Monday, April 20, 2026
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Auto Sueco Mozambique adopts new global brand Nors

Auto Sueco Moçambique adopta nova marca global Nors

Auto Sueco Moçambique, a well-known Volvo dealer, has announced that it will now operate under the global Nors brand. This change reflects a strategy to unify the brand in all the markets where the company is present.

With more than 90 years of history, Nors brings together several brands, including the now renamed Nors Mozambique. The company will continue to distribute and service Volvo and Dongfeng trucks, Volvo buses, and the construction equipment segment in the Mozambican market.

The new identity was unveiled during a globally broadcast event attended by 3,000 employees. Nors presented its mission of “Improving life and business through leading services and equipment”, based on values such as legacy, humanism, ambition, diligence and integrity.

The name change is part of a wider strategy that encompasses 17 brands in seven countries, including Portugal, Brazil, Angola, Mozambique, Namibia and Canada. Under the new structure, Nors will organize its operations into five main areas: trucks and buses, construction equipment, agriculture, aftersales and new business.

According to Tomás Jervell, CEO of the Nors Group, “The new brand reflects the ambition to be recognized for the excellence of its services and teams, and is prepared for the future and global transformations.”

Por que investir em Pesquisa de Mercado é vital para o sucesso empresarial?

No cenário empresarial contemporâneo, com um mercado cada vez mais dinâmico, competitivo e em constante transformação, a pesquisa de mercado se torna cada vez mais uma ferramenta essencial para a tomada de decisões estratégicas, permitindo que empresas compreendam profundamente seus consumidores, identifiquem oportunidades e minimizem riscos. No entanto, por que muitas empresas ainda hesitam em investir em pesquisa de mercado? E qual é o verdadeiro valor dessa prática?

Por que a pesquisa vale a pena? Análise de Mercado

Uma das principais vantagens da pesquisa de mercado está no seu potencial de reduzir custos, diminuindo o risco de inúmeras tentativas e erros, que muitas vezes fazem escoar os orçamentos das empresas. Sem dados concretos que orientem as acções de uma empresa, o risco de um produto ou campanha falhar é significativamente maior, ao optar por investir na contratação de uma pesquisa de mercado, é crucial levar em consideração o quanto a empresa deixaria de perder se colocando no mercado acções que, com base em dados de pesquisa, direccionasse seus lançamentos de maneira mais alinhada às expectativas dos consumidores?

Ademais, há uma mudança cultural em curso. Indústrias e sectores mais tradicionais não tenham ainda o hábito de usar pesquisas para guiar suas acções estão sendo desafiados pela nova geração de líderes de marketing, que reconhece o valor dos dados e da análise estratégica. Essa nova mentalidade entende que a intuição, embora importante, deve ser complementada com uma compreensão profunda das tendências, mudanças sociais e necessidades emergentes dos consumidores.

Mas afinal, o que é Pesquisa de Mercado?

Muitas vezes, a percepção comum sobre pesquisa de mercado é limitada à ideia de simplesmente perguntar aos consumidores o que eles querem. No entanto, o papel da pesquisa vai muito além disso e por isso deve ser conduzida por profissionais qualificados que consigam olhar para a pergunta de negócio de forma estratégica, conduzindo investigações direccionadas e analisando as respostas sob a lente correcta. Isso envolve a habilidade de interpretar dados e traduzi-los em acções práticas para as empresas.

Mesmo pequenas empresas, que talvez não disponham de recursos robustos, podem se beneficiar da pesquisa de mercado. Hoje, ferramentas de inteligência artificial tornam possível criar questionários e formular análises com maior eficiência. O importante é que, independentemente do tamanho da empresa, haja profissionais qualificados para efetuarem a orientação e leitura correta e precisa dos resultados.

Dependendo da pergunta de negócio, existem diferentes metodologias de pesquisa que podem ser adoptadas, no entanto, para que a pesquisa seja eficaz, ela precisa ser compreendida e aplicada correctamente. Aqui entra a maturidade do mercado e das empresas. A pesquisa de mercado não serve apenas para validar ideias pré-concebidas; muitas vezes, os dados podem trazer respostas que não são exactamente o que a empresa gostaria de ouvir. Mas é justamente esse confronto de ideias que permite ajustes estratégicos e o apontamento de caminhos mais viáveis.

Em um mundo onde cada vez mais somos concentrados a viver em “bolhas”, é fácil e comum para as empresas adoptarem uma visão enviesada ao planear novos produtos ou serviços. A pesquisa de mercado traz uma perspectiva externa, que desafia suposições internas e oferece insights sobre as reais expectativas e necessidades do consumidor. Longe de limitar a criatividade, a pesquisa expande as possibilidades, identificando novas oportunidades que podem ser exploradas pelas equipes de marketing e desenvolvimento de produtos.

Uma boa pesquisa de mercado fornece “lições de casa” para todos os times envolvidos no problema de negócio. E, nesse sentido, cabe aos institutos de pesquisa serem didáticos, explicando às empresas os passos seguidos, os métodos aplicados e como os dados podem ser transformados em acções concretas. A pesquisa não deve ser vista apenas como um relatório para ser lido e engavetado, mas sim como uma peça estratégica no planeamento das acções dentro da empresa.

O valor dos dados e o novo consumidor

As relações de consumo entre marcas e consumidores estão em constante mudança e evoluem a cada dia e é papel da pesquisa de mercado ajudar as empresas a estarem actualizadas sobre essas mudanças culturais, geracionais e comportamentais, permitindo que seus investimentos sejam mais optimizados e, consequentemente, trazendo maiores chances de retorno.

A pesquisa de mercado oferece benefícios tangíveis, entre os quais podemos destacar:

  1. Redução de desperdícios com campanhas e lançamentos mal-sucedidos.
  2. Geração de novas ideias e insights mais qualificados.
  3. Melhor direccionamento dos investimentos em comunicação e mídia.
  4. Identificação de novas oportunidades de negócios.
  5. Antecipação de tendências comportamentais e de consumo.
  6. Acções de PR mais eficazes, que fortalecem a marca no mercado.

A pesquisa de mercado não deve ser vista no pipeline das empresas apenas como uma despesa adicional, mas sim como um investimento estratégico que as prepara para executarem acções mais competitivas, ágeis e alinhadas com as demandas de um consumidor em constante transformação.

Por: Dayane Azeredo – Ipsos Moçambique

Dayane Azeredo é apaixonada por assuntos relacionados à pessoas, inovação, marcas, consumidores e desenvolvimento sustentável.  Profissional de Relações Públicas, actua há mais de 10 anos como gestora de marcas, relacionamento com clientes e stakeholders e liderança de projectos e pessoas.

Acompanhe o o percurso profissional da Dayane Azeredo, através da sua página do LinkedIN: Dayane Azeredo

Moçambique inicia cobrança de tarifas por Inspecção Não Intrusiva em Novembro

A partir do próximo mês, o País começará a cobrar tarifas pelos serviços de inspecção não intrusiva para operadores do comércio externo que atravessam as fronteiras nacionais. O processo visa flexibilizar e aumentar a eficiência do desembaraço de mercadorias no comércio transfronteiriço, informou o jornal notícias.

A Kudumba Investments, empresa responsável por operacionalizar o sistema em parceria com as Alfândegas de Moçambique e a MONET, anunciou que a cobrança das tarifas terá início no posto fronteiriço de Cuchamano, na fronteira entre o Zimbabué e o distrito de Changara, província de Tete. O sistema será integrado na Janela Única Electrónica (JUE), e os pagamentos poderão ser efectuados a partir do dia 15 de Novembro.

De acordo com a Kudumba Investments, “no acto da submissão da declaração aduaneira, a JUE passará a gerar automaticamente um aviso de pagamento específico, que poderá ser quitado nos bancos comerciais, mediante a apresentação da referência constante no aviso.”

O sistema de inspecção não intrusiva é composto por uma série de mecanismos e procedimentos electrónicos que utilizam equipamentos especializados para facilitar o controlo de bens, meios de transporte, bagagens e pessoas. Entre os equipamentos usados estão scanners, portais de detecção de metais, detectores de drogas, explosivos, radiação e líquidos perigosos, além de câmaras de controlo televisivo (CCTV) e ferramentas de visualização de chassis e códigos de contentores.

A legislação moçambicana estabelece que, nas entradas e saídas do território aduaneiro, os bens, meios de transporte e pessoas estão sujeitos à verificação electrónica. Essa fiscalização é executada pelas alfândegas ou por outras instituições públicas autorizadas pelo Ministério da Economia e Finanças.

O sistema de inspecção não intrusiva foi adoptado em Moçambique nos últimos anos com o objectivo de fortalecer o controlo aduaneiro, aumentar a segurança nas transacções comerciais internacionais e reduzir o tempo necessário para o desembaraço de mercadorias.

Com essa tecnologia, Moçambique pretende optimizar o comércio internacional, garantindo maior transparência e agilidade no processo de inspecção nas suas fronteiras.

TAAG suspende acordo interline com a LAM por falta de pagamento

A TAAG – Angola Airlines S.A. anunciou a suspensão imediata de seu acordo interline com a LAM (Linhas Aéreas de Moçambique), uma decisão que impacta directamente os passageiros que haviam adquirido bilhetes para voos operados pela companhia moçambicana.

O comunicado foi emitido pela Dream World, agência representante da TAAG em Moçambique, e revela que a suspensão é resultado da exclusão da LAM da IATA Clearing House (ICH) devido a dívidas pendentes.

De acordo com as informações divulgadas, todos os passageiros com bilhetes da TAAG (código DT-118) e EMDs emitidos até 22 de outubro de 2024 para voos da LAM precisarão redirecionar ou reemitir seus bilhetes. As novas reservas deverão ser feitas na classe mais baixa disponível, mantendo a classe e cabine de serviço originais na TAAG. Em casos onde não houver opções viáveis de nova rota, será oferecido um reembolso total ou parcial, sem a aplicação de penalidades.

Este incidente é um reflexo das dificuldades financeiras enfrentadas pela LAM, que, nos últimos meses, tem lidado com problemas de liquidez e atrasos em pagamentos, afectando sua operação e relacionamento com outras companhias aéreas. A suspensão do acordo interline é uma medida significativa, pois limita as opções de conectividade para os passageiros, que agora devem buscar alternativas para seus deslocamentos.

De salientar que, além disso, a Dream World esclareceu que os bilhetes TM-068 não serão mais aceitos na rede da TAAG.

Essa situação levanta preocupações sobre o futuro da LAM no mercado regional, uma vez que a manutenção de acordos interline é fundamental para a viabilidade de operações aéreas, especialmente em um contexto de crescente concorrência no sector. (IMN)

Crédito à economia caiu mais de um milhão de Meticais em 2023

As instituições bancárias e financeiras concederam menos financiamento por via de crédito às empresas e famílias durante o ano económico de 2023, revela o Relatório de Inclusão Financeira referente àquele ano, publicado há dias pelo Banco de Moçambique, regulador do sistema financeiro nacional. Ainda assim, a instituição diz ter havido, no ano passado, aumento do Índice de Inclusão Financeira (IIF) em 1,14 pontos.

Do relatório consta que “por cada 1000 adultos foram concedidos cerca de 15,0 milhões de Meticais contra 16,6 milhões de Meticais em 2022”. O documento relata ainda que o nível de poupança financeira, medido pelos depósitos totais em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB), fixou-se, no período em referência, em 44,1 %, tendo-se observado uma redução de 2,5 pp face ao ano de 2022.

No concernente aos pontos de acesso a serviços financeiros por cada 10 000 km², o Banco Central constatou que, no período em análise, o número de agências bancárias caiu para 9,1, contra 9,3 agências registadas em 2022; o número de agentes bancários reduziu para 12,5, contra os 28,0 agentes bancários registados em 2022. Já o número de ATM baixou para 18,5, contra 19,6 registadas no ano precedente e o número de POS caiu para 377,9 contra os 488,6 registados no ano anterior. Entretanto, no mesmo período, a instituição registou um aumento no volume de agentes não bancários para 2811 contra os 1845,4 registados em 2022.

Em relação ao mercado segurador, em termos nominais, até finais de 2023 registou-se uma contracção em 0,2 % em relação a igual período de 2022, que se situou em 6,3 %. A taxa de penetração de seguros na economia situou-se em 2,03 %, contra 1,85 %, em 2022.

No concernente ao mercado bolsista, o Banco Central observou que, durante o período em análise, a capitalização bolsista evoluiu de 138.5 mil milhões de Meticais, em 2022, para 183.8 mil milhões de Meticais em 2023, equivalente a um crescimento em 32,7 %. Em termos de proporção do PIB, a capitalização bolsista situou-se em 25,8%, isto é, acima da meta de 9,2% prevista na Estratégia Nacional de Inclusão Financeira 2016-2022.

“O índice de inclusão financeira (IIF), calculado pelo Banco de Moçambique (BM) para o ano de 2023, situou-se em 15,13 pontos, o que representa um aumento de 1,14 pontos em relação aos 13,99 pontos registados em 2022. Este crescimento resulta, fundamentalmente, do aumento de agentes não bancários, contas bancárias e moeda electrónica”, lê-se no relatório.

Com o objectivo de garantir cada vez maior segurança financeira, para o presente ano, o Banco de Moçambique prevê a implementação de um quadro legal para contas bancárias básicas, que facilitará o acesso ao sistema financeiro para segmentos anteriormente excluídos; a aprovação da ENIF 2025-2031, que promoverá políticas e acções coordenadas; a implementação do número único de identificação bancária para simplificar processos e reduzir fraudes.

O regulador do sistema financeiro nacional prevê igualmente a consolidação da interoperabilidade entre serviços financeiros para um sistema mais integrado e eficiente e o fortalecimento da protecção do consumidor com a implementação da estratégia de educação financeira, bem como a supervisão baseada no risco de modo a garantir um ambiente financeiro seguro e sustentável para todos os moçambicanos.

Moçambique acolhe em Dezembro, a segunda edição do Projecto Triland

Os operadores turísticos baseados em Moçambique comprometem-se a contribuir com acções concretas, para a promoção do turismo internacional a nível da região Austral de África.

O compromisso foi assumido quinta-feira, segundo e último dia da visita da delegação moçambicana do sector da cultura e turismo ao Reino de Eswatini.

A visita surge no quadro da implementação do Triland, uma iniciativa estratégica de promoção turística envolvendo Moçambique, África do Sul e Eswatini.

Os operadores turísticos de Moçambique, que durante a sua estadia no Reino de Eswatini, visitaram diferentes empreendimentos turísticos, afirmam estarem mais inspirados para tornar a região austral de África um destino Turístico diversificado e competitivo no cenário internacional.

O optimismo dos operadores turísticos é sublinhado pelo Director-geral do Instituto Nacional do Turismo, Richard Baulene, que considera este facto possível, através de mais investimentos no sector da cultura e turismo em Moçambique.

Como forma de tornar a Região Austral de África um destino turístico diversificado e competitivo, a nível internacional, Moçambique acolhe, na primeira semana de Dezembro, a segunda edição do projecto Triland.

O evento deverá juntar, no mesmo espaço, delegações do sector da cultura e turismo de Eswatini e África do Sul, para avaliação das potencialidades turísticas do país.

Projecto NUIB é crucial para o sistema financeiro, indica o Banco Central

O Banco de Moçambique afirma que o projecto do Número Único de Identificação Bancária (NUIB) representa um passo crucial na modernização do sistema financeiro moçambicano.

No seu mais recente Relatório de Inclusão Financeira, o banco central acrescenta que a implementação deste projeto vai simplificar processos, reduzir a fraude e melhorar a eficiência do sistema bancário, contribuindo para uma maior confiança e participação no mercado financeiro.

O NUIB é um código de 15 dígitos atribuído pelo Banco de Moçambique a todos os clientes das instituições de crédito e sociedades financeiras do país. É o mesmo número para todas as contas bancárias do cliente, independentemente do seu domicílio. Se um cliente receber dois números diferentes, deve dirigir-se a um dos balcões para regularizar a situação.

A aprovação do Regulamento do NUIB em Moçambique surge da necessidade de dotar os intervenientes do sistema financeiro de meios eficientes para salvaguardar as operações, através do estabelecimento de mecanismos que sejam consistentes com a evolução do mercado, tendo em conta o contexto tecnológico.

Entre as medidas previstas para este ano, o Banco de Moçambique destaca ainda a consolidação da interoperabilidade entre os diferentes serviços e plataformas financeiras. “A continuação deste esforço não só apoiará a inclusão financeira, como também potenciará a inovação no sector”, esclarece um comunicado do banco.

Ainda para este ano, o banco central refere que está em preparação a utilização de ferramentas informáticas na supervisão da conduta. Tal permitirá ganhos de eficiência, tendo em conta a limitação de recursos e o leque de verificações que devem ser efectuadas no âmbito da supervisão.

Adicionalmente, o Banco de Moçambique garante que os esforços serão concentrados na produção de um quadro de supervisão baseado no risco, que irá orientar a supervisão, melhorar a transparência na avaliação das instituições de crédito e promover a adopção de políticas e procedimentos que visem o cumprimento das suas obrigações em matéria de conduta de mercado e proteção do consumidor.

NUIB project is crucial for the financial system, says the Central Bank

The Bank of Mozambique says that the Single Bank Identification Number (NUIB) project represents a crucial step in the modernization of Mozambique’s financial system.

In its most recent Financial Inclusion Report, the central bank adds that the implementation of this project will simplify processes, reduce fraud and improve the efficiency of the banking system, contributing to greater confidence and participation in the financial market.

The NUIB is a 15-digit code assigned by the Bank of Mozambique to all customers of credit institutions and financial companies in the country. It is the same number for all of the customer’s bank accounts, regardless of where they are domiciled. If a customer receives two different numbers, he or she should go to one of the branches to regularize the situation.

The approval of the NUIB Regulation in Mozambique arises from the need to provide financial system stakeholders with efficient means to safeguard operations, by establishing mechanisms that are consistent with market developments, taking into account the technological context.

Among the measures planned for this year, the Bank of Mozambique also highlights the consolidation of interoperability between different financial services and platforms. “The continuation of this effort will not only support financial inclusion, but will also enhance innovation in the sector,” a bank statement clarifies.

Also for this year, the central bank says that the use of IT tools in conduct supervision is in the pipeline. This will allow for efficiency gains, taking into account the limited resources and the range of checks that must be carried out within the scope of supervision.

In addition, the Bank of Mozambique assures that efforts will be concentrated on producing a framework for risk-based supervision, which will guide supervision, improve transparency in the assessment of credit institutions and promote the adoption of policies and procedures aimed at fulfilling their obligations in relation to market conduct and consumer protection.

Moatize se prepara para receber a primeira fábrica de ferro do país

fábrica de ferro

O distrito de Moatize, na província de Tete, será o local da primeira fábrica de ferro produzido a partir do carvão coque em Moçambique. O anúncio foi feito no Domingo, 20 de Outubro, pelo ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, durante uma visita de trabalho ao Maláui.

Embora não tenha revelado a origem dos capitais, Moreno destacou que a fábrica será instalada em uma área rica em matéria-prima, viabilizando o projecto. Essa iniciativa está alinhada com o programa presidencial “Industrializar Moçambique”, lançado pelo presidente Filipe Nyusi em 6 de Agosto de 2021.

“É transformando localmente o carvão mineral de Moatize que podemos estimular a produção e reduzir a exportação em bruto, garantindo maior comercialização, além da geração de emprego e renda”, explicou Moreno, conforme citado pela Rádio Moçambique.

O ministro também mencionou que diversos outros projectos estão em andamento para promover o desenvolvimento do país, reiterando a abertura para mais investimentos estrangeiros em diferentes sectores.

A construção da fábrica de ferro em Moatize representa um passo significativo para a industrialização de Moçambique, promovendo a utilização de recursos locais e contribuindo para a economia da região.

Coral Sul FLNG: carregamentos semanais de GNL atraem investimentos em Moçambique

Coral Sul FLNG

A unidade flutuante de gás natural liquefeito (FLNG) Coral Sul, operada pela Eni ao largo da costa de Cabo Delgado, já está a realizar carregamentos de gás natural liquefeito (GNL) semanalmente. A informação foi divulgada pela directora-geral da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), Ludovina Bernardo, durante sua visita à instalação, cujo objectivo foi avaliar o estado actual da produção.

Desde Outubro de 2022, a Coral Sul FLNG vem produzindo e exportando GNL e condensado, com seu primeiro carregamento registado um mês após o início das operações. Actualmente, a unidade está a produzir cerca de 24 mil metros cúbicos de GNL por dia, superando as expectativas e resultando em um carregamento semanal de GNL e um carregamento bimensal de condensado.

Ludovina Bernardo, acompanhada por uma delegação que incluía o secretário de Estado da província de Cabo Delgado e outros funcionários, destacou a importância do projecto para a economia de Moçambique, ressaltando a capacidade do país em atrair investimentos para projectos estruturais. Ela também enfatizou a relevância da formação da mão-de-obra nacional, evidenciada pela presença de jovens moçambicanos a bordo da unidade.

A Coral Sul FLNG, que mede 413 metros de comprimento e 60 metros de largura, está ancorada em águas ultra-profundas na bacia de gás do Rovuma. O projecto é um marco importante para a indústria de gás do país, que, além da instalação Coral Sul, inclui o desenvolvimento das futuras instalações Coral Norte FLNG e Rovuma LNG, previstas para serem sancionadas entre 2024 e 2025. O Coral Sul tem a capacidade de produzir até 3,5 milhões de toneladas por ano (mtpa) de GNL.

Desde o início das operações, o projecto já realizou 75 carregamentos de GNL e 11 carregamentos de condensado, alcançando um importante marco em Agosto de 2024, quando a produção diária atingiu um recorde de 25 mil metros cúbicos de GNL. Esses resultados destacam o sucesso da iniciativa e o potencial de Moçambique no sector de gás natural.