honrar as parcelas do crédito. Estas projecções devem ser realistas e baseadas em premissas sólidas, reflectindo o planeamento financeiro da empresa.

Garantias

Dependendo do montante e do tipo de crédito solicitado, os bancos podem exigir garantias reais ou pessoais para mitigar o risco de incumprimento. Estas garantias podem incluir bens imóveis, equipamentos ou outros activos da empresa. A existência de garantias sólidas pode influenciar positivamente a decisão de concessão de crédito.

Histórico de crédito

O histórico de crédito da empresa é analisado para verificar eventuais incumprimentos ou atrasos em pagamentos anteriores. Um histórico positivo aumenta a confiança do banco na capacidade da empresa em cumprir com as novas obrigações financeiras.

Sector de actividade

Alguns sectores de actividade podem ser considerados de maior risco devido a factores económicos, regulamentares ou de mercado. Os bancos avaliam o sector em que a empresa opera para determinar potenciais riscos associados ao negócio.

Conformidade legal e regulamentar

As instituições financeiras verificam se a empresa cumpre todas as obrigações legais e regulamentares, incluindo licenças, autorizações e conformidade fiscal. O cumprimento destas obrigações é fundamental para a aprovação do crédito.

Compreender e preparar-se para estes critérios aumenta significativamente as chances de aprovação de um crédito empresarial em Moçambique. É aconselhável que as empresas mantenham uma gestão financeira transparente e organizada, apresentando documentação completa e actualizada durante o processo de solicitação de crédito.

Linhas de financiamento

Ao solicitar um crédito empresarial em Moçambique, é fundamental conhecer os montantes mínimos e máximos que os bancos disponibilizam, bem como as condições associadas. Abaixo, apresentamos informações actualizadas de 2024 sobre algumas instituições financeiras moçambicanas:

Moza Banco

O Moza Banco oferece diversas linhas de crédito especiais com diferentes limites de financiamento:

  • FECOP – Fundo Empresarial de Cooperação Portuguesa: Montante máximo de 25.012.104 MZN para investimento e 3.433.450 MZN para apoio à tesouraria.
  • FSA – Fundo de Segurança Alimentar: Montantes entre 240.000 MZN e 2.500.000 MZN, destinados a financiar microfinanças e pequenos e médios projectos do sector do agro-negócio.
  • AGF – African Guarantee Fund: Montante máximo de até 1.250.000 USD (ou equivalente em MZN) para apoiar empreendimentos desenvolvidos por PME moçambicanas em diversos sectores de actividade económica.
  • Fundo Agro Garante: Montantes entre 500.000 MZN e 12.000.000 MZN, destinados a apoiar projectos desenvolvidos por produtores individuais, PME, micro-empresas e associações/cooperativas no sector do agro-negócio.
  • Linha de Crédito Sustenta: Montantes entre 1.500.000 MZN e 75.000.000 MZN, associados à iniciativa Sustenta do Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável (FNDS), para financiar pessoas singulares e colectivas com projectos aprovados no âmbito do programa.
  • USAID: Montante máximo de 12.000.000 USD (ou equivalente em MZN) para financiar empresas privadas que desenvolvam actividades na cadeia de valor do agro-negócio.

Socremo – Microbanco, SA

A Socremo disponibiliza crédito para Pequenas e Médias Empresas (PME) com montantes que vão de 501.000 MZN até 15.000.000 MZN. Os prazos de reembolso variam entre 3 e 60 meses.

Este crédito destina-se a entidades coletivas e particulares licenciadas para o exercício das suas actividades.

CREDIMAIS

A CREDIMAIS oferece créditos ao setor privado com montantes que variam entre 5.000 MZN e 1.000.000 MZN. Este produto destina-se a pequenas empresas e empreendedores que procuram abrir ou expandir os seus negócios, permitindo a aquisição de mercadorias e equipamentos. As taxas de juro situam-se entre 20% e 25%, com prazos de reembolso flexíveis.

É importante notar que os montantes mínimos e máximos, bem como as condições associadas aos créditos empresariais, podem variar entre as diferentes instituições financeiras e estão sujeitos a alterações.

Recomenda-se que os empresários consultem directamente os bancos de interesse para obter informações actualizadas e detalhadas sobre as opções de financiamento disponíveis, garantindo assim que escolhem a solução mais adequada às necessidades específicas do seu negócio. (Simão Djedje)

Key points banks analyze to approve business credit

When applying for business credit in Mozambique, understanding the primary criteria banks assess is crucial. This knowledge allows companies to prepare adequately, increasing the chances of approval and securing more favorable terms.

Business Plan

A detailed business plan is essential to demonstrate the viability and sustainability of the enterprise. This document should include information about the target market, marketing strategies, financial projections, and expansion plans. Banks such as UBA Mozambique require the submission of a business plan as part of the business credit application process.

Company Profile

Banks evaluate the company profile to understand its organizational structure, operational history, and market reputation. Information about key executives, management team experience, and the company’s position in the industry is analyzed to determine its management and execution capabilities.

Bank Statements

Analyzing recent months’ bank statements helps banks assess the company’s financial health, including cash flow, revenues, and expenses. This evaluation determines the company’s capacity to meet the financial obligations arising from the requested credit.

Financial Reports

Providing audited financial reports offers a clear view of the company’s financial performance. Balance sheets, income statements, and cash flow statements allow banks to assess profitability, solvency, and liquidity.

Cash Flow Projections

Future cash flow projections demonstrate the company’s ability to generate sufficient resources to meet loan repayments. These projections should be realistic and based on solid assumptions, reflecting the company’s financial planning.

Collateral

Depending on the loan amount and type, banks may require real or personal guarantees to mitigate default risk. These guarantees can include real estate, equipment, or other company assets. Strong guarantees can positively influence the credit approval decision.

Credit History

The company’s credit history is analyzed to verify previous defaults or payment delays. A positive credit history increases the bank’s confidence in the company’s ability to meet new financial obligations.

Industry Sector

Some sectors may be considered higher risk due to economic, regulatory, or market factors. Banks assess the sector in which the company operates to determine potential risks associated with the business.

Legal and Regulatory Compliance

Financial institutions check whether the company complies with all legal and regulatory obligations, including licenses, authorizations, and tax compliance. Meeting these requirements is fundamental to obtaining credit approval.

Understanding and preparing for these criteria significantly enhance the chances of securing business credit in Mozambique. Companies are advised to maintain transparent and organized financial management and present complete and up-to-date documentation during the credit application process.

Financing Lines

Moza Banco

Moza Banco offers various special credit lines with different financing limits:

  • FECOP – Fundo Empresarial de Cooperação Portuguesa: Maximum amount of 25,012,104 MZN for investments and 3,433,450 MZN for working capital support.
  • FSA – Food Security Fund: Amounts ranging from 240,000 MZN to 2,500,000 MZN, aimed at financing microfinance, small, and medium projects in the agribusiness sector.
  • AGF – African Guarantee Fund: Maximum amount of up to 1,250,000 USD (or its equivalent in MZN) to support ventures developed by Mozambican SMEs in various economic sectors.
  • Agro Garante Fund: Amounts between 500,000 MZN and 12,000,000 MZN to support projects developed by individual producers, SMEs, micro-enterprises, and associations/cooperatives in the agribusiness sector.
  • Sustenta Credit Line: Amounts between 1,500,000 MZN and 75,000,000 MZN, associated with the Sustenta initiative from the National Fund for Sustainable Development (FNDS), for financing individuals and entities with approved projects under the program.
  • USAID: Maximum amount of 12,000,000 USD (or its equivalent in MZN) to finance private companies operating in the agribusiness value chain.

Socremo – Microbanco, SA

Socremo provides credit to Small and Medium Enterprises (SMEs) with amounts ranging from 501,000 MZN to 15,000,000 MZN. Repayment terms range from 3 to 60 months. This credit is designed for licensed entities and individuals operating their businesses.

CREDIMAIS

CREDIMAIS offers credit to the private sector with amounts ranging from 5,000 MZN to 1,000,000 MZN. This product is aimed at small businesses and entrepreneurs seeking to start or expand their operations, enabling the acquisition of goods and equipment. Interest rates range from 20% to 25%, with flexible repayment terms.

It is important to note that the minimum and maximum amounts, as well as the conditions associated with business loans, may vary among financial institutions and are subject to change.
Businesses are encouraged to consult directly with their banks of interest to obtain updated and detailed information about available financing options, ensuring they choose the solution that best suits their specific needs.

Dinheiro a circular ultrapassa 67 mil milhões de meticais

O dinheiro físico aumentou em outubro, pelo sexto mês consecutivo, 2,2% face a setembro, segundo dados oficiais compilados hoje pela Lusa.

Desde o início do ano, quando estavam em circulação 63.231 milhões de meticais (943,2 milhões de euros) em notas e moedas, esse valor já cresceu 6,6%, sobretudo a partir de maio, antecedendo a entrada em circulação de uma nova série, atingindo em outubro o valor mais alto do ano, acima também dos 63.347 milhões de meticais (945 milhões de euros) no início de 2023.

A retirada de dinheiro de circulação é uma prática habitual da política monetária contracionista, de redução da oferta de moeda, normalmente utilizada pelos bancos centrais para conter a subida de preços, que em Moçambique regista há vários meses uma inflação homóloga abaixo de 3% (2,84% em novembro), depois de ter fechado 2023 no 5,3%, abaixo do pico de quase 13% em julho de 2022.

Moçambique introduziu em 16 de junho uma nova série de notas e moedas de metical, que vão substituir progressivamente as que circulam desde 2006, anunciou o governador do banco central.

“Os bancos centrais tendem a fazer a revisão das suas notas e moedas em circulação a cada cinco anos, por forma a adequá-las às novas tendências de design, segurança e outros elementos contextuais”, explicou anteriormente Rogério Zandamela, justificando que a instituição “decidiu pela revisão das notas e moedas do metical”.

“A temática das notas e moedas do metical da série 2024 conserva presente a tradição do enaltecimento dos valores do nosso património cultural, histórico e faunístico”, afirmou.

A nova série, lançada no dia do metical — moeda moçambicana foi lançada em 16 de junho de 1975 -, manteve as anteriores seis notas bancárias.

“As denominações de 1.000, 500 e 200 meticais em substrato de papel, e as denominações de 100, 50 e 20 meticais em substrato de polímero”, explicou Rogério Zandamela.

Já nas moedas, a nova série retirou as de 20 e cinco centavos, “mantendo-se as denominações de 10, cinco, dois e um metical, e as de 50, dez e um centavo”.

“As novas notas e moedas de metical circularão em simultâneo com as séries de notas e moedas emitidas desde 01 de julho de 2006, que continua igualmente a ter o curso legal obrigatório e poder liberatório pleno e ilimitado dentro do território nacional”, acrescentou o governador.

Exportações de Moma aumentaram 4% em 2024

As exportações da mina de Moma, na costa da província de Nampula, uma das maiores produtoras mundiais de titânio e zircão, cresceram quatro por cento em 2024, para mais de um milhão de toneladas, anunciou hoje a mineradora Kenmare.

De acordo com informação ao mercado prestada pela Kenmare, que opera a mina, em todo o ano passado foram feitos carregamentos de vários minerais acabados no total de 1.088.600 toneladas (areias pesadas, zircão, ilmenite e rutilo), sobretudo no segundo semestre.
“A previsão é que os carregamentos excedam a produção em 2025, apoiadas pelos elevados níveis de stock de produtos acabados”, acrescenta a mesma informação da empresa.

“A procura por todos os tipos de produtos da Kenmare manteve-se robusta em 2024 e prevê-se que as vendas continuem a exceder a produção em 2025”, garante a Kenmare, uma empresa de origem irlandesa e que opera em Moçambique através de subsidiárias das Maurícias.
A empresa é uma das maiores produtoras mundiais de areias minerais, cotada nas bolsas de Londres e Dublin, sendo que a produção em Moçambique representa aproximadamente sete por cento das matérias-primas globais de titânio, com clientes em 15 países, que usam os seus minerais em tintas, plásticos e cerâmica.

De acordo com a Lusa, a Kenmare pagou em 2024 cerca de 48 milhões de dólares em dividendos e investiu 140 milhões de dólares.

Factura com a importação de combustíveis dispara em 2024

De acordo com um relatório estatístico do Banco de Moçambique, com dados de janeiro até ao final de setembro de 2024, o custo com a importação de combustíveis pelo país ascendeu a 301 milhões de dólares no primeiro trimestre, subiu para 621,1 milhões de dólares (604 milhões de euros) no segundo, e para 935,9 milhões de dólares (910 milhões de euros) no terceiro.

Em apenas nove meses, o custo com a importação de todo o tipo de combustíveis ascendeu a 1.858 milhões de dólares (1.808 milhões de euros), mais do que o registado em todo o ano de 2023, 1.417 milhões de dólares (1.378 milhões de euros), e quase tanto como no ano de 2022: 1.966 milhões de dólares (1.912 milhões de euros).

Num período afetado pelas consequências económicas da pandemia de covid-19, Moçambique importou 947 milhões de dólares (921 milhões de euros) em combustíveis em todo o ano de 2021 e 542 milhões de dólares (527 milhões de euros) em 2020.

O Banco de Moçambique anunciou em junho de 2023 que iria deixar de comparticipar as faturas de importação de combustíveis do país ao exterior, considerando que os valores já podem ser suportados pelos bancos comerciais.

A comparticipação remonta a 2005 e chegou a ser de 100% depois de 2010, porque havia “grandes montantes, que variavam entre a 10 a 20 milhões de dólares numa só fatura”, tornando-as incomportáveis para um banco ou conjunto de bancos suportá-la, explicou na altura Silvina de Abreu, administradora do banco central.

Nos últimos anos, “as faturas são bastante fragmentadas”, às vezes da ordem de “um milhão de dólares ou menos” o que permite que bancos de menor dimensão possam entrar “neste mercado de financiamento para combustíveis”, acrescentou.

Ludovina Bernardo: Primeira mulher a liderar a ENH

Aos 51 anos, Ludovina Bernardo torna-se a primeira mulher a liderar a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), assumindo o cargo de Presidente do Conselho de Administração (PCA) em 19 de agosto de 2024. Com uma carreira marcada por mais de 25 anos de experiência no sector público, Ludovina traz para a ENH uma vasta bagagem em gestão estratégica, planificação e desenvolvimento de políticas públicas.

Trajectória e experiência

Natural de Moçambique, Ludovina Bernardo possui uma Licenciatura em Gestão de Empresas pela Universidade Politécnica e um Mestrado em Administração Pública pelo Instituto Superior de Administração Pública (ISAP). Ademais, completou formações em Planificação Estratégica e Operacional, Administração e Governação Local.

Antes de assumir a liderança da ENH, Ludovina ocupava o cargo de Vice-Ministra da Indústria e Comércio, desde fevereiro de 2020. Durante sua trajectória, desempenhou diversas funções de destaque, como Directora Nacional de Administração e Recursos Humanos no Ministério de Planificação e Desenvolvimento, Directora Nacional de Comunicações no Ministério dos Transportes e Comunicações, e Assessora no Gabinete do Primeiro-Ministro.

Ludovina Bernardo coordenou ainda importantes projectos de impacto nacional, como os Planos Estratégicos de Desenvolvimento do Niassa (2007-2017) e de Maputo (2015-2022), focados na mobilização de investimentos para projectos estruturantes. Também liderou programas como o Industrializar Moçambique, que visa aumentar a competitividade económica do país.

Desafios e perspectivas

No comando da ENH, Ludovina Bernardo enfrentará o desafio de consolidar Moçambique como um actor relevante na indústria de hidrocarbonetos. Com reservas estimadas em mais de 180 triliões de pés cúbicos de gás natural, o país está posicionado entre os maiores produtores mundiais, sendo fundamental gerir esses recursos de forma estratégica e sustentável.

Sob sua liderança, a ENH deverá reforçar o compromisso com a transição energética, a diversificação económica e o fortalecimento das capacidades locais, assegurando que os benefícios do sector sejam amplamente distribuídos para a população moçambicana.

A nomeação de Ludovina Bernardo assinala um marco histórico na liderança feminina em Moçambique, reafirmando o compromisso do país com a promoção da igualdade de género em posições de decisão estratégica. (Simão Djedje)