Monday, April 20, 2026
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HCB busca parceria para reactivar projecto “Central Norte” e expandir a capacidade energética

HCB busca parceria para reactivar projecto “Central Norte” e expandir a capacidade energética

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), principal produtora de energia em Moçambique, está em busca de uma parceria para reactivar o projecto “Central Norte”, uma nova central planeada para a margem esquerda da barragem. Essa iniciativa pretende diversificar e expandir os negócios de energia da empresa.

De acordo com o jornal Notícias, a retomada do projecto sinaliza uma projecção de crescimento e já está em curso um processo de contratação de um consultor para apoiar a implementação da iniciativa. Estudos anteriores indicaram que a Central Norte possui características de alto nível para a produção de energia.

“A infra-estrutura projectada terá até três grupos de produção de 415 Megawatts (MW) cada, com um número equivalente de entradas de água, dois canais de restituição e descargas de fundo capazes de descarregar pelo menos 2.200 metros cúbicos por segundo”, destacou a HCB.

A empresa reforçou que seus projectos de diversificação e expansão estão alinhados com a estratégia do Governo de posicionar Moçambique como um centro de produção de energia limpa, confiável e de baixo custo na região da África Austral.

“Temos realizado reflexões estratégicas para reactivar o projecto e aumentar a capacidade instalada dos actuais 2.075 MW para cerca de 4.000 MW (incluindo 400 MW de energia fotovoltaica) até 2032, transformando Moçambique em um polo energético regional”, acrescentou a HCB.

Localizada na província de Tete, com sede na vila do Songo, a HCB é uma sociedade anónima de capital maioritariamente público que opera sob concessão. Seu objectivo é produzir, transportar e comercializar electricidade de forma eficiente e sustentável, maximizando os benefícios para os accionistas e gerando riqueza para o país.

Governo define prazo para Vulcan ajustar estratégias de gestão ambiental

Governo define prazo para Vulcan ajustar estratégias de gestão ambiental

A empresa de mineração Vulcan, responsável pela exploração de carvão nas minas de Moatize, em Tete, recebeu um prazo de seis meses para apresentar um plano revisto de gestão ambiental. A decisão do Governo visa fortalecer o controle sobre os níveis de poluição na região, após constatações de que a empresa não atendeu aos padrões ambientais exigidos.

Durante um encontro com jornalistas em Mbatamila, a ministra da Terra e Ambiente, Ivete Maibaze, fez o anúncio, que ocorre no contexto das celebrações dos 70 anos da Reserva Especial do Niassa. A ministra destacou que a avaliação mais recente do plano de gestão ambiental da Vulcan, realizada no ano passado, revelou que as medidas implementadas pela empresa foram insuficientes para mitigar a poluição resultante da actividade mineira.

“Após a análise do relatório apresentado pela Vulcan, constatámos que o plano de gestão ambiental necessitava de melhorias substanciais para elevar os padrões de qualidade ambiental. A empresa tem agora seis meses para rever esse plano e implementar acções que contribuam para a redução da poluição”, afirmou Maibaze.

O problema da poluição em Moatize foi inicialmente denunciado pelos residentes, que relataram a presença de nuvens negras de poeira, associadas à actividade mineira. Em resposta às reclamações, o Governo formou uma equipe multissectorial, composta pelos ministérios da Terra e Ambiente, Recursos Minerais e Saúde, que se deslocou à província de Tete para avaliar a situação.

Durante a visita, a equipe constatou a presença de grandes montes de resíduos acumulados na mina, que, em conjunto com as elevadas temperaturas, contribuíram para a concentração de poluentes nos centros urbanos próximos, afectando a qualidade do ar das comunidades locais.

A ministra Ivete Maibaze também informou que o controle da qualidade do ar tem sido realizado pela Agência Nacional para o Controle da Qualidade Ambiental (AQUA), em parceria com a Universidade Eduardo Mondlane (UEM). Essa colaboração envolve a colecta de amostras e a elaboração de relatórios de auditoria ambiental.

“O nosso objectivo é garantir que a Vulcan cumpra com os requisitos legais e minimize os impactos ambientais na região”, sublinhou Maibaze, reforçando o compromisso do Governo com a saúde e bem-estar da população local.

A expectativa agora recai sobre a Vulcan e suas acções nos próximos meses, uma vez que a protecção ambiental e a saúde pública se tornaram prioridades inadiáveis na região de Moatize. A pressão da comunidade e a supervisão governamental são fundamentais para garantir que as promessas de melhorias se concretizem.

Governo de Moçambique confirma a renovação de licença da Kenmare para exploração de areias pesadas em Moma

Kenmare Moma Mine November 2019

A Kenmare Resources anunciou nesta Quinta-feira (17) que a sua licença de exploração da mina de areias minerais de Moma será renovada pelo Governo de Moçambique antes de expirar, a 21 de Dezembro. A empresa informou que as autoridades estão comprometidas em concluir o processo de renovação dentro do prazo, evitando assim a necessidade de litígios, segundo o portal Mining Mx.

A renovação da licença ocorre em um contexto eleitoral, com as eleições de 9 de Outubro aguardando resultados finais. A Frelimo, partido no poder, lidera os resultados provisórios em todas as 11 províncias, embora a oposição tenha denunciado irregularidades, chegando a convocar uma greve. As autoridades eleitorais têm até 24 de Outubro para anunciar os resultados definitivos.

A licença de exploração da Kenmare é regida por um acordo de implementação que estabelece os termos fiscais e benefícios dentro da Zona Franca Industrial onde a empresa realiza suas actividades de mineração, processamento e exportação. Embora este acordo não interfira directamente nas operações diárias da mina, ele é crucial para garantir um quadro legal e fiscal adequado.

Em termos operacionais, a Kenmare relatou uma queda de 14% na produção de concentrado de minerais pesados no terceiro trimestre deste ano, totalizando 355.400 toneladas. A produção de titânio também diminuiu em 12%, atingindo 257.400 toneladas. No entanto, a produção de zircão primário aumentou em 4% em comparação ao ano anterior.

Apesar da queda na produção, as vendas apresentaram um aumento significativo, com embarques 85% superiores ao mesmo período do ano passado, totalizando 302.700 toneladas. Esse crescimento foi atribuído a melhores condições climáticas e a maior eficiência nos prazos de expedição.

Tom Hickey, director-geral da Kenmare, destacou que a procura por todos os produtos da empresa foi “encorajadora” durante o trimestre, apesar dos desafios operacionais enfrentados.

A empresa também relatou um incidente trágico, onde um peão de 75 anos foi fatalmente atingido por um pontão transportado por um empreiteiro rodoviário. O equipamento, que fazia parte de um projecto de expansão da Fábrica de Concentração Húmida A, estava sendo transportado sob escolta da Polícia da República de Moçambique (PRM).

Mozambican government confirms renewal of Kenmare’s license to explore heavy sands at Moma

Governo de Moçambique confirma a renovação de licença da Kenmare para exploração de areias pesadas em Moma

Kenmare Resources announced on Thursday (17) that its operating license for the Moma mineral sands mine will be renewed by the Mozambican government before it expires on December 21. The company said that the authorities are committed to completing the renewal process on time, thus avoiding the need for litigation, according to Mining Mx.

The license renewal takes place in an electoral context, with the October 9 elections awaiting final results. Frelimo, the ruling party, is leading the provisional results in all 11 provinces, although the opposition has denounced irregularities and even called a strike. The electoral authorities have until October 24 to announce the final results.

Kenmare’s exploration license is governed by an implementation agreement that establishes the fiscal terms and benefits within the Industrial Free Zone where the company carries out its mining, processing and export activities. Although this agreement does not directly interfere with the mine’s day-to-day operations, it is crucial to ensuring an adequate legal and fiscal framework.

In operational terms, Kenmare reported a 14% drop in heavy mineral concentrate production in the third quarter of this year, totaling 355,400 tons. Titanium production also fell by 12% to 257,400 tons. However, primary zircon production increased by 4% compared to the previous year.
Despite the drop in production, sales showed a significant increase, with shipments 85% higher than in the same period last year, totaling 302,700 tons. This growth was attributed to better weather conditions and more efficient shipping times.
Tom Hickey, Kenmare’s managing director, pointed out that demand for all the company’s products was “encouraging” during the quarter, despite the operational challenges faced.
The company also reported a tragic incident, where a 75-year-old pedestrian was fatally struck by a pontoon transported by a road contractor. The equipment, which was part of an expansion project at Wet Concentration Plant A, was being transported under escort by the Police of the Republic of Mozambique (PRM).

NGO Warns: Natural Gas Financing in Mozambique is ‘Illegal

financiamento do gás

The non-governmental organization Friends of the Earth has sent a letter to the UK government, claiming that the reauthorization of 72.6 billion meticais (1.15 billion dollars) in loans and subsidies to support TotalEnergies’ gas project in Cabo Delgado would be “illegal”.

According to information published by the newspaper Político, the project in northern Mozambique has been marked by controversy, including a massacre of at least 97 civilians in 2021, committed by a military unit operating nearby. Work on the site was halted after attacks by Islamic militants in the same region.

TotalEnergies, for its part, denied knowledge of the alleged events and said it had never received information indicating that such events had taken place.

The new British Labour government is considering whether to continue offering loans and guarantees to British exporters and banks that support the TotalEnergies project, which received support from the former Secretary of State for Trade, Liz Truss. British funding was suspended when TotalEnergies invoked force majeure due to the deterioration of security in the region.

In the letter sent, Friends of the Earth warned that the British government’s legal case to justify support for the project is at risk. Lawyer Niall Toru stated that “no government can claim climate leadership and at the same time fund the opening of new gas fields abroad”. He addressed Prime Minister Keir Starmer and other members of the government, underlining the contradiction between climate policy and the financing of fossil fuels.
Toru also highlighted the “horrendous human rights abuses” associated with the project, noting that more recent court decisions have discredited previous judgments that favored the British government. Friends of the Earth has already successfully challenged the government on the development of new oil drilling and coal extraction in the UK.

A spokesperson for UK Export Finance, the body responsible for financing British exports, confirmed that it is in talks about the status of the project and that it has received the letter from Friends of the Earth, promising a timely response.
Climate activist Izzie McIntosh, from the NGO Global Justice Now, called on the Labour government to suspend funding immediately, calling Liz Truss’ original decision “egregious” and arguing that it contributed to serious human rights violations.

For its part, Mozambique’s Ministry of Defense expressed “total openness and readiness” for a transparent investigation into the allegations of military violence associated with the gas installations, although it refuted the accusations of torture and violence, citing a lack of evidence.

ONG alerta: Financiamento do gás natural em Moçambique é “ilegal”

financiamento do gás

A organização não governamental Amigos da Terra enviou uma carta ao governo do Reino Unido, alegando que a reautorização de 72,6 mil milhões de meticais (1,15 mil milhões de dólares) em empréstimos e subsídios para apoiar o projecto de gás da TotalEnergies em Cabo Delgado seria “ilegal”.

De acordo com informações divulgadas pelo jornal Político, o projecto no Norte de Moçambique foi marcado por controvérsias, incluindo um massacre de pelo menos 97 civis em 2021, cometido por uma unidade militar que operava nas proximidades. O trabalho no local foi interrompido após ataques de militantes islâmicos na mesma região.

A TotalEnergies, por sua vez, negou ter conhecimento sobre os alegados eventos e afirmou nunca ter recebido informações indicando que tais ocorrências tenham acontecido.

O novo governo trabalhista britânico está considerando se deve continuar a oferecer empréstimos e garantias aos exportadores e bancos britânicos que apoiam o projecto da TotalEnergies, que recebeu apoio da ex-secretária de Estado do Comércio, Liz Truss. O financiamento britânico foi suspenso quando a TotalEnergies invocou força maior devido à deterioração da segurança na região.

Na carta enviada, a Amigos da Terra alertou que o caso legal do governo britânico para justificar o apoio ao projecto está em risco. O advogado Niall Toru declarou que “nenhum governo pode reivindicar liderança climática e, ao mesmo tempo, financiar a abertura de novos campos de gás no estrangeiro”. Ele se dirigiu ao primeiro-ministro Keir Starmer e a outros membros do governo, sublinhando a contradição entre a política climática e o financiamento de combustíveis fósseis.

Toru também ressaltou os “horrendos abusos dos direitos humanos” associados ao projecto, observando que decisões judiciais mais recentes desacreditaram julgamentos anteriores que favoreceram o governo britânico. Amigos da Terra já desafiou com sucesso o governo no desenvolvimento de novas perfurações de petróleo e extracção de carvão no Reino Unido.

Um porta-voz da UK Export Finance, entidade responsável pelo financiamento de exportações britânicas, confirmou que está em conversações sobre a situação do projecto e que recebeu a carta da Amigos da Terra, prometendo uma resposta oportuna.

A activista climática Izzie McIntosh, da ONG Global Justice Now, pediu ao governo trabalhista que suspendesse imediatamente o financiamento, chamando a decisão original de Liz Truss de “flagrante” e argumentando que contribuiu para graves violações de direitos humanos.

Por sua parte, o Ministério da Defesa de Moçambique expressou “total abertura e disponibilidade” para uma investigação transparente sobre as alegações de violência militar associadas às instalações de gás, embora tenha refutado as acusações de tortura e violência, alegando falta de provas.

Moçambique consolida posição no comércio africano com 3.º Lugar no ATB

Moçambique consolida posição no comércio africano com 3.º Lugar no ATB

Moçambique subiu para a 3.ª posição no mais recente Africa Trade Barometer (ATB) do Standard Bank, consolidando-se como um dos países africanos mais atractivos para o comércio. O relatório, divulgado esta semana, analisa o ambiente de comércio em dez países africanos, avaliando uma série de factores que influenciam a competitividade comercial no continente.

O Africa Trade Barometer baseia-se em sete grandes categorias, incluindo abertura comercial, acesso ao financiamento, estabilidade macroeconómica, infra-estruturas, comércio externo, governança e comportamento financeiro dos comerciantes. A ascensão de Moçambique, que anteriormente ocupava a 4.ª posição, reflete o progresso do país em áreas críticas, como investimento em infra-estruturas e melhorias no acesso ao crédito, permitindo às empresas moçambicanas uma maior participação no comércio transfronteiriço.

De acordo com o relatório, Moçambique tem beneficiado de esforços para melhorar a resiliência das suas infra-estruturas e promover a diversificação económica, o que tem impulsionado sua capacidade de atrair negócios e investimento estrangeiro. Esses avanços são especialmente importantes no contexto das mudanças climáticas, onde o país enfrenta desafios como secas e inundações, mas continua a implementar medidas que reforçam sua competitividade comercial.

Além de Moçambique, o barómetro destaca os desempenhos da África do Sul e da Namíbia, que mantiveram as 1.ª e 2.ª posições, respectivamente. No entanto, a subida de Moçambique é uma das mais significativas entre os países analisados, demonstrando um esforço consistente em fortalecer sua posição no mercado regional.

O relatório também sublinha que, apesar dos progressos, ainda existem desafios a serem enfrentados no país, especialmente em relação à inflação elevada e à dependência de alguns sectores económicos. Contudo, a tendência geral é positiva, com projeções de crescimento do PIB e um ambiente comercial que continua a melhorar.

O Africa Trade Barometer é considerado uma ferramenta essencial para avaliar o desempenho dos países africanos no contexto do comércio continental, oferecendo uma visão detalhada sobre as oportunidades e os desafios enfrentados pelas nações signatárias do Acordo de Livre Comércio Continental Africano (AfCFTA).

Mozambique consolidates position in African trade with 3rd place in ATB

Moçambique consolida posição no comércio africano com 3.º Lugar no ATB

Mozambique has risen to 3rd place in Standard Bank’s latest Africa Trade Barometer (ATB), consolidating its position as one of the most attractive African countries for trade. The report, released this week, analyzes the trade environment in ten African countries, assessing a series of factors that influence trade competitiveness on the continent.

The Africa Trade Barometer is based on seven broad categories, including trade openness, access to finance, macroeconomic stability, infrastructure, foreign trade, governance and the financial behavior of traders. The rise of Mozambique, which previously ranked 4th, reflects the country’s progress in critical areas, such as investment in infrastructure and improvements in access to credit, allowing Mozambican companies to participate more in cross-border trade.

According to the report, Mozambique has benefited from efforts to improve the resilience of its infrastructure and promote economic diversification, which has boosted its ability to attract business and foreign investment. These advances are especially important in the context of climate change, where the country faces challenges such as droughts and floods, but continues to implement measures that strengthen its commercial competitiveness.

In addition to Mozambique, the barometer highlights the performances of South Africa and Namibia, which retained their 1st and 2nd positions respectively. However, Mozambique’s rise is one of the most significant among the countries analyzed, demonstrating a consistent effort to strengthen its position in the regional market.
The report also underlines that, despite the progress, there are still challenges to be faced in the country, especially in relation to high inflation and the dependence of some economic sectors. However, the overall trend is positive, with projections of GDP growth and a business environment that continues to improve.
The Africa Trade Barometer is considered an essential tool for assessing the performance of African countries in the context of continental trade, offering a detailed overview of the opportunities and challenges faced by the signatory nations of the African Continental Free Trade Agreement (AfCFTA).

 

Escassez de divisas ameaça produção na MEREC

No âmbito da monitoria do desempenho das empresas, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) visitou a MEREC, uma das principais fábricas de farinha e produtos de trigo do país. A visita visou avaliar os desafios enfrentados pela empresa, especialmente no contexto da escassez de divisas no mercado financeiro nacional, que tem impactado o processo de importação de matérias-primas essenciais.

Durante o encontro, Gilberto Cossa, CEO da MEREC, destacou que a indisponibilidade de divisas está a dificultar a aquisição de matérias-primas no mercado internacional, colocando em risco a capacidade de produção da empresa. “Se esta situação persistir, corremos o risco de não conseguir abastecer o mercado durante a quadra festiva, o que afectaria diretamente a cesta básica da população”, advertiu Cossa.

Além da escassez de divisas, a MEREC enfrenta outras dificuldades, como a entrada massiva de farinha de milho não fortificada no mercado nacional e a importação de massas alimentícias a preços abaixo do custo praticado no mercado internacional. A logística também é um problema, agravado pelo congestionamento de camiões em frente às fábricas, especialmente na Beira, e pela dificuldade de exportar para alguns países da SADC devido a barreiras comerciais. Outra preocupação levantada foi a ausência de isenção do IVA para produtos como massas e bolachas, considerados bens de primeira necessidade.

A MEREC possui fábricas localizadas em Matola (província de Maputo), Beira (Sofala) e Nacala (Nampula), com uma capacidade total de produção de 2600 toneladas diárias. A maior unidade está na Beira, beneficiando da proximidade com mercados regionais, como o Zimbábue, Malawi, Zâmbia e África do Sul. A empresa também tem planos de parcerias locais, como a negociação com a Associação dos Produtores de Moamba para o fornecimento de milho na região sul, como forma de reduzir a dependência de importações.

Com um total de 669 trabalhadores, a MEREC aposta no investimento em tecnologia para modernizar as suas operações e manter a competitividade.

Durante a visita, a CTA reiterou a urgência de se adotarem medidas que aliviem a escassez de divisas. Entre as recomendações apresentadas à Autoridade Monetária, estão a reavaliação da taxa de Reservas Obrigatórias, atualmente fixada em 39,5% para moeda estrangeira, e a injeção de parte das Reservas Internacionais Líquidas no mercado financeiro. Estas medidas visam reforçar a confiança dos bancos comerciais e aumentar a sua capacidade de apoiar as empresas moçambicanas, como a MEREC, na obtenção de divisas para assegurar o normal funcionamento das suas operações.

Shortage of foreign currency threatens production at MEREC

As part of its monitoring of company performance, the Confederation of Economic Associations of Mozambique (CTA) today visited MEREC, one of the country’s main flour and wheat product factories. The visit was aimed at assessing the challenges faced by the company, especially in the context of the shortage of foreign currency in the national financial market, which has impacted the process of importing essential raw materials.

During the meeting, Gilberto Cossa, MEREC’s CEO, pointed out that the unavailability of foreign currency is making it difficult to purchase raw materials on the international market, putting the company’s production capacity at risk. “If this situation persists, we run the risk of not being able to supply the market during the festive season, which would directly affect the population’s basic food basket,” warned Cossa.

In addition to the shortage of foreign currency, MEREC faces other difficulties, such as the massive influx of unfortified corn flour onto the domestic market and the import of pasta at prices below the cost practiced on the international market. Logistics is also a problem, aggravated by the congestion of trucks in front of the factories, especially in Beira, and the difficulty of exporting to some SADC countries due to trade barriers. Another concern raised was the lack of VAT exemption for products such as pasta and cookies, which are considered basic necessities.

MEREC has plants located in Matola (Maputo province), Beira (Sofala) and Nacala (Nampula), with a total production capacity of 2,600 tons per day. The largest plant is in Beira, benefiting from its proximity to regional markets such as Zimbabwe, Malawi, Zambia and South Africa. The company also has plans for local partnerships, such as negotiating with the Moamba Producers Association to supply corn in the southern region, as a way of reducing dependence on imports.

With a total workforce of 669, MEREC is investing in technology to modernize its operations and remain competitive.

During the visit, the CTA reiterated the urgency of adopting measures to alleviate the shortage of foreign currency. Among the recommendations presented to the Monetary Authority are the reassessment of the Compulsory Reserves rate, currently set at 39.5% for foreign currency, and the injection of part of the Net International Reserves into the financial market. These measures aim to strengthen the confidence of commercial banks and increase their capacity to support Mozambican companies, such as MEREC, in obtaining foreign currency to ensure the normal running of their operations.