Saturday, April 11, 2026
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Toyota é a marca automóvel mais valiosa do mundo, segundo a Interbrand

  • A Toyota volta a ser, mais uma vez, a marca automóvel mais valiosa do mundo. Segundo o estudo da “Best Global Brands 2022”, publicado pela Interbrand, entidade consultora de marcas global.
  • Desde 2004 que a Toyota é consecutivamente a marca automóvel mais valiosa segundo o estudo independente da Interbrand.
  • A Toyota é a marca automóvel mais valiosa do mundo subindo para a 6ª posição do estudo (subindo um lugar no ranking quando comparado com 2021). A Interbrand coloca a Toyota com um valor estimado de 59.757 milhões de dólares.

A Toyota é reconhecida como a marca pioneira na eletrificação do automóvel. Já passou um quarto de século desde o lançamento do modelo Prius em 1997, havendo hoje mais de 20 milhões de automóveis a circular com a tecnologia híbrida Toyota. A marca continua a inovar e a projetar o futuro, em 2014 apresentou o Mirai, (que significa futuro em Japonês) o primeiro sedan elétrico de produção em série movido a pilha de combustível. Um carro elétrico a hidrogénio que é zero emissões e que emite apenas água limpa. Este ano está a lançar o bZ4X o primeiro elétrico a bateria com plataforma dedicada.

O novo SUV 100% elétrico é o primeiro de uma gama de modelos bZ, acrónimo de Beyond Zero. Porque para a Toyota, ir além de zero significa o compromisso com mobilidade eletrificada e novos veículos zero emissões, que proporcionam uma superior experiência de condução.

A consultora Interbrand é considerada líder mundial nesta área. Publica o ranking das 100 maiores marcas com base numa metodologia própria que analisa várias vertentes de uma marca. A Interbrand lançou o relatório Best Global Brands há cerca de 20 anos para fornecer aos profissionais de marketing, investidores e consumidores informações detalhadas sobre o estado das marcas que definiram o consumismo moderno e a evolução dos setores em que operam.

Reservas bancárias crescem, mas com impactos no mercado

As reservas obrigatórias dos bancos moçambicanos voltaram a crescer em setembro, atingindo o histórico acumulado de 268.392 milhões de meticais (4.031 milhões de euros), aumentando 13% no último ano, segundo dados oficiais compilados hoje pela Lusa.

De acordo com dados de relatórios estatísticos do Banco de Moçambique, o volume destas reservas tem vindo a bater recordes mensais consecutivos praticamente no último ano e meio. Em setembro de 2023, essas reservas obrigatórias ascendiam a 237.092 milhões de meticais (3.561 milhões de euros).

As reservas obrigatórias dos bancos comerciais no banco central estavam fixadas pelo Banco de Moçambique no coeficiente de 10,5% em moeda nacional e 11% em moeda estrangeira no início de janeiro de 2023.

Mas nos primeiros seis meses de 2023 o banco central aumentou por duas vezes o coeficiente, para “absorver a liquidez excessiva no sistema bancário, com potencial de gerar uma pressão inflacionária”.

O último desses aumentos aconteceu em junho do ano passado, chegando então a 39% dos depósitos em moeda nacional e 39,5% no caso de moeda estrangeira a ficarem em reserva bancária.

Desde o final de dezembro de 2022, quando ascendiam a 62.144 milhões de meticais (933 milhões de euros), o volume das reservas bancárias à guarda do banco central já aumentou mais de 332%.

O Banco de Moçambique decidiu em 30 de setembro manter inalterados, nestes valores máximos, pelo menos até 27 de novembro – data da próxima reunião do Comité de Política Monetária (CPMO) -, os coeficientes de reservas obrigatórias dos bancos comerciais, apesar dos apelos anteriores dos empresários e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O FMI defende a redução dos rácios de reservas, para impulsionar a economia, aconselhando alternativas para absorver excesso de liquidez e a remuneração das reservas.

“A redução dos elevados requisitos de reservas é essencial para aliviar as condições financeiras. Embora o sistema financeiro moçambicano apresente um excedente de liquidez estrutural, os aumentos significativos nas reservas obrigatórias em 2023 [de cerca da 10% para 40%] (…) podem ter sido maiores do que o necessário para absorver o excesso de liquidez”, lê-se no relatório do FMI da quarta avaliação ao programa de Facilidade de Crédito Alargado, concluído em julho.

Os empresários moçambicanos apontaram em 25 de julho a falta de divisas no mercado, levando a atrasos nos pagamentos ao exterior, multas e quebras na faturação, e apelaram ao banco central para reduzir o coeficiente de reservas obrigatórias, até agora sem efeito.

“No geral, a falta de divisas no mercado tem constrangido o processo de pagamento das faturas com o exterior”, sublinhou o vice-presidente da CTA, Zuneid Calumia.

Bank reserves grow, but with impacts on the market

The compulsory reserves of Mozambican banks grew again in September, reaching an all-time high of 268,392 million meticais (4,031 million euros), an increase of 13% over the last year, according to official data compiled today by Lusa.

According to data from the Bank of Mozambique’s statistical reports, the volume of these reserves has been breaking consecutive monthly records for almost the last year and a half. In September 2023, these mandatory reserves amounted to 237,092 million meticais (3,561 million euros).

The mandatory reserves of commercial banks at the central bank were set by the Bank of Mozambique at 10.5% in national currency and 11% in foreign currency at the beginning of January 2023.

But in the first six months of 2023 the central bank increased the coefficient twice, in order to “absorb excessive liquidity in the banking system, with the potential to generate inflationary pressure”.

The last of these increases took place in June last year, reaching 39% of deposits in national currency and 39.5% in the case of foreign currency to be held in bank reserves.
Since the end of December 2022, when they amounted to 62,144 million meticais (933 million euros), the volume of bank reserves held by the central bank has increased by more than 332%.

On September 30, the Bank of Mozambique decided to keep the mandatory reserve ratios of commercial banks unchanged at these maximum values, at least until November 27 – the date of the next meeting of the Monetary Policy Committee (CPMO) – despite previous appeals from businesspeople and the International Monetary Fund (IMF).

The IMF advocates reducing reserve ratios in order to boost the economy, advising alternatives for absorbing excess liquidity and remunerating reserves.

“Reducing the high reserve requirements is essential to ease financial conditions. Although the Mozambican financial system has a structural liquidity surplus, the significant increases in reserve requirements in 2023 [from around 10% to 40%] (…) may have been greater than necessary to absorb excess liquidity,” reads the IMF report on the fourth evaluation of the Extended Credit Facility program, concluded in July.

On July 25, Mozambican businesspeople pointed to the lack of foreign currency on the market, leading to delays in payments abroad, fines and shortfalls in invoicing, and called on the central bank to reduce the mandatory reserve ratio, which has so far had no effect.
“In general, the lack of foreign currency on the market has constrained the process of paying invoices abroad,” said CTA vice-president Zuneid Calumia.

Bancos comerciais limitam transações no estrangeiro

Cartões de crédito

Os principais bancos comerciais que operam em Moçambique impuseram recentemente limites transacionais dos cartões de débito em operações no estrangeiro, numa altura em que Moçambique é pressionado para sair da lista cinzenta do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI), uma entidade internacional que trabalha para a prevenção e repressão da lavagem de dinheiro, do financiamento do terrorismo, do confisco dos lucros do crime e da cooperação internacional nestas matérias.

Os novos limites foram impostos pelos dois bancos de importância sistémica, nomeadamente o Banco Comercial e de Investimento (BCI) e o Banco Internacional de Moçambique (BIM). O BCI deliberou a alteração do limite trimestral por cliente, de 750 mil Meticais para o limite de 250 mil Meticais; o limite diário de compras com cartões Pré-Pagos (Tako Pago e Mambas) no estrangeiro passa, temporariamente, de 250 mil Meticais para 20 mil Meticais; o limite máximo diário para compras em Wallets internacionais e Criptomoedas, passa, temporariamente a ser de 5 mil Meticais.

O limite de levantamento em países considerados de alto risco com todos os Números de Identificação Bancária (BIN`s, em inglês), passa a ser de 5 mil Meticais. Adicionalmente, o BCI informou que o limite máximo anual permitido por entidade para compras e levantamentos no exterior através de meios de pagamentos (cartões) do banco é de 3 milhões de Meticais.

Num comunicado a que “Carta” teve acesso, o BCI explica que as mudanças foram feitas na sequência da monitoria permanente de transacções, no estrangeiro. Nesse contexto, o Banco afirma ter introduzido o processo de automatização de bloqueio de transacções acima do limite autorizado.

Por sua vez, o BIM informou no dia 09 de Novembro corrente que entravam em vigor novos limites transacionais dos cartões no estrangeiro. Para levantamentos diários em ATM, o montante varia de 25 mil Meticais a 50 Mil Meticais, dependendo do tipo de cartão. Por exemplo, para os usuários do cartão “Classic”, o montante diário é mesmo de 25 mil em ATM; cartão “TOP”, 30 mil Meticais; cartão “Prestige”, 35 mil Meticais e cartão “Platinum”, 50 mil Meticais.

No E-commerce, o BIM determinou que o limite máximo mensal é de 10 mil Meticais para todo o tipo de cartões. Cumulativamente, por cada cliente (que faça a sua transacção em ATM, POS e E-commerce), o BIM determinou que o limite mensal é de 300 mil para cartões “Classic”, 450 mil Meticais para cartões “TOP”, 600 mil para cartões “Prestige” e 700 mil Meticais para cartões “Platinum”.

Para períodos de um ano, o BIM determinou que, cumulativamente, por cada cliente (que faça sua transacção em ATM, POS e E-commerce), o limite anual é de 2.5 milhões de Meticais para cartões “Classic” e “TOP”, 4 milhões para cartões “Prestige” e 5 milhões de Meticais para cartões “Platinum”.

Ao que “Carta” apurou, os bancos comerciais têm cobertura legal para o reajuste dos referidos limites assim que as condições do mercado justificarem. Contudo, desta vez, a revisão acontece numa altura em que as autoridades estatais lutam para retirar o país da Lista Cinzenta do GAFI, donde faz parte desde Outubro de 2022, depois de o organismo ter constatado incumprimentos nas acções de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo no país.

Para tirar Moçambique da referida Lista, as autoridades têm estado a trabalhar para corrigir deficiências constatadas pelo GAFI no combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo, especificamente na área da legislação, na identificação do beneficiário efectivo, na fraca avaliação nacional e sectorial de risco, bem como fraco recrutamento dos recursos humanos e capacitação financeira e técnica institucional.

Mercê desse esforço, Moçambique já cumpriu 18 das 26 recomendações para a saída da Lista. A avaliação do GAFI divulgada há um mês elogiou os progressos alcançados pelo país no quinto relatório das actividades levadas a cabo para sair da Lista. Moçambique apresenta o próximo relatório no dia 24 de Novembro corrente.

ENH vai especializar-se em perfurações no mar

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) está a investir na sua especialização na prestação de serviços de perfuração offshore (no mar), na área de pesquisa e produção, reforçando, assim, a participação do Estado nos projectos de gás e petróleo no país.

Para o efeito, foi assinado sexta-feira, em Maputo, um acordo de accionistas entre a ENH Exploration, entidade de objecto específico da ENH, e a Saipem International B.V., em representação da multinacional italiana de serviços SAIPEM.

Conforme soube o “Notícias”, a sociedade a ser criada terá como missão a prestação de serviços com base na utilização de uma plataforma de perfuração offshore, com as competências adequadas e um sistema de gestão de projectos de HSE (Higiene, Saúde e Segurança) em Moçambique.

O capital social da sociedade está dividido em 51 por cento para a ENH e 49 para a Saipem, numa parceria válida por um período de oito anos, renováveis dependendo das partes.

Este projecto coloca a ENH como operadora principal na prestação de serviços de perfuração no mar, destacando-se no mercado doméstico e regional como um dos poucos actores deste segmento com capacidade própria, contribuindo para o reforço da economia nacional.

A assinatura foi testemunhada pelo ministro dos Recursos Minerais e Energia, Carlos Zacarias, e pela Presidente do Conselho de Administração da ENH, Ludovina Bernardo.

A ENH tem como principais activos as participações nos contratos de concessão de exploração e produção de petróleo e gás.

Os activos da empresa incluem bens e equipamentos de pesquisa, entre o processamento de gás natural e todo o complexo associado, em um raio de cerca de 850 quilómetros que liga Pande/Temane à região de Secunda, na África do Sul. Este gasoduto é plenamente gerido e operado pela ENH e os parceiros do projecto.

Na vertente de distribuição, a ENH está envolvida na distribuição do gás de cozinha produzido no mercado doméstico e em outros mercados internacionais, destacando-se como uma das empresas de referência no sector energético em Moçambique.

ENH to specialize in offshore drilling

Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) is investing in its specialization in providing offshore drilling services in the area of exploration and production, thus reinforcing the state’s participation in the country’s oil and gas projects.

To this end, a shareholders’ agreement was signed on Friday in Maputo between ENH Exploration, an ENH special purpose vehicle, and Saipem International B.V., representing the Italian multinational services company SAIPEM.

As “Notícias” has learned, the mission of the company to be created will be to provide services based on the use of an offshore drilling platform, with the appropriate skills and an HSE (Hygiene, Health and Safety) project management system in Mozambique.

The company’s share capital is divided into 51 percent for ENH and 49 percent for Saipem, in a partnership valid for a period of eight years, renewable depending on the parties.

This project places ENH as the main operator in the provision of offshore drilling services, standing out in the domestic and regional market as one of the few players in this segment with its own capacity, contributing to strengthening the national economy.

The signing was witnessed by the Minister of Mineral Resources and Energy, Carlos Zacarias, and the Chairman of ENH’s Board of Directors, Ludovina Bernardo.

ENH’s main assets are its stakes in oil and gas exploration and production concession contracts.

The company’s assets include assets and research equipment, natural gas processing and the entire associated complex, within a radius of about 850 kilometers linking Pande/Temane to the Secunda region in South Africa. This pipeline is fully managed and operated by ENH and the project partners.

On the distribution side, ENH is involved in distributing the cooking gas produced to the domestic market and other international markets, standing out as one of the benchmark companies in the energy sector in Mozambique.

Standard Bank capacita 28 PMEs com a 5.ª Edição do Icreate

Arrancou, recentemente de modo virtual, a quinta edição do programa Icreate, um programa de fortalecimento de capacidade focado em PMEs, preparando-as para escalabilidade e crescimento, promovido pela Incubadora de Negócios do Standard Bank.

Com duração de sete semanas, o programa reúne 28 empresas de todo o País, que operam em diversos sectores, como agricultura, serviços e logística, oferecendo ferramentas e recursos personalizados para aumentar a competitividade e a sustentabilidade a longo prazo.

Diferente das edições anteriores, a quinta edição do programa Icreate foi concebida exclusivamente para os clientes do Standard Bank, oferecendo um acompanhamento ainda mais personalizado e soluções sob medida para cada negócio, capacitando-os para enfrentar os desafios do mercado e alcançar os seus objectivos.

Ao investir no desenvolvimento das PMEs, o Standard Bank reafirma o seu compromisso em fortalecer a economia local e promover o crescimento sustentável.

Dirigindo-se aos participantes, Esselina Macome, presidente do Conselho de Administração do Standard Bank, referiu que a iniciativa tem por objectivo impulsionar o desenvolvimento das PMEs para melhor servir o mercado.

“Temos constatado que grande parte das nossas empresas ainda não constitui o segmento mais vibrante na economia para proporcionar mais emprego, razão pela qual iremos dar o nosso contributo para que as PMEs possam fazer crescer os seus negócios e, desta feita, contribuir para o desenvolvimento do País”, disse.

A mais alta dirigente do Standard Bank expressou ainda a sua convicção de que os participantes saberão tirar maior proveito da formação, enfatizando que se trata de uma actividade através da qual o banco pretende marcar a diferença no mercado.

Participante de uma das edições anteriores do Icreate, Eva Chilane, fundadora da Cleaning Star, narrou a forma como a formação influenciou o crescimento e consolidação do seu negócio.

“O segredo não reside apenas em participar no programa. Tem de haver interesse e vontade de aprender. O Icreate mudou tanto a minha vida como o meu negócio porque, assim que terminou a formação, fiquei grávida. Mas, mesmo assim, decidi continuar focada no trabalho, em cumprimento de um dos princípios que aprendi no programa”, contou.

A competência na liderança, conforme destacou, constitui uma das ferramentas que adquiriu durante a formação e que lhe permitiu estabelecer algumas parcerias:

“Estamos a expandir o negócio para a área de reciclagem, em parceria com uma empresa sul-africana. Ressuscitei literalmente o meu negócio, com base na implementação das ferramentas adquiridas no Icreate”, concluiu.

 

Afinal, quem lidera o mercado automóvel em Moçambique?

A indústria automóvel em Moçambique está em plena transformação, alimentada por tendências globais e pela crescente procura de consumidores mais exigentes. Este sector estratégico está a evoluir rapidamente, com as concessionárias locais a desempenharem um papel crucial na oferta de soluções modernas e sustentáveis. Neste artigo, apresentamos as principais concessionárias do país e o contexto dinâmico em que operam.

Tendências no mercado automóvel

A procura por veículos eléctricos e híbridos é uma tendência crescente em Moçambique, alinhada com o movimento global rumo a soluções sustentáveis. Os consumidores estão cada vez mais atentos à conectividade, segurança, conforto e assistência ao condutor. Por outro lado, a evolução tecnológica nas baterias e infraestruturas de carregamento, bem como os desafios associados à escassez de “chips”, impõem barreiras significativas às marcas e concessionárias locais.

No entanto, a modernização e automação contínua do sector, aliadas ao crescimento de economias emergentes e à popularidade de SUVs e veículos de baixo custo, oferecem uma oportunidade única para Moçambique consolidar o seu mercado automóvel.

Oportunidades e apoio ao sector

A posição estratégica de Moçambique como hub regional, aliada ao apoio governamental e ao aumento do poder de compra das famílias, fortalece as bases para o crescimento do sector automóvel. O investimento directo estrangeiro (IDE) e o foco em pesquisa e desenvolvimento (R&D) estão a criar novas oportunidades para marcas e concessionárias expandirem as suas operações e introduzirem modelos inovadores e acessíveis.

A competitividade entre marcas, especialmente no segmento de veículos ligeiros e SUVs, está a impulsionar o crescimento. A Hyundai e a Kia, por exemplo, ocupam cerca de 15% da quota de mercado, liderando a expansão do segmento pós-pandemia.

Desafios na indústria automóvel

Embora as oportunidades sejam promissoras, o mercado automóvel moçambicano enfrenta desafios significativos, como margens em declínio, volatilidade nos modelos de negócio e a necessidade de investimentos elevados. Ademais, a modernização das infraestruturas de carregamento e a adaptação às novas tendências tecnológicas são factores críticos para o sucesso a longo prazo.

A crescente entrada de novos players no mercado local reforça a necessidade de uma estratégia clara e de um compromisso com a inovação. As concessionárias que conseguirem equilibrar estas demandas estarão melhor posicionadas para liderar o sector nos próximos anos.

 

Concessionárias de destaque em Moçambique

Caetano Moçambique

  • Marcas Representadas: Peugeot, Renault, Volkswagen, JMC, Caetano Parts e Carplus.
  • Serviços: Venda de veículos novos e usados, assistência técnica e peças originais.

Contactos:

  • Telefone: +258 84 314 1882 / +258 84 132 0488
  • Email: info@caetano.co.mz
  • Website: www.caetano.co.mz
  • Localização: Avenida de Angola, nº 2290, Maputo.

CFAO Mobility – Moçambique

  • Marcas Representadas: Toyota, Hino e Suzuki.
  • Serviços: Venda de veículos novos e usados, assistência técnica e peças de reposição originais.

Contactos:

  • Telefone: +258 21 227 200
  • Website: www.toyota.co.mz
  • Localização: Rua do Lago Amaramba e Av. 25 de Setembro, Maputo.

Mundo Automóvel

Serviços: Aluguer, compra, venda e gestão de manutenções de veículos.

Contactos:

  • Telefone: +258 84 723 3227
  • Email: info@mundoautomovel.co.mz
  • Website: www.mundoautomovel.co.mz
  • Localização: Rua José Sidumo nº 20, Maputo.

Ronil Auto

  • Histórico: Mais de 70 anos no mercado automóvel moçambicano.
  • Serviços: Representação de marcas internacionais e serviçosde assistência.

Contactos:

  • Website: www.ronil-auto.co.mz

O futuro do mercado automóvel em Moçambique

A trajectória do mercado automóvel em Moçambique é promissora, com previsões globais apontando para um aumento significativo nas vendas de veículos ligeiros até 2025, passando de USD 95 milhões para USD 106 milhões. Este crescimento, aliado às tendências de electrificação e modernização, posiciona Moçambique como um dos mercados mais dinâmicos da região. As concessionárias que se adaptarem a este cenário têm uma oportunidade única de liderar o futuro da mobilidade no país. (Simão Djedje)

Défice orçamental aumenta 17%

No terceiro trimestre de 2024, Moçambique registou um aumento considerável nos gastos públicos, atingindo MZN 44,2 mil milhões, o que representa um crescimento de 14% em termos anuais (y/y). As receitas públicas, por sua vez, somaram MZN 29,8 mil milhões, um incremento de 12,8% y/y, agravando o défice público em 17%. Este cenário fiscal desafiante reflecte pressões económicas internas e externas, destacando a necessidade de reformas para assegurar a sustentabilidade das finanças públicas.

Estrutura de gastos públicos

Cerca de 68,7% das despesas públicas referem-se a despesas correntes, com destaque para:

  • 63,5% alocados a custos com pessoal;
  • 17,1% destinados ao pagamento da dívida pública.

Os empréstimos e investimentos representaram 14,8% e 16,4%, respectivamente, da composição das despesas.

Dívida pública em alta

A dívida pública atingiu MZN 1.044 mil milhões (USD 16 mil milhões), correspondendo a 78% do PIB de 2023. A emissão de novos Bilhetes e Obrigações de Tesouro no valor de MZN 49.515,5 milhões tem sido a principal fonte de financiamento do défice. Este cenário levou a agência de notação financeira Standard & Poor’s a rever em baixa o rating das emissões de dívida em moeda nacional para CCC, reflectindo riscos associados a atrasos nos pagamentos e ao aumento da dívida com fornecedores.

Impacto das pressões fiscais

A tesouraria pública enfrenta desafios significativos, especialmente devido às manifestações pós-eleitorais, que têm paralisado aCtividades económicas e dificultado a arrecadação de receitas. Estes fatores afetam diretamente a capacidade de financiar despesas correntes, incluindo salários do funcionalismo público e juros da dívida.

Composição da dívida pública (3T 2024):

  • Multilateral: 33,7%
  • Bilateral: 22,8%
  • Obrigações de Tesouro: 16,7%
  • Bilhetes de Tesouro: 11,9%
  • Banco Central: 6,7%
  • Soberana: 5,5%
  • Outros: 2,6%

Projecções e reformas necessárias

O quarto trimestre de 2024 antevê um aumento das pressões fiscais, destacando a necessidade de implementar reformas estruturais que equilibrem as finanças públicas. Entre as prioridades estão:

  • A optimização da gestão de recursos públicos;
  • A expansão da base tributária;
  • Reformas no sistema de pagamento da dívida pública.

O défice orçamental crescente e a elevada dependência de financiamento por dívida apontam para um período crítico para as finanças públicas em Moçambique. Reformas urgentes são essenciais para garantir a sustentabilidade fiscal e a confiança dos investidores no mercado nacional. (Simão Djedje)

O Gigante de areias minerais que posiciona Moçambique no cenário global

Sabia que Moçambique é responsável por 7% da produção mundial de matérias-primas de titânio? Este marco é alcançado através da Kenmare Resources, que opera há 17 anos na Mina de Moma, localizada na costa norte do país. Reconhecida como um dos maiores produtores mundiais de areias minerais, a Kenmare tem desempenhado um papel crucial no fornecimento global de ilmenite, rútilo e zircão.

Desempenho financeiro sólido em 2023

A Kenmare reportou um lucro líquido de 220 milhões de dólares em 2023, o segundo maior da sua história, alcançando uma margem EBITDA impressionante de 50%. Desde 2019, a empresa já distribuiu mais de 250 milhões de dólares aos seus accionistas. Este desempenho financeiro foi obtido num cenário desafiante, com mercados mais fracos e pressões operacionais.

Apesar de uma queda de 12% na receita anual, que totalizou 437,1 milhões de dólares, a Kenmare mantém um desempenho robusto, impulsionado pela procura por pigmento de titânio. A redução deveu-se a um preço médio 10% inferior e a uma diminuição de 3% nas remessas.

Projecções para 2024

A empresa afirma que “2024 está bem encaminhado”. Espera-se que a produção anual atinja os níveis projectados, com um desempenho mais forte no segundo semestre devido a maiores teores de minério. A procura robusta pelos produtos da Kenmare, em particular a ilmenite, e preços superiores aos esperados, demonstram a força do mercado.

Um depósito de classe mundial

 

Localizada na província de Nampula, a Mina de Moma é reconhecida como um dos maiores depósitos de minerais de titânio do mundo, com recursos estimados em 6,3 mil milhões de toneladas. A mina tem uma vida útil projetada superior a 100 anos, suportando uma produção consistente e oferecendo oportunidades significativas de expansão futura.

Produção em números:

  • 2023: A produção totalizou 342.600 toneladas de concentrado de minerais pesados, representando um aumento de 7%.
  • Ilmenite: A produção cresceu 8%, alcançando 238.600 toneladas.
  • Zircão: Um crescimento de 12%, totalizando 13 mil toneladas.

As remessas totais caíram 18% devido a condições climáticas adversas e manutenções adicionais, mas a empresa mantém-se bem posicionada para continuar a atender a forte procura global.

Contribuições para a economia global e local

A Kenmare fornece para mais de 15 países e é responsável por aproximadamente 7% do fornecimento global de matérias-primas de titânio. Os minerais extraídos da mina são utilizados em produtos do quotidiano, como tintas, plásticos e azulejos cerâmicos, reforçando a sua importância para diversas indústrias.

Sustentabilidade e Responsabilidade Social

A Kenmare combina desempenho financeiro com compromisso ambiental e social. A empresa reduziu significativamente a sua taxa de frequência de acidentes (LTIFR) para 0,09 por 200 mil horas trabalhadas, uma melhoria notável face ao período anterior. Além disso, o trabalho contínuo da Kenmare Moma Development Association (KMAD) promove iniciativas em educação, saúde e desenvolvimento económico nas comunidades locais.

capital bancário

Perspectivas de crescimento

Com um mercado que demonstra procura crescente por pigmentos de titânio, a Kenmare está bem capitalizada para financiar melhorias operacionais, como a actualização da planta concentradora húmida (WCP). Esta abordagem estratégica posiciona a empresa para continuar a gerar valor para accionistas e fortalecer a posição de Moçambique como líder global no fornecimento de minerais de titânio.

Factos rápidos sobre a Kenmare Resources:

  • Bolsa: Cotada na Bolsa de Londres e na Euronext Dublin.
  • Operações: Mina Moma Titanium Minerals, Nampula, Moçambique.
  • Produtos: Ilmenite, rútilo (titânio) e zircão.
  • Mercado: Clientes em mais de 15 países.

A Kenmare Resources é mais do que uma líder global em areias minerais; é um motor de transformação económica para Moçambique. Com um equilíbrio entre inovação, sustentabilidade e desempenho financeiro, a empresa está bem posicionada para continuar a liderar no mercado global, ao mesmo tempo que contribui para o desenvolvimento do país. (Simão Djedje)

Para mais informações, visite o site oficial: www.kenmareresources.com.