Thursday, June 4, 2026
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Marcelino Gildo Alberto: O Novo Comandante das Linhas Aéreas de Moçambique

A Assembleia-geral das Linhas Aéreas de Moçambique, reunida em sessão extraordinária, indicou  Marcelino Gildo Alberto ao cargo de Presidente do Conselho de Administração da empresa.

Marcelino Gildo Alberto ocupa o lugar de Américo Muchanga, agora ministro das Comunicações e Transformação Digital.

A indicação de Marcelino Gildo Alberto para PCA das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) foi considerada positiva por fontes do sector ouvidas por “Profile”. Marcelino Gildo Alberto iniciou a sua carreira na empresa Electricidade de Moçambique (EDM) em 1993, onde desempenhou diversas funções, incluindo Chefe de Departamento, Gestor de Projectos, Director de Projectos, Membro do Conselho de Administração e Assessor do PCA.

Em 17 de Junho de 2020, foi nomeado Presidente do Conselho de Administração (PCA) da empresa, durante quatro anos, posição que foi substituído em Julho do ano passado. Para o seu lugar foi nomeado Joaquim Henriques Ou-chim.

Marcelino Gildo Alberto, um quadro que cresceu na EDM, chega à LAM, numa altura em que a companhia aérea está a operar numa situação de vulnerabilidade extrema, com grandes dificuldades de cumprir com as suas obrigações financeiras e operacionais.

Visão e Liderança é o vector de reputação mais marcante da liderança do Eng.º Marcelino Gildo Alberto, justificada pelas relações comerciais com outras entidades como a RNT, ZESCO e HCB.

A multinacional CARMA, especialista em Media Intelligence, publicou um estudo sobre os quadros executivos mais mediáticos de Moçambique, em 2023, denominado “CEO Media Report Moçambique 2023”.

O relatório da CARMA concluiu que o Eng.º Marcelino Gildo Alberto, na altura Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Electricidade de Moçambique, E.P. (EDM),  em 2022 ocupava a primeira posição no ranking em termos de volume de artigos publicados nos meios de comunicação social, transitou, em 2023, para a segunda posição como o CEO com maior visibilidade no País.

Marcelino Gildo Alberto: The New Commander of Mozambique Airlines

The General Assembly of Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), convened in an extraordinary session, appointed Marcelino Gildo Alberto as the Chairman of the Board of Directors of the company.

He succeeds Américo Muchanga, who has now taken on the role of Minister of Communications and Digital Transformation.

Industry sources interviewed by “Profile” considered Marcelino Gildo Alberto’s appointment to the leadership of LAM a positive decision. His career began at Electricidade de Moçambique (EDM) in 1993, where he held various positions, including Department Head, Project Manager, Project Director, Board Member, and Advisor to the Chairman.

On June 17, 2020, he was appointed Chairman of the Board of Directors (PCA) of EDM for a four-year term, a position he held until July last year, when he was replaced by Joaquim Henriques Ou-Chim.

Now, Marcelino Gildo Alberto transitions to LAM at a time when the airline is facing severe financial and operational challenges, struggling to meet its obligations.

His leadership is defined by a strong reputation for vision and strategic management, bolstered by key commercial relationships with entities such as RNT, ZESCO, and HCB.

The multinational CARMA, a specialist in Media Intelligence, published a study in 2023 titled “CEO Media Report Mozambique 2023”, ranking Marcelino Gildo Alberto among the most media-visible executives in the country.

In 2022, while still Chairman of EDM, he ranked first in terms of media coverage. In 2023, he secured the second spot, confirming his prominent status among Mozambique’s top executives.

Banco Central aplica multas milionárias ao BCI, ABSA, Ecobank e mais seis instituições financeiras

O Banco de Moçambique (BM) sancionou nove instituições de crédito e sociedades financeiras entre Dezembro de 2023 e Dezembro de 2024, aplicando multas milionárias por diversas infracções relacionadas às normas prudenciais, prevenção e combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo, violações cambiais e protecção do consumidor de produtos e serviços financeiros.

As sanções enquadram-se nas disposições da Lei n.º 20/2020, de 31 de Dezembro (Lei das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras), Lei n.º 11/2022, de 7 de Julho (Lei sobre Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais, Financiamento ao Terrorismo e Armas de Destruição em Massa), Lei n.º 11/2009, de 11 de Março e Lei n.º 28/2022, de 29 de Dezembro (Leis Cambiais), além dos avisos emitidos pelo Banco Central.

Entre as instituições multadas, a M-Mola, SA recebeu a maior penalização, no valor de 44.979.782,00 meticais, por falta de registo de operações cambiais e gestão inadequada de moeda electrónica, além de disponibilizar produtos financeiros sem comunicação prévia ao Banco de Moçambique.

O Banco Comercial e de Investimentos (BCI) foi multado em três ocasiões, totalizando 43.603.409,60 meticais, pelas infracções de constituição inadequada do conselho de administração, ausência de políticas de prevenção de riscos relacionados ao branqueamento de capitais e não submissão, no prazo regulamentar, do relatório e contas referente ao exercício económico de 2023.

Outras instituições também receberam multas significativas. A Multicâmbios, Lda. foi sancionada em 1.251.692,40 meticais por falta de registo de operações cambiais. O Banco Letshego, SA foi multado em 1.434.085,00 meticais, enquanto o Banco Société Générale Moçambique, SA recebeu uma multa de 1.763.924,55 meticais, ambos por inobservância do prazo de resposta às notificações do Banco de Moçambique em processos de reclamação de clientes e pela prestação de informações falsas durante esses processos.

O Absa Bank Moçambique, SA foi penalizado em 2.000.000,00 meticais por contratação de derivados over-the-counter (OTC) sem autorização do Banco de Moçambique e falta de registo e reporte dessas operações. O Moza Banco, SA e o First National Bank, SA foram multados em 500.000,00 meticais cada, por violação do dever geral de verificação e informação na realização de operações cambiais.

Por sua vez, o Ecobank Moçambique, SA recebeu uma multa de 894.066,00 meticais, devido à violação do prazo regulamentar para submissão do relatório e contas do exercício económico de 2023.

As infracções cometidas incluem, entre outras, a criação e gestão inadequada de moeda electrónica, a realização de transacções fora da rede única nacional de pagamentos electrónicos, a falta de planos de acção para solucionar causas de reclamações de clientes e a contratação de derivados financeiros sem autorização do regulador. Algumas instituições também violaram o dever de aplicação de medidas reforçadas de diligência em relação à clientes classificados como pessoas politicamente expostas (PEPs) e operações internacionais.

Contudo, o Banco de Moçambique justifica que tais medidas, visam reforçar a estabilidade do sistema financeiro nacional e assegurar o cumprimento das normas legais, promovendo a confiança pública e a protecção dos consumidores.

Quantos designers há em África? Africans Who Design responde

Já se perguntou quantos designers há no continente africano? Dependendo da área, talvez sim, talvez não, mas a verdade é que é uma questão que não pode ficar sem resposta agora que foi formulada.

Alinhado com a sua missão de celebrar a excelência africana e o talento africano no design, a plataforma Africans Who Design iniciou o 2025 apresentando o “The State of Design in Africa”, relatório que nos traz a resposta para a questão anteriormente feita.

“Estamos em 2025 e, de alguma forma, ainda ninguém contou correctamente o número de designers que África tem. Isto é surpreendente, não é? Por isso, fizemo-lo nós próprios.”

►► Lê-se no relatório que refere ainda ser este um fim à questão: há designers em África?

Há um milhão de designers em África

Ao todo, baseado no LinkedIn como fonte de informação, analisando cerca de 22 especializações, o berço da humanidade conta com cerca de 1.299.936 milhões de designers no continente, onde:

Nigéria não só tem a maior população do continente

Nas descobertas mais significativas, o relatório mostra que Nigéria não só tem a maior população do continente, mas também encontra-se posicionada com maior número de designers (302.630 designers); já o norte de África apresenta grandes números com Egipto (250.849) e Marrocos (64.368).

Para a plataforma, criada há quase um ano, os dados revelam informações surpreendentes que realçam o crescimento e a diversidade dos profissionais de design africanos.

No entanto, reconhece que nem toda a gente está no LinkedIn, o que introduz certas limitações e algumas das pessoas contadas reivindicam múltiplas especializações e provavelmente outro milhão de designers pode ter escapado.

Africans Who Design é uma iniciativa criada e promovida pela World Class Designer, escola de design, com vista servir de farol de inspiração e celebração da rica diversidade e criatividade da comunidade de design africana.

Conta actualmente com cerca de 300 profissionais registados na plataforma de sediados em diversos cantos do continente. (Kabum)

BdM: BNI e Ecobank lideram lista de instituições com crédito malparado

O Banco de Moçambique (BdM) revelou que mais de 40 por cento do crédito concedido pelo Banco Nacional de Investimento (BNI) e pelo Ecobank estava em incumprimento no final de Setembro do ano passado, sublinhando que a maioria das instituições bancárias nacionais apresentava rácios acima dos 5 por cento recomendados no mesmo período.

No relatório sobre Indicadores Prudenciais e Económico-Financeiros, o banco central explicou que o BNI (que integra a lista de instituições com menos de mil clientes) fechou o terceiro trimestre com um rácio de crédito malparado (NPL) de 41,09 por cento, sendo que no primeiro trimestre este já se situava nos 52,4 por cento.

O Ecobank registou um rácio de 43,78 por cento, seguido do Moza Banco, com 23,69 por cento, e do Access Bank, com 17,92 por cento.

Da lista divulgada pelo banco central, baseada em dados fornecidos pelas próprias instituições financeiras, apenas o United Bank for Africa (UBA), o First National Bank (FNB), o Standard Bank e o First Capital Bank (FCB) registaram rácios de crédito malparado inferiores aos 5 por cento recomendados, com 1,74 por cento, 2,30 por cento, 3,50 por cento e 4,06 por cento, respectivamente.

Entretanto, o Millennium bim, um dos maiores bancos do país e liderado pelo BCP de Portugal, viu o seu rácio de crédito malparado atingir 5,27 por cento, enquanto o Banco Comercial e de Investimentos (BCI), liderado pela Caixa Geral de Depósitos, atingiu os 9,97 por cento.

No final de 2024, o governador do BdM, Rogério Zandamela, afirmou que o sector bancário nacional era “sólido e bem capitalizado”, mas alertou que os níveis de crédito malparado permaneciam elevados.

“O rácio de crédito malparado continua a situar-se em níveis relativamente altos”, descreveu, apontando que, em Setembro do ano passado, estava nos 9,1 por cento do total, contra 9,3 por cento no mesmo mês do ano anterior.

BdM: BNI and Ecobank Lead the List of Institutions with Non-Performing Loans

The Bank of Mozambique (BdM) revealed that more than 40 percent of the credit granted by the Banco Nacional de Investimento (BNI) and Ecobank was in default at the end of September last year, highlighting that most national banking institutions recorded ratios above the recommended 5 percent during the same period.

In its report on Prudential and Economic-Financial Indicators, the central bank explained that BNI (which is among the institutions with fewer than 1,000 clients) closed the third quarter with a non-performing loan (NPL) ratio of 41.09 percent, down from 52.4 percent in the first quarter.

Ecobank recorded an NPL ratio of 43.78 percent, followed by Moza Banco with 23.69 percent and Access Bank with 17.92 percent.

From the list published by the central bank—based on data provided by the financial institutions themselves—only the United Bank for Africa (UBA), First National Bank (FNB), Standard Bank, and First Capital Bank (FCB) recorded NPL ratios below the recommended 5 percent, with 1.74 percent, 2.30 percent, 3.50 percent, and 4.06 percent, respectively.

Meanwhile, Millennium bim, one of the country’s largest banks and led by BCP of Portugal, saw its NPL ratio reach 5.27 percent, while the Banco Comercial e de Investimentos (BCI), led by Caixa Geral de Depósitos, recorded 9.97 percent.

At the end of 2024, BdM Governor Rogério Zandamela stated that the national banking sector remained “solid and well-capitalized”, but warned that non-performing loan levels remained high.

“The NPL ratio continues to be at relatively high levels,” he noted, adding that in September last year, it stood at 9.1 percent of total loans, compared to 9.3 percent in the same month of the previous year.

Invictus Investment adquire Merec Industries, a maior produtora de farinha no país

A Invictus Investment Company Plc anunciou, por meio de um comunicado, a conclusão da aquisição da Merec Industries, a maior empresa de moagem de farinha em Moçambique.

A transacção foi realizada por meio da compra da holding Stratton Africa Holdings Limited, sediada nas Maurícias, junto aos accionistas Amethis Fund II e Merec Financial. Com esta operação, a Invictus reforça a sua presença no continente africano.

A Merec Industries, considerada um líder de mercado em Moçambique, com uma capacidade de processamento de aproximadamente um milhão de toneladas de trigo e milho por ano, tem as suas instalações, localizadas em Maputo, Beira e Nacala.

A empresa também dispõe de um terminal de grãos no porto de Maputo e uma capacidade de armazenamento de mais de 145 mil toneladas, facilitando a logística e a distribuição de produtos.

Segundo o comunicado, a aquisição deverá aumentar as receitas consolidadas da Invictus em mais de mil milhões de dirhams (272 milhões de dólares) por ano, além de acelerar os investimentos e a expansão das actividades comerciais. A empresa espera ainda que o EBITDA mais que duplique até 2025, impulsionando o crescimento e contribuindo para a meta de atingir 25 mil milhões de dirhams (6,8 mil milhões de dólares) em receitas até 2028.

A Invictus sublinha que esta transacção terá um impacto significativo na economia moçambicana, promovendo a segurança alimentar e criando novos postos de trabalho. O crescimento populacional e a urbanização no país aumentam a procura por produtos à base de trigo, com uma taxa de crescimento anual estimada de 6% entre 2022 e 2027. O mercado de massas alimentícias também apresenta perspectivas de expansão, com uma taxa de crescimento anual prevista de 9,5%.

Esta é a segunda transacção da Invictus no continente africano, após a aquisição de 60% da Graderco, uma das maiores empresas de comercialização de grãos em Marrocos. (BN)

Mineradora ERG pondera vender seus activos em Moçambique

O Director Executivo do Eurasian Resources Group (ERG) revelou, na segunda-feira, que a mineradora tenciona vender seu activos em Moçambique, como uma medida de reformas para reduzir custos na produtora de cobalto e cromo.

“O mercado está muito, péssimo e em depressão.  Penso que vai ficar assim pelos próximos dois a três anos”, disse Nicolas Treand, à Bloomberg TV em uma entrevista no Mining Indaba, na Cidade do Cabo, África do Sul.

Entretanto, a prioridade para o ERG é, segundo Treand, rever as suas licenças na República Democrática do Congo devido aos elevados custos para sua manutenção.

A RDC está em conflito armado com o grupo M23, apiado pelas tropas do Ruanda. Nicolas Treand prevê que o conflito perdure por mais tempo, mas não crê que as operações da ERG sejam afectadas. “Estamos muito longe”.

A mineradora também está a analisar projectos na África do Sul e no Zimbábue, como parte da reformulação, disse Treand.

Mining Company ERG Considers Selling Its Assets in Mozambique

The CEO of Eurasian Resources Group (ERG) revealed on Monday that the mining company intends to sell its assets in Mozambique as part of a restructuring plan aimed at cutting costs for the cobalt and chrome producer.

“The market is very bad, depressed. I think it will remain this way for the next two to three years,” said Nicolas Treand in an interview with Bloomberg TV during the Mining Indaba conference in Cape Town, South Africa.

However, according to Treand, ERG’s priority is to review its licenses in the Democratic Republic of the Congo (DRC) due to the high costs of maintaining them.

The DRC is currently in armed conflict with the M23 group, which is supported by Rwandan troops. Treand expects the conflict to persist for some time but does not believe ERG’s operations will be affected. “We are very far away.”

As part of its restructuring, the mining company is also evaluating projects in South Africa and Zimbabwe, Treand added.

Taxa de Juro de Referência mantém-se em 19% em fevereiro após Quatro Cortes seguidos, apesar da descida da Taxa MIMO

Associação Moçambicana de Bancos (AMB) anunciou que, após quatro cortes consecutivos, a taxa de juro de referência, conhecida como prime rate, vai permanecer inalterada em 19,0% em Fevereiro de 2025. Este anúncio segue uma série de ajustes feitos pelo Banco de Moçambique (BdM), que iniciou a redução da taxa MIMO, responsável pela orientação da taxa de juro de referência, em janeiro de 2024, passando de 24,1% para 19,0%.

prime rate, que determinou a dinâmica do crédito no País, foi corte consecutivo em diversos meses, com ajustes significativos desde o meio de 2023. A taxa de referência, que estava em 15,5% em fevereiro de 2021, viu uma inversão de tendência ao atingir picos de 24,1% em julho de 2023, para posteriormente reduzir gradualmente até o atual patamar de 19,0%.

O Contexto e os cortes de taxa

Desde o início de 2024, o Comitê de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique começou a reduzir a taxa MIMO em resposta às expectativas de inflação mais baixas. A taxa MIMO passou de 12,75% para 12,25% em janeiro de 2025, como parte da política de controle da inflação, enquanto o país enfrenta incertezas associadas aos riscos fiscais e choques climáticos. Este movimento de redução de taxas, apesar de ser uma tentativa de controlar a inflação, também visa aliviar a pressão sobre o custo do crédito e promover a recuperação económica do país.

A taxa de prime rate é uma taxa fundamental que impacta o custo do crédito em Moçambique, e seu comportamento está intimamente ligado à taxa de política monetária do banco central. Esta taxa é usada pelos bancos comerciais como base para definir as taxas de juro aplicadas aos empréstimos com taxas variáveis, afectando directamente tanto as empresas quanto os consumidores.

Análise da situação actual

A decisão de manter a taxa de juro de referência em 19% para fevereiro de 2025, após uma série de cortes, mostra a estabilização gradual da política monetária no país. De acordo com a AMB, o impacto da taxa de juro de referência tem sido significativo no custo do crédito no mercado financeiro moçambicano. Os cortes na taxa de juro de referência visam estimular a economia, facilitar o acesso ao crédito e, ao mesmo tempo, garantir que a inflação se mantenha sob controle, com a previsão de que se mantenha abaixo de um dígito médio a médio prazo.

No entanto, as taxas de juro mais baixas podem não ser suficientes para aliviar completamente a pressão sobre os setores mais afetados pela escassez de liquidez e pela volatilidade económica. Além disso, o aumento dos risco pós-eleitoral, o risco fiscal e os impactos dos choques climáticos podem continuar a representar desafios para uma recuperação sustentável.

Expectativas para o futuro: Estabilidade ou novos cortes?

Com a manutenção da prime rate em 19%, os analistas aguardam uma estabilização na economia moçambicana, especialmente em termos de crédito e financiamento. Contudo, o Banco de Moçambique pode continuar a ajustar a taxa de juro dependendo da evolução das expectativas de inflação, dos riscos fiscais e da estabilidade política do País.

Os investidores e empresários que dependem de crédito acessível têm mostrado interesse em uma política monetária mais agressiva, com cortes adicionais na taxa de juro. No entanto, o BdM adoptará uma postura cautelosa, ajustando as taxas conforme os sinais econômicos e as necessidades do mercado. 

A manutenção da taxa de juro de referência em 19% é um reflexo das dificuldades e das incertezas que o país ainda enfrenta, mas também um sinal de um possível período de estabilidade após a série de cortes que começaram em 2024. Para o sistema bancário, essa taxa influencia directamente a margem de lucro dos bancos, enquanto para as famílias e empresas, o custo do crédito continuará a ser elevado, embora mais acessível do que antes.