Monday, April 20, 2026
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Bancarização em Alta: Moçambique regista 5,5 milhões de contas bancárias

O número de contas bancárias em Moçambique cresceu 4,7% para 5.577.994 no ano passado, liderado pela capital Maputo onde, em média, cada pessoa tinha duas contas, revelam dados do banco central do país.

De acordo com o relatório de inclusão financeira do Banco de Moçambique, em 2022 o país tinha 5.326.096 contas bancárias, o que se traduz em 306 contas bancárias por cada 1.000 adultos. Em 2023, o número subiu para 309.

“Relativamente à análise geográfica, em 2023 o maior nível de bancarização da economia foi observado na cidade de Maputo, com cerca de duas contas bancárias, em média, por pessoa adulta”, lê-se no relatório.

Na capital, o número de contas bancárias por 1.000 adultos subiu de 2.000 em 2022 para 2.266 no ano passado, mas na província da Zambézia, no norte, caiu de 116 para 104.

O relatório acrescenta que o número total de mulheres com conta bancária em Moçambique subiu de 190 por mil adultos em 2022 para 193 em 2023, enquanto entre os homens o crescimento foi de 414 para 419.

O índice de inclusão financeira, calculado pela central para o ano de 2023, situou-se em 15,13 pontos, um aumento de 1,14 pontos face a 2022, com os resultados a decorrerem “fundamentalmente, do aumento dos agentes não bancários, das contas bancárias e da moeda eletrónica”.

“As perspectivas para a inclusão financeira são promissoras. Com a implementação de regulamentos estratégicos e projectos inovadores, o país estará bem posicionado para alcançar uma inclusão financeira abrangente e sustentável”, opina o documento do Banco de Moçambique, destacando a importância das Instituições de Moeda Eletrónica (IME) na facilitação do pagamento de serviços e transferências via telemóvel.

“A infraestrutura robusta, especialmente a interoperabilidade através da rede única nacional (SIMO) entre as IMEs, e entre estas instituições e os bancos e microbancos, bem como os provedores de serviços de pagamento, foi um avanço essencial”, reconhece o relatório.

De acordo com o banco central, em 2023 estavam a operar em Moçambique 15 bancos, 14 microbancos, uma sociedade de investimento, três IME (um por cada operador de telecomunicações móveis), quatro cooperativas de crédito e um prestador de serviços de pagamento, além de uma sociedade emissora e gestora de cartões de crédito e oito casas de câmbio.

Greves em 7 dias podem causar prejuízos de mais 163 milhões de dólares

As greves convocadas por Venâncio Mondlane, candidato presidencial do partido PODEMOS, que reclama vitória nas eleições do passado 9 de Outubro, geram preocupações significativas sobre os potenciais prejuízos para a economia moçambicana. Num contexto marcado por alegações de fraude eleitoral, a paralisação das atividades em diversos sectores pode resultar em consequências económicas alarmantes.

Com a adesão em massa a estas greves, sectores essenciais como transporte, educação e saúde estão a enfrentar interrupções que comprometem a produção e a prestação de serviços. Empresas que dependem do funcionamento contínuo destes sectores já reportam perdas financeiras, o que pode levar a despedimentos e ao colapso de alguns negócios. Esta dinâmica prejudica não apenas o sector privado, mas também a economia em geral, que se vê forçada a lidar com uma redução na atividade económica.

A situação em Moçambique, com as greves convocadas por Venâncio Mondlane, levanta sérias preocupações económicas. Segundo estimativas, as paralisações podem resultar em prejuízos superiores a 163 milhões de dólares em apenas sete dias, o que destaca o impacto directo em sectores essenciais como transporte, educação e saúde.

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) já relatou perdas de mais de 1,4 mil milhões de meticais (cerca de 22 milhões de dólares) no primeiro dia de paralisação, sugerindo que a continuidade das greves pode agravar ainda mais essa situação. As interrupções não só afetam a produção e prestação de serviços, mas também minam a confiança dos investidores e a arrecadação de impostos, potencialmente levando a um colapso de negócios e ao aumento do desemprego.

Em termos de perdas diárias distribuídos em sectores de actividades, estaríamos diante do seguinte cenário:

Transporte: Estimativas de perda de cerca de 5-7 milhões de dólares por dia devido à interrupção do transporte de mercadorias e pessoas.

Educação: A paralisação pode resultar em perdas de até 2 milhões de dólares por dia, considerando o impacto nas escolas e universidades.

Saúde: As interrupções nos serviços de saúde podem causar prejuízos de aproximadamente 1-2 milhões de dólares por dia.

Impacto no PIB: Com a redução da atividade económica, o PIB de Moçambique pode sofrer uma queda de até 0,5-1% a curto prazo se as greves persistirem por mais de uma semana.

Desemprego: Se a situação não for resolvida, estima-se que até 30.000 postos de trabalho possam ser perdidos em setores críticos, como comércio e serviços.

Arrecadação Fiscal: Uma diminuição na arrecadação de impostos pode resultar em uma perda de cerca de 10 milhões de dólares em receita fiscal semanal.

Vale ressaltar que, segundo informações partilhadas pela Agência de Informação de Moçambique (AIM) indicam que a Fronteira de Ressano Garcia gera, em média, 1,5 mil milhões de meticais diariamente. Assim, o total de prejuízos acumulados durante os três dias de manifestações, que levaram à paralisação quase total das actividades em todo o país, soma cerca de 4,5 mil milhões de Meticais.

Moçambique e Colômbia assinam acordo de isenção de vistos

Os governos de Moçambique e da Colômbia assinaram um acordo de isenção de vistos para os titulares de passaportes diplomáticos e de serviço, um instrumento que visa facilitar a circulação de funcionários e outras pessoas interessadas.

O acordo foi assinado esta segunda-feira (28), na cidade colombiana de Cali, pelo vice-ministro moçambicano dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Manuel Gonçalves, e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Colômbia, Luís Gilberto Murillo, testemunhado pela vice-presidente da Colômbia, Francia Márquez.

O acordo foi assinado à margem da décima sexta reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CBD COP 16), que decorre em Cali, Colômbia, de 21 de outubro a 1 de novembro, sob o lema “Paz com a Natureza”.

O Vice-Ministro Gonçalves afirmou que o documento representa mais um passo no reforço da cooperação bilateral em curso desde 1988.

“Desde então, as nossas relações políticas e diplomáticas têm evoluído normalmente, que é o que nós queremos, que é que as nossas relações se reforcem”, disse Gonçalves, acrescentando que ‘estamos atualmente a trabalhar na construção de outras áreas de cooperação’.

Gonçalves apontou outros sectores de cooperação como a agricultura, os recursos minerais e a energia.

“Estas são áreas em que os nossos dois países têm potencial de expansão e esperamos que, com a presença do novo embaixador colombiano [em Moçambique], recentemente acreditado a 16 de outubro, as nossas relações continuem a consolidar-se e a fortalecer-se, sobretudo na sua vertente económica e comercial”, disse.

Mozambique and Colombia sign visa exemption agreement

The governments of Mozambique and Colombia have signed a visa exemption agreement for holders of diplomatic and service passports, an instrument that aims to facilitate the movement of officials and other individuals concerned.

The agreement was signed this Monday (28) in the Colombian city of Cali by the Mozambican Deputy Minister of Foreign Affairs and Cooperation, Manuel Gonçalves, and the Minister of Foreign Affairs of Colombia, Luís Gilberto Murillo, witnessed by the Vice President of Colombia, Francia Márquez.

It was signed on the sidelines of the sixteenth meeting of the Conference of the Parties to the Convention on Biological Diversity (CBD COP 16), being held in Cali, Colombia from 21 October to 1 November under the motto, “Peace With Nature”.

Deputy Minister Gonçalves said that the document represented another step towards strengthening bilateral cooperation ongoing since 1988.

“Since then, our political and diplomatic relations have developed normally, which is what we want, which is for our relations to be strengthened,” Gonçalves said, adding that “we are currently working on building other areas of cooperation”.

Gonçalves pointed to other sectors of cooperation such as agriculture, mineral resources and energy.

“These are areas in which our two countries have the potential for expansion, and we hope that, with the presence of the new Colombian ambassador [to Mozambique] who was recently accredited on 16 October, our relations will continue to consolidate and strengthen, especially in terms of their economic and commercial aspects,” he said.

Moçambique firma acordo com TWIGG para exploração de vanádio na Mina de Balama

Moçambique firma acordo com TWIGG para exploração de vanádio na Mina de Balama

O Governo de Moçambique aprovou, na Terça-feira (22), um acordo directo com a TWIGG Exploration and Mining, Lda., para expandir as operações na Mina de Balama, focando na exploração de vanádio, um mineral estratégico para a indústria moderna.

O acordo, assinado em Conselho de Ministros, inclui financiamento da United States International Development Finance Corporation (DFC) para despesas operacionais e a realização de um estudo de viabilidade para a instalação de uma unidade de processamento de vanádio.

O projecto é parte da estratégia de expansão da actual operação de extracção de grafite na Mina de Balama, operada pela TWIGG, uma subsidiária da Syrah Resources Limited. O vanádio é amplamente utilizado em ligas metálicas e na produção de baterias, o que posiciona Moçambique como um potencial fornecedor importante no mercado global de minerais.

O Governo considera este projecto vital para o desenvolvimento económico do país, destacando a criação de empregos e a geração de receitas fiscais. Além disso, a iniciativa deve fortalecer a posição de Moçambique na cadeia de fornecimento de minerais essenciais para a alta tecnologia.

A TWIGG foi reconhecida como “Empresa Mineira do Ano” na Conferência de Mineração e Energia de Moçambique, em Maio, devido ao seu compromisso com a inovação e sustentabilidade. A empresa é também destacada por sua transparência, conforme o Índice de Transparência do Sector Extractivo de 2023, do Centro de Integridade Pública.

O acordo reflete o compromisso do Governo em promover a diversificação do sector mineiro e garantir que as operações beneficiem as comunidades locais. Com a exploração de vanádio, Moçambique pode se consolidar como um fornecedor-chave de minerais críticos, atraindo novos investimentos e aumentando as exportações de produtos de alto valor agregado.

Mozambique signs agreement with TWIGG for vanadium exploration at Balama Mine

Moçambique firma acordo com TWIGG para exploração de vanádio na Mina de Balama

On Tuesday (22), the Mozambican government approved a direct agreement with TWIGG Exploration and Mining, Lda. to expand operations at the Balama Mine, focusing on the exploration of vanadium, a strategic mineral for modern industry.

The agreement, signed in the Council of Ministers, includes funding from the United States International Development Finance Corporation (DFC) for operating expenses and the carrying out of a feasibility study for the installation of a vanadium processing unit.

The project is part of the strategy to expand the current graphite extraction operation at the Balama Mine, operated by TWIGG, a subsidiary of Syrah Resources Limited. Vanadium is widely used in metal alloys and in the production of batteries, which positions Mozambique as an important potential supplier in the global minerals market.

The government considers this project vital for the country’s economic development, highlighting the creation of jobs and the generation of tax revenue. In addition, the initiative should strengthen Mozambique’s position in the supply chain of essential minerals for high technology.

TWIGG was recognized as “Mining Company of the Year” at the Mozambique Mining and Energy Conference in May, due to its commitment to innovation and sustainability. The company is also highlighted for its transparency, according to the 2023 Extractive Sector Transparency Index by the Center for Public Integrity.

The agreement reflects the government’s commitment to promoting the diversification of the mining sector and ensuring that operations benefit local communities. With the exploitation of vanadium, Mozambique can consolidate itself as a key supplier of critical minerals, attracting new investments and increasing exports of high value-added products.

O mercado dos seguros gerou mais de 316 milhões de euros em prémios brutos no ano passado

O mercado segurador moçambicano gerou mais de 316 milhões de euros em prémios brutos em 2023, uma ligeira queda face ao recorde do ano anterior, segundo dados do Banco de Moçambique a que a Lusa teve hoje acesso.

De acordo com um relatório do banco central sobre inclusão financeira, o mercado segurador moçambicano gerou em 2022 prémios brutos de 21.885 milhões de meticais (317 milhões de euros), um recorde, caindo ligeiramente no ano passado para quase 21.841 milhões de meticais (316,3 milhões de euros).

No mesmo período, a actividade seguradora em Moçambique gerou prémios de 18.502 milhões de meticais (268 milhões de euros) no segmento Não Vida e quase 3.339 milhões de meticais (48,3 milhões de euros) no segmento Vida.

Em 2023, operavam em Moçambique 17 companhias de seguros, das quais 12 operavam no segmento Não Vida, duas focavam-se exclusivamente no segmento Vida e três operavam nos dois segmentos em simultâneo.

De acordo com o relatório do Banco de Moçambique, o país contava com três microsseguradoras, uma resseguradora, oito sociedades gestoras de fundos de pensões, 145 corretores de seguros, cinco corretores de resseguros e 31 agentes de sociedades comerciais.

“Em termos nominais, até ao final de 2023, o mercado segurador registou uma contração de cerca de 0,2% face ao período homólogo de 2022”, refere o documento, salientando que a taxa de penetração dos seguros na economia se situava em 2,03%.

Entretanto, este mês, a Autoridade Reguladora da Concorrência (ARC) de Moçambique autorizou a compra da Global Alliance Seguros, uma das principais seguradoras do país, pela seguradora Hollard Moçambique, que passa a dominar o mercado com uma quota de 31,7%.

A decisão da ARC refere que o conselho de administração da entidade reguladora decidiu, por unanimidade, “adoptar a decisão de não oposição à presente operação de concentração” […] “uma vez que a mesma não é suscetível de criar entraves significativos à concorrência efectiva no mercado nacional de oferta de seguros nos ramos vida e não vida, em mercados conexos ou numa parte substancial dos mesmos”.

No documento, a ARC afirma que consultou o Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM) para tomar esta decisão, e admite ainda que o “cenário pós-transação” analisado é “indicativo de um sector moderadamente concentrado”, mas que “não é previsível” que “venha a restringir a concorrência no mercado segurador moçambicano”.

Ao analisar as quotas de mercado acumuladas nos sectores dos seguros vida e não vida em Moçambique, a ARC concluiu que o grupo Hollard detém a maior quota de mercado, com 19,1%, seguido da Fidelidade, com 14,80%, da estatal Emose, com 14,5%, e da Global Alliance, com 12,6%.

Entretanto, este mês, a Autoridade Reguladora da Concorrência (ARC) de Moçambique autorizou a compra da Global Alliance Seguros, uma das principais seguradoras do país, pela seguradora Hollard Moçambique, que passa a dominar o mercado com uma quota de 31,7%.

A decisão da ARC refere que o conselho de administração da entidade reguladora decidiu, por unanimidade, “adotar a decisão de não oposição à presente operação de concentração” […] “uma vez que a mesma não é suscetível de criar entraves significativos à concorrência efectiva no mercado nacional de oferta de seguros nos ramos vida e não vida, em mercados conexos ou numa parte substancial dos mesmos”.

No documento, a ARC afirma que consultou o Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM) para tomar esta decisão, e admite ainda que o “cenário pós-transação” analisado é “indicativo de um sector moderadamente concentrado”, mas que “não é previsível” que “venha a restringir a concorrência no mercado segurador moçambicano”.

Ao analisar as quotas de mercado acumuladas nos sectores dos seguros vida e não vida em Moçambique, a ARC concluiu que o grupo Hollard detém a maior quota de mercado, com 19,1%, seguido da Fidelidade, com 14,80%, da estatal Emose, com 14,5%, e da Global Alliance, com 12,6%.

“Embora a quota de mercado do adquirente no cenário pós-transação seja inferior a 50%, uma operação de concentração horizontal pode, a longo prazo, conduzir a uma posição dominante no mercado por parte dos principais operadores do sector segurador”, refere o documento.

Nedbank Moçambique renova parceria com o Parque Nacional da Gorongosa

O Nedbank Moçambique renovou a sua parceria com o Parque Nacional da Gorongosa, reafirmando o compromisso de apoiar o Departamento de Conservação do Parque. Esta colaboração visa fortalecer a fiscalização nas áreas protegidas e expandir o programa de reabilitação de espécies ameaçadas, como o pangolim, contribuindo para a preservação da biodiversidade e o combate à caça furtiva.

O Nedbank Moçambique e o Parque Nacional da Gorongosa (PNG) renovaram recentemente o seu acordo de parceria, reafirmando o compromisso do Banco em continuar a apoiar os esforços de conservação do PNG. Este acordo foi formalizado durante uma cerimónia realizada no Parque Nacional da Gorongosa, onde o Nedbank assumiu o seu apoio contínuo ao Departamento de Conservação do Parque, que supervisiona a gestão das áreas protegidas e as zonas circundantes. Este apoio inclui, não apenas o contributo directo do Banco, mas também as contribuições de indivíduos e entidades que, ao utilizarem os cartões pré-pago e de crédito Gorongosa, participam activamente neste esforço de preservação deste património natural ímpar de Moçambique.

Alguns programas do Departamento de Conservação, como os Serviços Veterinários até à Fiscalização e Gestão da Fauna Bravia, estão orientados para garantir a protecção sustentável da biodiversidade da Gorongosa. Com o apoio do Nedbank, o Parque poderá reforçar as suas operações de fiscalização e expandir o programa de reabilitação de espécies ameaçadas, como o pangolim, cuja sobrevivência está em risco devido à trafico de espécies protegidas e à perda de habitat.

Durante a assinatura do acordo, Joel Rodrigues, Presidente da Comissão Executiva do Nedbank, destacou o impacto positivo do PNG na preservação ambiental e no desenvolvimento das comunidades locais. “Apoiar o Parque Nacional da Gorongosa é uma forma de contribuir directamente para a protecção da nossa herança natural e para o reconhecimento deste parque como um dos maiores de África”, afirmou.

Pedro Muagura, Administrador do PNG, expressou a sua satisfação com a renovação da parceria, sublinhando a importância do apoio do Nedbank para fortalecer a capacidade de fiscalização e combate à caça furtiva no Parque. “Ficamos muito felizes com a renovação desta parceria que esperamos trazer muitos frutos à conservação.  O apoio de parceiros de impacto como o Nedbank, é essencial para nos permitir alcançar um impacto significativo em grande escala… prontos para conservar o meio ambiente.”, afirmou Muagura.

Moçambique coloca 2.564 milhões em Obrigações do Tesouro

Mercado cambial

Moçambique colocou na última semana mais 2.564 milhões de meticais numa emissão bolsista interna de Obrigações do Tesouro com maturidade de cinco anos, indicam dados oficiais.

De acordo com informação da Bolsa de Valores de Moçambique, a operação foi concluída em 23 de Outubro e as propostas apresentadas pelos Operadores Especializados em Obrigações do Tesouro indicam que a emissão teve uma procura de 68,03%.

Esta emissão de obrigações do tesouro, a 12.ª série de 2024, de subscrição direta dos Operadores Especializados, autorizava a colocação de até 3.916 milhões de meticais, valor que não foi atingido, contrariamente à anterior.

A operação fechou com uma taxa de juro nominal fixa de 14,50% durante os primeiros quatro pagamentos semestrais de juros e variável nos seis últimos.

Na 11.ª série destas emissões, concretizada em 07 de outubro, foram colocados 5.727 milhões de meticais numa emissão bolsista interna de Obrigações do Tesouro com maturidade de cinco anos.

O Banco de Moçambique reconheceu este mês uma pressão elevada provocada pelo endividamento interno do Estado, que já tinha crescido 90,3 mil milhões de meticais em 2024.

Auto Sueco Moçambique adopta nova marca global Nors

Auto Sueco Moçambique adopta nova marca global Nors

A Auto Sueco Moçambique, conhecida concessionária da Volvo, anunciou que passará a operar sob a marca global Nors. Esta mudança reflecte uma estratégia de unificação da marca em todos os mercados onde a empresa está presente.

Com mais de 90 anos de história, a Nors agrega diversas marcas, incluindo a agora renomeada Nors Moçambique. A empresa continuará a dedicar-se à distribuição e serviço de camiões Volvo e Dongfeng, autocarros Volvo, e ao segmento de equipamentos de construção no mercado moçambicano.

A nova identidade foi revelada durante um evento transmitido globalmente, que contou com a participação de 3.000 colaboradores. A Nors apresentou a sua missão de “Melhorar a vida e os negócios através de serviços e equipamentos de referência”, com base em valores como legado, humanismo, ambição, diligência e integridade.

A mudança de nome faz parte de uma estratégia mais ampla que abrange 17 marcas em sete países, incluindo Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Namíbia e Canadá. Sob a nova estrutura, a Nors organizará as suas operações em cinco áreas principais: camiões e autocarros, equipamentos de construção, agricultura, pós-venda e novos negócios.

Segundo Tomás Jervell, CEO do Grupo Nors, “A nova marca reflecte a ambição de ser reconhecida pela excelência dos serviços e equipas, estando preparada para o futuro e para as transformações globais.