Monday, May 18, 2026
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Banco de Moçambique reduz taxa de juro pela quinta vez consecutiva

Moçambique consolida-se como um caso à parte no cenário africano, onde muitos países lidam com pressões fiscais e monetárias mais severas, optando por políticas monetárias mais restritivas, como é o caso de Angola, que está com uma taxa de referência de 19,5%.

O Banco de Moçambique anunciou, nesta segunda-feira (30), a redução da sua taxa de juro de referência, conhecida como taxa MIMO, de 14,25% para 13,50%. Esta decisão, comunicada pelo governador Rogério Zandamela, representa o quinto corte consecutivo da taxa de juro ao longo de 2024, demonstrando um compromisso contínuo com a flexibilização da política monetária daquele país.

A trajectória do Banco de Moçambique contrasta fortemente com a maioria dos bancos centrais africanos, que têm adotado políticas de aperto monetário em resposta a pressões inflacionistas globais e à volatilidade dos mercados.

A decisão de prosseguir com uma política monetária expansionista é sustentada pela avaliação de que a inflação se encontra controlada dentro das metas estabelecidas, o que permite maior margem de manobra para impulsionar o crescimento económico sem comprometer a estabilidade macroeconómica. Desta forma, Moçambique consolida-se como um caso à parte no cenário africano, onde muitos países lidam com pressões fiscais e monetárias mais severas, optando por políticas monetárias mais restritivas, como é o caso de Angola, que está com uma taxa de referência de 19,5%.

A inflação em Moçambique tem respondido positivamente aos cortes sucessivos na taxa de juro, a taxa de inflação actual é de 2,75%, representando uma queda de 1,44 (p.p.) desde o primeiro mês do ano, e com uma inflação acumulada de apenas 1,05% entre Janeiro e Agosto de 2024. Este resultado destaca-se no cenário regional, onde muitos países enfrentam pressões inflacionistas mais severas.

O Banco Central de Moçambique distingue-se, em 2024, como a única autoridade monetária em África a implementar sucessivos cortes na taxa de juro de referência, realizando cinco reduções consecutivas ao longo do ano. Partindo de uma taxa de 17,25% em Novembro de 2023, a taxa MIMO foi gradualmente reduzida até atingir 13,5% em Setembro de 2024, totalizando uma diminuição de 3,75 (p.p.).

O Fundo Monetário Internacional (FMI) tem reconhecido os esforços do Banco Central de Moçambique, sugerindo que há espaço para uma flexibilização adicional da política monetária, considerando as expectativas de inflação bem ancoradas e a consolidação fiscal em curso.

Este conjunto de medidas e reconhecimentos posiciona Moçambique como um exemplo em África no que diz respeito à gestão proactiva da política monetária para estímulo económico, ao mesmo tempo que mantém a estabilidade de preços.

O comunicado do Comité de Política Monetária faz referência que as reservas internacionais se mantêm em níveis confortáveis, sendo suficiente para cobrir mais de cinco meses de importações de bens e serviços.

BAD já aprovou mais de 130 projectos para Moçambique, no valor de cerca de 3,8 mil milhões de dólares

A comemoração reuniu funcionários do governo, parceiros de desenvolvimento e as principais partes interessadas para refletir sobre o percurso do Banco e a sua contribuição para o crescimento desta nação da África Austral.

O Escritório Nacional do Banco Africano de Desenvolvimento (www.AfDB.org) em Moçambique realizou uma cerimónia especial na segunda-feira para celebrar o 60º aniversário da instituição em Maputo, apresentando décadas de parceria e impacto no desenvolvimento em toda a África.

A comemoração, sob o tema “60 Anos a Fazer a Diferença”, reuniu funcionários do governo, parceiros de desenvolvimento e as principais partes interessadas para refletir sobre o percurso do Banco e a sua contribuição para o crescimento desta nação da África Austral.

No seu discurso de abertura, o Primeiro-Ministro e Ministro da Economia e Finanças de Moçambique, Adriano Maleiane, que também é o Governador do Banco para Moçambique, saudou o Banco como um parceiro crucial na transformação do país.

“O Banco Africano de Desenvolvimento continua a ser um parceiro essencial na promoção de mudanças transformadoras e na promoção do desenvolvimento sustentável em todo o continente”, disse ele. “Estou confiante que a nossa parceria continuará a fortalecer-se e que juntos alcançaremos a nossa visão partilhada de um Moçambique e África prósperos e sustentáveis”.

Mateus Magala, actual Ministro dos Transportes e Comunicações de Moçambique e antigo Vice-Presidente dos Serviços Corporativos e Recursos Humanos do Banco, partilhou as suas reflexões sobre o significado do marco dos 60 anos. “É uma grande honra estar aqui, como antigo funcionário do Banco, e viver este momento maravilhoso do 60º aniversário do Banco. Ao servir o Banco, encontrei um objetivo para além do lucro: uma causa e uma missão para elevar o continente africano”, afirmou.

O antigo vice-presidente do Banco acrescentou ainda: “Todos temos de nos empenhar em enfrentar os desafios de desenvolvimento de África e contribuir para um mundo melhor, erradicando a pobreza e promovendo o desenvolvimento económico. O Banco Africano de Desenvolvimento proporciona um caminho claro para o futuro, oferecendo uma plataforma para aqueles que procuram um objectivo, um rumo e uma missão coletiva. Juntos, podemos impulsionar a transformação de África”. Macmillan Anyanwu, representante interino do Banco em Moçambique, abriu a cerimónia, destacando o impacto transformador da instituição no país e a sua parceria duradoura com o governo.

“Ao celebrarmos seis décadas de realizações, não podemos perder de vista os desafios que temos pela frente”, disse Anyawu, citando questões como as alterações climáticas, os conflitos, a pobreza e as desigualdades, a instabilidade macroeconómica e o aumento da dívida. “Desejo reafirmar o compromisso do Banco em trabalhar ao lado do Governo de Moçambique e de outros parceiros de desenvolvimento para enfrentar estes desafios”, salientou.

O Banco tem estado activo em Moçambique desde 1977, e em 2006, estabeleceu uma representação permanente no país para aprofundar o seu envolvimento. Ao longo dos anos, o banco aprovou mais de 130 projetos para Moçambique, no valor de cerca de 3,8 mil milhões de dólares. A carteira de projectos em curso inclui projetos no valor de 1.3 mil milhões de dólares, centrados em setores críticos como a agricultura, energia, transportes, água e saneamento, serviços sociais, finanças e governação.

Governo reembolsou sete mil milhões de meticais do IVA às empresas

Este ano, o Governo já reembolsou mais de 7,3 mil milhões de meticais em Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) às empresas no primeiro semestre.

O reembolso ocorre no âmbito do exercício de horas dos compromissos do Estado com o sector privado.

A cifra representa uma melhora em comparação com igual período de 2023, altura em que foram reembolsados pouco mais de 6,6 mil milhões de meticais, segundo escreve o “Notícias.”

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Economia e Finanças (MEF).

Há já algum tempo que o sector privado tem estado a reclamar junto do Governo na morosidade no reembolso do IVA, exigindo a flexibilização dos procedimentos.

Aliás, em 2022, a CTA revelou que foram formulados 904 pedidos de reembolso, estimados em 25,6 mil milhões de meticais, dos quais foram autorizados 96 processos.

UBA consolida-se como banco focado no desenvolvimento económico africano

O United Bank for Africa (UBA) tem se destacado ao longo dos últimos anos como um dos principais motores do desenvolvimento económico no continente africano e não só.

Recentemente, UBA foi o único banco Moçambicano que participou na 79a Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova Iorque onde apresentou soluções sustentáveis para o desenvolvimento das economias africanas, numa reunião onde foi representado ao mais alto nível pelo seu Presidente do Conselho de Administração e Director Geral, Tony Elumelu e Oliver Alawuba respectivamente.

Os dirigentes da UBA partilharam a visão do banco de oferecer soluções financeiras acessíveis, investindo em iniciativas de educação financeira e programas de responsabilidade social corporativa que impactam positivamente as comunidades locais, para alem da constatação de que um dos maiores desafios que as economias africanas enfrentam é a falta de infraestrutura adequada.

O UBA tem desempenhado um papel crucial ao financiar projectos de infraestrutura que abrangem sectores como energia, transporte e telecomunicações. Essas iniciativas não apenas melhoram a qualidade de vida da população local, mas também criam as bases para o crescimento econômico a longo prazo.

Destaca-se igualmente, o compromisso do UBA com a diversidade e a inclusão, através da sua forte política de igualdade de gênero que promove activamente o empoderamento feminino, tanto dentro da sua estrutura organizacional quanto nas comunidades em que actua.

“Isso é particularmente relevante em um continente onde as mulheres enfrentam desafios significativos no acesso ao mercado de trabalho e ao empreendedorismo. Em conclusão, o United Bank for Africa é mais do que apenas um banco, é um agente transformador do desenvolvimento econômico africano”, cita o comunicado de UBA Moçambique partilhado hoje com a imprensa.

Reitera que, a sua contribuição para a infraestrutura, inovação e inclusão financeira tem um impacto duradouro nas economias locais e no bem-estar das populações. À medida que o UBA continua a expandir suas operações, o banco está ajudando a construir um futuro mais próspero e sustentável para o continente africano.

Com operações em mais de 20 países africanos e presença global em cidades como Londres, Paris, Nova York e Dubai, o UBA é um símbolo da crescente influência das instituições financeiras africanas no cenário internacional.

Desde a sua fundação, o UBA tem se empenhado em promover o desenvolvimento sustentável em todas as regiões onde actua. Seu compromisso com a inclusão financeira, o apoio a pequenas e médias empresas (PMEs) e o financiamento de grandes projetos de infraestrutura são exemplos concretos de como o banco está ajudar a transformar o continente.

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Rosa Muthewuye: “Sentimo-nos respeitados pelo mercado e pelo percurso que fizemos até agora”

Na edição desta semana do PROFILE, conversamos com a Rosa Muthewuye, Gestora de Operações da MMO Facilities, uma empresa especializada em serviços de gestão e aquisição de escritórios. A MMO Facilities oferece soluções personalizadas para empresas multinacionais, com foco no mercado da África Oriental. Actuando em diversas áreas, a empresa garante a funcionalidade dos activos de seus clientes por meio da integração eficiente de pessoas, locais, processos e tecnologia.

Subsidiária da MMO e afiliada à Maris Africa Investment Holding, a MMO Facilities aproveita sua vasta rede internacional de negócios e a expertise adquirida em toda a África para fornecer serviços de alta qualidade. Nesta entrevista, Rosa Muthewuye compartilha os planos de expansão da MMO Facilities e as estratégias que têm impulsionado seu crescimento no continente africano.

Profile Mozambique: Como surgiu a MMO e qual é o seu principal foco de actuação?

Rosa Muthewuye: Tenho 33 anos e sou Gestora de Operações na Mozambique Managed Offices (MMO) e na MMO Facilities, ambas empresas pertencentes ao Grupo Maris. A MMO foi fundada em 2012 como a primeira empresa moçambicana a oferecer um modelo inovador de negócio focado no arrendamento e gestão de escritórios, sendo pioneira nesse segmento em Moçambique.

Em 2018, surgiu uma nova oportunidade quando um de nossos clientes decidiu abrir seu próprio escritório e solicitou que a MMO assumisse a gestão desse espaço. Ao invés de gerir apenas o nosso próprio espaço físico, aceitamos o desafio de administrar o escritório do cliente directamente em suas instalações. Esse novo modelo de actuação nos inspirou, e em 2020, nossa Directora decidiu fundar a MMO Facilities, marcando o nascimento de um novo capítulo na nossa história.

PM: Como os serviços integrados oferecidos pela MMO Facilities ajudam as empresas a focarem em seu core business e quais são os principais benefícios percebidos pelos clientes?

RM: A MMO Facilities é uma empresa que visa facilitar a vida do cliente. Nós cuidamos de toda a gestão do escritório, incluindo serviços como limpeza, recepção e apoio administrativo. Ademais, oferecemos serviços de procurement, controle de pragas, manutenção e outras assistências gerais necessárias para o bom funcionamento do ambiente de trabalho.

Nosso objectivo é permitir que o cliente foque em seu core business, sem se preocupar com questões que possam tirar seu sono. Assumimos essas responsabilidades, pois somos especializados nessa área, o que torna tudo mais simples para nós.

Quanto aos nossos serviços, agregamos valor ao cuidar de todas as necessidades de organização do espaço do escritório. Por exemplo, se uma mesa ou computador quebra, há alguém que precisa organizar o reparo ou substituição. A MMO Facilities centraliza todos esses serviços em um só lugar. Desta forma, basta entrar em contacto connosco, e nós cuidamos de todo o processo.

PM: E o que é que diferencia tanto a MMO ou a MMO Facilities de outras soluções de escritórios, por exemplo?

RM: O que nos diferencia é nosso foco na qualidade, tanto na entrega para o cliente quanto na capacitação dos nossos colaboradores. Nossos profissionais são bem treinados, e isso se reflecte na excelência dos serviços prestados.

Embora a MMO Facilities esteja no mercado há cerca de 4 anos, a MMO como um todo já tem uma trajectória de 12 anos. Isso nos posiciona como uma empresa experiente, quase um adolescente no mercado. Vale salientar que, somos parte do grupo Maris, que tem presença global, o que nos permite trazer experiências internacionais para aprimorar nossos serviços.

PM: Nesse espaço de mais de 10 anos de actuação no mercado, como está a vossa quota de mercado hoje?

RM: Diria que a situação está estável, mas a questão da COVID-19 trouxe impactos negativos para todos os sectores. Acredito que o único sector que talvez não tenha sido afectado drasticamente foi a indústria alimentar e/ou farmacêutica. De forma geral, todos fomos atingidos, e nossa empresa não foi excepção.

Infelizmente, já estivemos em uma posição melhor, mas agora estamos a trabalhar para nos reerguer. Acreditamos que em breve alcançaremos novamente nosso auge. O segmento em que actuamos é marcado por avanços rápidos, especialmente no espaço tecnológico.

Contudo, sentimos que nosso percurso até agora nos rendeu respeito no mercado, e isso nos dá uma vantagem competitiva.

PM: Quais são os planos da MMO Facilities para expandir a sua actuação pelo país?

RM: Actualmente, temos bases em Maputo e Pemba. No momento, são essas duas, mas já recebemos propostas para expandir para outras províncias, o que estamos a considerar explorar. Sempre que surge uma oportunidade, procuramos aproveitá-la.

PM: Quais skills considera fundamentais para que uma mulher se destaque na liderança e no mercado corporativo, especialmente em um ambiente competitivo e em constante transformação?

RM: Acredito que, antes de tudo, a mulher precisa acreditar em si mesma. É essencial confiarmos em nossa própria capacidade. Felizmente, na MMO, que é a União Ecológica do Ser, damos grande prioridade ao empoderamento feminino. Actualmente, 75% da nossa equipa é composta por mulheres, e desde sempre valorizamos a ideia de que a mulher é capaz e pode alcançar o que deseja.

É fundamental que corramos atrás dos nossos objectivos, com foco, seriedade e profissionalismo. O compromisso em fazer bem feito deve estar sempre presente. Precisamos nos esforçar ao máximo, porque é possível alcançar nossos sonhos. Devemos estar sempre um passo à frente, prevenindo problemas antes que precisem ser remediados.

Inovar, estudar, aprender continuamente e olhar para o mundo ao redor são atitudes essenciais. É importante investir em nossa profissionalização. No fim, é isso que nos impulsiona.

Rosa Muthewuye: “We feel respected by the market and by the journey we have made so far”

In this week’s edition of PROFILE, we talk to Rosa Muthewuye, Operations Manager at MMO Facilities, a company specializing in office management and acquisition services. MMO Facilities offers customized solutions for multinational companies, with a focus on the East African market. Operating in several areas, the company guarantees the functionality of its clients’ assets through the efficient integration of people, locations, processes and technology.

A subsidiary of MMO and affiliated to Maris Africa Investment Holding, MMO Facilities takes advantage of its vast international business network and the expertise it has acquired throughout Africa to provide high-quality services. In this interview, Rosa Muthewuye shares MMO Facilities’ expansion plans and the strategies that have driven its growth on the African continent.

Profile Mozambique: How did MMO come about and what is your main focus?

Rosa Muthewuye: I’m 33 years old and I’m the Operations Manager at Mozambique Managed Offices (MMO) and MMO Facilities, both companies belonging to the Maris Group. MMO was founded in 2012 as the first Mozambican company to offer an innovative business model focused on office rental and management, pioneering this segment in Mozambique.

In 2018, a new opportunity arose when one of our clients decided to open its own office and asked MMO to take over the management of that space. Instead of just managing our own physical space, we accepted the challenge of managing the client’s office directly on their premises. This new operating model inspired us, and in 2020, our Director decided to found MMO Facilities, marking the birth of a new chapter in our history.

PM: How do the integrated services offered by MMO Facilities help companies focus on their core business and what are the main benefits perceived by clients?

RM: MMO Facilities is a company that aims to make life easier for clients. We take care of all the office management, including services such as cleaning, reception and administrative support. In addition, we offer procurement services, pest control, maintenance and other general assistance necessary for the smooth running of the work environment.

Our aim is to allow our clients to focus on their core business, without worrying about issues that might put them off. We take on these responsibilities because we specialize in this area, which makes everything simpler for us.

As for our services, we add value by taking care of all the organizational needs of the office space. For example, if a desk or computer breaks, someone has to organize the repair or replacement. MMO Facilities centralizes all these services in one place. This way, all you have to do is contact us and we’ll take care of the whole process.

PM: And what differentiates MMO or MMO Facilities from other office solutions, for example?

RM: What sets us apart is our focus on quality, both in the delivery to the client and in the training of our employees. Our professionals are well trained, and this is reflected in the excellence of the services provided.

Although MMO Facilities has been on the market for around 4 years, MMO as a whole has already been around for 12 years. This positions us as an experienced company, almost a teenager on the market. It’s worth noting that we are part of the Maris group, which has a global presence, allowing us to bring in international experience to improve our services.

PM: In the space of more than 10 years on the market, how is your market share today?

RM: I’d say the situation is stable, but the COVID-19 issue has had a negative impact on all sectors. I believe that the only sector that perhaps hasn’t been drastically affected is the food and/or pharmaceutical industry. In general, we have all been hit, and our company has been no exception.

Unfortunately, we were once in a better position, but we are now working to get back on our feet. We believe that we will soon reach our peak again. The segment in which we operate is marked by rapid advances, especially in the technology space.

However, we feel that our journey so far has earned us respect in the market, and this gives us a competitive edge.

PM: What plans does MMO Facilities have to expand its operations across the country?

RM: We currently have bases in Maputo and Pemba. At the moment, those are the two, but we have already received proposals to expand into other provinces, which we are considering exploring. Whenever an opportunity arises, we try to take it.

PM: What skills do you think are essential for a woman to stand out in leadership and in the corporate market, especially in a competitive and constantly changing environment?

RM: I believe that, first and foremost, women need to believe in themselves. It’s essential to have confidence in your own ability. Fortunately, at MMO, which is the Ecological Union of Being, we give high priority to female empowerment. Currently, 75% of our team is made up of women, and we have always valued the idea that women are capable and can achieve what they want.

It is essential that we pursue our goals with focus, seriousness and professionalism. The commitment to doing things well must always be present. We need to make every effort, because it is possible to achieve our dreams. We must always be one step ahead, preventing problems before they need to be remedied.

Innovating, studying, learning continuously and looking at the world around us are essential attitudes. It’s important to invest in our professionalization. In the end, that’s what drives us.

Epsilon eMobility impulsiona a mobilidade sustentável em Moçambique

Foi lançada recentemente, a Epsilon eMobility, uma iniciativa empresarial inovadora co-financiada pelo programa BRILHO, financiado pelos governos do Reino Unido e da Suécia e implementado pela SNV.

Este projecto promissor tem como objectivo redefinir a mobilidade em Moçambique, promovendo soluções de transporte mais ecológicas e sustentáveis.

A iniciativa visa não apenas reduzir as emissões de carbono, mas também melhorar a acessibilidade e a qualidade de vida de milhares de moçambicanos. Com a introdução de opções de transporte mais limpas e eficientes, o projecto criará oportunidades de emprego e geração de renda para jovens e populações de baixa renda, contribuindo consideravelmente para o desenvolvimento social e económico do país.

Em colaboração com a Agência Metropolitana de Maputo (AMT), a Epsilon eMobility planeia introduzir e operar uma frota de 150 veículos eléctricos, incluindo motorizadas e Tuk-Tuks, que serão atendidos por três estações de troca de baterias alimentadas por energia solar.

Esta é uma medida prática e concreta que aproxima Moçambique da concretização dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030, ao mesmo tempo que promove um futuro mais verde e acessível para todos.

De referir que o projecto é um marco importante no esforço global para reduzir o impacto ambiental dos transportes, ao mesmo tempo que melhora a mobilidade urbana e cria um modelo de negócio sustentável para o país.

Emissão de títulos do tesouro reflecte no incremento da dívida interna em Moçambique

Emissão de títulos

Moçambique anunciou a emissão de 609 milhões de meticais (aproximadamente 8,6 milhões de dólares) em Obrigações do Tesouro, com maturidade de cinco anos. A operação foi divulgada pela Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) e contou com um elevado interesse dos operadores do Tesouro com maturidade de cinco anos, indicam dados oficiais a que Lusa teve acesso.

A emissão corresponde à 10ª série de Obrigações do Tesouro de 2024 e estava destinada à subscrição directa por operadores especializados. A relação entre procura e oferta foi de 22,51%, com propostas que totalizaram 1,2 milhões de meticais.

Com uma taxa de juro nominal fixa de 15% para os primeiros quatro pagamentos semestrais e variável para os últimos seis, esta operação visa equilibrar as necessidades de financiamento do governo. No entanto, o aumento da dívida pública interna é uma preocupação crescente. De acordo com dados do Banco de Moçambique, a dívida interna totalizou 364,2 milhões de meticais, representando um aumento significativo nos últimos meses.

O relatório de Situação Económica e Perspectivas de Inflação, publicado em Maio, revela que a dívida interna contraiu 51,9 milhões de meticais, totalizando 23,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Isso inclui 99,8 milhões de meticais em Bilhetes do Tesouro e 169 milhões em Obrigações do Tesouro.

O Ministério da Economia e Finanças alertou sobre o rápido crescimento da dívida interna, prevendo que, se essa tendência continuar, a relação entre dívida interna e externa pode atingir 50% até 2029. Esse cenário é alarmante, pois pode colocar em risco a sustentabilidade financeira do país.

As taxas de juros sobre Letras do Tesouro e Títulos do Tesouro também aumentaram, resultando em custos mais elevados para o financiamento doméstico. A taxa média ponderada de empréstimos governamentais subiu de 5% em 2021 para 6,5% em 2023, acumulando um aumento de 150 pontos-base em apenas dois anos.

A recente emissão de títulos do Tesouro por Moçambique é um reflexo das necessidades de financiamento do governo, mas também evidencia o desafio crescente da dívida pública. A atenção das autoridades e dos investidores será crucial para garantir a sustentabilidade financeira do país nos próximos anos.