Monday, April 20, 2026
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Eni Rovuma Basin entrega novas instalações de Cuidados Intensivos e de Radiologia no Hospital Provincial de Pemba

A Eni Rovuma Basin em nome dos Parceiros da Área 4, procedeu hoje Juntamente com o Ministro da Saúde, Dr. Armindo Tiago e o Secretário de Estado da Província de Cabo Delgado, António Supeia, à entrega e inauguração das novas instalações de Cuidados Intensivos e de Radiologia no Hospital Provincial de Pemba.

Este projecto foi implementado no âmbito do Memorando de Entendimento assinado com o Ministério da Saúde (MISAU) em Dezembro de 2022, com o objectivo de apoiar o Governo no fortalecimento do Serviço Nacional de Saúde e consistiu na expansão dos Serviços de Radiologia e instalação se um aparelho de Tomografia Axial Computarizada (TAC), na ampliação da Unidade de Cuidados Intensivos para acomodar mais 4 camas totalmente equipadas com tecnologia moderna, na construção de um novo bloco de farmácia e uma sala de espera para os utentes do hospital.

“O acesso a saúde é fundamental para o fortalecimento das comunidades e é com bastante orgulho que entregamos hoje a província de Cabo Delgado o primeiro aparelho TAC, que vai permitir que os doentes tenham um acesso rápido aos exames médicos que antes eram realizados fora da província. Com este gesto reafirmamos uma vez mais o nosso compromisso de continuar a contribuir para o desenvolvimento sustentável de Cabo Delgado”. afirmou Marica Calabrese, Directora Geral da Eni Rovuma Basin.

Para além das obras de reabilitação e de instalação de equipamento médico, o apoio inclui também a formação de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem dos serviços de radiologia, com vista a dotá-los de maiores competências para a utilização dovnovo equipamento. Esta parceria com as autoridades de Saúde de Moçambique, vem reafirmar o compromisso da Eni e dos Parceiros da Área 4 de continuar a promover o bem-estar das comunidades e contribuir para um maior acesso aos cuidados de saúde primários, em linha com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável.

Qatar Airways Aterra A350-1000 em Maputo

A Qatar Airways realizou recentemente, a primeira aterragem do Airbus A350-1000 no Aeroporto Internacional de Maputo, ampliando a gama de aeronaves que a infraestrutura pode receber.

A aeronave chegou com 347 passageiros e 19 tripulantes a bordo. O A350-1000 tem uma capacidade máxima de 410 passageiros e foi concebido para voos de longo curso, apresentando um consumo de combustível mais eficiente e níveis de ruído reduzidos em comparação com aeronaves de gerações anteriores.

A Qatar Airways, que mantém cinco voos semanais para Maputo (operando todos os dias excepto terças e quintas-feiras), demonstra assim confiança na infraestrutura aeroportuária modernizada do país. Este desenvolvimento surge na sequência dos investimentos realizados pelos Aeroportos de Moçambique na modernização de instalações essenciais, incluindo pistas, sistemas de navegação aérea e tecnologias de comunicação.

“A chegada do Airbus A350-1000 demonstra o estatuto emergente de Moçambique na aviação global”, afirmou José Candrinho, Diretor de Operações dos Aeroportos de Moçambique. “Esta operação valida os nossos esforços de modernização e demonstra as nossas capacidades operacionais. A decisão da Qatar Airways em operar esta aeronave aqui reflecte a sua confiança nas nossas instalações”.

A significativa capacidade de carga desta aeronave fortalece o posicionamento de Maputo como hub regional de aviação em crescimento, proporcionando maior conectividade e novas oportunidades comerciais. Este desenvolvimento representa um impulso importante para o sector da aviação no país e para o fortalecimento das relações comerciais internacionais, especialmente considerando o potencial de aumento no volume de exportações e importações por via aérea.

 

Nota: Aeroportos de Moçambique é a empresa pública responsável pela gestão dos aeroportos do país.

Raimundo Zandamela: “Nosso propósito é claro: servir os nossos clientes de forma simplificada e totalmente digitalʺ

Nesta entrevista exclusiva ao Profile, Raimundo Zandamela, CEO do Grupo Maximo, compartilha a trajectória e os valores centrais que sustentam a visão de uma das empresas mais inovadoras e dinâmicas do mercado moçambicano. Com uma abordagem 100% digital, o Grupo Maximo tem como propósito transformar o sector de seguros e serviços bancários, oferecendo soluções simplificadas e acessíveis, especialmente voltadas para o segmento de retalho e pequenas e médias empresas (PMEs).

Fundado há mais de 15 anos, o grupo evoluiu de uma consultoria especializada para um conglomerado diversificado, consolidado sob a marca Maximo.

Profile Mozambique: Pode-nos falar um pouco sobre a origem e evolução da Maximo?

Raimundo Zandamela: O grupo vem de uma caminhada de 15 anos, no entanto passou por diversas transformações ao longo do tempo. Iniciamos a nossa jornada em 2010 como uma cosultoria, chamada:  Tree Consulting, focada em serviços de contabilidade, assessoria financeira, empresarial e investimentos. A partir dessa base, fomos identificando novas oportunidades e começamos a expandir para outras áreas de mercado, sempre com o objectivo de agregar valor às necessidades do nosso público-alvo.

Com o tempo, começamos a diversificar nossas operações. emergimos para a área de educação, onde criamos o Instituto Médio Politécnico, e em seguida, entramos nos sectores de seguros e banca. Essas duas últimas áreas são especialmente relevantes para nós, pois passaram a fazer parte da nossa identidade através da marca Maximo, que combina as vertentes de seguros e de serviços bancários. Nosso propósito é claro: servir os nossos clientes de forma simplificada e totalmente digital. Focamos em dois segmentos principais de actuação: o segmento de retalho e o segmento de PMEs.

PM: A Maximo é conhecida por actuar em vários segmentos. Poderia descrever os principais segmentos de actuação e os serviços oferecidos?

RZ: Nosso foco está em dois segmentos principais: as Pequenas e Médias Empresas (PMEs) e o sector de retalho, que atende principalmente famílias. Esses dois segmentos são fundamentais para o nosso modelo de negócio.

Primeiro, em relação ao segmento das PMEs, sabemos que esse sector é importante para a economia do país, e há uma grande oportunidade de oferecer soluções personalizadas e adequadas às suas necessidades específicas. No que diz respeito ao retalho, estamos a falar de famílias de classe média e baixa, que representam uma parcela significativa da população.

Acreditamos que cerca de 70% da economia no nosso país é informal, e boa parte dessa população está composta por famílias de média e baixa renda. Percebemos que, nesse contexto, há um descompasso entre as necessidades dessa base populacional e a oferta de produtos no mercado. Muitas das soluções disponíveis são genéricas e não atendem de forma eficaz as especificidades desse público. Por isso, o Grupo Maximo (www.maximo.co.mz) decidiu focar nesses dois segmentos de forma mais especializada.

PM: O que distingue a Maximo dos outros grupos do sector? Quais são os elementos ou valores que sustentam a visão e a operação do grupo?

RZ: O principal diferencial do Grupo Maximo está na nossa capacidade de atender de forma personalizada às necessidades dos nossos clientes, especialmente em um mercado como o nosso, que apresenta diversos desafios. Por exemplo, ainda enfrentamos desafios, relacionados as questões regulatórias e altos custos de adesão aos serviços financeiros, o que, por sua vez, limita o acesso da população a esses serviços. Isso cria um cenário em que muitos players oferecem produtos e serviços semelhantes, mas nem sempre conseguem atender adequadamente a esse público, que precisa de soluções mais acessíveis e eficientes.

Segundo, um dos nossos maiores diferenciais é sermos uma empresa 100% digital. Isso nos permite oferecer uma experiência mais ágil e personalizada, com serviços segmentados de acordo com as reais necessidades dos nossos clientes. Além disso, essa abordagem digital nos permite reduzir custos operacionais, o que se traduz em preços mais competitivos. Com isso, conseguimos oferecer soluções de seguros e serviços financeiros que cabem no orçamento de famílias e PMEs, tornando esses serviços mais acessíveis a um público maior.

Outro ponto importante é que, apesar de o país contar com cerca de 27 seguradoras e 20 bancos, apenas 2% da população tem acesso a seguros, e menos de 30% tem acesso a serviços bancários. Essa realidade abre um grande espaço para nós, e a nossa actuação focada nesse nicho de mercado, especialmente nas classes de média e baixa renda, nos dá uma vantagem competitiva clara. A nossa oferta e o modelo de negócio que estamos a implementar, surge como uma resposta a necessidade urgente de inclusão financeira e de seguros no nosso país.

Portanto, o nosso valor agregado está na combinação de um serviço mais eficiente, mais acessível e altamente segmentado, que visa preencher uma lacuna importante no mercado, com soluções que realmente fazem a diferença para quem mais precisa.

PM: Como o Grupo Maximo lida com a questão da literacia financeira e de seguros, especialmente nas comunidades de baixa renda e no segmento micro, que são mais desafiados pela falta de conhecimento sobre esses produtos?

RZ: No Grupo Maximo, reconhecemos que, para realmente atender às necessidades da população, especialmente nas camadas de baixa renda e no mercado informal, é fundamental trabalhar a educação financeira. Estamos particularmente focados no segmento micro de seguros, que é, sem dúvida, o que mais exige educação e capacitação. Esse segmento enfrenta desafios em termos de compreensão e acesso a produtos financeiros, incluindo seguros, o que torna a literacia financeira um componente essencial da nossa estratégia.

Desenvolvemos uma série de actividades voltadas para a educação financeira, integradas ao nosso modelo de negócio. Nosso portfólio abrange diferentes segmentos, como o corporate, o de retalho e o micro, e trabalhamos com vários parceiros. O nosso objectivo é garantir que, ao oferecer os nossos produtos de seguros e serviços bancários, também ofereçamos um processo educativo que ajude a população a compreender a importância de garantir o seu futuro financeiro.

Quando nos aproximamos das comunidades, não estamos apenas a oferecer um produto ou serviço específico. Começamos sempre com a educação, mostrando a importância da gestão de riscos e do planeamento financeiro. Falamos sobre a necessidade de seguros de vida, seguros de saúde, seguros pessoais, entre outros, e como esses produtos podem ser uma ferramenta fundamental para a protecção do futuro das pessoas e suas famílias.

PM: Com base no trabalho desenvolvido pelo Grupo Maximo em educação financeira e literacia de seguros, é possível avaliar o nível de entendimento da população sobre esses serviços? Estamos em um processo em que as pessoas estão começando a compreender melhor a importância dos seguros?

RZ: Ainda temos um longo caminho a percorrer. Quando olhamos para o histórico de outros sectores, como o da carteira móvel, por exemplo, vemos que em Moçambique esse mercado já está em operação há cerca de 10 a 15 anos, e foi um processo gradual até atingir o nível de consciência que vemos hoje, onde as pessoas já entendem que podem movimentar os seus valores através de um simples número de telefone. No sector de seguros, estamos em um estágio semelhante, mas precisamos de mais tempo e esforço para que a população entenda a importância de aderir a uma apólice de seguro.

Observamos uma aceitação crescente, embora ainda tímida, por parte da população. Quando realizamos nossas campanhas de educação financeira, percebemos que as pessoas começam a entender a necessidade de gerenciar riscos. No entanto, quando chega o momento de adquirir um seguro, especialmente um seguro de vida, há uma resistência. Muitas vezes, outras prioridades acabam sendo colocadas à frente, como o pagamento de despesas imediatas ou necessidades mais urgentes, em detrimento da adesão a uma apólice de seguro.

Isso, para nós, é um desafio. Desde o início de nossas operações, tivemos que adaptar diversos modelos de negócio para acompanhar a dinâmica cultural e o nível de educação financeira da população. O mercado é muito diverso, e precisamos moldar nossas abordagens de forma a se alinhar com a realidade dos nossos clientes. Portanto, posso afirmar que estamos em um estágio de evolução, e ainda temos muito a fazer. No entanto, já podemos perceber um progresso.

Papel das Seguradoras no Financiamento às PMEs

PM: Na sua visão, quais são os principais desafios enfrentados pelas PMEs no acesso ao financiamento?

RZ: O nosso foco está totalmente voltado para as pequenas e médias empresas (PMEs), especialmente no que diz respeito ao acesso aos serviços financeiros. Este é um dos pilares do nosso trabalho, e, já há 15 anos, temos nos dedicado a apoiar esse segmento. Ao longo do tempo, fizemos um levantamento detalhado sobre os desafios enfrentados pelas PMEs, e alguns dos principais obstáculos que identificamos são os seguintes:

  • Falta de garantias históricas de crédito: Cerca de 70% do nosso mercado é informal, o que significa que muitos empreendedores não têm histórico de crédito ou garantias formais suficientes para acessar financiamento. Isso limita severamente a capacidade dessas PMEs de obter crédito junto aos bancos, que geralmente exigem comprovações financeiras para a concessão de empréstimos.
  • Burocracia e exigências documentais: A burocracia excessiva e as exigências documentais dos bancos. Muitas vezes, as PMEs operam em um regime informal e não possuem a documentação financeira necessária para atender às exigências dos bancos. A falta de estrutura para gerar esses documentos, que são essenciais no processo de solicitação de crédito, impede que muitas PMEs consigam dar esse primeiro passo.
  • Taxas de juros elevadas: As taxas de juros no mercado de crédito são extremamente altas, o que torna o financiamento inacessível para muitas PMEs. Em muitos casos, o custo da prestação do empréstimo supera a capacidade de geração de receita das empresas, tornando difícil para essas empresas, manterem a operação viável.
  • Informação limitada sobre opções de financiamento: Muitos empreendedores acreditam que a única opção de financiamento disponível é recorrer a um banco ou a uma microfinança. No entanto, existem outras alternativas, como o capital de risco ou os investimentos através da Bolsa de Valores. No entanto, essas alternativas ainda são limitadas e acessíveis apenas a um grupo reduzido de PMEs.

PM: Como as soluções de seguro da Maximo podem apoiar as PMEs na obtenção de financiamento? Existem produtos ou serviços específicos voltados para esse segmento?

RZ: Sim, no Grupo Maximo, trabalhamos para criar um ecossistema que integre tanto serviços bancários quanto seguros. O que queremos dizer com isso é que, ao abordarmos o risco e oferecer soluções para mitigar esses riscos, conseguimos ajudar as PMEs a se tornarem mais aptas a obter financiamento. Actualmente, temos algumas soluções de seguros que podem apoiar as PMEs no acesso ao crédito:

  • Seguro de crédito: Em parceria com microbancos e microfinanças, oferecemos o seguro de crédito, que ajuda a credibilizar as PMEs e oferece uma camada adicional de segurança para as instituições financeiras. Esse seguro garante que o risco de inadimplência seja coberto, o que facilita a concessão de crédito.
  • Seguro de acidentes pessoais: Sabemos que muitas PMEs são unipessoais, geridas por um único empreendedor. Se esse empreendedor sofrer um acidente e ficar incapacitado, o seguro de acidentes pessoais pode garantir a continuidade do pagamento das dívidas e a operação do negócio, fornecendo uma compensação financeira durante o período de recuperação.
  • Seguro de saúde: As PMEs muitas vezes enfrentam situações em que um membro da família ou funcionário adoece, o que pode afectar o fluxo de caixa do negócio. O seguro de saúde para os empreendedores e suas equipas ajuda a proteger a continuidade do negócio, permitindo que os custos com saúde não desvirtuem os recursos do negócio.

PM: Quais são os planos do Grupo Maximo para os próximos anos, especialmente no que se refere ao crescimento e à inovação nos serviços para PMEs?

RZ: Para os próximos anos, o Grupo Maximo tem focos bem definidos de expansão e evolução. O principal deles é a personalização dos nossos produtos, especialmente voltados para o segmento de PMEs. Embora actualmente estejamos a enfrentar algumas limitações, estamos a trabalhar para superá-las. Assim que essas barreiras forem resolvidas, poderemos expandir ainda mais nossos produtos de seguros e serviços bancários, ajustando-os de forma mais personalizada para atender às necessidades específicas de cada cliente.

Outro ponto central é a nossa abordagem 100% digital. Investimos constantemente a investir em tecnologia para aprimorar a oferta de serviços e a experiência do usuário. O objectivo é tornar os nossos processos mais eficientes, simples e acessíveis, para que o cliente tenha uma experiência mais satisfatória ao utilizar nossos produtos, seja em seguros ou em serviços bancários.

A educação financeira continua sendo uma prioridade. Sabemos que a nossa base de clientes precisa de mais capacitação, especialmente no segmento de PMEs, para que possam tomar decisões financeiras informadas. Essa programação de educação financeira será expandida nos próximos anos, com foco em maior alcance e efectividade.

Ademais, temos planos de expansão regional. Actualmente, estamos focando em dois novos mercados: Tanzânia e Zâmbia, que estão no nosso roadmap. Esperamos activar um desses mercados até o final deste ano, com o objectivo de expandir a nossa presença na África.

PM: Para finalizar, há algum aspecto que gostava de referenciar ou destacar?

RZ: Gostaria de convidar todos a se aproximarem do Grupo Maximo para conhecerem os serviços que temos a oferecer. Temos uma grande variedade de soluções, tanto no sector de seguros quanto de serviços bancários, com novidades e produtos personalizados para atender melhor às necessidades de PMEs e famílias. Estamos a investir fortemente em tecnologia, educação financeira e expansão regional, e acredito que os nossos clientes irão perceber as mudanças positivas em breve. Então, convido a todos, a ficarem atentos às nossas novas ofertas e a se beneficiarem das soluções inovadoras que estamos a trazer para o mercado.

 

Acompanhe o percurso profissional de Raimundo Zandamela, através da sua página oficial do LinkedIN: Raimundo Zandamela

Raimundo Zandamela: “Our purpose is clear: to serve our customers in a simplified and totally digital wayʺ

In this exclusive interview with Profile, Raimundo Zandamela, CEO of Grupo Máximo, shares the trajectory and core values that underpin the vision of one of the most innovative and dynamic companies in the Mozambican market. With a 100% digital approach, Grupo Máximo aims to transform the insurance and banking services sector, offering simplified and accessible solutions, especially aimed at the retail segment and small and medium-sized enterprises (SMEs).

Founded more than 15 years ago, the group has evolved from a specialized consultancy into a diversified conglomerate, consolidated under the Máximo brand.

Profile Mozambique: Can you tell us a little about the origin and evolution of Máximo Grupo?

Raimundo Zandamela: The group comes from a 15-year journey, however it has undergone several transformations over time. We began our journey in 2010 as a consultancy called Tree Consulting, focused on accounting, financial, business and investment advisory services. From this base, we identified new opportunities and began to expand into other market areas, always with the aim of adding value to the needs of our target audience. From this base, we identified new opportunities and began to expand into other market areas, always with the aim of adding value to the needs of our target audience.

Over time, we began to diversify our operations. We emerged into the field of education, where we created the Polytechnic Institute, and then entered the insurance and banking sectors. These last two areas are especially relevant to us, as they have become part of our identity through the Máximo brand, which combines insurance and banking services. Our purpose is clear: to serve our clients in a simplified and totally digital way. We focus on two main segments: the retail segment and the SME segment.

PM: Máximo is known for operating in several segments. Could you describe your main segments and the services you offer?

RZ: Our focus is on two main segments: small and medium-sized enterprises (SMEs) and the retail sector, which mainly serves families. These two segments are fundamental to our business model.

Firstly, with regard to the SME segment, we know that this sector is important for the country’s economy, and there is a great opportunity to offer customized solutions tailored to their specific needs. As far as retail is concerned, we’re talking about middle and lower class families, who represent a significant portion of the population.

We believe that around 70% of the economy in our country is informal, and a large part of this population is made up of middle- and low-income families. We realize that, in this context, there is a mismatch between the needs of this population base and the products on the market. Many of the solutions available are generic and do not effectively meet the specific needs of this public. That’s why Grupo Máximo (www.maximo.co.mz) decided to focus on these two segments in a more specialized way.

MP: What sets Maximo apart from other groups in the sector? What are the elements or values that underpin the group’s vision and operation?

RZ: Grupo Máximo’s main differentiator lies in our ability to meet our clients’ needs in a personalized way, especially in a market like ours, which presents a number of challenges. For example, we still face challenges related to regulatory issues and the high cost of subscribing to financial services, which in turn limits the population’s access to these services. This creates a scenario in which many players offer similar products and services, but are not always able to adequately serve this audience, which needs more accessible and efficient solutions.

Secondly, one of our biggest differentiators is that we are a 100% digital company. This allows us to offer a more agile and personalized experience, with services segmented according to our clients’ real needs. In addition, this digital approach allows us to reduce operating costs, which translates into more competitive prices. As a result, we are able to offer insurance and financial services solutions that fit into the budget of families and SMEs, making these services more accessible to a wider audience.

Another important point is that, although the country has around 27 insurance companies and 20 banks, only 2% of the population has access to insurance, and less than 30% has access to banking services. This reality opens up a great deal of space for us, and our focus on this niche market, especially the middle and low-income classes, gives us a clear competitive advantage. Our offer and the business model we are implementing are a response to the urgent need for financial inclusion and insurance in our country.

Therefore, our added value lies in the combination of a more efficient, more accessible and highly segmented service, which aims to fill an important gap in the market, with solutions that really make a difference to those who need it most.

PM: How does Grupo Máximo deal with the issue of financial and insurance literacy, especially in low-income communities and in the micro segment, which are most challenged by the lack of knowledge about these products?

RZ: At Grupo Máximo, we recognize that in order to really meet the needs of the population, especially in the low-income strata and the informal market, it is essential to work on financial education. We are particularly focused on the micro insurance segment, which is undoubtedly the one that requires the most education and training. This segment faces challenges in terms of understanding and accessing financial products, including insurance, which makes financial literacy an essential component of our strategy.

We have developed a series of activities aimed at financial education, integrated into our business model. Our portfolio covers different segments, such as corporate, retail and micro, and we work with various partners. Our aim is to ensure that, when we offer our insurance products and banking services, we also offer an educational process that helps people understand the importance of securing their financial future.

When we approach communities, we’re not just offering a specific product or service. We always start with education, showing the importance of risk management and financial planning. We talk about the need for life insurance, health insurance, personal insurance, among others, and how these products can be a fundamental tool for protecting the future of people and their families.

PM: Based on the work carried out by Grupo Máximo on financial education and insurance literacy, is it possible to assess the population’s level of understanding of these services? Are we in a process where people are beginning to better understand the importance of insurance?

RZ: We still have a long way to go. When we look at the history of other sectors, such as the mobile wallet, for example, we see that in Mozambique this market has already been in operation for around 10 to 15 years, and it was a gradual process to reach the level of awareness we see today, where people already understand that they can move their valuables through a simple phone number. In the insurance sector, we are at a similar stage, but we need more time and effort for the population to understand the importance of taking out an insurance policy.

We are seeing growing acceptance, albeit still timid, on the part of the population. When we run our financial education campaigns, we notice that people are beginning to understand the need to manage risks. However, when the time comes to buy insurance, especially life insurance, there is resistance. Often, other priorities end up coming first, such as paying for immediate expenses or more urgent needs, to the detriment of taking out an insurance policy.

This is a challenge for us. Since the beginning of our operations, we have had to adapt various business models to keep up with the cultural dynamics and the level of financial education of the population. The market is very diverse, and we need to shape our approaches to align with our clients’ realities. Therefore, I can say that we are at a stage of evolution, and we still have a lot to do. However, we can already see progress.

The Role of Insurers in Financing SMEs
PM: In your view, what are the main challenges faced by SMEs in accessing finance?

RZ: Our focus is entirely on small and medium-sized enterprises (SMEs), especially when it comes to access to financial services. This is one of the pillars of our work, and we have been dedicated to supporting this segment for 15 years. Over time, we have carried out a detailed survey of the challenges faced by SMEs, and some of the main obstacles we have identified are as follows:

  • Lack of historical credit guarantees: Around 70% of our market is informal, which means that many entrepreneurs do not have sufficient credit history or formal guarantees to access financing. This severely limits the ability of these SMEs to obtain credit from banks, which generally require financial proof to grant loans.
  • Bureaucracy and documentary requirements: banks’ excessive bureaucracy and documentary requirements. SMEs often operate on an informal basis and don’t have the necessary financial documentation to meet the banks’ requirements. The lack of structure to generate these documents, which are essential in the credit application process, prevents many SMEs from being able to take this first step.

  • High interest rates: Interest rates on the credit market are extremely high, which makes financing unaffordable for many SMEs. In many cases, the cost of the loan installment exceeds the company’s ability to generate revenue, making it difficult for these companies to maintain viable operations.

  • Limited information on financing options: Many entrepreneurs believe that the only financing option available is to turn to a bank or microfinance. However, there are other alternatives, such as venture capital or investments through the stock exchange. However, these alternatives are still limited and only accessible to a small group of SMEs.

PM: How can Maximo’s insurance solutions support SMEs in obtaining financing? Are there specific products or services aimed at this segment?

RZ: Yes, at Grupo Máximo we work to create an ecosystem that integrates both banking and insurance services. What we mean by this is that by addressing risk and offering solutions to mitigate these risks, we are able to help SMEs become better able to obtain financing. We currently have a number of insurance solutions that can support SMEs in accessing credit:

  • Credit insurance: In partnership with microbanks and microfinance, we offer credit insurance, which helps to make SMEs more credible and offers an additional layer of security for financial institutions. This insurance ensures that the risk of default is covered, which makes it easier to grant credit.

  • Personal accident insurance: We know that many SMEs are one-man businesses, run by a single entrepreneur. If this entrepreneur suffers an accident and becomes incapacitated, personal accident insurance can guarantee the continued payment of debts and the operation of the business, providing financial compensation during the recovery period.

  • Health insurance: SMEs often face situations where a family member or employee falls ill, which can affect the business’s cash flow. Health insurance for entrepreneurs and their teams helps protect business continuity, allowing health costs not to detract from business resources.

PM: What are Grupo Máximo’s plans for the coming years, especially with regard to growth and innovation in services for SMEs?

RZ: For the next few years, Grupo Máximo has well-defined focuses for expansion and evolution. The main one is the customization of our products, especially aimed at the SME segment. Although we are currently facing some limitations, we are working to overcome them. Once these barriers are resolved, we will be able to further expand our insurance and banking products, tailoring them in a more personalized way to meet the specific needs of each client.

Another key point is our 100% digital approach. We are constantly investing in technology to improve our service offering and user experience. The aim is to make our processes more efficient, simple and accessible, so that the customer has a more satisfying experience when using our products, whether in insurance or banking.

Financial education remains a priority. We know that our customer base needs more training, especially in the SME segment, so that they can make informed financial decisions. This financial education program will be expanded in the coming years, with a focus on greater reach and effectiveness.

In addition, we have plans for regional expansion. We are currently focusing on two new markets: Tanzania and Zambia, which are on our roadmap. We hope to activate one of these markets by the end of this year, with the aim of expanding our presence in Africa.

PM: Finally, is there anything you’d like to mention or highlight?

RZ: I would like to invite everyone to approach Grupo Máximo to find out about the services we have to offer. We have a wide variety of solutions, both in the insurance and banking sectors, with novelties and customized products to better meet the needs of SMEs and families. We are investing heavily in technology, financial education and regional expansion, and I believe our customers will soon notice the positive changes. So I invite you all to keep an eye on our new offerings and benefit from the innovative solutions we are bringing to the market.

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Maputo Airport receives 2nd largest aircraft in the world

On Saturday, Maputo International Airport received the second largest aircraft in the world, with capacity for 400 passengers.

According to the Director of Operations at Aeroportos de Moçambique, José Candrino, this milestone demonstrates the capacity of the country’s airports, which are seeing an increase in air traffic.

José Candrino, quoted by Rádio Moçambique (RM), argues that an operation on this scale opens up space for economic gains at different levels.

The AIRBUS A35K 350-1000 aircraft arrived in Maputo with 347 passengers and 19 crew members on board.

PIB expande em 4,5% no segundo trimestre

O Produto Interno Bruto (PIB) expandiu em 4,5%, no segundo trimestre, deste ano, mercê do desempenho da indústria extractiva, na sequência da contínua recuperação da economia e estabilidade dos preços e do sistema financeiro.

Por seu turno, a inflação anual manteve a tendência de desaceleração fixando-se em 2,5%, em Setembro último, após 5% em Dezembro do ano passado.

Os dados foram partilhados, sexta-feira, pelo Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, na abertura da sessão pública do 49º Conselho Consultivo do Banco Central.

O Governador do Banco de Moçambique lamentou, na ocasião, a perda de vidas humanas e materiais ao longo de todo o país, na sequência das manifestações pós-eleitorais.

Para transformação económica, Salimo Abdula desafia governos africanos a investir mais em infraestruturas

O empresário moçambicano Salimo Abdula defendeu, recentemente, em Marrakech, Marrocos, a necessidade dos governos africanos apostarem fortemente no investimento na rede de infraestruturas de modo a torná-la num factor impulsionador do desenvolvimento das economias a nível do continente.

Chairman do Grupo Intelec Holdings lançou o repto na V Edição do Choiseul Africa Business Forum, na qual foi convidado a elaborar sobre “URBANIZAÇÃO: ENTRE OS DESAFIOS E UM PAPEL CONDUTOR NA TRANSFORMAÇÃO ECONÓMICA EM ÁFRICA”, um tema, no seu entender, actual e de vital importância para o futuro das nações africanas.

“Reconhecemos que os governos têm dado alguns avanços para a melhoria de infraestruturas, mas é necessário investir mais para garantir que estes países tenham infraestruturas à altura de impulsionar os negócios e fazer crescer o empresariado, quiçá, a economia das pessoas. É preciso que se criem mais indústrias para manufaturar a produção local dos recursos que abundam neste continente. Isso irá criar mais postos de trabalho e alavancar as economias africanas para saírem da dependência externa”, defendeu Salimo Abdula.

Apesar de reconhecer que passos significativos foram dados ao longo dos anos, Salimo Abdula, que também é membro do Choiseul Africa Advisory Board, destacou que ainda subsistem desafios multiformes, a começar pelo crescimento acelerado da pobreza urbana, realidade que desafia as lideranças africanas a adoptar uma visão estratégica de modo inverter a tendência.

Aliás, no seu entender, é igualmente premente que os governos e órgãos de tomada de decisão reinventem-se para que os abundantes recursos sirvam aos africanos e contribuam para o desenvolvimento das nações, o que permitirá elevar os índices de competitividade do continente em relação ao resto do mundo.

Sobre a qualidade das infraestruturas, de modo geral, Salimo Abdula disse ser fundamental que se avance para uma reflexão profunda sobre o modelo que realmente pretendemos enquanto continente, respeitando naturalmente as especificidades de cada Nação. No entanto, alertou para a necessidade da concepção de políticas claras e capazes de prever a manutenção plena e efectiva das infraestruturas já existentes, sem descurar das que virão ser erguidas.

“Para minimizar a acelerada degradação de infraestruturas ou a ausência das mesmas, os Estados devem desenhar políticas claras que preveem a manutenção periódica da rede de infraestruturas já existentes. De nada valerá criar-se novas infraestruturas sem manutenção do que já existe. Temos que repensar se vale a pena construir 50 km de uma estrada quando a mesma tem uma extensão de 200 km degradados”, realçou.

A V Edição do Choiseul Africa Business Forum juntou à mesma mesa cerca de 800 líderes influentes que, durante dois dias, debateram sobre os melhores caminhos/estratégias sustentáveis para o futuro do continente africano. Este ano, a Choiseul Africa celebra uma década de promoção do desenvolvimento em todo o continente africano.

Banco de Moçambique pode suspender cortes na taxa de juro devido a tensões pós-eleitorais, alerta Standard Bank

As manifestações convocadas pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane para repudiar os resultados fraudulentos pós-eleitorais podem levar o Banco de Moçambique a suspender o corte que tem vindo a fazer na Taxa de Juro de Política Monetária (Taxa MIMO), que em Setembro passado caiu de 14,25% para os actuais 13,50%, devido à contínua consolidação das perspectivas da inflação em um dígito, no médio prazo.

O posicionamento é do Economista-chefe do Standard Bank Moçambique, Fáusio Mussá, expresso no relatório do inquérito mensal às empresas do sector privado sobre a actividade económica, designado Purchasing Managers’ Index (PMI), referente ao mês de Outubro. “O ambiente tenso pós-eleitoral poderá levar o Banco de Moçambique a adoptar uma abordagem mais prudente relativamente à normalização da política monetária. Portanto, não descartamos uma pausa nos cortes da taxa de juro de referência”, diz o economista no PMI.

Mussá calculou que, desde Janeiro a esta parte, a taxa de juro de referência MIMO foi reduzida num total de 375 pontos base (3,75%), para o nível actual de 13,5%, mas as taxas de juro reais mantiveram-se elevadas, uma vez que a inflação tem diminuído a um ritmo mais rápido, com o valor mais recente de 2,5% em Setembro, em termos homólogos. “Este cenário, aliado ao facto de as reservas mínimas obrigatórias se manterem inalteradas e altas, reprime o crescimento do crédito”, defendeu o economista.

Sobre os resultados do último relatório do PMI que diminuiu para um nível corrigido de sazonalidade de 50,2 em Outubro, em relação ao valor de 50,3 registado em Setembro, Mussá entende que esta evolução reflecte sobretudo um crescimento mais brando das novas encomendas e do emprego, em comparação com o mês anterior.

Os registos do PMI acima do valor de referência de 50 sugerem um crescimento mensal consecutivo na actividade económica. “Os atrasos recorrentes dos projectos de gás natural liquefeito (GNL) apontam para que o investimento directo estrangeiro (IDE) provavelmente permaneça reduzido, o que implica um apoio limitado à oferta de divisas e ao orçamento do Estado e um crescimento mais brando do Produto Interno Bruto (PIB)”, acrescentou o bancário.

O Standard Bank Moçambique mantém a sua perspectiva de que, este ano, o crescimento do PIB irá desacelerar para 3,6% em termos homólogos, em relação aos 5,4% do ano passado, visto que os efeitos de base favoráveis, decorrentes do aumento da produção de GNL na plataforma Coral Sul, irão provavelmente diminuir. Além disso, a instituição entende que a economia se depara com uma oferta intermitente de divisas, pressões fiscais persistentes, condições de financiamento restritivas e baixo investimento.

Moçambique regista crescimento acentuado em Índice Global de Cibersegurança da ITU

Moçambique apresentou um avanço significativo no Índice Global de Cibersegurança (GCI) da União Internacional de Telecomunicações (ITU), ao passar de um índice de 0.242 em 2020 para 0.661 em 2024, o que representa um crescimento de 173%. Com esse resultado, o país mantém a terceira posição entre os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e ocupa o oitavo lugar na Região da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Entre os países com comparativos semelhantes, apenas a Guiné-Bissau apresentou um recuo no índice GCI, passando de 0.099 para 0.064. Em contrapartida, a Guiné Equatorial destacou-se como o país com maior crescimento percentual, com um aumento de 1642%, ao passar de 0.015 para 0.204, ainda que o índice permaneça relativamente modesto.

capital bancário

O destaque global dentro da região africana foi para as Maurícias, que alcançaram o índice máximo (1), após anos de investimento contínuo em cibersegurança, consolidando sua posição com uma trajetória de crescimento constante: 0.588 (2015), 0.83 (2017), 0.88 (2018), 0.969 (2020) até alcançar o nível máximo em 2024.

Para Moçambique, o pilar de Cooperação foi especialmente relevante para o progresso, aumentando de 0 para 15.68 (em uma escala onde a pontuação máxima é 20). Este avanço deve-se, em grande parte, à implementação de políticas e estratégias de segurança cibernética, à criação do CSIRT Nacional e ao fortalecimento da cooperação com organismos internacionais, além da adoção de regulamentações internacionais. Essas medidas foram decisivas para o desempenho notável de Moçambique no Índice Global de Cibersegurança nos últimos quatro anos.

Programa Cornelder CodeLabs premia jovens de TIC por soluções inovadoras para o Porto da Beira

Encerrou, recentemente, na cidade da Beira, província de Sofala, a segunda edição do programa Cornelder CodeLabs, uma maratona promovida pela Cornelder de Moçambique (CdM), concessionária dos terminais de carga e contentores do Porto da Beira.

A iniciativa envolve jovens programadores, estudantes e recém-formados em Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), que são desafiados a criar soluções informáticas que resolvam os desafios do dia-a-dia da companhia, contribuindo, por essa via, para a melhoria do seu funcionamento.

O concurso envolveu um total de seis equipas, que desenvolveram igual número de soluções que, de acordo com o júri, podem ser aprimoradas e, posteriormente, aplicadas na gestão do Porto da Beira.

Os três integrantes do pódio receberam prémios no valor de 150 mil, 75 mil e 25 mil meticais, referentes ao primeiro, segundo e terceiro lugares, respectivamente.

A título de exemplo, a equipa vencedora concebeu um sistema que usa a inteligência artificial para monitorar, com recurso a câmaras de CCTV, a produtividade dos guindastes dos navios e os camiões a serem carregados.

A equipa que ocupou a segunda posição desenvolveu um aplicativo de gestão do processo de candidaturas aos quadros da Cornelder de Moçambique. A solução apresentada pela equipa que ficou em terceiro lugar está ligada ao monitoramento de garras da concessionária.

Para o administrador delegado da CdM, Jan de Vries, o programa superou as expectativas, na medida em que as soluções apresentadas respondem aos actuais desafios que se impõem à gestão dos terminais de carga e contentores do Porto da Beira.

“As soluções poderão ser aproveitadas e, quiçá, servirem de base para a criação de aplicativos para a solução dos problemas apresentados durante o programa”, disse Jan de Vries, para quem este resultado é indicativo da existência de talentos na região Centro do País, em particular na cidade da Beira.

Por seu turno, o chefe do Departamento de Desenvolvimento de Aplicações na Cornelder de Moçambique, Ivan Gonçalves, que foi um dos membros do júri, explicou que, para a definição dos vencedores, foram considerados diversos critérios e aspectos, com destaque para “a compreensão do caso de negócios e seus requisitos, a sua funcionalidade e aplicabilidade das soluções, a criatividade e inovação, o design e interface, a segurança e confiabilidade, a clareza e engajamento, assim como a colaboração e participação da equipa”.

Concorreram a esta edição do programa Cornelder CodeLabs mais de 150 jovens, dos quais foram seleccionados 35, que integraram os seis grupos concorrentes, sendo cinco com seis elementos e um com cinco.