Monday, April 20, 2026
spot_img
Home Blog Page 101

Rovuma gas revenues grow by 60.45 million USD

Revenues from natural gas exploited in the Rovuma basin in Cabo Delgado province continue to grow. Data from the Balance of the Economic and Social Plan and State Budget for the Third Quarter shows that the Mozambican state collected 60.45 million USD in revenue from Rovuma gas between January and August.

Of this amount, according to the document published a few days ago by the government, through the Ministry of Economy and Finance, 22.23 million USD come from the Mining Production Tax and 33.22 result from Profit Oil. The Production Bonus, meanwhile, amounts to 5 million USD, the highest figure since the export of Rovuma gas began.

In total, says the Government Report, Rovuma gas has produced 134.61 million USD since 2022, the equivalent of 8,516.77 million Meticais. In the first year of Rovuma gas exploration, the government collected 800,000 USD and in 2023 it made 73.37 million USD.

According to the government, the amount is deposited in the Transitory Account at the Bank of Mozambique, as determined by article 6 of Law no. 1/2024, of January 9, which creates the Sovereign Fund of Mozambique. The Transitory Account, it should be noted, is the bank account where all the revenue from Rovuma natural gas should be channeled before being transferred to the Sovereign Fund and the State Budget.

It should be noted that, according to paragraph a) of number four of article eight of Law no. 1/2024, of January 9, which created the Sovereign Fund, in the first 15 years of the Fund’s operation, 40% of the revenue will actually go to the entity and 60% to the State Budget. Thus, of the amount already collected since 2022, just over 5,110 million Meticais will be allocated to the State Budget.

Remember that the Sovereign Fund is still dependent on the signing of the Management Agreement between the government and the Bank of Mozambique, as manager, for its operationalization.

Produção de rubi ultrapassa a meta para o ano inteiro em nove meses

Rubi

A produção de rubi em Moçambique voltou a disparar no terceiro trimestre, ultrapassando já a meta para todo o ano, segundo dados de execução orçamental consultados hoje pela Lusa.

“No grupo das pedras preciosas e semipreciosas, o destaque vai para o rubi, que registou um nível de execução de 102% em relação ao plano anual e uma taxa de crescimento de 49% no período em análise”, lê-se no relatório de execução orçamental do terceiro trimestre do Ministério da Economia e Finanças moçambicano.

“Resultante do bom desempenho da empresa SLR Mining, que assumiu a posição de maior produtora deste recurso mineral, com a entrada em funcionamento de mais uma fábrica de processamento. Esta empresa foi responsável pela produção de mais de 70% do total deste recurso mineral”, detalha o documento.

Em nove meses, Moçambique produziu 3.145.391 quilates de rubis, enquanto a previsão oficial para todo o ano de 2024 era de 3.080.895 quilates.

Outro factor que explica este crescimento no terceiro trimestre já verificado no segundo trimestre está relacionado com a “retoma total da produção pela empresa Moza Minerals, aliado ao facto de a empresa Montepuez Ruby Mining ter realizado escavações intensivas em três blocos mais produtivos”.

A produção tinha caído 55% em março, em termos homólogos, para 252,6 mil quilates, segundo o relatório do primeiro trimestre, devido a problemas na maior mina nacional, a Montepuez Rubi Mining (MRM).

A Lusa tinha noticiado anteriormente que o valor das exportações de rubis moçambicanos tinha caído 80% no primeiro trimestre, rendendo cerca de 4,6 milhões de euros, segundo dados do banco central.

O relatório sobre a balança de pagamentos do primeiro trimestre refere que as receitas com a exportação de rubis caíram de 25,6 milhões de dólares (23,7 milhões de euros) de janeiro a março de 2023 para 5,2 milhões de dólares (4,6 milhões de euros) no mesmo período deste ano.

O relatório associa os “baixos níveis de produção do maior produtor deste mineral” à “falha de equipamentos de produção” e à “instabilidade militar no norte do país”, em referência aos ataques de grupos rebeldes em Cabo Delgado, que aumentaram acentuadamente nos primeiros três meses do ano.

A produção global de rubi em Moçambique caiu em 2023 para 2,7 milhões de quilates, contra 4,2 milhões de quilates em 2022 e cinco milhões de quilates em 2021.

Só a exploração de rubis na mina MRM, em Cabo Delgado, norte de Moçambique, gerou quase mil milhões de euros desde 2012, segundo dados divulgados no final de abril pela Gemfields, que detém 75% da empresa.

De acordo com os dados até dezembro do relatório “Fator G para os Recursos Naturais”, que visa promover a “transparência” sobre o nível de riqueza em recursos humanos partilhada pela Gemfields “com os governos dos países de acolhimento” dos sectores mineiro, petrolífero, gás madeira e pesca, a MRM teve uma receita total de 151,3 milhões de dólares (141 milhões de euros) em 2023.

capital bancário

Desde que a Gemfields adquiriu 75% da MRM – em fevereiro de 2012, ano em que se iniciou a exploração mineira, com os leilões de rubis a começarem dois anos depois – a mina acumulou receitas superiores a 1.055 milhões de dólares (982,7 milhões de euros), pagando o Estado moçambicano, no mesmo período, 257,4 milhões de dólares (239,7 milhões de euros).

No ano passado, a MRM pagou ao Estado moçambicano 53,2 milhões de dólares (49,6 milhões de euros) em direitos de exploração e impostos, segundo o mesmo relatório.

A MRM é detida em 75% pela Gemfields e em 25% pela Mwiriti Limitada, uma empresa moçambicana.

Ruby production surpasses whole-year target in nine months

Ruby production in Mozambique has soared again in the third quarter, already surpassing the target for the entire year, according to budget execution data consulted by Lusa today.

“In the group of precious and semi-precious stones, the highlight goes to ruby, which recorded a level of execution of 102% in relation to the annual plan and a growth rate of 49% in the period under analysis,” reads the budget execution report for the third quarter from the Mozambican Ministry of Economy and Finance.

“Resulting from the good performance of the company SLR Mining, which assumed the position of largest producer of this mineral resource, with the start-up of another processing plant. This company was responsible for the production of more than 70% of the total of this mineral resource,” the document details.

In nine months, Mozambique produced 3,145,391 carats of rubies, while the official forecast for the whole of 2024 was 3,080,895 carats.

Another factor that explains this growth in the third quarter – already seen in the second quarter – is related to the “full resumption of production by the company Moza Minerals, combined with the fact that the company Montepuez Ruby Mining carried out intensive excavation in three more highly productive blocks”.

Production had fallen by 55% in March, in year-on-year terms, to 252.6 thousand carats, according to the first quarter report, due to problems at the largest national mine, Montepuez Rubi Mining (MRM).

Lusa had previously reported that the value of Mozambican ruby exports had fallen by 80% in the first quarter, yielding around €4.6 million, according to data from the central bank.

The report on the balance of payments for the first quarter states that revenues from ruby exports fell from US$25.6 million (€23.7 million) from January to March 2023 to US$5.2 million (€4.6 million) in the same period this year.

The report linked the “low production levels of the largest producer of this mineral” to the “failure of production equipment” and “military instability in the north of the country”, in reference to attacks by rebel groups in Cabo Delgado, which increased sharply in the first three months of the year.

Global ruby production in Mozambique fell in 2023 to 2.7 million carats, compared to 4.2 million carats in 2022 and five million carats in 2021.

Ruby mining at the MRM mine in Cabo Delgado, northern Mozambique, alone, has generated almost one billion Euros since 2012, according to data released at the end of April by Gemfields, which owns 75% of the company.

According to data up to December from the “G Factor for Natural Resources” report, which aims to promote “transparency” on the level of human resource wealth shared by Gemfields “with host country governments” from the mining, oil, wood gas and fishing sectors, MRM had a total revenue of US$151.3 million (€141 million) in 2023.

Since Gemfields acquired 75% of MRM – in February 2012, the year mining exploration began, with ruby auctions starting two years later – the mine has accumulated revenues of over US$1,055 million (€982.7 million), paying the Mozambican state, in the same period, US$257.4 million (€239.7 million).

Last year, MRM paid the Mozambican state US$53.2 million (€49.6 million) in royalties and taxes, according to the same report.

MRM is 75% owned by Gemfields and 25% by Mwiriti Limitada, a Mozambican company.

Economia perde cerca de 24,8 mil milhões de Meticais em 10 dias de manifestações

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) constatou que, durante 10 dias de manifestações pós-eleitorais, a economia moçambicana perdeu cerca de 24,8 mil milhões de Meticais, cerca de 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB), sendo os sectores de comércio, restauração, logística e transporte os mais afectados.

Durante a apresentação dos resultados de um estudo preliminar sobre o impacto das manifestações na economia, o Presidente da CTA, Agostinho Vuma, explicou que as referidas perdas colocam em risco o alcance da meta de crescimento económico de 5,5%, previsto para o presente ano. Segundo Vuma, a forma mais saliente das manifestações foi a vandalização e/ou arrombamento de unidades empresariais, sendo que já foram afectadas cerca de 151 unidades empresariais em todo o país, sendo 80% na Cidade e Província de Maputo.

“As vandalizações tiveram um custo de cerca de 45,5 milhões de USD e colocam em risco mais de 1200 postos de emprego, de forma directa, devido ao nível de vandalização a que foram sujeitos. De igual forma, assinala-se o impacto no sector de transporte rodoviário, em que os operadores da região metropolitana de Maputo reportam o surgimento de portagens informais e uma receita perdida de cerca de 417 milhões de Meticais em 10 dias”, relatou Vuma.

O Presidente da CTA apontou também a interrupção do tráfego no corredor de Maputo que levou à redução do fluxo normal de camiões para o Porto de Maputo, de uma média diária de 1100 para 300 camiões. Para o sector financeiro, para além da redução da procura de crédito, incumprimento de obrigações creditícias e aumento do tempo médio de resposta de serviços ao cliente, a CTA constatou que as manifestações reduziram as transacções no mercado cambial em 75,3%, em que de uma média de cerca de 60 milhões de dólares, caiu para cerca de USD 14 milhões, nos dias 24 e 25 de Outubro, só para citar alguns impactos.

Além de falar de prejuízos, a CTA falou de soluções para mitigar o impacto das manifestações. “Primeiro enquanto entidade que representa os interesses empresariais, a nossa preocupação é encontrar formas de mitigar o actual fardo sobre as empresas e assegurar a continuidade da actividade empresarial. E aqui a nível da CTA, criamos um Gabinete de Crise, que tem como uma das atribuições propor medidas de índole fiscal, laboral, monetária, segurança e administrativa”, destacou Vuma.

A nível fiscal, a CTA propõe a remoção do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) nos Óleos, Sabões e Açúcar, frangos e ovos, por serem produtos básicos principalmente para a população desfavorecida. Defende moratória fiscal com diferimento de prazos; isenção do pagamento de encargos (multas, juros, taxas de execução fiscal) resultantes do atraso do pagamento de obrigações fiscais; simplificação e flexibilização de auditorias pós-desembaraço aduaneiro nas principais fronteiras e portos.

“A nível da política monetária, propomos o prosseguimento da diminuição da taxa Mimo e a prática de taxas de juro especiais para agricultura; a redução do coeficiente de reservas obrigatórias de 39% até 20% em Metical e 5% em Dólar americano. Neste pacote, incluímos a isenção de multas e juros por atraso de pagamento ao Instituto Nacional de Segurança Social, tanto da parte do trabalhador como do empregador”, apontou Vuma.

Igualmente, a CTA propõe a flexibilização dos prazos expirados de documentação (vistos e autorizações), em instituições, como o Serviço Nacional de Migração, bem como o reforço da segurança de património público e privado e a criação de corredores de segurança ao longo das principais vias, de forma a assegurar o transporte de bens e pessoas nos principais entrepostos comerciais.

Exxon prevê a primeira produção de GNL do projecto de 30 mil milhões de dólares em Moçambique para 2030

A Exxon Mobil espera que a primeira produção de gás natural liquefeito (GNL) do seu projecto em Moçambique ocorra em 2030, disse um executivo da empresa na quinta-feira.

A Exxon, juntamente com parceiros como a Eni ENI.MI e a CNPC da China, estão a desenvolver um projecto de GNL no norte de Moçambique, com o gigante americano da energia a liderar a construção e operação da liquefação em terra e instalações relacionadas.

“Muito provavelmente, no próximo ano, iniciaremos alguns trabalhos iniciais em Afungi (local) para dar andamento ao projecto, mantendo-o no caminho certo e permitindo-nos obter a primeira produção de GNL em 2030”, disse Frank Kretschmer, director-geral da unidade da empresa em Moçambique, a delegados numa conferência sobre energia na Cidade do Cabo.

A empresa disse na quarta-feira que esperava agora uma decisão final de investimento para o seu projecto Rovuma LNG em Moçambique no início de 2026. O custo do projecto está estimado em cerca de 30 mil milhões de dólares.

BdM prevê contínuo crescimento da actividade económica apesar de riscos

O Banco de Moçambique prevê que a actividade económica do país continue a crescer, nos próximos dois anos, apesar dos riscos e incertezas, de natureza doméstica (crise pós-eleitoral, o terrorismo, impacto da época chuvosa e ciclónica) e externas (conflito no Médio-Oriente e a guerra entre a Rússia e a Ucrânia). No segundo trimestre de 2024, o Produto Interno Bruto expandiu em 4,5%, fundamentado pelo desempenho da indústria extractiva.

“Prevê-se que a actividade económica continue a crescer de forma moderada, estimulada, essencialmente, pela normalização da taxa MIMO e implementação de projectos em sectores-chave como os de energia, transporte e indústria extractiva”, defendeu o Governador do Banco Central, Rogério Zandamela.

No que toca à variação de preços, o Banco Central perspectiva para o mesmo horizonte, de curto e médio prazo, que a inflação continue estável, em torno de um dígito. A instituição perspectiva, igualmente, que as reservas internacionais líquidas do país se mantenham em níveis confortáveis para a cobertura das importações. A inflação anual manteve a tendência de desaceleração, fixando-se em 2,5%, em Setembro último, após 5%, em Dezembro de 2023.

Essas perspectivas foram apresentadas na semana passada, durante o 49º Conselho Consultivo do Banco de Moçambique, realizado na Cidade de Maputo. No que toca às realizações, Zandamela lembrou que este ano a instituição iniciou o ciclo de normalização da taxa de referência da política monetária, a taxa MIMO, que só nos primeiros nove meses do ano reduziu em 375 pontos base, para 13,50%.

“Deste modo, a Prime Rate, que é a taxa de juro de referência para o crédito, bem como as demais taxas de juro do mercado, têm igualmente reduzido, em linha com as decisões de política monetária e o crédito à economia começa a registar um modesto crescimento”, disse Zandamela.

Relativamente ao tópico das reformas, o Governador salientou que, com vista a tornar o sistema financeiro mais seguro, moderno e inclusivo, adoptou este ano a nova série de notas e moedas do Metical, com padrões modernos de design e de segurança, com o objectivo de conferir maior segurança e resistência das notas e moedas, bem como melhorar a identificação por parte das pessoas com deficiência visual.

“Através da introdução de novas tecnologias e da modernização das infra-estruturas de pagamentos, asseguramos a interoperabilidade entre as instituições de moeda electrónica e os bancos, resultando no aumento significativo da inclusão financeira, o que propiciou, em Setembro de 2024, o alcance de 99% da população adulta com contas nas instituições de moeda electrónica, após 69% em Dezembro de 2022”, acrescentou Zandamela.

Ainda no contexto das reformas, em Março do presente ano, o Banco de Moçambique aderiu à Network for Greening the Financial System, uma organização que congrega bancos centrais e supervisores financeiros do mundo inteiro, com o objectivo de acelerar a expansão das finanças verdes e desenvolver recomendações sobre a actuação dos bancos centrais no contexto das mudanças climáticas.

MRG Metals e MOZSHAQ firmam parceria para avaliação ambiental e social do projecto Corridor Sands 

MRG Metals

A MRG Metals, por meio de sua joint venture com a Sinowin Lithium e a Sinowin Lithium Cobalt, firmou um contrato com a MOZSHAQ para a realização de uma avaliação ambiental e social, bem como para o plano de ação de reinstalação do Projecto Corridor Sands, localizado em Moçambique.

A informação foi divulgada nesta Segunda-feira, 11 de Novembro, pelo portal de notícias Mining, que detalhou o compromisso das empresas em avançar com a etapa de aprovação formal do projecto. O contrato terá uma duração de nove meses e está orçado em 31,6 milhões de meticais (aproximadamente 500 mil dólares).

O Projecto Corridor Sands, que faz parte do portfólio da MRG Metals, abrange dois terrenos contíguos no Sul de Moçambique, totalizando uma área de 387 quilómetros quadrados. De acordo com a empresa, o projecto central cobre 179 quilómetros quadrados, enquanto a área do projecto sul se estende por 208 quilómetros quadrados. O empreendimento já identificou 13 alvos de alta prioridade dentro da área de concessão.

capital bancário

O presidente da MRG Metals, Andrew Van Der Zwan, destacou que o contrato com a MOZSHAQ é um passo crucial para garantir a obtenção da licença mineira, um processo que deverá ser iniciado no início do período contratual.

“A experiência da MOZSHAQ em avaliações ambientais e socioeconómicas será essencial à medida que avançamos na formalização do projecto. Estamos confiantes de que seu conhecimento local, aliado à adesão às normas internacionais, resultará em avaliações de alta qualidade”, afirmou Van Der Zwan. O executivo também ressaltou o compromisso da MRG Metals e de seus parceiros com práticas mineiras sustentáveis, alinhadas com as directrizes internacionais de saúde, segurança e protecção ambiental.

A MOZSHAQ, por sua vez, se compromete a fornecer consultoria, auditoria e formação, optimizando as operações do projecto e assegurando a conformidade com as normas nacionais e internacionais. A MOZSHAQ é uma empresa especializada em soluções integradas de consultoria e auditoria nas áreas de saúde, segurança, meio-ambiente e qualidade. Com uma abordagem focada na assistência técnica e nos serviços de conformidade com normas internacionais, a MOZSHAQ tem sido um parceiro estratégico para várias empresas do sector, contribuindo para a implementação de projectos com impacto positivo tanto no ambiente quanto nas comunidades locais.

O contrato, que será integralmente financiado pela Sinowin Lithium e Sinowin Lithium Cobalt, exige pagamentos parcelados ao longo de sua vigência. A MRG Metals, que possui uma capitalização de mercado de 602,9 milhões de meticais (9,54 milhões de dólares), segue com o projecto em parceria com a Sinowin, que tem sido responsável pelo financiamento da joint venture.

Com a assinatura deste acordo, as empresas envolvidas no Projecto Corridor Sands reforçam seu compromisso com a responsabilidade socioambiental e com o desenvolvimento sustentável em Moçambique. A avaliação de impacto ambiental e social é vista como uma etapa estratégica para o avanço do projecto, que tem o potencial de gerar novos investimentos e oportunidades de emprego no país, além de contribuir para o fortalecimento da indústria mineral local.

MRG Metals and MOZSHAQ Sign Partnership for Environmental and Social Assessment of Corridor Sands Project

MRG Metals

MRG Metals, through its joint venture with Sinowin Lithium and Sinowin Lithium Cobalt, has signed a contract with MOZSHAQ to carry out an environmental and social assessment, as well as the resettlement action plan for the Corridor Sands Project, located in Mozambique.

The information was released on Monday, November 11, by the Mining news portal, which detailed the companies’ commitment to move forward with the formal approval stage of the project. The contract will last nine months and is budgeted at 31.6 million meticais (approximately 500 thousand dollars). The Corridor Sands Project, which is part of MRG Metals’ portfolio, covers two contiguous plots of land in southern Mozambique, totaling 387 square kilometers. According to the company, the central project covers 179 square kilometers, while the southern project area extends to 208 square kilometers. The venture has already identified 13 high-priority targets within the concession area.

The president of MRG Metals, Andrew Van Der Zwan, pointed out that the contract with MOZSHAQ is a crucial step towards securing the mining license, a process that should begin at the start of the contract period. “MOZSHAQ’s experience in environmental and socio-economic assessments will be essential as we move forward with formalizing the project. We are confident that their local knowledge, combined with their adherence to international standards, will result in high-quality assessments,” said Van Der Zwan. The executive also stressed the commitment of MRG Metals and its partners to sustainable mining practices, in line with international health, safety and environmental protection guidelines. MOZSHAQ, for its part, is committed to providing consultancy, auditing and training, optimizing project operations and ensuring compliance with national and international standards. MOZSHAQ is a company specializing in integrated consulting and auditing solutions in the areas of health, safety, the environment and quality. With an approach focused on technical assistance and compliance services with international standards, MOZSHAQ has been a strategic partner for several companies in the sector, contributing to the implementation of projects with a positive impact on both the environment and local communities.

The contract, which will be fully funded by Sinowin Lithium and Sinowin Lithium Cobalt, calls for installment payments over its term. MRG Metals, which has a market capitalization of 602.9 million meticais (9.54 million dollars), is proceeding with the project in partnership with Sinowin, which has been responsible for financing the joint venture.

With the signing of this agreement, the companies involved in the Corridor Sands Project reinforce their commitment to social and environmental responsibility and sustainable development in Mozambique. The environmental and social impact assessment is seen as a strategic step for the progress of the project, which has the potential to generate new investments and job opportunities in the country, as well as contributing to the strengthening of the local mineral industry.

 

CIP questiona estimativa da receita diária na fronteira de Ressano Garcia e aponta discrepâncias fiscais

Uma análise feita pelo Centro de Integridade Pública (CIP) nega que a fronteira de Ressano Garcia produza 1,5 mil milhões de Meticais por dia, tal como avançou há dias a Autoridade Tributária de Moçambique. Para organização, aquele valor gera uma aparente discrepância quando comparado com a receita fiscal anual projectada no Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) para 2024, que é de 348,3 mil milhões de Meticais, ou uma média diária de 950 milhões de Meticais.

De acordo com o documento, essa estimativa implica que, caso as perdas referidas pela AT sejam fiscais, a receita anual somente da fronteira de Ressano Garcia superaria em 157% a receita total estimada no PESOE para o país, o que indica uma possível superestimação ou uma confusão entre movimentação económica e arrecadação directa.

“A nossa análise, baseada no PESOE 2024, estima que a perda fiscal diária, devido às paralisações, seria de 277,9 milhões de Meticais, resultando numa perda acumulada de aproximadamente 833,8 milhões de Meticais nos três dias de paralisação. Esse valor é substancialmente inferior ao de 1,5 mil milhões de Meticais diários apresentados pela AT. Isso sugere que as declarações da AT podem incluir a movimentação económica total na fronteira e não apenas a receita fiscal directa”, lê-se no documento.

Para o CIP, essa inconsistência levanta questões sobre a precisão e a transparência das estimativas, especialmente num contexto económico e social crítico em que informações financeiras precisam de ser baseadas em dados rigorosos e claramente comunicados.

O CIP concluiu que o impacto das manifestações pós-eleitorais na economia é de cerca de 24,5 mil milhões de Meticais para um período de 10 dias, representando aproximadamente 2% do Produto Interno Bruto (PIB) projectado para 2024.

Para a organização, essa cifra supera significativamente as estimativas divulgadas pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), que calculou perdas de 10 mil milhões de Meticais para o mesmo período.

“A diferença de cerca de 14,5 mil milhões de Meticais sugere uma discrepância de 156,4% entre as duas abordagens, indicando que as metodologias utilizadas pela CTA podem ser mais restritas, possivelmente focando-se apenas em determinados sectores ou num conjunto limitado de empresas. Em contraste, a metodologia empregue neste estudo é abrangente e incorpora múltiplos sectores, destacando um panorama mais holístico das perdas”, lê-se no documento.

Dada a relevância dessas estimativas para a formulação de políticas públicas e para a planificação de empresas e investidores, o CIP recomenda que o Governo e a CTA adoptem uma abordagem mais fundamentada e transparente na análise e na divulgação dos dados económicos.

Especificamente, sugere-se uma metodologia que seja clara e publicamente acessível, especificando as premissas e as variáveis utilizadas para os cálculos das perdas e um alinhamento com dados oficiais divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), Banco de Moçambique e pelo PESOE.

Além disso, a organização recomenda que o Tribunal Administrativo conduza uma auditoria independente nas estimativas de perdas económicas e fiscais para garantir que os dados reflictam com precisão a realidade económica e fiscal do país. Apela ainda para que, em tempos de crise, se torne essencial não apenas relatar perdas, mas comunicar de forma equilibrada e fiável de modo a manter a confiança pública e dos investidores.

Independentemente das metodologias ou valores reais, a organização diz ser fundamental considerar que factores como as alegações de fraude eleitoral e a instabilidade política envolvendo o partido Frelimo e os órgãos eleitorais (STAE e CNE) podem afectar de forma significativa a economia moçambicana. Esse impacto é particularmente notável num trimestre que tradicionalmente apresenta performances económicas positivas, intensificando as incertezas e minando a confiança de investidores e do público.

“A clareza e a transparência na comunicação dos dados, bem como a neutralidade das instituições envolvidas, são indispensáveis para evitar a manipulação das informações em benefício de interesses específicos e para promover uma gestão económica e fiscal mais robusta e confiável em Moçambique”, concluiu a fonte.

Exportações agrícolas superaram um bilião de USD nos últimos cinco anos

Durante os cinco anos de implementação do Plano Quinquenal do Governo (2020-2024), o sector registou um crescimento assinalável, tendo o Produto Interno Bruto Agrário saído de 1.2% em 2019 para 5.7% em 2024, o que tem resultado na redução da Insegurança Alimentar Aguda. Além disso, as exportações agrícolas registaram uma subida de 33%, “tendo superado a marca de um bilião de USD pela primeira vez na história”, revelou esta segunda-feira (11), em Maputo, o Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, durante a abertura do quinto Conselho Coordenador da instituição.

De entre vários factores, o Ministro destacou que concorreu para os referidos resultados o aumento da área média de pequenas explorações de 1,4 hectares para 1,7 hectares, que traduz o surgimento da agricultura familiar orientada para o mercado. Apontou também o crescimento do número de grandes explorações de 873 para 1.131, que marca um crescimento significativo da agricultura comercial, bem como o aumento da produção de semente certificada de 3.2 mil toneladas em 2019, para 9 mil toneladas em 2024, que marca um crescimento de 189%.

Num balanço dos últimos cinco anos, Correia apontou igualmente o aumento de uso de semente certificada de 3.7 mil toneladas em 2019 para 15 mil toneladas em 2024, em grande medida influenciado pelos beneficiários do Programa SUSTENTA; aumento de uso de fertilizantes de 68.3 mil toneladas em 2019 para 164 670 toneladas em 2024, igualmente por conta do Programa SUSTENTA.

Apontou igualmente o crescimento da produção de cereais em 37% de 1.9 milhões de toneladas para 2,6 toneladas; o crescimento da produção de leguminosas em 65% de 470 mil toneladas para 871 toneladas, bem como o crescimento da Produção de Oleaginosas em 46%, de 213 mil toneladas em 2019 para 335 mil toneladas em 2024.

No seu discurso de abertura, o Ministro explicou que concorreu igualmente para o crescimento do sector agrícola o aumento da produção de raízes de tubérculos em 25%; o aumento na produção de frutas em 44%, com destaque para a banana que cresceu de 258 mil toneladas para 371 mil toneladas; o crescimento na produção de Amêndoas em 11%, com destaque para o crescimento na produção da macadâmia de 2.418 toneladas para 5.192 toneladas, bem como o crescimento do efectivo de gado bovino de 2 000 118 cabeças em 2019 para 2 444 142 cabeças em 2024.

Correia destacou ainda o crescimento da produção de frango. Disse que, em 2019, o país produzia 120 mil toneladas, mas a quantidade aumentou para 152 mil toneladas, sendo Moçambique o segundo maior produtor da SADC. Dados apresentados pelo governante indicam ainda que, durante cinco anos, a produção de ração animal de aves aumentou de 196 mil toneladas para 254 mil toneladas e o crescimento da produção foi ainda acompanhado do aumento da produtividade das principais culturas, com destaque para o milho que passou de 803 kg por hectare para 967 kg por hectare, bem como a produção de feijões que passou de 466 kg por hectare para 555 kg por cada hectare.

Com base nesses resultados, o Governante mostrou optimismo para a próxima campanha agrária, lançada na passada sexta-feira, que projecta alcançar um crescimento, na ordem dos 5%, encaminhando o sector agro-pecuário para a posição de principal condutor da estabilidade económica no país.